quarta-feira, 13 de maio de 2015

Justiça




Editor do “Doka Internacional” acusa ministra de justiça de perseguição

Bissau, 13 Mai 15 (ANG) – O editor do blogg “Dokainternacional”, Danilson Lopes Ferreira disse hoje em Bissau que está a ser vítima de perseguição por parte da ministra da Justiça da Guiné-Bissau devido a um artigo de opinião publicado no seu Blogg e que alegadamente terá insultado a governante guineense.

Em conferência de imprensa, num dos hotéis de Bissau, Danilson Lopes Ferreira disse ter sido “vítima de um sequestro no passado dia 18 de Março, a noite, levado a cabo por seis homens apoiados por uma viatura, a mando da Carmelita Pires”.

“Na Guiné-Bissau, as pessoas detidas nestas horas normalmente correm o risco de vida”, explicou tendo revelado que durante a detenção teria perdido uma soma de quatro milhões francos CFA.

 Responsabiliza a ministra da justiça pelo desaparecimento do referido dinheiro, por isso exige a devolução do mesmo, bem como do seu passaporte igualmente confiscado pelas autoridades.

“Não sou assassínio, nem pedófilo e muito menos desviei fundos públicos ”, disse o blogguer que recomenda a ministra da Justiça a parar com a perseguição contra a sua pessoa, e priorizar outros processos que envolvem casos de assassinatos.

Danilson Lopes classificou de vergonhosa o comportamento da ministra Carmelita Pires, e pediu que o seu caso fosse encaminhado para o julgamento o mais rapidamente possível. 

ANG/LPG/JAM/SG

Corte de Arvores




Populares de Mansoa elogiam recuperação de troncos nas matas

Bissau, 13 Mai 15 (ANG) – Os populares do Sector de Mansoa região de Oio elogiam o governo por ter criado a comissão técnica interministerial encarregue de localizar, confiscar e transportar os troncos de madeiras das matas para a capital Bissau.  

Falando terça-feira à ANG, naquela cidade, Alberto Mansal Djau, professor colocado no Ensino Básico Unificado “Indira Ghandi” em Mansoa disse que o Governo fez bem em recuperar as madeiras nas matas porque constituem o risco de incêndios florestas do país. 

“Muitas pessoas aventuraram neste processo de corte abusiva da madeira sem mesmo estarem preparadas, alguns mesmo com troncos nas florestas mas sem meios para os tirarem de lá “ disse Alberto Mansal que advoga castigo para os prevaricadores.

Alberto Djau considera que executivo deve mais tarde informar à população sobre a quantidade recuperada, a soma total do dinheiro resultante da venda dos troncos e como será usado para evitar especulações, porque segundo as suas palavras, quando não há informaçöes haverá a desinformação.

Por seu turno, Alfosene Sall, Carpinteiro residente em Mansoa disse que apesar de concordar com o Governo nesta empreitada, lamenta o facto salientando que, contudo, constituirá grandes sacrifícios para os carpinteiros locais que também necessitam deste produto para os seus trabalhos.

“Nós, os carpinteiros vivemos da madeira, e se o executivo levar todos os troncos para a capital o que será de nós e da nossa família”, questionou Alfosene Sall que reconhece que com a devastação das florestas o país corre o risco de sofrer da desertificação, fome e seca. 

ANG/MSC/JAM/SG

Corte de madeiras




Técnico florestal fala em prejuízo para homem, flora e fauna

Bissau, 13 Mai 15 (ANG) - O corte abusivo de madeira que se verificou recentemente no país é prejudicial para a saúde dos guineenses, a flora e a fauna nacional”.

A afirmação é de um técnico florestal colocado na região de Oio, e foi feita em entrevista exclusiva terça-feira à ANG quando falava das consequências negativas dos abates “descontrolados” de árvores verificados no período de transição.

De acordo com este técnico que pediu anonimato, o “corte descontrolado” pode pôr em causa o “necessário” equilíbrio ecológico.

A título de exemplo, afirmou que até nos anos oitenta podia-se encontrar o Leão na floresta do sector de Contuboel, na região de Bafatá, no entanto, dada a pressão sobre a natureza, de alguns anos à esta parte, aquela espécie de animal selvagem terá fugido para as repúblicas vizinhas da Guiné-Conacri e Senegal.

Sobre a medida do governo em interditar o corte de madeiras nos próximos anos, para permitir a regeneração da flora guineense, este especialista concorda com a decisão, mas no seu entender o período deve ser dilatado, para contribuir para a recuperação das espécies florestais atingidas.

Por exemplo, segundo ele, o “pau sangue”, conhecido com o nome científico de “Peterocarpus Erinaceu” pode levar um período de crescimento de mais de vinte anos para ter uma medida de 45 metros cúbicos, aptos para o seu aproveitamento económico como madeira.

Falando da importância dos arbustos na conservação da água, este técnico citou o exemplo de uma árvore de “bissilão” que pode ter a capacidade de reter dez mil litros.

“Para ter a noção da relevância da flora para nós, há anos, havia um poilão junto dum poço num dos bairros de Mansaba, no entanto, depois de esta árvore ter caído, passando pouco tempo, a referida fonte ficou seca”.

Este responsável florestal afirmou que para falar duma verdadeira conservação da flora guineense, é imprescindível a implicação das comunidades locais, através de apoios para a criação de florestas comunitárias.

Existe uma floresta deste tipo na localidade de Canquebo, no sector de Mansaba que, graças a assistência da ONG “Cafó” que opera na região de Oio, os populares desta tabanca tem uma mata livre de fogo e com diferentes espécies de árvores e vegetais conservadas.

Ainda, segundo este profissional florestal é necessária uma campanha de sensibilização, no sentido de diversificação das culturas para acabar com a monocultura de caju.

Este perito lembrou que nos princípios dos anos 80, nenhuma serração cortava troncos, sem que, em primeiro lugar, levasse a cabo a plantação de árvores para assim, assegurar a sustentabilidade destes recursos naturais.

Denunciou que quase 50 por cento das matas de mansaba teriam sido devastadas, em consequência das explorações desenfreadas da flora durante o governo de transição.

Finalmente, este responsável apelou as populações das diferentes localidades da Guiné-Bissau a protegerem as suas florestas de exploração “desenfreada”.

Segundo técnicos de conservação do ambiente, as florestas cobrem cerca de 30 por cento da superfície terrestre mundial e realiza a fotossíntese da qual depende a vida, com a produção do oxigénio, a partir do dióxido do carbono.

Além da função fotossintética, as florestas contribuem na produção de bens como, a madeira, combustível e outros derivados.

ANG/QC/JAM/SG

Parceria




Governo pede participação da CODERSIA na divulgação de suas acções

Bissau, 13 Mai 15 (ANG)- O Primeiro-ministro convidou  a CODERSIA (Conselho Para Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em África) para trabalhar com o INEP,(Instituto Nacional e Estudos e Pesquisas) num projecto de “Governo Aberto”, que consistirá em expor todo o espolio documental do governo numa sala aberta, para que mais  cidadãos possam ter acesso às informações relativas a acção governativa. 

Hoje temos uma Visão do Plano Estratégico, mas em 40 anos quantos outros foram feitos?”, questionou Simões Pereira.

Segundo um comunicado enviado à ANG pelo gabinete de comunicações e Informaçäo do Primeiro-ministro, o Chefe do governo falava numa reunião em Dacar com elementos da ONG CODERSIA, aos quais  fez o ponto de situação do país, falando do Plano Estratégico e Operacional apresentado, em Março, em Bruxelas e da necessidade de reforçar as capacidades do INEP.

“Os institutos de investigação podem jogar um papel fundamental como facilitador do diálogo interno e externo. O governo quer continuar a trabalhar com a CORDERSIA”, disse Simões Pereira.

No encontro falou igualmente o ministro, Geraldo Martins que destacou a importância que o governo atribui a CODERSIA.

CORDERSIA é uma ONG Pan-africana, sedeada em Dacar, no Senegal,   fundada em 1973, pelo professor doutor Samir Amin à que a Guiné-Bissau faz parte. Intervém em áreas de investigação política, económica, cultura, governança, formação e consultorias.

 Conta com a colaboração de vários outros países nomeadamente a Nigéria, Senegal, Gana, África do Sul, Moçambique, Camarões,Gana,Gâmbia,Uganda para alem de varias instituições.

 Segundo o chefe de programas de Investigação, o guineense, Carlos Cardoso, através do INEP já desenvolveu vários projectos de parceria  com a Guiné-Bissau. 

ANG/SG

Madeira




“Mansaba foi das zonas mais devastadas pelo corte”, reconhece madeireiro

Bissau, 13 Mai 15 (ANG) - O Sector de Mansaba foi das zonas mais devastadas por cortes desenfreadas de madeiras nos últimos dois anos na região de Oio, reconheceu segunda-feira um madeireiro e representante dos operadores económicos junto do comité técnico criado para apreender as madeiras nas matas.

“Por isso, a comissão iniciou os trabalhos da identificação, contagem e recolha de madeiras nas matas deste sector e neste momento localizaram 70 mil troncos de madeira”, disse Ussumane Camará à ANG, tendo adiantado que o trabalho da comissão se tornou tão fácil devido a colaboração dos seus colegas madeireiros, que forneceram informações úteis.

Camara acrescentou que em poucos dias de actividades a comissão cobriu pelo menos 60 por cento do território de Mansaba e os toros localizados serão depois transportados para Bissau, através de três empresas contratadas pelo governo para o efeito.

Ussumane Camara disse que a População local encarra as actividades do comité com muita apreensão, porque “certas pessoas da comunidade se envolveram directamente no abate das árvores”.

A titulo de exemplo cita o caso de Morés em que o comité da tabanca e a associação dos jovens se organizaram procedendo ao abate das árvores que depois venderam aos interessados. 

“Com os fundos recolhidos compraram 4 viaturas que hoje cobre a ligação de Mores ao resto do país”, revelou.

Aos madeireiros lançam um apelo para porem fim as suas praticas nefastas uma vez que o Estado decretou uma moratória sobre o corte de madeira no país. “Não se deve desafiar o Estado e por em causa a sua autoridade”, aconselhou.

O Comité Técnico Interministerial criado pelo executivo para a recolha de madeiras nas matas conta com elementos provenientes de vários departamentos estatais, das organizações da sociedade civil, poder tradicional e madeireiros. 

Depois de concluídos os trabalhos na região de Oio, seguir-se-ão as de Bafatá, Quinará, Tombali, Gabú e Cacheu para depois se terminar no Sector Autónomo de Bissau.

ANG/JAM/SG