quarta-feira, 1 de abril de 2015

ANP




Mário Sami eleito Presidente da Rede Parlamentar do Ambiente e Desenvolvimento Durável

Bissau, 01 Abr 15 (ANG) - O Deputado da bancada do PAIGC, Mário Dias Sami foi eleito terça-feira presidente da Rede Parlamentar do Ambienta e Desenvolvimento Durável, com 54 votos contra os 35 do seu rival Daniel Suleimane Embalo, do PRS.

Segundo o Presidente da Comissão had-hoc para essa eleição, Domingos Alexandre de Almeida foram registados 91 votantes, um voto nulo e uma abstenção e o escrutínio sucedeu-se ao acto da apresentação da moção dos dois candidatos, num ambiente democrático e de civismo.

Após o anúncio do resultado, o candidato Daniel Suleimane Embalo da bancada do PRS reconheceu a vitória do seu rival, Mário Dias Sami, mas considerou que o jogo político entre as duas bancadas contribuiu para a sua derrota, uma vez que, segundo ele, a sua candidatura reuniu melhores requisitos para presidir a rede.

O candidato vencedor prometeu que vai fazer tudo para responder as expectativas dos deputados que votaram nele, em defesa do ambiente e desenvolvimento durável no país.

Em nome dos parceiros, o representante residente da UICN (União Internacional da Conservação da Natureza), Nelson Dias disse ser um acontecimento democrático e de tamanha importância para o ambiente guineense.

Nelson dias afirmou que a Guiné-Bissau ocupa os dois primeiros lugares no domínio do ambiente, na sub-região, na África central e ao nível mundial.

“Isso demonstra que o país tem potencialidades, pelo que a Biodiversidade deve merecer uma atenção especial”, disse.

Nelson Dias disse que uma boa gestão dos recursos do país pode contribuir para a redução da dependência externa relativamente a vários problemas, nomeadamente, a importação dos produtos alimentares e outros. 

ANG/AI /SG

Nigéria



General Buhari volta à presidência da república

Bissau, 01 Abr 15(ANG)- Os nigerianos festejam a vitória do candidato da oposição e ex-ditador Muhammadu Buhari à presidência da Nigéria. 

De acordo com resultados oficiais confirmados na manhã desta quarta-feira (1), Buhari, de 72 anos, elegeu-se com 53,9% dos votos, contra 45% do atual presidente, Goodluck Jonathan. 

Muçulmano, nascido no norte na Nigéria, o presidente eleito fez campanha defendendo a democracia e determinado a pôr um fim à corrupção e às atrocidades praticadas pelos extremistas do Boko Haram.

Muhammadu Buhari conquistou uma ampla vitória, com 2,5 milhões de votos a mais que o adversário. Em seu primeiro pronunciamento como presidente eleito, ele saudou as qualidades de "homem de Estado" de Goodluck Jonathan e o fato de o rival ter reconhecido a derrota.

 A Nigéria tem um histórico de distúrbios pós-eleitorais e, numa atitude sem precedente, Jonathan publicou um comunicado na noite de terça-feira (31) pedindo calma aos seus simpatizantes e que eles aceitassem a vitória de Buhari.

O presidente eleito concorreu pelo partido Congresso de Todos os Progressistas (APC). Buhari já dirigiu o país, mas como ditador, à frente de uma junta militar, entre 1983 e 1985. Buhari conta com a simpatia da imprensa e é visto como um homem com uma autoridade natural, capaz de combater as enormes desigualdades na primeira economia da África.

A eleição de Buhari representa uma grande esperança, principalmente no norte da Nigéria. Nos últimos anos, os habitantes da região se sentiram marginalizados durante o governo Jonathan, principalmente por causa da ação do Boko Haram. Eles esperam que com sua experiência como general, o presidente eleito vá acabar com as atrocidades cometidas há seis anos pelos extremistas islâmicos. A insurreição já deixou mais de 13 mil mortos no norte de Nigéria.

Os partidários de Buhari também têm grandes expectativas com a resolução da falta crônica de energia elétrica em várias áreas do país e com a construção de novas escolas e hospitais.

Muhammadu Buhari toma posse em Maio, marcando a primeira alternância democrática no país mais populoso da África e primeira economia do continente. Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Buhari diz que a Nigéria entrou para o grupo de nações que realizou uma votação livre e honesta, um fato histórico, segundo ele.

A União Europeia “felicitou calorosamente” a vitória de Buhari. O presidente francês, François Hollande, “saudou a determinação do povo nigeriano” e o “sentimento de responsabilidade do atual presidente, que reconheceu sua derrota”.

ANG/RFI

terça-feira, 31 de março de 2015

Nigéria/eleições



Resultados parciais colocam opositor na liderança das presidenciais

Bissau, 31 Mar 15 (ANG) - O candidato da oposição nigeriana Muhamadu Buhari lidera as eleições em oito dos 36 Estados nigerianos, segundo os primeiros resultados anunciados segunda-feira pela Comissão Eleitoral Independente (INEC). 

Os dois principals concorrentes
O actual presidente Goodluck Jonathan, que concorre com o Buhari,   saiu vencedor nos três restantes e na capital do país, Abuja, escreve Ola Awoniyi.

No entanto,   Jonathan tem uma pequena vantagem em número de votos (menos de 20.000, por enquanto). Novos resultados devem ser anunciados.

Os nigerianos, que compareceram em peso às urnas no fim-de-semana, aguardam o resultado de uma eleição presidencial muito acirrada, cujos primeiros resultados publicados não permitem antever quem sairá vitorioso.

À margem das negociações sobre o programa nuclear iraniano na Suíça, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o seu colega britânico, Philip Hammond, afirmaram que não aconteceu uma manipulação sistemática do processo eleitoral na Nigéria, mas existem "indícios preocupantes de que o processo de apuração dos votos pode ser objecto de interferências políticas deliberadas".
             
A Comissão Eleitoral Independente da Nigéria reagiu de maneira rápida e afirmou que os temores não têm fundamento e "não existe nenhuma prova de interferência política".
             
Ante o risco de violência pós-eleitoral, a União Africana (UA) fez um apelo, num comunicado, pelo recurso "aos meios legais existentes em caso de contestação dos resultados" da eleição, que segundo a organização respeitou os "princípios continentais de eleições democráticas".
            
 Neste contexto, um recorrer obrigatório foi imposto esta noite no Estado de Rivers, no sul do país, após tumultos causados pelo anúncio dos resultados locais.
             
"O governo impôs um recolher obrigatório no Estado de Rivers de 19h00 às 6h00 de hoje (de terça-feira) a fim de evitar qualquer tumulto à ordem pública em razão da situação política", declarou o porta-voz do governo, Ibim Semenitari.
             
A disputa presidencial mais acirrada desde o fim da ditadura em 1999 tem como rivais o actual chefe de Estado, Goodluck Jonathan, de 57 anos, e Muhamadu Buhari, 72, candidato do Congresso Progressista (APC).

Quase 69 dos 173 milhões de habitantes da Nigéria compareceram às urnas para escolher o presidente, os 109 senadores e 360 deputados do país de maior população da África, o maior produtor de petróleo e principal potência económica do continente.
             
Pela primeira vez os eleitores foram identificados pela impressão digital, o que em tese deveria evitar as fraudes registadas em votações anteriores.
             
Para a UA, "os processos de registo, de votação e de apuração foram, em geral, muito transparentes".
      
Analistas temem distúrbios após o anúncio dos resultados, como os que aconteceram nas eleições de 2011, que deixaram quase 100 mortos.


Angop

Navegação marítima



Presidente do IMP apela uso obrigatório de colete salva-vidas

Bissau, 30 Março 15 (ANG) - O Presidente do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) voltou a pedir aos passageiros das embarcações marítimas para fazerem sempre o uso de coletes salva-vidas, de forma a se prevenir de acidentes marítimos, sobretudo durante a quadra festiva de Páscoa.

 Carlos da Silva falava segunda-feira em conferência de imprensa, e referiu-se ao acidente marítimo ocorrido recentemente e que vitimou dois elementos dos Serviços de Fiscalização Marítima.

O Presidente do IMP explicou que o uso obrigatório de coletes salva-vidas evita as pessoas de se submergirem no mar em momentos de naufrágios.

Lembrou ainda que em todos os acidentes registados no decurso deste ano as vitimas não usavam coletes o que, obviamente, contribuiu para as suas mortes. 

“Chamamos a atenção, sempre que possível, sobre o uso obrigatório de coletes salva-vidas, mas as pessoas não respeitam as nossas ordens”, lamentou presidente de IMP.

Acrescentou que esta recomendação visa proteger as populações dos perigos verificados nos mares, acrescentando que assim sendo todos devem acatar as orientações.

Durante a conferência de imprensa Carlos Silva abordou assuntos sobre a segurança marítima, os trabalhos nas docas para recuperação de navios e circulação de pirogas para zonas insulares.

ANG/AALS/JAM/SG

Agricultura



Guiné-Bissau beneficia de 19 milhões de dólares do FIDA

Bissau, 31 Mar 15 (ANG) - O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) vai disponibilizar 19 milhões de dólares americanos para financiar projectos agrícolas na Guiné-Bissau.

Para efeito, uma delegação do governo guineense, chefiada pelo ministro de Economia e Finanças Geraldo Martins, deslocou-se segunda-feira a Dakar para rubricar um contrato com o FIDA.

Segundo um comunicado da assessoria de imprensa do gabinete do Primeiro-ministro, o referido financiamento vai, essencialmente, suportar projectos agrícolas de cultivo de arroz, pecuária e iniciativas socioprofissionais nesse domínio, nas regiões de Quinará, Tombali e Bolama Bijagós, por um período de  6 anos , a partir de Junho deste ano.

A delegação guineense integra o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural e técnicos dos dois ministérios.  

ANG/JD/SG