sexta-feira, 16 de março de 2018

Senegal


      Helicóptero militar cai no sul com 20 pessoas a bordo, 7 resgatadas
  
Bissau, 16 Mar 18(ANG) – Um helicóptero militar senegalês, com 20 pessoas a bordo, despenhou-se na noite de quarta-feira, no sul do Senegal, declarou à agência AFP o porta-voz do Exército, coronel Abdou Ndiaye, indicando que sete pessoas feridas tinham sido socorridas.
Foto arquivo
O aparelho caiu ao início da noite, ao largo de Missirah, em zona pantanosa.
Das 20 pessoas, “quatro eram tripulantes”, indicou o coronel Ndiaye.
“Os condutores de pirogas na zona retiraram sete passageiros”, disse. “O socorro está a ser organizado”, sublinhou, acrescentando que as outras 13 pessoas estavam a ser procuradas. ANG/Inforpress/Lusa

Moscovo


        Imprensa russa acusa May de envenenar relações com Moscovo

Bissau, 16 Mar 18 (ANG) – A imprensa russa acusa hoje a primeira-ministra britânica, Theresa May, de “envenenar” as relações com Moscovo, ao anunciar um conjunto de sanções contra a Rússia em resposta ao envenenamento do ex-espião russo em Inglaterra.

Theresa May
“Theresa May envenenou as relações entre Moscovo e Londres”, titula o jornal o Nezavissimaïa, enquanto o matutino oficial Rossiïskaïa denuncia que Londres, numa reacção nervosa, “escolheu a confrontação com Moscovo”.
Já no Kommersant lê-se que “a crise nas relações entre Moscovo e Londres atingiu uma nova dimensão”, acusando as autoridades britânicas de “procurar respostas tóxicas” ao envenenamento do ex-espião russo.
Já o popular Komsomolskaïa refere que Theresa May “tentou acusar a Rússia de todos os pecados no seu discurso perante o parlamento”, enquanto o jornal Izvestia assegura que a Rússia “vai responder, pelo menos, de forma simétrica, à expulsão de 23 diplomatas russos.
“Mas a reacção russa pode mesmo vir a ser mais global”, adianta o jornal que cita fontes diplomáticas e aconselha Londres a preparar-se para a resposta.
O diário Moskovski Komsomolets prevê “um longo período de gelo” nas relações entre os dois países, mas a “Rússia será capaz de enfrentar tudo isso de cabeça erguida”
O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, 66 anos, e a filha Yulia, 33, foram encontrados inconscientes no dia 04 de Março, num banco num centro comercial em Salisbury, no sul de Inglaterra, e estão hospitalizados em “estado crítico, mas estável”.
Dias depois, o chefe da polícia antiterrorista britânica, Mark Rowley, revelou que Skripal e a filha tinham sido vítimas de um ataque deliberado com um agente neurotóxico, um componente químico que ataca o sistema nervoso e que pode ser fatal.
Na segunda-feira, numa intervenção no Parlamento, Theresa May considerou “muito provável” que a Rússia tivesse sido responsável pelo duplo envenenamento.
Dois dias depois, May anunciou a “suspensão de contactos bilaterais” com Moscovo e a expulsão de 23 diplomatas russos, decisão que a embaixada russa em Londres classificou como “hostil”, “inaceitável” e “injustificada”.
A Rússia nega qualquer a responsabilidade no ataque, que já mereceu a condenação de vários governos, incluindo o de Portugal, e de dirigentes como os presidentes norte-americano, Donald Trump, e francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
Lusa/fim

Política



            Anunciadas novas orientações para missões ao estrangeiro

Bissau, 16 mar. 18 (ANG) - O primeiro-ministro Artur Silva, anunciou  quarta-feira em comunicado as condições em que membros do governo cessante poderão efectuar missões de serviço ao estrangeiro.
 
Segundo o comunicado enviado a ANG, a representação da Guiné-Bissau em eventos internacionais no exterior vai passar a ser feita pelos embaixadores, sempre que houver representação diplomática local.

 "Quando e sempre que o evento internacional decorra num país fora do quadro mencionado, a deslocação do membro do governo cessante poderá ser autorizada pelo primeiro-ministro com a emissão de um mandato com plenos poderes a seu favor", acrescenta o comunicado.

O primeiro-ministro guineense tomou posse a 31 de Janeiro, mas ainda não formou o seu governo. Os atuais membros do governo guineense estão demissionários e apenas com funções de gestão corrente dos assuntos do Estado.
ANG/SG

Futebol



   Federação avisa que jamais assumirá despesas de competições dos “Djurtus

Bissau, 16 Mar 18 (ANG) – A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), exortou hoje o governo para que passe a arcar com as suas responsabilidades de financiar as despesas da selecção de Futebol “0s Djurtus” nas competições internacionais.

A exortação foi feita hoje em conferência de imprensa, pelo vice-presidente da FFGB, Mamadu Saliu Baldé vulgo (Mister Balde).

 “Chegou o momento de cada um assumir as suas responsabilidades”, disse Baldé acrescentando,“por falta de apoio do governo, fomos obrigados a trabalhar para endireitar as coisas a fim de reduzir as despesas para os dois jogos amistosos que devíamos realizar em Franca”.

Apontou as dificuldades financeiras como motivo do cancelamento da partida contra o Congo-Brazzaville.      

Segundo mister Baldé, a FFGB tem utilizado verbas doados pela FIFA para apoiar o desenvolvimento do futebol guineense nas despesas da selecção nacional, pondo em risco assim sua relação com este organismo que gere o futebol mundial.

“Queremos continuar a apoiar a selecção, mas na verdade não estamos em condições, e isso já está a causar-nos problemas com a FIFA”, sublinhou o membro do comité executivo da FFGB que revelou que aquela organização, por varias vezes, teria advertido a federação de futebol que os fundos aloucados a Guiné-Bissau são para apoiar as selecções da camada inferior e equipas que actuam no campeonato nacional de futebol.

Em reacção, a Directora-geral do Desporto, que assistiu a conferência de imprensa, confirmou que nos últimos tempos o governo não tem apoiado financeiramente a participação da selecção nacional de futebol assim como das outras modalidades, nas competições em que tomaram parte.

Maria da Conceição Évora realçou, entretanto, que o seu ministério tem envidado esforço junto do Ministério das Finanças para desbloquear verbas requisitadas pela FFGB para custear as despesas da selecção, inclusive para a deslocação à França. 

“Infelizmente as nossas solicitações junto ao Ministério das Finanças não tiveram êxito porque o ministro daquela instituição alega que estão sem poder financeiro para cobrir a despesa apresentada pela FFGB devido a crise que abala o pais”, espelhou.     

Questionada sobre a resposta do governo face a exortação feita hoje pela FFGB, aquela responsável disse que cabe ao futuro executivo analisar, se vale a pena o pais continuar a participar ou não nas competições internacionais, ou deve aguardar até que as coisas melhorassem.    ANG/LLA/SG  

quinta-feira, 15 de março de 2018

Má Gestão


Ministro cessante da Administração Territorial demite Presidente da Câmara Municipal de Bissau
Bissau, 15 Marco 18 (ANG) - O ministro cessante da Administração Territorial do Governo demissionário da Guiné-Bissau, Sola N`Quilin, demitiu hoje de funções o Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Baltazar Cardoso, que acusa de corrupção, gestão danosa, peculato e nepotismo.
Num despacho a que a Lusa teve acesso, N`Quilin salienta ter decidido demitir Baltazar Cardoso depois de receber um relatório de inquérito por si mandado fazer na sequência da suspensão do presidente da Câmara de Bissau, a 02 de Janeiro.

O ministro não só ordenou a suspensão de Baltazar Cardoso como o proibiu de frequentar as instalações da Câmara de Bissau, assim como todos os colaboradores por si nomeados.
O governante afirma, agora no seu despacho de demissão, terem sido confirmadas as suspeições contra Baltazar Cardoso e que "perante as provas é obrigado a agir em conformidade" para salvaguardar o interesse público.
Mesmo que o Governo esteja em mera gestão, Sola N`Quilin disse ter poderes para agir conforme recomenda a lei orgânica da Administração Pública guineense.
A decisão de Sola N`Quilin de ordenar a demissão de Cardoso ocorreu um dia depois de o advogado do ex-presidente da Câmara de Bissau, Mussá Sanhá, ter anunciado que o tribunal deu como "sem efeito" a decisão do ministro de o suspender.
Segundo o advogado, o tribunal considerou que o ministro não tem competências para suspender o presidente da Câmara de Bissau, uma decisão que, frisou, apenas pode ser tomada em conselho de ministros.
Baltazar Cardoso e Sola N`Quilin são dirigentes seniores do Partido da Renovação Social (PRS), a segunda força mais votadas nas últimas eleições legislativas guineenses.
Ambos foram ouvidos no Ministério Público na sequência de troca de acusações sobre alegadas vendas de terrenos públicos.
ANG/Lusa

Política


 “Ausência de alguns signatários do Acordo de Conacri não está a facilitar a resolução da crise,”diz Braima Camará   

Bissau, 15 Mar 18 (ANG) – O Coordenador do Grupo dos “quinze” deputados, expulsos do PAIGC disse hoje  que a não participação de alguns signatários do acordo de Conacri na auscultação realizada hoje pelo Presidente da República José Mário Vaz, não esta a facilitar a saída da crise. 

Braima Camara que falava à imprensa no final do encontro, revelou que de acordo com o pedido da Sociedade Civil, o Chefe de Estado José Mário Vaz, deu  nova oportunidade à todos os autores políticos como forma de se sentarem a mesma mesa para juntos analisarem a forma viável de saírem do impasse político vigente há alguns anos.

“Num processo como este, caso houver princípio das políticas de cadeiras vazias de algumas das partes, o processo torna ainda mais complicado.No entanto, estou convicto que as partes ausentes no encontro de hoje, estarão presentes na próxima terça-feira, a nova data marcada por José Mário Vaz”, disse Braima Camara.

Por seu turno, o Presidente da Sociedade Civil, Fodé Caramba Sanhá destacou que o encontro com o Presidente da República serviu para a busca da solução para a formação de um novo governo,lamentando ainda que, por infelicidade, não esteve presente boa parte dos visados.

“Não estamos satisfeitos com o resultado que presenciarmos porque é um resultado que não deu em nada”, declarou o presidente do Movimento da Sociedade Civil.

Realçou, por outro lado, que a Aliança da Sociedade Civil marcara uma reunião com todos os seus membros para analisarem juntos o próximo passo que a classe irá dar sobre o referido assunto, uma vez que se aproxima a campanha de comercialização da castanha de caju e agrícola.

Em nome das Mulheres Facilitadores, Francisca Vaz disse que houve impasse na decisão da escolha de um Primeiro-ministro, mas acredita que as partes envolvidos na crise vão ainda se entender e chegarem à uma solução.

ANG/LLA/SG