segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Tragédia na Indonésia/ jogo de futebol termina com mais de uma centena de mortos

Bissau,03 out 22(ANG) - Pelo menos 125 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas na Indonésia após uma batalha campal que ocorreu no fim de um jogo de futebol da primeira divisão.

Segundo as autoridades locais, a maior parte das mortes foi provocada por uma debandada dos espectadores que tentavam fugir do estádio.

O campeonato Indonésio foi suspenso na sequência de uma tragédia que ocorreu na noite de sábado, num jogo a contar para a primeira divisão de futebol do país.

A vitória do Persebaya Surabaya por 3-2 sobre Arema FC no derby de Malang pela primeira vez em mais de vinte anos, gerou uma revolta entre os adeptos da casa, que acabaram por invadir o relvado. Os mesmos iniciaram uma batalha com os seguranças do recinto, enquanto jogadores, árbitros e staffs técnicos tentavam fugir do local.

A polícia interveio com gás lacrimogéneo para tentar acalmar os espectadores, provocando enormes movimentos de multidão. De acordo com Nico Afinta, chefe da polícia na província de Java Oriental, várias pessoas foram esmagadas quando corriam para uma das saídas do estádio e morreram de asfixia dentro do complexo.

As imagens capturadas do interior do estádio mostram uma enorme quantidade de gás lacrimogéneo e pessoas em pânico a agarrarem-se às barreiras, tentando escapar, enquanto outros espectadores socorriam os feridos.

O presidente Joko Widodo ordenou neste domingo que fosse realizada uma investigação pelo ministério do desporto, pela polícia nacional e pela associação nacional de futebol para apurar a situação da segurança dos jogos de futebol no país.

O estádio Kanjuruhan, que tem uma capacidade para acolher 42,449 espectadores, costuma contar com uma presença acima da norma.

Refira-se que a Indonésia tem um amplo histórico de violência entre adeptos de futebol. Antes deste incidente, a ONG Save Indonesian Football, que alerta para a violência nos estádios, já tinha contabilizado 78 mortes entre 1995 e 2022, naquele campeonato que possui alguns dos estádios mais perigosos do mundo.

O mundo do futebol começou a reagir ao incidente. O presidente da FIFA, Gianni Infantino enviou as suas "profundas condolências para as famílias e amigos das vítimas que perderam a vida”. O campeonato espanhol, La Liga, dedicará um minuto de silêncio para as vítimas no início de cada partida e a Serie A, do campeonato italiano, enviou uma mensagem de condolências aos indonésios.ANG/RFI

Eleições Saõ Tomé e Príncipe/Líder da ADI quer que TC são-tomense rejeite coligação pós-eleitoral

Bissau,03 out 22(ANG) - Na véspera do apuramento geral das eleições de 25 de Setembro pelo Tribunal Constitucional em São Tomé e Príncipe, surgem novos desenvolvimentos.

Três partidos introduziram no Tribunal Constitucional uma proposta de coligação pós-eleitoral antes da atribuição definitiva dos mandatos das eleições legislativas, que será analisada no decorrer do apuramento geral. O líder do ADI, Patrice Trovoada, manifestou a sua preocupação.

O acordo de "coligação de candidaturas" pós-eleitoral foi entregue ao Tribunal Constitucional na última quarta-feira. Esta instância vai iniciar esta segunda-feira o apuramento geral das eleições de 25 de Setembro.

No documento, o Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL) e a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD) sublinham que a lei estabelece dois mecanismos de coligação distintos, nomeadamente, a coligação de partidos, no qual concorrem juntos às eleições e a coligação de candidaturas, em que concorrem separados, mas agrupam os votos no apuramento final dos resultados a favor de uma candidatura.

Com a materialização desta "coligação de candidaturas", os votos obtidos pelos partidos menos votados passariam a ser "aproveitados a favor da candidatura mais votada da coligação". Desta maneira, os 2.332 votos obtidos pelo MDFM/UL e pela UDD somar-se-iam aos 6.874 votos do Movimento Basta, totalizando 9.206 votos.

No sábado findo em conferência de imprensa dada aos órgãos de comunicação social, o líder da ADI, Patrice Trovoada, manifestou a sua preocupação. “Não se pode atribuir votos a uma coligação que não participou nas eleições”.

Patrice Trovoada reclamou na terça-feira passada a vitória do seu partido, Acção Democrática Independente, ADI, nas eleições legislativas com uma maioria absoluta com 30 mandatos e disse que assumiria as funções e as responsabilidades de primeiro-ministro e de chefia do próximo governo.

De acordo com os dados preliminares da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), o maior partido de oposição lidera as intenções de voto, com 36.549 votos, seguido do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, com 25.531 votos, que por sua vez afirma ter eleito entre 22 e 24 deputados.

Em terceiro lugar chega a coligação formada pelo Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista (MCI/PS) e o Partido de Unidade Nacional (PUN), que obteve 5.120 votos.

Recorde-se que a Assembleia Nacional São-Tomense é composta por 55 deputados e, como tal, a maioria absoluta corresponde a 28 mandatos.

Este impasse político aumenta a incerteza e as expectativas dos cidadãos, a apenas um dia do apuramento geral dos resultados finais das eleições legislativas.

Entretanto, chegou este domingo a São Tomé o novo representante especial do Secretário da ONU para África Central, Abdou Abarry. Ele foi recebido pelos titulares dos órgãos de soberania, nomeadamente, Presidente da República, Presidente da Assembleia Nacional e o Primeiro-ministro.

Para além desse encontro, Abarry terá encontros com os partidos políticos e outras instituições do Estado são-tomense.ANG/RFI

           Eleições Brasil/ Lula e Bolsonaro frente-a-frente na segunda volta

Bissau,03 out 22(ANG) - A escolha do próximo Presidente do Brasil vai ser feita numa segunda volta, dia 30 de Outubro.

No escrutínio deste domingo, o antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como "Lula", está na liderança, à frente do actual Presidente e antigo chefe de Estado de extrema-direita, Jair Bolsonaro, com 48,43% dos votos contra 43,20%, de acordo com os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mais de 6 milhões de votos separam os dois candidatos, Lula conta com mais de 57,2 milhões de votos. Nenhum dos dois candidatos conquistou a maioria absoluta, os dois homens enfrentam-se numa segunda volta marcada para dia 30 de Outubro.

Cerca de 156 milhões de brasileiros foram chamados para votar na primeira volta para escolher um Presidente para estar à frente do país nos próximos quatro anos.

A centrista Simone Tebet fica em terceiro lugar, muito atrás, com 4,16% dos votos. O trabalhista Ciro Gomes segue, com 3,04%. Todos os outros candidatos ficaram perto ou abaixo de 0,50%. A taxa de participação nesta primeira volta atingiu 79%.

"A luta continua até a vitória final", disse na noite de domingo "Lula", que admitiu esperar vencer a primeira volta e pareceu emocionado após o anúncio do resultado. "É apenas uma extensão. A gente vai ganhar essa eleição”, previu usando uma expressão desportiva, prometendo “mais viagens, outros encontros” para conhecer os brasileiros e conquistar um terceiro mandato.

Entre os onze candidatos ao cargo da presidência, "Lula" era o favorito. Na noite de sábado, a última sondagem do Datafolha deu o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) na liderança das intenções de voto dos eleitores, com 50% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro (Partido Liberal).

Lula, que passou 580 dias de prisão por corrupção em 2018 e 2019, voltou com força depois de ter visto as suas condenações derrubadas em 2021. Aos 76 anos, faz campanha pela "reconstrução" de um país dividido, prometendo a erradicação da fome, bem como a luta pela preservação do meio ambiente.

Jair Bolsonaro afirmou ontem à noite que tinha "derrotado as mentiras" das sondagens, mostrando-se optimista para a segunda volta. Ontem, nas urnas, o Presidente de extrema-direita acabou por ser popupado.

Os brasileiros esqueceram as posições de negação da Covid-19 (685.000 mortos), a crise económica, num país onde mais de 30 milhões de pessoas passam fome, e as crises que pontuaram todo o mandato de Bolsonaro.

Até 30 de Outubro, o líder de extrema-direita vai tentar galvanizar as tropas nas ruas e encontrar um novo impulso.

“É uma surpresa, Bolsonaro teve mais votos do que o esperado, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, os dois estados mais importantes do país”, aponta a agência de notícia francesa, AFP. “Na segunda volta, a corrida presidencial continua aberta e promete ser muito disputada. Bolsonaro ainda tem todas possibilidades de ser reeleito”, acrescenta.

O partido do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, conseguiu eleger oito senadores dos 27 lugares que estavam em disputa na eleição de ontem e deverá iniciar 2023 com a maior bancada da câmara alta, o senado brasileiro.  

Um dos mais proeminentes nomes é do antigo futebolista Romário, reeleito senador pelo Partido Liberal do Presidente brasileiro. 

O polémico Ricardo Salles, suspeito de ter participado numa rede de contrabando de madeira da Amazónia quando era ministro do Meio Ambiente, por exemplo, conseguiu um lugar de deputado. Cláudio Castro, aliado do chefe de Estado no Rio de Janeiro, foi reeleito governador logo à primeira volta. 

O antigo juiz Sergio Moro também foi eleito senador no Brasil no domingo com 33,57% de votos, num sufrágio em que mais de 156 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Moro, conhecido por actuar como juiz de primeira instância na operação Lava Jato e condenar dezenas de políticos, entre eles o candidato e antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava atrás do candidato Álvaro Dias nas sondagens, mas conseguiu a preferência dos eleitores no estado do Paraná, onde se candidatou. 

Foram eleitos ainda o ex-astronauta e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina e o ex-ministro do Desenvolvimento Rogério Marinho.

Perante a possibilidade Lula vencer à primeira volta, persistiam  receios quanto à aceitação dos resultados. O rival chegou a ameaçar não reconhecer os resultados em caso de derrota, visando o sistema eleitoral, antes de mostrar alguns sinais de apaziguamento à medida que a votação se aproximava.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, garantiu no domingo que a votação decorreu "sem problemas" e quis "reafirmar a confiabilidade e transparência" do sistema de urnas electrónicas, muitas vezes criticado por Bolsonaro. Mais de 500.000 membros das forças de segurança foram mobilizados para garantir a segurança do pleito eleitoral, que contou, ainda, com a presença de dezenas de observadores estrangeiros.ANG/RFI

 

                     Burkina Faso/ Damiba aceita apresentar demissão

Bissau,03 out 22(ANG)  - A situação continua confusa no Burkina Faso,  que é palco de um segundo golpe de Estado militar no espaço de oito meses.

O novo chefe da junta militar que tomou o poder na sexta-feira, o Capitão Ibraim Traoré apelou no Domingo ao fim das violências e do vandalismo contra a França, depois de terem sido atacadas no Sábado a embaixada francesa na capital.

Na tarde de domingo, o tenente-coronel Paul-Henri Damiba concordou em assinar a sua carta de demissão.

O anúncio foi feito numa declaração conjunta pelos líderes das comunidades religiosas e tradicionais que mediaram entre os dois lados. O agora ex-chefe da junta militar burquinabê deixou o país e foi para Lomé, capital do Togo, onde foi recebido pelo presidente Faure Gnassingbé, que aceitou participar da mediação.

Milhares de manifestantes que apoiam o novo chefe da junta militar, o Capitão Ibrahim Traoré, reuniram-se novamente em frente à embaixada francesa no Burkina Faso na manhã de domingo. Barreiras de protecção foram incendiadas e foram atiradas pedras para dentro do edifício. Granadas de gás lacrimogéneo foram disparadas de dentro da embaixada para as dispersar.

O sentimento dos manifestantes foi inflamado após as acusações dos militares, que afirmaram que o antigo líder da junta se tinha refugiado na base Kamboinsin, onde soldados franceses estão a treinar o exército do Burundi, e de onde estaria supostamente a preparar uma "contra-ofensiva".

Estas violências foram firmemente condenadas pelo chefe da diplomacia francesa, que no Sábado, também desmentiu qualquer implicação nos acontecimentos no país, negando pela mesma ocasião acolher nas suas bases o tenente-coronel Damiba, antigo homem forte destituído com o novo golpe. Declarações reforçadas pelo novo chefe da junta militar que disse que a "França não tem interesse em intrometer-se" nos assuntos do país.

"Uma contra-ofensiva, sim. Apoiada pela França, penso que não. Existe uma base chamada Kamboinsin, onde se encontra uma base francesa. Quando transferimos alguém para esta base, dizemos “a base militar francesa de Kamboinsin”. A França não pode interferir nos nossos assuntos, a França não tem qualquer interesse em apoiar um indivíduo que hoje se encontra num confronto. Além disso, a França não tem legitimidade para interferir directamente nos nossos assuntos, e nós sabemos disso. Nós respeitaremos a França se eles respeitarem isto. Se hoje temos outros parceiros que nos podem apoiar, não vejam necessariamente a Rússia, mas outras potências. Os americanos são agora nossos parceiros, e também podemos ter a Rússia como parceiro, por isso não se trata da França ou de um problema da Rússia e do Wagner", disse.

Numa mensagem publicada na página do Facebook da presidência, e autenticada por um colaborador do Tenente-Coronel Damiba, que não fala publicamente desde o golpe de Estado, o agora ex-chefe da transição nega se ter refugiado no campo de Kamboinsin: "Isto não é mais do que uma intoxicação para manipular a opinião", "apelo ao Capitão Traore e à companhia para que voltem à razão para evitar uma guerra fratricida de que o Burkina Faso não precisa.

 

O Capitão Ibrahim Traoré, assegura que a situação está sob controlo e que "as coisas estão gradualmente a voltar à ordem". Apelou também à população a permanecer calma e contida, e a abster-se de quaisquer actos de violência e vandalismo, particularmente contra a embaixada francesa ou a base militar francesa em Kamboinsin.

Enquanto os manifestantes permanecem nas ruas, o novo chefe da transição desfilou nas ruas de Ouagadougou, capital do país, onde foi recebido e aclamado por milhares de simpatizantes.ANG/RFI

sexta-feira, 30 de setembro de 2022


Política
/Presidente do CNA diz não perceber a decisão do STJ de dar  30 dias  para os partidos atualizarem seus órgãos sociais

Bissau 30 Set 22 (ANG) – O Presidente do Partido Congresso Nacional Africana (CNA) ,diz hoje  não perceber o conteúdo do despacho do Supremo Tribunal de Justiça(STJ), que manda aos partidos políticos  confirmarem se possuem 1000 militantes e uma sede própria e endereço num prazo de 30 dias.

Ibraima Djaló(Obama),em declarações exclusiva à ANG, em reação ao referido despacho, disse que a corte suprema devia servir para  dirimir  conflitos e não o contrário, frisando não conhecer a razão que motivou a tomada de tal decisão.

Segundo Ibraima Djaló  todos os partidos políticos devem estar legal.

“Concordamos que todas as organizações devem possuir uma sede própria, agora, a dúvida é como é que se possa provar a existência de mil militantes”, questionou.

Djaló disse que o CNA está legal e preenche todos os requisitos pedidos, uma vez que já realizou o seu congresso entre os dias 17 e 18 deste mês, em Gabú, onde foi reeleito para os próximos quatro anos como Presidente e os restantes órgãos foram actualizados e os documentos já foram entregues no STJ para sua apreciação.

Questionado se o seu partido estaria preparado para ir as eleições legislativas marcadas para 18 de Dezembro, o político respondeu afirmativamente garantindo que o povo está do lado do seu partido.

“Não  estamos na política a brincar e queremos que as eleições sejam realizadas na data marcada, porque o país não pode continuar a viver com duodécimos ou seja está numa desordem total”, disse.

O político sublinhou que o Governo é de iniciativa presidencial, mas o Presidente deve saber  que a partir do dia 19 de Dezembro próximo, se não houver eleições legislativas este Governo deixa de existir, e que se isso acontecer o Chefe de Estado deve formar um executivo de Unidade Nacional e marcar uma nova data para as eleições.

Obama diz não  concordar com o impedimento pelo poder judicial da realização do 10º Congresso do PAIGC, uma vez que  todos devem fazer parte do jogo ou seja à este partido deve ser permitido a realização da  sua reunião magna.

Afirmou que o seu partido não vai concorrer em todos os círculos eleitorais, mas que vão  buscar votos em  oito  ou nove círculos, onde têm mais influência.

O Supremo Tribunal de Justiça publicou  na semana passada um despacho em que deu 30 dias à todos os partidos políticos para fazerem provas de: ter sede própria com endereço, possuir pelo menos 1000 militantes nas suas fileiras e ter atualizado os orgãos sociais. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

 

 


Política
/Líder do MDG diz que aceita decisão STJ mas que  lamenta  “variações de critérios”

Bissau, 30 Set 22 (ANG) – O Presidente do Partido Movimento Democrático Guineense(MDG),  diz  que seria salutar a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ),de dar 30 dias aos partidos políticos para, entre outros, confirmarem a existência de 1000 militantes e um endereço próprio, se a decisão for feita de “boa intensão” .

Silvestre Alves, em entrevista exclusiva à ANG em reação ao despacho do STJ, disse  lamentar a variação de critérios uma vez que a data de eleições legislativas foi marcada fora do quadro institucional, salientando que ninguém falou nada e que nem mesmo a Procuradoria-geral da República, enquanto   fiscal da legalidade, dissera alguma coisa.

“Na nossa opinião é bom verificar se os partidos estão em conformidade com os critérios ou seja se é normal exigir que um partido tenha sede como ponto de contacto da pessoa coletiva”, sublinhou.

Aquele político disse estar igualmente de  acordo para que os partidos confirmassem se possuem ou não os 1000 militantes, mas questiona: quem deve   vigiar essa situação?.

Alves afirmou que é o Supremo Tribunal de Justiça que deve criar mecanismos de controle, através de um banco de dados informatizado que lhe permite vasculhar listas dos partidos para saber se houve perdas ou não dos militantes numa determinada formação política.

“O STJ deve ter uma atitude pedagógica de dizer à cada partido que vai ter novos militantes que essa pessoa já tinha se afilhado noutro partido, ou se já se renunciou no partido A para se inscrever no partido B”, disse.

Segundo o político,  em função disso se pode constatar que o partido A tinha tantos militantes no momento da sua inscrição mas que  de momento tem menos, porque perdeu, por exemplo, 20 em tal circulo ou tabanca e por aí fora, e mediante uma notificação do Supremo Tribunal de Justiça.

Falando da organização do congresso do seu partido(MDG), Alves disse que vai ser uma realidade numa data a indicar, apesar das dificuldades financeiras que essa formação política enfrenta.

Alves criticou que a ANP foi dissolvida de uma forma “irresponsável”, e que a lei diz que em caso de dissolução do parlamento as eleiçoes devem ter lugar num prazo de 90 dias, mas que o “Presidente da República passou por cima de tudo isso”.

E lamentou a subida de custo de vida em todos os domínios e criticou que a ação governativa que devia ser de antecipação para contrariar essa situação  não se fez sentir.MCS/AC//SG

 

 

 

 


Ambiente
/Governo promete fornecer feramentas de trabalho aos agentes que trabalham ligados ao Sistema Nacional das Áreas Protegidas

Bissau, 30 Set 22 (ANG) – O Governo promete fornecer ferramentas de trabalho para facilitar o desempenho  dos atores chaves do Sistema Nacional das Áreas Protegidas da Guiné-Bissau.

A promessa foi feita, quinta-feira, pelo  ministro do Ambiente e Biodiversidade, Viriato Luís Soares Cassamá, no acto de encerramento do seminário de   capacitação dos agentes de Segurança, ligados ao Sistema Nacional das Áreas Protegidas do país.

Na ocasião, o governante sustentou que a biodiversidade guineense é ainda relativamente rica e diversificada e diz ser a única em relação aos seus congéneres da África Ocidental.

“Nos últimos anos, a pressão tem aumentado sobre os ativos naturais renováveis, impulsionada, não só por factores naturais mas sobretudo pelas atividades antrópicas, que vão crescendo anualmente de intensidade, por força do mercado e da necessidade de sobrevivência de uma população extremamente carênciada”, salientou Cassamá.

Acrescentou  que  algumas dessas pressões já se transformaram em ameaças, com consequências visiveis  para a subsistência de uma grande maioria da população guineense.

Viriato Cassamá disse que as referidas pressões constituem factores negativos para o crescimento económico do país.

 “Por tudo isso, os recursos de biodiversidade do país têm vindo a sofrer uma degradação acelerada, resultante de práticas e  ações incompatíveis com os principios fundamentais de uma gestão durável de recursos naturais e das demais disposições jurídicas regulamentares, em vigor na Guiné-Bissau”, disse o responsável.

Para Viriato Soares Cassamá, tendo em consideração a evolução da sociedade e das dinâmicas verificadas em termos de utilização dos recurssos naturais, é urgente que sejam criadas e aplicadas medidas legais e reforçadas as capacidades de diferentes atores na matéria de Gestão e Conservação da Biodiversidade dos recurssos naturais.

Por seu turno, o Director-geral do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) Justino Biai, disse  que os três dias de troca de ideias com diferentes técnicos  ligados ao ambiente foram bastante positivo, na medida em que todos os formandos sairam com a bagagem suficiente, e que futuramente será aplicada no terreno, para lutar contra as más práticas que impedem um bom avanço de biodiversidade no país.

Segundo Biai, durante os três dias de formação foi debatido o processo de conservação e criação, da missão, visão e pilares estratégicos da governação do IBAP,o sistema da governação das áreas protegidas, a fiscalização maritima e patrulha terrestre, da Biodiversidade da Guiné-Bissau e problemáticas a ele associados, da comercialização de madeiras e caça ilegal entre outros pontos..

E quanto as  conclusões alcançadas na formação, o DG do IBAP disse que atingiram o objectivo, porque  “houve uma manifestação clara de mudança de atitudes por parte dos participantes”.

O seminário de Capacitação dos Agentes de Segurança e Atores Chaves Sobre o Sistema Nacional das Áreas Protegidas da Guiné-Bissau contou com o apoio do Governo e financiamento da  União Europeia (UE). ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

 

 

     

  

 

  

 

                   Política/Madem-G15 inicia hoje segundo congresso

Bissau, 30 Set 22 (ANG) – O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), no Governo na Guiné-Bissau, inicia esta sexta-feira o seu segundo congresso, que deverá reafirmar a liderança de Braima Camará como coordenador nacional do partido, criado em 2018.

Dedicado ao tema “Consolidar o partido, promover a unidade nacional e desenvolver a Guiné-Bissau”, o congresso vai reunir mais de 2.515 delegados em Gardete, nos arredores de Bissau, para escolher a sua nova liderança e definir estratégia para as legislativas antecipadas, marcadas para 18 de Dezembro.

Braima Camará, que liderou o partido desde a sua criação e que conseguiu ser o segundo mais votado nas legislativas de 2019, foi o único a anunciar oficialmente a sua candidatura, mas fontes partidárias disseram à Lusa que há a possibilidade de serem apresentadas hoje mais duas.

“O Madem-G15 existe para pôr em prática as conquistas dos combatentes da liberdade da pátria, para criar igualdade de oportunidades para todos os guineenses, para ser um partido de concórdia e de estabilidade para os filhos da Guiné-Bissau”, afirmou Braima Camará, durante uma cerimónia de entrada de novos militantes.

O Madem-G15 foi criado por um grupo de dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Nas primeiras legislativas em que participou conseguiu eleger 27 dos 102 lugares da Assembleia Nacional Popular (parlamento) do país. ANG/Angop

 

Saúde Pública/Governo concede licenças à mais  três empresas grossistas de medicamentos

Bissau,30 Set 22(ANG) – O Governo através do Ministério de Saúde, concedeu licença à três empresas para operar no domínio de comercialização à grosso de medicamentos no país, nomeadamente a Sónia Farmácia, Guifarma e Sofargui Lda.

Em declarações à ANG, o Inspetor-geral da Saúde Pública, Benjamin Lourenço Dias, disse que no concurso lançado em meados de Agosto passado, concorreram 10 empresas, das quais quatro desistiram.

Aquele responsável acrescentou que das seis empresas restantes, foram selecionados três,  que já foram notificadas no passado dia 09 do corrente mês, durante a abertura dos envelopes, para começarem a operar no sector por um período de quatro anos.

Abordado sobre as suas capacidades logísticas para abastecer o país em medicamentos, o responsável das Relações Públicas da empresa Sónia Farmácia, disse que a primeira preocupação é de servir as populações com os produtos de qualidade.

Malick Camará afirmou que vão fazer todas as diligências para garantir uma cobertura razoável em todo o território nacional, em termos de abastecimento de medicamentos.

“Há muito tempo que a empresa Sónia Farmácia está a lutar para entrar no mercado de importação de medicamentos, se agora foi dada a oportunidade irá fazer tudo para satisfazer as necessidades dos seus clientes”, disse.

Camará diz entretanto ser difícil afirmar que vão cobrir todo o país em 100 por cento, alegando que os produtos farmacêuticos têm custos elevados, mas  garantiu  que vão atuar  na medida das suas possibilidades.

O Inspetor-geral, Benjamim Dias, disse que, atualmente, existem seis empresas a operara no sector de importação de medicamentos, nomeadamente, a Cecomes(estatal), Aliance Pharma, Sónia Farmácia, Saluspharma, Guifarma, e Sofragui. ANG/ÂC//SG

 

 

Eleições/Primeiro-ministro otimista quanto a realização  das legislativas a 18 de dezembro

Bissau,30 Set22(ANG) - O primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, afirmou quinta-feira que a preparação das eleições está a “andar muito bem” e manifestou seu otimismo quanto a  realização das legislativas antecipadas na data prevista, 18 de Dezembro.

“A preparação das eleições está a andar muito bem, estamos concentrados no processo de preparação das eleições de 18 de dezembro”, disse Nuno Gomes Nabiam, no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu na Presidência da República, em Bissau.

“Portanto, para a semana vamos ter a possibilidade de trabalhar com os partidos políticos e a sociedade civil. Já estamos em contacto com os parceiros bilateral e multilateral sobre o processo de recenseamento e eleições”, salientou.

“Certamente vamos estar em condições de já para a semana apresentar o cronograma das eleições e do recenseamento. Portanto, estamos otimistas de que tudo correrá bem e teremos eleições no dia 18 de dezembro”, acrescentou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro realizou quarta-feira um encontro com o coordenador residente do sistema das Nações Unidas em Bissau, Anthony Kwaku Ohemeng-Boamah, sobre o processo eleitoral, estando a organização a aguardar o “planeamento e orçamento do Governo para desencadear a operação de mobilização dos parceiros” para conseguir os “montantes necessários para a organização e realização das eleições legislativas”.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu em 16 de maio o parlamento da Guiné-Bissau e marcou eleições legislativas para 18 de dezembro.

A decisão foi justificada, segundo o decreto presidencial, com o facto de a Assembleia Nacional Popular “recusar de forma sistemática o controlo das suas contas pelo Tribunal de Contas” e por “defender e proteger, sob a capa da imunidade parlamentar deputados fortemente indiciados pela prática de crimes de corrupção, administração danosa e peculato”.

“Situações que tornam praticamente insustentável o normal relacionamento institucional entre órgãos de soberania e que, por conseguinte, constituem grave crise política”, refere-se no decreto.

O artigo 69.º da Constituição da Guiné-Bissau refere que o Presidente da República tem competência para dissolver o parlamento em “caso de grave crise política, ouvido o presidente da Assembleia Nacional Popular, os partidos políticos nela representados e observados os limites impostas pela Constituição”.

Segundo o artigo 3.º da lei eleitoral, compete ao chefe de Estado marcar as eleições, depois de ouvir o “Governo, os partidos políticos, e a Comissão Nacional de Eleições” por “decreto presidencial com antecedência de 90 dias”.

As anteriores eleições legislativas realizaram-se em março de 2019 e os novos deputados tomaram posse em abril do mesmo ano.ANG/Lusa

 


Comunicação social
/SINJOTECS capacita jornalistas em matéria da ética e deontologia profissional

Bissau, 30 Set 22 (ANG) – O Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) em parceria com Ação Ianda Guiné Djuntu capacitaram na quinta-feira um grupo de jornalistas em matéria de ética e deontologia de profissão .

Na abertura da cerimónia, o Vice-presidente de SINJOTECS para Setor Comunitário, Demba Sanhá disse que a formação vem demonstrar a aposta e o desafio da organização em relação a necessidade de reforço das capacidades dos profissionais de comunicação social, a fim de poderem melhor desempenhar as funções.

A formação, segundo o Coordenador-adjunto da Ação Ianda Guiné Djuntu, Alexandre Na Lamba  realiza-se no quadro de um acordo  firmado entre a  SINJOTECS  e a Ianda Guiné Djuntu, e que visa o reforço das capacidades e competências dos jornalistas, no domínio da ética, tido pelo sindicato como muito importante no contexto que se vive hoje no país.

“O papel que o  jornalismo desempenha na sociedade, nos últimos anos, tem sido criticado, mas também  muito elogiado”, diz Na Lamba.

Revelou que  a Ação Ianda Guiné Djuntu tem acordo com 13 rádios  a nível nacional, e que financiam para 15 rádios , ações de formação, criação de    infraestruturas  entre outras necessidades.

A sessão de formação é destinada aos profissionais dos órgãos públicos, privados, comunitários e imprensa on-line e contou com a participação de  24 jornalistas.

Numa outra oportunidade, segundo uma fonte do Sinjotecs, os beneficiários de formação de género vão ser os profissionais de órgãos de comunicação social instalados nas regiões de Norte, Leste e Sul do país.

ANG/DMG/ÂC//SG

 



             São Tomé e Príncipe
/Aguardada distribuição dos mandatos

Bissau, 30 Set 22 (ANG) - São Tomé e Príncipe aguarda a distribuição dos mandatos obtidos pelos partidos mais votados nas legislativas do passado domingo, 25 de Setembro.

De acordo com os resultados preliminares da Comissão Eleitoral Nacional, o ADI obteve 36.549 votos e o MLSTP-PSD conquistou 25.531 votos. O prazo para o apuramento distrital termina esta sexta-feira, depois o Tribunal Constitucional tem uma semana para analisar e publicar os resultados definitivos.

De acordo com os resultados preliminares avançados pela Comissão Eleitoral Nacional, na madrugada de segunda-feira, o ADI, liderado por Patrice Trovoada, obteve 36.549 votos; o MLSTP-PSD conquistou 25.531 votos; o Movimento Basta conseguiu 6.874 votos; o MCI/PS-PUN teve 5.120 votos; o MDFM-UL 1.601 votos; a UDD 731 votos; o CID-STP 472 votos; o MUDA-STP 389 votos; o Partido Novo 352 votos; o MSD-PVSTP 271 votos e o PTOS 195 votos.

No entanto, o presidente da Comissão Eleitoral Nacional, José Carlos Barreiros, referiu que “o Tribunal Constitucional fará a distribuição dos mandatos” e sublinhou que “a Comissão Eleitoral Nacional não faz apuramento de resultados eleitorais”, mas sim “a projeção dos resultados obtidos nas eleições que se realizam no país”.

O líder do ADI, Patrice Trovoada, que reivindicou, na segunda-feira, maioria absoluta com 30 mandatos, considerou que, ao não fazer o apuramento dos resultados eleitorais, a Comissão Eleitoral Nacional estava a contribuir para aumentar a instabilidade no país.

Na quinta-feira o actual primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe explicou que os apuramentos distritais das eleições legislativas ainda estavam em curso e que tinham detectadas algumas “irregularidades. Jorge Bom Jesus apelou aos dirigentes e militantes dos partidos políticos para se absterem de “discursos incendiários” e avisou que os “meios de segurança e ordem interna serão activados para evitar qualquer tentativa de instalação do caos no país”.

Em resposta, Patrice Trovoada, acusou o primeiro-ministro são-tomense de “amedrontar as pessoas” e disse que os militares “não são uma milícia do governo, acrescentando que estava à espera que o primeiro-ministro fosse, hoje, “reconhecer a derrota do MLSTP e não vir com um discurso de intimidação”.

Patrice Trovoada lembrou, ainda, que os primeiros-ministros de Portugal e Cabo Verde, assim como o ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné Bissau já reconheceram publicamente a vitória da ADI, tal como a Internacional da Democracia do Centro “que é composta por partidos de centro-direita que fazem parte do grupo dos partidos populares na União Europeia e que são maioritários no Parlamento Europeu de Estrasburgo. ANG/RFI

 

ONU/Conselho de Segurança vota hoje resolução a condenar referendos na Ucrânia

Bissau, 30 Set 22 (ANG) – O Conselho de Segurança da ONU vota  esta sexta-feira uma resolução a condenar os referendos realizados em quatro regiões ucranianas, que abriram caminho à anexação destes territórios pela Rússia.


Segundo informou a presidência francesa do Conselho, a reunião terá lugar às 19h00 TMG, antes de outra discussão sobre as fugas descobertas nos gasodutos Nord Stream no Mar Báltico.

A resolução preparada pelos Estados Unidos e pela Albânia, cujo conteúdo concreto ainda não foi tornado público, deverá ser rejeitada, uma vez que a Rússia tem direito de veto, como membro permanente do Conselho de Segurança.

Caso a resolução seja vetada, irá passar para a Assembleia Geral da ONU, onde a esmagadora maioria dos países tem condenado a invasão russa da Ucrânia.

As regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk (leste) e Kherson e Zaporijia (sul) realizaram, entre 23 e 27 de Setembro, referendos em que a maioria dos eleitores apoiou a separação da Ucrânia e a adesão à Federação Russa.

Os líderes das quatro regiões dirigiram-se esta semana ao líder do Kremlin para que Putin autorize a sua entrada urgente na Federação Russa.

Na quinta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência de Kherson e Zaporijia, um passo antes da anexação destes territórios pela Rússia.

Segundo a presidência russa, Putin formalizará hoje, durante uma cerimónia solene no Kremlin, a anexação dos quatro territórios ucranianos com a assinatura dos tratados correspondentes.

Na próxima semana, ambas as câmaras do Parlamento russo aprovarão a adesão, após a qual Putin a irá promulgar, como aconteceu em 2014 com a anexação da península da Crimeia.

As consultas separatistas em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia foram condenadas por Kiev e pelo Ocidente, que consideram os referendos "farsas" democráticas.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou na quinta-feira a Rússia que a anexação de territórios ucranianos "não terá valor jurídico e merece ser condenada", frisando que "não pode ser conciliada com o quadro jurídico internacional".

A Comissão Europeia propôs na quarta-feira um oitavo pacote de sanções à Rússia, face à "nova escalada" do Kremlin na sua agressão à Ucrânia, com a realização de "referendos fraudulentos", mobilização parcial e a ameaça de recurso a armas nucleares. ANG/Angop

 

    Minsk/Lukashenko nega envolvimento militar da Bielorrússia ao lado da Rússia

Bissau, 30 Set 22 (ANG) - O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, reiterou hoje que a Bielorrússia não vai combater ao lado da Rússia na Ucrânia, reagindo a notícias sobre o possível envio de milhares de soldados para as zonas de combate, noticiou a Lusa.

De acordo com a agência Belta, Lukashenko disse que Minsk "faz tudo" para parar com o "derramamento de sangue" na Ucrânia. "Mas há aqueles que precisam que se derrame sangue", acrescentou o líder bielorrusso aos embaixadores.  

O ex-ministro da Cultura e dirigente da oposição bielorrusso Pavel Latushko, exilado na Polónia, declarou na quinta-feira que Lukashenko prometeu ao Kremlin o envio de 100 mil soldados para a Ucrânia e que, portanto, "está a preparar-se para uma guerra" de grande envergadura.  

"Lukashenko está a preparar-se para uma guerra de grande escala. O Ocidente tem que lhe dirigir um ultimato", escreveu o opositor bielorrusso através da rede social Twitter. ANG/Angop

 

     Burquina Faso/Tiros e detonações junto à sede do poder da junta militar

Bissau, 30 Set 22 (ANG) - A população da capital do Burquina Faso acordou esta madrugada com tiros e detonações no perímetro da presidência e do quartel-general da junta militar que tomou o poder no país em Janeiro, onde as estradas foram fechadas, segundo a AFP.

O tiroteio e detonações começaram pelas 04:30 local e TMG,  e agora as estradas em torno do centro do poder no país "estão bloqueadas por veículos militares", de acordo com um residente de Ouagadougou, que vive perto da presidência, em declarações à agência France-Presse.

Várias estradas na capital do Burquina Faso foram bloqueadas hoje nas primeiras horas por soldados ali estacionados, observaram igualmente jornalistas da AFP.

Os soldados estão estacionados no cruzamento principal da cidade, particularmente no distrito de Ouagadougou 2000 onde se encontram a presidência e o campo militar da junta no poder, mas também em frente às instalações da televisão nacional, cujo sinal foi cortado nas primeiras horas de hoje.

O Burquina Faso é governado por uma junta militar que tomou o poder através de um golpe de Estado em finais de Janeiro deste ano.

Desde 2015, estes ataques recorrentes mataram milhares e deslocaram cerca de dois milhões de pessoas. ANG/Angop