quarta-feira, 30 de março de 2022


Economia
/ “Sem crescimento económico sustentável  torna-se dificil consolidar a coesão do tecido social guineense”, diz o Presidente Sissoco Embaló  

Bissau, 30 mar 22 (ANG) -  O Presidente da República disse hoje que sem o crescimento económico  sustentável torna-se dificil consolidar a coesão do tecido social guineense, assim como  salvaguardar a estabilidade das instituições públicas.

Umaro Sissoco Embaló falava  na cerimónia oficial de abertura das actividades de Coris Bank Internacional no país.

O chefe de Estado desejou que a nova entidade bancária – Coris Bank Internacional traduzisse as suas operações na mobilização da poupança interna e externa, no investimento na economia nacional, na produção de bens e serviços, no fortalecimento do tecido empresarial e  crescimento  económico da Guiné-Bissau.

Para o Presidente Sissoco, a presença do Coris Bank Internacional na Guiné-Bissau representa uma confiança no mercado guineense, e diz ser   sempre gratificante para um chefe de Estado testemunhar o estabelecimento de novas instituições e projectos.

Do presidente do Grupo Coris Bank Intenacional,  Idrissa Nassa, o chefe de Estado guineense ouviu que  o novo banco ambiciona desenvolver na Guiné-Bissau novo  modelo da indústria bancária para contribuir no desenvolviemnto do país.

Myriam Kone, Diretor-geral deste banco na Guiné-Bissau reiterou, na ocasião, que a instituição vai oferecer  serviços e produtos inovadores adptados às necessidades dos autores económicos e à custos competitivos.

Declarou que a  instituição pretende tornar-se num parceiro previlegiado e um portador de projectos nos sectores do comércio, indústria, agricultura e noutros sectores de desenvolvimento.

“A confiança, a originalidade, integridade e sociabilidade definem  o lote do Coris Bank Internacional”, disse Myriam Koné.

Com a abertura da sucursal da Guiné-Bissau, o Coris Bank Internacional está agora presente em nove países: Benin, Burkina Faso, Côte dIvoire, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.ANG/LPG/ÂC//SG


Dia Mundial a Juventude
/Presidente da RENAJ critica  “inexistência de formação” para  jovens na Guiné-Bissau

Bissau, 30 Mar 22 (ANG) -  O Presidente de Rede Nacional das Associções Juvenis (RENAJ), criticou hoje que  não se pode falar  de formação dos jovens na Guiné-Bissau uma vez que não existe.

Seco Duarte Nhaga que falava a Ràdio Sol Mansi, em alusão ao Dia Mundial da Juventude, que se assinla hoje, 30 de Março, sob o lema “Focar na Eduação e na Conscientização dos Jovens sobre as responsabilidades que  irão assumir futuramente como representante do Planeta”, disse que, se as escolas e liceus do país não estão a funcionar não se pode falar da educação dos jovens.

Segundo Nhaga, a Guiné-Bissau é hoje um país que não tem um sistema educativo, e segndo diz, tem apenas um nome nesse sentido.

Sustenta  que  qualquer sistema de educação no mundo o seu propósito é formar o modelo de cidadão que o Estado quer.

ʺA título de exemplo, no Japão, independentemente de transmitir a ciência para jovens para poderem compreender bem a ciência, a polítia educativa nesse país defende que, tem de se transmitir os valores para ensinar as crianças que as raparigas varrem  mas que os rapazes devem igualmente limpar”, disse.

Aquele responsável juvenil disse que,  na Guiné-Bissau a transmissão da ciência é deficiente porque não se ensina  os valores, frisando que, “por isso é que temos gentes que estão a formar em direito,  economia,  jornalismo e em outras áreas e que são bons, cientificamente, mas não têm valores”.

 Seco Duarte Nhaga afirmou que, a própria classe politica guineense compreendeu que a melhor forma de continuar a ter um monopólio sobre a estrutura da juventude é “não vai dar escola  aos jovens, é não  lhes criar condições, não melhorar suas vidas e não dar-lhes emprego”.

Acrescentou que, se deram  escola e emprego aos jovens estes vão ter suas autonomias, e isso  vai fazer  com que a classe politica perca esse   monopólio sobre os jovens.ANG/MI/ÂC//SG

  

  

 

                            Política/Polícia levanta cerco à sede do PAIGC

Bissau, 30 Mar 22 (ANG) - A polícia  ordenou terça-feira aos agentes que mantinham o cerco na sede do PAIGC há mais de uma semana para que deixassem as imediações do edifício.

Desde o passado dia 19 de Março, não era possível entrar na sede do PAIGC.

A vice-presidente do PAIGC, Odete Semedo confirmou que o partido deu orientações aos militantes para que desmontassem os equipamentos que se encontravam no salão onde deveria decorrer o 10.° congresso.

A dirigente lembrou que congresso não vai decorrer por agora, admitindo não saber quando, "mas um dia vamos realizar o nosso congresso e preparar o PAIGC para as próximas eleições".

"Vai haver congresso, com certeza. Quando eu não sei, mas vai ter lugar. Porque o partido é um partido legal que tem todos os seus papéis em ordem e não há nenhuma providência cautelar que acautela interesse de uma pessoa contrariando o interesse de milhares de pessoas", descreve a deputada do PAIGC.

"Só os congressistas eram 1400 contra Bolom Comté, que é apenas uma pessoa. É um militante perdido por aí, que diz ser militante. Eu julgo que ele não é militante, não tem base porque não participou em nenhuma assembleia de base e ele arroga-se ao direito de juntar-se”, disse Semedo.

Segundo Odete Semedo um dos vice-presidente do PAIGC, Bolom Conté  “é apenas um vector e foi utilizado para fazer isto".

A invasão policial à sede do PAIGC no dia 19,provocou ferimentos a vários militantes do partido que tentavam impedir a entrada dos agentes ao interior da sede onde decorria a reunião do Comité centra do paartido. ANG/RFI

 


Comunicação Social/
Criada rede de jornalistas em matéria de mercado e economia ilicitos

Bissau, 30 Mar 22(ANG) – Um seminário de capacitação de 25 jornalistas sobre mercado e economia ílicitos, organizado pelo Consórcio média e Comunicação Social(CMICS) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) terminou terça-feira com a criação de uma rede de jornalistas para  essa matéria.

Questionado sobre a importância da criação da rede, o gestor do projetoo CMICS respondeu que é para a partilha e interação de informações, não só de âmbito nacional assim  como a nível internacional,  sobre o mercado e economia ilícitos.

Sanhá explicou que a rede vai ter a colaboração a nível subregional, a fim de puder partilhar as suas informações sobre  a econmia e os mercados ílicitos .

Na cerimónia de abertura do evento, em representação do PNUD,  Andreia Teixeira disse que, o seminário é apoiado por esta agência da ONU, no âmbito do projeto “ Observatório da Sociedade Civil da Economia Ilícita”, uma parceria com a Iniciativa Global contra o crime organizado transnacional, cujo objetivo é facultar aos profissionais   capacidades que os permitam  análisar e reportar melhor os impactos da economia ílicita  no desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Teixeira mostrou que  os meios de comunicação social têm grande  importância na construção de uma opinião pública informada sobre a corrupção, violação de direitos humanos e tráfico de drogas.

“Em virtude de fragilidades institucionais, o país constitui a plataforma atrativa de trânsito de drogas. Para a mudança de paradigma é crucial o reforço das capacidades institucionais de meios de comunicação social para mitigar os riscos  associados a insegurança, a violação de direitos humanos à corrupção e o tráfico de drogas,” disse.

Andreia Teixeira disse que nenhuma instituição pode enfrentar sozinha o impacto do crime organizado e do tráfico de drogas, razão pela qual, segundo Andreia, os média têm o papel de incentivar e encorajar a participação proactiva   da população no combate a impunidade e outros crimes, através  de acções  de sensibilização e de construção de uma opinião pública informada e crítica. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Desporto/Camarões, Marrocos, Gana, Tunísia e Senegal apuram-se para o Mundial do Qatar

Bissau, 30 Mar 22 (ANG) - As cinco seleções africanas que vão participar no Mundial do Qatar já estão apuradas e há algumas surpresas como a ausência do Egipto de Carlos Queiroz ou da Argélia.

Foi ao 124º minuto que os Camarões se qualificaram para o Mundial de Futebol do Qatar. Uma vitória face à Argélia arrancada pelo atacante Toko Ekambi, que joga no Lyon, num golo inesperado que acabou com as ilusões dos argelinos que jogavam em casa.

Já o jogo entre o Senegal e o Egipto, numa repetição da final da CAN onde o Senegal também saiu vencedor, terminou em penáltis, com o Egipto não só a perder nas quatro linhas, mas também a perder o seu seleccionador, com Carlos Queiroz a anunciar a sua demissão no final do jogo. Os egípcios alegam que o jogo foi perturbado por lasers apontados aos seus jogadores e vai levar este jogo aos tribunais.

O Gana foi o primeiro da noite a qualificar-se contra a Nigéria, com um empate a servir para chegar ao Mundial do Qatar. Esta é a quarta presença dos ganenses nesta competição internacional.

Marrocos goleou a República Democrática do Congo, com um resultado final de 4-1. Este foi um jogo tenso para os marroquinos, que no último encontro tinham cedido um empate em Quinxassa, fazendo com que a equipa provasse o seu valor e conseguisse o apuramento.

A Tunísia aguentou bem a pressão do Mali, que no início do jogo viu um golo anulado, conseguindo assim um empate 0-0 que leva os tunisinos até ao Qatar. É a sexta presença da Tunísia no Mundial de Futebol.

O Mundial do Qatar disputa-se entre 21 de novembro a 18 de dezembro, havendo já 26 equipas apuradas para esta competição internacional. ANG/RFI

 


Negócios
/Empresário Duca diz ser “estranha e ilegal” a decisão governamental de nacionalizar os  Armazéns do Povo

Bissau,30 Mar 22(ANG) – O Presidente do Conselho de administração dos Armazéns do Povo SARL,Alfredo(Duca) Miranda, em declarações a Lusa, disse ser “estranha e ilegal”, a decisão do Governo guineense de nacionalizar esta empresa.

O Governo da Guiné-Bissau decidiu no último Conselho de Ministros, nacionalizar a empresa Armazéns do Povo, detida maioritariamente por capitais portugueses.

Os Armazéns do Povo, conglomerado de edifícios públicos, segundo Duca Miranda, foram vendidos pelo Estado guineense em 1992 e o grupo português Interfina comprou 55% das ações da empresa, a que se juntam mais participações de outros grupos lusos, perfazendo cerca de 96% de capitais portugueses.

O Estado guineense detém um total de cerca de 3% do capital da empresa, observou Miranda que não compreende a decisão do Governo do país em nacionalizar o grupo.

“Nós fomos surpreendidos pela aprovação de um decreto-lei, na última reunião do Conselho de Ministros, que teve lugar na quinta-feira passada, em que, efetivamente, pelo teor do decreto, o Estado decidiu nacionalizar a empresa Armazéns do Povo SARL”, afirmou Alfredo Miranda.

O presidente do conselho de administração precisou ainda que a empresa Armazéns do Povo investiu, nos últimos anos, mais de sete milhões de euros na modernização dos imóveis e ainda emprega, de forma direta, mais de 200 trabalhadores guineenses.

“A empresa Armazéns do Povo SARL é uma empresa de capitais portugueses, mais de 95% do capital é português”, observou Alfredo Miranda, para quem, talvez, seja pelo facto de a empresa se ter modernizado é que poderá suscitar “algum interesse de certas forças”.

O presidente da administração da Armazéns do Povo “não compreende” como é que se decide pela nacionalização de uma empresa privada “de capital maioritário estrangeiro”, e que representa cerca de 15% das exportações de Portugal para a Guiné-Bissau.

O grupo Armazéns do Povo, que se dedica ao comércio de produtos diversos de Portugal para a Guiné-Bissau, está, segundo Alfredo Miranda “em cumprimento de todas as normas” do país e até hoje não foi informado pelas autoridades da decisão da suposta nacionalização.

“O que a empresa pensa fazer é que se faça a justiça, que se cumpra a lei. Todos os documentos da empresa estão em dia, apresentamos o balanço regularmente”, afirmou Alfredo Miranda, realçando que a empresa faz reuniões regulares onde o Estado guineense pode participar como sócio que é.

Miranda notou ainda que o Estado guineense tem um representante permanente no conselho de administração da empresa Armazéns do Povo e que pode facultar todos os documentos, se for o caso, disse.

O presidente da administração também considerou estranho o facto de o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos “não cumprir com a lei” ao não pagar uma indemnização fixada pelo tribunal guineense e ainda mandar invadir as instalações da empresa.

Alfredo Miranda referia-se a um caso em que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos foi condenado, “com a sentença transitada em julgada”, por ocupação ilegal das instalações da empresa.

“Estranhamente, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos rebentou os nossos cadeados e ocupou as nossas instalações. Pôs lá uma segurança privada. Isso foi na quinta-feira da semana anterior e nesta quinta-feira nós fomos surpreendidos com a decisão do Conselho de Ministros de nacionalizar a empresa”, sublinhou Alfredo Miranda.

Está no horizonte do grupo Armazéns do Povo, que abastece o mercado guineense, entre outros, com produtos de construção civil, eletrodomésticos, produtos alimentares, expandir-se para os países da sub-região africana onde a Guiné-Bissau está inserida, adiantou Miranda.

“E de repente surpreendem-nos com esta decisão que não sabemos como é que podemos posicionar sobre isto”, disse Alfredo Miranda notando, contudo, que a empresa poderá recorrer aos tribunais “se tiver de ser”.

O presidente da administração dos Armazéns do Povo considerou ser “muito mau” para a imagem do país o que se está a passar com a empresa.

Em declarações a RDP-África, o Embaixador de Portugal  enalteceu o contributo da empresa Armazéns do Povo para o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau através do emprego que proporciona sobretudo num importante sector da distribuição dos produtos.

José Rui Velez Caroço disse que o governo guineense decidiu nacionalizar a empresa Armazéns do Povo, numa altura em que tanto insistiram de que as relações luso guineenses conhecem o momento de melhoria da sua própria excelência em que se pretende, obviamente num salutar ambiente de negócios, continuar a investir.

O diplomata português, disse que, obviamente esse papel está a cargo dos empreendedores, dos investidores  e da iniciativa privada, os quais querem, como a título de exemplo dos Armazèns do Povo e de muitos outros que gostaram e estimularam e que possam investir no mercado da Guiné-Bissau.

ANG/Lusa

 

 

 

 

      Amnistia Internacional/ "Não há liberdade de expressão em Angola"

 Bissau, 30 mar 22 (ANG) - O último relatório anual da Amnistia Internacional (AI) foi divulgado na terça-feira e denuncia as desigualdades e a violação dos direitos humanos um pouco por todo o mundo. 

No que diz respeito à África lusófona, a Amnistia Internacional está preocupada com a repressão em Angola e também com questões relacionadas com a seca e a vida das populações. 

Já em Moçambique, as temáticas mais preocupantes são os crimes de guerra, a violência contra as mulheres e a liberdade de expressão.

A situação em Cabo Delgado é vista por esta ONG como a "mais crítica no país", devido a graves violações dos direitos humanos. Para além disso, a Amnistia Internacional defende que as autoridades lidaram mal com a crise humanitária nesta província, localizada no extremo norte de Moçambique.

Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional de Portugal, começou por evidenciar o facto da situação em Cabo Delgado ser representativa da repressão à liberdade de expressão e à redução do espaço cívico.

"A situação de Cabo Delgado foi muito sintomática disto que é a repressão à liberdade de expressão e à redução do espaço cívico", começou por referir Pedro Neto, evidenciando que a situação nesta região "não é nova".

"Durante vários anos, a Amnistia Internacional, alguns jornalistas e outras ONG's denunciaram o que se estava a passar em Cabo Delgado e o governo moçambicano estava focado em descredibilizar/ desmentir estas organizações. Houve até jornalistas que foram presos por causa do seu trabalho naquela região e isto atrasou a resolução de problemas", recordou o director executivo da Amnistia Internacional.

Para além das questões de segurança em Cabo Delgado, "também houve crimes de guerra cometidos pelo próprio exército moçambicano, por uma empresa militar privada ao serviço de Moçambique e pelo grupo conhecido por Al-Shebab", acrescentou o responsável.

Pedro Neto deu depois o exemplo de vários crimes de guerra cometidos nesta região moçambicana, como é o caso de "ataques indiscriminados a civis, raptos, violações ou tortura de civis com o objectivo de obter confissões sobre o local onde estavam os rebeldes".

Depois, houve relatos, que estão espelhados num outro relatório da Amnistia Internacional, sobre a má conduta de uma empresa militar privada da África do Sul, que foi tratada pelo governo moçambicano como força de reacção rápida, e que "disparou muitas vezes metralhadoras ou explosivos de helicópteros, de forma indiscriminada, muitas vezses sem distinguir civis e alvos militares".

A violência contra mulheres e raparigas em Moçambique é outro dos temas que preocupa a Amnistia Internacional, que refere, citando fontes e organizações locais, que "esta foi agravada durante o período das restrições".

"Nós vimos que a violência contra mulheres e raparigas continuou a um ritmo descontrolado e sem medidas de justiça que responsabilizassem os culpados e, portanto, esta violência já existia antes da Covid-19, mas continuou e, muitas vezes agravou-se", explicou o director da Amnistia Internacional.

Um dos exemplos mais recentes prende-se com uma rede de exploração sexual de reclusas, por parte de guardas, numa cadeia em Maputo.

"Tivemos evidências de que guardas prisionais criaram um esquema elaborado de abuso e de exploração sexual de reclusas", reiterou, dando depois outros exemplos de violência, como é o caso da violência doméstica.

Em Angola, a Amnistia acusa as forças de segurança angolanas de cometeram graves violações dos direitos humanos, incluindo dezenas de execuções ilegais, com recurso à força excessiva e desnecessária.

"Nós, durante o ano de 2021, verificámos que em Angola continuou a haver repressão pública à liberdade de expressão e ao direito de manifestação e continuaram a haver assassinatos ilegais e que recorreram a força desnecessária e excessiva", disse Pedro Neto.

O director-executivo desta ONG falou ainda sobre episódios de repressão que são levados a cabo, por exemplo, quer em Luanda, quer em Cabinda.

"As manifestações nem sequer chegam a acontecer porque assim que as pessoas chegam à rua já estão a ser espancadas e detidas", exemplificou.

Pedro Neto criticou depois a inacção do governo perante a situação de extrema pobreza em que vivem milhares de pessoas, em Angola.

"Temos pessoas a morrer à fome por falta de ajuda do governo e mais, por acção directa do governo, que privou muitas pessoas, principalmente no sul de Angola, de acesso a terras comunitárias, entregando-as a fazendas privadas e comerciais", explicou, referindo que muitas vezes os donos destas fazendas têm ligação ao governo.

Pedro Neto foi mesmo peremptório relativamente a este assunto: "Há gente a morrer à fome por causa da acção directa e da falta de apoio do governo".

No que diz respeito à liberdade de expressão, “os ataques à liberdade de imprensa continuaram, ao mesmo tempo que as autoridades suspenderam as licenças dos canais de televisão privados”, recordou a Amnistia.

A RFI questionou depois Pedro Neto se a liberdade de expressão está em risco em Angola e noutros países lusófonos.

"A liberdade de expressão não está em risco. Não há liberdade de expressão em Angola. Todas as pessoas, todos os movimentos que se manifestam publicamente são reprimidos", apontou o director da Amnistia Internacional, dando mesmo o exemplo de pessoas que foram presas ou mortas.

Por seu turno, as alterações climáticas também preocupam a Amnistia Internacional, uma vez que estas serão um factor de agravamento das condições já difíceis que as populações enfrentam diariamente no país.ANG/RFI

 

PRS/Presidente Nambeia delega poderes ao Vice-Presidente Fernando Dias para dirigir  os destinos do partido

Bissau, 30 de Mar 22 (ANG) – O Presidente do Partido da Renovação Social (PRS) Alberto Nambeia, em tratamento médico, em Portugal, designou , no último fim-de-semana,  o Vice-presidente Fernando Dias da Costa, para exercer  o cargo de Presidente em exercício dos renovadores, com possibilidades deste   subdelegar as mesmas funções.

Segundo o despacho produzido para o efeito, enviado à imprensa pelo gabinete do Presidente do PRS, foram ainda  delegados ao Fernando Dias, actual ministro da Administração Territorial e do Poder Local, “poderes especiais e necessários” para representar ao presidente reeleito no último congresso do partido, Alberto Nambeia, junto de entidades financeiras e administrativas do país.

O  despacho vai vigorar por todo o período de ausência de Alberto Nambeia.

O Partido da Renovação Social (PRS), realizou em meados de dezembro de 2021, o seu VI congresso ordinário, para o qual  Alberto Nambeia, doente e em tratamento médico, em Portugal, foi trazido para assistir, numa  cadeira de rodas, a abertura dos trabalhos que culminaram com a sua reeleição, tendo de seguida regressado a Portugal onde prossegue os tratamentos médicos.

Nambeia, sob potestos de alguns militantes, foi reeleito para um mandato de quatro anos.ANG/LLA/ÂC//SG       

Novas negociações/Ucrânia disposta a aceitar neutralidade em troca de cessar-fogo russo

Bissau, 30 Mar 22 (ANG) - A Ucrânia está disposta a aceitar a neutralidade em troca de um cessar-fogo com a Rússia e Moscovo por sua vez diz estar empenhada em “reduzir radicalmente” a actividade militar perto de Kyiv e poderá estar disponível a aceitar a adesão da Ucrânia à União Europeia, se o Presidente ucraniano desistir da ideia de pertencer à NATO.

O anúncio foi feito depois de novas negociações entre a Ucrânia e a Rússia, realizadas na manhã desta terça-feira em Istambul. Kyiv apresentou a Moscovo um conjunto de propostas, incluindo a adopção de um estatuto neutro em troca de garantias de segurança para acabar com o conflito.

"Queremos um mecanismo internacional de garantias de segurança onde esses países atuem de forma semelhante ao artigo 5º da NATO, e ainda com mais firmeza", explicou o negociador chefe ucraniana, David Arakhamia, referindo-se ao ponto do tratado da Aliança Atlântica que estipula que um ataque contra um dos seus membros é um ataque contra todos.

Por sua vez,  a Rússia diz estar empenhada em reduzir radicalmente” a atividade militar perto de Kyiv e poderá estar disponível a aceitar a adesão da Ucrânia à União Europeia, se o Presidente ucraniano desistir da ideia de pertencer à NATO.

Moscovo e Kyiv concordaram ainda com a abertura de três corredores humanitários com destino a Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, permitindo a retirada de civis de zonas de combate que tornam um inferno o quotidiano de centenas de milhares de ucranianos.

As condições para uma primeira reunião entre o Presidente Volodymyr Zelensky e o homólogo Vladimir Putin estão agora reunidas, após, afirmou o negociador-chefe ucraniano, David Arakhamia. ANG/RFI

Política/ Líder do PAIGC defende presença “mais séria” da comunidade internacional na Guiné-Bissau

Bissau,30 Mar 22(ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) defendeu terça-feira a necessidade de uma presença “muito mais séria” da comunidade internacional no acompanhamento da situação política interna no país.

Domingos Simões Pereira falava à imprensa á saída de um encontro com a Missão do Departamento dos Assuntos Políticos e da Consolidação da Paz das Nações Unidas (ONU) que se encontra no país.

“Descrevemos o quadro de absoluta violação dos direiros fundamentais, nomeadamente direitos do homem, políticos e outros que assistem à vários actores como nós para a necessidade de uma presença, bastante mais séria, por parte da comunidade internacional, no acompanhamento da situação política interna”, disse o lider do PAIGC.

A Missão da ONU recebeu igualmente os partidos que suportam o actual governo de Nuno Gomes Nabiam, nomeadamente, o Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), a Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB) e o Partido da Renovação Social(PRS).

Segundo  o porta voz do grupo, Hery Mané , a conversa centrou-se a volta das próximas eleições, do recenseamento a ser feito e os acontecimentos de 01 de Fevereiro.

“É bom quando a comunidade internacional se preocupa com a Guiné-Bissau .  Isso nos encoraja porque nos faz também preocuopar-nos igualmente com o nosso país”, disse.

Mané salientou que o importante é para que haja um diálogo com todos os partidos políticos e entre os elementos da sociedade civil ou seja um consenso nacional.

A Missão reuniu igualmente com elementos da sociedade civil guineense.

O acto foi marcado por manifestações, em frente a  sede da ONU, em Bissau, de militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), que exibiram cartazes com os dizeres: “Partidos Políticos são pilares da democracia, Um regime que violenta os cidadãos é ilegitimo, Guiné-Bissau não é resignação da CEDEAO, UA e ONU, o PAIGC tem direito de realizar seu X Congresso ,entre outros.

A visita da missão coincidiu com o dia em que a sede do PAIGC dexou de ser cercado por um cordão policial. ANG/ÂC//SG

Covid-19/ Casos globais descem 14%, mas OMS adverte para riscos de reduzir testagem

Bissau, 30 Mar 22(ANG) – Os casos de covid-19 registados na semana passada totalizaram 10,8 milhões, menos 14% do que nos sete dias anteriores, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que advertiu para os riscos de reduzir a testagem.


De acordo com a OMS, de 21 a 27 de Março, todas as regiões registaram uma redução de casos, com a Europa (5,2 milhões de casos) a descer 4%, a Ásia Oriental (4,6 milhões) a descer 24%, as Américas (634.000) a descer 14%, e o Sul da Ásia (232.000) a descer 14%.

A Coreia do Sul foi, tal como nas semanas anteriores, o país que relatou mais casos (2,4 milhões), embora tenham diminuído 13% em relação aos sete dias anteriores.

Seguiram-se a Alemanha (1,5 milhões), Vietname (1,1 milhões), França (845,000) e Itália (503,000).

O total de infecções globais desde o início da pandemia, há mais de dois anos, ultrapassa agora os 480 milhões, o equivalente a mais de 5% da população mundial.

As estatísticas da OMS também mostraram um aumento acentuado de 45% de mortes por covid-19 na semana passada (45.700), embora a OMS tenha esclarecido que este aumento se deve principalmente a alterações técnicas na contagem em países como os Estados Unidos, Chile e Índia, que relataram casos de meses anteriores.

O Chile, de facto, foi o país que relatou mais mortes no mundo na semana passada (11.800), incluindo também prováveis mortes por covid-19 nos meses anteriores.

Seguiram-se os Estados Unidos (5.300 mortes), Índia (4.500), Rússia (2.800) e Coreia do Sul (2.400).

Desde o início da pandemia, pelo menos 6,12 milhões de pessoas morreram de covid-19.

Cerca de 99,7% dos casos de covid-19 testados em laboratório nos últimos 30 dias pertencem à variante Ómicron, que é mais contagiosa do que as variantes anteriores e que, desde a sua deteção em novembro, avançou rapidamente para substituir a variante Delta, que tinha sido dominante durante grande parte de 2021.

A OMS salientou que os números atuais “devem ser interpretados com cautela porque muitos países estão a alterar as suas estratégias de testagem”, resultando na deteção de menos casos em países com números de infeções anteriormente elevados, nomeadamente os Estados Unidos.

“Os dados estão a tornar-se menos representativos, menos exatos e menos robustos”, advertiu aquela organização das Nações Unidas baseada em Genebra, que diz que esta tendência “dificulta a capacidade de ver onde está o vírus, como está a ser transmitido e como está a evoluir”.

Isto “poderá resultar em mais hospitalizações e mortes no futuro”, adverte a OMS, que insiste que “é demasiado cedo para reduzir o nível de vigilância”.

A doença covid-19 é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 29 de março de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Economia/  Governo da líbia  reescalona  remanescente da dívida da Guiné-Bissau para com o país

Bissau, 29 mar 22(ANG) – O Governo da líbia concordou reescalonar o remanescente da dívida da Respública da Guiné-Bissau ao Estado Líbio num total de  cinco  milhões e trezentos mil dolares americanos.

Para o efeito, o Director-geral da Dívida Pública do Ministerio das Finanças da Guiné-Bissau, Fernando Jorge Maria Correia e o Director do Departamento de Instituições Financeiras e Cooperação Técnica da Líbia, Mustafa Ali Keshada  assinaram hoje, em Bissau, um acordo de reestruturação da dívida e o seu protocolo adicional, assinado em 2018, cujo início de reembolso da primeira parcela seria feito em 2019 e a última em 2029.

O novo acordo indica que a primeira parcela será paga no dia 05 de Junho de 2023 e a última no dia 05 de junho de 2031, tendo a  Guiné-Bissau  se comprometido a  pagar regularmente os valores devidos sem qualquer atraso.

Em   caso de novas falhas no pagamento do montante em dívida, segundo o acordado,   é reservado ao Governo líbio o direito de exigir o seu pagamento integral e em cash, podendo ainda as autoridades líbios decidir pela nulidade do  acordo .

Após a assinatura do acordo, o Ministro da Finanças João Aladje Fadia disse que o acordo foi conseguido graças ao pedido que formulou ao seu homólogo libio,  em Setembro passado, em Uzbequistão, para  o adiamento do pagamento do remanescente do capital do empréstimo e seus juros, por dois anos,  divido as dificuldade económicas que o país atravessa.

Para o Director do Departamento de Instituições Financeiras e Cooperação Técnica da Líbia, Mustafa Ali Keshada  o novo acordo reforça os laços de amizade entre os Estados da Líbia e  da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG

 

 

Pescas/Arranca hoje em Bissau  8ª reunião do Comitè Ciêntifico Conjunto  Guiné-Bissau/União Europeia

Bissau,29 Mar 22(ANG) – A 8ª reunião do Comité Ciêntifico Conjunto entre a Guiné-Bissau e a União Europeia, para o seguimento da gestão do estado dos recursos pesqueiros do país, iniciou hoje os seus trabalhos, em Bissau.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o secretário-geral do Ministério das Pescas, Maurício Sanca disse que a reunião visa fomentar a gestão e seguimento de proximidade e da evolução do estado dos recursos pesqueiros existentes nas águas territoriais da Guiné-Bissau.

Sanca afirmou que o acto vai ainda permitir    intercâmbios ciêntíficos entre as partes, visando estimular trocas de informações e de dados estatísticos  e ciêntíficos .

Segundo Maurício Sanca,  o CCC tem estado, desde 2011,  a reforçar os laços de cooperação e colaboração entre entidades públicas e privadas nos domínios de  promoção da investigação ciêntífica aplicada sobre os recursos pesqueiros, assim como a divulgação nacional e internacional do sector das  pescas.

Na reunião que decorrerá até 4 de Abril próximo, será analisada o cumprimento das recomendações da última reunião do CCC, realizada em 2017, far-se-á a apresentação de dados  disponíveis da União Europeia e da Guiné-Bissau sobre os recursos pesqueiros, e a  avaliação das principais espécies comerciais do pescado.ANG/ÂC//SG

Caso 01 de Fevereiro/Presidente Sissoco recebe mensagem de solidariedade do Secretário Geral das Nações Unidas

Bissau, 29 Mar 22 (ANG) – O Presidente da Republica (PR) Umaro Sissoco Embaló recebeu hoje uma mensagem de solidariedade enviada pelo Secretario Geral das Nações Unidas (ONU), sobre a  tentativa de golpe de Estado ocorrida no dia 1 de Fevereiro, nas Instalações de Palácio do Governo.

A  mensagem foi transmitida pela Missão Conjunta das Nações Unidas integrada por representantes do  Departamento dos Assuntos Políticos e da Consolidação da Paz, no decurso de uma audiência concedida pelo Chefe de Estado guineense.

A saida de audiência, o Chefe da  Missão Conjunta da ONU, Abdel Fatau Musah disse a imprensa que estão de visita ao país para manter encontros com as autoridades  políticas guineenses,  com  a Sociedade Cívil e em particular com os partidos políticos interessados, sobre os últimos acontecimentos no país, relacionados a  situação político e económica.

“Fomos recebidos pela sua excelência PR Umaro Sissoco Embaló, e aproveitamos essa ocasião para transmitir-lhe a mensagem do  Secretário-geral das Nações Unidas sobre a tentativa de golpe de Estado, ocorrida no dia 1 de Fevereiro, durante a reunião de Concelho de Ministros presidido pelo proprio PR, no Palácio do Governo”, disse Fatau Musah.

Segundo o Chefe da Missão Conjunta da ONU, Umaro Sissoco Embaló partilhou a sua visão de desenvolvimento e das reformas  em curso na Guiné-Bissau com a sua Delegação, e de igual modo, falou da preparação das próximas eleições legislativas em 2023.

Abdel Musah declarou que  as Nações Unidas (NU), mostrou-se disponível para apoiar todas as iniciativas apresentadas pelo Chefe de Estado guineense.

“Também discutimos com PR Umaro Sissoco Embaló, sobres as consequências que a guerra na Ucrânia e a Rússia e assim como a Covid-19 estão a provocar  aos povos africanos. E vimos que, juntos, podemos melhorar essa situação”, assegurou o responsável.ANG/LLA//SG

Àfrica do Sul/Sanções à Rússia potenciam mercado negro de armas em África, diz investigador

Bissau, 29 Mar 22 (ANG) - O director do Centro de Estudos Militares da Universidade sul-africana de Stellenbosch da África do Sul,  Moses B. Khanyile, disse segunda-feira que as sanções impostas à Rússia, no seguimento da invasão da Ucrânia, podem fazer aumentar o mercado negro de armas em África.


Num artigo disponibilizado aos jornalistas, Moses B. Khanyile, citado pelo Notícias ao Minuto, afirma que "a perturbação na oferta de equipamento militar devido às sanções pode facilitar e promover um enorme mercado negro na transferência de armas, o que pode ser difícil de reverter mesmo depois do fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia".

“O fim das transacções transparentes entre África e a Rússia de equipamento e serviços militares deverá fazer o mercado negro florescer, revertendo os ganhos alcançados pelo Programa de Acção das Nações Unidas para o Desarmamento e a estratégia da União Africana (UA) de combate ao tráfico ilegal de armas.

O investigador lembra que "muitas armas pequenas e ligeiras, como as espingardas de assalto M16 e M4, as espingardas dos atiradores furtivos, metralhadoras e pistolas inundaram o mercado negro depois da retirada dos Estados Unidos do Iraque e do Afeganistão".

Khanyile estima que quase metade do equipamento militar que os países africanos compram ao estrangeiro vem da Rússia (49%), incluindo tanques, navios de guerra, aviões e helicópteros de combate, mas também metralhadoras e espingardas.

De acordo com o relatório anual do Instituto de Pesquisa para a Paz, em Estocolmo, o comércio mundial de armas valeu 118 mil milhões de dólares (107 mil milhões de euros) em 2019", com a Rússia, Estados Unidos, França, Alemanha e China a representarem 76% do total de exportações entre 2016 e 2020.

"A Rússia tem uma quota de mercado de 20% em África, suplantada pelos Estados Unidos, com 37%, seguida da França (8,2%), Alemanha (5,5%) e China (5,2%), escreve ainda o investigador.

Acrescenta que os países africanos compram apenas 7,3% das armas mundiais, bem atrás da Oceânia (42%), do Médio Oriente (33%) e da Europa (12%).

A Rússia, nota Moses B. Khanyile, capitalizou as ligações próximas baseadas nas ligações históricas desde os dias da União Soviética e "negoceia armas com relativa facilidade, com a estrutura de preços e a falta de condicionamentos políticos, como os direitos humanos, a tornarem as vidas atractivas e acessíveis".

Com a imposição de sanções, nem as vendas nem as reparações das armas e dos equipamentos militares serão possíveis, pelo que o investigador vê aqui uma oportunidade para a indústria de defesa africana.

"A procura por equipamento e serviços militares vai continuar a existir apesar da saída ou da suspensão da participação da Rússia, o que é uma oportunidade ideal para os países africanos consolidarem e alinharem as capacidades da sua indústria de defesa com a sustentabilidade", seja através do desenvolvimento de um mercado interno, seja através da mediação da União Africana para disputas que possam surgir entre compradores e vendedores africanos.

"Os países africanos devem, por tudo isto, fazer um esforço concertado e apoiar as empresas de defesa no continente, com a União Africana e a África do Sul, em particular, dada a sua ligação aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a dever desempenhar um papel central nesta campanha", conclui.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790, entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia. ANG/Angop

 

Media/Comissão Fundiária capacita  jornalistas das rádios comunitárias em matéria da Lei Fundiária

Bissau, 29 Mar 22 (ANG) – A Comissão Fundiária Nacional (CFN) vai capacitar, durante três dias,  39 jornalistas das rádios comunitárias, provenientes de todas as regiões do país, em matéria da Lei Fundiária.

No ato de abertura desta formação que decorrre sob o lema -  ʺCompreender para Comunicar e Informarʺ, Mário Martins, presidente da CFN disse que, apesar das dificuldades, as comissões fundiárias regionais, setoriais e de sessões recem implantadas, já estão engajadas nas mediações de conflitos fundiários que têm surgido nas suas zonas, com sucesso.

ʺFinalnente, está em curso o exercício da delimitação das terras, das comunidades e a preparação da aplicação do Imposto Fundiário entre outras atividades”,disse.

Segundo Mário Martins, a sensibilização e a divulgação da lei e do seu regulamento são fundamentais, pelo que é necessário a preparação dos  jornalistas e comunicadores para este desafio que diz ser de  “grande responsabilidade”.      

Carlos Amarante, outro membro dessa Comissão advertiu aos jornalistas sobre a necessidade de harmonização da  linguagem na divulgação da  lei da terra e do seu regulamento. “Qualquer pequeno desvio pode ser interpretado de outra forma que poderá originar problemas graves”, disse.

ʺA Guiné precisa de nós, esta formação é interessante e importante, vamos levar tudo o que aprendemos para as nossas rádios. Vamos dar formações porque se trata de um assunto que interessa a Guiné-Bissau”, disse Filipe Cardoso, em nome dos formandos.

A ação de capacitação conta com apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FAO. ANG/MI//SG