sexta-feira, 3 de março de 2017

Diáspora


Imigrante guineense  em França  lamenta  situação política que se vive na Guiné-Bissau

Bissau, 03 Mar 17 (ANG) - um imigrante guineense que vive em França há já  36 anos considerou de lamentável a situação  de crise política que se vive na Guiné-Bissau .
 
Dembo Canté, líder das diferentes organizações africanas em França e membro da direcção do partido socialista francês , na cidade de Roubaix, Norte de França, transmitiu os seus sentimentos sobre a sua terra Natal em entrevista concedida ao correspondente em França da Radio Sintchan Occo, de Gabú.

“ A Guiné-Bissau só pode ter a paz e tranquilidade quando realmente se encarrar os valores da sociedade como o caminho para o desenvolvimento, porque na realidade o benefício comum está acima de tudo”, afirmou Canté.

Responsabilizou os políticos pelas constantes situações de crise que se vive no país, caracterizada por constantes demissões de governos, troca de acusações entre órgãos de soberania, incapacidades de lideres políticos de encontrarem soluções de consensos para o exercício governativo, tendo sublinhado que a vontade de Amílcar Cabral e do povo guineense em geral é de ver o progresso do país e que por isso é necessário que cada um trabalhe para o efeito.

Dembó Canté disse que a Guiné-Bissau está completamente desorientada sem segurança e confiança e que perdeu muitos homens de valores que podiam contribuir bastante para o desenvolvimento do país devido os constantes jogos de interesses pessoais.

Sublinhou que a Guiné-Bissau tem um bom solo e que é igualmente bastante rico em cultura, tendo recomendado a conservação da cultura guineense para gerações vindouras.

Questionado sobre o que lhe motivou a emigrar para França, Canté respondeu que foram  razões políticas, tendo explicado que a Guiné-Bissau não oferecia uma perspectiva democrática ao povo e que cada dia que passava perdia o controlo do seu destino à favor de uma pequena burguesia corrompida. 

“Escolhi a França como  país de emigração porque tinha a consciência de que aquele país é um espaço de liberdade com garantias seguras no qual ia poder expressar livremente as minhas convicções “disse aquele imigrante.

Candé defendeu que a capacidade e competência de desenvolver a Guiné são dos guineenses e que, para isso, a nação guineense precisa de homens honestos, sinceros e responsáveis.

Aquele imigrante guineense de 54 anos de idade manifestou a vontade de voltar ao país para dar o seu contributo quando os políticos demonstrarem  maturidade e responsabilidade política de modo a permitir a paz e a segurança interna.

 “Servir a Guiné será uma obrigação patriótica para mim uma vez que sou guineense de origem“, disse Canté.

Dembo Canté é um guineense que vive na França há cerca de 40 anos evoluindo no espaço jurídico e social que oferece o quadro associativo francês,  é presidente e parceiro de muitas associações em França e também membro do partido socialista francês.
ANG/AALS/SG

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