terça-feira, 26 de abril de 2016

Saúde


Médicos e Anestesistas recebem formação

Bissau, 26 Abr 16 (ANG) – O Ministério da Saúde Pública e o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), através da iniciativa H4+, promoveram hoje um curso de formação para 11 médicos e 34 enfermeiros licenciados em anestesia e reanimação, no Hospital Nacional Simão Mendes.

Na cerimónia de abertura da referida formação, o Secretário de Estado de Gestão Hospitalar, Martilene Fernandes dos Santos disse que o ministério da Saúde detectou a falta de anestesistas no bloco operatório do HNSM, o que levou o governo, em colaboração direção do hospital decidiu promover a referida formação.

Por sua vez a representante da FNUAP na Guiné-Bissau Kourtoum Nacro salientou que o curso ora lançado vai contribuir para a promoção dos serviços de saúde materno-infantil de qualidade na Guiné-Bissau.

Acrescentou que a existência de técnicos de anestesiologia e reanimação irá permitir que as cesarianas e outras intervenções cirúrgicas possam ser efectuadas em melhores condições, em todas as regiões do país.

O Chefe do Serviço de Anestesiologia do HNSM, Benjamim Correia afirmou que ele é o único enfermeiro anestesista do país, mas que já se aposentou, razão pela qual pede financiamento para formar mais enfermeiros anestesistas para assegurarem a assistência aos pacientes que necessitarão de intervenção cirúrgica tanto em Bissau como nas regiões do interior.

Para aquele técnico de saúde, o serviço de anestesia não é reconhecido na Guiné-Bissau mas está inserido na medicina em toda a parte do mundo
“Não se pode falar na redução da mortalidade materno-infantil sem anestesia”, sublinhou.NG/JD/SG

Futebol/CAN 2017


Boucundji Cá pede mobilização nacional para jogo contra Zâmbia


Bissau,26 Abr 16(ANG) - O capitão da selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau, Boucundji Cá, quer que o governo comece a preparar o mais rapidamente possível o próximo jogo da selecção nacional contra a ex-campeã africana, Zâmbia.

Em comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do jogador, Cá chama a atenção para a importância do jogo e quer que sejam criadas as condições necessárias para que a equipa técnica, comandada pelos técnicos nacionais Baciro Candé e Romão dos Santos, possa reunir os seus convidados logo depois do término dos respectivos campeonatos na primeira quinzena de Maio.

"É altura de mobilizarmos todo o mundo, toda a Guiné-Bissau à volta do próximo jogo. É altura de disponibilizar meios financeiros para que a concentração para o estágio ocorra  logo depois de 15 de Maio", exortou o futebolista. 

A Guiné-Bissau recebe a 3 Junho, a Selecção da Zâmbia, no jogo referente à quarta jornada do Grupo E de qualificação para CAN2017. Os Djurtus lideram o grupo com 7 pontos.

“Enquanto capitão, gostaria que fossem criadas todas as condições para a selecção nacional. Quanto mais cedo prepararmos o jogo, melhor seria para a nossa nação. Não vai ser um jogo fácil perante uma poderosa selecção africana. Estamos atrasados, mais ainda é possível organizar melhor", disse. 

Segundo Boucundji Cá, a partida não deve ser encarada com ânimo leve ou como se tratasse de um simples jogo. Estamos a falar de um jogo que pode ser histórico para o país. 

“O nosso objectivo não será cumprido se não atingirmos a fase final da competição. Seria um erro deixar jogadores seleccionados irem de férias quando terminarem os campeonatos. Aliás, todos os profissionais  já estão com enorme vontade e ansiedade de irem a selecção".

O capitão da equipa nacional de futebol elogiou a atitude de Sami, avançado da selecção, que pediu desculpas ao povo guineense, equipa técnica e colegas pelo seu comportamento durante o penúltimo jogo frente ao Quénia, em casa. 

Na altura, o jogador, por sentir-se injustiçado, segundo disse, recusou-se a entrar na partida. 

ANG/R.Jovem

Luto nas Forcas Armadas


Chefe do Estado-Maior da Armada morre por doença prolongada

Bissau,26 Abr 16 (ANG) – O chefe de Estado-Maior da Armada, o vice-Almirante Sanha Clusse, faleceu no domingo, vítima de doença prolongada.

Sanhá Clusse, formado na antiga União Soviética, foi promovido primeiramente a título interino ao cargo de chefe do
Estado-Maior da Armada guineense, na sequência da captura pela polícia americana do então responsável pela Marinha do país, Bubo Na Tchuto, sendo mais tarde confirmado no cargo.

Fonte do Governo disse à Lusa que uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros será realizada na terça-feira para decidir que tipo de funeral e honras de Estado terá o corpo de Sanhá Clusse.

A ministra Adiatu Nandigna manteve segunda-feira uma audiência com o chefe de Estado a quem informou da morte de Clusse.

Os dois visitam hoje os militares feridos, na sequência de um acidente de viação ocorrido segunda-feira com os elementos da escolta presidencial quando José Mário Vaz chegava a Bissau oriundo da sua aldeia natal.

Alguns militares ficaram gravemente feridos e encontram-se em tratamento médico no hospital do exército.

A ministra da Defesa e o Presidente guineense deverão visitar, na terça-feira, os militares sinistrados. 

ANG/Lusa

Literatura


Novo livro em inglês sobre Guiné-Bissau  lançado em Londres

Bissau,26 Abr 16(ANG) - A diáspora guineense vai ser importante em termos de desenvolvimento da Guiné-Bissau, refere um dos autores de  um novo livro em inglês sobre o país apresentado segunda-feira em Londres.

"Se vai haver desenvolvimento do país, vai ter de relacionar-se com a diáspora, como fazem países como a China", afirmou José  Lingna Nafafé, professor na universidade de Bristol.

O académico recordou que o papel de Amílcar Cabral e dos "estudantes do Império" no movimento da independência do país e, mais tarde, de guineenses que estudaram na União Soviética e regressaram.

"O que está a acontecer atualmente é que os intelectuais que deixaram o país não estão a voltar", vincou, referindo o uso da Internet para espaço de debate e crítica das autoridades e da situação da Guiné-Bissau.

O especialista em estudos lusófonos falava na apresentação do livro "Guinea-Bissau. Micro-state to 'Narco-state'" [Guiné-Bissau. De Micro-Estado a 'Narco-Estado'"], editado por Toby Green e Patrick Chabal, este último falecido em 2014.

O evento decorreu na universidade King's College London, promovido pelo Centro de Língua e Cultura do Instituto Camões naquela instituição.

A obra conta ainda com contribuições de Joshua Forrest, Philip Havik, Marina Padrão Temudo e Manuel Bívar Abrantes, Ramon Sarró e Miguel de Barros, Aliou Ly, Christoph Kohl, Simon Massey e Hassoum Ceesay.

O objetivo do volume, segundo Toby Green, foi traçar a trajetória da Guiné entre a Independência e a atualidade, num registo acessível para todos os interessados no tema, mesmo que não sejam académicos.

"Há uma parte de História que mostra o desenvolvimento do país após a independência politicamente, economicamente e as ligações que há entre o período colonial e pós-colonial. Depois há certos capítulos que são atuais, que tratam de manifestações de crise política, de como a sociedade civil respondeu a isto e como é a situação no país", resumiu, em declarações à agência Lusa.

A referência ao termo "Narco-Estado", frisou, é feita entre aspas porque este foi um rótulo criado por organizações e pela imprensa internacional que ficou associado ao país, e cujas razões são abordadas no livro em diferentes perspetivas.

"Nós não estamos a dizer que a Guiné é um "Narco-Estado", estamos a dizer que há pessoas que disseram que a Guiné é um "Narco-Estado" e o que isso significa. É para fazer pensar", disse à Lusa. 

ANG/Lusa

Desporto


Presidente da FFGB anuncia recandidatura ao cargo

Bissau,26 Abr 16 (ANG) - O Presidente Cessante do Comité Executivo da Federação de Futebol de Guiné-Bissau, Manuel Irénio Nascimento Lopes (Manelinho) anunciou sábado que vai recandidatar-se a sua própria sucessão nas próximas eleições da organização marcadas para dia 18 de Junho próximo.

Manelinho falava a saída da reunião da Assembleia-geral extraordinária na qual foi alterada a data de eleições para dia 18 de Junho.

As referidas eleições estavam marcadas para 04 de Junho próximo.

 Manuel Irénio sustenta que a sua recandidatura é uma orientação da Confederação Africana de Futebol (CAF) para que na próxima assembleia dessa instituição possa ser membro do Comité Executivo da CAF. 

ANG/O GOLO

Crise politica


ONU junta 200 pessoas em busca de estabilidade para a Guiné-Bissau

Bissau,26 Abr 16(ANG) - As Nações Unidas vão organizar um encontro de dois dias, na quinta e sexta-feira, em Bissau, sobre a estabilidade política na Guiné-Bissau numa altura em que o partido do Governo e o Presidente da República não se entendem, noticiou a Lusa.

"Desde o início da legislatura que a questão da estabilidade tem sido mencionada", justifica a ONU, numa alusão ao ambiente político que se agravou quando o Presidente, José Mário Vaz, demitiu o Governo em Agosto de 2015.

Um grupo de deputados pretende juntar-se à oposição para formar um novo Executivo, aguardando-se novos capítulos deste conflito político quando os trabalhos parlamentares forem retomados, em Maio.

A missão da ONU em Bissau escolheu o hemiciclo para ser palco das jornadas de reflexão com o título em crioulo "No mistida i Estabilidade", ou seja, "o Nosso interesse é a Estabilidade".

"O objetivo passa por promover uma reflexão que possa apoiar as entidades da Guiné-Bissau na busca de um consenso nacional sobre a estabilidade", refere a ONU em comunicado.

O evento reunirá cerca de 200 participantes, incluindo representantes da Assembleia Nacional, Presidência da República, Governo, poder judiciário, militares, líderes tradicionais e religiosos, sociedade civil e parceiros internacionais.

Os participantes vão discutir "possíveis mecanismos de consulta e diálogo, os mecanismos geradores de confiança e esforços tendentes a facilitar o diálogo e a reconciliação nacional, bem como programas de seguimento e apropriação nacional", conclui. 

ANG/Lusa

Forcas Armadas


Guiné-Bissau volta a participar em encontro da CPLP

Bissau,26 Abr 16(ANG) - O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Biaguê Nan Tan participa de 27 a 29 de Abril, em Maputo, na 18.ª Reunião Ordinária dos CEMGFA da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou a estrutura militar em comunicado.

O encontro vai "analisar a situação político-militar" no mundo e "questões internacionais de defesa e segurança com eventuais implicações para os países membros", adiantou o gabinete do CEMGFA guineense.

Estão igualmente previstos analises de "mecanismos de resposta coordenada da CPLP a catástrofes e desastres naturais" e da revisão do "protocolo de cooperação da comunidade no domínio da defesa".
Biaguê Nan Tan saiu de Bissau no domingo tendo como destino Maputo, acompanhado pelo chefe de serviço de protocolo do Estado-Maior, major Arafam Camará.

O actual CEMGFA da Guiné-Bissau assumiu funções há ano e meio, depois de o Presidente da República, José Mário Vaz, na altura recém-eleito, ter afastado do cargo o general António Indjai.
Biaguê Nan Tan tem defendido o afastamento dos militares em relação à política, para acabar de vez com o envolvimento em golpes de Estado e limpar a imagem das forças armadas. 

ANG/Lusa

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Guiné Equatorial


 Presidente Teodoro Nguema reeleito com mais de 98 por cento dos votos - resultados provisórios 

Bissau, 25 Abr 16 (ANG) - O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema , foi reeleito para o cargo nas eleições de domingo com mais de 98 por cento dos votos, segundo dados provisórios avançados hoje, segunda-feira, pela Junta Eleitoral Nacional.

Estes primeiros dados referem-se a 231 mesas de voto de um universo de perto de 3.000 e, segundo a Junta Eleitoral Nacional, a coligação encabeçada por Obiang conseguiu mesmo, até agora, 100% de votos  nalguns pontos do país, onde a contagem
já está concluída.

As autoridades confirmaram também que a votação de domingo decorreu sem incidentes e em total normalidade.

Os resultados eleitorais finais são aguardados na quinta-feira. Nas anteriores eleições de 2009, Obiang Nguema obteve 95,37% dos votos.

Teodoro Obiang Nguema recandidatou-se a novo mandato de sete anos, à frente de uma coligação de uma dezena de forças políticas, entre elas o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), de que é líder. 

A Guiné Equatorial é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). 

ANG/Angop

Paludismo


Casos de morte pela doença baixaram em 47 por cento 

Bissau, 25 Abr 16 (ANG) – A ministra da Saúde Pública revelou hoje que casos de mortes por causa do paludismo na Guiné-Bissau baixaram em 47 por cento na Guiné-Bissau, devido ao uso de mosquiteiros impregnados, segundo o Relatório Mundial da OMS de 2014.

Cadi Seide que falava na cerimónia comemorativa do Dia Mundial de Luta contra Paludismo que se assinala hoje em todo o mundo, disse que o tema deste ano, ”Acabemos com o paludismo para o bem de todos”, foi escolhido porque trata-se de uma ocasião de reflexão de todos os implicados na luta contra este flagelo.

Afirmou que a transmissão do paludismo está presente em seis regiões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e que geralmente a população susceptível de ser infectado com o parasita, se eleva para mais de três biliões de pessoas no mundo.

“O risco da epidemia da malária é muito alto nas regiões africanas da OMS, visto que 90 por cento das mortes no mundo são registadas nesta zona. As crianças menores de cinco anos representam 78 por cento de óbitos,” informou Cadi Seidi.

Por sua vez, e em nome do representante da OMS na Guiné-Bissau, Inácio Carvalho de Alvarenga disse que os casos e as mortes devido ao paludismo na África diminuíram entre 2000 a 2015, para 42 e 66 por cento, respectivamente.

Inácio Alvarenga referiu que a OMS, em colaboração com seus parceiros, elaborou um documento de Estratégia de Combate ao Paludismo em África para 2016/2030.

 O director geral de Prevenção e Promoção da Saúde Nicolau Quintino de Almeida disse que em 2015 registaram cerca de cento e quarenta e três mil casos de paludismo no país dos quais 30 por cento são crianças menores de cinco anos.

Informou ainda que em 2015 registaram cerca de 500 óbitos, em que 133 casos são crianças menores de cinco anos e que correspondem a 28 por cento do total.

Nicolau Almeida apela a população guineense para colaborarem na luta contra o paludismo.  

ANG/JD/JAM/SG

· Futebol


Ciro “Mon di Caroca” pede reconhecimento do Estado guineense

Bissau,25 Abr 16(ANG) - O astro de futebol nacional que fazia vibrar os amantes de desporto-rei nos relvados e campos pelados do país, Círo José da Costa, pede o reconhecimento do Estado da Guiné-Bissau por tudo o que fez para o futebol nacional. 

Ciro “Mon di Caroca” como também é chamado pelos colegas, falava durante uma entrevista concedida ao jornalista guineense, Mussa Baldé, nos Açores (Portugal), onde vive actualmente desde que deixou o relvado, em 1990.

Para os que viveram o futebol na sua época, Ciro é sem dúvida o melhor jogador guineense de todos os tempos. O estilo de futebol que praticava leva a que seja considerado brasileiro em Portugal, aliás, onde, até hoje se discute a sua verdadeira nacionalidade.

Muitos adeptos de futebol que viram o “Mon di Caroca” a jogar em Portugal não sabem que é guineense até hoje.

Ciro começou a jogar em Bolama/Bijagós, depois veio para a capital (Bissau) onde se juntou à equipa do Sporting de Clube de Bissau para mais tarde mudar para tentar a sorte no solo luso.

Ciro ‘Mon de Caroca’, como é conhecido e acarinhado pelo público guineense, mesmo pelos que só ouviram falar do seu passado, considerou que na sua visão o futebol nacional está parado, isto se comparado com o atual momento.

“Dá-me dor ver o nosso futebol como está, porque na altura quando ainda estava na Guiné, o desporto estava saudável, de lá à esta parte, ficou só a gatinhar”, notou o ex craque guineense, lamentando  que “infelizmente” nada está a correr bem nessa área.

Questionado se estaria disponível, caso fosse convidado a assumir qualquer responsabilidade a nível do desporto na Guiné-Bissau, Ciro José Costa mostrou-se disponível, mas disse acreditar que esse facto vai depender de muitos condicionalismos, salientando que em primeiro lugar, se os responsáveis desportivos do país reconheceriam a sua contribuição ao país enquanto futebolista, a sua qualidade e competência.

No entender do ex-atleta, se calhar os dirigentes desportivos vêm nele um inimigo que vai tirar lugar a alguém. Contudo, disse que aceitaria voltar para o país para dar a sua contribuição para o desenvolvimento do desporto, desde que o convite tivesse “cabeça, tronco e membros”.

Ciro é considerado por muitos analistas e vozes atentos ao nosso futebol, como um dos nossos melhores futebolistas de todos os tempos. 

Nesse particular, o ex-atleta defende afirmando não se considerar melhor jogador de todos os tempos e elege o Almeida, seu antigo colega no Sporting de Bissau, o melhor detentor desse nome.

Ciro lembra que ele foi o único jogador guineense que abriu a sua negociação de contrato, a excepção de poder vir jogar pela selecção nacional, enquanto muitos só jogavam para o país quando já não tinham hipóteses de jogar na selecção portuguesa. 

Lembrou-se ainda dos antigos jogadores como Nhama, Toni Burgo, Franklin entre outros, que a seu ver foram grandes jogadores, os quais admirava muito.

O craque fez saber que a seu conceito de melhor jogador de todos os tempos, cabem na verdade, todos os atletas que deram o seu máximo para o desenvolvimento do desporto nacional, porque ninguém pode obrigar alguém a jogar como outro, o importante é cada um dar o seu máximo.

Com um tom emocionado, Ciro lembrou-se do carinho e carisma que tinha pelos amantes de futebol em geral. Mesmo os adeptos adversários confessavam a sua paixão e admiração por ele.

“Mesmo sendo adeptos das equipas adversárias, confessavam a sua admiração por mim”, contou o ex- internacional, considerando que “se viver situações como essas, faz de alguém melhor jogador de todos os tempos, então assumo esse privilégio”, conclui.

O ex – jogador da Seleção Nacional de futebol revelou que não acompanha com muita frequência os acontecimentos na Guiné-Bissau, devido ao deficitário canal de informações sobre o país no estrangeiro, por isso reconheceu que está um bocado distante do país.

Assegurou ainda que não acompanha os noticiários com frequência não por falta de interesse, mas também devido ao seu trabalho, que não lhe deixa muito tempo para acompanhar a vida nacional.

Instado a comentar a actualidade política do país, o ex-futebolista foi peremptório em afirmar que soube da crise política que assola o país ultimamente, que na sua opinião está a caminhar para a sua parte final, pelo que mostrou-se esperançado num final feliz para o bem do país.

ANG/O Democrata

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Política



Avelino Cabral nega acusações do PAIGC de que teria ameaçado os dirigentes do partido 

Bissau 22 abr. 16 (ANG) – O Conselheiro para a Defesa e Segurança do Presidente guineense e membro do Comité Central do partido, Avelino Cabral, nega as acusações do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) segundo as quais terá afirmado que os militares e os juízes estão do lado do Presidente Mário Vaz nessa crise que afecta o país.

Avelino Cabral desafia a direção do PAIGC a apresentar uma prova áudio da sua intervenção na última reunião do Comité Central do partido.

Num comunicado que distribuiu aos órgãos de comunicação social, Avelino Cabral disse que o teor do comunicado do PAIGC é falso, eivado de intriga e calúnia, visando apenas desviar a atenção da opinião pública do essencial problema interno do partido.

“Foi tornado público numa vã tentativa de misturar o nome do presidente da república em torno do debate que houve nesta reunião extraordinária do Comité Central do partido, como bode-expiatório da crise que assola o nosso grande partido que culminou com a perda da sua folgada maioria parlamentar, fruto de decisões unilaterais, ilegais e inconstitucionais da sua direção”, acusou.

Este responsável disse que a sua intervenção na referida reunião do Comité Central do PAIGC foi clara e objectiva, onde apenas se limitou a fazer uma radiografia daquilo que é a actual situação do partido e tudo pode ser confirmado na gravação áudio existente na posse do secretariado Nacional do partido.

“Caso ainda haja uma réstia de honestidade intelectual do secretariado Nacional do PAIGC, desafio-o desde já para a difusão pública do referido registro magnético da minha intervenção com vista ao apuramento da verdade dos factos”, desafiou.

No entanto, disse que em nenhuma ocasião, durante a sua intervenção, citou expressamente o nome do Presidente José Mário Vaz.

Porém, disse que apenas questionou ao presidente do PAIGC se se demitiria como teria prometido numa das reuniões com os veteranos do partido (antigos combatentes) membros do PAIGC, caso perdesse a disputa judicial contra os 15 deputados ilegal e inconstitucionalmente expulsos da Assembleia Nacional Popular (ANP).

“A minha alocução não teve o melhor acolhimento da parte da direção do partido porque andou contra a corrente numa reunião do Comité Central que mais parecia uma sessão de culto idolatra à personalidade do líder do PAIGC num estilo pouco recomendável para um partido que se quer democrático”, explicou.

Avelino Cabral garantiu aos militantes e simpatizantes do PAIGC e o povo guineense em geral de que continuará fiel aos seus princípios íntegros, defendendo sempre a verdade e que estará ao lado dos guineenses e, não de interesses duvidosos com propósitos de bloquear o país em nome de benefícios de “grupinhos”.

Segundo este membro do Comité Central, quiçá neste momento, esteja em curso um processo sumário da sua expulsão do PAIGC, “Como é timbre desta direção, sempre que vozes internas se levantam aparece um grupo de “infiéis” que assumindo como guardiões do Templo da idolatria à exigirem crucificai-o, crucificai-o, crucificai-o”, lamentou.  ANG/ FGS/SG