terça-feira, 2 de julho de 2019

Educação


Secretário-geral do Ministério da Educação aconselha novo governo a pagar dívidas aos docentes

Bissau, 02 Jul 19 (ANG) – O Secretário-geral do Ministério da Educação Nacional aconselha ao próximo governo, a liquidar o salário em dívida para com os professores das escolas públicas do país.

José Júlio Cesar Delgado falava hoje, em exclusivo, a Agência de Notícias da Guiné (ANG) sobre a possível retoma e prorrogação das aulas nas escolas públicas.

Disse que a continuidade das aulas dependerá do governo, informando que a direção do Ministério de Educação vai reunir com o Grupo Local de Educação (GLE) e parceiros para analisar se é possível continuar com as aulas nas escolas públicas ou não.

 " Um ano na vida de uma pessoa significa muita coisa, a situação vivida no país nunca foi vista. No passado havia greves, mas também as pessoas sempre conversavam e chegavam ao consenso", sustentou.

 Júlio César Delgado disse que o Ministério fez tudo para que as escolas públicas funcionassem, cumprindo as exigências dos professores, a começar pela aprovação da Carreira Docente, cuja implementação aguarda a aplicação do Orçamento Geral do Estado para o ano em curso.

Por outro lado, afirmou que a saída dos alunos para as escolas privadas tem a ver com as greves e não com a qualidade do ensino, porque a maioria dos professores que leccionam nessas escolas são também professores nas escolas públicas.

Segundo o Secretário-geral do Ministério da Educação, cerca de 70 por cento das escolas públicas, sobretudo as de auto-gestão, concluíram o ano lectivo, razão pela qual não se pode decretar a sua anulação.

O ano letivo pode ser  nulo apenas nas escolas que não funcionaram durante os tempos em que decorreram as greves, principalmente as dos centros urbanos das regiões, e da capital, Bissau. ANG/LPG/DM//SG

Justiça


                  Procurador-geral da República entrega pedido de demissão 

Bissau 02 Jul. 19 (ANG) – O Procurador-geral da República (PRG) entregou hoje ao Presidente da República o pedido de demissão do cargo , salientando que a “estabilidade da Guiné-Bissau está acima da sua pessoa”.

Bacari Biai proferiu estas declarações a saída de um encontro com o chefe de Estado e disse que apresentou o seu pedido de demissão “em nome da  estabilidade, paz e desenvolvimento da Guiné-Bissau”.

“Eu sou um soldado desta Nação, por isso, a Guiné-Bissau está em primeiro, segundo, terceiro , quarto , e em  quinto lugar . Só depois vem o cidadão Bacari Biai . Por isso o meu interesse nunca estará em  cima da do país”, alegou.

A demissão de Bacari Biai foi determinada pela Cimeira de chefes de Estados e de Governos da CEDEAO realizado na semana passada em Abuja , na Nigéria.

Questionado se sentiu pressionado pelas resoluções da última Cimeira dos Chefes de Estados da Comunidade Económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO), Biai respondeu que não, e considerou  a resolução dessa cimeira de  “descabida e sem fundamento”, apesar de a respeitar.

A PGR disse que mesmo nas leis da CEDEAO não há nenhuma disposição que habilite esta organização sub-regional de imiscuir naquilo que são assuntos internos da Guiné-Bissau, salientando que a CEDEAO envergonhou os cidadãos comunitários.

Bacari Biai disse que sai com sentimento de dever cumprido e  que, provavelmente, estará em melhores condições onde fôr, para “combater as teias de corrupção transnacional que está a consumir as estruturas do desenvolvimento da Guiné-Bissau”. ANG/MSC//SG


Financiamento/compacto lusófono


                      Cabo Verde vai beneficiar de  470 milhões de dólares

Bissau, 02 jul 19 (ANG) -  Cabo Verde tornou-se hoje no segundo País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a assinar o compacto lusófono específico com Portugal e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor de 470 milhões de dólares.
Vista da Cidade de Praia
A assinatura aconteceu durante o primeiro Fórum de Investimentos Privados, na ilha do Sal, e foi feita pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, pela directora de integração regional do BAD, Moono Mupotola, e por Helena Paiva, embaixadora de Portugal em Cabo Verde.
Assistiram à cerimónia o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, empresários, diplomatas e muitos outros presentes no fórum de investimentos na ilha do Sal, que se prolonga até quarta-feira.
O valor do compacto específico para Cabo Verde é de 470 milhões de dólares para financiar projectos em áreas como energias renováveis, agronegócios, turismo, pescas.
Além dos projectos que poderão beneficiar de funcionamento, o instrumento contém sugestões de políticas de reforma, preparação de projectos e outras formas de assistência técnica no que diz respeito ao sector privado e a parcerias público-privadas.
A directora de integração regional do BAD, Moono Mupotola, disse que a assinatura do compacto comprova os esforços do Governo cabo-verdiano para desenvolvimento do sector privado.
"O BAD e seus parceiros têm planos ambiciosos para Cabo Verde e temos de garantir uma maior concentração de recursos para atacar os obstáculos das infra-estruturas, que têm impacto no desenvolvimento das empresas", disse Mupotola.
A representante avançou que, em coordenação com Portugal, o BAD está a concluir os detalhes para a utilização das garantias financeiras e os critérios para eleger os projectos do compacto, salientando que vão "alinhar com as prioridades do país".
Moono Mupotola disse ainda que o compacto irá ter em conta o contexto do país e os desafios nacionais que o sector privado enfrenta e irá considerar o financiamento de projectos com valores inferiores a 30 milhões de dólares, que é o limite para o crédito do banco.
Por sua vez, a embaixadora Helena Paiva disse que Portugal atribuiu "enorme importância" ao compacto lusófono, considerando que se trata de um "instrumento inovador", que é assinado pelo segundo PALOP, depois de Moçambique.
"Este é o primeiro passo para a operacionalização desta importante iniciativa de fomento ao desenvolvimento do sector privado no país, instrumental enquanto motor de crescimento económico sustentável e inclusivo, e por consequência, contribuir para a melhoria das condições de vida da população cabo-verdiana", salientou a diplomata.
Considerando que o fórum de investimento é o "evento oportuno" para assinar compacto lusófono, Helena Paiva disse que agora é hora de "pôr mãos a obra".
A embaixadora apelou ainda os investidores e empresários a apresentarem projectos, para que, em breve, o compacto possa ter "resultados visíveis" e contribua para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.
O ministro das Finanças cabo-verdiano classificou o momento de histórico, notando que é mais um ato de criação de oportunidades para o sector privado.
Segundo Olavo Correia, a partir de agora cabe ao sector privado apresentar projectos que criem valor para todos.
"Temos hoje todos os instrumentos de apoio às empresas no que diz respeito ao financiamento. Agora é preciso que o sector privado tenha condições para apresentar projectos bancáveis, bem montados […] projectos financiáveis, para que possamos criar emprego", referiu.
Sobre o total de financiamento de 470 milhões de dólares, Olavo Correia disse que se trata de um montante "nunca visto” para a criação de investimentos no país.
O Compacto para o Desenvolvimento dos países lusófonos é uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projectos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do banco africano e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco.
O BAD, Moçambique e Portugal assinaram a 12 de Março, em Maputo, um acordo designado Compacto Lusófono Moçambique, para apoiar projectos de investimento, o primeiro específico de um país. ANG/Angop

Festa de independência


   Presidente da República  felicita  homólogos da RDC, Ruanda e Burundi

Bissau,02 Jul 19(ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz endereçou mensagens de felicitações aos seus homólogos da República Democrática do Congo(RDC), de Ruanda e Burundi por ocasião da celebração das festas nacionais dos respectivos  países.

“Senhor presidente e caro irmão, ao celebrar-se o Dia Nacional da República Democrática do Congo, tenho a honra de dirigir a Vossa Excelência, as minhas mais sinceras e cordiais felicitações, formulando ao mesmo tempo, os meus melhores votos pela crescente prosperidade da Nação congolesa e pela manutenção dos laços de amizade e cooperação que unem os nossos dois Povos e Estados”, disse José Mário Vaz ao seu homólogo Félix Tshisekedi.

Numa outra missiva ao seu homólogo da República de Ruanda,  pela celebração dos 57º aniversário da sua independência, José Mário Vaz disse aproveitar esta feliz ocasião para desejar prosperidade crescente a Nação ruandesa e pela manutenção dos tradicionais laços de amizade e cooperação existentes entre os dois países para o benefício dos dois Povos.

“Queira aceitar, senhor Presidente e Caro irmão, os protestos da minha mais alta consideração”, referiu  José Mário Vaz ao dirigir-se ao seu homólogo ruandês, Paul Kagamé.

Da mesma diapasão, o Presidente da República au endereçou mensagens de felicitações ao seu homólogo do Burundi pela celebração da festa nacional daquele país no passado dia 1 de Julho.

“Ao celebrar-se no primeiro de Julho, a festa nacional da República do Burundi, tenho a honra de dirigir a Vossa Excelência, as minhas mais sinceras e cordiais felicitações, formulando, ao mesmo tempo, os meus melhores votos pela crescente prosperidade da Nação burundês e pela manutenção dos laços de amizade e cooperação que unem os nossos dois Povos e Estados”, disse José Mário Vaz na carta endereçada ao seu homólogo Burundês, Pierre Nkurunziza. ANG/ÂC//SG    

Sudão


                     Oposição convoca desobediência civil para 14 de julho

Bissau, 2 jul 19 (ANG) -  O principal movimento de protesto no Sudão convocou actos de desobediência civil para 14 de Julho, em todo o país, um dia após os protestos de domingo para pressionar os militares no poder.

"No domingo, 14 de Julho, desobediência civil e greve total em todos os sectores profissionais (...) na capital e em todas as províncias", anunciou a Aliança para a Liberdade e a Mudança (ALC), na vanguarda dos protestos.
Após a aparição de três corpos nesta segunda-feira no subúrbio de Cartum, a oposição acusou os militares no poder de reprimir com sangue os protestos organizados no domingo para exigir a passagem do poder aos civis.
O Conselho Militar de transição, que dirige o país desde a destituição do presidente Omar al Bashir, em Abril, afirmou que responsabiliza a ALC pelos actos de violência.
Pelo menos sete manifestantes morreram nos protestos de domingo, segundo o comité de médicos vinculado à oposição.
Em hospitais da capital e do interior "também há muitos feridos graves baleados pelas milícias do Conselho Militar", acrescentou o comité.
No sábado, a União Europeia tinha alertado que era "dever do Conselho Militar garantir a segurança de todos e se abster de qualquer uso de violência contra os manifestantes".
Já a Amnistia Internacional alertou que o conselho "não deve deixar que o país deslize para uma repressão maior. O mundo está olhando".
A manifestação de domingo foi a maior desde 3 de Junho, quando os militares dispersaram um acampamento diante do quartel-general do Exército, deixando dezenas de mortos. ANG/Angop


UNICEF


   Nadine Perrault é a nova Representante da organização na Guiné-Bissau

Bissau,02 Jul 19(ANG) – Nadine Perrault é a nova Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância(UNICEF), na Guiné-Bissau, substituindo a francesa Christine Jaulmes designada para as mesmas funções no Escritório desta organização no Quirguistão.

Segundo um comunicado à imprensa do UNICEF enviado à ANG, a haitiana Nadine Perrault antes de ser designada Representante do UNICEF para a Guiné-Bissau desempenhou as mesmas funções  no Escritório desta organização em El Salvador, na América Central.

De acordo com o  comunicado, Perrault,  formada em direito-especialista em protecção das crianças,  ainda exerceu as mesmas funções no Escritório Regional para América Latina e Caribe, no Panamá.

 “Estou muito feliz por estar aqui. É a minha primeira experiência na região de África, mas estou totalmente animada por saber mais do país e para continuar o trabalho do UNICEF aqui na Guiné-Bissau. Conto estar muito no terreno falando com as crianças, escutando as suas opiniões, assim como continuar a promover a participação delas à todos os níveis”, disse Nadine Perrault. ANG/ÂC//SG

Quénia


                    Funcionários do ACNUR acusados de burlar refugiados

Bissau, 02 jul 19 (ANG) -  Funcionários do ACNUR do campo de refugiados de Dabaab, no Quénia, estão a ser acusados de vender bens de primeira necessidade aos deslocados, segundo o site inglês “The Guardian”.
“No Quénia, os funcionários do ACNUR estão a vender aos refugiados todos os serviços gratuitos, uma corrupção endémica que aumenta o sofrimento dos refugiados”, sublinha o “The Guardian”.
De acordo com o mesmo jornal, desde Março de 2019, os refugiados do campo de Dabaab, o maior do Mundo, estão a passar mal.
Os deslocados somalis consideram a decisão do executivo queniano um duplo castigo contra si, porque além das incertezas, são obrigados a pagar aos agentes do ACNUR.
Pessoa contactada pelo “The Guardian”, denunciaram que o pessoal do ACNUR e seus agentes pedem entre 20 a 200 dólares para validar o repatriamento de cada membro da família.
Cecile Pouilly, porta-voz do ACNUR considerou tais informações inéditas para a sua organização.
De acordo com aquele funcionário da ONU, no Quénia, os refugiados podem denunciar o erro de um membro do pessoal do ACNUR, de um parceiro ou de um contratante, preenchendo um formulário Web, utilizando das caixas de sugestões disponíveis em todos os bureaux do ACNUR ou apelando o Serviço gratuito de assistência telefónica.
O governo queniano decidiu encerrar o campo, depois de um ataque dos islamistas shebab, e alguns refugiados correm o risco de serem expatriados para o seu país, que continua mergulhado numa guerra civil. ANG/Angop

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Política






Bissau, 01 jul 19 (ANG) - O primeiro-ministro , Aristides Gomes, disse domingo que vai fazer os possíveis para que o novo Governo tome posse quarta-feira, conforme decidido pelos chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

"A decisão foi tomada, há um arranjo que se fez e acho que vamos trabalhar para cumprir o arranjo e fazer os possíveis e tudo para que o Governo tome posse até dia 03 de julho",afirmou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, depois de ter chegado de Abuja, Nigéria, onde assistiu no sábado à cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que, entre vários assuntos, analisou a situação política na Guiné-Bissau.

"Vamos trabalhar para podermos cumprir essa decisão da cimeira. Nós temos um Governo que deve iniciar uma legislatura e um Presidente cessante e tínhamos uma situação atípica que necessitava da intervenção da nossa organização supranacional", salientou.

A CEDEAO determinou que o Presidente José Mário Vaz, que cumpriu cinco anos de mandato a 23 de junho, vai continuar em funções, mas sem a totalidade dos poderes.

Os chefes de Estado da CEDEAO determinaram também que o novo Governo guineense tem de tomar posse até quarta-feira e que o Presidente tem de nomear um novo Procurador-Geral da República até à mesma data.

"Quanto aos resultados da cimeira, diria que quem ganhou foi a Guiné-Bissau. Temos um quadro para levar o país para as eleições presidenciais e acabar o ciclo iniciado com as legislativas", salientou o primeiro-ministro.

O Presidente guineense já tinha marcado as eleições presidenciais para 24 de novembro.

A crise política continuava na Guiné-Bissau depois de José Mário Vaz ter recusado por duas vezes nomear para o cargo de primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido mais votado nas eleições de 10 de março.

O vencedor das eleições acabou por indicar Aristides Gomes, nome aceite pelo Presidente, que, no entanto, não nomeou o Governo indicado pelo novo primeiro-ministro até ao dia 23 de junho, violando assim o prazo estipulado pela CEDEAO para o fazer.ANG/Lusa


CEDEAO/reações





 Bissau, 01 jul 19 (ANG) -- O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, considerou que a cimeira da comunidade da África Ocidental definiu uma saída para o bloqueio político na Guiné-Bissau.

Segundo a agência Lusa,numa mensagem difundida domingo,Domingos Simões Pereira considerou também que os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deixaram um "aviso sério à navegação política no país".

"Não é hora de celebração de qualquer vitória e muito menos de novas tentativas de contornar as regras estabelecidas para conseguir benefícios particulares", salientou Domingos Simões Pereira.

Os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO estiveram reunidos em cimeira no sábado na Nigéria e ordenaram ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para nomear o Governo proposto pelo partido vencedor das legislativas de 10 de março até quarta-feira e a nomeação de um novo Procurador-geral da República também até quarta-feira.

A CEDEAO determinou também que José Mário Vaz continua como Presidente da Guiné-Bissau até à realização das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, mas sem poderes para se ingerir nos assuntos da governação.

"Ao Presidente da República ofereceu-se a possibilidade de se manter no posto, mas sem interferência na governação, aos partidos vencedores das eleições, nomeadamente ao PAIGC, reconheceu-se a responsabilidade de governar, e a todos conferiu-se a oportunidade de libertar o país através da nomeação, sob proposta do Governo, de um Procurador-Geral sério e competente, e a organização dentro do tempo estabelecido de eleições presidenciais transparentes e justas", salientou Domingos Simões Pereira.

Para o presidente do PAIGC, a resolução dos chefes de Estado da CEDEAO é a proclamação do fim do jogo político dos últimos anos.

Uma grave crise política teve início da Guiné-Bissau em 2015 após o Presidente guineense, José Mário Vaz, ter demitido das funções de primeiro-ministro o presidente do PAIGC, partido que venceu as legislativas em 2014, acusando-o de corrupção e nepotismo.

A crise levou ao encerramento do parlamento do país e, apesar da mediação da CEDEAO, o chefe de Estado nomeou sete primeiros-ministros, um dos quais duas vezes.

Com a realização das eleições legislativas de 10 de março, a tensão política aumentou, com José Mário Vaz a levar mais de três meses a nomear um novo primeiro-ministro e consequente formação do Governo, alegando um impasse para a eleição da mesa do parlamento.

Após nova intervenção da CEDEAO, o Presidente, que cumpriu cinco anos de mandato em 23 de junho, acabou por indicar Aristides Gomes primeiro-ministro do país, depois de ter recusado, por duas vezes, o nome de Domingos Simões Pereira.

José Mário Vaz continuou, no entanto, sem nomear o Governo proposto por Aristides Gomes, o que vai ter de fazer por deliberação dos seus homólogos da CEDEAO até quarta-feira.ANG/Lusa


CAN 2019





Bissau,01 Jul 19(ANG) – A Guiné-Bissau e Benim empataram  sábado a zero bolas e continuam sem vencer no Grupo F, da Taça das Nações Africanas de 2019 (CAN 2019), que é liderado pelos Camarões.

Depois da derrota na estreia frente à seleção camaronesa, a formação comandada por Baciro Candé não foi além de um nulo diante do Benim, que tinha empatado 2-2 no primeiro jogo frente ao Gana.

Após a segunda ronda da poule, em que camaroneses e ganeses também empataram sem golos, os Camarões lideram, com quatro pontos, mais dois do que Gana e Benim, enquanto a Guiné-Bissau ocupa o quarto e último posto, com um ponto.

Na terceira e última jornada da fase de grupos,  na terça-feira,  a seleção guineense defronta o Gana e o Benim enfrenta os Camarões. ANG/ÂC//SG



Greve/Função Pública


      Centrais sindicais entregam novo pré-aviso para 15 dia de paralisação 

Bissau 01  Jul. 19 (ANG) – As duas centrais sindicais do país,a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e a Confederação-Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB) vão entregar, esta semana, um novo pré-aviso de greve com duração de 15 dias úteis ou seja de 8 à 26 do corrente mês.
Secretário geral da UNTG

Segundo um comunicado à que a ANG teve hoje acesso, as duas centrais sindicais iniciam esta semana uma campanha de sensibilização dos trabalhadores sobre novas estratégias tendentes a consolidar os propósitos da luta sindical em curso.

Na missiva, a UNTG e a CGSI-GB apelam a todos os associados, em particular, os servidores públicos e trabalhadores em geral a manterem firmes e determinados a volta das suas estruturas sindicais, porquanto ser o único caminho para obter a dignidade, respeito sócio laboral, em defesa dos seus interesses legítimos.

As duas centrais sindicais já decretaram por oito vezes greves de três dias semanais e preparam para inaugurar a 9ª  ronda  com paralisações de 15 dias úteis.

Reivindicam, entre outros, o pagamento dos salários aos funcionários contractados e aumento do salário mínimo nacional de 50 mil para 100 mil francos CFA.ANG/MSC/ÂC//SG

Cultura


"IPNOVE está determinado no resgate, preservação e promoção da cultura guineense", diz Valdir da Silva

Bissau, 01 Jul 19 (ANG) – O responsável de Comunicação e Eventos do Instituto Politécnico Nova Esperança (IPNOVE), Valdir da Silva, disse que a sua instituição está determinada em resgatar, preservar e promover a cultura guineense através da Academia.
Da Silva falava no encerramento da segunda edição da festa de "nturudu" , que decorreu nos dias 29 e 30 do mês corrente sob o lema:" Nô cultura i nô identidade, IPNOVE na resgate di nô cultura".

Afirmou que o IPNOVE  une o ensino à cultura  para revolucionar e resgatar a cultura ao nível nacional, acrescentando que não pretendem fazer uma aculturação com influências estrangeiras, para melhor exibir a nossa realidade como guineenses e africanos.

Disse que  já fizeram a confirmação desta revolução com as duas edições da festa de "Nturudo" , efectuadas pela sua instituição e a participação no desfile nacional no carnaval 2019, onde saíram como vencedores no sector autónimo e ao nível nacional.

"Peço ao Estado guineense que nos confie a organização do desfile nacional do Carnaval, e não vamos desiludir a nação. Vamos fazer chegar a mega manifestação cultural do país na sua originalidade para todo o território nacional", prometeu o responsável da comunicação e eventos da IPNOVE.

Afirmou que a segunda edição da festa de "nturudu" decorreu num clima de festa e na demonstração das diversidades culturais da Guiné-Bissau através de apresentações de músicas, danças, exposições artísticas e muito mais.

 O evento ainda contou com a atribuição de certificados  de fim do curso aos 36 estudantes que compõem o primeiro grupo de finalistas deste estabelecimento de ensino superior e também com a cobertura jornalística da imprensa gambiana.

Na entrega de certificados,  o Presidente da IPNOVE, Malam Cisse felicitou aos finalistas pelos sacrifícios e empenho demostrados ao longo dos seus estudos para chegarem a meta como finalistas.Pediu para que traduzam na prática  os conhecimentos adquiridos para a confirmação da  competência da Instituição.

Por fim, o Promotor cultural, Dodó Pereira, vulgo Dodó das máscaras, anunciou que vão criar um Balet Infantil para a preservação e sustentabilidade da cultura guineense.

" E nos próximos tempos também, através de uma parceria com algumas instituições gambiana e senegalesa, a IPNOVE vai realizar a festa de Nturudu na Gâmbia e Senegal. Solicitaram-nos para organizar este evento", acrescentou Dodó das Máscaras.

Ainda Dodó projetou um próximo carnaval exclusivamente de Nturudu no país, para resgatar alguns aspetos da cultura em extinção no país, nomeadamente Nturudu. ANG/CP/ÂC//SG

Comércio internacional


             EUA e China decretam trégua na guerra  entre os dois países
Bissau, 01 jul 19 (ANG) - A trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China foi decretada no sábado (29) durante encontro entre Donald Trump e Xi Jinpig à margem do G20 em Osaka, no Japão.
Os dois presidentes concordaram em retomar as negociações comerciais bilaterais, que haviam sido interrompidas em maio.
Washington renunciou a impor mais taxas aos produtos chineses, informou a agência oficial da China. As sobretaxas teriam afetado US$ 500 bilhões em produtos chineses importados a cada ano pelos Estados Unidos.
As negociações entre os dois países serão retomadas "sobre a base da igualdade e do respeito mútuo". Xi Jinping iniciou a reunião comentando que eles estavam não muito longe do local onde, há 48 anos, atletas chineses e americanos se enfrentaram no ping-pong. A clara alusão à histórica "diplomacia do ping-pong" entre as duas potências, foi interpretada como uma proposta ao diálogo. "China e Estados Unidos podem tanto ganhar com a cooperação, quanto perder com a luta", disse Xi a Trump, segundo a agência Xinhua.
Trump considerou a reunião com o presidente chinês de "excelente" e garantiu que as negociações bilaterais tinham "voltado ao bom caminho". Antes do encontro, Trump já havia mostrado que estava aberto a negociações, ao afirmar que "seria histórico se pudéssemos alcançar um acordo comercial justo".
Em entrevista coletiva, o presidente americano ressaltou, no entanto, que as novas tarifas sobre produtos chineses estão descartadas "pelo menos por enquanto". Ele também falou, sem entrar em detalhes, sobre a possibilidade de suavizar o veto ao grupo tecnológico chinês Huawei, um ponto sensível na complexa relação comercial entre dos dois países.
 A trégua é similar a que foi anunciada pelos dois presidentes no G20 do ano passado em Buenos Aires, embora meses depois a guerra comercial tenha recomeçado.
 A guerra comercial entre Estados Unidos e China era a questão mais sensível desta Cúpula do G20 na cidade japonesa de Osaka. "Esse era realmente o tema dominante, o restante era secundário", opinou Thomas Bernes, do 'Center for International Governance Innovation', um grupo de pesquisas canadense.
Neste sentido, o comunicado final do G20 adverte que "as tensões comerciais e geopolíticas se intensificaram" e podem afetar um crescimento mundial que já está enfraquecido. No entanto, o documento não critica o protecionismo americano. O grupo dos 20 países mais desenvolvidos do mundo, criado em 2008, representa 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.ANG/RFI


Política


    CEDEAO recomenda  empossamento do novo Governo  antes de 24 de julho 

Bissau,01 Jul 19(ANG) – Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), recomendaram ao Presidente cessante da Guiné-Bissau que assine o Decreto de nomeação do novo Governo antes do dia 24 do corrente mês de Julho.

A decisão consta nas recomendações saídas da 55ª  Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), realizada no passado dia 29 de Junho em Abuja(Nigéria).

A CEDEAO recomenda ainda a nomeação do novo Procurador Geral da República com base no consenso obtido entre o Presidente da República cessante e os partidos da maioria parlamentar até o dia 03 de Julho.

Decidiram que o actual Presidente cessante continuasse nas funções até a realização das eleições presidenciais agendadas para o dia 24 de Novembro do ano em curso, mas que deixará toda a gestão dos assuntos do Governo ao novo executivo formado.

Em declarações à imprensa no aeroporto de Bissau, após o seu regresso da Cimeira da CEDEAO, o Presidente cessante José Mário Vaz disse que as recomendações saídas da referida reunião não têm nada de especial.

"Nós, em vez de nos sentarmos na nossa casa e discutirmos como irmãos para encontrar soluções para os problemas que temos e resolvê-los internamente, preferimos entregar os problemas a outras pessoas. Isso coloca-nos numa má posição. Perdemos o respeito dos outros e perdemos outras coisas que nem imaginamos", afirmou José Mário Vaz.

Disse na ocasião estar disponível para se sentar e dialogar com os seus irmãos, afim de encontrar solução para qualquer problema através do diálogo.

A crise política continua na Guiné-Bissau depois de José Mário Vaz ter recusado por duas vezes nomear para o cargo de primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido mais votado nas eleições de 10 de março.

O vencedor das eleições acabou por indicar Aristides Gomes, nome aceite pelo Presidente, que, no entanto, não nomeou o Governo indicado pelo novo primeiro-ministro até ao dia 23 de junho, dta em que terminou o seu mandato presidencial de cinco anos, violando assim o prazo estipulado pela CEDEAO para o fazer.

Antes de viajar para Abuja, José Mário Vaz, pediu  aos guineenses para preservarem a paz e a liberdade ..
"Só estou preocupado com a paz que conquistámos aos longos destes anos. Foram realmente os meus legados, a paz e a liberdade, e peço a todos os filhos da Guiné para os preservarem para que amanhã, quem se sente nesta cadeira (de Presidente), possa gozar de paz e de liberdade", afirmou José Mário Vaz.
O Presidente da República falava aos jornalistas no aeroporto internacional de Bissau onde foi recebido por centenas de apoiantes e dirigentes do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e do Partido de Renovação Social (PRS).
Salientando aos jornalistas que queria deixar uma mensagem "importante ao país", o chefe de Estado afirmou que foi através da unidade que a Guiné-Bissau conseguiu a independência e que só com a unidade se poderá construir o país.
"Quero, e foi a razão da minha luta até ao dia de hoje, que haja unidade, coesão e solidariedade entre nós filhos da Guiné-Bissau. O que é importante é respeitar as leis da República, porque só assim é que podemos caminhar direito", disse.  ANG/ÂC//SG

Migração


         Capitã de navio humanitário Sea Watch é presa ao ancorar na Itália
Bissau,01 Jul 19(ANG) - A capitã de navio humanitário que resgata migrantes no Mediterrâneo foi presa  sábado (29) ao ancorar na Itália.
O Sea Watch entrou  madrugada no porto da ilha de Lampedusa, com 40 migrantes a bordo.
A capitã Carola Rackete, de 31 anos, ignorou o bloqueio das águas territoriais italianas imposto pelo ministro do Interior, Matteo Salvini, de extrema direita. Ela foi imediatamente detida ao chegar em Lampedusa.
 O próprio Salvini solicitou publicamente a prisão de Rackete e do restante da tripulação do Sea Watch por ajudar a imigração clandestina, assim como o sequestro do navio.
Segundo a imprensa italiana, Carola Rackete é acusada de “resitência a um navio militar” e pode ser condenada a até 10 anos de prisão.
Depois de algum tempo de espera a bordo, os migrantes puderam finalmente desembarcar na manhã de sábado. Eles foram levados para um centro de acolhida para refugiados de Lampedusa. Salvini informou pelo Twitter que todos os migrantes serão enviados a outros países europeus que aceitaram recebê-los.
O diretor Sea Watch Johannes Bayer, escreveu no Twitter que a ONG está orgulhosa da capitã, que fez o que era necessário, “insistiu no direito marítimo e colocou estas pessoas em um local seguro".

Inicialmente, a polícia marítima italiana havia ordenado que o navio permanecesse a uma milha náutica do porto. Na sexta-feira (28), Rackete manteve contato permanente de vídeo com jornalistas em Roma, quando denunciou uma situação "incrivelmente tensa" a bordo do Sea Watch. Ela contou que a maioria das pessoas resgatadas são vítimas de traumas, que sofreram abusos e violências e que estão muito angustiados por seu destino.
Um migrante de 19 anos com fortes dores e seu irmão pequeno tiveram que ser retirados da embarcação na quinta-feira (27), por motivos médicos. Os outros resgatados dormiam no convés do navio, sobre salva-vidas infláveis e sob barracas improvisadas para se proteger da onda de calor que atinge toda Europa.
O Sea-Watch, com bandeira holandesa, estava há duas semanas bloqueado em águas internacionais.     Ele resgatou em 12 de junho um grupo de 53 migrantes que se encontravam à deriva em um bote inflável, na costa da Líbia.
Onze pessoas que corriam risco de vida foram recuperadas pela guarda-costeira italiana, mas Salvini proibiu a entrada do navio, de bandeira holandesa, em águas territoriais do país. Na quarta-feira (26), Rackete decidiu que não haveria outro remédio a não ser violar a proibição e salvar os migrantes restantes.
Há um ano, Salvini ordenou o bloqueio dos portos para conter o fluxo de imigrantes em situação irregular na costa da Itália. A Procuradoria de Agrigento, na Sicília, abriu uma investigação contra a capitã por tráfico ilegal de seres humanos e a notificação foi entregue pessoalmente na sexta-feira por agentes da Guarda de Finanças, que na véspera haviam revistado toda a embarcação.
"Violamos a lei porque a Líbia não é um porto seguro para desembarcá-los, porque lá estão em guerra. Estou segura de que a justiça italiana reconhecerá que a segurança das pessoas é mais importante que as fronteiras nacionais", explicou a capitã.
Salvini exigia que as pessoas resgatadas no mar fossem levadas para a Holanda, bandeira do Sea Watch, ou para a Alemanha, sede da organização humanitária. O líder da Liga acusou paradoxalmente a organização alemã de "fazer política" com a vida dos migrantes. ANG/RFI