segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Educação/Especialista considera que o sistema de ensino público guineense vai de “mal a pior”

Bissau 10 Out 22 (ANG) – O especialista em educação, Lamine Sonco, considerou hoje de que o sistema do ensino público guineense  vai de “mal a pior”, uma vez que os sucessivos Governos não preocupam com este problema.

Vista do Liceu Nacional Kwameh Nkruma

Sonco citado pela Rádio Sol Mansi, onde abordava o inicío do ano lectivo e consequente ida a greve de 4 dias  por parte dos Sindicato da Educação e da Saúde, disse que nos últimos 15 anos a sistema educativo nacional tem vindo a deteriorar-se de uma forma progressiva uma vez que esta área não é prioridade para transformar pessoas e o país.

“E como é sabido a escola é o caminho para uma nação que quer consolidar a paz, ter uma sociedade sem violência e outros, mas infelizmente os governantes não têm dado atenção a este sector o que dá muita preocupação”, lamentou.

O também Mestre em Ciências de Educação, disse que as escolas públicas que deviam receber mais atenção, não têm tido esta sorte porque a maioria dos pais e encaregados de educação que colocam os seus filhos nas escolas do Estado são na sua maioria os que não possuem meios financeiros para suportar os estudos dos filhos nas escolas privadas.

Segundo ele, na lógica, as escolas públicas deviam ter mais previlégios em relação as privadas, frisando que o ano lectivo 20022/23 começou com greves e talvéz pode alastrar até Dezembro.

 “No meu ponto de vista, com as negociações entre o Governo e os sindicatos, op ano lectivo pode vir a iniciar só em Janeiro de 2023”, salientou.

O especialista  questionou sobre os conteúdos que os alunos vão receber para poderem estar preparados para avançar para outra fase dos estudos.

“Se passar nas escolas públicas e ver o número de alunos matriculados é imcomparável em relação a anos atrás ou seja uma turma de 30 ou 40 alunos, hoje possuem 5 ou 10 alunos e isso devia merecer a preocupação do próprio Ministério da Educação”, disse.

Lamine Sonco sublinhou que, não podemos continuar com essa indefinição no que concerne a abertura do ano lectivo.

O Governo anunciou no sábado a abertura oficial do ano lectivo 2022/2023 e que devia iniciar hoje, 10 de Outubro e que coincide com a greve de 4 dias decretada pelos  Sindicatos dos Sectores da Educação e Saúde agrupados numa Frente Comum.ANG/MSC/ÂC

 

 

Cultura/Músicos dos Tabanka Djaz não veem “luz ao fundo do túnel” na Guiné-Bissau

Bissau,10 Out 22(ANG) - Os membros da banda Tabanka Djaz, originários da Guiné-Bissau e que vivem em Portugal há 24 anos, admitem ter perdido a esperança de voltar um dia à sua terra natal, onde não veem “luz ao fundo do túnel”.

Daquilo que nós observamos, a médio e longo prazo, não vemos a luz ao fundo do túnel. E isto é grave quando se pensa assim, e quando nós não temos nenhuma esperança. Os nossos atores políticos são pessoas que pensam mais no seu umbigo do que no próprio país”, lamentou Micas Cabral, cantor e guitarrista do grupo.

Em entrevista à Lusa a propósito dos 30 anos de carreira da banda, que vão celebrar com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em 18 de novembro, os músicos afirmaram acompanhar “com muita preocupação” a vida do seu país de origem.

Nós acompanhamos, obviamente com muita preocupação, pois é nossa terra, onde nós nascemos, onde nós crescemos. (…) E, sinceramente, digo que a Guiné não está num bom caminho. Como guineense que sou, para aquilo que eu conheço da Guiné-Bissau, e da Guiné até que eu deixei [em 1998], não é Guiné que temos hoje. Infelizmente, as coisas estão a seguir um caminho que (…) nos vai custar muito caro futuramente”, disse por seu lado o teclista Jânio Barbosa.

Os elementos da Banda saíram da Guiné-Bissau em 1998 porque concluíram que já não tinham como desenvolver a sua música, contou Jânio Barbosa, recordando que devido às dificuldades perderam muitos espetáculos fora do país.

Além disso, em 1998 começou a guerra civil desencadeada pelo golpe de Estado contra o então presidente João Bernardo “Nino” Vieira, o que ajudou a tomar a decisão: “Foi uma situação em que também acabámos por ver, na verdade, ‘desta temos de sair mesmo’", contou Jânio Barbosa.

Mais de 20 anos depois, Micas Cabral admite que um dia, quando puserem fim à sua carreira, gostariam de voltar a viver no seu país, mas é um sonho que está sempre adiado.

Damo-nos conta de que é algo que talvez já não poderemos viver (…). A Guiné vive uma instabilidade terrível”, lamentou Micas Cabral. Para o seu irmão e baixista da banda Juvenal Cabral, a Guiné-Bissau “parou no tempo completamente”.

O sistema educativo é praticamente nulo”, exemplificou, contando que a insatisfação dos professores motiva greves, os alunos não têm aulas e os anos letivos são cancelados. Para o músico, quem perde são os alunos, que são “os guineenses do futuro”.

São eles que vão ter que pegar no país daqui a 10, 15, 20 anos. Como é que eles vão fazer isso se não estão a ser preparados. Por isso é difícil ter esperança na Guiné”, lamentou.

Recordando a canção “Sperança”, que a banda lançou em 1996, o baixista afirmou que nessa altura ainda se podia ter esperança, “mas hoje essa esperança já ficou um bocado moribunda, como cantou Don Kikas em relação a Angola”.

Apesar disso, Micas Cabral não desiste: “Temos fé que um dia aparecerá um guineense que possa dar uma reviravolta nessa situação, para que possamos sentir-nos orgulhosos novamente de sermos guineenses”.

O grupo, que divulgou o ‘gumbé’, estilo musical da região de Bissau, e é uma banda ícone da ‘world music’ e da música lusófona, com concertos “pelos quatro cantos do mundo”, celebra em 18 de novembro os seus 30 anos de carreira com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.


Além de Micas Cabral, Juvenal Cabral e Jânio Barbosa, a banda atua em palco acompanhada por Lars Arens, no trombone, Rodrigo Bento, no saxofone, Cláudio Silva, no trompete, Paulinho Barbosa (teclas), Cau Paris (bateria), o percussionista Kabum e a dançarina Sheila Semedo.
ANG/Lusa

 

Justiça/STJ nega pedido de anotação da direcção do PAIGC liderada por Domingos Simões Pereira

Bissau, 10 Out 22(ANG) – O Supremo Tribunal de Justiça(STJ), negou o pedido de anotação e recondução da direcção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), liderada por  Domingos Simões Pereira com base numa resolução do Comité Central dos libertadores.

A informação consta num Despacho assinado pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça(STJ), datado do dia 06 de Outubro, a que ANG teve acesso hoje,      no qual o STJ determina que não é autorizado o pedido de anotação, por “desnecessidade legal”.

Depois de dois adiamentos do Xº Congresso do PAIGC, o Comité Central aprovou por unanimidade a renovação da confiança política a direção cessante e manifestou o seu alinhamento com a manutenção em função, na sua plenitude, dos órgãos nacionais do partido eleitos no IXº congresso ordinário.

O Despacho do STJ informa que, os titulares dos órgãos centrais do PAIGC que nos termos do número 2, do artigo 123º  dos seus estatutos do partido mantêm o mandato, são aqueles cujo mandato findou pelo decurso do tempo, não podendo ser outros diferentes dos que saíram do IX Congresso, sem qualquer alteração.

“Os órgãos nacionais do PAIGC, saídos do IXº Congresso, foram reconhecidos pelo Despacho de 16 de fevereiro de 2018. Por isso, não seria preciso um requerimento para o efeito pretendido com a resolução do Comité Central de manter em funções os órgãos centrais cujo mandato findou pelo decurso do tempo”, explicou o despacho do STJ.

O Secretário Nacional do PAIGC requereu em 25 de agosto deste ano, a anotação da Resolução do Comité Central que consiste em aprovar por unanimidade a renovação da confiança política e manifestar o seu alinhamento com a manutenção em funções, na sua plenitude, dos órgãos nacionais do partido eleitos no IX Congresso Ordinário e respectivos titulares em particular seu presidente.

Refira-se que o Supremo Tribunal de Justiça, que também faz o papel de Tribunal Eleitoral e Constitucional, divulgou um despacho no dia 24 de setembro, no qual deu 30 dias aos partidos políticos para apresentarem documentos que provam, entre outros, a realização e a atualização dos órgãos, para anotação (reconhecimento) nos termos da Lei-Quadro dos partidos políticos.


As eleições legislativas antecipadas estão marcadas para 18 de dezembro próximo.
ANG/JD/ÂC

 

                 Península Coreana/Coreia do Norte simula ataques

Bissau, 10 Out 22(ANG) - A Coreia do Norte disse esta segunda-feira, que
simulou ataques "tácticos nucleares", nas últimas duas semanas, em resposta à "ameaça militar” que representam os Estados Unidos e os aliados na região.

Nas últimas duas semanas, o regime de Pyongyang disparou sete mísseis balísticos, incluindo um de alcance intermédio que sobrevoou o Japão, em resposta à “ameaça militar” que representam os Estados Unidos e os alisados na região.

A notícia é avançada pela agência de notícias estatal norte-coreana -KCNA- e o Rondong Sinmun, jornal oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia, partido liderado por Kim Jong-Un.

A agência de notícias da Coreia do Norte refere que os testes simularam o ataque a instalações de comando militar da Coreia do Sul, bem como a portos e aeroportos com armas atómicas tácticas. A agência citou ainda Kim Jong-Un dizendo que "embora o inimigo continue a falar de diálogo e negociações, não temos nada para falar nem sentimos a necessidade de o fazer".

Em 2021, o líder norte-coreano fez da aquisição de armas nucleares tácticas a sua prioridade, prometendo desenvolver a forças nuclear do país "na maior velocidade possível".

No mês passado, Pyongyang restruturou a política nuclear do país, delineando um amplo espectro de cenários nos quais poderia usar armas nucleares, encerrando, desta forma, a possibilidade de negociações sobre o seu arsenal nuclear.

Diante dessa ameaça crescente, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão intensificaram a cooperação militar, realizando extensos exercícios navais e aéreos junto da península coreana nas últimas semanas.

As manobras conjuntas são vistas por Pyongyang como um ensaio geral para uma invasão de território norte-coreano.ANG/RFI

 


Ucrânia
/ Novos ataques mortais em Zaporíjia, reabertura da ponte da Crimeia

Bissau,10 Out 22(ANG) - Doze mísseis russos terão atingido a cidade de Zaporíjia durante a madrugada deste domingo, 9 de Outubro. Dezenas de habitações ficaram destruídas.

Os novos bombardeamentos, tiraram a vida a pelo menos 12 pessoas indicam relatórios. Os bombardeamentos acontecem três dias depois dos anteriores ataques, que mataram 17 nesta cidade no sul da Ucrânia.

"Depois de um ataque nocturno com mísseis em Zaporijjia (...), 17 pessoas morreram", avança um relatório inicial apresentado por Anatoliy Kourtev, secretário do conselho municipal da cidade.

Pelo menos 12 pessoas morreram e 49 ficaram feridas depois de um bombardeamento à cidade de Zaporíjia, durante a madrugada deste domingo.

Segundo as autoridades ucranianas, seis crianças estão entre os feridos internados. Os bombardeamentos atingiram casas e prédios de apartamentos de vários andares.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua vez, declarou 12 mortos e 49 pessoas, incluindo seis crianças, que foram levadas ao hospital.

"Sem sentido. Mal absoluto. Terroristas e selvagens. De quem deu esta ordem a quem a executou. Todos têm uma responsabilidade. Perante a lei e perante o povo", acusou o Presidente ucraniano na conta no Telegram.

Um funcionário regional ucraniano, Oleksandr Starukh, também relatou 12 mortos, mas disse que outras vítimas ainda podem ser encontradas sob os escombros.

A cidade de Zaporijjia situa-se na região da central nuclear com o mesmo nome, centro de confrontos que se prolongam há vários meses. A central perdeu a sua fonte de energia externa devido a bombardeamentos e depende de geradores de emergência, alertou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) este sábado.

Os novos ataques acontecem um dia depois de uma enorme explosão, atribuída por Moscovo a um camião cisterna, na ponte da Crimeia, uma infra-estrutura simbólica que liga a Rússia à Crimeia, península anexada em 2014 pelos russos.

Mergulhadores russos vão examinar a estrutura da ponte este domingo, anunciou o vice-primeiro-ministro russo Marat Khousnulline, com "primeiros resultados" esperados durante o dia.

O tráfego automóvel e ferroviário foi retomado ainda no sábado, poucas horas depois da explosão que fez cair ao mar um dos trilhos da ponte construída a grande custo, inaugurada por Vladimir Putin em 2018.

O Ministério dos Transportes da Rússia afirmou este domingo que os comboios de passageiros da Crimeia para a Rússia estavam "a decorrer com normalidade".

 As autoridades russas atribuíram a explosão, que matou três pessoas ontem de manhã, a um camião cisterna, que pertencia a um morador da região russa de Krasnodar. Ainda assim, Moscovo não culpou imediatamente a Ucrânia pelo ataque e as autoridades ucranianas não assumiram formalmente a responsabilidade.

No entanto, Kiev ameaçou, por várias vezes, atingir esta ponte símbolo da anexação da Crimeia em 2014, que também é usada para fornecer tropas russas na Ucrânia.ANG/RFI

 

Guerra na Ucrânia/Putin ordena medidas reforçadas para proteger instalações relacionadas à Crimeia

Bissau,10 Out 22(ANG) -  O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto no sábado para fortalecer as medidas para proteger a travessia de transporte pelo Estreito de Kerch, a rede eléctrica que liga a Crimeia e o principal gasoduto à península.

Putin autorizou o Serviço Federal de Segurança da Rússia a organizar e coordenar medidas para proteger efectivamente essas instalações, lê-se no decreto publicado pelo Kremlin, citado pela Xinhua.

No início de sábado, uma explosão mortal atingiu a ponte da Crimeia de 19 km, que consiste em duas rotas paralelas para automóveis e trens sobre o Estreito de Kerch.

Um caminhão explodiu na ponte da estrada, fazendo com que sete tanques de combustível de um trem que se dirigia para a Península da Crimeia pegassem fogo. Três pessoas morreram na explosão, que também levou ao colapso parcial de dois vãos da ponte rodoviária.

O tráfego foi reaberto para carros e autocarros com um procedimento de inspecção completo necessário, enquanto os caminhões ainda são obrigados a atravessar o Estreito de Kerch de balsa, disse o chefe da Crimeia, Sergei Aksyonov.

Enquanto isso, o serviço ferroviário na ponte foi totalmente restaurado e todos os trens programados, tanto para passageiros quanto para carga, poderão cruzar o viaduto, disse o vice-primeiro-ministro russo Marat Khusnullin no sábado.ANG/Inforpress/Xinhua


Mediação de conflito/Papa pede para se aprender com a História face ao perigo de uma guerra nuclear

Bissau, 09 Out (ANG) – O Papa Francisco pediu no Domingo para se aprender com a História e não esquecer que o perigo da guerra nuclear já ameaçou o mundo no período em que se iniciou o Concílio Vaticano II há 60 anos.

Na sua mensagem durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, em Roma, Francisco questionou “por que não aprender com a história”, numa alusão à crise dos mísseis em Cuba, envolvendo os Estados Unidos e a União Soviética, que aconteceu quando se se iniciava o Concílio Vaticano II (1962-1965).

“Também naquela época havia conflitos e grandes tensões, mas foi escolhido o caminho pacífico”, salientou o sumo pontífice.

O Papa Francisco alertou também para a exclusão dos migrantes, classificando-a de “repugnante, criminosa e pecaminosa”, durante a cerimónia de canonização, na Praça de São Pedro, de Giovanni Battista Scalabrini (1839-1905), que fundou duas congregações que tratavam dos migrantes, e de Artémides Zatti, emigrante italiano na Argentina.

“Scalabrini olhou para além, olhou para o futuro, para um mundo e uma Igreja sem barreiras, sem estrangeiros”, recordou, comentando a “exclusão dos migrantes”, que considerou “escandalosa”.

“A exclusão dos migrantes é criminosa, fá-los morrer à nossa frente, e é por isso que chamamos ao Mediterrâneo o maior cemitério do mundo” e, prosseguiu, “é repugnante, pecaminosa”.

Para Francisco, “é criminoso” não abrir as portas a quem necessita, porque, afirmou, “os excluímos e os enviamos para os campos de reclusão, onde são explorados e vendidos como escravos”.

“Há uma migração hoje na Europa que nos faz sofrer e nos leva a abrir os nossos corações, que é a dos ucranianos que fogem da guerra”, disse, apelando para que “a Ucrânia martirizada não seja esquecida”.ANG/Inforpress/Lusa

 

                  Guerra na Ucrania/França reitera apoio militar à Ucrânia

Bissau,10 Out 22(ANG) - O Presidente da Ucrânia e o homólogo francês falaram ao telefone esta segunda-feira, 10 de Outubro, após várias cidades ucranianas terem sido bombardeadas pelas forças russas.

Volodimir Zelensky instou a Europa e a comunidade internacional a adoptarem uma posição forte face à Rússia, Emmanuel Macron reiterou o apoio “militar” da França à Ucrânia.

Em comunicado, o Presidente francês diz estar “preocupado com os bombardeamentos nas várias cidades ucranianas, ataques que fizeram já dezenas de vítimas civis. Emmanuel Macron sublinhou que a França vai continuar a apoiar a Ucrânia, nomeadamente em matéria de equipamento militar.

No twitter, o chefe de Estado da Ucrânia escreveu que, durante a conversa telefónica com Macron, falou da urgência da Europa e da comunidade internacional aumentarem a pressão sobre a Rússia.

Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de ter lançado uma campanha de bombardeamentos das infraestruturas energéticas da Ucrânia, com recurso a armamento iraniano.

Esta segunda-feira, foram ouvidas várias explosões em Kiev. O presidente da Câmara Municipal Vitalii Klitchko, deu conta de várias explosões no bairro central da cidade de Shevchenko. Além de Kiev, foram registados ataques em Lviv, em Dnipro e em Zaporijjia.

Estes ataques ocorrem dois dias após a explosão na ponte Kerch que liga a Rússiaà Península da Crimeia. No sábado, a ponte colapsou, parcialmente, depois de uma violenta explosão, inicialmente atribuída à implosão de um camião.

O Alto Representante da União Europeia para a política Externa, Josep Borrell, já veio condenar os "incessantes" ataques russos contra a população civil ucraniana após o bombardeamento de um edifício residencial em Zaporíjia, que provocou pelo menos 17 mortos.

O Presidente russo reúne-se hoje com o Conselho de Segurança, onde a explosão da ponte Kerch será igualmente abordada. Vladimir Putin já veio acusar os serviços secretos ucranianos de "um acto de terrorismo".

Por sua vez, a Assembleia Geral da ONU analisa esta tarde uma resolução que condena a anexação de quatro regiões ucranianas pela Rússia. O ocidente espera mostrar o isolamento de Moscovo no cenário internacional.ANG/RFI

 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022


Queda de Prédio/
Inquilinos falam num prejuizo de mais 80 milhões de francos CFA

Bissau, 07 out 22 (ANG) – Os inquilinos do prédio de dois pisos que desabou  quinta-feira no bairro de Cuntum Madina, em Bissau, falam num prejuízo na ordem de mais de 80 milhões de francos CFA, contudo não provocou nenhuma vitima mortal e feridos.

Marinho Semedo

No prédio funcionam um Minimercado denominado de “El Mater”, uma Oficina e outros serviços comerciais.

Em declarações hoje a ANG o proprietário do “El Master” Marinho Semedo Tavares vulgo “Catcharo”, disse que o prédio apresentava problemas há muito tempo e o dono, através do seu sobrinho foi  informado de imediato sobre o seu estado.

“Sou um dos rendeiros e o proprietário do Minimercado “El Master”, aconteceu o seguinte, constatamos que o nivel da humidade  aumentava cada vez mais e as fendas que se apareciam nas paredes, mas como tinhamos informado o responsável do imóvel e ele prometia a sua reabilitação e dia pós dia e  justamente só esta quinta-feira, horas antes de queda do edifício que apareceu com um pedreiro para o efeito”, informou Marinho Semedo Tavares.

Disse que, perdeu em produtos alimenticios e electrodomésticos, 30 milhões de francos CFA.

“Todos  nós, os rendeiros deste edificio, sofremos danos materiais incalculáveis e não sabemos o que vai acontecer daqui para frente com as nossas familias”, concluiu, Semedo visivelmente triste.

Interrogado se falou com responsável do prédio,  Marinho Tavares com lágrimas, disse que ainda não, porque o prédio desabou na sua presença, mas após alguma calmia desapareceu e ninguém sabia do seu paradeiro, frisando que, só na manha de hoje sexta-feira que veio até aqui. “Mas na verdade ainda não nos disse nada”, afirmou.

Instado a falar da qualidade do edificio, disse que os materiais utilizados na sua construção podem ser de qualidade, mas o edificio foi construido num local húmido.

 Marinho Semedo Tavares, conhecido por “Catcharo” disse que o edificios construídos nas zonas húmidas desabam por causa do reaparecimento das águas no local e com tempo isso acaba por fragilizar a construção.

O funcionário da Oficina Mecánica, Issa Camará disse que o edificio vinha dando sinais e ficavam todos fora dos armazéns e  os clientes são atendidos com urgência para não ser apanhados de surpresa.

Questionado sobre o valor dos materiais perdidos, afirmou que a sua maior preocupação, para além de ferramentas de manutenção de viaturas, centra-se em duas máquinas de diagnóstico de bombas engetor que adquiriram recentemente e que custou quase 50 milhões de francos CFA.

“Nenhum de nós que arrendaram o edifício, conseguiu tirar algum material”, lamentou, adiantando que estão a espera para ver se durante o dia de hoje vão poder retirar um ou outro materiais.

Issa Camará exortou ao Governo no sentido de lhes prestar algum apoio para que possam reerguer os seus negócios por forma assegurar as necessidades dos seus familiares.

O funcionário da Empresa de Jogos de Sorte “ Bissau Games”, Pedro Domingos Baticã disse ter percebido do desmoronamento do prédio por volta das 16 horas, quando foi a casa de banho.

“Ontem quando fui a casa de banho havia  fendas profundas nas paredes e ao sair disse aos meus colegas para sairmos no interior do prédio, porque podia cair a qualquer momento e poucos minutos o tecto caiu e pedi-lhes logo  para ficarmos do outro lado da estrada e de seguida vimos o edificio a desabar”, informou Pedro Domingos Baticã

Revelou  que há tempo que o edifico apresentava fendas quase por todo lado, acrescentando que, como inquilino informaram o sobrinho do proprierário, do estado avançado de degração do prédio, devido a subida do nivel da humidade nas paredes.

“Ele sempre nos  dizia que estava a espera das orientações do tio para iniciar  com as obras de requalificação e só ontem que se deu inicio, mas não durou porque o prédio caiu”, explicou.

Pedro Domingos Baticã infomou que a queda do prédio causou-lhes danos materiais incalculáveis, porque tinham no local dois televisores-plamas de 300 mil francos CFA cada e outros materiais.

Tendo em conta a esta situação, Pedro Domingos Baticã defende uma fiscalização rigorosa das obras não só de prédios assim como de todas a construções a serem feitas nas zonas húmidas da parte das autoridades nacionais, sobretudo do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo.

Trata-se de um edificio construído na zona húmida e já tinha sido arrendado e nele funcionavam serviços comerciais e os inquilinos falam em prejuízos elevados.

Entretanto, o repórter da ANG contactou a Inspeção Geral do Ministério das Obras Pública, Habitação e Urbanismos, mais sem sucesso.

Recorde-se que, em setembro de 2019, o desabamento de duas varandas de um prédio de três andares em Bissau, provocou seis mortos e ferimentos em cinco pessoas.ANG/LPG/ÂC

Finanças/França condiciona apoio orçamental ao país pelo cumprimento de algumas metas  

Bissau,07 Out 22(ANG) -  O governo francês condiciona a disponibilização de apoio orçamental de cinco milhões de euros ao país, pelo cumprimento de algumas metas, nomeadamente, estabelecimento de um programa financeiro com o FMI, a redução da massa salarial e da dívida pública.

João Alberto Djata
O anúncio foi feito no termo de uma missão do governo francês de apoio orçamental, que permaneceu durante quatro dias no país para definir as modalidades de apoio ao Orçamento Geral do Estado, 2022.

Neste particular, a missão chefiada  pelo Conselheiro Financeiro para África na Direção-Geral do Tesouro  francês Yves Charpentier, fez saber que, parte substancial desta verba será consagrada aos sectores sociais, destacando, a saúde e educação.

Em declarações à imprensa na quinta-feira, o secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, disse que em função do cumprimento destas metas, é que vai estimular mais parceiros.

João Alberto Djata sublinhou ainda assistência da missão francesa na identificação de algumas fraquezas existentes a nível do tesouro público.

"Resta agora nós formulamos um pedido de apoio orçamental, ou financeiro o mais rápido possível ou seja até na segunda-feira”, disse.

O Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais afirmou que, o apoio orçamental desta natureza fica sempre condicionado às áreas da sua aplicação, tendo sustentado, que, ao mesmo tempo condiciona determinadas medidas que devem ser tomadas a nível das finanças públicas, nomeadamente, a massa salarial, devido o elevado número de efectivos na função pública.

Informou que, abordaram igualmente com a missão financeira francesa a necessidade de "reduzir dívidas públicas e de equilíbrio orçamental", visando evitar "défice orçamental".

Em Maio de 2021, o governo francês fez apoio similar à Guiné-Bissau, tendo desembolsado 1,5 milhões de euros.ANG/ÂC



Finanças/Ministros das Finanças e da Economia Plano  e Integração Regional participam nas reuniões anuais do FMI

Bissau, 07 Out 22 (ANG) -  Os ministros das Finanças e da Economia Plano e Integração Regional, participam entre os dias 10 à 16 do corrente mês, nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington(EUA), sob o tema “Construir Resiliência e Fechar as Lacunas no Acesso e Utilização de Fertilizantes em áfrica”.´

Ministro das Finanças

Segundo uma nota do Gabinete de Assessoria de Imprensa do Minitério das Finanças, à que Agência de Noticias da Guiné (ANG) teve acesso, descreve que o FMI mobilizou para o encontro os Ministros das Finanças de diferentes países de África, dentre  os quais está a Guiné-Bissau, na pessoas de IlídioVieira Té e José Carlos Varela Casimiro.

A nota informa ainda que, dentre as personalidades que irão participar no evento, destacam-se os Investigadores, Sociedade Cívil e Parceiros do Desenvolvimento, para encontrar solução, com vista a apoiar a gestão da oferta e procura de fertelizantes, e de reforço também a resiliência do sistema alimentar provocada pela pandemia de Covid-19 e a Guerra da Ucránia.

A mesma nota acrescenta que, ainda em Washignton, no dia 12 do mês em curso, a delegação da Guiné-Bissau vai tomar parte na reunião do FMI de Grupo do Banco Mundial cujo o lema é, “Acelerar a Transformação Digital na África Ocidental e Central.

De seguida, já no dia 13 do mesmo mês em Washignton, a delegação dirigida pelos ministros das Finanças e da Economia Plano e Integração Regional, manterá um encontro de trabalho com o Vice-Presidente da Sociedade Financeira Internacional(SFI) para a Região Africana Sergio Pimenta, sobre a situação da Região de
África.ANG/LLA/ÂC

Tempo/Meteorologia prevê fraca chuva em algumas localidades com vento fraco   e velocidade de até 15 km/h para as próximas 24 horas

Bissau, 07 Out 22 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia (INM-GB) aponta a fraca chuva nas algumas localidades com vento fraco de quadrante Sul (S) com velocidade de até 15 km/h no continente com possibilidades de rajadas que podem atingir 33 km/h e moderado no mar até 20 km/h para as próximas 24 horas.

A informação consta no boletim meteorológico de previsão do tempo, número 277/2022 do Instituto Nacional da Meteorologia, elaborado quinta-feira dia 06 de Outubro e válido até às 18 horas de hoje,  a ANG teve acesso.

De acordo com o bolectim, as temperaturas màximas nas zonas Centro, Norte e Leste vão variar de 32° C (em Bissau) à 35° C ( em Bissorã, Farim, Bafatá, Gabu, Pirada e Buruntuma) e as mínimas de 22° C (em Buruntuma e Madina de Boé ) à 24° C (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas as temperaturas apontam para as máximas de 30° C (em Bubaque) à 34° C (em Buba) e as mínimas vão variar  23° C (em Cacine) à 25° C (em  Bolama e Bubaque).

O estado do mar vai ser pouco agitado com ondulação de quadrante Sul (S) até (1,5) metros de altura, ANG/MI/ÂC

Literatura/Escritora francesa Annie Ernaux galardoada com o Prémio Nobel de
Literatura

Bissau,07 Out 22(ANG) - A academia sueca atribuiu quinta-feira o prémio Nobel de literatura à francesa Annie Ernaux. Conhecida pela sua escrita intimista, a autora francesa foi recompensada pela academia pela "coragem e acuidade clínica que demonstrou ao revelar as raízes, o distanciamento e as restrições colectivas da memória pessoal". 

Numa primeira reacção, a autora considerou que se trata de "uma honra muito grande" e também de uma "grande responsabilidade" que lhe é concedida de dar um testemunho "de uma forma de rectidão e de justiça em relação ao mundo".

Depois de Jean-Larie le Clezio em 2008 e de Patrick Modiano em 2014, sem contar outros autores franceses também galardoados num passado mais longínquo, o júri da academia sueca optou uma vez mais por recompensar um escritor gaulês.

A escritora Annie Ernaux era pressentida para este galardão a par de outro autor francês, Michel Houellebecq.

Aos 82 anos, Annie Ernaux é considerada aqui em França um ícone do feminismo, baseando boa parte da sua obra nas suas experiências pessoais de mulher face às regras da sociedade do pós-segunda guerra mundial em que se insere, num olhar marcado pelo franco desenvolvimento das ciências sociais em França nos anos 50 e 60, nomeadamente o trabalho do sociólogo Pierre Bourdieu que efectuou pesquisas sobre a distinção entres as classes sociais.

Numa escrita simples, sem tabu e sem lirismo, ela fala da sua mudança de condição social, a passagem de uma infância na classe popular na Normandia para o estatuto de professora de literatura nomeadamente no livro "Les armoires videspublicado em 1974 e também "La place" editado em 1984, uma paixão em "Passion simple" em 1992, um aborto no livro "L'évenement" editado no ano 2000, ou mais recentemente, um pequeno conto, "Le jeune homme", editado este ano, sobre um efémero relacionamento com um homem mais novo.

Instalada desde 1977 em Cergy-Pontoise, na região parisiense, ela escreveu igualmente várias obras retratando esta cidade e os seus habitantes, sublimando e dissecando momentos aparentemente banais do seu quotidiano.

Apesar de ter recebido prestigiosos prémios literários aqui em França e de ter um percurso reconhecido designadamente com a adaptação de duas das suas obras para o cinema, a escritora continua a viver de forma discreta e disse ainda recentemente em entrevista "sentir-se um pouco ilegitima no meio literário" e apenas se encarar como "uma mulher que escreve, só isso".ANG/RFI

 

Burkina Faso/"Um golpe militar não vai resolver os problemas do Burkina Faso", afirma MNE português

Bissau,07 Out 22(ANG) - O chefe da diplomacia portuguesa João Gomes Cravinho foi recebido na manhã de quinta-feira pela directora geral da UNESCO, Audrey Azoulay, em Paris.

À saída do encontro, ao ser questionado sobre o golpe de Estado do passado dia 30 de setembro, no Burkina Faso, João Gomes Cravinho condenou esta segunda desestabilização política no espaço de poucos meses e lembrou que isto não vai resolver os problemas do país.

"O Burkina Faso viveu o seu segundo golpe de Estado este ano e é um exemplo da tremenda fragilidade que afecta todos os países daquela região. Nós estamos convencidos de que só uma intervenção de fundo que tenha uma dimensão militar, mas também uma dimensão de promoção do desenvolvimento e uma dimensão humanitária pode corresponder”, salientou.

Acrescentou que, um golpe militar não vai evidentemente resolver os problemas de fundo que se colocam ao Burkina Faso, tal como os dois golpes militares que houve no Mali, também não responderam às necessidades daquele país.

“Preocupa-nos muito a instabilidade em toda aquela região que tem vindo a piorar nos últimos anos e meses. Em relação ao Burkina Faso, não acreditamos que se tenha dado um passo positivo", comentou o chefe da diplomacia portuguesa.

Ao comentar por outro lado o desempenho de potências estrangeiras na região e em particular a Rússia, acusada pelos países ocidentais de enviar mercenários para o terreno, nomeadamente no Mali e na República Centro-Africana, João Gomes Cravinho qualificou a actuação deste país de "nociva".

"A Rússia é um factor desestabilizador, é um factor nocivo. Tem um conjunto de mercenários no Mali e tal como na República Centro-Africana. é importante lembrar como é que funcionam estes mercenários. Eles não são pagos porque as autoridades locais não têm dinheiro para os pagar mas estão lá a troco de concessões de minérios e, portanto, têm um modelo de negócio que se baseia na promoção da insegurança porque isso é a razão para eles lá estarem”, explicou.

Afirmou que, entretanto, vão extraindo as matérias-primas das minas da República Centro-Africana e do Mali. “É extremamente nocivo e muito penalizador e, obviamente, contribui para o objectivo da Rússia que é ter a sul da Europa um factor de instabilidade", disse o governante em entrevista a Lígia Anjos.

Refira-se que na quarta-feira, o chefe dos golpistas, o capitão Ibrahim Traoré foi oficialmente designado Presidente do Burkina Faso.

O jovem capitão de 34 anos que sucedeu ao tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, chegado igualmente ao poder pela força em Janeiro de 2022, prometeu no começo da semana cumprir um período de transição curto, com a restituição do poder aos civis em 2024 ou eventualmente antes "se as condições o permitirem", conforme tinha sido estabelecido pelos seus antecessores juntamente com a comunidade internacional.ANG/RFI

 

São Tomé e Príncipe/ Tribunal Constitucional extingue  4 partidos menos votados nas legislativas

Bissau,07 Out 22(ANG) - Quatro partidos políticos que concorreram às legislativas de 25 de Setembro, foram extintos pelo Tribunal Constitucional por não atingirem o mínimo de 0,5 por cento de votos exigidos. Trata-se de uma iniciativa inédita visando o cumprimento da lei dos partidos políticos.

Foram extintos o Movimento Social Democrático, Partido Verde/ São Tomé e Príncipe, “MSD/PVSTP, o Partido de Todos os São-tomenses “PTOS”, o Movimento de União para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe “MUDA-STP” e o Movimento para Progresso-Partido Novo.

Estas quatro formações não obtiveram o mínimo de 0,5 % de votos expressos exigidos para que se conservem como partidos políticos, sendo que nestas condições, impõe-se a extinção automática dos partidos em causa pelo Tribunal Constitucional sem necessidade de qualquer processo.

O Partido Verde liderado por Elsa Garrido, obteve 0,34% dos votos.

O PTOS liderado por Victor Rosário obteve 0,24% dos sufrágios, enquanto os recém-criados, MUDA – STP, liderado por Tomé Vera Cruz, obteve 0,49% dos votos e o Partido Novo liderado por Abílio Espirito Santo, obteve 0,44% dos votos.

Entretanto, a comissão permanente da Assembleia Nacional agendou para 22 de Novembro a posse dos novos deputados, rejeitando um pedido feito ontem pelo líder parlamentar da ADI, Abnildo Oliveira, que propôs a antecipação da nova legislatura, para o dia 3 de Novembro. 

As eleições legislativas ocorreram no passado 25 de Setembro e foram vencidas pela Acção Democrática Independente que obteve a maioria absoluta com 30 mandatos. Depois da divulgação oficial dos resultados segunda-feira, o primeiro-ministro cessante, Jorge Bom Jesus, reconheceu a derrota e felicitou Patrice Troavoada, líder da ADI, pela vitória nas eleições.ANG/RFI

 

Ucrânia/Ofensiva ucraniana continua a sua progressão e anuncia ter recuperado territórios

Bissau,07 Out 22(ANG) - A contraofensiva ucraniana continua no leste e no sul do paí
s. Kiev anuncia que reconquistou uma parte do seu território e Moscovo continua a retirada gradual das suas tropas em alguns pontos. 

Segundo o Ministro da Defesa britânica, as forças militares Ucranianas estão a progredir no sul do país, na margem do rio Dniepr, mas ainda não alcançaram as posições russas.

Segundo Natalia Goumeniouk, porta-voz do comando militar no sul da Ucrânia, as forças ucranianas conseguiram conquistar perto de 400 km² de território que era ocupado pelas tropas russas.

Moscovo, por sua parte bombardeou a cidade de Zaporijia, no sul, provocando uma vítima e vários feridos segundo o Governador da região. Paralelamente, os russos também bombardearam a linha de frente na região de Donestk, no leste do país.

As forças russas continuam a recuar e estão a multiplicar o uso de drones de fabricação iraniana. Algo denunciado por Dmytro Kouleba, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, que interpreta isto como sendo uma ajuda do Irão à Rússia. O envio de drones estão "em contradição com as posições de neutralidade públicas assumidas pelo responsáveis iranianos" afirma o chefe da diplomacia ucraniana.

A União Europeia anunciou novas sanções contra a Rússia para reagir a anexação de quatro regiões por parte do Kremlin na semana passada, depois de referendos rejeitados pela comunidade internacional.ANG/RFI