segunda-feira, 22 de maio de 2017

Segurança Alimentar




Programa Alimentar Mundial recusa ligação com o arroz a venda no país 

Bissau, 22 Mai 17 (ANG) – O Programa Alimentar Mundial (PAM) nega que o chamado “arroz do pam” vendido no mercado seja da organização.

Em comunicado distribuído à imprensa, a organização alerta que o referido arroz não tem nada a ver com o arroz que disponibiliza às crianças mal nutridas, cantinas escolares e doentes de sida.

“O arroz disponibilizado pelo PAM é de grão comprido, doado pelos Estados Unidos da América, e embalado em sacos brancos com as seguintes escritas: UNSA e USDA (US Departamento da Agricultura) ”,refere o comunicado.

A organização declara que vai processar judicialmente qualquer pessoas descoberta no desvio do arroz que fornece ao país.

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No documento, o PAM refere que apoia o governo na área da segurança alimentar e actualmente fornece assistência à mais de 200 mil pessoas no país e com previsão de atingir 365 mil pessoas nos finais de 2020. 

Pede a colaboração de todas as pessoas no sentido de denunciarem a utilização indevida do verdadeiro arroz do PAM através do número 3344.

Na Guiné-Bissau, conforme o comunicado de imprensa, a organização trabalha em parceria com o governo, instituições nacionais, académicos, ONGs, organizações do sistema das Nações Unidas para melhorar a situação nutricional das crianças de 6 a 59 meses e pessoas com VIH/ SIDA, Tuberculose e das pessoas mais vulneráveis.  


ANG/LPG/ÂC/SG

   

Ambiente




               IBAP realiza Jornadas sobre Ambiente e Biodiversidade



Bissau, 22 Mai. 17 (ANG) – O Ministério do Ambiente através do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas(IBAP) e outras instituições de gestão ambiental e turísticos do país realizam  Jornadas sobre  Ambiente, Biodiversidade e Oceanos, de 12 de Maio à 08 de Junho do ano em curso com diversas actividades de sensibilização ambiental, sob o lema “Tambor de Alerta” no seio dos decisores políticos, jovens e o público em geral.

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Segundo uma nota produzida pelos organizadores da jornada, enviada a ANG, o objectivo desta iniciativa visa alertar os decisores políticos, a camada mais jovem e o público em geral sobre a importância da utilização sustentável da biodiversidade biológica, dos oceanos, a proteção do meio ambiente e os desafios da sua conservação no país.

“Na base destes princípios, pretende-se com esta iniciativa atingir os seguintes objectivos, nomeadamente, traçar perspectivas e parcerias com escolas, universidades, casernas militares, marinha nacional no âmbito da educação e sensibilização, sobre as problemáticas debatidas no sector”, refere o comunicado.

Na carta, os organizadores afirmam que pretendem expor ao público, entre outros, os produtos da biodiversidade através de exposições, filmes e debates.

Serão realizadas excursões a sítios de importância ambiental no país para melhor fazer compreender as ameaças e a dinâmica de funcionamento do ecossistema local.

Por fim, o comunicado refere ainda que haverá uma projecção de filmes sobre biodiversidade nacional e internacional, com quatro actos centrais nos dias-chaves, nomeadamente, o dia mundial das aves migradoras, da biodiversidade biológica, do ambiente e dos oceanos.  

ANG/FGS/ÂC/SG

Mansoa/ Educação



Escolas de autogestão fecham portas em solidariedade com a greve nas escolas públicas   

Bissau 22 Mai 17 (ANG) – Doze escolas em regime de autogestão do sector de Mansoa, região de Oio, norte do país fecharam as suas portas hoje em solidariedade com os alunos das escolas públicas do país em greve já há uma semana.

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Segundo a Rádio Sol Mansi um dos coordenadores das referidas escolas disse que fizeram uma análise em conjunto com as missionárias e alguns pais dos alunos sobre a paralisação das escolas públicas, e tendo em conta que não vão poder aderir à esta paralisação durante o todo o periodo de greve decidiram não funcionar esta segunda-feira em solidariedade com as escolas públicas.

Domingos Có explicou que as escolas de autogestão funcionam em parceria com o Ministério da Educação como proprietário, a missão católica e a comunidade, salientando que apesar de tudo querem mostrar aos líderes dos sindicatos do sector de ensino que estão juntos nesta luta.

“Aproveitamos para apelar aos dirigentes dos dois sindicatos do sector educativo  a manterem a postura que têm vindo a ter para poder dignificar a classe dos docentes guineenses.Os nossos colegas da saúde sempre que vão à greve as suas reivindicações são atendidas porque não dos professores? “,questionou.

Aquele docente exortou aos sindicatos do sector educativo  para não dar benefícios de dúvida aos governantes que depois não resolvem ou cumprem os acordos, salientando que se a escola é prioridade como afirmam nos seus discursos, devem dar atenção especial à educação.

As 12 escolas do sector de Mansoa contam no total com cerca de 4 mil alunos e 50 professores.  

ANG/MSC/ÂC/SG



Economia


           FMI desbloqueia  3,7 milhões de euros para a Guiné-Bissau

Bissau,22 Mai 17(ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) acordou com a Guiné-Bissau a transferência de uma tranche de 3,7 milhões de euros do empréstimo em curso ao país, depois de uma visita técnica que terminou na sexta-feira.

“A recuperação da atividade económica iniciada em 2015 está a prosseguir e a consolidar-se. O crescimento está a ser apoiado pela alta dos preços do caju, o aumento da atividade de construção e melhorias contínuas no abastecimento de eletricidade e água”, refere o FMI.

No entanto, a manutenção deste crescimento obriga o poder político a manter `esforços para preservar e fortalecer a disciplina orçamental e avançar nas reformas estruturais´, avisa a equipa do FMI, liderada por Tobias Rasmussen.

No comunicado final, o FMI explicou que as discussões com as autoridades foram centradas nas `principais medidas de disciplina orçamental assentes na melhoria da mobilização de recursos e no reforço do controlo da despesa´.

Por outro lado, o FMI registou “progressos significativos na gestão das finanças públicas”, dando como exemplo a `institucionalização de um Comité de Tesouraria operacional´, que `permitiu um melhor controlo da despesa´.

A isso somaram-se melhorias na administração tributária e aduaneira que `contribuíram para o reforço da arrecadação da receita´, salientou a organização internacional.

Contudo, para manter esta `trajetória económica positiva serão necessários esforços contínuos para manter e reforçar a disciplina orçamental e prosseguir com as reformas estruturais´.

Entre essas medidas, o FMI destaca a necessidade de `garantir o rigoroso cumprimento do processo da aprovação do orçamento, reforçar a gestão da dívida pública, enfrentar as pressões financeiras provenientes do sector energético e permitir variações nos preços dos combustíveis internos em linha com os preços internacionais´.

Na produção de caju, uma produção agrícola decisiva para a saúde económica do país, é ´igualmente importante assegurar um ambiente de competitividade saudável´ e `eliminar as incertezas em torno do quadro regulamentar´ do setor.

A proposta de transferência de mais esta tranche do plano de financiamento aprovado em 2015, e que pode atingir os 21 milhões de euros, deverá agora ser aprovada pelo conselho de administração do FMI, sediado em Washington.
ANG/Lusa