terça-feira, 9 de maio de 2017

Literatura


                      Bissau celebra terceira edição da kriolofunia

Bissau, 09 Mai 17 (ANG) – O país celebra de 07 a 13 do corrente mês a terceira edição da kriolofunia sob o lema “kontrada di aônti ku aôs: di Amílcar Cabral ku Zé Carlos Schwars, di garandesa ku nobresa”.
 
Segundo a Rádio Jovem, a iniciativa partiu da Universidade Amílcar Cabral em parceria com a Corubal - Cooperativa de Produção, Divulgação Cultural e Científica - e Centro Cultural Português.

Nas sessões de djumbai serão destacados os encontros e desencontros de visões e perspectivas de trabalho em Kriol, o interlinguismo e seus desafios, e a readaptação da estrutura linguística portuguesa em Kriol na esfera da comunicação social guineense.

 “A cultura e as ruas da cidade enquanto património identitário e de referência coletiva dos guineenses propõem a utilização dos lugares que possam permitir maior interatividade e possibilidades de apropriação dos espaços públicos onde o kriol é recriado e reinventado”, referiu  a Rádio Jovem.

A primeira edição centrou-se nas expressões do crioulo, a segunda sobre o debate em torno do eixo escrita-ortografia e  esta terceira está centrada nas diferentes formas de manifestação e de apropriação entre os falantes e os escritores, entre os cantantes e os recitantes e entre os “retratantes” e os “deambulantes” do Kriol. 

 A semana será preenchida com diferentes manifestações culturais, com destaque para o  teatro, lançamento de livros em kriol, sessões de poesia, debates e atuações musicais na lógica de duetos e promoção de encontros geracionais e de estilos. 

A iniciativa conta com o apoio financeiro de Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e da Super Bock. Ainda com patrocínio da Câmara Municipal de Bissau, da Caterpillar, dos Centros Culturais Português, Brasil-Guiné-Bissau, e Franco-Bissau Guineense em Bissau.
ANG/AALS/ÂC/SG

Transportes Terrestres


                      Código de Estrada em vigor há 63 anos vai mudar

Bissau,09 Mai 17(ANG) - As autoridades da Guiné-Bissau vão apresentar até ao final do mês o novo Código de Estrada do país, que não era alterado há 63 anos, informou segunda-feira o diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres , Bamba Banjai.

“Era urgente adaptar e lançar um novo código que vá ao encontro da nova política de transportes a nível mundial”, disse  Banjai.

O país rege-se desde a sua independência pelo Código de Estrada português de 1954.

O novo Código de Estrada vai ser oficialmente apresentado a 23 de maio, mas já foi publicado no Boletim Oficial da Guiné-Bissau em fevereiro de 2016.

Entre muitas alterações, os condutores na Guiné-Bissau vão passar a ser obrigados a usar cinto de segurança, a estar proibidos de falarem ao telefone enquanto conduzem, a um limite máximo de velocidade de 100 quilómetros/hora e a transportar as crianças em cadeiras próprias.

“Tudo para contribuir para a maior segurança rodoviária “, sublinhou Bamba Banjai, que em junho pretende iniciar sessões de sensibilização sobre o novo código de estrada com a presença de peritos portugueses e cabo-verdianos.

Segundo Bamba Banjai, todos os dias há problemas nas estradas da Guiné-Bissau e com o novo código as autoridades pretendem “diminuir a sinistralidade”. 
ANG/Lusa

Pescas



                     Bissau e União Europeia  negociam novo acordo

Bissau,09 Mai 17(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau e a União Europeia realizaram segunda-feira, em Bissau, a segunda ronda de negociações para um novo acordo de pesca, que deverá entrar em vigor em novembro.

Vista do Porto de Pesca de Bissau
Henrique Silva, do Ministério das Pescas da Guiné-Bissau, disse aos jornalistas que as duas partes estão a trabalhar para que o novo acordo entre em vigor a 24 de novembro.

Caso haja um entendimento, o novo acordo de pesca entre a Guiné-Bissau e a União Europeia passará a ter uma validade de cinco anos, contra os três atualmente previstos, e o Governo guineenses deverá receber uma maior compensação financeira que os atuais 9,5 milhões de euros, explicou Henrique Silva.

Segundo a Lusa, fonte ligada ao setor das pescas guineenses disse  que as autoridades guineenses esperam receber um valor superior a 10 milhões de euros.

As duas partes devem voltar a reunir-se em Lisboa entre 22 e 24 de maio, altura em que Henrique Silva espera ver alcançado um acordo que possa ser assinado.

"Há necessidade de continuarmos a discutir para que o acordo possa entrar em vigor a 24 de novembro. Há procedimentos complexos por parte da União Europeia até o acordo entrar em vigor", salientou Henrique Silva.

Emanuel Berke, representante da União Europeia ligado ao gabinete que trata dos acordos de pesca, sublinhou que as negociações com o Governo guineense atingiram uma "fase crucial", mas disse que é importante prosseguir com as negociações.

Segundo o responsável europeu, é importante que seja esclarecida a quantidade de biomassa da Guiné-Bissau para se estabelecer a quantidade das espécies que podem ser capturadas.

O acordo é "extremamente importante", mas é preciso que "tudo seja tratado com transparência", disse.

Além do prolongamento do prazo de acordo para cinco anos e da compensação financeira, as duas partes discutem também o número de marinheiros guineenses a serem admitidos nos barcos de pescas europeus, que vierem a pescar nas águas guineenses.

O acordo de parceria no setor da pesca entre a União Europeia e a Guiné-Bissau foi concluído em junho de 2007, prevendo a sua renovação por períodos de quatro anos.

O acordo permite que navios de Espanha, Portugal, Itália, Grécia e França pesquem nas águas guineenses e inclui a pesca de atum, cefalópodes (polvos, lulas, chocos), camarão e espécies demersais (linguados e garoupas).

Com o golpe militar de 12 de abril de 2012, a União Europeia suspendeu o acordo, voltando a aplicá-lo em 2014, com a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, mas só até novembro de 2017.
ANG/Lusa

Caju



Presidente da República autoriza estrangeiros a fazerem compra directa ao produtor

Bissau,09 Mai 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, insurgiu-se segunda-feira contra a medida do Governo que proíbe os estrangeiros de comprarem castanha de caju, principal produto de exportação do país, por ser "nociva à economia" guineense.
 
Em declarações aos jornalistas na vila de Prábis, nordeste de Bissau, onde presidiu à inauguração de uma escola construída com fundos da Venezuela, José Mário Vaz, comentou o andamento da campanha de comercialização da castanha de caju que disse estar fraca.

Em abril, o Governo, sob a proposta do ministro do Comércio, Victor Mandinga, aprovou uma lei que veda aos comerciantes estrangeiros a compra direta da castanha de caju ao produtor.

A lei, que ainda não entrou em vigor, tinha que ser promulgada pelo Presidente guineense, mas hoje José Mário Vaz, disse que não a promulgou pelo que não faz sentido que comerciantes da Mauritânia, China ou Índia, não estejam a participar na campanha do caju.

Tradicionalmente são aqueles comerciantes que influenciam o preço da castanha de caju.

José Mário Vaz sublinhou que se insurge contra o facto de estes não estarem na campanha a pedido de compradores e produtores guineenses, que lhe solicitaram a clarificação dos dispositivos legais sobre a campanha do caju.

"Se não há lei a proibir a estas individualidades a intervenção no mercado, significa que ninguém tem poderes de impedir as pessoas de intervirem no mercado", observou José Mário Vaz, que disse falar em nome do povo que o elegeu.

O líder guineense também considerou como inaceitável que a castanha esteja a ser comprada ao produtor na Guiné-Bissau por 500 francos CFA (cerca de 0,76 cêntimos de euro), quando a escassos quilómetros da fronteira com o Senegal o produto chega a ser comprado por 1.500 francos CFA (cerca de 2,29 euros).

José Mário Vaz pediu aos produtores guineenses para pararem de vender a sua castanha de caju, aguardando que o Estado, nos próximos dias, tome medidas corretivas no sentido de fazer subir o preço.

Para o Presidente guineense é chegada a hora de os cidadãos deixarem de maltratar outros cidadãos, apenas por malvadez, disse. 
ANG/Lusa

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Religião


Bispo de Bafatá exorta aos guineenses para pensar no bem comum

Bissau, 08 Mai 17 (ANG) – O Bispo da Diocese de Bafatá exortou este fim-de-semana aos guineenses para pensarem no bem comum e no povo porque “é o mais importante”.

Citado pela rádio Sol Mansi, Dom Pedro Zilli que falava na cerimónia de reactivação do Corpo de Escuta na cidade de Bolama, disse que qualquer escolha que os dirigentes façam devem levar sempre em conta o bem comum.

“Nas minhas orações peço sempre para dialogarem a fim de se entenderem, priorizando o mais importante, o bem da nação”, revelou o Bispo de Bafatá.

A reactivação do Corpo de Escuta, para Dom Pedro Zilli, vem demostrar que Deus e a igreja católica não abandonaram os jovens bolamenses, apesar de raras vezes os sacramentos serem realizados no interior.


A reactivação do Corpo de Escuta no sector de Bolama elevou para 17 os agrupamentos da igreja Católica na Guiné-Bissau. 

ANG/JD/JAM/SG

Desporto/Futebol


FC Cuntum empata e alonga a distância que o separa do líder Benfica

Bissau, 08 Mai 17 (ANG) - O FC Cuntum empatou em casa por 2-2 este fim-de-semana, frente a formação dos Balantas de Mansoa, e está agora a 10 pontos do líder, Sport Bissau e Benfica.

Apesar desta situação, a equipa de Cuntum continua no segundo lugar do campeonato de Futebol da 1ª Liga  que já vai na sua 17ª Jornada.

Os restantes encontros produziram os seguintes resultados: Portos de Bissau X Sport Bissau e Benfica 0-3; UDIB X Lagartos de Bambadinca 0-1; Nuno Tristão de Bula X FC São Domingos 2-1; FC Canchungo X Sporting de Bafata 1-1.

E para fechar a jornada, a partida entre o Sporting Clube de Guiné-Bissau e o FC de Pelundo e o jogo de FC de Mavegro / Etrelas de Cantanhez, foram adiadas para esta semana.

Na classificação, o Sport Bissau e Benfica mantem-se na liderança com 43 pontos, seguido de FC de Cuntum com 33 pontos, na terceira posição está o Nuno Tristão de Bula com 32 pontos e na quarta o Sporting Clube de Bafatá com 29 pontos.

Na linha de despromoção se encontram as Estrelas de Cantanhez com 12 pontos e o FC de São Domingos com 13 pontos.

Para a 18ª Jornada, estão previstos os seguintes encontros: Sport Bissau e Benfica X Mavegro, Estrelas de Cantanhez X FC de Canchungo, FC São Domingos X UDIB, 0s Balantas de Mansoa X Portos de Bissau, Lagartos de Bambadinca X Cuntum, Sporting Clube de Bafatá X Sporting Clube de Guiné-Bissau, e a jornada encerra com o encontro entre o FC Pelundo X Nuno Tristão de Bula.

ANG/LLA/JAM/SG


Crise Política


PAIGC acusa Primeiro-ministro de deturpar  sentido do comunicado da CEDEAO


Bissau,08 Mai 17 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) considera a iniciativa de reuniões com as forcas vivas do primeiro-ministro  uma tentativa de deturpar o verdadeiro sentido do Comunicado final emitido pela missão de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve recentemente no país.

A consideração  foi tornada pública em comunicado de imprensa à que Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve hoje acesso, assinado pelo secretário nacional desta formação política no país, Aly Hijazi.

No comunicado o PAIGC sustenta que a tarefa de auscultar e negociar a formação de um governo é da exclusiva competência do Presidente da República e nunca de um primeiro-ministro em “regime de inconstitucionalidade e sem expressão jurídica”.

A nota refere que o actual executivo ultrapassa largamente o período de 60 dias para sua legitimação na Assembleia Nacional Popular.

Contudo, o PAIGC disse estar pronto a negociar com o Presidente da República a aplicação, sem reserva, do Acordo de Conacri, cujo primeiro ponto será “a imediata demissão do actual primeiro-ministro e a nomeação de Augusto Olivais como primeiro-ministro” consensualmente aceite na República da Guiné-Conacri por todos os subscritores do acordo e confirmado pela CEDEAO e outras Organizações Internacionais.

Na nota, o partido de Cabral afirma que jamais aceitará que o Acordo de Conacri continue a ser alvo de “grosseiras e inadmissíveis deturpações”, cujos os objectivos só servem os interesses actualmente instalados com o fito de travar a democracia e servir fins obscuros e pessoais ou de grupos” e que nada têm a ver com os superiores interesses do povo guineense.

Uma missão da CEDEAO esteve recentemente no pais, tendo na partida deixado uma advertência para num prazo de 30 as autoridades nacionais cumprirem o Acordo de Conacri, caso contrario, solicitaria a aplicação de  sanções individuais e colectivas bem como contra instituições que desobedecessem. 

ANG/LPG/ÂC/JAM/SG



Bona/Alemanha


Negociações sobre o clima retomadas hoje

 Bissau, 08 Mai 17 (ANG) - A cidade alemã de Bona acolhe a partir de hoje uma reunião técnica de dez dias, para discutir aspectos ligados com a implementação do acordo de Paris sobre o clima, numa altura em que os Estados Unidos ameaçam abandonar o pacto que procura limitar o aquecimento do planeta.

“Temos de começar a definir de maneira operativa as disposições do Acordo de Paris” antes da 23.ª Conferência das Partes (COP23), que vai ser presidida pelas Ilhas Fiji e realizar-se em Bona no final de 2017, disse David Levaï, pesquisador do Instituto de desenvolvimento sustentável e de relações internacionais (Iddri).

Na reunião de Bona devem estar presentes peritos e representantes de 196 países e organizações internacionais.


No final de 2015 em Paris, 195 países e a União Europeia (UE) conseguiram chegar a  um acordo para combater o aquecimento global, o que implica - entre outras medidas - uma transição energética radical que substitua as energias fósseis (carvão, petróleo, gás).
A Palestina juntou-se depois à Convenção do Clima da ONU.

Em Marrakech (Marrocos), na COP22 de Novembro passado, os negociadores ficaram abalados com a eleição do céptico das mudanças climáticas Donald Trump nos Estados Unidos, mas demonstraram solidariedade e determinação para prosseguir com os seus esforços. Desde então, a nova Administração de Washington não deixou claro se quer ou não sair do Acordo de Paris, mas começou a desmantelar a política ambiental impulsionada pelo ex-Presidente Barack Obama.

A Casa Branca deve anunciar as suas intenções no final deste mês. A próxima reunião do  G20, no início de Julho, na Alemanha, também deve servir de “esclarecimento”, garantiu Laurence Tubiana, ex-negociadora francesa, para saber se o clima continua no topo da agenda dos países mais poderosos.

Os membros do G20 representam cerca de três quartos das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A reunião de Bona (8-18 Maio) vai ser “muito técnica”, mas “a especulação sobre a posição de Washington figura no topo das nossas preocupações”, disse à AFP Thoriq Ibrahim, ministro do Meio Ambiente das Maldivas, em nome dos pequenos Estados insulares.


Além da sua vontade de apoiar a exploração de energias fósseis, Trump prevê deixar de financiar o Fundo Verde para o clima, a Convenção do Clima da ONU (que supervisiona as negociações) e o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (Giec).
Apesar dos maus sinais enviados pela administração americana, alguns opinam que as negociações poderão avançar. 

“Os Estados Unidos de Barack Obama ajudaram-nos muito a construir o Acordo de Paris, mas o futuro do planeta Terra não está só nas suas costas” afirmou Laurence Tubiana, aludindo aos grandes países emergentes, como a República Popular da China (maior poluidor do planeta), Índia (4º) e Brasil. 

No entanto, a situação actual cria “um contexto difícil”, segundo opinião de Paula Caballero, do World Resources Institute, com sede em Washington, já que “agora a liderança (para uma acção em favor do clima) está muito difusa”.

Para que o Acordo de Paris possa ser plenamente aplicado a partir de 2020, várias disposições devem ser aprofundadas.

Os países têm até à COP24, na Polónia em 2018, para redigir uma espécie de manual (“livro de regras”) sobre o Acordo de Paris.

Até lá, devem decidir de que forma fazem um pré-balanço em 2018, de carácter voluntário e chamado “diálogo facilitador”. Trata-se de saber que informações devem ser dadas e com que finalidade.

Esta nova reunião foi agendada porque os cientistas consideram que os compromissos dos países adoptados antes da COP 21 implicam  um aumento médio da temperatura global de 3°C em relação à era industrial, e que as emissões devem ser reduzidas o mais rápido possível para que a subida da temperatura fique abaixo de 2°C, um nível que já traria enormes alterações em grande escala.

ANG/JA



Política




Partidos que não reconhecem governo admitem convocar manifestação

Bissau,08 Mai 17(ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, admitiu  a possibilidade de convocar uma manifestação caso os assinantes do Acordo de Conacri não cheguem a um consenso sobre a sua aplicação.

“Este prazo dado pela última missão da CEDEAO, é um prazo que serve de referência para nós todos e é importante que todos os assinantes do Acordo de Conacri vejam naquele prazo uma oportunidade de nos alinharmos com os dispositivos desse acordo”, afirmou Domingos Simões Pereira, que falava como porta-voz de um grupo de sete partidos guineenses.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um um Primeiro-ministro de consenso.

Os sete partidos, quatro dos quais com assento parlamentar, não reconhecem o atual Governo que dizem ser de iniciativa do Presidente do país, José Mário Vaz, e exigem a sua demissão.

Na última missão de avaliação da aplicação do Acordo de Conacri realizada a Bissau pela CEDEAO, a organização deu às partes em divergência 30 dias (que termina a 25 de maio) para aplicar o acordo, caso contrário serão impostas sanções.

Caso não sejam alinhadas posições entre os signatários do Acordo de Conacri, os “partidos políticos sobretudo os  representados no nosso espaço de concertação política vão de facto convocar uma manifestação porque vamos considerar que estão esgotadas todas as referências temporais necessárias para o seu cumprimento”, afirmou Domingos Simões Pereira, que falava depois de uma visita ao porta-voz do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados, Lesmes Monteiro.

Segundo  Simões Pereira, os partidos vão “pedir ao povo guineense que reclame a exoneração das atuais autoridades nacionais que deram mais do que provas suficientes da sua incapacidade, incompetência e irresponsabilidade em traduzir a vontade do povo guineense”.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD), União para a Mudança (UM), Partido da Nova Democracia (PND), Partido da Unidade Nacional (PUN), Partido de Solidariedade e Trabalho (PST) e o Movimento Patriótico formam o grupo dos sete partidos, denominado de coletivo democrático. 

ANG/Lusa



República Centro Africana


Unicef pede apoio urgente para milhares de crianças

Bissau, 08 Mai 17 (ANG) - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou no sábado que sem o reforço do apoio fica em risco “a vida e o futuro” de mais de um milhão de crianças na República Centro Africana.


“Não podemos permitir que a RCA (República Centro Africana) se torne uma crise humanitária esquecida”, afirmou Christine Muhigana, representante da UNICEF no país, citada num comunicado da organização.

“A realidade é que sem apoio suficiente não teremos capacidade para proporcionar os serviços vitais necessários para manter as crianças saudáveis, em segurança e na escola”, referiu.

Segundo a UNICEF, a recuperação da RCA é frágil e continua a ser um problema a violência esporádica e a instabilidade, estimando-se em cerca de 890 mil o número dos que tiveram de fugir das suas casas e em 2,2 milhões, metade dos quais crianças, os que precisam de assistência humanitária.

A violência e a deslocação generalizada “deixaram as crianças especialmente vulneráveis em termos de saúde, exploração e abuso”, indica o comunicado.

“Quase metade das crianças menores de cinco anos (41 por cento) sofre de má nutrição crónica que compromete o seu desenvolvimento físico e intelectual, e uma em cada sete crianças morrerão antes dos cinco anos e um terço das crianças não estão na escola”, refere a agência da ONU.

Em 2017, a UNICEF e organizações parceiras pretendiam tratar 29.585 menores de cinco anos com desnutrição aguda e dar apoio psicossocial a 50 mil crianças.

“Proporcionar a 320 mil pessoas acesso aos serviços de saúde essenciais e fornecer água potável a 450 mil pessoas deslocadas e às comunidades que as acolhem” são outros dos objectivos daquelas organizações para o corrente ano.

No entanto, a UNICEF “tem um défice de financiamento de 32,6 milhões de dólares (29,6 milhões de euros)” e a RCA é considerada um dos países “mais perigosos para o pessoal das organizações humanitárias”, com 14 incidentes envolvendo estas organizações registados apenas em Março.

“Os serviços sociais continuam a não existir em muitas zonas do país onde as organizações humanitárias têm de prestar assistência de emergência às populações mais vulneráveis”, assinalou Christine Muhigana, adiantando que “o Fundo das Nações Unidas para a Infância está a trabalhar para levar assistência humanitária a áreas afectadas pelo conflito e a trabalhar com o Governo na recuperação das zonas que são seguras”.

ANG/JA



França

Macron é o novo Presidente da República

Bissau, 08 Mai 17 (ANG) - O candidato centrista Emmanuel Macron, 39 anos, venceu domingo a segunda volta das eleições presidenciais em França com vantagem de 30 pontos percentuais sobre a sua adversária, a líder da extrema-direita Marine Le Pen, informaram as autoridades após o encerramento das urnas e quando estavam escrutinados mais de 90 por cento dos votos válidos.


Segundo as autoridades, Macron obteve 65 por cento dos votos contra 35 de Le Pen, com uma participação de 75 por cento, um dos índices mais baixos da história das eleições no país.


Os resultados de Macron, melhores do que as sondagens tinham previsto nas duas semanas entre a primeira e a segunda volta, oscilam entre 65,1 por cento, segundo o Instituto Ipsos, e os 65.9 projectados pelo Instituto Elabe, segundo a emissora “BFMTV”.

Outras pesquisas, como a realizada pelo Instituto Sofres para a “TF1” também colocaram o centrista no limite de conseguir o apoio de dois de cada três franceses.

A participação, entre 74 por cento e 75 por cento, é a mais baixa registada na segunda volta das eleições presidenciais em França desde 1969, quando Georges Pompidou foi eleito.

A candidata da extrema direita à Presidência da França, Marine Le Pen, felicitou o seu adversário pela vitória no pleito, mas afirmou que o seu partido, a Frente Nacional, conquistou um resultado histórico nas urnas.

O Presidente da França, François Hollande, saudou a eleição do seu futuro sucessor e afirmou que a vitória sobre a líder da extrema-direita reflecte o compromisso do país com os valores republicanos e europeus.

“A sua ampla vitória confirma que uma grande maioria dos nossos cidadãos querem unir-se em torno dos valores da República e marcar o seu compromisso tanto com a União Europeia como a abertura da França para o mundo”, escreveu  o Presidente numa nota.

Emmanuel Macron lançou-se na corrida presidencial francesa projectando a imagem de um político novo e descomprometido, “nem de direita nem de esquerda”, e fica na história por ter derrotado a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.

Macron, 39 anos, torna-se o Presidente mais jovem da história de França, desde Luis Napoleão Bonaparte (1848-1852), sobrinho de Napoleão Bonaparte, presidente aos 40 anos. 

ANG/JA




Cacheu


Companhia sul-coreana investe três mil milhões de francos cfa em projecto de pesca artesanal

Bissau, 08 Mai 17 (ANG) – O governo assinou no dia 02 de Maio corrente, um acordo que permite a empresa sul-coreana, investir três  mil milhões de francos cfa na reabilitação, aquisição de materiais e formação dos técnicos do projeto de pesca artesanal na região de Cacheu, norte do país.

Segundo o jornal Nô Pintcha, na cerimónia de transferência provisória da gestão do referido do projeto, por parte do governo à empresa sul-coreana, o assessor principal do ministro das Pescas, Amadu Djaló disse que o projeto irá criar 300 postos de trabalho, dentre os quais trinta diretos e permanentes.

“A decisão do governo em ceder o projeto aos coreanos é uma boa aposta, porque a experiencia demonstrou que o Estado nunca foi um bom gestor e nunca apresentou bons resultados neste domínio”, afirmou.

Para Amadu Djaló, o objetivo do referido projeto é de  abastecer o mercado interno com o pescado, melhorar o nível de vida da população local e contribuir para o desenvolvimento do sector da pesca artesanal.

“Este investimento é muito importante para o setor pesqueiro guineense, devido a sua grandeza”, disse.

Este responsável pediu o apoio e aderência das entidades implicadas e a população de Cacheu à referida iniciativa “porque vai ajudar a região a se desenvolver e a superar a pobreza dentro em breve”.

Por sua vez, o diretor-geral da Pesca Artesanal, Induta Incom disse que a maioria dos centros pesqueiros do país se encontra em degradação contínua, pelo que as  propostas de pessoas coletivas ou singulares interessadas nas suas recuperações são sempre bem-vindas.

O diretor-geral das Pesca Artesanal disse que aceitaram a proposta da empresa sul-coreana Sun Fisheries Co Ltd porque vai empregar filhos, assim como guineenses residentes de Cacheu.

“O importante é que o projeto cumpriu com todos os trâmites legais até a aprovação do orçamento da sua execução, razão pela qual as autoridades locais deverão ser informadas do propósito dos investidores”, explicou.

Para o administrador da empresa sul-coreana, Han Chang, o projeto será destinado particularmente ao emprego jovem, por isso pediu apoio dos guineenses ao projeto que acabou de ver o sonho se tornar uma  realidade.

Han Chang disse que o projeto pretende solidificar a relação entre os dois países e participar no desenvolvimento da indústria pesqueira da Guiné-Bissau.


Por último, o presidente da Associação dos Pescadores de Cacheu pediu aos implicados no processo para que não deixassem os pescadores locais voltassem  aos tempos em que faltava trabalho.

ANG/FGS/ÂC/SG

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Médias/Reforço de capacidades

“Não pode haver um Estado de Direito e nem a Democracia sem o Jornalismo” diz António Leão Rocha

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) – O Embaixador português acreditado na Guiné-Bissau, defendeu hoje que sem o Jornalismo não haverá o Estado de Direito e muito menos a Democracia.

António João Rocha que falava à imprensa, no acto de enceramento do seminário de capacitação de jornalistas, sobre “O jornalismo Cultural e Valores da Cidadania”, inciado quarta-feira, disse que os jornalistas têm um papel fundamental no que diz respeito a necessidade de manter informado a opinião pública.

Acrescentou que o papel dos jornalistas tem importância também na CPLP, uma vez que é o veículo da população da língua portuguesa.

“Os jornalistas sabem quase tudo que nos não sabemos, por isso espero que estes três dias de formação com o professor Nuno Andrade Ferreira, vos serve de arma suficiente para melhorar o vosso trabalho”, disse o Embaixador Português.

Por seu turno, o Embaixador da República de Angola residente no pais, Daniel António Rosa, revelou que o a celebração do dia Mundial da Língua portuguesa, ocorreu coincidentemente, 48 horas depois do Mundo ter celebrado mais um aniversario do dia Internacional da Liberdade de Imprensa, consagrado pela UNESCO.

“Como andamos ao nível dos Estados-membros da CPLP em termos de Liberdade da Imprensa, pensamos que os mesmos estados devem assegurar este direito para que tenhamos uma Comunidade, onde todos podem viver na aceitação reciproca das diferenças e no estrito respeito pelos valores intrínsecos da pessoa humana”, referiu Daniel António Rosa.

O diplomata angolano acrescentou que no seu país o governo tem feito muito para garantir tal liberdade em respeito aos direitos dos fazedores de opinião, e grandes mobilizadores para a participação das sociedades nos processos de decisão política e nas tarefas relevantes para a consolidação da paz e da democracia.    

A formação em que tomaram parte jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social guineenses foi realizado no quadro da celebração do dia mundial da Língua Portuguesa e da CPLP, sob orientação de jornalistas portugueses.

ANG/LLA/SG




  
  

 


VIH/SIDA/actualizada


Detectados 529  novos casos de infecção  em 2016

Bissau, 03 Mai 17 (ANG) – O laboratório de análise da clinica “Associação Céu e Terras” detectou 529  novos casos de infecção do HIV/SIDA, no decurso de 2016, e não 4.140 como por engano,haviamos anunciado.

 Segundo Noel Vieira, director executivo da Associação Ceu e Terras, foram submetidas a testes nesse ano um total de 4140 pessoas.

Vieira precisou que das 2861 gravidas testadas 232 deram positivo com infecções por virus tipo 1 e 2.

Das 953 pessoas que ofereceram para fazer teste voluntário para reconhecer seu estado serológico, 162 confirmaram positivos.

Os 124  testes realizados noutros centros que deram positivos a clinica Céu e Terras realizou outro teste para confirmar ,em resultados detectou-se 121 infectados.

 “Teste de crianças nascidas de mães seropositivas e que fizeram a terapia para evitar a transmissão do VIH de Mãe para Filho (PTMF) são 78 pessoas e houve um caso positivo”, diz o relatório dessa organização.

De acordo com o documento, 83 doentes de SIDA, dos quais um homem, e que se encontram num estado de extrema fraqueza beneficiam de apoio nutricional do centro durante todo o ano.

O relatório da Associação Céu e Terras refere que durante 2016 foram distribuídos 28.612 preservativos masculinos. 

ANG/JD/JAM/SG