segunda-feira, 20 de abril de 2015

Campanha Castanha de Caju 2015





Governo indica 300 francos CFA preço base da comercialização e anuncia medidas contra exportação clandestina

Bissau, 19 Abr 15 (ANG) - O governo da Guiné-Bissau definiu 300 Francos CFA, como preço de base para a comercialização da castanha de caju na presente campanha, e anunciou um conjunto de medidas para travar a exportação clandestina através das fronteiras terrestres.

Falando este fim-de-semana em São-Domingos na cerimónia da abertura oficial da campanha de comercialização e exportação sob o lema “Tolerância Zero a Fuga de Castanha pela Fronteira”, o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, realçou a qualidade da castanha nacional, lembrando que o país se situa em 4° lugar do ranking das nações produtoras da castanha de caju.

Na sua explanação Baciro Dja justificou que as medidas dissuasoras criadas pelo executivo visam ultrapassar os vários condicionantes de ordem interna e externa e que tem dificultado a fluidez da comercialização e consequente exportação do caju guineense no mercado internacional.

No capítulo de factores interno, o governante anunciou a remoção total de barreiras tarifárias e não tarifarias que, segundo afirmou, teriam sido criadas de forma arbitrária e por entidades públicas, as quais não especificou, sem fundamento legal e nem mandato para o efeito, reduzindo assim a capacidade dos operadores nacionais em concorrer com os estrangeiros metidos na fileira de comercialização.

Por outro lado, Baciro Dja denunciou o facto de, na campanha antecedente, o Tesouro Publico ter sido lesado em mais de 90 milhões de dólares, por causa do desvio de pelo menos 70 mil toneladas de castanha registadas na altura nas fronteiras terrestres.

“Dai que apelo as autoridades concernentes a manterem-se vigilantes para evitar que se repita o mesmo episódio de 2014”, exortou o ministro que revelou ter o governo adquirido viaturas, motorizadas e bicicletas para agentes de segurança implicados na fiscalização e reforçado dispositivos de controlo e acompanhamento das operações de exportação no porto de Bissau para que a presente campanha seja um sucesso.
 
Especificou ainda que medidas contra práticas de fuga aos procedimentos administrativos serão agravadas de maneira a criar condições necessárias para melhorar o rendimento dos agricultores e satisfazer os interesses dos demais intervenientes na fileira.

O Ministro defendeu a necessidade de imprimir uma maior dinâmica nas reformas estruturais para melhorar o ambiente de negócios, conquistar a confiança dos potenciais investidores externos e externos e incentivar a transformação local do produto, agregando-lhe o seu valor acrescentado.

"Desta maneira, vamos contribuir para criação de postos de emprego para jovens e mulheres e, consequentemente, contribuir para a redução da pobreza e no crescimento económico do país", enumerou Dja.

Ainda no âmbito das medidas para facilitar a comercialização e exportação e reduzir os obstáculos aos intervenientes no sector, o Ministro do Comercio revelou que a sua instituição vai trabalhar em estreita colaboração com outros ministérios para facilitar o escoamento da castanha para o Porto de Bissau.



Assim, António Serifo Embalo revelou que foi criado uma linha verde, ou seja, os camiões carregados de castanha do interior para os armazéns de stockagem em Bissau, estarão munidos de um documento que garanta a não interrupção durante todo o percurso.

Igualmente e em colaboração com o Ministério da Economia e Finanças, o Ministério do Comercio criou um guichet único de emissão de documentos de exportação em tempo record de 3 horas e aboliu a chamada "extensão", que significa os vários locais em que se emitiam os alvarás de comercialização.

Finalmente, o Ministro do comércio referiu a introdução de mais 4 básculas para agilizar na pesagem dos camiões e garantiu que quem denunciar a exportação clandestina ira beneficiar de 40 por cento do montante resultante da venda dos meios de transporte empregues e o produto apresados.

A concluir, o ministro disse esperar que a exportação deste ano venha a atingir 200 mil toneladas.

Entretanto, quer a Associação Nacional dos Agricultores (ANAG) como a Câmara do Comercio Industria, Agricultura e Serviços (CCIAS) louvaram as medidas adoptadas pelo executivo e manifestaram sua total colaboração para o sucesso da campanha de comercialização e exportação de 2015.

ANG/JAM

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Segurança




Guiné-Bissau inicia emissão de vistos biométricos

Bissau 17 abr. 15 (ANG) – O ministro da Administração Interna procedeu hoje a entrega de equipamentos para emissão de vistos biométricos aos serviços do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.

Os materiais, conseiderados de última geração irão, segundo os especialistas ajudar no controle das documentações a darem entradas naquele serviço aeroportuário.

Na ocasião, Octávio Alves disse que agora, o pessoal ligado ao seu mministerio em serviço no aeroporto irão beneficiar de formação sobre como gerir os equipamentos em causa.

“O conjunto de equipamentos entregues hoje vai evidenciar a segurança que se quer imprimir em ralalção as entradas e saídas quer de cidadãos nacionais ou estrangeiras no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira”, afirmou o ministro.

Para o seu colega da comunicação social, a entrega dos materiais para a identificação da validade dos passaportes e a emissão de vistos da entrada ira facilitar os trabalhos do Ministério da Administração Interna.

Agnelo Regal exortou ao seu homologo da administração interna e os colaboradores a tiraram o maior proveito das novas tecnologias introduzidas no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, permitindo ao país de se colocar ao nível dos países mais desenvolvidos na matéria de segurança interna.

Os equipamentos foram adquiridos no quadro da cooperação entre a INACEP e a empresa da Eslovênia denominada CETIS e são materiais de ponta, disse ainda o ministro da comunifcação social.

“Penso que no quadro da visão de desenvolvimento 2015-2025, a Guiné-Bissau também tem que arrancar e acompanhar os progressos que ocorrem em todo o mundo”, lembrou.

ANG/FGS/JAM

Defesa e Segurança




500 Militares vão a reforma este ano, anuncia Ministra da Defesa

Bissau, 17 Abr 15 (ANG) – A ministra da Defesa Nacional anunciou quinta-feira em Bula que quinhentos efectivos ligados ao sector da defesa e segurança da Guiné-Bissau irão à reforma ainda no decurso deste ano. 

Cadi Seidi falava no âmbito de uma visita de três dias que esta a efectuar às unidades militares do interior do país, nomeadamente Mansoa, Cumeré, Bula, Gabú, Bafatá, Buba, Quebo e Banbadinca, com intuito de inteirar-se das dificuldades das mesmas. 

“Brevemente uma equipa de sensibilização do processo de desmobilização vai estar no terreno para informar as pessoas sobre como vai decorrer as desmobilizações”, informou.

“Falar da reforma não significa mandar simplesmente as pessoas para casa mas sim é proceder a reestruturação e reorganização das unidades militares”, explicou a governante que acrescenta que o processo de aposentação visa contribuir para a melhoria da vida nos quartéis. 

A ministra sublinhou, a propósito da visita que efectua, como de proceder ao diagnóstico da real situação das Unidades Militares para depois diligenciar junto das autoridades competentes soluções para as mesmas.

Por outro lado, acrescentou, a deslocação insere-se na iniciativa de mobilizar os parceiros em termos de desbloqueamento de fundos para resolver os problemas constadas nas casernas.

 “É muito lamentável a situação que estamos a constatar nas casernas visitadas”, deplorou Cadi Seidi que descreveu as casernas como em avançado estado de degradação. 

Por isso, a ministra da Defesa informou que vai transmitir o problema aos superiores hierárquicos, para, em conjunto, encontrarem solução para ultrapassar a situação. 

Seidi pediu a colaboração dos militares para o desenvolvimento do sector da Defesa e Segurança, tendo-lhe aconselhado a observarem sempre os aspectos da higiene e outros cuidados com a saúde nos quartéis e deixarem de evocar alegações como falta de materiais ou de meios financeiros.

A deslocação vem na sequência de um périplo iniciado em Julho de 2014 as unidades militares de Bissau com a mesma finalidade.

ANG/AALS/JAM

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Cooperação

Embaixada da China oferece livros científicos a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau

Bissau, 16 Abr 15 (ANG) – A Embaixada da República Popular da China ofereceu hoje um lote de cerca de 100 livros Científicos escritos em Francês, Português Chinês e Inglês a Universidade Lusófona da Guiné (ULG).

No acto da entrega, o Assessor Cinético da Universidade Rui Sá, considerou o gesto da Embaixada chinesa sinal de amizade entre este pais asiático com a Guiné-Bissau.

Disse acreditar que com os novos livros, os estudantes universitários terão a possibilidade de aprofundar seus conhecimentos da língua e cultura chinesa.

“Estes materiais vão servir sobre tudo para promover o encontro e reencontro dos estudantes guineenses com a cultura milenar da China,” frisou Rui Sá, que qualificou a China como um gigante econômica a emergir, dai a importância dos alunos aprenderem muito sobre aquele país.

O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, explicou que a oferta se enquadra no que chamou de intercâmbio educacional entre os dois povos irmãos e vai fortalecer o conhecimento dos educandos guineenses naquele estabelecimento de ensino.

Wan Ghua destacou ainda que a importância do relacionamento do seu pais com os estados membros da língua lusófonos (CPLP). “Estabelecemos já um fórum de Cooperação Econômico e Social entre a china e os países da língua Portuguesa e, logicamente, com a Guiné-Bissau incluída,” disse o Embaixador da China.

Wan Ghua revelou que a língua chinesa poderá vir a ser leccionada na Guiné-Bissau, tal como o francês e inglês, se tudo correr bem entre os governos dos dois países.

ANG/LLA

       

Roubo de Cabos no Estádio “24 de Setembro




PJ detém 23 suspeitos

Bissau, 16 Abr 15 (ANG) - A Polícia Judiciária anunciou esta quarta-feira, a detenção de mais 23 pessoas por suspeita de roubo de cabos eléctricos no Estádio Nacional “24 de Setembro” em Bissau.

Em conferência de imprensa, o Director Adjunto da Polícia Judiciária, informou ainda que entre os detidos, vinte pertencem as forças da segurança do país responsáveis pela segurança do campo e os restantes três são civis.

De acordo com Fernando Jorge da Costa, os mesmos foram traduzidos ao Ministério público para efeitos de interrogatório.

O roubo em causa, cujo prejuízo é estimado em 400 mil euros (dois milhões e seiscentos mil Francos cfa), ocorreu no final de março e de acordo com o Director do estádio, Simão da Rocha, todo o sistema eléctrico ficou danificado com o acto.

Estádio Nacional “24 de Setembro”, construído nos anos oitenta pela República Popular da China, é o maior e único campo de futebol com relva natural da Guiné-Bissau, e com capacidade para albergar 15 mil espectadores.

 ANG/QC/JAM