quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Sahel


          União Africana pede apoio urgente à luta contra terrorismo

Bissau, 03 out 19 (ANG) -  O presidente da Comissão da União Africana defendeu hoje que os ataques do início da semana no Mali evidenciam a "urgência" de um "apoio forte e eficaz" da comunidade internacional aos esforços regionais de luta contra o terrorismo, noticiou a Lusa.
"Estes atentados recordam a necessidade urgente de um apoio forte e eficaz da comunidade internacional aos esforços dos países da região para combater o terrorismo", defendeu, em comunicado, Moussa Faki Mahamat.
Ataques a duas bases militares no centro do Mali mataram pelo menos 40 pessoas, incluindo 25 membros das Forças Armadas do Mali, segundo as autoridades locais.
Cerca de sessenta soldados continuam desaparecidos na sequência dos atentados, que ainda não foram reivindicados.
Os ataques ocorreram de forma simultânea em dois campos de militares, em Boulekessi e Mondoro, na noite de domingo para segunda-feira, e eram destinados não apenas às forças armadas malianas, mas também à força militar conjunta do G5-Sahel.
Moussa Faki Mahamat condenou "firmemente os ataques terroristas" contra as forças malianas e o batalhão da força do G5 Sahel, endereçando condolências às famílias dos soldados mortos e desejos de rápidas melhoras aos feridos.
"Renovo a inteira solidariedade da União Africana ao Governo maliano e aos países que contribuem com tropas para a força G5 Sahel.
A força conjunta G5-Sahel é composta por cerca de 5.000 militares de cinco países da região Mali, Níger, Burkina Faso, Tchade, Mauritânia e, além da falta de material, enfrenta dificuldades financeiras, embora beneficie do apoio de França.
A missão de paz da ONU no Mali, MINUSMA, reúne cerca de 15.000 militares e polícias, cujo objectivo não passa pelo combate à luta contra grupos “jihadistas”.
Os ataques terroristas afectam o Mali desde 2012, na sequência de um golpe de Estado, que deixou o controlo do norte do país nas mãos de grupos rebeldes tuaregues, apoiados por células terroristas.
A acção dos ‘jihadistas’ foi muito limitada em 2013 graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas grandes áreas do Mali, especialmente no norte e no centro, escapam ao controlo do Estado, beneficiando grupos terroristas. ANG/Angop


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Comunicação social


“É uma tristeza a situação em que se encontra os órgãos públicos de comunicação social”, diz  Presidente da República

Bissau,02 Out 19(ANG) – O Presidente da República cessante José Mário Vaz qualificou de “triste e milagrosa” a situação em que se encontram os órgãos de comunicação social públicos do país.

“O que tenho constatado é um milagre por parte dos trabalhadores dos referidos órgãos de comunicação social públicos, desde a Agência de Notícias da Guiné, Jornal Nô Pintcha, Rádio Difusão Nacional e a Televisão da Guiné-Bissau”, lamentou o Presidente da República em declarações à imprensa após a visita que efectuou hoje aos referidos órgãos.
José Mário Vaz sustentou que tinha dito e irá continuar a dizer que o dinheiro de Estado deve ir para os cofres de Estado.

“Aqui na Televisão é uma vergonha. Por causa de trinta milhões de francos CFA, o interior do país não pode ter acesso às informações do país. Casas por pintar, entre outras necessidades”, criticou, acrescentando que os funcionários de Estado devem ser pagos pelas receitas do Estado.

José Mário Vaz voltou a questionar do paradeiros dos dinheiros das  Contribuições e Impostos, da Direcção Geral das Alfandegas, Fundos Autónimos, de Compensação das Pescas.

“Eu quero saber onde estão esses dinheiros. O que nós vimos na nossa comunicação social públicos é triste. Não têm condições mínimas para trabalharem e quero exigir dos jornalistas a resolução desses problemas”, questionou.

O Presidente da República disse desconhecer que os jornalistas igualmente estão com muitos meses de salários em atraso, ou seja alguns com cerca de sete meses.

“Há dias falei e vou continuar a dizer. Eu quero saber onde estão os 10 mil milhões de francos CFA provenientes da emissão de títulos de tesouro. E muito brevemente mais 10 mil milhões de francos CFA serão emitidos. É triste o que estamos a assistir hoje em dia na Guiné-Bissau”, contestou.

José Mário Vaz sublinhou que os jornalistas não estão sendo pagos, salientando que certamente que não vão estar na altura de prestar um serviço de qualidade ao país.

“Todos se queixam que não recebem, as condições de trabalho são das piores. Devo dizer que eu saio bastante triste da visita que efectuei aos órgãos públicos de comunicação social”, disse.

O Presidente da República disse esperar que se meta  as mãos na consciência para olhar para o país, acrescentando que “ninguém pode vir fazer e construir a Guiné-Bissau senão os seus próprios filhos”. ANG/AC//SG

Comunicação Social


        Secretário de Estado reage às críticas do Presidente da República

Bissau, 02 out 19 (ANG) - O secretário de Estado da Comunicação Social, que acompanhou o chefe de Estado na  visita efectuado esta quarta-feira aos órgãos, públicos de comunicação social, realçou o momento da visita que diz coincidir com as vésperas da campanha eleitoral rumo as eleições de 24 de Novembro, em que o próprio José Mário Vaz é um dos candidatos.

“Portanto ai, o limite entre o candidato e o chefe de Estado é muito ténuo. Mas de qualquer das formas o Governo assume as suas responsabilidades partindo do princípio que embora José Mário Vaz é um Presidente cessante mas está em condições especiais decorrentes do acordo de Abuja e de Lomé”, disse João Batica Ferreira.

Relativamente as constatações do Presidente da República, Baticã Ferreira afirmou que é verdade que são factuais, mas disse haver  outros factos subjacentes: “é que efectivamente este estado de degradação já vinha acontecendo”.

“Não aconteceu nenhum  tempestade em que de repente tudo foi para água abaixo. Foi um processo ocorrido ao longo dos últimos tempos, sobretudo numa altura em que o Presidente da República é o responsável máximo dos sucessivos governos”, afirmou.

O secretário de Estado da Comunicação Social, disse que, em todo o caso, o Governo está empenhadíssimo em melhorar as condições desses orgãos, acrescentando que em relação aos 30 milhões que impede ver a televisão  no sul e leste do país, disse que é verdade, mas que se trata de uma  situação  herdada.

“Nós temos a consciência que o Estado não pode depender dos operadores de telecomunicações para fazer funcionar os seus órgãos. Dai que brevemente vão chegar novos equipamentos e materiais de estúdio, de reportagem para equipar os centros emissores regionais de televisão, e em breve trecho a situação vai ficar invertida”, informou o secretário de Estado da Comunicação Social. ANG/ÂC//SG

OHADA


Presidente em exercício destaca  utilização de três línguas de trabalho na organização

Bissau, 02 Out 19 (ANG) – A Presidente em exercício de Organização para Harmonização dos Direitos de Negócios em Africa (OHADA) enalteceu  terça-feira que a organização que preside funciona actualmente com três línguas oficiais nomeadamente, Francês, Português e Espanhol.

 A Presidente em exercício de OHADA e igualmente a ministra de Justiça e dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Rute Monteiro falava à margem de 48ª  reunião de Conselho de ministros da OHADA que está a decorrer na capital Bissau de 01 à 02 do Outubro em curso.

“Além da língua francesa que sempre foi a língua oficial de OHADA, também foi implementado recentemente as línguas portuguesa e espanhola como idiomas oficiais da referida organização com o objectivo de facilitar a comunicação no seio da mesma”, informou Rute Monteiro.

Sustentou que com a aprovação de três línguas como as línguas oficiais da OHADA, o direito desta organização vai tornar mais acessível, devido a  facilidade de descodificação das mensagens.

 “Durante a 48ª  reunião de Conselho de Ministros de OHADA vai ser apresentada um livro intitulado OHADA Tratados, Regulamentos e Actos Uniformes. O referido livro é editada em Língua Portuguesa, e esta acção é um passo importante na edição do direito da OHADA na comunidade lusófona”, referiu.

Rute Monteiro disse que a obra acima mencionada vai permitir uma melhoria na aplicação efectiva dos tratados, regulamentos e actos uniformes da OHADA na Guiné-Bissau, e que estão convictos de que o mesmo vai constituir um instrumento útil à todos enquanto instrumento jurídico do Estado de Direito em África.

A Ministra da Justiça informou que a obra foi concretizada graças a colaboração da Faculdade de Direito de Bissau e de Lisboa,  e com apoio  financeiro do Projecto de Reabilitação do Sector Privado e Desenvolvimento Industrial. ANG/AALS/ÂC//SG

Marrocos


            Prisão efectiva para jornalista acusada de "aborto ilegal"
Bissau, 02 out 19 (ANG) -  A jornalista Hajar Raissouni, acusada de “aborto ilegal” e de “relações sexuais fora de casamento” foi terça-feira condenada a um ano de prisão efectiva.
A defesa vai recorrer da sentença.
A jornalista marroquina de 28 anos, detida no final de Agosto, foi condenada, por um tribunal de primeira instância de Rabat.
Detido e julgado ao mesmo tempo, o médico ginecologista que realizou a interrupção voluntária da gravidez foi condenado a dois anos de prisão e proibido de exercer a profissão por outros dois anos.
O noivo da jornalista do diário de língua árabe Akhbar Al-Yaoum foi igualmente condenado a um ano de detenção.
Um dos advogados de Hajar Raissouni, Abdelmoula Marouri, afirmou que pretende recorrer da sentença.
Os familiares dos arguidos ficaram chocados com o veredicto que dizem ser injusto e político: “Considero que o julgamento foi injusto. A opinião pública marroquina e internacional confirma que Hajar é acusada pelas suas opiniões, pelas suas posições, pelas posições do jornal no qual trabalha, da sua família. Foi isso que encontramos nesta condenação”, sublinhou à saída do tribunal Souleymane Raissouni, tio de Hajar Raissouni e chefe de redacção do jornal onde Hajar trabalhava.
Desde o início que caso da jornalista ultrapassou as barreiras da justiça, desencadeando um amplo debate inédito sobre as liberdades individuais em Marrocos, com centenas de marroquinas a denunciarem “leis injustas, obsoletas e desnecessárias” e a declararem-se "fora-da-lei".
A lei marroquina pune a interrupção voluntária da gravidez com penas que podem ir de seis meses a cinco anos de prisão, com excepções para os casos em que a vida da mãe esteja em risco.
No ano passado, segundo os dados oficiais, a justiça marroquina processou 14.503 pessoas por deboche, 3.048 por adultério, 170 por homossexualidade e 73 por interrupção voluntária da gravidez.
As associações locais que defendem a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, estimam que diariamente são realizados em Marrocos entre 600 a 800 abortos clandestinos, por vezes em condições sanitárias precárias.ANG/RFI



Religião


Bispos  pedem aos políticos para evitarem discursos que põe em causa coesão nacional

Bissau, 02 Out 190 (ANG) - Os Bispos Católicos da Guiné-Bissau, Dom José Camnaté Nabissign e Pedro Zilli pediram aos políticos guineenses, sobretudo aos candidatos às eleições presidenciais, para evitarem discursos que possam pôr em causa a coesão nacional.

Citado pela RDP África, Dom José Camnaté Nabissign fez o pedido no final da visita de uma semana à Alemanha para reatar os laços de cooperação com as instituições religiosas alemãs, durante a qual  manteve contatos com cidadãos guineenses na diáspora em vários cidades daquele país europeu.

 Dom Jose Camnaté Nabissign, por outro lado, pediu ainda aos guineenses para se manterem unidos para cimentar a coesão nacional.

“ Achamos que, a  maior força do povo, apesar das crises, o guineense continua a sentir-se irmão do outro, apesar da diferença étnica e religiosa, até pelo contrário, o cimento social e  cultural que matem a nossa identidade é a fé em Deus”, disse.

Disse que é preciso não esquecer os erros do passado, e que é necessário construir a reconciliação.

“Devemos reconhecer que no passado houve erros, crimes econômicos e crimes de sangue no país, mas, acreditamos que a capacidade de perdoar não só tem a força de curar feridas espiritual e psicológica, mas sobretudo de fortalecer o tecido social. Se uma pessoa adulta tiver a humildade de pedir perdão, a partir do momento em que ele pede o perdão, toda a gente acolhe o seu pedido”, disse o Bispo no final da visita acompanhado pelo Bispo de Bafatá, Dom Pedro Zilli. ANG/LPG/ÂC//SG

França


   Sarkozy será julgado por financiamento ilegal de campanha milionária
Bissau, 2 out 19 (ANG) - O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy será julgado pelo suposto financiamento ilegal de sua campanha eleitoral de 2012.
 O Tribunal de Cassação, o mais alto órgão judicial da França, rejeitou na terça-feira (1°) o último recurso interposto pela defesa.
Há suspeitas de que o ex-presidente, de 64 anos, tenha excedido o limite autorizado de € 22,5 milhões em despesas de campanha em março e abril de 2012.
Na época, ele foi alertado pela equipe de tesouraria da campanha. Se for considerado culpado, o ex-presidente de direita poderá ser condenado a até um ano de prisão e a pagar uma multa de € 3.750. Outras 13 pessoas serão julgadas neste mesmo caso.
A decisão de levar Sarkozy a julgamento foi determinada em 2017, mas até agora a Justiça teve de examinar os vários recursos apresentados pela defesa.
O ex-chefe de Estado considerou que já havia sido punido por esses fatos pelo Conselho Constitucional em 2013, o que o forçou a devolver o valor que havia gasto em excesso.
Os membros do Conselho estabeleceram, na época, uma sanção de cerca de € 365 mil. Eles também indicaram que essa punição financeira não descartava uma ação penal.
Investigações posteriores, realizadas em 2014, revelaram a existência de um esquema de notas fiscais falsas que ocultavam as quantias astronômicas gastas durante os comícios da campanha de Sarkozy.
Os encontros realizados em salas enormes, acompanhados de efeitos especiais, eram organizados por uma agência de comunicação chamada Bygmalion. O advogado do ex-presidente argumenta que a maior responsabilidade dos fatos cabe à agência.
Sarkozy acabou perdendo as eleições para o candidato socialista François Hollande.
O advogado de Sarkozy, Emmanuel Piwnica, lamentou a decisão judicial, que vai levar o ex-presidente a um tribunal. Ele sublinhou que Sarkozy não será julgado por fraude na falsificação de documentos, mas apenas por ultrapassar os gastos autorizados. O processo deve durar vários meses, até que todas as partes sejam ouvidas. 
Antes do julgamento por financiamento ilegal, o ex-presidente, afastado da vida pública desde 2016, deverá ser julgado por tráfico de influência e corrupção num caso envolvendo um juiz da Corte de Cassação.
Nessa ação, escutas telefónicas revelaram que Sarkozy pediu favores a um juiz em troca de arranjar para ele uma promoção.
O ex-chefe de Estado conversava com o magistrado usando o pseudônimo de "Paul Bismuth".
Até agora, apenas um presidente da V República Francesa, Jacques Chirac, falecido na semana passada, teve de se apresentar à Justiça.
Chirac foi condenado em 2011 a dois anos de prisão por um escândalo de emprego fantasma, quando era prefeito de Paris. Ele nunca foi preso, nem compareceu perante o juiz por motivos de saúde. ANG/RFI



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Negócios


“Governo vai se empenhar na materialização dos objectivos da OHADA”, diz o porta-voz, Armando Mango

Bissau, 01 Out 19 (ANG) – O ministro da Presidência de Conselho de Ministros e dos Assuntos parlamentares prometeu esta terça-feira o empenho do país na materialização dos objectivos fundamentais da Organização para Harmonização dos Direitos de Negócios em África (OHADA).

Foto família dos ministros da OHADA em Bissau
Armando Mango falava em representação do primeiro-ministro na cerimónia de abertura de 48ª reunião do Conselho de Ministros da OHADA que decorre nos dias 1 e 2 de Outubro, numa altura em que a Guiné-Bissau assume a presidência em exercício da referida organização.

 “A OHADA ajuda na criação de um espaço jurídico integral ao nível do continente africano, como forma de facilitar a circulação de capitais e de incentivar o investimento privado e promover o crescimento económico dos seus estados membros”, explicou aquele responsável.

Mango sublinhou que, na realidade, os tratados e os actos uniformes da OHADA, fazem parte do plano curricular da Faculdade de Direito da Guiné-Bissau e que concorre cada vez mais na afirmação de jurisprudência nos tribunais  guineenses.

“A comunidade jurídica guineense reconhece direito de OHADA como pacto do ordenamento jurídico interno que aplica o regulamento do tráfico jurídico, mas a presença e aplicação das normas de OHADA na Guiné-Bissau não é abordagem da Comunidade Jurídica”, informou.

Acrescentou que é notória que nos outros ramos de actividades profissionais são verificados  mais números de contabilistas guineenses que revelam um bom domínio no sistema contabilística da OHADA, facto este que aumentou a aproximação de empresas nacionais  às demais países membros da mesma organização.

O governante declarou que o governo da Guiné-Bissau se engaja em contribuir para maior dinamismo de OHADA, tendo acrescentado que na reunião vai ser discutidos e eventualmentel aprovados novos formulários do registo de comércio e de crédito mobiliário, a análise do pedido de adiamento da data de entrada em vigor das normas internacionais em matéria de informação financeira, bem como o pedido de isenção à favor de empresas ligadas ao sector de pequenas capitalizações das bolsas.

Por sua vez, o secretário permanente de OHADA Emmanuel Sidibi Darankoun agradeceu a Guiné-Bissau por ter acolhido o 48ª  reunião do Conselho de Ministros da OHADA e pela hospitalidade.


“A Guiné-Bissau é membro da OHADA desde 26 de Dezembro de 1995, mas empenhou sempre no cumprimento dos objectivos da organização. Espero contar sempre com a sua colaboração para obtenção de maior dinamismo de OHADA”, disse.

Emmanuel considerou de importante a realização de 48ª reunião de Conselho de Ministros da OHADA e pediu aos participantes a darem as suas contribuições para a promoção do benefício da própria organização. ANG/AALS/ÂC//SG

Segurança Social


  Novo Director-geral defende gestão responsável e competente dos fundos

Bissau, 01 Out 19 (ANG) – O novo Director-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) disse que a gestão dos fundos da instituição, por ser geracional, deve ser responsável, competente e moderna.

Vista da sede do INSS em Bissau
Citado pela Rádio Difusão Nacional, Camilo Simões Pereira  falava esta segunda-feira no acto de abertura do curso sobre a gestão financeira de uma instituição de segurança social, financiado pelo governo português, no quadro do projecto Accion Portugal, implementado pela Organização Internacional de Trabalho (OIT).

O Director-geral do INSS aconselhou aos funcionários gestores do regime de segurança a pautarem as suas acções pela  responsabilidade, competência e acima de tudo na modernidade.

Disse que gerir o presente e o futuro das gerações é uma actividade que impõe os técnicos aquisição de conhecimentos cada vez mais actualizados de forma a garantir um futuro sustentável do  sistema.

Por isso, afirmou que o governo, em colaboração da Organização Mundial de Trabalho (OIT) organizaram esta formação para facultar aos técnicos do Instituto de mais conhecimentos com vista a melhorar a gestão financeira.

Camilo Simões Pereira revelou que esta formação, se inscreve nas acções de  reciclagem constante ao pessoal afecto ao INSS, por forma a dominar as ferramentas cada vez mais modernizadas, devido as constantes exigências que a sociedade impõe, com o objectivo de assegurar maior eficiência e eficácia na satisfação regular e continua das necessidades dos utentes, no âmbito da segurança social.

A coordenadora do Projecto Accion Portugal para Guiné-Bissau e Cabo-Verde Joana Borges salientou que os gestores dos fundos não podem pensar que só vão gerir o dinheiro e sem saber da quantia que entra e sai nos cofres e quem pagou e quem não pagou.

“Devem ter conhecimentos dos  montantes  que têm disponível e quando é que será possível pagar as pensões e outro tipo de subsídios que devem ser liquidados, e ao mesmo tempo saber da outra parte que pode ser investida.

Segundo Joana Borges, o objectivo desta formação precisamente é para trabalhar alguns desses pontos com mais pormenor.

Durante quatro dias os técnicos do INSS e de outras instituições públicas e privadas vão debater os princípios de governação financeira no processo de arrecadação das contribuições, das medidas e instrumentos orçamental e tesouraria, entre outros assuntos.ANG/LPG/ÂC//SG

Senegal


                                            Khalifa Sall agraciado
Bissau, 01 out 19 (ANG) - O ex-presidente da câmara de Dakar, no Senegal foi posto em liberdade no domingo depois de ter sido agraciado pelo chefe de Estado.
A decisão foi festejada nas ruas da capital onde Khalifa Sall foi aclamado pela multidão.
Desde que foi anunciada a libertação de Khalifa Sall os apoiantes do antigo presidente da câmara de Dakar saíram às ruas para festejar a decisão.
De acordo com o decreto presidencial, publicado domingo, Khalifa Sall foi agraciado de todas acusações que o levaram à cadeia.
Kahlifa Sall tinha sido condenado a cinco anos de prisão por ter desviado dos cofres públicos cerca de 2,5 milhões de euros, durante o período em que esteve à frente da camara de Dakar.
O antigo edil negou as acusações alegando, na altura, que os autarcas tiveram sempre à disposição uma soma para as acções políticas.
Kahlifa Sall, cujos problemas judiciários começaram a partir do momento em que se afastou da coligação construída à volta do Presidente Macky Sall, afirmou, desde sempre, que o processo tinha como objectivo impedi-lo de se apresentar às presidências de 2019, afirmações desmentidas pelos responsáveis da maioria no poder
Detido em Março de 2017, ainda chegou a fazer campanha a partir da cadeia para as legislativas de Julho, do mesmo ano, foi eleito mas nunca chegou a assumir o cargo de deputado.
Na prisão vê revogado o mandato de presidente de câmara e fica impedido de se apresentar às eleições presidências de 2019, ganhas por Macky Sall, no poder desde 2012.
Hoje em liberdade, Khalifa Sall não está ilibado das acusações que o levaram à cadeia, situação que o impede nomeadamente de se apresentar a uma eleição. Um cenário que os apoiantes de Khalifa Sal esperam reverter, principalmente aqueles que o vêm já como potencial candidato à eleição de 2024. ANG/RFI


CMB


                              Funcionários iniciam greve de três dias

Bissau, 01 Out 19 (ANG) – Os funcionários de Câmara Municipal de Bissau (CMB), iniciaram hoje uma greve de  três dias, em reivindicação, entre outros, de dois meses de salários em atraso.

Agostinho Monteiro
Em declarações à ANG e RDN, o Porta-voz da Comissão Negocial, Agostinho Monteiro disse que reivindicam ainda a implementação da tabela de reajuste salarial e melhoria das condições de trabalho.

 A entrega de cartões de Segurança Social aos trabalhadores, que segundo o sindicato, muitos já inscreverem para o efeito há mais de um ano mas que até então não lhes foram entregues  o cartão de contribuinte.

"Estamos a reivindicar os nossos direitos. Devíamos começar a greve desde dia 25 de junho findo, mas, por causa de um entendimento à que chegamos com o a direção suspendemos a paralização”, explicou.

Agostinho Monteiro disse que o patronato não está a cumprir  o memorando de entendimento por isso voltaram à greve.

Disse contudo que estão disponíveis para voltar à mesa de negociações.

Agostinho Monteiro disse que a greve iniciada hoje, conta com uma adesão  de 98 % dos funcionários camarários, e que afectou  os serviços de cemitérios, mercados, saneamento, entre outros.

Pediu a compreensão da população de Bissau, apelando aos funcionários para ficarem em casa até a comunicação do sindicato. ANG/DMG/ÂC//SG

Ensino público


               Aulas retomadas  com alguns edifícios em más condições

Bissau, 01Out 19 (ANG) - As aulas nas escolas públicas já retomam em pleno, mas com edifícios em más condições  e salas de aulas alagadas pelas águas da chuva.

Segundo o que constatou o repórter de ANG esta terça-feira, nos três maiores liceus da capital Bissau, nomeadamente Liceu Kwame N`krumah, Agostinho Neto e Rui Barcelos da Cunha, tanto os professores como os alunos compareceram para a continuidade do ano lectivo, por forma a recuperar o tempo perdido devido às sucessivas greves dos professores desencadeadas logo no início do ano lectivo.

O diretor do liceu nacional Kwame N`krumah Carlitos na Lama disse que em duas semanas de retoma das aulas a presença dos alunos aumentaram nas salas, apela aos pais e encarregados da educação para mandarem seus filhos para escola.

Lamentou as más condições física do edifício, salientando que pode causar constrangimentos em algumas salas quando chove, por causa de ventos.

Lama pediu a intervenção do governo no sentido de reabilitar as infra-estruturas escolares.
Por sua vez, o aluno do décimo ano do Liceu Agostinho Neto, Fernando Djata disse que estão a assistir as aulas normalmente e que hoje de  manhã nos cinco tempos entraram três, enquanto que,  Muscuta Paulo Mendes do Liceu Rui Barcelos da Cunha também afirmou que assistiram hoje os quatro tempos.

Durante as andanças a repórter constatou que nos três liceus algumas salas de aulas estão com telhados perfurados e janelas sem qualquer proteção.

O ano lectivo 2018/2019 ainda em curso deve terminar em dezembro, para em janeiro se iniciar o ano lectivo 2019/2020. ANG/JD/ÂC//SG

ONU/Assembleia-Geral


    Timor Leste defende adopção de português como língua de trabalho

Bissau, 01 out 19 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor Leste, Dionísio Babo Soares, quer que o português seja adoptado como língua de trabalho nas Nações Unidas.
Diante da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor Leste defendeu que a língua portuguesa deve ser adoptada como língua de trabalho das Nações Unidas.
"A língua portuguesa falada por cerca de 268 milhões de pessoas em todo o mundo será também a próxima língua oficial das Nações Unidas", referiu.
O chefe da diplomacia fez ainda referência "aos laços de amizade e de cooperação" que mantém com os países de língua portuguesa, a CPLP.
Dionísio Babo Soares, que foi o último representante lusófono a discursar, lembrou que Timor Leste é uma jovem democracia que tem ainda um longo caminho a percorrer.
"Continuamos empenhados na construção de um Estado de direito, na boa governação, no fortalecimento das instituições estatais, na promoção dos direitos humanos e da igualdade entre homens e mulheres e no combate à pobreza", destacou.
O chefe da diplomacia falou ainda do aprofundamento das relações de Timor Leste com a Indonésia e Austrália, mas também do pedido de adesão que o país fez à Associação das Nações do Sudeste Asiático-ASEAN.
A 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas termina esta segunda-feira. ANG/RFI



Cooperação


         Nova embaixadora da União Europeia entrega Cartas Credenciais

Bissau, 1 otu 19 (ANG) – A nova Embaixadora da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau, efectuou hoje a entrega solene das “Cartas Credenciais” para o início da sua missão no país, ao Presidente da República cessante José Mário Vaz.

A saída do encontro,  Sónia Neto disse à imprensa que a sua missão no país é desenvolver os esforços no sentido de estreitar as boas  relações que existem entre a  União Europeia e a República da Guiné-Bissau.

“O meu principal objectivo na Guiné-Bissau, é de poder contribuir para a normalização e a estabilização da actual situação política, aproveitando no máximo os instrumentos que a “UE” disponibiliza para o desenvolvimento sustentável do país”, assegurou a Diplomata.

Acrescentou que a estabilidade e desenvolvimento, estão intimamente ligados, realçando  que um não pode avançar sem o outro.

“Á União Europeia está bem posicionada para desempenhar o seu reconhecido papel enquanto autor político e de desenvolvimento, no sentido de contribuir para a melhoria das condições de vida do povo guineenses”, sustentou a Embaixadora.

Sónia Neto prometeu ainda trabalhar com os parceiros internacionais que fazem parte do P5, nomeadamente, a CEDAO,  CPLP,  UA, assim como a Organização das Nações Unidas, para juntos contribuírem para que as próximas eleições presidenciais previstas para  24 de Novembro  sejam justas, livres e transparentes.

Aquela responsável destacou ainda que, a agenda da “UE” para o país será baseada numa relação de confiança mútua e de responsabilidades entre as autoridades nacionais e a  União Europeia (EU).

“Um bom exemplo é a aliança África-Europa para os investimentos e empregos sustentáveis, lançada pelo Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Junker, no sentido de aprofundar as relações económicas e estimular o investimento e o emprego, em prol da propriedade dos dois continentes”, revelou Sónia Neto.

A Chefe de missão da “UE” para a Guiné-Bissau, aproveitou o momento para deixar palavras de apreço às mulheres da Guiné-Bissau, que consideram como pilares essenciais para a consolidação da paz,  na vida social, economia e política do país.

Sónia Neto nasceu em Angola, em 1969, tem nacionalidade Portuguesa, concluiu a sua licenciatura em Ciências Sócias, na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) em 1995.

Em 2001, foi nomeada Directora do Centro de Apoio aos Partidos políticos para as primeiras eleições livres da Assembleia Constituinte em Timor-Leste e ocupou outras funções  anteriormente em Timor-Leste assim como na União Europeia. ANG/LLA/ÂC//SG 

EUA


 Trump quer prender o democrata que investiga processo de impeachment
Bissau, 01 out 19 (ANG) - O presidente americano, Donald Trump, atacou nesta segunda-feira (30) o congressista democrata que lidera a investigação do processo de impeachment contra ele.
Trump sugeriu a detenção "por traição" do deputado Adam Schiff, presidente da Comissão de Inteligência da Câmara de Representantes, depois dele ter afirmado que o republicano utiliza táticas mafiosas.
Schiff comparou Trump a um "chefe mafioso" depois da publicação, na quarta-feira (25) passada, da transcrição da conversa telefônica entre o republicano e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.
No telefonema, que levou os democratas a iniciarem um processo de impeachment do presidente, Trump pediu a Zelenski que investigasse Joe Biden, seu potencial rival nas eleições de 2020.
Na semana passada, Schiff abriu uma sessão parlamentar imitando Trump com voz de mafioso ao telefone, tentando convencer o presidente ucraniano a ajudá-lo com a investigação.
 "Um chefe mafioso fala assim: o que você fez por nós? Nós fizemos muito por vocês, mas a recíproca não é verdadeira. Tenho um serviço para pedir a vocês", ironizou o deputado democrata.
Mas a imitação, que segundo Schiff pretendia dramatizar o incidente na origem do pedido de impeachment, foi amplamente criticada pela imprensa conservadora.
Nesta manhã, Trump denunciou a declaração de Schiff como uma "afirmação falsa e terrível".
 "Fingiu que era algo meu, que era a parte mais importante da minha ligação ao presidente ucraniano e leu em voz alta para o Congresso e o povo americano", reclamou no Twitter. "NÃO tinha nenhuma relação com o que eu disse na ligação. Prisão por traição?", completou.
O escândalo que pode derrubar Trump veio à tona por meio de uma denúncia anônima feita por um membro da CIA, a agência de inteligência americana.
A fonte produziu um relatório afirmando que Trump usou sua posição "para buscar a interferência de um país estrangeiro nas eleições de 2020 nos Estados Unidos".
O documento, bastante detalhado, sugere que ele tem uma formação de analista, que trabalhou por um tempo para a Casa Branca e que conhece a política ucraniana, segundo o jornal "The New York Times".
 O agente, que não testemunhou diretamente o telefonema entre Trump e Zelenski, checou algumas de suas informações como parte do "relacionamento regular entre agências".
Em 2014, Joe Biden, então vice de Barack Obama, pediu que o procurador-geral ucraniano Viktor Shokin fosse destituído do cargo por seus maus resultados na luta contra a corrupção na Ucrânia.
Mas Trump diz que o motivo real de Biden ter solicitado o afastamento do procurador seria acobertar supostas irregularidades do filho de Biden, Hunter, que foi membro do conselho de administração da empresa ucraniana Burisma, grande produtora de gás, na mesma época.
Na Burisma, uma companhia com má reputação, Hunter era encarregado de representar a empresa nas organizações internacionais.
 Ele mesmo explicou que iria assessorar o grupo sobre "transparência", no momento em que seu pai era responsável pelas relações com a Ucrânia.
Alguns observadores estranharam a presença de Hunter nos quadros da empresa. Outros consideraram normal que uma personalidade conhecida, como um filho do vice-presidente dos Estados Unidos, fosse contratado para resgatar a imagem da empresa. ANG/RFI