quinta-feira, 30 de maio de 2013

ANP aprova novo Pacto de Transição e Acordo Político

Bissau, 30 Mai. 13 (ANG) - Os deputados aprovaram, quarta-feira em Bissau, novo Pacto de Transição e Acordo Político com vista a formação de um governo inclusivo.

O documento foi aprovado com 71 votos a favor, zero contra e um abstenção, em sessão extraordinária do ano legislativo 2012/2013.

Na mesma sessão foram igualmente aprovados a Agenda Política de Transição, o Acordo de Princípio e o Relatório da Comissão Parlamentar criada para rever o Pacto de Transição e o Acordo Político agora aprovados.

Apesar do prolongamento dos trabalhos para três dias, a sessão não conseguiu eleger um novo Presidente da Comissão Nacional de Eleições, o Secretário Executivo e os secretários executivos adjuntos do mesmo órgão eleitoral, devido a falta da indigitação destas personalidades pelo Conselho Superior de Magistratura, conforme previsto nos acordos políticos.

Segundo o Presidente da ANP, Ibraima Sori a eleição do Presidente e dos secretários executivos da CNE poderá ocorrer na próxima sessão extraordinária da ANP a ser convocada dentro em breve.

No seu discurso de encerramento Sori Djalo agradeceu os deputados pela aprovação destes documentos considerados importantes para o relançamento da vida política do país e criação de um ambiente saudável com os parceiros e a comunidade internacional.

Rui Diã de Sousa, líder da bancada parlamentar do PAIGC disse à imprensa que a aprovação destes projectos-leis prova que a democracia guineense está no bom caminho.

Certório Biote da bancada do Partido da Renovação Social sublinhou que o acto simboliza um bom entendimento entre a classe política do país em relação a assuntos de interesse nacional, pelo que os deputados e a Guiné-Bissau estão de parabéns.

Os parlamentares comprometeram-se a colaborar com as autoridades judiciais na clarificação das execuções e assassinatos ocorridos no país, desde a última Lei de Amnistia à presente data, adoptar uma nova Lei de Amnistia em favor dos autores do golpe de Estado de 12 Abril de 2012.

Em relação a este ponto os deputados prometeram fazer melhor análise do assunto com vista ao seu melhor enquadramento na próxima sessão. 

FIM/ANG/ AI
 
 


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