sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Comunicação Social




Organizações da classe condenam agressões contra jornalistas

Bissau, 24 Out 13 (ANG) – O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e a Casa de Imprensa condenaram Quinta-feira, com veemência, as agressões físicas levadas a cabo contra dois jornalistas do semanário “Donos da Bola”  no passado dia 20.
A condenação das agressões aos jornalistas Pedro Lucas Mendes de Carvalho e Sabino Lama Mertche vem expressa num comunicado à imprensa conjunto à que a ANG teve acesso.
O SINJOTECS e a Casa de Imprensa exigem uma investigação por parte das autoridades competentes, para que os presumíveis autores morais e materiais sejam traduzidos à justiça.
As duas organizações da classe, sob forma de queixa ao governo, referiram que  casos  de agressões físicas contra os profissionais da Comunicação Social  têm vindo a verificar nos últimos tempos.
Por essa razão, exigem as autoridades de transição a garanta de segurança aos jornalistas de forma a exercerem livremente a profissão, para o bem da democracia e do desenvolvimento.
Os dois repórteres foram agredidos por um grupo de indivíduos alegadamente armados com armas brancas e de fogo que os retiraram alguns materiais, nomeadamente computador e pen-drive.
O comunicado não se refere entretanto as circunstâncias em que os dois profissionais foram agredidos. 

ANG/JD/SG


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Internacional




Reformas na CPLP têm apoio de Angola


Bissau, 24 Out. 13 (ANG) - O secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa afirmou quarta-feira, em Luanda, que deve haver “uma CPLP para todos e não apenas para alguns”.

Murade Murargy, que manifestou a opinião após ser recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos, afirmou ter sido encorajado a prosseguir as reformas na CPLP para tornar a organização “mais forte na cena internacional”.

Além de por o Presidente angolano ao corrente das alterações em curso no quadro da “reorganização da CPLP face aos novos ventos da História em pleno século XXI”, Murade Murargy aproveitou para agradecer, pessoalmente, o apoio na sua eleição para o cargo de secretário executivo da organização que congrega países de quatro continentes, com diferentes estágios de desenvolvimento.


Murade Murargy defendeu “uma nova visão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ajustada às mudanças operadas tanto nos países-membros, como na cena internacional. 


“É preciso ter em conta que a correlação de forças no mundo se alterou e que hoje o sul onde estamos inseridos vive grandes desenvolvimentos em termos económicos, pelo que é necessário que a CPLP reveja os seus paradigmas”, disse Murade Murargy.


A situação política na Guiné-Bissau, revelou, também foi tratada no encontro com o Presidente José Eduardo dos Santos, que garantiu apoio aos esforços internacionais com vista à normalização constitucional naquele país, que é igualmente membro da CPLP. 


“Informei o Presidente sobre a situação política na Guiné-Bissau, que está a preparar o recenseamento eleitoral para realizar eleições no primeiro trimestre do próximo ano”, sublinhou Murade Murargy.

 O secretário executivo da CPLP disse ser fundamental que os países-membros “se unam e trabalhem em conjunto” para estabelecer a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau e salientou o apoio que o Presidente José Eduardo dos Santos tem dado para o bom funcionamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a realização dos objectivos que nortearam a sua criação.

in Jornal de Angola

Eleições Gerais




CEDEAO marca nova data em Dacar


Bissau, 24 Out. 13 (ANG) - Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúnem amanhã, em Dakar, no Senegal, para, entre outros assuntos em análise, combinarem nova data para as eleições gerais na Guiné-Bissau.

Na reunião vão igualmente ser analisadas a situação no Mali e a ameaça de crise pós-eleitoral na Guiné Conacri.

A CEDEAO defendia que o período de transição na Guiné-Bissau devia terminar com eleições gerais antes do final do ano, mas a pouco mais de um mês da data marcada ainda não começou a ser feito o recenseamento eleitoral.
O enviado da Organização das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, afirmou na semana passada ser “de todo impraticável” a realização de eleições gerais até ao final do ano, mas afirmou que o escrutínio não pode ser adiado para “muito depois das primeiras semanas de 2014”. 

O bloco regional ocidental também vai analisar o reforço da missão da Organização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), numa altura em que aumenta a violência naquele país, que tem marcadas eleições legislativas para 24 de Novembro depois das presidenciais de há dois meses que foram ganhas por Ibrahim Boubacar Keita.


Observadores afirmaram que os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental devem fazer um apelo à calma na Guiné Conacri, onde a oposição pede a anulação das eleições legislativas realizadas em 28 de Setembro, que deram a maioria absoluta a uma coligação de que faz parte o partido do Presidente Alpha Condé.  


Na reunião também vai ser discutida a Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada em Março, na mesma altura que foi criada a União Aduaneira dos 15 Estados-membros da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental, que deve entrar em vigor no próximo ano. 


A aprovação da TEC do bloco regional da África Ocidental pode abrir as portas para o recomeço das negociações sobre os Acordos de Parceria Económica (APE) com a União Europeia interrompidas há mais de um ano.


In Jonal de Angola

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eleições gerais




UE disponibiliza 2 milhões de Euros para apoio ao processo

Bissau, 23 Out 13 (ANG) – A União Europeia disponibilizou dois milhões de Euros para o apoio ao processo eleitoral na Guiné-Bissau.

Segundo uma nota de imprensa à que a ANG teve hoje acesso, um acordo neste sentido foi rubricado, terça-feira, em Bissau, pelo o Embaixador Joaquim Gonzalez-Ducay, chefe da delegação da EU e Gana Fofang, Coordenador Residente do PNUD.

Na ocasião, o Embaixador Gonzalez-Ducay referiu que, com esta contribuição a EU fez mais uma vez prova de seu compromisso com a paz, democracia e o Estado de Direito na Guiné-Bissau.

“Alem de mais, a EU reitera o seu firme apoio aos esforços contínuos da ONU, União Africana, CPLP, CEDEAO e de todos aqueles que trabalham para que a transição decorra num clima pacífico e democrático”, refere a nota.

Os fundos transferidos ao PNUD resultam do chamado “ instrumento de estabilidade criado pela EU para apoiar as acções dirigidas ao desenvolvimento e a consolidação da democracia “, revela a nota”.  

ANG/FESM/SG

Eleições gerais



Decisão tardia sobre modelo de recenseamento eleitoral na origem
do adiamento

Bissau, 23 Out 13 (ANG) – O representante especial do SG das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos Horta disse hoje que as eleições não terão lugar em Novembro como previsto devido a decisão, só em Agosto,  das autoridades de transição quanto ao modelo técnico a implementar para o recenseamento eleitoral.

Ramos Horta que falava hoje no programa  da RTP Africa-Forum disse a situação se deveu a evidencias de muitos interesses internos e externos com os quais as autoridades guineenses tiveram que se confrontar.

Horta considerou que não deveria haver o golpe de estado porque os militares não são detentores de toda a sabedoria.

“Hoje em dia quem manda é quem for eleito pelo povo. Se o povo concluir que não está a mandar bem faz a sua nova escolha. Não são os militares quem decide quem vai ou não ao governo”.

O representante do SG da Onu em Bissau revelou que estão já garantidos cerca de 18 milhões de dólares para as eleições, orçadas em 20 milhões de dólares, apesar da Comunidade internacioal considerar exagerado o referido orçamento.

Disse que são contribuições da  Cedeao, União Europeia, Onu entre outros e pede as autoridades para agirem com maior rapidez, para não deixar ainda mais frustrado a comunidade internacional e população guineense.

Ramos horta disse acreditar que o de 12 de Abril do ano passado será o ultimo golpe de estado na Guiné-Bissau e fundamenta: “porque os militares também aprenderam”.

Referindo-se  as denuncias de alegadas torturas às populações levadas a cabo por forças militares na sequencia dos incidentes contra a embaixada da Nigéria em Bissau e do linchamento de um cidadão nigeriano, Horta aconselha a sociedade castrense a parar com torturas física ou moral `a quem quer que seja.

“Não é competência de militares interrogar ou garantir segurança interna as populações. Essa função é dos polícias”,disse.

O ex-presidente de Timor-leste em missão das Nações Unidas na Guiné sublinhou  que as forças armadas da Guiné-Bissau são profissionais que granjearam respeito internacional, pelo que devem comportar-se como profissionais.

José ramos Horta concorda que o ex-Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, Raimundo Pereira e outros possam regressar ao pais e, se quiserem, participar livremente nas próximas eleições.

“Que eu saiba, eles não cometeram nenhum crime que lesa ao estado.  Hoje em dia até parece que muita gente se arrepende de ter havido um golpe de estado. Na minha opinião chega de hostilidade, chega de intimidações”,disse.

Ramos Horta também acredita que com boa governação dentro de cinco à dez anos a Guiné-Bissau pode ser um dos mais ricos per capita na África Ocidental “com a exportação dos seus camarões, ostras e exploração do petróleo, bauxite e fosfato”.

A nova data para eleições gerais, ao que tudo indica, será anunciada após a cimeira da cedeao que inicia esta sexta-feira em Dacar, no Senegal. 

ANG/SG