APGB
necessita de mais de 70 milhões de CFA para conclusão da pavimentação do Porto
de Bissau
Bissau,
01 Mar.13 (ANG) – O Director-geral da Administração dos Portos da Guiné-Bissau
(APGB), afirmou que estão e diligenciar junto de um banco, um empréstimo no
valor de setenta e dois milhões de francos CFA para a conclusão da segunda fase
da obra de pavimentação do Porto de Bissau.
“As
obras foram orçadas num montante de três biliões e oitocentos milhões de
francos CFA, tendo o Banco avançado logo de imediato com dois biliões e
quinhentos milhões, devendo a APGB entrar com uma verba de um bilião e
trezentos milhões como contrapartida, o que não viria a acontecer, e a empresa
executora da obra suspendeu os trabalhos”, informou.
O
director-geral da APGB disse que a paragem da obra causaria enormes prejuízos
não só para aquela instituição, assim como o Governo e ao país em geral
principalmente no período chuvoso.
“Para
tal, negociamos com a empresa executora da obra e nos pediu um montante de 150
milhões de francos CFA como condição para retomarem os trabalhos. A partir dai,
continuamos a pagar a empresa ASCOM, em várias prestações o que permitiu o andamento
normal da obra”, explicou.
Augusto
Fernando Cabi sublinhou que é urgente a conclusão da obra de pavimentação do
Porto de Bissau para permitir não só aumentar o parque dos contentores, como
criar as condições para a durabilidade das suas máquinas.
“As máquinas electrónicas de que dispomos
actualmente, acabam por estragar-se mais cedo devido as poeiras”, lamentou
aquele responsável.
Instado
a dizer sobre o propalado projecto de dragagem do Porto de Bissau, aquele
responsável afirmou que faz parte de um conjunto de acções a serem financiadas
pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), dentre as quais a
sinalização de canais, informatização de serviços e aquisição de máquinas.
“Os
trabalhos já estão muito avançados. Mas o que falta não depende de nós, mais
sim do Governo. Na última reunião que mantivemos com uma delegação do BOAD, no
passado dia 21 de Fevereiro, informamos-lhe que tudo o que tínhamos para fazer
da nossa parte, já está concluída dentre os quais a adequação dos estatutos da
APGB com as normas da OHADA”, disse.
Cabi
declarou que o estrangulamento para o início do projecto de dragagem do Porto
de Bissau, está no litígio que existia entre o Estado guineense e a empresa
portuguesa Tertir antiga gestora da ex. Guiport.
“Os
responsáveis do BOAD, souberam desse diferendo e para tal querem uma garantia
da parte do Governo de que se investiram no Porto de Bissau, não correrão o
risco de confiscação dos bens, antes da recuperação do investimento feito”,
revelou.
Augusto
Cabi frisou que durante uma visita que efectuaram recentemente ao Porto de
Leixões em Portugal, receberam a promessa de que dois técnicos virão à Bissau
brevemente para apoiar a APGB na elaboração de cadernos de encargos.
“Se
conseguimos desbloquear os fundos do BOAD, vamos iniciar primeiramente, os
trabalhos da reparação do Cais, remoção de sucatas de navios afundados e
posteriormente arrancar com a dragagem”, explicou.
Augusto
Cabi, salientou que a sua ambição é marcar a diferença com os seus antecessores.
“Estou a lutar para tornar o Porto de Bissau no mais moderno da Sub-Região.
Estou a fazer contactos para informatizar todos os serviços, bem como a colocação
da câmara de vigilância em todos os cantos para diminuir os roubos, entre
outros”, sublinhou.
O
director-geral da APGB afirmou que não corresponde a verdade o que as pessoas
dizem: que o Porto de Bissau é dos mais caros da Sub-Região, acrescentando que
a tarifas cobradas até agora, foram fixadas desde 1996.
Disse
que, de 1996 até a data presente, houve muitas variações de preços, mais foi
mantida a mesma tarifa. “As pessoas têm dificuldades em distinguir, as
diferentes taxas que são cobradas, nomeadamente, nas alfandegárias, Conselho
Nacional de Carregadores etc”, esclareceu.
Revelou
que está a diligenciar com vista ao reajustamento da tarifa do Porto de Bissau
de forma a adequa-la ao actual contexto.
ANG/ÂC
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