quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Futebol



           Retoma  do campeonato nacional  prevista para sexta-feira

Bissau, 13 Dez 17 (ANG) – Os jogos da  2ª jornada de campeonato nacional de futebol da Guiné-Bissau, que se encontrava suspenso por algumas semanas, na sequência de uma previdência cautelar decretada pelo  tribunal, na sequencia de um recurso de alguns clubes de futebol, estão previstos para a próxima sexta-feira.
 
A informação foi dada hoje à imprensa pela Secretária da Federação Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, Virgínia Mendes da Cruz. 

De acordo com o calendário, na próxima sexta-feira no Estádio Lino Correia, Portos de Bissau recebe a formação da UDIB, para a continuidade de segunda jornada de campeonato.

Entretanto para o  sábado, estão previstos os  encontros, Sport Bissau e Benfica/Sporting Clube da Guiné-Bissau, Nuno Tristão de Bula/FC Cuntum, FC Pelundo/FC Canchungo, CF os Balantas/Sporting Clube de Bafata, FC Sonaco/Lagartos de Bambadinca.  ANG/LLA/SG   

Prémio Jornalismo Direitos Humanos



                         Ângelo da Costa Vence na categoria de Imprensa

Bissau,13 Dez 17 (ANG) - O jornalista da Agência de Notícias da Guiné-(ANG) Ãngelo da Costa venceu  a IV Edição do Prémio  Jornalismo e Direitos Humanos na categoria de Imprensa.

Os vencedores foram anunciados numa gala realizada no passado dia 11 de Dezembro no Salão do Instituto Nacional de Cinema em Bissau. 

O prêmio é instituído pela Liga Guineense dos Direitos Humanos em parceria com o Observatório dos Direitos Humanos, que anualmente distinguem aos jornalistas guineense que apresentaram melhores reportagens nas diferentes categorias, nomeadamente a Rádio, Televisão e Imprensa.

Em declarações à ANG, Ângelo da Costa disse que “é uma honra para ele, ser distinguido com o prémio de Jornalismo e Direitos Humanos na categoria de imprensa”, tendo agradecido a todos aqueles que lhe apoiaram directa ou indirectamente para alcançar a proeza.

Por outro lado, apelou aos colegas jornalistas a participarem em massa na próxima edição do concurso como forma de contribuírem para a defesa dos direitos humanos no país.

O jornalista da Rádio Comunitário “Voz de Quelele, Mamadu Dansó venceu  o prémio na categoria da Rádio.  

A Liga Guineense dos Direitos Humanos não atribui o prémio de Jornalismo de Direitos Humanos na categoria da Televisão, porque ninguém concorreu nesta categoria. 

O vencedor em cada categoria recebeu um montante de 150 mil francos CFA e volume de livros sobre os direitos humanos.
ANG/LPG/ÂC/SG

Tracoma



Director da Saúde visual fez balanço positivo da campanha de distribuição gratuita de medicamentos

Bissau,13 Dez 17 (ANG) – O director da Saúde visual da Guiné-Bissau considerou de positivo o balanço da campanha de distribuição gratuita de medicamentos preventivo da tracoma.
 
Em declarações hoje à ANG, Menu Nabicassa disse que a campanha decorreu em Novembro em cinco regiões do país concretamente Oio, sector sanitário de Farim, Bolama Bijagós,Tombali e Quinara, no quadro do Programa de Governo de Luta para eliminação da Tracoma até 2020. 

O médico de vista justifica a sua afirmação com uma cobertura de 85 à 96  por cento nas regiões de Oio e Tombali. 

Instado a falar sobre a situação actual da tracoma no país disse que é satisfatória em relação há dez anos atrás, acrescentando que nesta altura a taxa de prevalência nacional que era de 19 por cento  hoje em dia registou uma redução significativa.

Quanto ao problema de tiqueasses, Nabicassa afirmou que a prevalência nacional era de dois por cento, mas de momento assentou-se em quase zero por cento. 

Sublinhou que isto demonstra que actualmente no país não há casos de cegueiras causadas por esta doença, devido as campanhas de distribuição gratuita de medicamentos.
Indicou que os sintomas da doença de tracoma   são as dificuldades de visão nas claridades e dores e lágrimas constantes nos olhos.

Nabicassa explicou que a Tracoma é uma doença infecciosa, que infecta pessoas de todas as idades, com maior incidência nas crianças, devido ao contato com os lixos e em consequência disso, as mulheres por serem elas a cuidarem dos filhos.

Por isso, o médico aconselha a prática de higiene facial tanto para as crianças como para os adultos para se evitar a contaminação de várias doenças, tais como a Tracoma. 

Disse que depois da conclusão e dos trabalhos de distribuição de medicamentos no próximo ano nas cinco regiões, acredita que até 2020 o país estará em condições de apresentar documentos que declaram o fim da doença junto da Organização Mundial de Saúde. ANG/LPG/ÂC/SG

Identificação Civil



“O País tem pessoas que vivem a vida toda sem estarem registadas”, diz Alves Té

Bissau,13 Dez 17(ANG) - O responsável pelos serviços de conservatória do registo civil da Guiné-Bissau, Alves Té, defendeu terça-feira maior coordenação entre os ministérios da Justiça, Saúde e Educação, para evitar situações de pessoas que vivem toda a vida sem estarem registadas.

Na Guiné-Bissau apenas 23 por cento  das crianças até aos cinco anos estão registadas enquanto mais de 90 por cento dos menores naquela faixa etária estão com todas as vacinas em dia, referiu o mesmo responsável, recorrendo a dados oficiais de 2014 para elucidar a situação.

Por outro lado, «há pessoas que chegam a estudar até ao 12º ano sem terem o registo civil», declarou Alves Té para ilustrar o que disse ser a gravidade da situação no país.

Alves Té defende por isso que devia haver uma estratégia coordenada entre os ministérios da Justiça, que trata dos registos civis, da Saúde, que coordena as campanhas de vacinação de crianças e o da Educação, que lidera as matrículas escolares.

O conservador sugere que no momento das matrículas escolares, o ministério da Justiça aproveite e envie brigadas de registo civil para dar nome e documento às crianças e ao mesmo tempo o ministério da Saúde desloque técnicos para ministrar as vacinas.

Caso contrário, «haverá sempre guineenses que vão viver toda a vida sem registo civil», referiu Alves Té, que falava à Lusa à margem de um seminário sobre a modernização do registo civil, no âmbito da governação eletrónica, em particular a informatização do registo civil, que hoje termina em Bissau.

Os dados que apontam que só 23 por cento de crianças até aos cinco anos é que estão registadas na Guiné-Bissau são de um inquérito à situação geral da população publicado em 2014, mas o conservador do registo civil acredita que «há ainda casos piores» nomeadamente a duplicação dos registos.

Alves Té citou casos em que uma pessoa é registada em Bissau e anos depois vai a um posto de registo no interior do país e tira um outro documento, desta vez, com dados adulterados, ou seja, nome, data de nascimento e até a filiação.

Para acabar com «estas manobras fraudulentas» o conservador do registo civil aponta para a informatização dos dados de todos os cidadãos.

Alves Té identifica outras dificuldades que se verificam na Guiné-Bissau e que, disse, têm impedido que muitas crianças sejam registadas logo à nascença, conforme dita a lei que obriga que o ato ocorra, o mais tardar, dentro de 30 dias depois do nascimento.

Nas comunidades islamizadas a criança recém-nascida só recebe um nome depois de um ritual do batismo que é feito ao sétimo dia.

«Como é que se poderá dar um nome (de registo civil) a uma criança nascida na maternidade se ainda não se fez o tal ritual do sétimo dia», que normalmente é feito na casa dos pais, questiona Alves Té para mostrar «a dificuldade em fazer cumprir a lei e respeitar a tradição».

Atualmente existem na Guiné-Bissau, três conservatórias do registo civil, uma conservatória dos registos centrais, todas em Bissau, oito conservatórias do registo nas regiões do interior, 28 postos do registo também no interior e 12 brigadas do registo civil nos hospitais e centros de saúde.

«Tudo isso é insuficiente», observou Alves Té, para quem a informatização dos serviços dos registos civis poderia evitar que o país faça um recenseamento de raiz de cada vez que organiza eleições.

«Era só atualizar os dados eleitorais a partir do registo civil dos cidadãos com 18 anos», observou o conservador. 
ANG/Lusa

Economia/Finanças



                            FMI desembolsa 3,65 ME para Guiné-Bissau

Ministro de Economia e Finanças
Bissau,13 Dez 17(ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou terça-feira o desembolso de 4,3 milhões de dólares (3,65 milhões de euros) para a Guiné-Bissau no quadro do Programa de Extensão de Crédito e considerou satisfatória a evolução económica, embora com reservas.

Num comunicado, o FMI indica que a decisão foi tomada após a conclusão da quarta revisão do programa, realçando que, ao abrigo do procedimento, a soma disponibilizada para a Guiné-Bissau ascende já a 19,8 milhões de dólares (16,79 milhões de euros)

Tao Zhang, que liderou a missão de avaliação a Bissau e que integra o Conselho de Administração do FMI, sublinhou no comunicado que a implementação das políticas económicas na Guiné-Bissau tem sido satisfatória e em linha com os objetivos do programa financiado pelo Fundo.

«O crescimento económico tem continuado forte, apoiado nos preços mais elevados das matérias-primas, ao mesmo tempo que melhora a receita fiscal, o que tem permitido manter a estabilidade económica», sublinhou Tao Zhang.

No entanto, para o FMI, o reforço do sistema bancário «é crítico» para a estabilidade do setor financeiro, enquanto as receitas fiscais, apesar de terem melhorado, são ainda baixas.

«As baixas receitas governamentais indicam a necessidade de reforçar o sistema fiscal. Terão de ser feitas reformas estruturais específicas para criar um espaço fiscal que priorize as despesas sociais e o investimento, de forma a garantir os resultados desejados», salientou.

Segundo Tao Zhang, os empréstimos para projetos prioritários devem continuar a ser contidos e devem estender-se o mais possível ao «financiamento concessional».

O Governo guineense deve também apresentar planos para melhorar a gestão da rede pública de eletricidade e de água canalizada, garantindo, paralelamente, transparência financeira nas empresas públicas.

Também crítico para manter o crescimento económico, criação de emprego e redução da pobreza é a melhoria do ambiente de negócios, sublinhou Tao Zhang.

«Para garantir o investimento privado e permitir a diversificação económica», alertou o responsável do FMI, «é necessário também o reforço do Estado de Direito, a promoção de políticas de estabilidade e apostar na transparência nos assuntos governamentais».

«Em paralelo, as autoridades (guineenses) têm de avançar com iniciativas visando reduzir a corrupção e combater a lavagem de capitais e o financiamento ao terrorismo», frisou.

O Programa de Extensão de Crédito para a Guiné-Bissau, de três anos, foi aprovado pelo Conselho de Administração do FMI a 10 de julho de 2015 e visa restaurar a estabilidade macroeconómica e melhorar a eficiência dos serviços públicos, bem como reforçar o crescimento inclusivo.

Segundo o FMI, o empenho da Guiné-Bissau no Programa tem sido «forte» e os resultados são «satisfatórios», uma vez que todos os critérios de desempenho e as metas indicativas foram atingidos em junho.

No entanto, ressalvou o FMI no comunicado, duas das metas ficaram por atingir – operações de gestão da dívida e os relatórios financeiros da empresa pública de eletricidade.
ANG/Lusa

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Internacional



Alerta para regresso provável de seis mil africanos terroristas a seus países respectivos

Argel, Argélia, 12 de dez 17 (ANG)  - A União Africana (UA) adverte de um provável regresso, aos seus países respectivos, de cerca de seis mil "terroristas' africanos combatentes de Daech (Estado Islâmico), anunciou domingo em Oran o comissário para a Paz e Segurança da UA, Ismail Cherguei.

Falando domingo no quadro do Fórum sobre a Luta contra o Terrorismo em Oran, na Argélia, Cherguei apelou consequentemente aos países africanos para estarem prontos para os tratar "firmemente".

Precisou que "informações revelam a existência de seis mil combatentes africanos entre 30 mil combatentes estrangeiros que evoluem nas fileiras do Daech no Médio Oriente", exortando aos países visados a trocarem informações sobre homens armados que regressem aos seus países respectivos.

Por sua vez, o ministro argelino dos Negócios Estrangeiros, Abdelkader Messahel, afirmou na ocasião que a Argélia vai esforçar-se para contribuir eficazmente para a luta contra o extremismo violento e o terrorismo em África.

O ministro evocou, deplorando-os, numerosos desafios que suscitam o extremismo violento e o terrorismo, fenómenos que, a seu ver, interpelam o espírito de unidade e de solidariedade que marcou muito o nosso continente para fazer face a estes flagelos.

Afirmou, para o efeito, que "os nossos países e seus povos respectivos poderão mobilizar seus esforços e seus recursos em prol do seu desenvolvimento e prosperidade".

Messahel que abria os trabalhos do fórum evocou "os riscos que suscita o regresso dos terroristas africanos aos seus países respectivos depois do seu fisco militar na Síria e no Iraque".

Sublinhou que "estes elementos armados pretendem estabelecer-se nestas regiões para continuar seus objectivos terroristas".

O chefe da diplomacia argelina assinalou que a organização terrorista Daech apelou os seus elementos a regressarem à Líbia, à região do Sahel e ao Sara, em geral, aludindo a relatórios sobre movimentos de combatentes estrangeiros na região.

"Grupos terroristas reorganizam-se, recolhem recursos e preparam-se para mobilizar novos recrutas, formados ideológica e militarmente e dotados de uma grande capacidade de explorar Internet e as redes sociais", explicou Messahel,.

Enfatizou que os mesmos dispõem de avultados recursos financeiros devido, nomeadamente, aos seus laços com o crime organizado transfronteiriço.
ANG/Pana

Internacional



Vice-presidente do MLSTP/PSD demite-se em São Tomé e Príncipe

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 12 dez 17 (ANG)  - O vice-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrático (MLSTP/PSD), principal partido da oposição,  Osvaldo Vaz, demitiu-se das suas funções” devido a implicação do seu partido num alegado ato de suborno de magistrados do Supremo Tribunal, o chamado caso da “Cervejeira Rosema”.

Numa carta endereçada ao presidente do MLSTP-PSD, Aurélio Martins, Osvaldo Vaz repudiou o posicionamento do seu partido sobre o caso da “Cervejeira Rosema”, considerando o tal facto de "violação grosseira" na competência de outros órgãos de soberania.

Mostrou-se descontente por ter tomado conhecimento da intromissão do ADI (Acção Democrática Independente), partido no poder, nomeadamente por parte de seus altos dirigentes, no funcionamento interno do MSLTP/PSD.

“Venho pela presente apresentar de forma irreversível o meu afastamento, no cargo de vice- presidente do MLSTP/PSD para o qual fui eleito no último congresso do partido”, desabafou o político, frisando no entanto continuar a ser um militante activo do partido e disposto a apoiar em tudo que for necessário.

Osvaldo Vaz pede a cessação do seu mandato numa altura em que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada (presidente da ADI), saiu em defesa do sócio gerente da Cervejeira Rosema, Nino Monteiro, pedindo que a justiça trabalhe a fim de esclarecer o caso.

Nino Monteiro é militante com grande influência na direcção do MLSTP/PSD, gere a Cervejeira Rosema, há vários anos, desde que o seu legitimo dono, o Angolano Melo Xavier, a perdeu num processo judicial agora reaberto e cuja sentença será publicada brevemente.
ANG/Pana