quarta-feira, 21 de março de 2018

Transportes Terrestres


Guiné-Bissau e Gâmbia reafirmam acordo para facilitar circulações de pessoas e bens

Bissau,21 Mar 18 (ANG) – A Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres da Guiné-Bissau e sua congênere gambiana, reafirmaram hoje o Memorando de entendimento assinado entre os dois países visando facilitar a circulação de pessoas e bens no troço rodoviário entre os dois países.

Em declarações à imprensa depois da assinatura do documento, o Presidente da Comissão Técnica de Automobilismo da Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres da Guiné-Bissau, Luís Filipe Vaz Mendes, disse que o referido protocolo teria sido assinado em primeira mão  em Banjul(Gâmbia) no ano passado e visa aproximar as relações entre os dois povos.

“O acordo prevê, entre outros pontos, facilitar a circulação rodoviária entre dois países. No contingente de viaturas que irão assegurar a referida ligação, 50 por cento vai ser da Guiné-Bissau e outra metade da Gâmbia”, explicou.

Aquele responsável de serviços de Viação afirmou que o objetivo fundamental do Memorando é assegurar aos passageiros que utilizam o troço Guiné-Bissau/Gâmbia uma viagem segura e cômoda.

Por sua vez, o Diretor-geral da Companhia de Transportes da Gâmbia, Seedy Kanyi, informou que a sua missão visa aumentar a capacidade da frota de ligação terrestre na sub-região concretamente com a Guiné-Bissau e Senegal.

Declarou que veio à Bissau reavaliar o referido acordo de forma a abrir mais portas para a expansão das relações dentro das recomendações sobre a livre circulação de pessoas e bens no âmbito da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Disse que o protocolo de acordo vai aproximar e fortalecer os laços de amizade já existente entre os povos da Guiné-Bissau e Gâmbia e contribuir no desenvolvimento económico dos dois países. 

ANG/ÂC/SG









  

Ensino


Realidades e diversidades da educação nos países lusófonos debatidos em Bissau

Bissau, 21 Mar 18 (ANG) – O Ministério da Educação em parceria com a Fundação Fé e Cooperação (FEC) promoveram esta quarta-feira  um Seminário Internacional sobre as realidades e diversidades da educação nos países lusófonos.

Na abertura do Ateliê e em representação do ministro cessante da Educação, Ussumane Camará disse que a referida formação serve de partilha e  troca de experiencias entre Portugal e países lusófonos, no que respeita ao ensino, e na busca de soluções para a melhoria do ensino no país.

Revelou que o ministro cessante da Educação sempre almejou um programa de emergência nacional sobre a educação.

Camará exortou os quadros técnicos do Ministério da Educação a participar e contribuir para que os conhecimentos transmitidos no seminário sejam maximizados para o bem-estar de todos.

Por sua vez, a representante da FEC no país disse que o objectivo principal do seminário é fomentar parcerias de longa duração alicerçadas em relações de confiança e diálogo.
Sónia Alves acrescentou  que a sua organização está há 18 anos ao serviço do país promovendo a construção de uma sociedade onde cada pessoa possa ter acesso à educação de qualidade e  viver com dignidade e justiça.

Em representação da embaixada de Portugal em Bissau, Duarte Bucho destacou que a educação é um sector prioritário no Plano Estratégico entre Portugal e Guiné-Bissau, e que portugal disponibiliza um fundo no valor  de dez milhões de euros para um período de 5 anos.

Bucho referiu que o seu país, através do Instituto Camões e a Cooperação Portuguesa deu apoio à implementação do Plano Sectorial da educação nos níveis macro e médio do sistema educativo, com assistências técnicas ao Ministério, ao ensino superior e ao Instituto Nacional do Desenvolvimento para Educação (INDE).

  “ O Ministério da Educação em parceria com o Instituto de Desenvolvimento da Educação (INDE) e  a FEC, através do Programa de Apoio a Reformas do Sistema Educativo (PARSE) têm vindo a realizar formações contínuas de agentes educativos, todos os anos, nomeadamente aos professores, coordenadores de disciplinas, directores das escolas, inspectores e técnicos da educação.

A referida formação foi financiada pelo Instituto Camões e União Europeia com apoio institucional da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) .

ANG/JD/ÂC/SG

Nigéria


Governo  confirma libertação de 76 raparigas pelo Boko Haram

Bissau, 21 Mar 18 (ANG) – O Governo nigeriano confirmou hoje a libertação de 76, e não “cerca de uma centena”, de jovens raparigas que foram raptadas a 19 de Fevereiro pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, desconhecendo-se o paradeiro das restantes 34.
Inicialmente, fontes contactadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP) davam conta de que o Boko Haram, com ligações ao grupo Estado Islâmico, tinha libertado cerca de uma centena de raparigas, em Dapchi, no estado de Yobe (norte).
Por outro lado, testemunhas citadas pela agência Associated Press (AP) indicaram que os raptores chegaram a Dapchi cerca das 08:00 locais (06:00 em Cabo Verde) e que deixaram as crianças defronte da escola da cidade, gritando à população para que não as deixem regressar ao estabelecimento de ensino para receber “instrução ocidental”.
Citando uma das testemunhas em Dapchi, a AP adianta que os elementos do Boko Haram disseram que as libertavam “por piedade”.
“Mas não ponham as vossas filhas na escola”, gritaram.
O Governo nigeriano também negou ter pagado qualquer resgate aos raptores, garantindo que a libertação das jovens é um processo que “ainda está em curso” através de “canais específicos e com a ajuda de alguns países amigos”.
“As jovens raparigas chegaram em nove viaturas e foram entregues à porta da escola cerca das 08:00” (07:00 em Bissau), indicou à AFP Bashir Manzo, que dirige uma associação de ajuda aos familiares das crianças raptadas, acrescentando que as autoridades policiais vão proceder a uma contagem precisa das que foram libertadas.
“Tenho uma lista das raparigas que foram raptadas e estou a caminho da escola para confirmar se falta alguma. Mas, para já, sabemos que uma delas morreu” durante o cativeiro, acrescentou.
Segundo Manzo, a entrega das raparigas não foi acompanhada por qualquer força de segurança dos extremistas, que chegaram nas viaturas, deixaram as jovens e partiram.
A 19 de Fevereiro último, elementos do Boko Haram atacaram uma escola para raparigas em Dapchi e raptaram 110 com idades entre os 10 e os 18 anos.
Na terça-feira, a Amnistia Internacional (AI) acusou o Exército nigeriano de ter sido informado sobre movimentações dos extremistas na região de Dapchi antes do rapto e de não ter reagido a tempo.
Esta acção desenvolveu-se em circunstâncias quase idênticas ao rapto de Chibok, em Abril de 2014, em que 260 raparigas foram levadas por militantes do Boko Haram, desencadeando uma vaga de emoção mundial.

Mais tarde, cerca de uma centena delas conseguiu escapar ou foram libertadas depois de negociações com o Governo. ANG/Inforpress/Lusa

Campanha de caju 2018


Abertura oficial prevista para sábado em Gabu

Bissau, 21 Mar 18 (ANG)- O Chefe de estado, José Mário Vaz preside no sábado a cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização da castanha de caju, revelou o Presidente de Agência Nacional de Cajú  (ANCA).

Malam Djaura falava à imprensa após ter efectuado  visitas à três armazéns cujos proprietários exportam caju.

“Este ano só receberão certificados de méritos as empresas cujo limite máximo de humidade da castanha  não ultrapassa 10 por cento. Esta regra será controlada com bastante rigorosidade”, avisou  Malam Djaura.

Aquele responsável sublinhou que a castanha de cajú do presente ano será transportado em sacos produzidos para o efeito, de modo a permitir a identificação da origem  do produto e o ano da sua produção.

O presidente da ANCA disse que actualmente  muitos países já estão a produzir o caju e que, por isso, os cuidados que possam garantir melhor qualidade não devem ser dispensados.

“Existem recomendações globais que têm a ver  com a secagem e conservação do produto, mas também existem orientações  que damos a cada empresa para a melhoria de algumas situações inadequadas, por exemplo, as condições de trabalho”, explicou Djaura.

Questionado se a demora na fixação do preço de castanha de caju por parte do governo não pode comprometer a campanha, respondeu que antes de fixar o preço é necessário fazer um trabalho de base, e que por isso, serão obrigados a deparar-se com atrasos.

Malam Djaura disse ainda que, se o governo não fixar o preço, o melhor é aguardar , tendo recomendado aos agricultores para não comercializassem o caju a um preço inferior ao estipulado no ano passado.  

ANG/AALS/SG


Lei da Terra


FAO lança quinta-feira projecto “Ntene terra”

Bissau, 21 Mar 18 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura(FAO) lança quinta-feira em Bissau o projecto “Ntene Terra”(tenho terra) para uma governação responsável.
 
Segundo um comunicado da União Europeia enviado à ANG, A iniciativa financiada pela União Europeia no quadro de uma parceria estratégica com a FAO no domínio agrícola, representa um apoio à implementação da Lei da Terra da Guiné-Bissau promulgada há 20 anos.

“Com a implementação deste projecto, os produtores, as comunidades rurais e periurbanas usufruirão de uma melhor segurança da posse de terra, para melhor segurança alimentar e nutricional. Os investidores na área agrícola terão um quadro favorável para garantir e perenizar os seus investimentos”, refere o comunicado.

O projecto concebido para quatro anos, e de acordo com o comunicado, visa fortalecer  e operacionalizar as Comissões de Terra com  os seus próprios recursos.

A aplicação da Lei de Terra é assegurada por nove comissões regionais e 38 subcomissões sectoriais, e ainda pelo Observatório Nacional da Terra Rural.

 ANG/SG

FFGB


Catió Baldé pede demissão das funções de Director-executivo

Bissau, 21 Mar 18 (ANG) – O Diretor-executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau pediu recentemente a suspensão temporária das suas funções.

Na sua carta de pedido de demissão à que ANG teve acesso, Catió Baldé disse que pretende cessar funções até quando tiver uma reunião que solicitou com o presidente da Federação de Futebol, Irénio Manuel Nascimento Lopes.

O Diretor-executivo da FFGB afirmou na carta que não vai participar no estágio da Selecçao Nacional de futebol previstas para os dias 19 e 27 do mês em curso.

Cati[o Baldé pede a compreensão de todos e agrada que seja marcada o encontro solicitado com o Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau.

Baldé não mencionou na carta o que o motivou a pedir suspensão temporariamente das funções na FFGB.

ANG/JD/ÂC/SG