quinta-feira, 26 de março de 2015

Emigração Clandestina



Governo apresenta Documento Estratégico de Combate a Emigração clandestina aos parceiros

Bissau 26 Mar 15 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau apresentou hoje aos parceiros Bi e Multilaterais um Documento Estratégico para desencorajar os jovens guineenses a optarem pela emigração ilegal.

Na ocasião o Director Geral das Comunidades disse que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional vai, no decurso de 2015, implementar acções que mobilizarão apoios necessários o combate a este fenómeno que, segundo Luís Domingos Camará de Barros, é uma realidade desencorajadora que transgride a dignidade humana, 

O Director das Comunidades pediu a Sociedade Civil e as ONGs  para participarem neste combate, promovendo campanhas de prevenção com slogans como,” Bu Terra I Lugar Seguru  Di Vivi “ (a tua pátria é mais segura para viver).

A Campanha esta dividida em duas fases; a primeira, que começou em Janeiro ultimo termina no final deste mês, enquanto que a segunda terá lugar de Outubro a Dezembro do ano em curso.  

A divulgação dos riscos da emigração clandestina, a importância de viver e trabalhar no país de origem, contribuindo assim para o seu desenvolvimento e mudança de mentalidade para acabar com a pratica “nociva” a juventude guineense em particular, são algumas estratégias implementadas nesta luta. 

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ANG /MSC

  

    

Mesa redonda




Guiné-Bissau consolida apoio da comunidade internacional

Bruxelas,25 Mar 15 (ANG)- O Primeiro-ministro anunciou hoje em Bruxelas que o próximo passo vai ser a criação de um mecanismo de monitorização e controlo dos fundos mobilizados pelo governo.
Simöes Pereira falava à imprensa momentos apos o término dos trabalhos da mesa redonda sobre a Guiné-Bissau que decorreu sob patrocinio da Uniäo Europeia e as Nações Unidas.
“Garanti ao comissario para a cooperação e desenvolvimento da Uniäo Europeia que não é so o montante que a comunidade internacional ira colocar  a nossa disposição que vai ser objecto desta monitorização e controlo. Mesmo os recursos internos que formos capazes de arrecadar também serão submetidos a esta avaliação e controlo”, disse.
Simöes Pereira acrescentou que este controlo sera exercido através da criação de uma  estrutura transparente de gestão e numa abertura sem quaisquer reservas para o acompanhamento da Comunidade Internacional através de auditorias subsequentes a sua aplicação.
Em relação aos resultados da mesa redonda, Domingos Simöes Pereira disse que os dois objectivos perseguidos foram alcançados.
“Viemos com vários objectivos e um deles é ter de volta os nossos parceiros internacionais. Que marquem presença e sejam capazes de demonstrar disponibilidades de voltar a cooperar com a Guiné-Bissau e criar mecanismos para esse efeito”, sublinhou.
O segundo objectivo, segundo Simöes Pereira é a cobertura necessária para a implementação do programa estratégico de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
Os valores colocados a mesa(1.5 bilioes de dólares) são suficientes para fazer-mos a implementação dos planos de desenvolvimento apresentados.
As autoridades guineenses apresentaram aos parceiros da Guiné-Bissa necessidade de financiamento no valor de 2 mil milhões de dólares americanos para implementação do Plano Estrategico e operacional de desenvolvimento 2015-2020.
O montante ainda em falta(500 milhöes de dólares americano) segundo o ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins devera ser  mobilizado junto de parceiros privados.


Do enviado especial da ANG, Salvador Gomes

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mesa redonda





Balanço de meio percurso do Primeiro-ministro

Bruxelas, 25 Mar 15 (ANG) - O Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira disse estar satisfeito com o voto e demonstração de solidariedade e os anúncios de apoios que têm sido feitos pelos parceiros da Guiné-Bissau.

Simões Pereira fazia o balanço do meio percurso da mesa redonda numa conferência de imprensa em que teve que responder em português, francês e inglês as questões que lhe foram colocadas pelos jornalistas de diferentes órgãos e nacionalidades.

Pereira destacou o número das participações e a qualidade das intervenções mas sobretudo as manifestações de apoio que têm sido expressas.

“Isso faz-nos sentir muito mais confortados no sentido de que é muito importante trazer para Bruxelas uma visão estratégica e ouvir dos nossos parceiros os mecanismos necessários para construirmos as bases necessárias para um trabalho cujos frutos serão, de certeza, aqueles que estão estabelecidos”, disse.

O director-geral para Cooperação Internacional e Desenvolvimento da União Europeia disse que as autoridades guineenses apresentaram um programa ambicioso e bem feito e que pode contribuir para que a Guiné-Bissau atinja o nível de desenvolvimento desejável.

“Apoiamos este recomeço da Guiné-Bissau e estamos seguro que as novas autoridades têm todas as condições e apoio internacional necessário para fazer o trabalho necessário”, disse Frutuoso de Melo em conferência de imprensa.

Em comunicado à imprensa a União Europeia declarou a suspensão das sanções contra a Guiné-Bissau, impostas na sequência do golpe de estado de Abril de 2012, ao abrigo do chamado artigo 96.

A União europeia considera a conferência de doadores o regresso da Guiné-Bissau ao palco internacional e, na pessoa da comissária para Cooperação Internacional e desenvolvimento, Neven Mimica reiterou o compromisso de apoiar as prioridades da estratégia de desenvolvimento apresentada pelo governo.

A mesa redonda esta a ser co-presidida pela comissária Mimica, a directora-adjunta do gabinete regional para a Africa do PNUD, Ruby Sandhu-Rojon e pelo Primeiro-ministro, Simões Pereira.

Entretanto, o Secretário de Estado do Plano e Integração regional, Degol Mendes apresentou aos parceiros o Plano de Acção plurianual e o programa de investimento cujo montante de financiamento é estimado em Dois biliões de euros.

Desse montante, segundo Degol Mendes, a Guiné-Bissau esta a necessitar de 1.9 biliões de euros para financiar mais de 100 projectos.

Do enviado espacial da ANG, Salvador Gomes

Mesa redonda




Parceiros de cooperação garantem mais de um bilião de euros à Guiné-Bissau

Bruxelas, 25 Mar 15 (ANG) - Os parceiros de cooperação da Guiné-Bissau decidiram disponibilizar mais de um bilião de euros às autoridades guineenses para materializar os seus objectivos de melhorar as condições de vida das populações.

O montante foi anunciado em comunicado final da mesa redonda decorrida hoje em Bruxelas na Bélgica lido pelo ministro guineense dos negócios estrangeiros, Mário Lopes da Rosa.

Os parceiros reiteraram que esta conferência não é uma finalidade em si mas sim o ponto de partida de uma nova dinâmica e uma cooperação com vista a um melhor futuro para a Guiné-Bissau.

“Os fundos dos parceiros podem dar um impulso mas o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável serão conduzidos sobretudo pelo apoio ao sector privado, particularmente através da criação de emprego, da construção da infraestruturas e transporte do acesso à energia, de um ambiente de negócio concorrencial e seguro e de um acesso facilitado do crédito”, lê-se no comunicado.

Os participantes destacaram a necessidade de respeitar os princípios democráticos e de assegurar um diálogo inclusivo nacional bem como um processo genuíno de reconciliação incluindo todos os partidos e forças politicas.

Concordaram por outro lado em continuar a apoiar a Guiné-Bissau nos seus esforços para combater o crime organizado incluindo o tráfico de drogas, e sublinharam a importância de implementar uma reforma genuína e completa do sector da defesa e segurança, considerada crucial para uma estabilidade durável. “Apelaram a comunidade internacional para apoiar os esforços nacionais de forma inclusiva e coordenada”.

Os esforços da CEDEAO para a manutenção da paz e segurança na Guiné-Bissau através da ECOMIB (missão militar) foram louvados pelos participantes que igualmente acolheram “com agrado” a extensão do mandato da UNIOGBIS até 29 de Fevereiro de 2016.

A conferência contou com a participação de delegações de 70 países e instituições, incluindo altos representantes de instituições regionais e internacional e da sociedade civil.

Do enviado especial, Salvador Gomes