terça-feira, 17 de janeiro de 2023

20 de Janeiro/PAIGC comemora 50º aniversário da morte de seu líder com realização de congresso internacional sobre “Obra e Memória de Cabral”

Bissau, 17 Jan 23(ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC),   vai comemorar o 50º aniversário do assassinato de  Amílcar Lopes Cabral, no próximo dia 20,  com a realização de um congresso internacional sobre a “Obra e Memória” do imortal  líder fundador do partido e das nacionalidas guineense e cabo-verdiana.

Segundo um comunicado à imprensa enviado à ANG, do  Secretariado Nacional do PAIGC,  em colaboração com alguns países  e instituições  que comungam  do ideal Pan-africanista, um conjunto de atividades comemorativas serão realizadas em Bissau e no exterior.

O comunicado  refere  que um dos pontos altos das comemorações  será a realização, no próximo domingo,  na sede Nacional do PAIGC em Bissau, desse  Congresso  Internacional sobre a Obra e Memória de Amílcar Cabral, iniciativa que deverá contar com a participação de movimentos de ativistas revolucionários de cerca de 20 países, entre os quais  Canáda, França, Alemanha, Quénia, África de Sul, Gana e Burkina Faso.

Em Bissau e nas regiões do país, os 50 anos volvidos  sobre a morte do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana serão assinalados  com jornadas, que incluem  palestras, marchas, atividades desportivas, culturais e lúdicas.

Na diáspora, concretamente em Cabo Verde e Portugal e em outros apíses de  África e  Europa onde  o PAIGC tem estruturas  implantadas, estão previstas  realizações de palestras e sessões acadêmicas  sobre a ideologia de Cabral, devendo o ponto alto dessas celebrações ser assinalado com uma vigília no local onde Amilcar Cabral foi “barbaramente assassinado, em Conacri.

Na vizinha República da Guiné serão esperados  cerca de 40 dirigentes e responsáveis do PAIGC, entre membros do Presidium, Combatentes e Veteranos de guerra,  representantes  das organizações de massa do partido, nomeadamente da JAAC e UDEMU, indica o comunicado. ANG/JD/ÂC//SG

               China/População diminuiu pela primeira vez em 60 anos

 Bissau, 17 Jan 23 (ANG) - A China contabilizava em 2022 cerca de 1,4 mil milhões de habitantes, menos 850 mil do que no ano anterior.

Esta é a primeira vez, em 60 anos, que o país regista um declínio demográfico. Em 2023, a China poderá ser ultrapassada pela Índia como o país mais populoso do mundo.

A taxa de natalidade na China caiu para níveis históricos, enquanto a taxa de mortalidade foi a mais elevada desde 1974. Esta é uma viragem histórica que pode marcar o início de um longo período de declínio da população chinesa, com um forte impacto na economia local e mundial. De acordo com a agência France Presse, já este ano, a Índia deverá retirar à China o título de país mais populoso do mundo.

A longo prazo, os especialistas das Nações Unidas prevêem que a população chinesa diminua de 109 milhões de habitantes até 2050, ou seja, mais do que o triplo das previsões anteriores de 2019.

Declínio da população activa significa também um possível abrandar da economia devido à redução dos rendimentos e ao aumento da dívida pública (com maiores custos de cuidados médicos e de segurança social). Além disso, uma diminuição da mão-de-obra também pode abrandar o peso da indústria e, por conseguinte, aumentar os preços e a inflação no resto do mundo.

O declínio demográfico resulta, em grande parte, da política de filho único imposta por Pequim entre 1980 e 2015, mas também do elevado custo do ensino que dissuadiu muitos chineses de fundarem família. Em 2016, foi abolida a política de filho único e, em 2021, o país começou a permitir que os casais tivessem três filhos.

A última vez que a população da China diminuiu foi em 1960, quando o país enfrentou a pior fome da sua história moderna, causada pela política agrícola de Mao Tsé-Tung.ANG/RFI

 

Obras Aeroporto-Safim/PR garante indemnização aos proprietários das casas atingidas pela construção 

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) – O Presidente da República garantiu que os proprietários das casas atingidas pela construção da auto-estrada Aeroporto/Safim vão receber as suas respectivas indemnizações antes que se começe com as demolições.

Umaro Sissoco Embaló deu essas garantias, segunda-feira, durante um encontro de cumprimentos de novo ano que recebeu da parte de uma delegação de pessoas que se apresentaram como “Anciões Pepeis.

No ocasião, Umaro Sissoco Embaló disse estar satisfeito com o gesto, sobretudo pela  presença de uma mulher na delegação ,e diz que simboliza a união e o saber  viver  dos guineenses, “um legado deixado por aqueles que lutaram para a libertação da Guiné-Bissau”.

“Quero dizer  à todos os donos das casas  atingidas pela construção da auto-estrada Aeroporto/Safim  que vão ser indemnizados. Só depois disso é que vão começar os trabalhos de demolição das habitações ao longo da estrada em construção”, garantiu Sissoco Embaló.

Nesse encontro com os “Anciões Pepeis”, o chefe de Estado guineense anunciou que a  auto-estrada Aeroporto/Safim será batizada com nome do ex-Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.

Sobre  as obras em curso no parque M´batonha, considerado pelos ambientalista como uma reserva da ecosistema, o Presidente da República Umaro Sissoco Embalo referiu que o espaço  tinha sido vendido, mas que nessa altura ninguém falou nada, para depois reafirmar  que no local vão ser construidos uma escola, um centro de saúde e uma mesquita.

Em relação a construção de uma Esquadra de Polícia no Reino Tôr, à pedido dos ansiões, Umaro Sissoco Embaló prometeu  analisar a questão  com o ministro das Finanças, prespectivando para breve atender o pedido.

Quanto a estrada Ondame à Piquil, disse que está no programa de cosntrução de vias rodoviárias traçado pelo governo, e que  até ao final do seu mandato vai ser construido.

Umaro Sissoco Embaló, disse  que deverá  ser reconduzido no cargo pelo trabalho que está a desenvolver e não por via da compra da consciência ou voto.

Em nome dos “Ansiões Pepeis”, Armando Djú pediu ao chefe de Estado para prestar mais atenção ao interior do país, sobretudo no dominio das infraestrutura escolares e do setor agrícola.

“Peço o desenvolvimento da agricultura, o fundamental para o combate a fome e construção das infraestruturas escolares, no interior do país, em particular na região de Biombo, para permitir que os jovens possam concluir o 12 ano de escolaridade, por ser o motivo de saida de jovens  para a capital. Esses jovens acabam por nos deixar sem capacidade de produção agricola”,disse Armando Djú.

 Armando Djú congratulou-se  com os esforços do Presidente da República para  desenvolvimento do país. ANG/LPG/ÂC//SG

Portugal/Estrangeiros  aumentaram em 2022 pelo sétimo ano consecutivo e são mais de 750 mil

Bissau, 17 Jan 23(ANG) – A população estrangeira residente em Portugal aumentou em 2022 pelo sétimo ano consecutivo, totalizando 757.252, e as comunidades brasileira e indiana foram as que mais cresceram, anunciou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Dados do SEF mostram que Portugal registou, no final do ano passado, 757.252 estrangeiros com residência, um aumento verificado pelo sétimo ano consecutivo e mais 58.365 (8,3%) do que em 2021.

De acordo com o SEF, os cidadãos brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, num total de 233.138 pessoas, mais 28.444 (13%) do que em 2021.

Os indianos residentes em Portugal aumentaram também 13% em 2022, passando de 30.251 para 34.232, e são agora a quarta comunidade mais numerosa no país.

Os nepaleses passaram a constar das 10 maiores comunidades estrangeiras em Portugal, com 23.441 cidadãos com residência legal no país, ocupando agora o lugar dos chineses.

De acordo com o SEF, as principais comunidades estrangeiras residentes em Portugal são de cidadãos do Brasil (233.138), do Reino Unido (36.639), de Cabo Verde (35.744), da Índia (34.232), de Itália (33.707), de Angola (30.417), de França (27.614), Ucrânia (26.898), Roménia (23.967) e Nepal (23.441).

No que diz respeito ao fluxo migratório, o SEF indica que foram emitidos 113.090 novos títulos em 2022, mais 1.779 do que em 2021.

Também a maior parte dos novos títulos foram atribuídos a brasileiros (38.889), seguindo-se italianos (5.903) e angolanos (5.652).

Entre os novos títulos, O SEF atribuiu ainda 5.651 a cidadãos da Índia, 4.243 do Bangladesh e 3.017 do Paquistão.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Saúde/Secretário-geral da ANAPROFARM pede aos novos grossistas de medicamentos   o cumprimento do  Caderno de Encargo

Bissau,17 Jan 23(ANG) – O secretário-geral da Associação dos Proprietários das Farmácias(Anaprofarm), pediu as três novas empresas vencedoras de concurso para grossistas de venda de medicamentos o  cumprimento escrupuloso dos compromissos elencados no Caderno de Encargos para atribuição de licenças de operação.

Em declarações exclusivas à ANG, Ahmed Akhdar disse que as referidas empresas devem garantir o abastecimento regular do mercado nacional em medicamentos de qualidade.

O governo através do Ministério da Saúde Pública, atribuiu no passado dia 09 de Janeiro de 2022 novas licenças de importação e comercialização de medicamentos à três empresas vencedoras do concurso lançado em Agosto do ano passado para o efeito, nomeadamente a Sónia Farmácia, Sofargui Lda e Guimarfa Lda.

Segundo o secretário-geral da Anaprofarm, as referidas empresas devem criar os seus sucursais em todas as regiões do país e devem ter um armazém central de medicamentos na capital Bissau para atender a demanda do setor.

Ahmed Akhdar, igualmente proprietário da Farmácia Moçambique, apelou ao governo a criação de um laboratório de controlo de qualidade de medicamentos, de forma a evitar o seu contrabando e falsificação.

“É lamentável que o país até a data presente não tenha  um laboratório de controlo de qualidade de medicamentos que são importados e comercializados internamente. Com a falta desse dispositivo, aumenta o contrabando de medicamentos”, disse.

Ahmed Akhdar diz que  o governo deve criar  condições para que o país possa atingir a autosuficiência medicamentosa, ou seja para que as empresas grossistas possam ter capacidades de abastecimento e  importação regular  de medicamentos de qualidade para se  pôr fim à constantes roturas que se verificam no país.

Akhdar criticou  que o sector privado  farmacêutico está doente e sem as mínimas condições para atender as necessidades dos seus clientes, e diz que , muitas vezes os pacientes recorrem à farmácias para a compra de medicamentos mas não  encontram o ideal para o seu tratamento, porque não existem no país.

“As vezes são obrigados a comprar medicamentos alternativos que não constam nas suas receitas médicas e em muitas ocasiões esses medicamentos acabam por contribuir para a complicação da saúde”, lamentou.

Criticou o que diz ser “pressão fiscal” sobre o setor farmacêutico com a agravação de taxas e impostos cobrados pelo Ministério das Finanças. ANG/ÂC//SG

Nova Iorque/ONU quer libertação de 50 mulheres sequestradas no Burkina Faso

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) - O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou segunda-feira (16) a sua preocupação com a situação de pelo menos 50 mulheres sequestradas por fundamentalistas islâmicos no Burkina Faso, e pediu a sua libertação "imediata e incondicional".


"Dezenas de mulheres que saíram em busca de comida para as suas famílias foram sequestradas em plena luz do dia, no que pode ser o primeiro ataque deliberado desse tipo contra mulheres no Burkina Faso", disse o alto-comissário austríaco num comunicado.

Türk também exigiu uma investigação independente a esses sequestros, para determinar os responsáveis.

Os factos ocorreram em 12 e 13 de Janeiro nas proximidades da cidade de Arbinda, no nordeste de Burkina Faso, região fronteiriça com o Mali e o Níger onde são comuns ataques de movimentos fundamentalistas islâmicos ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico.

Algumas mulheres conseguiram escapar dos alegados extremistas e notificar as autoridades locais logo após serem atacadas. ANG/Angop

 

Desporto-futebol/Portos de Bissau goleia Massaf de Cacine por 9-1 e assume  liderança da Guiness-Liga

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) – Os Portos de Bissau goleou no último fim-de-semana a sua congénere de Massaf de Cacine por 9-1, e com esta vitória  a equipa dos estivadores de Bissau e assume a liderança da Guiness-Liga com maior número de golos apontados.

As restantes partidas produziram os seguintes resultados: Sporting Clube da Guiné-Bissau-0/Sport Bissau Benfica-0, Flamengo de Pefine-4/AC Bissorã-1, SC Baftá-1/FC Canchungo-1, CDR Gabú-1/FC Cuntum-0, Binar FC-1/São Domingos-0, FC Pelundo-2/FC Sonaco-0, Os Balantas de Mansoa-2/UDIB-4.

Eis a tabela classificativa da 4ª Jornada:

1º-Portos de Bissau-10 pts

2º-UDIB-10 pts

3º-Sporting Clube da Guiné-Bissau-08 pts

4º-Sport Bissau Benfica-08 pts

5º-FC Cuntum-07 pts

6º-Binar FC-07 pts

7º-FC Canchungo-06 pts

8º-AC Bissorã-06 pts

9º-FC Pelundo-05 pts

10º-FLAM.de Pefine-04 pts

11º-CDR Gabú-04 pts

12º-SC Bafatá-03 pts

13º-FC Sonaco-02 pts

14º-Bal. Mansoa-02 pts

15º-São Domingos-01 pts

16º-Massaf de Cacine-01 pts

E para a 5ª jornada estão previstos os seguintes encontros: Flamengo de Pefine/CDR Gabú, UDIB/Binar FC, FC Sonaco/Sporting Clube da Guiné-Bissau, Massaf de Cacine/Atletico de Bissorã, São Domingos/FC Cuntum,FC de Pelundo/Sporting Clube de Bafatá, Os Balantas de Mansoa/Portos de Bissau. ANG/LLA/ÂC//SG

  Brasil/Tribunal dá três dias para Bolsonaro explicar decreto de golpe de Estado

Bissau, 17 Jan 23(ANG) – O Tribunal Superior Eleitoral do Brasil deu ao ex-Presidente Jair Bolsonaro três dias para explicar o conteúdo de um projeto de decreto, que encenava um golpe de Estado, encontrado na residência de um ex-ministro.

O prazo foi fixado numa decisão do juiz do tribunal eleitoral Benedito Gonçalves, na segunda-feira, que ordenou a inclusão do documento numa investigação contra Bolsonaro por alegado abuso de poder durante a campanha para as eleições presidenciais de outubro.

O texto controverso é o projeto de um decreto que permitiria a Bolsonaro estabelecer o estado de emergência para intervir no mais alto tribunal eleitoral e reverter o resultado das eleições de 30 de outubro, em que foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

O documento foi encontrado pela Polícia Federal na residência de Anderson Torres, que era ministro da Justiça de Bolsonaro e está detido desde sábado sob a acusação de alegada omissão, pois era responsável pela segurança em Brasília quando milhares de radicais invadiram a sede da presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal.

Bolsonaro foi também incluído pelo Supremo Tribunal Federal na lista das pessoas sob investigação pelos violentos acontecimentos de 08 de Janeiro, como autor intelectual e instigador dos ataques feito por extremistas aos três poderes, em Brasília.

O ex-Presidente, que se encontra atualmente nos Estados Unidos, é suspeito de incitar apoiantes a invadir e vandalizar as sedes do parlamento, da presidência e do Supremo Tribunal a 08 de janeiro.

Caso Bolsonaro seja considerado responsável por abuso político e utilização de meios de comunicação oficiais a favor da campanha, o tribunal eleitoral pode condená-lo a um período de desqualificação política de pelo menos oito anos.

ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023


Saúde Pública
/”Hospital Nacional Simão Mendes regista 66 óbitos maternos durante  2022”, diz o seu Diretor-geral

Bissau,16 Jan 23(ANG) – O Diretor-geral do Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM), afirmou que foram registados 66 óbitos maternos neste estabelecimento sanitário durante o ano 2022, contra os 44 de 2021.

Sílvio Coelho falava em conferência de imprensa realizada hoje sobre o balanço das atividades levadas a cabo em 2022 e perspectivas para o ano em curso.

Aquele responsável sublinhou que foram registados ainda um total de 8.797 nados vivos em 2022, contra os 5598 de 2021, frisando que em 2022, foram registados 432 nados mortos contra 324 de 2021.

O diretor-geral do Hospital Simão Mendes disse que no que tange aos partos assistidos em menores de 20 anos, registaram um total de 1182 casos no ano 2022, contra os 698 de 2021.

“Em 2022 assistimos um total de 8992 partos contra os 5768 de 2021 e em termos de cesarianas, foram registados 1899 casos, em 2022 contra os 951 em 2021”, salientou Sílvio Coelho.

Em relação as cirurgias feitas no HNSM, informou que no ano 2022, foram feitas no Bloco da Maternidade 2247 operações, no Bloco Ortopedia 125 casos, Bloco Central 1215 num total de 3587 casos.

Aquele responsável sublinhou que em termos de atendimento no Serviço de Pediatria foram registados, em 2022, 14.495 atendimentos na Urgência, 15.900 na Consulta Externa, 6.901 no Internamento, num total de 30.395.

No que toca aos desafios para 2023, Sílvio Coelho declarou que irão prosseguir com a política de formação contínua (seminários, estágios, especializações) do  pessoal.

A elevação do nível da satisfação dos utentes, modernização da rede elétrica do HNSM, melhoria dos principais indicadores, conclusão de informatização do sistema de atendimento e gestão hospitalar são outras atividades previstas para o presente ano, de acordo com Sílvio Coelho.

Enumerou ainda para o ano em curso, a apropriação e consolidação do uso da telemedicina, a melhoria progressiva da acurácia diagnóstica através de exames complementares, melhoria do sistema de controle interno do acesso as dependências do Hospital e a redefinição da política de atendimento e do custo de acordo com as normas da sub-região. ANG/ÂC//SG

CEDEAO/“Bissau acolhe seminário sobre adopção da moeda única- ECO”, diz Presidente do parlamento

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), anunciou  hoje que Bissau será palco entre os dias 30 de Janeiro e 03 de Fevereiro de um seminário para a análise e discussão sobre a adopção  da moeda única no espaço CEDEAO denominada “ ECO”, ato que será presidido pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

Cipriano Cassamá que falava aos jornalistas após um encontro mantido com Chefe de Estado, disse que a formação sobre o Projeto de Moeda Única, o “ECO” será objeto de análise ao nível dos chefes de Estados e das Comissões criadas dos 15 países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), nos dias 24 e 26 do corrente mês.

Cassamá disse  que além do convite também  entregou ao Presidente da República uma carta dos seus homólogos que virão ao país no dia 22 de Janeiro, acompanhado dos 105 deputados do parlamento da CEDEAO.

Acrescentou que entre 30 de Janeiro e 03 de Fevereiro haverá uma sessão extraordinária do parlamento da CEDEAO para análise e  adopção de um projeto da atividades durante o ano em curso.

Referiu que o Chefe de Estado guineense na qualidade de Presidente em exercício da CEDEAO   vai presidir os dois eventos que se realizam num dos hotéis da capital Bissau.


ANG/JD/ÂC//SG

       Cabo Verde/92 migrantes africanos resgatados numa piroga na Boa Vista

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) - As autoridades cabo-verdianas resgataram 92 migrantes de quatro países africanos, que deram à  costa na ilha da Boa Vista, dois dos quais sem vida.

Os migrantes foram resgatados numa piroga, no farol de Morro Negro, na zona Norte da  ilha da Boa Vista.

De acordo com as autoridades, a piroga foi avistada por um faroleiro, no sábado à tarde, 14 de Janeiro, que percorreu mais de 30 quilómetros até a cidade do Sal Rei para avisar a polícia.

O comandante da Polícia Nacional na Boa Vista, Evandro Sousa explicou a situação; “deram à costa 92 indivíduos, dois sem vida e 90 foram resgatados com vida e conduzidos ao Pavilhão Seixal onde se encontram a receber os cuidados e sob a guarda da Polícia Nacional. Entre eles, nove estão no hospital a receber cuidados médicos. Do total três são mulheres e 15 são menores com idades entre 14 aos 17 anos”, avançou Evandro Sousa.

Ainda de acordo com o comandante da Polícia Nacional na Boa Vista, os migrantes são naturais da Gâmbia, da Serra Leoa, do Senegal, do Mali, da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri. Terão partido da Gâmbia no dia 24 de Dezembro. Os 92 migrantes tencionavam chegar à Europa, mas a piroga ficou sem combustível, por isso, a embarcação esteve à deriva acabando por dar à costa na ilha da Boa Vista.

Em Setembro do ano passado as autoridades cabo-verdianas resgataram com vida, oito migrantes que deram à costa numa piroga, na praia da Cruz Morte, também na ilha da Boa Vista. ANG/RFI

 

Política/PAIGC deposita documentos aprovados no X congresso ordinário para anotações no Supremo Tribunal de Justiça

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) depositou, esta segunda-feira, os documentos aprovados no X Congresso Ordínário para anotações no Supremo Tribunal de Justiça, nomeadamente, os Estatutos e Órgãos Estatutários como Presidium, Comité Central, Bureau Político e Conselho  Nacional de Jurisdição e Fiscalização.

Após o ato, o Secretário Nacional do PAIGC, António Patrocínio Barbosa disse que entregaram hoje no Supremo Tribunal de Justiça as  resoluções  do X Congresso Ordinário do partido  que teve no lugar ,em  Novembro de 2022.

ʺOs delegados elegeram uma nova direção liderado pelo Domingos Simões Pereira, o Comité Central que é um orgão deliberativo máximo do partido entre  congressos e orgão de consulta e orientação política, o Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização”, frisou.

O Secretário Nacional dos libertadores sublinhou que a divulgação dos referidos documentos depois de quase um mês e meio tem a ver com alguns assuntos internos através da organização que o PAIGC e a direção estavam a fazer e que decidiram proceder a referida entrega hoje para  efeitos de anotações.

O advogado do PAIGC, Carlos Pinto Pereira destacou ser um  ato de formalidade legal exigida pela lei dos partidos, sempre que haja uma alteração dos estatutos, do programa, e alteração dos orgãos da direção do partido.

"Viemos pedir que se anote os órgãos que foram eleitos no último congresso e simultaneamente os novos estatutos”, disse à imprensa Carlos Pinto Pereira.ANG/MI/ÂC//SG




      Adis Abeba/UA estima pelo menos 600 mil mortos na guerra de Tigray

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) - Pelo menos 600 mil pessoas terão morrido na guerra iniciada em 2020 entre o exército etíope e a Frente Popular para a Libertação do Tigray, estimou domingo o mediador da União Africana (UA) para o conflito naquela região da Etiópia.

Olusegun Obasanjo, que é também ex-presidente da Nigéria, avançou, em entrevista ao jornal Financial Times, que as suas estimativas apontam para pelo menos 600 mil mortos no conflito, recordando que, durante a assinatura do acordo de cessar-fogo em Pretória, na África do Sul, em Novembro do ano passado, as autoridades etíopes se felicitaram por interromper um conflito que, até então, matava "mil pessoas por dia".

O conflito em Tigray eclodiu em Novembro de 2020 depois de um ataque da Frente Popular para a Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês) à principal base do exército, localizada em Mekele.

O ataque realizou-se depois de meses de tensões políticas e administrativas, incluindo a recusa da TPLF em aceitar um adiamento das eleições e a realização de eleições regionais fora de Adis Abeba.

O Governo do primeiro-ministro, Abiy Ahmed, respondeu ao ataque com uma ofensiva contra o grupo.

A TPLF, que foi força dominante da coligação governante da Etiópia desde 1991 - a Frente Democrática Revolucionaria Popular Etíope, de base étnica -, acusa o primeiro-ministro de alimentar tensões desde que chegou ao poder, em Abril de 2018, quando se tornou o primeiro oromo (o maior grupo étnico da Etiópia) a tomar posse.

Grupos de especialistas internacionais ouvidos pelo jornal Financial Times consideraram que a estimativa de Obasanjo pode estar "aproximadamente correcta".

É o caso do investigador da Universidade de Ghent (Bélgica), Tim Vanden Bempt, que calcula que só o número de mortes de civis oscile "entre 300 mil e 400 mil ", seja pelas atrocidades da guerra, pela fome ou por falta de acesso a cuidados médicos.

Responsáveis etíopes, que falaram ao jornal sob condição de anonimato, consideraram, no entanto, que estas estimativas são exageradas, apontando que o conflito deverá ter provocado entre 80 mil e 100 mil mortos.ANG/Angop

 

     Obras estrada Aeroporto-Safim/Governo adia demolição dos imóveis atingidos

Bissau,16 Jan 23 (ANG) – O deputado do Círculo Eleitoral número 10(Safim e Prábis) Marciano Indi, disse hoje, em declarações à Rádio Sol Mansi, que o governo adiou a demolição das casas atingidas pela construção da auto estrada Aeroporto/Safim, de forma a analisar a situação de indemnização dos proprietários dos imóveis a serem demolidos.

O deputado sublinhou que depois de vários encontros com as autoridades, o governo acabou por suspender a demolição das habitações ao longo da referida estrada, cujo o prazo de 15 dias dados para início das demolições termina esta segunda-feira, mas que já não vai acontecer.

Marciano Indi  adiantou   que a demolição vai acontecer só com o indemnização dos proprietários dos imóveis visados, acrescentando  que o executivo vai analisar a questão “com profundidade” e depois  comunicar os ocupantes tradicionais a decisão tomada.


“O governo tem a obrigação de indemnizar as pessoas, porque é uma desocupação e quando é assim, em conformidade com a lei, todos aqueles cujos os imóveis foram atingidos devem receber uma indemnização, é o mínimo que se pede de momento”, afirmou Indi.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

   
Angola
/África perde 30% da produção agrícola por falta de infra-estruturas

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) - O continente africano perde, anualmente, cerca de 30 por cento da sua produção agrícola por falta de infra-estruturas de conservação, informou à ANGOP a comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana (UA), Josefa Sacko.

Segundo a comissária, esses 30% de mercadorias agrícolas, que se perdem por falta de conservação, poderiam servir para alimentar muito bem as populações do continente.

Para além das perdas de produtos agrícolas, decorrentes da falta de infra-estruturas de conservação, Josefa Sacko apontou igualmente problemas dos solos e da falta de fertilizantes em África.

Quanto ao problema dos solos em África, disse que estão a ser muito utilizados, mas não se está a tratar da sua saúde, a fim de se aumentar a produtividade.

Nesta altura, de acordo com a responsável, para se tratar dos solos e aumentar a produtividade, África usa uma média de 18 quilogramas de fertilizantes por hectare, que é muito pouco, mas em 2006, em Abuja (Nigéria), numa cimeira extraordinária da UA, designada “Abuja 1”, os chefes de estados africanos decidiram chegar até 50 kg por hectare, “infelizmente sem sucesso”.

Explicou que “ Abuja 1” tem a Declaração de Abuja cujo conteúdo previa, até 2030, aumento da utilização de fertilizantes a 50 quilogramas por hectare. “Até hoje fizemos avaliação e concluímos que África só utiliza 18 /hectare. Isso não aumenta a produtividade nem garante a segurança alimentar. São esses os factores para os quais temos de olhar e acelerar, se quisermos ter a soberania alimentar”, advertiu.

Para se encontrar soluções sobre a necessidade de fertilizantes, avançou que, em Junho deste ano, a União Africana vai realizar uma Cimeira, no Senegal, a fim de analisar questões sobre solos, assim como o fornecimento de fertilizantes aos camponeses a preços acessíveis.

Referiu que a Rússia, actualmente em guerra com a Ucrânia, é um dos grandes fornecedores de fertilizantes e de cereais ao continente africano.

A comissária, que falou também sobre os efeitos dessa guerra em África, indicou Egipto, Argélia, Nigéria, África do Sul, Sudão, Tanzânia e Quénia como principais afectados, pois África importa 30% das suas necessidades de trigo desses países em conflito.

Diante dos vários choques que o continente tem sofrido, entre os quais os provocados pela Covid-19 e pela guerra Rússia/Ucrânia, cujos impactos são visíveis, Sacko defende “soluções africanas para problemas africanos” – um slogan da UA.

Assim, informou que têm já disponíveis 1,5 mil milhões de dólares americanos para o aumento da produção de alimentos, concedidos pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e USD 3,4 mil milhões - financiamento do Banco Mundial (BM) para combate às alterações climáticas, sobretudo a seca, e garantir resiliência alimentar, nas regiões da África Oriental e Austral.

Tendo em conta os financiamentos, que já começaram a ser distribuídos aos países, espera-se, segundo a titular da pasta da Economia Rural e Agricultura da UA, um alívio da fome no continente a partir de final do primeiro semestre do ano em curso.

A propósito da problemática da produção alimentar e da fome no continente, Josefa Sacko realçou que o centro da questão é a falta de investimento, de vontade política e de formação.

Na sua óptica, esses factores são muitos importantes, porque, justificou, quem quer preparar soberania alimentar tem que criar essas condições.

 

Citando o presidente dos Estados Unidos da América, a comissária referiu que na recente Cimeira EUA/África, a preocupação de Joe Biden na cooperação com o continente africano é a segurança alimentar.

“Ele disse que não se admite que um indivíduo acorda de manhã e não tem o que comer. Isso é contra os direitos humanos”, citou a diplomata angolana, salientando.

 Questionada se acredita que África pode ser ainda reserva alimentar do mundo, como se dizia há anos, disse que sim. “Acho que ainda podemos contar, mas deve haver vontade política”, sublinhou a entrevistada.

Acrescentando, disse que há crises que trazem oportunidades como a de 2020, da Covid-19, e em 2022, a guerra Rússia/Ucrânia, que mostraram a vulnerabilidade do sector agrícola em África.

A dirigente entende ser necessário sonhar e transformar o continente porque se não será uma vergonha não deixar bom legado às gerações que seguem.

“Eu termino meu mandato dentro de dois anos na UA, em 2025, e tenho que deixar legado. Posso não fazer tudo, mas tenho que deixar algo. São esses projectos que temos de segurar e que estão a beneficiar nossos países. Deve-se assegurar que a produtividade melhorou. Espero que a Cimeira sobre os fertilizantes traga frutos e acções concretas”, frisou.

Declarou que acredita em acções concretas, mas não acredita em discursos. “Acredito em acções que mostram que isso é que eu fiz, pois o tempo é curto. Temos um mandato de quatro anos e não se pode fazer tudo, mas aproveitando a situação actual, qual a solução para se resolver isso, questiona a interlocutora.

Para si, África pode ser uma reserva alimentar do mundo se houver vontade política, uma boa advocacia, porque pela primeira vez a segurança alimentar é um assunto que está sobre a mesa, agendado.

A angolana Josefa Sacko é uma engenheira agrónoma, economista e embaixadora na UA. Já foi Secretária-Geral da Organização Inter-africana do Café durante 13 anos. Em 2017, foi eleita Comissária para a Agricultura e Economia Rural pela União Africana. ANG/Angop

 

 Cabral 50 anos/ Contradições entre guineenses exploradas por Portugal levaram à morte de Cabral

Bissau,16 Jan 23(ANG) - O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e investigador guineense João José “Huco” Monteiro considera que as contradições entre os guineenses exploradas pelos colonialistas portugueses resultaram no homicídio de Amílcar Cabral, em 20 de Janeiro de 1973.

Numa retrospectiva daquilo que foi o processo histórico da Guiné-Bissau, para assinalar o 50.º aniversário do assassinato de Amílcar Cabral, na Guiné-Conacri, “Huco” Monteiro explicou que enquanto Cabral defendia uma rotura total com o colonialismo, alguns nacionalistas advogavam por mais acesso dos nativos à sociedade colonial.

Cabral queria a independência da Guiné e Cabo Verde, na base de unidade entre dois territórios sob a direcção de um mesmo movimento de libertação, uma ideia que, notou Monteiro, também não era aceite.

“As pessoas achavam que a perspectiva de unidade era uma forma de legitimação da dominação dos cabo-verdianos. Não era a perspectiva do Amílcar, mas as pessoas desconfiavam, até porque Amílcar dizia sempre 'eles (os nativos da Guiné) até não estão contra mim estão é contra os outros naturais de Cabo Verde'”, explicou o também sociólogo.

“Huco” Monteiro afirmou que Amílcar Cabral, apesar de pertencer à elite cabo-verdiana, conviveu, no seu regresso à Guiné, nos anos 1950, com “alguns notáveis guineenses” e a envolver-se socialmente.

Aquele posicionamento fez como que Amílcar Cabral fosse aceite pelos guineenses, ao contrário de outros originários de Cabo Verde, na altura “a nata” da administração pública, referiu “Huco” Monteiro.

“Era bem especial, era diferente. Mas havia sempre essa contradição. É na base dessa contradição explorada pelos portugueses, instrumentalizada pelos portugueses, que se chegou  ao assassinato de Amílcar Cabral”, observou o também investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP).

Assumido “Cabralista”, designação não oficial que é dada a alguém que estuda e pratica o ideário de Amílcar Cabral, “Huco” Monteiro compreende toda a dinâmica que levou ao assassinato do líder nacionalista, por ter ocorrido num momento em que estava iminente a proclamação da independência da Guiné-Bissau, notou.

“Amílcar Cabral disse no discurso no dia 1 de Janeiro de 1973 que ele ia proclamar a independência da Guiné-Bissau. Portanto, é nesse momento que se deu todo o complot, toda a conspiração que levou à sua morte. Não morreu antes”, frisou Monteiro.

O investigador e actual dono da Universidade Colinas do Boé em Bissau não tem dúvidas em afirmar que “os portugueses se aproveitaram das contradições” motivadas pelo projecto de Cabral de unidade entre a Guiné e Cabo Verde e a iminência da independência da Guiné para “conspirarem à favor do seu assassinato”.

“Huco” Monteiro defendeu ainda que a Guiné-Bissau “está hoje como está” porque ocorreram desvios no projecto pensado por Amílcar Cabral.

“A independência da Guiné só tinha sentido na forma como foi sonhada por Amílcar Cabral. Amílcar morreu e nós perdemos completamente”, concluiu Monteiro. ANG/Lusa

 

Mudanças climáticas/Energias renováveis "única via credível" para evitar catástrofe climática – Guterres

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou, domingo, que as energias renováveis são "a única via credível" para evitar uma catástrofe climática, perante a assembleia da Agência Internacional para as Energias Renováveis, em Abu Dhabi.


"Só as energias renováveis podem salvaguardar o nosso futuro, aproximar o fosso no acesso à energia, estabilizar os preços e garantir a segurança energética", disse António Guterres nos Emirados Árabes Unidos.

No início de Janeiro, em Lisboa, o líder da ONU tinha sublinhado que "a possibilidade de mantermos um crescimento da temperatura global limitado a 1,5 (graus Celsius) está à beira de se perder e irreversivelmente".

"Com as políticas actuais, caminhamos para 2,8 graus de aquecimento global até ao final do século. As consequências serão devastadoras. Várias partes do nosso planeta ficarão inabitáveis. E para muitos, esta é uma sentença de morte", acrescentou hoje Guterres.

Segundo dados das Nações Unidas, as energias renováveis representam actualmente 30% da geração mundial de electricidade, percentagem que deve duplicar e ultrapassar os 60% até 2030.

António Guterres defendeu a necessidade de remover as barreiras de propriedade intelectual para que as principais tecnologias renováveis, incluindo o armazenamento de energia, sejam tratadas como "bens públicos globais".

Além disso, o secretário-geral da ONU instou os países a diversificar e permitir o acesso às cadeias de abastecimento de matérias-primas e componentes para fontes renováveis de energia.

Por fim, o secretário-geral pediu aos líderes políticos que acelerem a aprovação de projectos sustentáveis e destacou a importância de subsídios para as empresas de energia, bem como de investimentos públicos e privados, para concluir a transição energética.ANG/Angop

 

 Recenseamento eleitoral/ CNE revela falta de boletins, cadernetas e outros materias em   algumas mesas  nas regiões de Bafatá e Gabu

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) – A Equipa de supervisão da Comissão Nacional de Eleições(CNE) identificou no  fim de semana dificuldades em algumas mesas de recenseamento nas regiões de Bafatá e Gabu,relacionadas à falta de boletins de inscriçóes, cadernetas, toners e combustivéis.

Imagem Ilustrativo

A revelação foi feita à Rádio Sol Mansi, pela Secretária-executiva  da CNE,Felisberta Moura Vaz, no âmbito da sua visita de supervisão aos trabalhos de recenseamaneto elitoral em curso no país.

“Há dois dias que estamos no terreno, nas regiões de Gabu e Bafatá,para constantar in louco o andamento de eventuais  difucldades que existem no prcesso”, disse Mora Vaz.

Felisberta Vaz promete transmitir ao Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE) as dificuldades registadas para que as soluções para as mesmas fossem encontradas.

Moura Vaz exorta os partidos o  acompanhamento do processo, porque,  a equipa da CNE constatou que apenas quatro partidos politicos estão a  fiscalizar o processo. “E sabe-se  que a Guiné-Bissau tem mais de 40 partidos, pelo que há necessidade de todos companaharem o recensemaneto”, disse.ANG/LPG//SG