sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Venezuela



Governo e oposição marcam reunião de diálogo para quarta-feira 

 Bissau, 10 Nov 17 (ANG) – Representantes do Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), vão iniciar, na próxima quarta-feira, um novo ciclo de diálogo, com uma reunião na República Dominicana.

A data foi confirmada pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, através de uma mensagem na sua conta de Twitter, depois de, na quinta-feira, a oposição anunciar que estava disponível para retomar o diálogo com o Governo, a fim de garantir transparência nas eleições presidenciais de 2018 e recuperar a democracia na Venezuela.

“Confirmo o que foi dito pelo chefe dos porta-vozes da direita Luís Florido. Reafirmo o já asseverado: o diálogo continuará a 15 de Novembro na República Dominicana e lá estaremos”, escreveu o ministro venezuelano.

Na Venezuela é frequente os ministros e o próprio Presidente Nicolás Maduro, referirem-se a toda a oposição como sendo de direita, apesar de Luís Florido ser militante do partido de esquerda Vontade Popular e de vários partidos da MUD serem ideologicamente de esquerda.

“Está em preparação um documento conjunto para acordos no âmbito da convivência e da paz que tanto amamos e merecemos”, anunciou o ministro numa outra mensagem.
Jorge Rodríguez referiu-se ainda às novas sanções impostas na quinta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a dez funcionários do Governo de Caracas, incluindo dois membros da direcção do Conselho Nacional Eleitoral.

“Não é por acaso que Donald Trump impôs novas sanções e que a direita venezuelana tenha anunciado a sua disposição para continuar o diálogo. Ao regime supremacista norte-americano o que menos lhe convém é que se consolide a paz na Venezuela”, disse.
A MUD, anunciou, na quinta-feira, que estava na disposição de retomar o diálogo “sério” com o regime do Presidente Nicolás Maduro.

O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (parlamento, onde a oposição é maioritária), Júlio Borges, durante numa conferência de imprensa em Caracas, em que participou também o presidente da Comissão de Política Exterior do parlamento, Luís Florido.

Segundo a oposição, o diálogo teria que contar com a presença de observadores de pelo menos seis países e teria como propósito conseguir garantias de transparência para as eleições presidenciais de 2018 e ainda a intenção de “conseguir restituir a democracia à Venezuela”.

Saúde pública



Mundo celebra Semana de Consciencialização do Uso Correto dos Antibióticos 

Bissau, 10 Nov 17 (ANG) - O Mundo celebra de 13 à 19 de Novembro a Semana de Consciencialização Sobre o Uso Correto de Antibióticos, sob o lema: “Peça o Conselho a um Profissional de Saúde Antes de Consumir os Antibióticos”.

Segundo o comunicado à imprensa da Organização Mundial de Saúde, entregue hoje à ANG, o lema de celebração da semana proposto por esta organização visa sensibilizar a população à escala mundial sobre o impacto negativo que a resistência aos antibióticos pode causar na saúde das pessoas.

A nota revelou também que o lema se enquadra no contexto específico da Guiné-Bissau, onde o consumo arbitrário dos antibióticos sem prescrição médica é frequente.

Acrescenta que no país o consumo de antibióticos sem receita médica, os prazos de validade e as condições de conservações ou ainda a utilização de circuitos não farmacêuticos para aquisição dos mesmos, são práticas que se verificam no país.

Por isso, com base nestes pressupostos, a representação da OMS na Guiné-Bissau chama a atenção das autoridades sanitárias nacionais no sentido de serem implacáveis no combate destas práticas, apelando a população para serem cautelosos no que diz respeito ao consumo dos antibióticos.

A OMS recomenda   a recusa do uso de antibiótico sem uma receita médica, da sua aquisição fora das farmácias, verificação do prazo de validade e das condições de conservação. 

Pede ainda que nas farmácias sejam sempre exigidas aos clientes a apresentação de uma receita médica como condição para a venda de medicamentos antibióticos.

Por outro lado, segundo a nota ,o lema visa também trazer a reflexão das pessoas  a resistência aos antibióticos causados pelo uso abusivo dos mesmos e pela deficiente prevenção e controlo das infecções.  

ANG/LPG/ÂC/SG






IV Congresso UNTG



Candidatura de Laureano da Costa promete aumento de salário e habitação aos funcionários públicos

 Bissau, 10 Nov 2017 (ANG) – A candidatura de professor, Laureano Pereira da Costa para  o cargo Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), prometeu hoje o aumento salarial e habitação social aos funcionários públicos caso for eleito.

A revelação foi feita pelo seu director de campanha, Fernando Ié aquando da entrega da sua candidatura  à Comissão organizadora do congresso da UNTG.

Ié disse que um funcionário tem direito a um tecto e uma vida digna e que  o lema do seu candidato é “Unidos Para Minimizar o Sofrimento dos Trabalhadores e Enfrentar os Desafios do Mundo Contemporâneo”.

 Assegurou  que a candidatura de Laureano Pereira da Costa vai  defender a política sindical e os direitos dos trabalhadores.

Sublinhou que, se a maior Central Sindical do país foi entregue ao professor Laureano todos os trabalhadores verão os progressos e a melhoria nas suas vidas..

Na ocasião, o secretário-geral cessante da UNTG, Estevão Gomes Có  disse que vai recandidatar-se para  concluir “os projectos traçados durante seu mandato”.

Segundo a comissão organizadora do congresso, o prazo para a entrega das candidaturas termina hoje e o congresso terá lugar no dia 05 de Dezembro.

ANG/JD/ÂC/SG

Mudanças climáticas

            Crise política impede ratificação do Acordo de Paris sobre clima

Bissau,10 Nov 17 (ANG) – A crise política no país que dura há dois anos, impede a ratificação do Acordo de Paris sobre o clima na Guiné-Bissau, diz esta quinta-feira, Viriato Cassamá, diretor-geral do Ambiente, em declarações a DW África
Em Dezembro de 2015, na 21ª Conferência da (COP 21),em Paris, foi adotado um novo acordo com o objectivo de fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos dessas mudanças, mas até agora a Guiné-Bissau não ratificou este documento.
Segundo Viriato Cassamá, a ratificação do acordo depende do fim do impasse político no parlamento.
“O bloqueio no parlamento é que impede a ratificação do documento, porque a Assembleia Nacional Popular (ANP) é o órgão de soberania competente para ratificar todos os acordos internacionais assinados pela Guiné-Bissau”, declarou o diretor-geral de Ambiente.

O Acordo de Paris foi aprovado por 195 países, e é parte da convenção quadro das Nações Unidas sobre o clima (UNFCCC) para reduzir emissões de gases de efeito de estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável.

Perante este facto, o diretor-geral do ambiente revela que a Guiné-Bissau já despõe de um plano nacional, onde elencou o sector da agricultura e gestão da água como sectores prioritários para combater as alterações climáticas.

“O país elaborou sua contribuição nacional que serviu de suporte para assinatura do acordo de Paris, neste sentido está em curso a elaboração do nosso plano de adaptação nacional às alterações climáticas em que vamos tornar as nossas políticas mais resilientes aos efeitos das alterações do clima, como também alguns equipamentos estratégicos da Guiné-Bissau”, referiu ainda Cassamá.

Para além da elaboração do plano nacional contra alterações do clima, a Guiné-Bissau, segundo Cassamá, precisa ter quadros técnicos para fazer face a esses efeitos das alterações climáticas.

Para Cassamá, o país tem que conhecer na realidade as suas vulnerabilidades com base nas informações cientificas.

O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços pata limitar o aumento da temperatura à 1,5º C acima dos níveis pré-industriais.
ANG/R.Jovem

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

C.Social



Primeiro-ministro reitera que a suspensão das emissões  da RTP e RDP em Bissau não afecta as relações com Portugal

Bissau, 09 Nov 17(ANG) – O Primeiro-ministro reiterou hoje  que a suspensão  das emissões da Rádio Televisão e Difusão Portuguesa(RTP e RDP África), não afecta em nada as relações de cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Úmaro Sissoco Embaló, em declarações à imprensa após a visita que efectuou hoje as instalações dos dois órgãos de comunicação social português em Bissau, disse que o mesmo visa  mostrar os laços de amizade existentes  entre Guiné-Bissau e Portugal , porque  os dois órgãos  não regulamentam  as relações de cooperação entre os dois países.

Por sua vez, o ministro do Turismo, Fernando Vaz, em representação do titular da pasta da Comunicação Social disse que o governo havia anunciado a vinda de uma equipa técnica para o dia 8 do mês em curso para a reabertura das emissões da RTP e RDP, informando que a referida equipa virá brevemente para findar o resto de acordo assinado entre os dois governos.

Questionado sobre o que o executivo vai pedir nesta nova ronda de negociações, respondeu que doravante a Guiné-Bissau não será um parceiro residual, mas sim passará a dar a sua opinião.

Vaz explicou que no antigo acordo o Centro Emissor de Nhacra funcionava com financiamento da cooperação portuguesa, mas  por questão da soberania, desde a suspensão das emissões o governo começou  a dar a subvenção de todas as despesas e encargos do seu funcionamento .

Perguntado sobre que conteúdos é que o executivo gostaria de ver e ouvir na RTP e RDP/África Fernando Vaz pediu respeito aos dois estados, informações isentas e tratamento jornalistico imparcial.

Os  dois governos através dos respectivos titulares das áreas de comunicação social chegaram recentemente a um acordo em Lisboa que determinou a reabertura das emissões da RDPe RTP Africa em Bissau, suspensas pelas autoridades guineenses, por caducidade do acordo autrora firmado.

ANG/JD/ÂC/SG