quarta-feira, 27 de abril de 2022


Campanha de caju
/ONG Shelter For Lifft organiza  agricultores em cooperativas para tirarem maior proveito da venda de suas castanhas

Bissau,27 Abr 22(ANG) – A ONG Americana Shelter For Lifft organizou os agricultores em 10 cooperativas de compra e venda de castanha de caju, em três regiões do país, nomeadamente, Cacheu, Oio e Biombo.

Em declarações à imprensa no acto de assinatura do compromisso de compra e venda da castanha de caju com os responsáveis das referidas cooperativas, o representante da ONG Shelter For Lifft no país, disse que a iniciativa visa colmatar as dificuldades que os agricultores enfrentam em termos de venda das suas castanhas.

“Os nossos camponeses se deparam com problemas de organização, de forma a conseguir os melhores preços no mercado. Foi neste âmbito que surgiu a Shelter For Lifft, através do seu programa denominado Lifft-caju que vai trabalhar na ligação da parte financeira aos produtores”, explicou Mário Alfredo Mendonça.

Aquele responsável salientou que o projecto foi direccionado para as regiões de Oio, Biombo e Cacheu tendo organizado as dez cooperativas,  que estão  a trabalhar em parceria, de forma a ganharem mais dinheiro na presente campanha de comercialização de caju.

Segundo Mendonça, estão a ser criadas todas as condições necessárias para que os  agricultores que integram as cooperativas possam vender as suas  castanhas de caju, nomeadamente a  criação de armazéns, espaços para secagem, meios de transportes, acesso fácil aos  grandes compradores, orientações em termos de negociação de preços, entre outras.

“Ainda  estamos a apoiar-lhes na renovação e criação de novas plantações, através de fundo de subvenção, no estabelecimento de parcerias  com o Banco de África Ocidental(BAO),para a obtenção de financiamentos, nesta primeira fase,para não dependerem de pré-financiamento dos compradores”, disse. ANG/ÂC//SG

 

         Mali/ Junta militar acusa França de “espionagem" e "subversão"

Bissau, 27 Abr 22 (ANG) - A junta militar do Mali acusou o exército francês de "espionagem" e "subversão" após a difusão por Paris de vídeos gravados com um drone perto de uma base militar no país.

As acusações da junta militar do Mali aconteceram na noite de terça-feira, 26 de Abril. As autoridades no poder em Bamako acusam o exército francês de "espionagem" e "subversão" após a difusão por Paris de vídeos gravados com um drone perto da base militar de Gossi, recentemente entregue pelos militares franceses às autoridades locais.

O comunicado da junta militar indica que “desde o início do ano foram constatados mais de 50 casos de violação do espaço aéreo maliano por aeronaves estrangeiras, nomeadamente operadas pelas forças francesas” e que “um dos casos mais recentes foi a presença ilegal de um drone das forças francesas, a 20 de Abril de 2022, na base de Gossi, cujo controlo tinha sido transferido para as forças armadas malianas na véspera”.

O texto, assinado pelo coronel Abdoulaye Maïga, porta-voz do governo, acrescenta que “o drone estava presente para espionar” as forças armadas malianas e acusa também as forças francesas de “subversão” por publicarem o que classificaram como “falsas imagens para acusar as forças armadas de serem as autoras de massacres de civis”.

A 21 de Abril, dois dias depois de ter entregue às forças armadas malianas a sua base de Gossi, o exército francês publicou um vídeo do que afirma serem mercenários russos a enterrarem corpos junto a esta base para acusarem a França de crimes de guerra no Mali. Um “ataque de informação”, explicava o exército francês.

As imagens mostram soldados a taparem cadáveres com areia e, numa outra sequência, vê-se dois militares a filmarem os corpos parcialmente enterrados.

O Estado-Maior-General francês garante que se trata de soldados brancos, deixando a entender que são membros das forças mercenárias russas Wagner, as quais foram também identificadas em vídeos e fotos tiradas em outros locais.

No dia seguinte à publicação das imagens, o exército maliano anunciou ter descoberto “uma vala comum, não longe do quartel antigamente ocupado pela força francesa Barkhane", nome da operação antijihadista francesa no Sahel. O Estado-Maior-General do exército maliano acrescenta que “o estado de putrefacção avançada dos corpos mostra que a vala existe há muito, pelo que a responsabilidade não pode ser imputada às forças armadas malianas”.

Esta terça-feira, a justiça militar maliana anunciou a abertura de um inquérito após a descoberta da vala comum de Gossi.

 Após quase uma década de intervenção militar contra o jihadismo no Sahel, Paris decidiu retirar-se do Mali num contexto de deterioração da segurança e de tensões entre a França e a junta militar, acusada pelos ocidentais de se ter aproximado de Moscovo. Bamako fala de “instrutores” vindos da Rússia, enquanto Paris e Washington denunciam a presença de mercenários do grupo privado de segurança russo Wagner, algo desmentido pela junta militar maliana.

No contexto da crise diplomática com Bamako, Paris anunciou, em Fevereiro, a retirada dos soldados destacados no Mali, uma operação a ser concluída neste verão.

A 8 de Abril, o chefe de diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, questionou a versão das autoridades de Bamako que afirmam ter "neutralizado" 203 jihadistas no final de Março em Moura, no centro, enquanto a ONG Human Rights Watch acusa os soldados malianos, apoiados por combatentes estrangeiros, de terem executado sumariamente cerca de 300 civis. A missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) pediu, em vão, a Bamako para se deslocar ao local para investigações.ANG/RFI

 

 


Sociedade
/Emigrantes guineenses em Espanha doam lotes de materiais à Fundação Ninho da Criança

Bissau, 27 Abr 22(ANG) – Um grupo de  emigrantes guineenses radicados em Espanha doou lotes de materiais constituídos de paineis solares, carretas, dezenas de embalagens de roupas usadas e outros materiais à fundação da antiga Primeira-dama, Mariama Sanhá Mané.

No acto da entrega dos referidos materiais, o coordenador da Federação Guineense residente no Reino da Espanha, Guelago Gano, queixou-se das dificuldades que os emigrantes enfrentam no processo de desalfandegamento.

“Trouxemos vários materiais para oferecer às organizações que apoiam as crianças em dificuldades, nomeadamente roupas usadas, televisor, painel solar, colchões, entre outros. No lote destes materiais, uma parte foi entregue à Fundação Ninho da Criança”, contou.

Segundo o  empresário Fode Djassi, que se empenhou para que a inicitiva tornasse uma realidade, a oferta será extendida à algumas localidades regionais.

Djassi enalteceu a iniciativa e pediu ao executivo para  prestar uma atenção especial aos emigrantes que fazem sacrifícios nos países de acolhimento para ajudar o seu país.

Para Fode Djassi  não é justo que os emigrantes passem sacrifícios no seu próprio país, particularmente no que concerne ao desalfandegamento dos seus materiais.

O empresário que tem-se dedicado as causas sociais con apoio aos mais carenciados, anunciou que em breve vão receber ventiladores oferecidos pela federação de emigrantes guineenses em Espanha, que serão destinados para o hospital Nacional Simão Mendes e hospital Militar.

A diretora da Fundação “Ninho da Criança”, Adja Maram Mané, clamou por ajuda de pessoas de boa vontade e do executivo para a construção de um centro para acolher dezenas de crianças órfãs e carenciadas que vivem no  centro atualmente.

Mané disse que assumiu um compromisso de acolher crianças e educá-las para se tornarem  pessoas que podem servir o país amanhã. “Por isso mesmo com as dificuldades que atravessamos não podemos abandoná-las”, disse.

“Não temos coragem de abandonar essas crianças, porque foram acolhidas quando ainda estavam no berço. Algumas são órfãs de mães logo à nascença. São no total 36”, contou.ANG/ÂC//SG

 

                  Segurança/Tropas da CEDEAO chegam à Guiné-Bissau

Bissau, 27 Abr 22 (ANG) - Relatos de populares na zona de São Domingos, norte da Guiné-Bissau, indicam que elementos da nova força de manutenção da paz da CEDEAO entraram no país na segunda-feira.

Em Bissau, não há nenhuma posição oficial sobre o assunto. 

Oficialmente ainda não há nenhuma indicação sobre a força, mas fontes das Forças Armadas da Guiné-Bissau disseram à RFI que será uma força composta por 631 militares. Fala-se que seriam essencialmente militares da Nigéria, Senegal, Togo e Benim.

Ou seja, a mesma composição da Ecomib, força militar que a CEDEAO estacionou na Guiné-Bissau entre 2012 e 2020, na sequência do golpe militar de Abril de 2012.

As fontes contactadas pela RFI indicaram que alguns elementos da nova força da CEDEAO já se encontram no território guineense, desde ontem, dia 25 de abril. Entraram através da fronteira de São Domingos, junto à região senegalesa da Casamansa.

Num primeiro momento, a força será de 631 militares, mas caso seja necessário será reforçada com mais militares. Também disseram que a força nao se vai designar Ecomib, mas terá um outro nome.

O quartel-general da força será junto do Ministério da Defesa guineense, mas a sua base será no Regimento da Banda de Música Militar, junto ao aeroporto Osvaldo Vieira, nos arredores de Bissau.

A grande questão de momento é saber quanto tempo a força irá permanecer na Guiné-Bissau e qual a sua missão específica, além de dar protecção às principais figuras do Estado, aos políticos e dar segurança física às instituições da República. ANG/RFI

 

 

Myanmar/Aung San Suu Kyi condenada a cinco anos de prisão por corrupção

Bissau, 27 Abr 22 (ANG) - Um tribunal de justiça birmanês condenou, esta quarta-feira, Aung San Suu Kyi a mais cinco anos de prisão num dos casos de corrupção que a líder destituída e Prémio Nobel da Paz enfrenta.

Os seus apoiantes classificam as acusações como injustas e fabricadas, com o objectivo de a afastar definitivamente da arena política.

Neste processo, a Prémio Nobel da Paz e antiga governante Aung San Suu Kyi é acusada de aceitar subornos no valor de 600 mil dólares e 11,4 quilos de ouro do antigo governador de Rangun, Phyo Min Thein, que testemunhou em Outubro contra a líder eleita.

Suu Kyi, de 76 anos, está em prisão domiciliária, desde as primeiras horas do golpe de Estado em Myanmar, em Fevereiro de 2021, e apoiantes e observadores internacionais classificam as acusações como injustas e fabricadas, com o objectivo de a afastar definitivamente da política.

A Prémio Nobel da Paz (1991) já tinha sido condenada a seis anos de prisão noutros casos e enfrenta mais acusações de corrupção: por ter alegadamente abusado da sua posição para arrendar terrenos; por alegadamente se apropriar indevidamente de fundos doados a uma fundação a que presidiu e por construir uma residência com eles, bem como por alegadamente comprar e alugar helicópteros.

No início de Dezembro, Aung San Suu Kyi foi condenada a quatro anos de prisão (reduzidos a dois anos após receber um indulto da junta militar) por violar leis antipandémicas e por incitação contra a junta militar. A 10 de Janeiro, a vencedora das eleições de 2015 e 2020 foi condenada a mais quatro anos de prisão por ignorar medidas de prevenção face à covid-19 num acto eleitoral e por importar ilegalmente dispositivos de telecomunicações.

Suu Kyi está, também, a ser julgada por alegada violação da Lei dos Segredos Oficiais, punível até 14 anos de prisão, sendo ainda acusada de fraude eleitoral durante as eleições de Novembro de 2020.

O golpe de Estado de Fevereiro de 2021 mergulhou Myanmar numa profunda crise económica, política e social, com quase 1800 pessoas mortas e mais de 13.000 detidas. Além disso, o golpe intensificou a espiral de violência com novas milícias civis que intensificaram acções de guerrilha, que duram há décadas no país.

Aung San Suu Kyi continua a ser uma personalidade muito popular no país, ainda que a sua imagem internacional tenha sido manchada pela sua incapacidade em defender a minoria muçulmana dos Rohingya. Desde que foi detida, a antiga líder desapareceu dos radares, aparecendo apenas em algumas fotografias no tribunal divulgadas pela imprensa.

Vários opositores à junta militar consideram que a sua luta deve ir para além da Prémio Nobel para tentar acabar com o controlo dos generais sobre a política e a economia no país. Houve milícias a tomarem as armas contra a junta em diferentes regiões, contrariando o princípio de não-violência defendido por Aung San Suu Kyi.

Na semana passada, o chefe da junta, Min Aung Hlaing, apelou para que se façam negociações de paz com as facções rebeldes que controlam partes do território e que combatem o exército há décadas.ANG/RFI

 

 

terça-feira, 26 de abril de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Política/Deputado de APU-PDGB diz que a legalidade é o que deve balizar a atuação das instituições

Bissau, 26 Abr 22 (ANG) – O deputado da Assembleia do Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Armando Mango defendeu esta terça-feira que a legalidade  deve balizar a atuação das instituições, incluindo o seu partido.

O deputado respondia à questões dos jornalistas sobre a recente decisão do APU-PDGB de suspender Mango e mais outros dirigentes do partido,  após a entrega do ante-projeto da Revisão Constitucional ao Presidente da Assembleia Nacional Popular, cuja elaboração contou com a participação de  todos os partidos políticos com assento parlamentar.

Armando Mango disse que está bem clara no estatuto da APU-PDGB de que nenhum militante pode ser sancionado sem a sua audição prévia e  um processo disciplinar, alegando que qualquer ação feita fora desse âmbito é de “efeito nulo e inexistente”.

Disse que o Conselho Nacional do partido não é competente para decidir a matéria disciplinar e diz ser essa decisão de  exclusiva competência da Comissão Nacional de Jurisdição, que de acordo com Mango, ainda não  pronunciou nada sobre a matéria até agora.

“Não há nenhum processo disciplinar contra mim e os meus colegas, por isso, estou tranquilo”, disse.

Mango afirmou que a retirada de confiança política à sua pessoa é só mais um cenário um bocado indigno que não tem efeito nenhum na própria lei partidária, nomeadamente no seu artigo 17° do regulamento disciplinar do APU-PDGB.

O Conselho Nacional do partido Assembleia do Povo Unido(APU PDGB),reunido no passado dia 23 do corrente mês, decidiu retirar  confiança política  e suspender do partido os seus vices-presidente Mamadu Saliu Lamba, Armando Mango, Fatumata Djau Baldé, Batista Té e Joana Cobdé Nhanca. E quatro deputados da bancada desta formação política foram igualmente suspensos por alegada violação dos estatutoss do partido.

A APU-PDGB fez um acordo parlamentar com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), vencedor das legeislativas de março de 2019, juntamente com a União para Mudança(UM) e o Partido da Nova Democracia(PND). O referido acordo foi mais tarde desfeito mas os dirigentes agora alvo de suspensão mantiveram-se fièis ao compromisso que o partido assinou com o PAIGC. ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

Ucrânia/UE adverte na Índia que resposta a agressão russa definirá ordem internacional

Bissau, 26 Abr 22(ANG) – A presidente da Comissão Europeia advertiu segunda-feira, na Índia, um país que se tem mantido neutral relativamente à guerra na Ucrânia, que a resposta da comunidade internacional à agressão militar russa vai definir a futura ordem internacional.

“Este é um momento decisivo. As nossas decisões nestes dias irão moldar as décadas vindouras. A nossa resposta de hoje à agressão da Rússia decidirá o futuro do sistema internacional e da economia global”, alertou Ursula Von der Leyen, durante um discurso na mais importante conferência multilateral na Índia consagrada à geopolítica, o «Diálogo Raisina», em Nova Deli.

“Será que a abominável devastação vencerá ou a humanidade prevalecerá? Será o direito de poder a dominar ou será o Estado de direito? Haverá conflitos e lutas constantes ou um futuro de prosperidade e paz comum?”, questionou, durante a sua intervenção, retransmitida em Bruxelas.

Von der Leyen, que termina hoje uma viagem de dois dias à Índia, alertou que “o desfecho da guerra não só determinará o futuro da Europa, mas também afetará profundamente a região do Indo-Pacífico e o resto do mundo”.

Sublinhando que, “para a região do Indo-Pacífico é tão importante como para a Europa que as fronteiras sejam respeitadas e que as esferas de influência sejam rejeitadas”, a presidente da Comissão alertou para “a amizade sem limites” declarada entre China e Rússia e, falando perante as principais figuras políticas da Índia – país que, face às suas relações com a Rússia, tem mantido uma postura neutral no conflito -, advertiu que é necessária uma reflexão sobre o que significa, “para a Europa e para a Ásia, que a Rússia e a China tenham forjado um pacto aparentemente desenfreado”.

Rússia e China “declararam que a amizade entre si não tem «limites» e que não existem «áreas de cooperação proibidas». Isto foi em Fevereiro deste ano. E depois seguiu-se a invasão da Ucrânia. O que podemos esperar das «novas relações internacionais» que ambos reclamaram?”, questionou.

Iniciando a sua intervenção sublinhando que União Europeia e Índia são parceiros naturais e próximos apesar da distância geográfica, a presidente do executivo comunitário ressalvou que, no entanto, nem todos partilham os valores do estado de direito e liberdades fundamentais pelos quais UE e Índia se regem, apontando que “a realidade é que os princípios fundamentais que sustentam a paz e a segurança em todo o mundo estão em jogo”.

Focando então a sua intervenção na guerra em curso no leste da Europa, Von der Leyen deu conta da sua recente deslocação à Ucrânia, onde pôde testemunhar no terreno a devastação provocada pelo exército russo e as graves violações do direito internacional.

“As imagens provenientes do ataque da Rússia à Ucrânia chocaram e continuam a chocar o mundo inteiro. Há duas semanas, visitei Bucha, um subúrbio de Kiev que foi devastado pelas tropas russas, à medida que se retiravam do norte da Ucrânia. Vi com os meus próprios olhos os corpos alinhados no chão. Vi as valas comuns. Ouvi os sobreviventes de crimes atrozes cometidos pelos soldados do Kremlin. Vi as cicatrizes de escolas, casas de residentes e hospitais bombardeados”, disse.

A presidente da Comissão enfatizou então que “visar e matar civis inocentes”, redefinir as fronteiras “pela força” e “subjugar a vontade de um povo livre” são “graves violações do direito internacional” e vão contra os princípios fundamentais consagrados na Carta das Nações Unidas.

“Na Europa, vemos a agressão da Rússia como uma ameaça direta à nossa segurança. Garantiremos que a agressão não provocada e injustificada contra a Ucrânia será um fracasso estratégico. É por isso que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para ajudar a Ucrânia a lutar pela sua liberdade. É por isso que impusemos imediatamente sanções maciças, severas e eficazes”, disse.

Argumentando que as sanções impostas pela UE à Rússia estão “inseridas numa estratégia mais ampla que tem também elementos diplomáticos e militares” e foram concebidas de modo a poderem ser mantidas durante um longo período de tempo, o que dá força negocial em busca de “uma solução diplomática que garanta uma paz duradoura”, Von der Leyen exortou então “todos os membros da comunidade internacional a apoiarem” os esforços em prol dessa paz duradoura.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU – a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

ANG/Inforpress/Lusa

 


Revisão da Constituição
/Presidente do parlamento diz que estão a fazer o seu trabalho e não  competição com outro órgão de soberania

Bissau, 26 abr 22 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) afirmou hoje que o parlamento está a fazer o que lhe compete e não a competir com nenhum outro órgão de soberania.

Cipriano Cassamá fez esta afirmação  após receber da Comissão  da ANP, o ante-projeto da Revisão Constitucional, para ser apresentado debatido e aprovado na próxima sessão parlamentar.

Paralelamente, existe uma outra Comissão de Revisão Constitucional criada por iniciativa do Presidente da República, cujos trabalhos já haviam sido concluídos.

 “Faremos tudo para que este projeto que foi discutido ao nível de todos os partidos políticos e da população, em todos os setores do país, seja debatido. Penso que não estamos a fazer isso para diminuir a responsabilidade de um ou outro titular de órgão de soberania, mas sim estamos a fazer isso porque é nossa competência, porque a lei nos manda a fazê-lo, e espero que as pessoas nos entendam”, frisou.

Cassamá adiantou que vai entregar o mesmo documento aos órgãos da soberania do país, nomeadamente à Presidência da República, ao Governo e o Supremo Tribunal de Justiça.

Por sua vez, o Presidente da Comissão parlamentar de Revisão da Constituição, Lassana Seide disse que as discussões do ante-projeto foram “sinceras” e que os resultados “são uma reflexão e conjunto de consensos” entre os elementos de grupos de trabalho.

Seide disse ainda que a Comissão respeitou o quadro legal que orienta o processo da revisão constitucional, nomeadamente, o artigo 130° da atual Constituição, acrescentando que todos os trabalhos correram dentro dos parâmetros, respeitando todos os limites material, formal e circunstâncial  da Constituição.

A ANP deve estar reunida entre os próximos meses de Maio e Junho , estando agendada a discussão e aprovação da revisão da Constituição. Da República. ANG/DMG/ÂC//SG

 

Ambiente/Micro-plásticos podem transportar para os oceanos germes que causam doenças – investigação

Bissau, 26 Abr 22(ANG) – Os micro-plásticos que poluem os oceanos podem ser veículos para germes patogénicos terrestres que provocam doenças em organismos marinhos e seres humanos, concluíram cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

A investigação, publicada hoje no boletim Scientific Reports, é a primeira em que se admite que os micro-plásticos – fragmentos com tamanho inferior a cinco milímetros – podem disseminar doenças transmitidas por organismos como ‘Toxoplasma gondii’, ‘Cryptosporidium’ ou ‘Giardia’, que podem chegar aos seres humanos através do consumo de marisco.

“É fácil as pessoas desvalorizarem o problema dos plásticos nos oceanos como algo que não lhes diz respeito, mas quando se fala de doenças e saúde, torna-se mais fácil adoptar mudanças. Os micro-plásticos deslocam germes de um lado para o outro e podem acabar na nossa comida e água”, afirmou a investigadora Karen Shapiro, especialista em doenças infecciosas.

O ‘Toxoplasma gondii’ é um parasita que se encontra nas fezes dos gatos e que já infectou muitas espécies oceânicas com a doença toxoplasmose, como espécies de golfinhos e focas, além de provocar doenças prolongadas em seres humanos e problemas reprodutivos.

‘Cryptosporidium’ e ‘Giardia’ provocam doenças gastrointestinais e podem ser fatais para crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.

Os autores do estudo estudaram em laboratório maneiras como os patogénicos analisados se podem associar aos plásticos na água do mar, sobretudo os que são utilizados em produtos cosméticos e os que vão parar ao mar com as águas de lavagem de roupa ou a partir de redes de pesca.

Embora os parasitas se fixem mais aos micro-plásticos da roupa e das redes de pesca, todos os tipos de plástico analisados são capazes de transportar patogénicos.

Os micro-plásticos que flutuam à superfície podem deslocar-se grandes distâncias, espalhando microrganismos para bem longe da sua origem. Os que se afundam concentram-se no leito do mar, onde animais como ostras e outros tipos de bivalves vivem, aumentando a probabilidade de consumirem quer o plástico quer os microrganismos que causam doenças.

“Os plásticos enganam os invertebrados. Estamos a alterar as redes naturais de alimentação ao introduzir este material de fabrico humano que também pode transportar parasitas mortíferos”, referiu Shapiro.

A investigadora Chelsea Rochman, especialista em poluição e professora de Ecologia na Universidade de Toronto, afirmou que há maneiras de evitar que os plásticos cheguem ao oceano, como a colocação de filtros nas máquinas de lavar e secar e nas saídas de águas residuais. ANG/Inforpress/Lusa

 

               Justiça/PJ beneficia de duas viaturas da marca Toyota Hilux

Bissau, 26 Abr 22 (ANG) – A Direção Nacional da Polícia Judiciária (PJ), e o Centro Prisional de Bissau e Biombo da mesma instituição judicial beneficiaram hoje de duas viaturas da marca Toyota Hilux, e uma sala equipada para ações de capacitação dos seus agentes.

O donativo é do Escritório das Nações Unidas para o Combate a Droga e Crimes Organizado (ONUDC).

No acto de entrega dos referidos apoios, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, Teresa Alexandrina da Silva, disse  que a entrega de duas viaturas irá reforçar a PJ no  combate ao tráfico de drogas, que a sua  Célula Aeroportuária Ante Tráfico tem estado a levar a cabo.

Alexandrina da Silva disse que o governo da Guiné-Bissau, vai ainda contar com o acompanhamento técnico e financeiro da ONUDC, para as acções que pretendem realizar nos próximos tempos.

“Além do combate ao tráfico de drogas, outra prioridade do governo tem a ver com o combate a corrupção, em todas as suas manifestações. Para esse efeito,  já temos uma extratégia nacional aprovada, e gostariamos de passar agora para a fase de sua operacionalização, ou seja a elaboração de um plano de acção para a sua implementação”, salientou.

A governante sublinhou que,  para que isso aconteça,  mais uma vez ,vão precisar de apoio total dos seus parceiros dentre os quais a ONUDC.

Por seu turno, o Director Nacional da PJ, Domingos Correia, defendeu que o acto  representa um reforço , fruto da cooperação entre a PJ e a ONUDC enquanto  principal Agência das Nações Unidas de luta contra o crime organizado.

Acrescentou  que as duas viaturas recebidas irão reforçar os seus agentes nos trabalhos da investigação.

 “Acabamos agora de testemunhar a inauguração de uma sala de formação dos agentes da PJ, onde serão ministrados cursos de capacitação aos nossos operacionais, e tudo isso é visto como pequenos ogestos que representam grandes passos significativos no trabalho quotidiano levado a cabo pela nossa instituição”, referiu o Director Nacional da PJ.

O Director Regional de Escritório das Nações Unidas para o Combate a Droga e Crimes Organizados da África Central e Ocidental, Amado Philip de Andrés, reconheceu os esforços que a PJ tem demostrado na luta contra o tráfico de drogas e crimes organizados, traduzidos em importantes apreensões registadas nos últimos tempos.

Acrescentou   que, com a entrega das respectivas viaturas, o ONUDC pretende  contribuir para o aumento da capacidade operacional da PJ contra o tráfico ilícito de drogas e crimes organizados no país.

“E a sala de formação equipada e entregue hoje a PJ, representa um esforço para o aperfeiçoamento dos profissionais da PJ”, disse o Director Regional ONUDC.

Amado Philip de Andrés  reiterou a continuidade de apoio da ONUDC à PJ guineense na luta conjunta das duas organizações contra o tráfico de drogas e crime organizado. ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

 

 

           Ucrânia/Guterres preocupado com "possíveis crimes de guerra"

Bissau, 26 Abr 22(ANG) - O secretário-geral da ONU, preocupado com "os possíveis crimes de guerra" cometidos na Ucrânia, encontrou-se esta tarde com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros Serguei Lavrov à quem propós a criação de um grupo de trabalho para a abertura de corredores humanitários.


A Rússia diz estar pronta para cooperar com a ONU.

"Estou preocupado com os repetidos relatos de possíveis crimes de guerra" na Ucrânia, disse o secretário-geral da ONU em Moscovo, dizendo que esses relatos "requerem uma investigação independente".

António Guterres propôs a Serguei Lavrov a criação de um grupo de trabalho para a abertura de corredores humanitários em várias cidades.

“Propus a criação de um grupo de contacto humanitário que junte a Federação Russa, a Ucrânia e as Nações Unidas, com o objetivo de identificar oportunidades para a abertura de corredores seguros com o fim das hostilidades a nível local e de garantir a sua eficácia”.

Alguns civis estão em grande perigo e devem ser evacuados", insistiu, referindo-se em particular ao caso da cidade de Mariupol.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo assegurou que a Rússia está "comprometida em encontrar uma solução diplomática com a Ucrânia". No entanto, disse que era "muito cedo" para pensar num mediador para as negociações em andamento com Kyiv.

Sergei Lavrov também garantiu que a Rússia está "pronta para cooperar" com a ONU para ajudar os civis na Ucrânia.

"O nosso principal objetivo é proteger as populações civis. Estamos prontos para cooperar com nossos colegas da ONU para aliviar o sofrimento das populações civis", disse.

Depois do encontro com Serguei Lavrov, o secretário-geral das Nações Unidas vai reunir-se ainda hoje com o Presidente Vladimir Putin. Após a visita a Moscovo, Guterres será recebido, na quinta-feira, em Kyiv, pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.   

Esta tarde, o Presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, discutiram a situação "humanitária" na Ucrânia durante uma conversa telefônica, disse o Kremlin.

Os dois líderes "discutiram detalhadamente a situação na Ucrânia no contexto da operação militar especial para defender o Donbass e os esforços contínuos empreendidos pelo lado russo para garantir a segurança dos civis, incluindo a organização de corredores humanitários", diz a presidência russa em comunicado de imprensa. ANG/RFI

 

 


Justica
/Associação de Mulheres jurisitas guineenses pretende assumir a presidência da Federação Internacional de Mulheres Jurisitas

Bissau, 26 Abr 22 (ANG) – A Presidente da Associação Guineense de Mulheres Juristas (AGMJ), manifestou a sua  intensão  de concorrer a presidência da Federação Internacional das Mulheres Juristas (FIMCJ) durante a XXIV Assembleia  Geral da organização que vai  decorrer, em Angola, ainda este ano.

A revelação foi feita pela própria Lucinda Gomes Barbosa Aukarie,  à saida do encontro com Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, na  segunda-feira.

 "Paticipamos em 2018, na Assembleia geral da organização, como observadores  e desta vez queremos uma participação mais ativa enquanto membros de pleno direito da organização”, disse.

Segundo Lucinda Aukarie  a organização que representa é, desde 2021, membro ativo da Federação Internacional das Mulheres de Carreira Jurídica que este ano, realiza a sua XXIV Assembleia  Geral sob o lema “Mudanças Climáticas e Mulher em Ação”.

O evento irá debater, não só sobre a preocupação das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas e Mulheres em ação, mas também realizar a eleição de novos membros para a direção da Federação Internacional das mulheres de Carreira Jurídica. ANG/MI/ÂC//SG

       

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

                          China/Pequim em alerta devido a surto de Covid-19

Bissau, 26 Abr 22 (ANG) - A Covid-19 continua a não dar tréguas na República Popular da China e Pequim, a capital, está em alerta devido à possibilidade da aplicação de um confinamento nos próximos dias devido ao aumento do número de infecções.


Isto acontece depois de em Xangai se ter registado esta segunda-feira, 51 mortos, o número de óbitos diário mais elevado desde o início do confinamento, no início de Abril.

variante Ómicron continua a propagar-se em território chinês a uma velocidade que preocupa as autoridades, que têm tentado adoptar uma estratégia de 0 Covid no seu território.

No início de Abril, Xangai decretou confinamento e confinou cerca de 30 milhões de pessoas, devido ao pior surto da doença registado no país desde o começo da pandemia.

Este domingo, a capital económica chinesa registou mais de 22 mil novos casos e 39 mortos. Esta segunda-feira, registaram-se 51 mortos, o número de óbitos mais elevado desde o início do confinamento.

Por sua vez, a capital, Pequim, situada a mais de mil quilómetros de distância registou 22 novos casos no sábado e está em alerta há quase 1 semana.

Pang Xinghuo, responsável de saúde local, já disse mesmo, este fim-de-semana, que a situação é "séria" e que "toda a cidade deve agir sem demora".

Para além disso, informações preliminares veiculadas pelo mesmo responsável, dão conta que a infecção “se espalhou de forma invisível” e está a afectar “escolas, grupos de turismo e famílias”.

Tendo em conta a progressão da Covid-19, em Pequim, o confinamento poderá será uma das próximas medidas a adoptar pelas autoridades para tentar controlar a doença.

Os habitantes da capital já se deslocaram mesmo aos centros comerciais para fazerem compras de emergência, com receio de que esta medida mais dura possa mesmo vir a ser anunciada esta semana.

Entretanto, as autoridades chinesas estão a testar massivamente a população, de modo a tentar controlar esta nova vaga de Ómicron no país. Em várias cidades chinesas têm sido adoptados bloqueios e outras medidas restritivas para evitar novos casos de Covid-19. ANG/RFI

 

Justiça/PR deseja bom entendimento  da classe jurídica guineense  para promoção da paz no país

Bissau, 26 Abr 22 (ANG) - O Presidente da República (PR) desejou  segunda-feira um bom entendimento no seio da classe de justiça guineense  com o objectivo de promover a  paz e bem-estar social no país.

O desejo foi manifestado por Umaro Sissoco  Embaló no encontro que manteve com o  Presidente de Supremo Tribunal da Justiça e o Procurador Geral da República num jantar de corte de Jejum, realizado à convite do chefe de Estado, no quadro do Ramadão.

“Acho que é importante a interação com os homens da justiça uma vez que isso pode servir para que, conjuntamente, encontremos soluções para promover o sucesso da justiça na Guiné-Bissau”, considerou Embaló.

O Presidente de Supremo Tribunal da Justiça, José Pedro Sambú disse que a iniciativa representa um gesto de solidariedade que serviu para a abordagem de assuntos de interesse naconal.

Pedro Sambú acrescentou que, o encontro entre os órgãos da soberania é sempre de louvar uma vez que os mesmos são responsáveis pelo destino do país e do bem de povo.

O Procurador Geral da República, Bacari Biai  não escondeu a sua satisfação em ter a oportunidade de estar com o Presidente da República e o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça para troca de ideias e corte de jejum.

Biai até pediu  que o gesto continue, e diz que  os órgãos da soberania precisam de interagir “para o bem do país”.ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Ucrânia/Kiev diz que falhou acordo de cessar-fogo em Mariupol para retirar civis

Bissau, 25 Abr 22(ANG) – O Governo ucraniano disse hoje que, ao contrário do anunciado pelos militares russos, não foi possível um cessar-fogo para permitir a retirada de civis do complexo metalúrgico Azovstal, na cidade sitiada de Mariupol.

O acordo serviria para estabelecer um corredor humanitário que permitisse retirar os civis escondidos, ao lado de combatentes ucranianos, naquele complexo industrial na cidade do sudeste da Ucrânia.

“Declaro oficialmente e publicamente que, infelizmente, não há acordo sobre um corredor humanitário a partir de Azovstal hoje”, escreveu a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk no Telegram, pouco depois de a Rússia anunciar que iria cessar as hostilidades para permitir a saída dos civis.

A Rússia anunciou esta manhã um cessar-fogo sobre a cidade de Mariupol para permitir a retirada dos civis do local que é o último bastião de resistência ucraniana da cidade sitiada há várias semanas.

As unidades das Forças Armadas da Rússia e da autoproclamada República Popular de Donetsk cessarão as ações de combate, retirar-se-ão para uma distância razoável e permitirão a retirada de civis “na direção da sua escolha”, tinha dito o chefe do Centro Nacional de Controlo da Defesa, Coronel General Mikhail Mizintsev.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, o corredor humanitário seria aberto às 14:00 locais (10:00 em Cabo Verde).

Segundo fontes oficiais ucranianas, até 1.000 civis estariam abrigados no local, tendo apelado repetidamente à Rússia para se possibilitar uma saída em segurança.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU – a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

ANG/Inforpress/Lusa