sexta-feira, 9 de setembro de 2022


Finanças
/ AID20 prevê  ajuda financeira de  90 milhões de dólares à Guiné-Bissau

Bissau, 09 Set 22 (ANG) – A Agência Internacional de Desemnvolvimento(AID20) prevê uma ajuda financeira de 90 milhões de dólares americanos à Guiné-Bissau , para um período de amortização de três anos.

A informação foi revelada quinta-feira pelo ministro da Economia, Plano e integração Regional, José Carlos Varela Casimiro, na reunião do Conselho de Ministros.

Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) é o organismo do  Banco  Mundial que fornece empréstimos sem juros e subsídios aos países mais pobres. Foi criada em   24 de Setembro de 1960 , e as suas intervenções visam apoiar o crescimento econômico, reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida das populações.

Três fatores determinam a possibilidade de um país ser elegível para os fundos da AID.

A  PNB per capita do país deve ser de menos de 965 dólares americanos por ano; a falta de solvência do país, o que o impede  de adquirir empréstimos com as taxas praticadas pelo mercado, o que torna imprescindível a obtenção de recursos para financiar seu  desenvolvimento económico; um bom desempenho em matéria de adoção de políticas, ou seja, a colocação em prática de obras políticas, econômicas e sociais que incentivem o crescimento económico e reduzam a pobreza.

Ainda nessa reunião do Conselho de Ministros que decorreu sob a presidência, por videoconferência, do Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, o Governo adiou para um período de duas semanas  a aprovação do projeto de decreto sobre   o contrato de investimentos entre o Governo  e a empresa MC Group – Indústria, Comércio de farinha,SA.

Ainda sobre o referido projecto, o conselho de ministros deliberou a criação de  uma comissão interminsterial encarregue de rever as clausulas constantes  nesse  projeto de decreto de Investimentos para adequá-lo a legislação em vigor na Guiné-Bissau, e submetê-lo, de novo, à apreciação e consequente aprovação do  Governo.

ANG//SG

 

                Óbito/Mundo reage ao desaparecimento de Isabel II

Bissau, 09 Set 22 (ANG) - De Washington a Nova Déli, passando por Paris e Dublin, capitais e personalidades de todo o mundo saudaram a monarca e as suas sete décadas de reinado.

As reacções multiplicam-se, e nas redes sociais os internautas partilham mensagens de pesar pela morte de uma monarca que conheceu 15 primeiros-ministros durante o seu reinado.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, escreveu no Twitter estar “profundamente triste pelo falecimento de Sua Majestade Rainha Isabel II, admirada em todo o mundo pela sua liderança e devoção”.

O Papa Francisco disse estar "profundamente entristecido" pela morte de Isabel II, prestando homenagem "à sua vida de serviço inabalável" e pelo "seu exemplo de devoção ao dever". Num telegrama em inglês endereçado ao novo rei, o soberano pontífice apresentou as suas "sinceras condolências" à família real e à população britânica e garantiu a Carlos III as suas orações.

“Ela foi uma grande amiga das Nações Unidas e uma presença tranquilizadora através de décadas de mudança”, acrescentando que “a sua dedicação inabalável será lembrada por muito tempo”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, lembrou que Isabel II “representou a continuidade e a unidade da nação britânica durante 70 anos” e recordou-a como “uma amiga de França, uma rainha de coração bondoso que deixou uma impressão indelével no seu país e no seu século”.

Também o Chanceler alemão, Olaf Scholz, descreve a rainha como “um modelo e inspiração para milhões, incluindo aqui na Alemanha” e destaca que “o seu compromisso para com a reconciliação germano-britânica após os horrores da Segunda Guerra Mundial não será esquecido”.

“Ela deixará saudadas, não menos pelo seu maravilhoso sentido de humor”, escreve Olaf Scholz.

O primeiro-ministro português, António Costa, também partilhou a “tristeza" da "notícia do falecimento de Sua Majestade a Rainha Isabel II”, acrescentando que “o reinado de 70 anos marcou a história britânica desde a segunda grande guerra”.

“As minhas sentidas condolências à família real e ao povo do Reino Unido”, transmite António Costa.

É com tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Sua Majestade a Rainha Isabel II. O seu reinado de 70 anos marcou a história britânica desde a segunda grande guerra. As minhas sentidas condolências à família real e ao povo do Reino Unido.

A rainha Isabel II foi testemunha privilegiada do fim do Império britânico e da independência africana

Ao longo de seus 70 anos de reinado, a monarca manteve estreitos laços com o continente africano. A ligação da rainha com o continente é especial porque foi em África que ela se tornou rainha. Em 1952, Isabel tinha 25 anos e estava numa viagem no Quénia quando o pai, Jorge VI, morreu de cancro no pulmão. A notícia é, na altura, anunciada pelo marido, o príncipe Filipe, o duque de Edimburgo.

O Presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara lembrou "a memória de uma estadista excepcional, com grandes qualidades humanas", transmitindo as "mais sentidas condolências ao rei Carlos III, à família real e ao povo britânico", saudando "a memória de uma estadista excepcional, com grandes qualidades humanas".

O chefe de Estado senegalês, Macky Sall, e actual presidente da União Africana (UA), saudou "a memória da ilustre falecida", a rainha Isabel II, "com uma carreira excepcional", que faleceu esta quinta-feira aos 96 anos. “Endereço as minhas sinceras condolências ao governo e ao povo britânico. Saúdo a memória da ilustre falecida, com uma carreira excepcional. Paz à sua alma”, disse o Presidente senegalês no Twitter.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, prestou homenagem à rainha Isabel II, saudando uma "figura extraordinária" que levou "uma vida notável"“A sua Majestade foi uma figura pública extraordinária e de renome mundial que levou uma vida notável. Sua vida e seu legado permanecerão gravados na memória de muitas pessoas ao redor do mundo”, disse o chefe de Estado sul-africano.

A rainha Isabel II morreu aos 96 anos no Castelo de Balmoral, na Escócia, após mais de 70 anos do mais longo reinado da história do Reino Unido.

Elizabeth Alexandra Mary Windsor nasceu em 21 de abril de 1926, em Londres, e tornou-se Rainha de Inglaterra em 1952, aos 25 anos, na sequência da morte do pai, George VI, que passou a reinar quando o seu irmão abdicou.

Após a morte da monarca, o seu filho primogénito assume, sábado, aos 73 anos as funções de rei como Carlos III.

Os britânicos começaram a prestar homenagem à rainha Isabel II, afluindo a vários dos palácios reais desde quinta-feira. Em Londres, o Palácio de Buckingham tornou-se no principal local de peregrinação. As multidões começaram a juntar-se ainda durante a tarde e continuaram a formar-se ao longo da noite junto ao Palácio de Buckingham.

No portão, o aviso formal da morte da rainha Isabel II aos 96 anos em Balmoral na Escócia. No chão, alguns ramos de flores 

O ambiente é de choque, emoção e respeito. As cerimónias fúnebres de Isabel II e de confirmação do monarca deverão durar pelo menos 10 dias. ANG/RFI/Angop

 

 

 

Moçambique/ONU alerta que crise climática em África pode desestabilizar países e regiões

Bissau, 09 Set 22 (ANG) – A crise climática em África pode “desestabilizar países e regiões inteiras” num dos continentes mais atingidos do mundo, advertiu hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).


Esta agência das Nações Unidas salientou que “o stresse hídrico e os perigos como secas e inundações devastadoras estão a atingir duramente as comunidades, economias e eco-sistemas africanos”.

O aviso consta no relatório “O estado do clima em África – 2021”, publicado no âmbito da Reunião Ministerial da África Austral sobre a Iniciativa do Sistema Integrado de Alerta Precoce e Acção Precoce, que começou na segunda-feira e termina hoje, em Maputo.

O estudo, uma iniciativa conjunta da OMM e da União Africana (UA), com especial enfoque na água, revela que os padrões de precipitação estão alterados, os glaciares estão a desaparecer e os principais lagos a diminuir.

Além disso, a crescente procura de água, combinada com fornecimentos limitados e imprevisíveis, ameaça exacerbar conflitos e deslocações de pessoas.

O relatório indica que o elevado stresse hídrico (quando a procura de água é superior à quantidade disponível para um determinado período de tempo ou a sua utilização é limitada pela má qualidade) afectará cerca de 250 milhões de pessoas em África.

E espera-se que, até 2030, será responsável pela deslocação de 700 milhões de pessoas no continente.

A OMM considera “improvável” que quatro em cada cinco países africanos consigam gerir de forma sustentável os recursos hídricos até 2030.

A organização recorda que África representa apenas cerca de 2 a 3% das emissões globais de gases com efeito de estufa, mas “sofre desproporcionadamente com os resultados”.

“O agravamento da crise e a fome iminente no Corno de África assolado pela seca mostram como as alterações climáticas podem exacerbar as crises hídricas, ameaçando a vida de centenas de milhares de pessoas e desestabilizando comunidades, países e regiões inteiras”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

A Comissária para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável da Comissão da UA, Josefa Leonel Correia Sacko, disse que eventos extremos como ondas de calor, inundações, ciclones tropicais, secas prolongadas e subida do nível do mar “resultam em perda de vidas humanas, danos materiais e deslocação de pessoas”.

Essa realidade, acrescentou Sacko, “mina a capacidade de África” cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 2063 da UA, que traça o caminho do continente para o crescimento e desenvolvimento económico inclusivo e sustentável.

Actualmente, apenas 40% da população africana tem acesso a sistemas de alerta precoce para se proteger contra os impactos das alterações climáticas.

No entanto, mais de 40 países africanos reviram os seus planos climáticos nacionais para os tornar mais ambiciosos e acrescentar maiores compromissos à adaptação e mitigação do clima.

O relatório faz várias recomendações, incluindo o reforço dos sistemas de alerta precoce, o aumento da cooperação transfronteiriça e da partilha de dados, o investimento na adaptação à crise climática e um impulso concertado para uma gestão mais integrada dos recursos hídricos.

ANG/Inforpress/Lusa

 

ONU/Timor-Leste é o país lusófono com distribuição de rendimentos mais justa

Bissau,09 Set 22(ANG) – Timor-Leste é, entre os países de língua portuguesa, incluindo Portugal, o que apresenta a distribuição de rendimentos mais justa entre ricos e pobres, segundo o último Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, quinta-feira divulgado.

De acordo com o indicador que mede o desvio da distribuição de rendimento entre indivíduos ou agregados familiares de um país (coeficiente Gini – em que um valor de 0 representa uma distribuição de absoluta igualdade e um valor de 100 representa a desigualdade absoluta), Timor-Leste lidera o conjunto de nove países lusófonos, com um coeficiente de 28.7, segundo o relatório apresentado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Portugal, que é o país que segue Timor-Leste do ponto de vista da equidade da distribuição de rendimento, apresenta um coeficiente de Gini de 32.8, logo seguido da Guiné-Bissau (34.8).

No outro lado desta escala, Moçambique apresenta o pior registo deste indicador de entre os países lusófonos (54.0), seguido de Angola (51.3), Brasil (48.9), Cabo Verde (42.4) e São Tomé (40.7). O relatório não apresenta o Coeficiente Gini para a Guiné Equatorial.

O relatório oferece um olhar mais fino da distribuição do rendimento, permitindo observar a sua repartição por 40% da população mais pobre e pelos 10% dos mais ricos ao longo de uma série entre 2010 e 2021 e finalmente a concentração do rendimento nos 1% mais ricos em 2021.

A quota de rendimento nacional antes de impostos detida pelos 1% dos moçambicanos mais ricos em 2021 foi de 31,1%, e a dos 10% mais ricos entre 2010 e 2021 foi de 45,5%, enquanto a dos 40% mais pobres no mesmo período foi de 11,8%.

Angola e Brasil apresentam padrões semelhantes, respectivamente, 26% e 25,7% no caso da quota do rendimento nacional antes de impostos destinada aos mais ricos em 2021. Quanto aos outros dois sub-indicadores, a quota do rendimento nacional destinada aos 10% mais ricos entre 2010 e 2021 em Angola e no Brasil foi respetivamente de 36,9% e 39,5%.

Já aos 40% mais pobres nos dois países foi reservada uma quota de 11,5% e 13,2% do rendimento nacional.

De entre os países de língua oficial portuguesa, a Guiné Equatorial é o que mais lugares sobe no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2021 em relação a 2020 – sobe dois lugares para a posição 145ª no ranking geral – e depois, apenas Portugal, São Tomé e Angola sobem este ano um lugar (para a 38ª, 138ª e 148ª posições respetivamente).

Os restantes países lusófonos caem uma posição – são os casos do Brasil (para a 87ª); Cabo Verde (para a 128ª) e Moçambique (para a 185ª) – ou mantêm o lugar ocupado em 2020: Timor-Leste mantém a 140ª posição, assim como a Guiné-Bissau não sai da 177ª.

O IDH é um índice composto, que mede três dimensões básicas do desenvolvimento humano – uma vida longa e saudável, educação e nível de vida dos cidadãos.

Portugal é, entre os países lusófonos, o que apresenta uma expectativa de vida à nascença – medida pelo número de anos de vida que um recém-nascido pode esperar viver se os padrões predominantes de taxas de mortalidade por idade no momento do nascimento permanecerem os mesmos durante toda a vida da criança – com o melhor registo, 81 anos, logo seguido de Cabo Verde, 74,1 anos.

Brasil (72,8 anos); Timor-Leste (67,7 anos) e São Tomé e Príncipe (67,6 anos) seguem os líderes lusófonos neste ranking. Mais afastados, a Guiné Equatorial apresenta 60,6 anos de expectativa de vida; Angola regista 61,6 anos; a Guiné-Bissau 59,7 anos e Moçambique, o país na posição geral mais baixa do ranking geral do IDH entre os lusófonos, com apenas seis países abaixo, aparece com uma expectativa de vida de 59,3 anos.

No indicador relativo ao número de anos previstos de escolaridade – que uma criança em idade escolar pode esperar receber, se os padrões prevalecentes de taxas de inscrição por idade persistirem ao longo da sua vida -, depois de Portugal (16,9 anos e uma média de escolaridade efectiva de 9,6 anos), o Brasil regista 15,6 anos, mas apenas 8,1 anos de escolaridade efetiva.

Quanto aos restantes lusófonos, quando nasce, uma criança cabo-verdiana tem como expectativa uma escolaridade de 12,6 anos, mas cumpre efectivamente 6,3 anos; em São Tomé e Príncipe o registo é de 13,4 anos / 6,2 anos; em Timor-Leste é de 12,6 anos /5,4 anos; na Guiné Equatorial é de 9,7 anos / 5,9 anos; em Angola é de 12,2 anos / 5,4 anos; na Guiné-Bissau é de 10,6 anos /3,6 anos; e Moçambique regista 10,2 anos de escolaridade expectável e apenas 3,2 anos de escolaridade efectiva em termos médios.

O registo do rendimento nacional bruto (RNB) ‘per capita’ apresentado no relatório acompanha, na generalidade dos casos, a posição relativa dos países no ranking geral do IDH, mas a comparação entre os dois rankings permite destapar desigualdades e ineficiências dos Estados.

Quando a diferença na classificação dos países por RNB per capita e por valor do IDH resulta num valor negativo significa que o país é mais bem classificado pelo RNB do que pelo valor do IDH, concluindo-se que o rendimento não é canalisado de forma eficiente para o desenvolvimento humano.

A Guiné Equatorial é, entre o conjunto dos países lusófonos, aquele que apresenta o registo negativo mais elevado resultante deste exercício: -47. O país regista um RNB ‘per capita’ de 12.074 dólares. Outros lusófonos com valores negativos são Angola (-14 e um RNB ‘per capita’ de 5.466 dólares) e Brasil (-5 e um RNB ‘per capita’ de 14.370 dólares).

No outro lado do espectro, Timor-Leste apresenta um registo positivo de 7 (RNB ‘per capita’ de 4.461 dólares); Portugal de 3 (RNB ‘per capita’ de 33.155 dólares); Cabo Verde ((RNB ‘per capita’ de 6.230 dólares) e Moçambique (RNB ‘per capita’ de 1.198 dólares) ambos com 2 e a Guiné Bissau, cujo RNB ‘per capita’ é de 1.908 dólares, apresenta um registo nulo. ANG/Inforpress/Lusa

 

CPLP/ Secretário-executivo lamenta ausência de alguns estados-membros no bicentenário do Brasil

Bissau, 09 Set 22(ANG) – O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, lamentou à Lusa o facto de nem todos os países membros terem comparecido às celebrações do bicentenário da independência do Brasil.

“Tenho pena que os nossos países não estivessem estado aqui todos presentes” num momento tão significativo, disse, à Lusa, em Brasília, Zacarias da Costa, à margem das celebrações dos 200 anos do famoso grito “Independência ou morte!”, de D. Pedro.

O responsável recordou, contudo, que Angola está ainda em processo pós-eleitoral e que outros compromissos e dificuldades de programação dos próprios chefes de Estados terão pesado na decisão.

O único estado-membro da CPLP que não tem representação diplomática em Brasília é São Tomé e Príncipe.

São Tomé, Angola e Guiné Equatorial não tiveram qualquer representante nas comemorações oficiais.

Os chefes de Estado de Portugal, Cabo Verde e Guiné-Bissau foram os únicos a marcarem presença tanto no desfile em Brasília, no dia 07 de Setembro, como na sessão solene, no dia seguinte, no Congresso Nacional do Brasil.

O deputado Sérgio José Camunga Pantie representou a Presidência de Moçambique no Congresso e Timor Leste teve um representante diplomático.

Zacarias da Costa elogiou o país anfitrião, dizendo ser “significativo que o Brasil tenha convidado apenas os países de língua portuguesa para participar nas comemorações do 07 Setembro”.

O Brasil, disse, tem estado “bastante empenhado e interessado”, frisou, ressalvando que tem tido “abertura, carinho e apoio em continuar a apoiar a CPLP” e que tem estado na “linha da frente no apoio ao Fundo especial da CPLP”.

“Este Governo está empenhado em contribuir para a CPLP” em termos de cooperação de investimento financeiro, frisou o responsável.

Questionado sobre o aproveitamento político que o Presidente brasileiro fez do desfile oficial das comemorações do bicentenário em Brasília, Zacarias da Costa disse estar no país “para congratular o povo brasileiro”.

“A forma como as celebrações são feitas, enfim, cada um tem a sua forma”, disse.

ANG/Inforpress/Lusa

 

       Bruxelas/UE suspende formalmente acordo de vistos com Rússia

Bissau, 09 Set 22 (ANG) - O Conselho da União Europeia adoptou esta sexta-feira formalmente a decisão de suspender o acordo de facilitação de vistos com a Rússia, cujos cidadãos passarão a ter mais dificuldades em viajar para território comunitário a partir de segunda-feira.

A adopção formal pelo Conselho, a instituição na qual estão representados os 27 Estados-membros, segue-se à proposta apresentada pela Comissão Europeia na passada terça-feira, na sequência do acordo político alcançado em Praga a 31 de Agosto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

A suspensão do acordo, que vigorava desde 2007, significa que os cidadãos russos deixarão de ter facilidades quando solicitarem um visto de curta duração para o espaço Schengen de livre circulação, passando a ser aplicadas as regras gerais do código de vistos.

Na prática, os requerentes russos passam a ser confrontados com uma taxa de visto mais elevada o preço aumenta de 35 euros para 80 euros para todos os requerentes e com um aumento do tempo de processamento, com o prazo normal para os consulados tomarem uma decisão sobre os pedidos de visto a ser ampliado de 10 para 15 dias, período que pode ser prolongado até um máximo de 45 dias em casos individuais, quando for necessário um exame mais aprofundado do pedido.

Passam também a ser aplicadas regras mais restritivas em matéria de vistos de entradas múltiplas, com os requerentes russos a deixarem de ter acesso fácil a vistos válidos para entradas múltiplas no espaço Schengen, e é-lhes também exigida uma lista mais longa de documentos comprovativos.

O ministro do Interior da República Checa, Vít Rakusan, país que preside ao Conselho da UE no corrente semestre acrescentou que "a decisão de hoje é uma consequência directa das acções da Rússia" e mais uma prova do "compromisso inabalável" do bloco europeu para com a Ucrânia e o seu povo.

A decisão de suspender o acordo de vistos com a Rússia foi tomada pelos chefes de diplomacia dos 27 na reunião de 'rentrée' política, celebrada em Praga no final de Agosto, sensivelmente seis meses depois do início da invasão da Ucrânia, lançada em 24 de Fevereiro, tendo Portugal considerado a medida "equilibrada".

De acordo com dados da Comissão, à data de 01 de Setembro deste ano, cerca de 963 mil russos detinham vistos válidos para o espaço Schengen.

Segundo o Conselho, a decisão deverá ser publicada em jornal oficial ainda hoje, sendo aplicável a partir da próxima segunda-feira, dia 12. ANG/Angop

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022


Desporto-futebol
/Seleccionador nacional de  Sub-20  corre risco de ser demitido

Bissau, 08 set 22 (ANG) – O seleccionador nacional de futebolda de Sub-20 da Guiné-Bissau, Helder Fontes falhou com os objectivos de qualificar o país para o próximo Campeonato Africano das Nações (CAN-Sub-20), que se desputa no próximo ano, no Egipto, e corre o risco de ser demitido pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).

De acordo com as explicações do vice-presidente daquela Instituição que gere o desporto nacional para a área de formaçãoe e do seu desenvolvimento, Mama Saliu Baldé vulgo  (Mister Baldé), a FFGB tinha apenas um acordo verbal com o técnico português Helder Fontes.

“Tinhamos apenas um acordo verbal com o técnico português Helder Fontes, e para que esse acordo nos levasse à assinatura de um acordo formal tudo dependia do desempenho mostrado por ele nos trabalhos de qualificação do país, desde o torneio da UFOA disputado na Mauritânia até a fase de apuramento para o próximo (CAN-Sub-20) que se realiza, em 2023, no Egipto”,diss o Mister Baldé.

Segundo Baldé, a  misssão não foi cumprida, pelo que  o português pode ser afastado dassas funções pela FFGB.

Recentemente o país foi afastado do torneio da UFOA realizado na Mauritânia, devido à maus resultados  nos três jogos realizados na prova.

A Guiné-Bissau  ficou não só afastado do torneio promovido pela União de Federação de África Ocidental (UFOA), mas também do próximo Campeonato Africano das Nações (CAN-Sub-20).ANG/LLA//SG  

  

Ensino/Ministra Martina diz que  a taxa de analfabetismo continua muito alta na Guiné-Bissau

Bissau,08 Set 22(ANG) – A ministra da Educação Nacional afirma que a taxa de analfabetismo continua muito alta no país e cita  dados do último Inquérito de Indicadores Múltiplos(MICS), que apontam para 49 por cento da população.

Martina Moreira Moniz falava hoje na cerimónia de abertura da 1ª Jornada Nacional de Alfabetização no país que decorre entre os dias 08 e 30 do corrente mês, sob o Lema: “Transformando os espaços de aprendizagem da alfabetização”.

O evento está a ser assinalado no âmbito do Dia Internacional da Alfabetização que se comemora hoje, 08 de Setembro sob o lema” Alfabetizar é promover a liberdade”.

A governante acrescenta que os referidos dados indicam que na Guiné-Bissau cerca de metade das pessoas com 15 anos de idade e adultos não sabem ler  nem escrever.

Para Martina Moniz esses dados refletem, claramente, a fraca capacidade de o país  cumprir as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, bem como a capacidade de contribuir para a riqueza, o progresso  e o bem estar da sociedade.

Martina Moniz sublinhou que nessa luta a Guiné-Bissau contou sempre com a cooperação e apoio dos países e organizações parceiras dentre as quais o Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef).

“Quero assegurar que o Governo da Guiné-Bissau continuará a trabalhar afincadamente para reduzir drasticamente a taxa de analfabetismo no país”, prometeu.

A Diretora-geral da Alfabetização frisou que a alfabetização tem um papel fundamental e imprescindível no desenvolvimento social e económico mundial.

Mamé Leonilde Lopes sublinhou que sem acesso à educação não há ampliação e pleno exercício da cidadania.

Disse que o Governo, preocupado com a alta taxa de analfabetismo, tem desenvolvido diversas ações com os parceiros nacionais, através da Direção Geral da Alfabetização e Educação Não Formal em diferentes pontos do país.

Mamé Leonilde Lopes sublinhou que durante a Jornada serão realizadas diversas actividades que irão decorrer em todo o território nacional com intuito de recolher sugestões e ideias necessárias para enriquecer o documento magno da Direção Geral de Alfabetização – a  Política Nacional da Alfabetização. ANG/ÂC//SG




Comunicação social
/SINPOPUCS diz ser  positivo o balanço da greve de três dias dos prossifionais de orgãos públicos

Bissau,08 Set 22 (ANG) – O Presidente da Comissão Negocial da greve do Sindicato Nacional de Profissionais de Órgãos Públicos de Comunicação Social (SINPOPUCS), diz ser positivo o balanço da greve de três dias decretada  no sector entre os dias 01,02 e 05 de Setembro.

Seco Baldé Vieira falava hoje à ANG sobre balanço de três dias de greve lavado a cabo para os prossifionais de orgãos públicos de comunicação social para exigir a conclusão do processo de efetivação dos referidos profissionais entre outros pontos.

Segundo este jornalista, fazer greve não significa, do ponto de vista sindical, adesão total dos associados do sindicato, mas sim,  o impacto que causa na sociedade quer a nível nacional ou internacional.

Baldé Vieira disse que houve adesão parcial em diferentes orgãos por várias razões internas  que não foram justificadas, realçando que a greve causou um impacto positivo.

″Pretendemos adotar novas estratégias, e vamos realizar uma conferência de imprensa na data que será anunciada para denunciar todos os vícios que estão por detrás deste processo, além dos contatos diretos que vamos fazer com as intituições envolvidas no processo”,  explicou.

Vieira frisou que nas últimas negociações que tiveram para evitar a greve, receberam a promessa dos ministérios da Comunicação Social e das Finanças de que iam pagar quatro meses  de subsídio dos 22 meses em dívida na última sexta-feira, mas que não foi o caso, frisando que receberam a notificação sobre algumas irregularidades encontradas no processo que não revelou.

Seco Baldé Vieira exortou aos técnicos e profissionais dos órgãos que a luta que está a ser feita é comum para afirmação da classe e profissionalismo no sector da comunicação social no país.

″A maioria das pessoas que está nesta luta dando  caras não é beneficiária deste processo de efetivação, mas, por ser  um desafio assumido quando uns se levantaram os outros devem colaborar e não atuar de forma individual para boicotar o que é  benefício de todos”, referiu o presidente da comissão negocial do Sinpopucs.

Afirmou que, no momento de negociação é chegado um consenso em que o ministro da Função Pública deu orientações para que os 54 nomes cujos processos já se encontram na instituição, sejam enviados para as  finanças a fim de começarem a receber salários a partir do mes de setembro.

Os  associados  deste sindicato em processo de efetivação observaram entre 1 e 5 de Setembro uma greve reivindicando a conclusão do processo de efectivação de 100 profissionais, o pagamento de cinco meses de sibsídios devidos à esse grupo de profissionais, esclarecimentos sobre a Taxa de Audiovisual cujos fundos se destinam ao apoio aos órgãos públicos de comunicação social e a reativação  da comissão encarregue de elaborar novo estatuto remuneratório para os profissioais de comunicação social.  AMG/MI/ÂC//SG

       Turquia/Erdogan culpa Ocidente por “provocação” contra a Rússia

 Bissau,08 Set 22(ANG) – O Presidente da Turquia, Recep Erdogan, responsabilizou quarta-feira, em Belgrado, os países ocidentais pela “provocação” contra a Rússia e salientou a necessidade de se manter uma postura de equilíbrio.

“Posso dizer muito abertamente que não considero correta a atual atitude do Ocidente. […] O Ocidente está a seguir uma política baseada na provocação”, declarou o chefe de Estado turco durante uma conferência de imprensa com o homólogo sérvio, Aleksandar Vucic, em resposta a uma pergunta sobre a crise energética na Europa.

“Quando se tenta travar uma guerra de forma tão provocadora, não se poderá alcançar os resultados desejados. Nós, Turquia, sempre mantivemos uma política de equilíbrio entre a Rússia e a Ucrânia”, sublinhou Erdogan.

Apesar de ter fornecido ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) militares a Kiev, a Turquia recusou-se a aderir às sanções ocidentais decretadas contra a Rússia após o lançamento da ofensiva de Moscovo na Ucrânia, a 24 de Fevereiro.

Terça-feira, o Presidente turco que a crise de gás na Europa é o resultado de uma política europeia de fazer frente ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, levando-o a utilizar esta matéria-prima como arma.

“Claro, a Europa colhe o que semeou. Desde logo, a postura da Europa contra Putin, com a imposição das sanções, levaram Putin, quer queira quer não, ao ponto de dizer: ‘se fizerem isso, eu farei isto’”, afirmou Erdogan ainda em Ancara, momentos antes de seguir para Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina.

“Putin usa todas as possibilidades e armas à sua disposição. Uma das mais importantes é o gás natural. […] É lamentável, não queríamos, mas isto está a acontecer e acho que, neste Inverno, a Europa vai ter problemas realmente sérios. Nós, na Turquia, não teremos esse problema”, afirmou.

Ancara pronunciou-se claramente contra a invasão russa e a favor da integridade territorial da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia (anexada pela Rússia em 2014), mas, ao mesmo tempo, efetuou numerosos esforços de mediação entre os beligerantes.

Em Agosto, Erdogan encontrou-se primeiro com Putin na cidade russa de Sochi e, duas semanas depois, com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Lviv.

Antes, em Julho, a diplomacia turca teve um importante papel no desbloqueio da exportação de cereais ucranianos e de fertilizantes russos, com Istambul a servir de cenário para a assinatura de acordos sobre a exportação de cereais e de produtos agrícolas através do Mar Negro, firmados pela Ucrânia, Rússia, Turquia e as Nações Unidas. ANG/Inforpress/Lusa

 


   Reino Unido
/Liz Truss forma governo mais diverso de sempre no Reino Unido

 Bissau, 08 Set 22 (ANG) - Para uma primeira-ministra de direita inspirada pela ultra-conservadora Margaret Thatcher, Liz Truss desafiou os estereótipos e formou o governo mais diverso de sempre no Reino Unido. 

Para número dois e ministra da Saúde nomeou outra mulher, Thérèse Coffey, e para ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, filho de imigrantes do Gana. 

Nas pastas dos Negócios Estrangeiros e do Interior estão James Cleverley e Suella Braverman, de ascendência africana e indiana. 

Esta é a primeira vez que os postos mais importantes do executivo britânico não são ocupados por homens brancos.

Foi o ‘Labour que nomeou em 2002 o primeiro secretário de Estado de cor, Paul Boateng, de origem ganesa, mas até agora nunca teve uma líder mulher, o que mereceu hoje uma piada de Liz Truss no parlamento. 

É realmente extraordinário que não parece existir capacidade no Partido Trabalhista para uma líder mulher ou mesmo um líder que não seja do norte de Londres”, comentou. 

A primeira-ministra pode ter feito rir até a oposição. Mas ainda tem trabalho a fazer para acabar com o racismo, misoginia e islamofobia no partido Conservador, uma imagem para a qual o antecessor Boris Johnson contribuiu com os artigos que comparavam sorrisos de africanos a melancias e mulheres de véu com caixas de correio. ANG/RFI

 

 

       EUA /Aprovado novo pacote de ajuda militar ao governo de Kiev

Bissau, 08 Set 22 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou um pacote de ajuda militar à Ucrânia de 675 milhões de dólares, anunciou esta quinta-feira o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, reiterando o auxílio de "longo prazo" a Kiev.

Austin, que se encontra na base área de Ramstein, na Alemanha, para encontros com representantes dos países aliados, disse que Joe Biden aprovou hoje, 08, a última tranche de apoio norte-americano à Ucrânia, que enfrenta desde Fevereiro uma invasão militar russa. 

O secretário da Defesa disse que o pacote de ajuda também incluiu obuses, munições de artilharia, ambulâncias blindadas e sistemas de defesa antitanque, entre outros equipamentos. 

Por outro lado, Austin afirmou que a "guerra (contra a Ucrânia) encontra-se num outro 'momento chave'", referindo-se à contra-ofensiva de Kiev no sul do país.

"Neste momento estão a ser demonstrados os êxitos dos nossos esforços comuns, no campo de batalha", disse. 

O responsável norte-americano considerou que "os contornos da guerra (na Ucrânia) estão a mudar, assim como a missão deste grupo de contacto", referindo-se ao Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, em cujos encontros participam o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, o ministro da Defesa do Executivo de Kiev e representantes dos aliados. 

"No longo prazo, vamos trabalhar em conjunto para treinarmos as forças ucranianas", garantiu ainda Lloyd Austin, destacando a actualização da "base industrial da defesa no sentido de atender aos requisitos da Ucrânia, a longo prazo".

"Devemos evoluir à medida que a luta evolui", declarou o governante da Administração norte-americano em declarações à margem das reuniões na Alemanha. ANG/Angop

 

  Tunísia/Frente da oposição  anuncia boicote às legislativas de Dezembro

Bissau, 08 Set 22(ANG) - A frente da oposição tunisina, que engloba partidos de esquerda, liberais e o islamita Ennahda, anunciou na quarta-feira que vai boicotar as eleições legislativas previstas para 17 de Dezembro.

A plataforma opositora, liderada pelo histórico activista Ahmed Nejib Chebbi, 78 anos, também boicotou o referendo constitucional de 15 de Julho passado e rejeita o roteiro político imposto pelo Presidente tunisino, Kais Saied, que governa com plenos poderes há mais de um ano.

Chebbi acusou o Presidente de elaborar "sozinho" a lei eleitoral que vai reger as próximas eleições, "como fez com a Constituição", submetida a referendo em Julho passado e aprovada por maioria, mas com 70% de abstenção.

"A participação nas próximas eleições apenas será decorativa, apenas comparável ao que ocorria durante a época do ex-presidente Zine El Abidine Ben Ali", declarou hoje em conferência de imprensa o líder da oposição.

Kais Saied decretou o estado de excepção em 15 de Julho de 2021, demitiu o Governo e suspendeu o parlamento, que dissolveu em Março passado, sob acusações de "golpe de Estado".

De seguida, alterou a composição da instância superior independente para as eleições (a Comissão Nacional de Eleições), convocou um referendo constitucional e formulou uma lei eleitoral que privilegia as listas uninominais em detrimento dos partidos, que considera "obsoletos".

O partido islamita Ennahda, primeira força política, o liberal Qalb Tounes (Coração da Tunísia), o democrata Al Amal (Esperança), a coligação ultranacionalista Al Karama e o Tounes Al Irada, fundado pelo ex-Presidente Moncef Marzouki formam esta coligação opositora designada Frente de Salvação.

A nova Constituição introduziu um novo órgão legislativo e divide o parlamento em duas câmaras - uma assembleia de representantes do povo e um conselho nacional, regional e territorial -, mas segundo juristas citados pela agência noticiosa espanhola EFE debilita o seu papel em favor de um sistema de acentuado pendor presidencialista. ANG/Angop

 

 
Reino Unido/Médicos da Rainha Isabel II preocupados com seu estado de saúde

Bissau, 08 Set 22 (ANG) – Os médicos da Rainha Isabel II estão preocupados com o seu estado de saúde, anunciaram esta quinta-feira os serviços do palácio real, depois de já na quarta-feira a monarca ter cancelado um evento, por sugestão médica.

"Após uma nova avaliação esta manhã, os médicos da Rainha estão preocupados com a saúde de Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica. A Rainha continua a sentir-se confortável e em Balmoral", uma propriedade na Escócia, revelou o palácio numa breve declaração.

O seu filho e herdeiro do trono, Charles, e o neto William dirigiram-se à residência de Balmoral para estar junto da monarca.

Segundo fontes oficiais, os membros mais próximos da família real estão a ser informados sobre o estado de saúde da monarca.

Ao início desta tarde, a BBC interrompeu a emissão para acompanhar as notícias sobre o estado de saúde de Isabel II e dar o boletim clínico. 

A Rainha Isabel II, de 96 anos, adiou uma reunião na quarta-feira depois de os seus médicos a terem aconselhado a descansar, divulgou o Palácio de Buckingham.

"Depois de um dia agitado terça-feira, Sua Majestade aceitou" o conselho para descansar dado pelos seus médicos, afirmou um porta-voz do Palácio.

Na terça-feira, a Rainha recebeu na sua residência escocesa o primeiro-ministro cessante, Boris Johnson, que foi apresentar a sua demissão.

Mais tarde, no mesmo dia, recebeu também Liz Truss, a quem nomeou oficialmente primeira-ministra.

A nova chefe de Governo do Reino Unido já reagiu às notícias recentes sobre a saúde da monarca.

"Todo o país está profundamente preocupado com as notícias que chegam do Palácio de Buckingham nesta hora de almoço", disse Liz Truss através do Twitter.

"Os meus pensamentos e os pensamentos de todas as pessoas do Reino Unido estão com Sua Majestade, a Rainha, e a sua família neste momento", acrescentou.

ANG/Angop

 

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

            Comércio/Governo fixa novos preços de  arroz, açúcar e farinha trigo

Bissau 07 set 22 (ANG) - O Governo fixou novos preços de produtos de primeira necessidade, nomeadamente  arroz, farinha trigo e açúcar, visando “minimizar o sofrimento das populações”.

De acordo com uma nota do gabinete de assessoria de imprensa do Ministério das Finanças, enviado à ANG, um saco de arroz de 50 kg cem por cento partido passa a custar 19 mil francos CFA,contra os atuais 21 mil,  o  açúcar  passa a ser vendido a  27 mil francos, e não 30 mil,  e a farinha a 23 mil, por cada saco de 50 kg, em vez de 25 mil.

De acordo com a nota, no referido despacho conjunto dos ministros das Finanças e do Comércio, o Governo mostrou-se determinado em enfrentar os desafios, mesmo que sejam excepcionais e, refere que a Guiné-Bissau ficou afectada com as flutuações do custo dos produtos essenciais no mercado internacional.

Daí que, segundo a Nota, o Governo decidiu baixar os preços de produtos da primeira necessidade no mercado interno, nomeadamente, o arroz, açúcar e farinha.

 O executivo, refere a nota,  sustenta que a decisão visa essencialmente minimizar o sofrimento da população para responder ao contexto atual induzido pela "pandemia de COVID-19, a Guerra na Ucrânia e, agravado no plano endógeno pela saída da empresa MAERSK LINE do país.

A decisão agora anunciada resulta de um trabalho técnico da Comissão Interministerial instituída pelo Conselho de Ministros para rever os preços dos produtos da primeira necessidade.ANG/LPG/ÂC//SG