quinta-feira, 9 de novembro de 2017

IV Congresso da UNTG



Quatro pretendentes ao cargo de SG  entregam suas candidaturas à comissão organizadora

Bissau, 09 Nov 17 (ANG) – A vice-presidente da Comissão organizadora do IV Congresso da UNTG, Maria de Fátima Oliveira confirmou hoje o registo de quatro candidaturas à sucessão de Estevão Gomes Có nas funções de Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-UNTG.

Segundo Fátima Oliveira, o prazo para a entrega de fixas de candidatos terminam amanhã, sexta-feira.

Em declarações à imprensa, o mandatário da candidatura de Sabana Embaló para a liderança da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG),  disse  que o seu candidato granjeou experiência sindical suficiente para reestruturar aquela central sindical e defender os interesses dos funcionários.

Francisco Mansal Vaz que falava à imprensa depois da deposição da candidatura de Sabana Embaló, disse que uma das estratégias que pretendem implementar na UNTG caso forem eleitos, é tirar o sindicato mãe no actual marasmo em que se encontra, de forma a ser uma organização mais compatível e capaz de resolver problemas dos trabalhadores.

Mansal Vaz acrescentou  que um dos desafios do candidato Sabana Embalo caso for preferido, é lutar junto do governo, para melhorar o salário dos funcionários assim como outras necessidades à que que os mesmos têm direitos.

Por sua vez, Domingos Sami, outro candidato à liderança da UNTG que igualmente depositou hoje a sua candidatura, disse que os motivos fortes da sua intenção de liderar a Central sindical se prende com a necessidade de tirar  os funcionários públicos da situação indesejável em que se encontram.

“Sabemos que a situação dos funcionários públicos guineense não é nada boa. Há  funcionários que ganham  29 mil francos por mês, e  existem  disparidade salarial a nível de diferentes ministérios. Uns  recebem 50 mil fcfa e outros recebem 100 mil e são da mesma categoria. Os licenciados devem receber na mesma categoria e na mesma letra, algo que não acontece no nosso aparelho de Estado”, disse.

O 4º congresso da UNTG terá lugar no próximo dia “05” de Dezembro, e de acordo com a Vice-presidente da Comissão Organizadora, esforços estão a ser envidados para que o congresso se realize na data prevista.  

ANG/LLA/ÂC/SG

     
  

EAGB



“Cortes constantes da energia eléctrica estão por detrás de falta de água em Bissau”, afirma Director de águas  

Bissau, 09 Nov 17 (ANG) - O Director dos serviços das Águas da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) afirmou hoje que as constantes cortes deste líquido precioso  que se verifica nos bairros da capital Bissau se deve a falta da energia eléctrica.

Cesário Sá, em declarações à Agência de Notícias da Guiné disse que existem  furos de água construídos desde a era colonial e que actualmente precisam de manutenções constantes  tendo sublinhado que tudo isso contribui para as situações da instabilidades no fornecimento de água.

"Quando confrontamos com  problemas de cortes de energia eléctrica, o mínimo que podemos fazer é estabelecer uma calendário de fornecimento, agrupando os bairros por cada período de tempo. Isto quer dizer que uns possam beneficiar de água a partir de meio-dia às 17 horas e outros a partir das 18 às 24 horas assim sucessivamente", explicou. 

Cesário Sá acrescentou que conseguem estabilizar o problema da água só quando a Central Electrica funciona da melhor forma possível, justificando que a capacidade de funcionamento completo da Central  faz com que os bairros consegam  ter  água  sem interrupção. 

O director do serviço da Água  da EAGB disse também que estão a fazer os seus esforços no sentido de melhorar o fornecimento de água e que muitas das vezes carecem de meios para fazer os seus trabalhos.

"O nosso serviço tem actualmente oito mães de água e 16 furos.Pretendemos aumentar essa capacidade de abastecimento para poder atingir outros bairros", garantiu aquele responsável. 

Por outro lado, Cesário Sá disse que no que concerne a qualidade da água  o seu serviço utiliza o produto denominado de cloro para eliminar as bactérias, tendo sublinhado que , por falta de meios, só conseguem desinfectar 8 furos.

Apelou aos consumidores a terem a paciência  uma vez que estão a fazer o impossível para melhorar a situação de instabilidade de fornecimento da água na capital Bissau.

O Director de Água da EAGB informou que o serviço que dirige funcionava apenas com uma viatura e que com o esforço da direcção conseguiram adquirir mais duas , que  vai lhes facilitar no atendimento dos clientes.

 ANG/AALS/ÂC/SG


Saúde pública



Casos de diabete infantil  aumenta na Guiné-Bissau e  não há insulina

Bissau,09 Nov 17 (ANG) - A Guiné-Bissau tem vindo a registar “um aumento preocuoante” de casos de crianças com diabetes, diz o médico chefe dos serviços dos cuidados intensivos no hospital nacional Simão Mendes Mboma Sanca.

“A diabete sempre existiu no mundo, mas não é normal atacar as crianças”,notou Mboma Sanca,que chama atençao do Governo para a necessidade de se “criar rapidamente uma resposta nacional”.

Segundo Sanca, a Gunié-Bissau conta com programas de combate ao VIH/SIDA, Tuberculose ou malária,mas não tem nada semelhante para lutar contra a diabetes que disse estar a afectar “cada vez mais” os guineenses.

Mboma Sanca acrescentou que “ a situçao é tão grave” pelo facto de a Guiné-Bissau não possuir os medicamentos necessários para tratar doentes atingidos com a diabetes do tipo 1 , tratados com a insulina. 

“Na Guiné-Bissau não temos insulina,porque,,como se sabe, não temos cá fábrica de medicamentos e a insulina é um químico que precisa ser conservado numa determinada temperatura ambiente”,notou o médico.

A maioria dos casos é de diabetes tipo 1.
A preocupação de Mboma Sanca aumenta perante o facto de as crianças com diabetes serem quase todas atingidas com a variante 1 daquela doença,ou seja,as que só podem ser tratadas com a insulina.

Para tentar mudar a situação, o médico está em vias de criar uma associaçao,para já,com uma assistência social guineense,que mora e trabalha na Suíça,também ela diabética,com a finalidade de ajudar as crianças em Bissau.

A ideia é criar uma Casa de Acolhimento de crianças com diabetes. A assistência social recolheria dos apoios, máquinas de medir a glicémia,a insulina e outros medicamentos na Suíça e o médico tratava das crianças em Bissau.  

ANG/Lusa

Futebol/Seleção nacional



Custo de viagem Lisboa-Algarve impede realização do jogo amigável  Guiné-Bissau/Cabo Verde 

Bissau,09 Nov 17(ANG) - O jogo amistoso da selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau com a sua congénere de Cabo-Verde inicialmente marcado para a sexta-feira dia 10, foi cancelado devido a falta de verbas para a cobertura de despesas de deslocação da turma guineense de Lisboa para Algarve.

Segundo o site Sou Djurtu, a informação foi avançada pelo selecionador cabo-verdiano, Lúcio Antunes em declarações à Rádio e Televisão de Cabo Verde.

Segundo o selecionador cabo-verdiano, a selecção guineense está em Portugal, mas longe do Algarve, em Rio Maior e, por isso, já não há jogo particular com Cabo Verde tendo a mesma justificado que seria custosa a sua deslocação até ao Algarve.

Os Djurtus encontram-se estagiados no Rio-Maior,em Lisboa a  preparar as partidas com Feirense e Cabo-Verde, esta última adiada por motivos supracitados.  

ANG/Site Sou Djurtu


Cooperação



Banco Mundial ajuda Guiné-Bissau a melhorar fornecimento de eletricidade e Internet

Bissau,09 Nov 17(ANG) – A vice-presidente do Banco Mundial para a região africana, Mantan Murthy, disse quarta-feira em Bissau que a instituição está empenhada em ajudar a Guiné-Bissau a melhorar os níveis de fornecimento de electricidade e internet à população.

A saída de uma de uma audiência de trabalho com o Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, na presença do ministro das Finanças, João Aladje Fadiá, a responsável avançou aos jornalistas que o Banco Mundial já aprovou os apoios para os dois sectores faltando agora a decisão de Bissau.

Mantan Murthy disse que a Guiné-Bissau é o único país que o Banco Mundial apoia que ainda não está ligado ao cabo submarino, no âmbito do projecto ACE (Àfrica Coast to Europa), cuja instalação foi financiado em 35 milhões de dólares pela instituição mundial.

“O cabo submarino vai permitir melhorar a interligação do país com a informação e tecnologia. A nossa aposta é ajudar a Guiné-Bissau a estar conectada rapidamente para servir a população”, declarou a dirigente do Banco Mundial.

No domínio do fornecimento de energia eléctrica, Mantan Murthy assinalou que até  que a Guiné-Bissau comece a beneficiar da energia da barragem de Kaleta, da vizinha Guiné-Conacri, no âmbito de um projecto sub-regional, dentro de 18 meses, é preciso que o governo promova algumas melhorias no sector.

Murthy indicou que é vontade do Banco Mundial ver a energia a ser distribuída para um maior número da população guineense. 

ANG/Lusa