sexta-feira, 16 de março de 2018

Ensino Superior


Associação dos alunos de Tchico Té concorda que equipamentos que lhes foram doados por uma Universidade do Quenia  fossem instalados na  UAC

Bissau, 16 Mar 18 (ANG) – O Presidente da Associação Académica dos alunos da escola Tchico Té informou hoje que, para o  bem do país, a organização deu sua anuência para a transferência dos matérias que lhes forem oferecidos  pela Universidade Virtual Africana (UVA), para as instalações da Universidade “Amílcar Cabral”.

A universidade queniana dou um lote de equipamentos a Escola Normal Superior Tchico Té, no âmbito de uma acordo de parceria entre as duas instituições, mas o governo decidiu que os referidos equipamentos fossem instalados na Universidade pública Amilcar Cabral, decisão que os alunos de Tchico Té protestam há vários dias.

Falando em conferência de imprensa, Francisco Brandão Pereira disse que seria mais sensato que os materiais doados fossem instalados na escola Tchico Té, por ser o  dono dos mesmos, uma vez que foi aquela instituição que rubricou o acordo com a UVA e que culminou com a oferta dos meterias.

 “Consideramos o acto  maior desprezo que esta instituição educativa já sofreu desde a sua fundação em 1979. A direcção do Tchico Té podia e devia fazer mais para que os materiais fossem instalados na própria escola. Tentamos conversar com  a direcção da ESSE e o ministério de educação, mas o protocolo de acordo foi simplesmente ignorado e a lei da força venceu”, lamenta.

Francisco Brandão Pereira disse que, por  os técnicos da UVA já se encontrarem no país para  a instalação  dos referidos materias que vai beneficiar toda a classe estudantil nacional decidiram recuar para que o país não perca a oportunidade de elevar o nível do conhecimento dos estudantes.

Entre os materiais estão computadores, vídeos projectores, máquinas fotográficas, televisão plasmas. 

ANG/MSC/JAM/SG







Espanha


Seis detidos e dez polícias feridos em protestos devido à morte de imigrante senegalês

Bissau, 16  Mar 18 (ANG)- Seis pessoas de nacionalidade espanhola foram detidas e dez polícias ficaram feridos em protestos na quinta-feira no bairro madrileno de Lavapiés contra a morte, devido a uma paragem cardíaco, de um imigrante senegalês quando alegadamente  fugia da polícia.
Segundo um porta-voz da polícia madrilena, citado hoje pela agência EFE, entre os detidos está uma mulher e um menor, sendo que os agentes apresentam ferimentos ligeiros.
A mesma fonte refere que durante os protestos, que começaram pelas 20:50 locais (menos uma hora em Bissau) de quinta-feira e se prolongaram até às 01:30 de hoje, registaram-se inúmeros danos, incluindo em três agências bancárias, às quais acederam algumas pessoas que roubaram diverso material.
Nos protestos, os manifestantes fizeram barricadas, e incendiaram contentores e mobiliário urbano, tendo os bombeiros sido chamados a apagar chamas em dois edifícios.
O porta-voz adiantou que os protestos, que começaram após uma acção de fiscalização da polícia municipal no bairro de Lavapiés, obrigaram à intervenção da Unidade Policial de Prevenção e Reacção.
Na quinta-feira, manifestantes explicaram à Agência France Presse (AFP) que estavam em protesto contra a morte de Mmame Mbage, um senegalês com cerca de 35 anos e que chegou a Espanha de barco há 14 anos, que ganhava a vida a vender malas e perfumes na rua. O homem não teria autorização de residência no país.
De acordo com as autoridades, Mmame Mbage foi encontrado inconsciente numa rua de Lavapiés, tendo sido efectuadas manobras de reanimação, mas sem sucesso.
No entanto, vendedores de rua ouvidos pela AFP relataram que o senegalês foi perseguido por agentes da polícia municipal, que seguiam de mota, e colapsou.
Um morador da zona, que se identificou apenas como Marcos, contou à agência The Associated Press que, durante o dia, viu polícias a pé e em motociclos a perseguirem um grupo de vendedores de rua africanos. O homem relatou que a perseguição começou na praça da Porta do Sol e seguiu na direcção do bairro de Lavapiés.
A presidente da Câmara de Madrid, Manuela Carmena, numa publicação na rede social Twitter, garantiu que a autarquia irá “investigar minuciosamente o que aconteceu e agir em conformidade”.
“Lamento muito a morte de um cidadão em Lavapiés”, escreveu.
ANG/Inforpress/Lusa


Política


“PRS só integra governo onde haja consenso sobre determinado nome”, diz porta-voz do partido

Bissau,16 Mar 18(ANG) - O Partido de Renovação Social da Guiné-Bissau só vai integrar um Governo onde haja um consenso sobre determinado nome, afirmou hoje o porta-voz do partido, Vítor Pereira.

O porta-voz falava aos jornalistas no final da primeira sessão da comissão política nacional do partido, que decorreu numa unidade hoteleira em Bissau.

«A Comissão Política quer que o PRS integre um Governo apenas onde haja um consenso sobre determinado nome», disse Vítor Pereira aos jornalistas no final do encontro.

Questionado sobre se o nome era Artur Silva, Vítor Pereira repetiu «sobre um determinado nome».

Artur Silva foi nomeado no final de janeiro primeiro-ministro da Guiné-Bissau, mas mais de 40 dias depois da sua nomeação ainda não foi anunciado o novo Governo.

Na quarta-feira, o Presidente guineense, José Mário Vaz, esteve reunido com a comunidade internacional, mulheres facilitadoras, sociedade civil, entidades religiosas, PRS e grupo dos deputados dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), mas o encontro foi inconclusivo.

«Ontem [quarta-feira] tivemos uma reunião com o senhor Presidente da República (...) e voltou a pôr-se a questão de um primeiro-ministro de consenso. As pessoas recuaram todas para procurarmos os consensos possíveis para terça-feira», disse, referindo-se a novo encontro de auscultação convocado pelo Presidente José Mário Vaz.

Sobre a possibilidade de o PRS apresentar o nome, Vítor Pereira disse que o partido «alinhará num nome consensual».

«O PRS neste processo foi muito mal compreendido, mas não baixará os braços. Para não criar vazios de poder, o PRS neste processo funciona como facilitador, para que o poder não vá à rua», salientou.

Em relação a uma possível aliança com o grupo dos deputados dissidentes do PAIGC, denominado grupo dos 15, o porta-voz do partido disse que «estará eventualmente em cima da mesa e que não deixaria de ser natural».

«É natural que hoje às portas das eleições estejamos mutuamente interessados em procurar consensos», disse. 

ANG/Lusa

Angola

José Eduardo dos Santos anuncia congresso extraordinário para “resolver” liderança no MPLA

Bissau, 16 Mar 18 (ANG) – O presidente do MPLA e ex-chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou hoje a realização de um congresso extraordinário para “resolver” a liderança no partido, a convocar para Dezembro deste ano ou Abril de 2019.
O anúncio foi feito hoje, pelo líder do MPLA, no discurso de abertura da 5.ª sessão ordinária do Comité Central, que decorre no Complexo Turístico Futungo 2, em Luanda.
A reunião acontece numa altura em que vários militantes criticam abertamente a alegada bicefalia no partido no poder em Angola desde 1975, entre João Lourenço, vice-presidente do partido e chefe de Estado desde Setembro, e José Eduardo dos Santos a liderar o MPLA desde 1979.
Durante a intervenção, José Eduardo dos Santos, que foi chefe de Estado em Angola durante 38 anos e não concorreu às eleições gerais de Agosto passado, recordou que se comprometeu a envolver-se “pessoalmente” no grupo de trabalho que ao longo de 2018 vai “preparar a estratégia” do MPLA para as primeiras eleições autárquicas em Angola.
“Assim, recomendo, por ser mais prudente, que a realização do congresso extraordinário do partido, que vai resolver a liderança do MPLA, seja em Dezembro de 2018 ou Abril de 2019”, disse, sem adiantar mais pormenores sobre este processo.
Na mesma intervenção, de mais de 10 minutos e essencialmente voltada para os assuntos internos do MPLA, José Eduardo dos Santos apontou a necessidade de “apoiar o executivo”, liderado por João Lourenço, e “manter uma sincronia entre a direcção do MPLA e o executivo”.
“O partido deve ser um corpo vivo, actuante, dinâmico, sempre em estado de prontidão combativa, em prol da realização dos interesses mais profundos do nosso povo”, disse José Eduardo dos Santos.
Para o ex-presidente, é “imperioso que o partido seja cada vez mais forte, com maior capacidade de intervenção junto das comunidades, ganhando assim relevância o papel das suas estruturas de base, que têm por tarefa mobilizar e organizar, não só os militantes, mas também os cidadãos nas suas áreas de circularização territorial”.
Apesar de ter deixado a presidência angolana, José Eduardo dos Santos mantém-se líder do MPLA com mandato até 2021 e ainda não se referiu publicamente às mudanças que João Lourenço tem vindo a implementar, nomeadamente ao afastamento dos seus filhos de lugares chave nas primeiras semanas da nova governação.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, disse a 08 de Janeiro que não sente crispação com o ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, mas aguarda que cumpra o compromisso anteriormente assumido, de deixar a liderança do partido em 2018.
“Só a ele compete dizer se o fará, se vai cumprir com esse compromisso. Quando isso vai acontecer, só a ele compete dizer”, disse o Presidente da República, que falava nos jardins do Palácio Presidencial, em Luanda, na sua primeira conferência de imprensa com mais de uma centena de jornalistas de órgãos nacionais e estrangeiros.
Na mesma ocasião, Lourenço disse manter “relações normais de trabalho” com o presidente do partido, negando qualquer bicefalia na governação em Angola, até porque “nada está acima da Constituição”, ambos trabalhando em “campos distintos” e com “cada um a cumprir o seu papel”.
Desde que assumiu o cargo de Presidente da República, João Lourenço já realizou mais de 300 nomeações, que corresponderam a várias dezenas de exonerações, incluindo da empresária Isabel dos Santos da Sonangol e de José Filomeno dos Santos, filhos de José Eduardo dos Santos, e de mais de 30 oficiais generais em posições de topo na hierarquia militar, valeram-lhe a alcunha nas redes sociais: “O exonerador implacável”.
Foram “tantas quantas as necessárias”, respondeu, a propósito, o chefe de Estado.
ANG/Inforpress/Lusa


Avicultura


Participantes recomendam criação de um Banco Nacional de Crédito Agrícola 

Bissau,16 Mar 18 (ANG) - Os participantes no ataliê para a Melhoria de Performances da Fileira Avícola recomendam a criação de um Banco Nacional de Crédito Agricola, bem como a remoção de todas as barreiras alfandegárias e de fiscalização para incentivar a produção avícola no país.

Pediram ainda a implementação da Política Nacional de Pecuária; incentivação da  produção de milho e de farinha de peixe; garantia da assistência técnica para os avicultores e um laboratório funcional com possibilidade de aquisição de vacinas e medicamentos.

O ateliê decorreu de 13 a 15 de março em Bissau e reuniu mais de duas dezenas de avicultores oriundos de todo o território nacional.

Ao presidir o acto de encerramento, o chefe de Gabinete do Ministro demissionário da Agricultura, Floresta e Pecuáriá, Hipólito Djata considerou o sector avícola de importante no desenvolvimento da pecuária, sobretudo na garantia da segurança alimentar no país.

Disse que a proteína animal é indispensável na dieta humana e que sete quilos de carne consumidos durante um ano por cada pessoa é muito pouco em comparação com outros países em que a média é de 50 quilos por cada pessoa, sendo assim vê-se que ainda falta muito para fazer para assegurar a situação nutricional do povo guineense.

Hipolito Djata disse acreditar que o ateliê vai contribuir não só para a melhoria da capacidade funcional produtiva e organizativa, mas também para o crescimento econômico do país.

Em relações as dificuldades apresentadas pelos avicultores durante o ateliê o chefe de Gabinete do ministro cessante da Agricultura, Floresta e Pecuária prometeu que o Ministério fará tudo para satisfazer as preocupações.

ANG/LPG/ÂC/JAM/SG