sexta-feira, 1 de abril de 2016

EAGB


“Construção de novos furos na origem de falta de água em Bissau”, diz Cesário Sá
Bissau, 01 Abr 16 (ANG) – A Director-geral de Águas da Empresa de Electricidade e Águas da  Guiné-Bissau(EAGB), afirmou hoje que a falta de água que afecta a capital nos últimos dias se deve as obras de construção de três novos furos para a captação do liquido precioso.
Cesário Sá que falava em conferência de imprensa, disse que o furo de água do "Alto Crim"  capaz de fornecer mais de cem mil litros por hora, tem agora as suas capacidades reduzidas a metade devido ao seu estado avançado de degradação.
Frisou que o novo furo de água a ser construído no Alto Crim terá a capacidade de produzir 250 mil litros por hora, acrescentando que o outro depósito será construído na zona de Granja de Pessubé e um terceiro na localidade de "Pequeno Moscovo".
Questionado sobre a má qualidade de água fornecida pela EAGB, aquele responsável respondeu que tal se deve a velhice das redes de fornecimento, acrescentando que brevemente serão substituídas, graças ao apoio do projecto de Banco Mundial e que vai abranger  25 quilómetros da cobertura da capital Bissau.
Por seu lado e referindo-se as cortes de fornecimento de electricidade à que Bissau foi sujeitada nos últimos dias, o Director-geral da EAGB, Issuf Baldé revelou que agora a empresa não consegue produzir o suficiente para satisfazer a necessidade da clientela.
Disse que antes a empresa tinha capacidade de fornecer 10 megas de energia eléctrica que cobria toda a capital, mas que actualmente a cidade cresceu e o número dos consumidores aumentou pelo que  estão agora sobrecarregados.
Issuf Baldé explicou que os contadores pré-pagos de que dispõe só dão para 60 por cento dos clientes e os restos são analógicos, salientando que até a primeira quinzena do mês de Abril a empresa EAGB vai receber cerca de 12 mil contadores pré-pagos.
Afirmou ainda que as instalações dos contadores serão gratuitas, adiantando que tem promessa do governo de  aumentar mais 5 mega bytes para breve.
Baldé explicou que a central eléctrica de Bissau consome actualmente um milhão de  litros de gasóleo por mês, explicando que as vezes os camiões cisternas de combustíveis demoram a chegar por causa dos procedimentos administrativos, e que esse facto aliado a  rotura de stock provocam cortes de luz eléctrica.ANG/JD/JAM/SG
   

FUNPI

Braima Camará entrega nomes de devedores ao Ministério Publico  

Bissau,01 de Abr 16(ANG) - O Presidente da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau(CCIAS), entregou hoje no Ministério Público a lista com nomes dos empresários que contraíram dívidas junto ao Fundo de Promoção à Industrialização de Produtos Agrícolas(FUNPI).

Em declarações à imprensa depois de depositar o referido dossier, Braima  recusou aprofundar sobre o assunto por considerar ser "eticamente incorrecto" referir-se a um processo que já deu entrada na justiça.

"Entreguei um processo que achei, por bem, ser muito importante o seu esclarecimento. Ou seja, conhecer de fundo o que foi a gestão do FUNPI", explicou adiantando que espera do MP um trabalho com total rigor e isenção.

Perguntado sobre o que lhe motivou a levar para o Ministério Público o dossier dos devedores do FUNPI, Braima Camará afirmou que tem a ver com a salvaguarda da sua dignidade, honra e sentido de responsabilidade.

"Pautamos pelo exercício de cargos públicos associativos e para tal devemos ser consequentes em assumir todas as responsabilidades que essas funções requerem", disse. 

Acrescentou que o esclarecimento cabal sobre o uso deste fundo é para a CCIAS muito importante, pois ao longo de anos tem sido matéria de vários comentários.

O Presidente da CCIAS disse esperar que o povo guineense  saiba definitivamente do montante que cada governo que passou no país e alguns empresários levantaram do FUNPI desde a sua instituição em 2011. 

"Posso vos garantir que não estou de acordo com a gestão do fundo e estou igualmente de mãos limpas e de consciência tranquila nesse processo e foi por causa disso que vim fazer esta denúncia no MP", vincou Braima Camará.

O Fundo de Promoção à Industrialização de Produtos Agrícolas começou a ser implementado em 2011 e consiste em cobrar imposto de 50 francos CFA por cada quilo de castanha a ser exportada, a iniciativa em pouco tempo rendeu mais de 20 milhões de dólares americanos.

Muitos empresários duvidam da gestão do referido fundo havendo aqueles que, numa recente disputa pela presidência da CCIAS acusaram a actual direccao da CCIAS de ter feito má gestão do referido fundo. 

ANG/ÂC/JAM/SG


Drogas


Consumo e contrabando aumentam entre africanos

Bissau, 1 Abr 16 (ANG) - A África Oriental “é ponto cada vez mais importante no desembarque da heroína enviada do Afeganistão” para o continente “pelo Oceano Índico”, revela um relatório divulgado quinta-feira pelo Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O documento “O Comércio dos Opiáceos Afegãos – uma Avaliação de Base” refere o aumento do contrabando de drogas por via marítima e aérea e que os traficantes usam redes estabelecidas para o transporte de heroína e cocaína. 

 O relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes realça que as taxas de apreensão dos opiá
ceos na África Oriental continuam baixas, que cerca de 11 por cento dos consumidores das substâncias derivadas do ópio vivem em no continente africano e metade destes na África Ocidental e Central.

Os nigerianos são os detidos em maior número ao longo da rota dos Balcãs, que inclui Turquia e Grécia. 

Em relação aos países que fazem parte da CPLP, os guineenses estavam “entre os grupos de traficantes africanos pioneiros no mercado turco no início da década de 2000”.
 O relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes  diz que no mínimo 7,6 por cento dos cabo-verdianos usa ou já experimentou uma droga ilícita e menciona Moçambique e a África do Sul como dos principais destinos de opiáceos afegãos no continente.

O estudo “O Comércio dos Opiáceos Afegãos – uma Avaliação de Base” diz que “o risco das limitações da aplicação da lei são aproveitadas pelos traficantes, o que pode aumentar o tráfico e a utilização de drogas na África Austral “ e “inibir o desenvolvimento económico e social da região”.

A liamba, que continua a ser a droga mais consumida no continente africano e no mundo, é a única produzida em África para exportação em grandes quantidades, mas a heroína está a tornar-se popular em áreas que incluem a África Oriental.

O estudo lembra que o consumo de opiáceos sintéticos, como o tramadol em África,  pode aumentar o recurso a substâncias derivadas do ópio do Afeganistão se houver “uma mudança em relação à heroína”.

O relatório elaborado pelo Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes conclui que as percentagens de transmissão do HIV /SIDA e da hepatite C são reveladoras do impacto do uso da heroína na saúde pública na África Austral. 

ANG/JA

Fórum Macau


Tudo a postos para acolher encontro de empresários

Bissau, 1 Abr 16 (ANG) – O coordenador do Secretariado Técnico para realização do Encontro de Empresários da China e dos países de língua portuguesa previstas para os dias 09, 10 e 11 deste mês, em Bissau revelou hoje que chegam ao pais para este evento 150 delegações oficiais e de empresários. 

Bruno Jauad fez este anúncio numa conferencia de imprensa na qual fez o ponto de situação dos preparativos do encontro.

Segundo Jauad o encontro vai decorrer sob o lema "Plataforma para Internacionalização empresarial na África Ocidental" e visa juntar a comunidade empresarial da China e dos países de língua portuguesa para discutir aspectos relacionados com a cooperação econômica e comercial .

“Escolhemos este lema porque dentro da estratégia do governo e do Plano Estratégico Operacional Terra Ranka o país pretende captar investimentos estrangeiros, neste caso oriundos da China.”, afirmou.

Na opinião do coordenador do Secretariado Técnico, isso passa pela reforma do quadro legal e regulamentar do pais, criação de mecanismos de protecção dos investidores e dos investimentos. 

O Fórum Macau é um espaço de cooperação econômica e comercial entre a República Popular da China e os Países de Língua Oficial Portuguesa. Realiza encontros ministeriais de três em três anos na Região Administrativa de Macau.

ANG/FGS/JAM/SG

Ensino Público


Sindeprof  cumpre  nova paralisação do sector 

Bissau, 01 Abr 16 (ANG) – O Governo e o Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof), não chegaram a um acordo que pudesse evitar a  greve prevista para próxima segunda - feira, informou hoje o Presidente do Sindeprof.

Laureano Pereira que falava aos jornalistas em conferência de imprensa confirmou a nova paralisação no sector do ensino e disse que tal não se deve a  vontade do sindicato. "Estamos a ser empurrados pelo governo”, alegou.

O sindicalista adiantou que tiveram dois encontros recentemente com o governo mas que não surtiram qualquer resultado, porque, segundo disse, “o executivo limitou-se a dar promessas sem mostrar qualquer diligência feita para solucionar o problema dos docentes”.

“No memorando do entendimento assinado entre as partes, o executivo prometeu constar na proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE), nomeadamente, a harmonização de letras, o pagamento do retroactivo, problemas de efectivação dos professores, as mudanças de letras entre outros. Infelizmente não foi isso que aconteceu “ , referiu o sindicalista.

Laureano Pereira disse que não desarma enquanto o governo não resolver os problemas dos professores, principalmente no que tem a ver com o aumento de salário mínimo dos professores para 162 mil francos CFA.

A greve que inicia na próxima segunda -feira terá a duração de 10 dias e, caso não surta efeito, o sindicato ameaça desencadear uma outra de 30 dias. 

ANG/MSC/SG 










Media



Presidente do SINJOTCS recomenda superação contínua aos jornalistas 

Bissau, 01 Abr 16 (ANG) – O Presidente de Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social recomendou  quinta-feira  aos jornalistas a se empenharem no enriquecimento contínuo dos seus conhecimentos profissionais  de modo a evitarem os riscos de criar problemas à sociedade.

Mamadu Candé falava na cerimónia do encerramento de uma acção de formação sobre Equidade de Género destinada a mais de 20 mulheres jornalistas e técnicas de comunicação social que decorreu entre os dias 29 e 31 de Março, e que foi financiada pelo UNIOGBIS.

O Presidente do SINJOTECS destacou  ainda que um jornalista deve sempre ter confiança e coragem em tudo o que faz.

Por sua vez, a vice-presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social (AMPROCS) Conceição Ramos exortou as  associadas para serem mensageiras e defensoras dos seus direitos para que possam progredir nas suas carreiras.

Durante a formação foram abordados os temas ligados ao quadro legal de igualdade de género, noções e conceitos do género, participação feminina na tomada de decisão a nível dos seus órgãos.

No curso, foram igualmente debatidos os temas sobre o jornalismo feminino em momentos de crise sociopolítica, desafios e constrangimentos no exercício profissional, entre outros.

No final os participantes recomendam a emissão da carteira profissional aos profissionais da comunicação social, criação das condições necessárias para garantir a formação continua para as referidas mulheres.

Recomendam ainda a criação e aplicação das leis que protegem os trabalhos das mulheres da Comunicação Social, a promoção de intercâmbios nacionais e internacionais, distinção anual dos melhores artigos e reportagens relacionados ao género.

A referida formação culminou com a tomada de posse dos membros que compõem a direcção da AMPROCS.

ANG/AALS/SG




Justiça


Procuradoria-geral da República investiga utilização de fundos disponibilizados aos “Serviços Secretos”

Bissau,01 Abr 16(ANG) - A Procuradoria-Geral da República está a levar a cabo uma investigação no Ministério da Administração Interna sobre o destino dos fundos disponibilizados  aos serviços secretos e operacionais daquela instituição responsável pela segurança interna do país.

Segundo a Voz de América o caso está a levantar alguma crispação entre estas duas instituições, fundamentalmente por receio de algumas informações consideradas sensíveis  virem ao conhecimento publico.O Tesoureiro-geral do Ministério da Administração Interna encontra-se detido, desde o passado dia 23 a mando da Procuradoria-geral da República.

A detenção foi seguida  de buscas e apreensões de todos os documentos junto ao serviço das finanças do Ministério da Administração Interna, procedimento que ocorreu ainda esta semana e que terá indignado o Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral.

O caso, primeiro na história da Guiné-Bissau, já é do conhecimento do Primeiro-ministro, Carlos Correia, que se encontra ausente do país, enquanto que a defesa do Tesoureiro-geral interpôs quinta-feira um requerimento junto da Comissão dos magistrados da Procuradoria-geral da República, encarregue do processo, invocando a ilegalidade da detenção do seu constituinte.

Fontes da VOA dizem que os responsáveis do Ministério da Administração Internacional ponderam assumir posições contra a medida da Procuradoria-geral da República, que poderão passar pela retirada de agentes de segurança ao Procurador-geral da Republica, António Sedja Man, alegando que a “investigação” em curso nesta instituição do Estado representa uma afronta à segurança nacional.

O Gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República diz desconhecer o caso. A Comissão do Ministério Público encarregue do processo está a ser presidida pelo magistrado Cipriano Naguelin e é integrada por mais três magistrados do Ministério Público. 

ANG/VOA 

Política


PRS regressa ao parlamento depois de mais de dois meses de abandono

Bissau,01 de Abr 16(ANG) - O PRS, principal partido da oposição na Guiné-Bissau, retomou na quinta-feira os seus assentos na Assembleia Nacional Popular (ANP) depois de mais de dois meses de abandono devido à divergências com a direcção da instituição.

Segundo Inácio Correia, primeiro vice-presidente da ANP, os membros do Partido da Renovação Social (PRS) retomaram hoje os seus lugares na Comissão Permanente e "deram uma contribuição valiosa" aos trabalhos, notou.

"Felizmente tomaram parte depois do conflito. Reconsideram a sua posição, participaram e deram uma contribuição valiosa nos trabalhos", indicou Inácio Correia, referindo-se à presença dos seis deputados do PRS na reunião da Comissão Permanente.

O órgão, composto por 15 deputados, substitui os poderes da plenária da ANP durante as férias e intervalos das sessões.

Desde 18 de Janeiro que vinha sendo convocada sem a presença dos elementos do PRS, que se posicionaram contra a decisão de substituição de 15 deputados da bancada do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), no poder, cuja perda de mandato fora declarada por esta comissão parlamentar a pedido da direcção do PAIGC.

Questionado sobre os 15 deputados do PAIGC, que entretanto intentaram uma acção judicial, exigindo a sua reintegração no parlamento, Correia referiu que aqueles parlamentares foram substituídos pelo que não voltarão a ser deputados, nessa legislatura, disse.

"Os 15 deputados já foram substituídos. A Comissão Permanente decidiu pela sua substituição à luz do artigo 48.º do Regimento" da ANP, indicou.

Na reunião da Comissão Permanente de hoje marcou-se a próxima reunião da ANP para entre os dias 03 de Maio e 14 de Junho.

Prevê-se que nessa reunião seja debatida o Orçamento Geral de Estado para o ano em curso. 

ANG/Lusa

quinta-feira, 31 de março de 2016

Líbia


Governo apoiado pela ONU chega à capital para tentar "reconciliação nacional"

Bissau, 31 Mar 16 (ANG) – Membros do governo de unidade nacional para a Líbia, apoiado pelas Nações Unidas, chegaram de barco a Trípoli na quarta-feira, com o objectivo de superar a cisão entre duas autoridades rivais e unir o país, em risco de colapso. Uma comitiva de sete pessoas, incluindo o líder e futuro primeiro-ministro, Fayez Sarraj, chegou à base naval de Abusita, na capital, proveniente da Tunísia, sob fortes medidas de segurança. A viagem foi feita de barco porque o espaço aéreo sobre Trípoli esteve encerrado, numa tentativa para evitar a chegada do grupo.

A formação deste governo foi mediada pelas Nações Unidas, e um acordo entre diferentes facções políticas foi assinado em Dezembro, em Marrocos, com o objectivo de acabar com o impasse político no país, onde coexistem dois governos e dois parlamentos, bem como combater a ameaça crescente dos jihadistas do autodesignado Estado Islâmico (EI). O novo executivo foi formado na Tunísia e só agora chegou à Líbia, continuando a não ser reconhecido por nenhum dos dois executivos que deveria substituir.  

“Temos vários desafios à nossa frente, incluindo unir os líbios e remediar as divisões no país”, disse Fayez Sarraj à Reuters. Mais tarde, divulgou um comunicado onde promete anunciar nos próximos dias um programa de governo. “Vamos trabalhar para um cessar-fogo em toda a Líbia, para uma reconciliação nacional, para o regresso das pessoas deslocadas, e vamos procurar enfrentar o Estado Islâmico”, afirma.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu aos líbios que colaborem com Sarraj. “A chegada do conselho presidencial à capital representa uma oportunidade única para os líbios de todas as facções se reunirem e se reconciliarem”, disse Mogherini, citada pelo jornal britânico Guardian. A União Europeia ofereceu 100 milhões de euros como incentivo ao novo governo, caso este consiga o consenso entre as duas autoridades rivais, e o enviado especial dos Estados Unidos para a Líbia, Jonathan Winer, reiterou que o país poderá contar com a ajuda de Washington.

Já o enviado especial das Nações Unidas, Martin Kobler, saudou a chegada do novo executivo e reafirmou a disponibilidade da comunidade internacional para “fornecer o apoio e assistência” necessários para a segurança da Líbia.

Nesta quinta-feira, a situação na cidade era mais calma, mas as agências contam que Sarraj passou a noite na base naval e não há ainda certezas sequer onde irá ficar sediada no imediato a sua administração.

Com a queda de Muammar Khadafi em 2011, nenhuma autoridade conseguiu ainda controlar a totalidade do território líbio e são cada vez mais os que alertam para o risco de o país se transformar num Estado falhado. Desde 2014, coexistem na Líbia dois governos e dois parlamentos rivais – um sediado em Trípoli e outro no extremo Leste do país, em Tobruk –, ambos apoiados por milícias armadas.

O governo de Trípoli foi formado depois de uma aliança de milícias, algumas islamistas, ter invadido a capital, forçando o Parlamento saído das últimas legislativas a mudar-se para o Leste, onde se mantém desde então sob a alçada de um executivo "transitório" que foi reconhecido internacionalmente. ANG/Publico


Futebol


Campeonato de primeira divisão ainda sem data de reinício

Bissau, 31 mar 16 (ANG) – Ainda não há uma data  para a retoma dos jogos do campeonato nacional de futebol porque nao há quaisquer sinais da parte do governo para o efeito.

A revelação foi feita hoje à ANG pelo vice-presidente da FFGB, Joãozinho Mendes. Os jogos do campeonato Nacional de Futebol estão suspensos desde a 8ª jornada devido a falta de fundos para as despesas dos diferentes jogos.

“Normalmente é o governo  quem subvenciona o campeonato, mas ultimamente tem sido a federação a fazê-la, através do seu presidente que já não tem condição de continuar a financiar o campeonato. Por isso retornou a bola ao governo a quem convém reagir sobre o assunto”, explicou Joãozinho Mendes.

Disse que após os compromissos com a selecção nacional durante os dois jogos com a sua congénere do Quénia agora convém retomar os contactos com o governo com vista a retoma do campeonato de futebol.

“Chegamos ontem e ainda não deu tempo para contactar o governo,  ainda temos o balaço do último jogo no Quénia por fazer vamos posteriormente continuar o trabalho com vista a retoma dos jogos do campeonato”, assegurou o vice-presidente da FFGB

ANG/FGS/JAM/SG

Política


Sociedade Civil acredita na resolução, à curto prazo, da presente crise

Bissau, 31 Mar 16 (ANG) – O Porta-voz do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Democracia, Paz e Desenvolvimento afirmou, hoje em Bissau, acreditar na resolução, à curto prazo, da presente crise política do país.

 Mamadú Queta que falava à ANG sobre os resultados dos contactos com os partidos políticos e outros actores, na procura de solução para actual embróglio político, afirmou que nos encontros mantidos, nomeadamente com o PAIGC e PRS, estas duas formações políticas mostraram-se desponíveis ao diálogo.

“Durante esses dias, levámos a cabo vários encontros, por um lado, para termos a aproximação entre o PAIGC e o PRS e, por outro, para al
cansar um entendimento entre o PAIGC e o grupo de 15 deputados expulso desta formação política”, explicou para acrescentar que agora irão efectuar reuniões com o parlamento para que se possa retomar o seu funcionamento normal.

De seguida, assegura Mamadú Queta, o Movimento Nacional da Sociedade Civil vai promover um encontro, onde participará todas as partes desavindas, com vista a obter um acordo definitivo que ponha fim a situação “de bloqueio” do país, que está a  criar  consequências negativas, em termos sócio-económicos.

Sobre a resolução desta crise por via judicial, Mamadú Queta afirmou que, independentemente das decições dos tribunais, ela deve ter uma solução política e negociada entre as partes.

Este membro da Sociedade Civil pediu ao povo guineense para  ter a  calma e acreditar que as  instituições da República serao capazes de  ultrapassar a actual situação que considera de penosa para a Guiné-Bissau.

Por fim, Mamadu Queta exortou a comunidade internacional a continuar a promover o diálogo entre as partes, através duma “diplomacia de pressão”, não obstante declarar que a presente crise deve ser resolvida pelos “próprios guineenses”.

ANG/QC/JAM/SG

Cultura



VIIº Edição de Festival de Bubaque decorreu sem incidentes graves 

Bissau, 31 Mar 16 (ANG) – A VIIª Edição de Festival Bubaque que decorreu entre os dias 25, 26 e 27 de corrente mês, terminou sem nenhum registo de incidentes. 

A informação foi dada hoje à ANG pelo Director Artístico da Comissão Organizadora do mesmo durante um breve balanço a respeito do que foi os três dias do Festival.

Juca Delgado revelou que um dos pontos mais alto do festival, foi a forma como as forças de segurança trabalharam para evitar que aconteça qualquer incidente durante os três dias de festival.

Realçou por outro lado que todo o evento teve a cobertura da imprensa nacional assim como internacional o que possibilitou a  projecção da imagem do pais ao mundo.

De acordo com aquele responsável, o Festival deste ano reuniu  maior número de músicos em relação as edições passadas. Foram 88 artistas nacionais e internacionais que actuaram durante  três dias .

“Isso demonstra que a Comissão Organizadora, em parceria com o governo,  trabalhou afincadamente para o desenvolvimento da cultura guineense”, disse Juca Delgado.

Segundo Delgado, durante o evento, a Comissão Organizadora promoveu palestras sobre  diferentes domínios, dentre os quais, a  prevenção do HIV/Sida, Turismo e  Saúde .

Juca Delgado acrescentou que em termos de infra-estruturas o governo  colocou alguns postes de iluminação pública em Bubaque, mas para o festival deste ano a Comissão Organizadora do festival acrescentou mais trinta postes na Avenida que liga o centro de Bubaque à Praia Escadinha.

ANG/LLA/JAM/SG

Recursos florestais


Países da Sub-Região debatem  mecanismos de controlo de exploração de madeiras 

Bissau,31 Mar 16(ANG) - Representantes dos governos de seis países da África Ocidental discutem em Bissau os mecanismos de controlo de exploração das "madeiras raras", nomeadamente o Pau de Sangue, utilizado para produzir carvão e exportação em toros.

Na qualidade de anfitrião do encontro de três dias, o ministro da Agricultura guineense, Aníbal Pereira, referiu quarta-feira ser "urgente" a adoção de medidas que possam parar o abate do Pau de Sangue nos países da África Ocidental.

Falando do caso concreto da Guiné-Bissau, Pereira assinalou que em apenas oito meses entre 2012 e 2014 foram abatidos cerca de 60 mil metros cúbicos de madeira no país, com maior incidência para o Pau Sangue.

Aníbal Pereira referiu que a situação se deveu ao "período conturbado marcado pela crise político-militar" que se vivia na Guiné-Bissau, instalado na sequência de um golpe que destituiu as autoridades eleitas, instalando um governo de transição.

O encontro de Bissau, cofinanciado pelos governos guineense e senegalês, junta peritos florestais da Guiné-Bissau, Senegal, Mali, Costa do Marfim, Benim e Togo.

Sempre apontando a situação da Guiné-Bissau, o ministro guineense frisou que a floresta do país "sofreu mais nos últimos dois anos" do que em 20 anos de exploração.

"Segundo dados de que dispomos, de 1992 a 2012 o consumo total de madeira, incluindo a exportação oficial e clandestina, foi estimada em cerca de 2,1 milhões de metros cúbicos, isto é, 105 mil metros cúbicos por ano, enquanto que entre 2012 a 2014 foram exploradas cerca de 60 mil metros cúbicos com incidência em Pau de  Sangue", assinalou.

De acordo com o último recenseamento do parque florestal guineense, realizado em 1985, o país dispunha de cerca de dois milhões de hectares de florestas e um potencial de degradação situado entre 30 a 40 mil hectares por ano, afirmou Aníbal Pereira.

Decorridos 31 anos, aquele responsável estima que a superfície florestal esteja reduzida a metade.
O ministro guineense defendeu ser "imprescindível" que o país faça "rapidamente" um novo recenseamento do parque florestal e agrícola.

ANG/Lusa