terça-feira, 7 de janeiro de 2014




Vinte e três partidos políticos vão concorrer numa única lista

Bissau, 07 Jan.14 (ANG) – Pelo menos vinte e três partidos políticos sem assento parlamentar, reunidos num fórum irão assinar esta sexta-feira, um Pacto para concorrer as próximas eleições numa única lista.

A revelação é do Presidente do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), uma das formações subscritor, António Afonso Té, em declarações exclusivas à ANG.

O líder dos republicanos disse que só depois desta assinatura é que o Fórum vai escolher o seu candidato presidencial para concorrer as próximas eleições gerais de 16 de Março.

Questionado sobre como vê o atraso do processo do recenseamento eleitoral que actualmente decorre no país, aquele dirigente político alegou que no passado sábado, todas as formações políticas do país reuniram com o Presidente da República de Transição Serifo Nhamajo, onde avaliaram conjuntamente o processo do recenseamento.

Afonso Té acrescentou que na referida reunião chegou-se a conclusão de o atraso do processo não pode por em causa a data para a realização do escrutínio.

“Se engajamos todos chegaremos a conclusão de que é possível concluir o recenseamento sem alterar a data da realização das eleições”, acredita Afonso Té.

ANG/LLA          
     

Sector Privado



Administrador do “Grupo Roterby” qualifica o ano económico 2013 de negativo

Bissau, 07 Jan.14 (ANG) – O Administrador do Grupo Roterby, qualificou de negativo o ano económico 2013, concretamente o fracasso da campanha de comercialização da castanha de caju.

Mama Saliu Lamba em entrevista à ANG afirmou que o Cajú ocupa cerca de 80 à 90 por cento das exportações do país.

“Qualquer país do mundo que importa mais, passa a ser país de consumo e dependente do exterior”, criticou, lembrando que a exportação é a maior fonte de receitas dos empresários.

 “É preciso dinheiro vivo nas mãos de pessoas para aumentar a venda dos empresários caso contrário não é bom. Isto foi uma das razões principais que nos leva a classificar o ano económico 2013 de negativo”, salientou.

Perguntado sobre o que deve ser feito para inverter a situação no presente ano 2014, Mama Saliu Lamba sublinhou que, de imediato os actores políticos devem aceitar chegar a um entendimento para que haja eleições o mais rápido possível, porque o país está sob sanções e num bloqueio total.

“Qualquer país nessa situação, a sua economia torna debilitada. Daí que as pessoas devem entender uns aos outros para permitir o país tornar-se aberto ao mundo exterior e daí os empresários passam a ter um crédito social, económico, financeiro e político desejável”, aconselhou o empresário.

Questionado sobre se é fácil ser empresário na Guiné-Bissau, Mama Saliu Lamba respondeu que não, adiantando que, escolheu essa profissão e que se sente orgulhoso.

ANG/ÂC



 
 
  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eleiçõe Gerais



Insuficiência de “tonner” dificulta trabalhos de recenseamento eleitoral, denuncia DG GTAPE

Bissau, 06 Jan.13 (ANG) - A Insuficiência de tonner para impressão de cartão eleitor nas brigadas estaria a dificultar o processo de recenseamento eleitoral em curso, esclarece hoje o Director Geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

“Eis a razão porque alguns agentes estão a recensear os eleitores sem entrega na altura dos respectivos cartões” explicou Cristiano Na Betam, em declarações a ANG e a RDN, tendo prometido que brevemente o caso será resolvido.

Questionado sobre o que se passa em relação a alguns cidadãos que foram impedidos de se recensearem por os seus documentos estarem fora de prazo, Na Betam respondeu que estas instruções não foram dadas pelo GTAPE.

“Todo o cidadão que possui uma peça de identificação deve ser atendida, mesmo se o documento estiver em desuso devem transcrever todos os dados”, esclareceu.

O DG informou que neste momento estão a funcionar 150 kits, embora dois deles com alguns problemas técnicos e pediu aos brigadistas, supervisores e técnicos para alargarem o tempo de recenseamento até as 21 horas de cada jornada.

Aquele responsável explicou ainda que o governo da Nigéria doou cerca de duzentos e cinquenta e seis kits, faltando alguns acessórios e formatação antes de serem colocados no terreno.

ANG/JD/JAM
  

Agricultura



Presidente da ANAG considera 2013 “ano negro”

Bissau, 06 Jan.14 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné, (ANAG), qualificou de “Negro” o ano 2013, em termos de desempenho das actividades da organização que dirige.

Em entrevista exclusiva à ANG sobre o balanço das actividades levadas a cabo pela ANAG durante o pretérito ano, Mama Samba Embaló disse que, 2013 é ano para esquecer dado à “instabilidade política” que atingiu fortemente os sectores sociais e económico do país.

“Para nós é um ano de insucesso, se levarmos em consideração os aspectos da campanha de comercialização da castanha de caju que decorreu de uma forma má para todos os agricultores e que teve reflexos negativos no tecido económico do país”, criticou.

Assim, espera que as coisas mudem para positiva neste 2014, ano em que decorrerão as eleições gerais e cuja campanha ira coincidir, precisamente, com a de comercialização da castanha de caju.

“É extremamente grave fazer as duas campanhas no mesmo período. Peço à Deus que nos ajude e que tudo acabe da melhor forma possível”, manifestou o Presidente da ANAG.

Mama Samba Embaló revelou que, o ano 2014 será igualmente o da realização da Assembleia Geral da organização, para a eleição dos seus novos corpos sociais, tendo em conta que, o mandato da sua Direcção terminou em 2013 e manifestou a sua indisponibilidade de concorrer a um novo mandato.

“Já remetemos esta ideia à Direcção da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), no sentido de financiar a realização de uma Assembleia Geral da ANAG, porque o nosso mandato.

Perguntado sobre o que ANAG pensa fazer este ano para melhorar o cenário do país, Mama Samba Embaló, respondeu que a missão, não se resume apenas a sua organização, mas cabe toda a sociedade guineense.

“Todos os guineenses devem trabalhar no sentido positivo para alterar as coisas. Em primeiro lugar é necessária tranquilidade, para captar o investimento exterior, porque a Guiné-Bissau depende grandemente das ajudas dos parceiros externos”, aconselhou.

A Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG), foi fundado em 1991 e legalizado no ano 1994 e conta actualmente com mais de 50 mil sócios.

ANG/ÂC