quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Justiça


Líder da APU-PDGB reafirma acusações de que José Mário Vaz tem intenção de assaltar ANP

Bissau, 05 Jan 16 (ANG) – O Presidente do partido Aliança Popular Unida, (APU-PDGB), reafirmou hoje as acusações feitas ao Presidente da República de que tem um plano para assaltar a mesa da Assembleia Nacional Popular, deter Cipriano Cassamá e forçar a votação do programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado.
 
Nuno Gomes Na Bian, em declarações à imprensa à saída de uma audição no Ministério Público sobre as referidas acusações feitas contra o chefe de Estado na passada semana, disse que ninguém no país deve estar em cima da lei.

“Fomos ouvidos e tudo correu bem. O juiz informou-nos da razão da nossa convocação”, explicou, acrescentando que o Presidente da República deve conhecer a Constituição do país porque é a sua Bíblia, e quando isso não acontece é porque ele não está com o povo.

O líder dos apuanos disse que as acusações feitas são puramente políticas e fez representar perante o Ministério Público como um bom cidadão para mostrar ao povo que  respeitam e estão debaixo da lei.

Na Bian disse que alguém deve ter dado instruções ao Procurador-Geral da República para lhes convocar e falar sobre as acusações que fez, tendo pedido ao seus militantes a respeitarem os dirigentes eleitos no país.


“Mas quando não estão a desempenhar corretamente as funções à que foram confiadas, serão criticados duramente”, disse, salientando que agora é que a política vai começar de verdade no país.

“O Chefe de Estado levou o país ao abismo total, e tem medo que as pessoas o digam a verdade, mas se ele pensar que é com as ameaças que vai - nos fazer calar está a faltar com a verdade e isso nos mostra, de uma forma clara,  que a sua  intenção  é de ter todos os poderes deste país sob seu controle “ criticou Nabian.

Para Nuno Nabian o próprio Chefe de Estado devia ser a primeira pessoa a ser chamado a responder perante a justiça, por ser, um homem altamente intriguista e que ameaça o seu povo de que tem poder de prender e matar, tendo questionado se isso não é crime.

 “ Reafirmo e volto a reafirmar tudo o que diz sobre o plano de assaltar a sede da ANP”, vincou Na Bian, salientando que apresentou tudo que tinha a apresentar ao Ministério Público e segundo ele cabe a Procuradoria Geral fazer o seu trabalho.

A Audição que iniciou as 10 da manhã terminou quase as duas da tarde e foi acompanhado, em massa, pelos militantes e apoiantes de Nuno Gomes Na Bian . ANG/MSC/SG

Justiça


PGR afirma que Domingos Simões Pereira e Nuno Nabiam vão ser ouvidos na qualidade de denunciantes

Bissau,05 Jan 17(ANG) - O Procurador-geral da República, António Sedja Man, disse hoje que Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, e Nuno Gomes Nabian, líder do APU-PDGB, vão ser ouvidos pelo Ministério Público na qualidade de denunciantes "porque ninguém está acima das leis na Guiné-Bissau".
António Sedja Man

Em declarações à imprensa, Sedja Man defende que as audições não são perseguição política e que o Ministério é imparcial. 

Sobre o deputado e líder do PAIGC, Sedja avança que Domingos Simões antes de ter a imunidade parlamentar é cidadão e, portanto, pode ser ouvido a qualquer momento na qualidade de denunciante, sem se referir a um processo em concreto.

Domingos Simões Pereira devia ser ouvido hoje pelo Ministério Público, mas a sessão ficou adiada devido a solicitação de detalhes de audição feita pela Assembleia Nacional Popular.
Sedja Man reforça que irá enviar uma nova notificação à Assembleia Nacional Popular para que Domingos Simões Pereira seja ouvido.
ANG/R. Jovem


Hospital Simão Mendes

Imigrante guineense em Itália doa gêneros alimentares à  Pediatria

Bissau, 05 Jan 17 (ANG) – Um emigrante guineense radicado em Itália, Avelino Joao Insumbu ofereceu hoje a Pediatria  do Hospital Nacional Simão Mendes vários produtos alimentares, nomeadamente batatas, cebolas, açúcar e óleo alimentar.
 
Fontes hospitalares disseram que a oferta vai permitir a reabertura da cozinha da pediatria, há muito encerrada, por dificuldades de abastecimentos.

Em declarações a imprensa  Insumbo disse que o apoio para a reabertura da referida cozinha, veio  na sequência de uma conversa com o responsável da Pediatria sobre as  necessidades de fazer funcionar aquele serviço a fim de poder servir melhor as crianças  doentes necessitadas. 

“É uma iniciativa pessoal mas que contou com a ajuda de alguns amigos italianos”, revelou Avelino.

Satisfeito com o gesto, o Diretor do Hospital Nacional Simão Mendes HNSM, Orlando Lopes, agradeceu ao Insumbo e apela para que mais gestos de gêneros sejam feitos, a fim de se minimizar as dificuldades com que o maior centro hospitalar do pais se confronta.

*Se cada guineense fizer o mesmo, irá minimizar as dificuldades não só do HNSM mas também de todas as instituições do país*, disse Orlando Lopes.
ANG/RSM/LLA/SG

Telecomunicações

        PM confirma reabertura das empresas Guinetel e Guiné-Telecom

Bissau, 5 Jan 17 (ANG) – O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau confirmou quarta-feira a reabertura das empresas de telecomunicações públicas Guinétel Guiné-Telecom, que haviam sido anunciados pelo titular do sector.

Em declarações à Rádio Jovem, depois de visita que efectuou as instalações das duas empresas, Umaru Sissoko Embalo disse que apesar das referidas empresas encontrarem tecnicamente em falência, o seu governo decidiu a sua reabertura para permitir o seu normal funcionamento.

Sissoko Embalo afirmou no entanto que o executivo neste sentido irá  esforçar para poder minimizar os problemas financeiros que as duas empresas de telecomunicações pública  enfrentam há muito tempo.

O Presidente do Sindicato da Guinétel e Guiné-Telecom declarou que os funcionários das duas empresas receberam, com muito agrado, a decisao governamental , tendo apelado o  engajamento do executivo na materialização dessa decisão.

David Mingo acrescentou  que os funcionários da Guinétel e Guiné-Telecom  se entregaram aos trabalhos de ensaio dos equipamentos  que se encontravam  paralisados ha muito tempo.

"Como sabem a empresa Guinétel e Guiné-Telecom como entidades públicas, para serem rentáveis , devem ser contempladas no Orçamento Geral do Estado", explicou Mingo.
ANG/ PFC/SG    

     

Gâmbia


                      Regime Jammeh reprime elementos da oposição

Bissau, 05 Jan 17 (ANG) - A agência de notícias africana Panapress denunciou que o Governo gambiano lançou uma repressão massiva contra os membros da oposição, detendo alguns, e encerrou uma estação de rádio independente, a rádio FM Tanraga.

Segundo a fonte, o opositor Daba Muhammed Kuyateh foi detido no domingo, na sua residência em Bakoteh, e está actualmente encerrado na sede da Agência Nacional de Inteligência (NIA).

A repressão segue-se à afixação de cartazes nas ruas de Banjul, a capital, e a impressão em camisolas das palavras “GambiaHasDecided” (A Gâmbia Já Decidiu), por membros da oposição, refere a Panapress e acrescenta que a Agência Nacional de Inteligência ameaçou deter a equipa de campanha #GambiaHasDecided e os seus simpatizantes.
 
A informação foi confirmada por fontes na cidade comercial de Serrekunda, onde testemunhas revelaram que elementos das Forças Armadas retiraram todos os cartazes e perseguiram jovens nas suas casas.

No primeiro dia do ano, o  presidente cessante e candidato derrotado nas últimas presidenciais, Yahya Jammeh, que após reconhecer a derrota, deu o dito pelo não dito e agora recusa entregar o poder, acusou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de fazer-lhe “uma declaração de guerra” ao  prometer “engajar todos os meios para o afastar do poder”. 

Yahya Jammeh excluiu participar em diálogo da CEDEAO devido ao que considera “parcialidade” desta  organização regional da África Ocidental e reiterou o pedido de anulação das eleições presidenciais realizadas em 1 de Dezembro.

O Presidente cessante e candidato derrotado reclama uma nova votação e já afirmou que continua à governar até o Tribunal Supremo se pronunciar sobre o seu recurso, que deve ser examinado em 10 de Janeiro, nove dias antes de expirar o seu mandato, à luz da Constituição.     

Além da CEDEAO, a União Africana e Nações Unidas têm apelado a Yahya Jammeh para aceitar a derrota e abandonar o poder. 

O enviado da ONU para a África Ocidental apela ao Presidente cessante a “respeitar o veredicto das urnas e garantir a segurança do Presidente eleito, Adama Barrow, e de todos os cidadãos gambianos”.

Yahya Jammeh afirmou que a intervenção de potências estrangeiras não vai mudar a sua decisão e advertiu que não vai tolerar nenhuma manifestação nas ruas e, numa decisão considerada por analistas como uma tentativa de assegurar a lealdade da hierarquia militar, promoveu pelo menos 250 oficiais subalternos e superiores.

O Chefe de Estado cessante da Gâmbia impediu a aterragem, no aeroporto de Banjul, de um avião que transportava uma delegação da CEDEAO. A organização integrada por 15 Estados africanos enviou em 13 de Dezembro à capital gambiana, Banjul, uma missão de Chefes de Estado integrada pela liberiana Ellen Johnson Sirleaf e o nigeriano Muhammadu Buhari, presidente em exercício da organização, para convencer, sem sucesso, Yahya Jammeh a ceder o poder.  

Após o fracasso da mediação regional, a CEDEAO admite, caso falhe a “diplomacia preventiva”, tomar “decisões mais drásticas”, entre as quais a opção militar para a “possível solução” da crise.  
ANG/JA

Política


“França apoia decisão da CEDEAO sobre a crise na Guiné-Bissau”,diz embaixador

Bissau,05 Dez 17(ANG) - O novo embaixador da França em Bissau, Jean Louis Joel, que quarta-feira apresentou cartas credenciais, disse que Paris apoia e se revê na decisão de líderes da Africa Ocidental para acabar com a crise política na Guiné-Bissau.
 
Em declarações aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente José Mário Vaz, o diplomata afirmou que o seu país se revê na posição da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e particularmente a do Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para a saída da crise na Guiné-Bissau.

Na qualidade de mediador da CEDEAO na crise política que divide os líderes guineenses há cerca de dois anos, Alpha Condé negociou um acordo segundo o qual o primeiro-ministro teria que ser uma figura de consenso e de confiança do chefe do Estado, José Mário Vaz.

Quatro dos cinco partidos com representação parlamentar não integram o Governo, entretanto, investido pelo Presidente guineense, por não concordarem com o nome de Umaro Sissoco Embaló, proposto para o cargo.

Na sua última cimeira de chefes de Estado e de Governos, realizada na Nigéria, a 18 de dezembro, a CEDEAO recomendou ao Presidente guineense o cumprimento do Acordo de Conacri, que a organização diz ser o instrumento capaz de fazer a Guiné-Bissau sair da crise política.

O embaixador francês afirmou que o seu país apoia a posição da CEDEAO por estar de acordo com a do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da União Africana.

Em relação à cooperação bilateral com a Guiné-Bissau, o embaixador francês prometeu a continuidade dos apoios do seu país nomeadamente no âmbito de projetos de desenvolvimento europeu e do Fundo Mundial de Luta contra SIDA.

O diplomata acrescentou que a França irá manter os programas do ensino e expansão da língua francesa na Guiné-Bissau.

Jean Louis Joel disse ter aproveitado também a audiência com o líder guineense para transmitir a preocupação do seu Governo em relação à situação política na Gâmbia, onde o Presidente cessante, Yahya Jammeh, recusa-se a abandonar o poder  depois de perder as eleições.
ANG/Lusa

Política


PAIGC condena alegada tentativa de silenciar partidos políticos e sociedade civil

Bissau, 05 Dez 17 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condena o que considera de tentativa de silenciar os partidos políticos e as organizações da sociedade civil do país por parte do Presidente da Republica.

 Num comunicado à imprensa a que à ANG teve hoje acesso, os libertadores declararam que vão reforçar as suas mobilizações para o combate às alegadas acções ditatoriais

“O PAIGC regista com elevada apreensão a nova onda de intimidação e perseguição lançadas por José Mário Vaz após ameaças difundidas nos órgãos de comunicação social com evocação da competência para o recurso à prisão, tortura e assassinato contra todos os que não se conformem com a política ditatorial a ser implementada no país”, refere o documento.

No comunicado o PAIGC revela que recebeu notas de convocação pelo Ministério Público do seu líder e de outras formações políticas.

“Este comportamento é errático e selectivo do Ministério Público, porquanto fiscal da legalidade democrática e do interesse público e social ao manter no silêncio e impavidez perante as ameaças do Presidente da República”, considerou o comunicado.
ANG/AALS/SG