quarta-feira, 9 de junho de 2021

      Covid-19/Àfrica ainda só vacinou menos de 2% da população

Bissau, 09 jun 21(ANG) - O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) disse terça-feira que menos de 2% da população está vacinada em África e salientou que a meta é vacinar 60% da população, noticiou a Lusa.

"O continente africano imunizou menos de 2% da população, que é de 1,3 mil milhões de pessoas, ao passo que o mundo já vacinou 2,2 mil milhões de pessoas", lamentou John Nkengasong, durante a sua intervenção na apresentação da parceria com a Fundação Mastercard, que liberta 1,3 mil milhões de dólares, cerca de mil milhões de euros, contra a pandemia.

"O continente africano adquiriu 54 milhões de doses e 32 milhões de vacinas foram administradas em África, mas temos de imunizar 750 milhões de pessoas, que representam 60% da população", acrescentou o responsável, mostrando-se preocupado com o atraso na compra, distribuição e administração das vacinas no continente.

A parceria com a Fundação Mastercard visa "aumentar a capacidade de vencer a batalha contra a pandemia, aumentar a capacidade de distribuição das vacinas independentemente de quais são essas vacinas, e fortalecer as instituições africanas", disse John Nkengasong.

As oito áreas principais de actuação, de acordo com o director do África CDC, são a aquisição e logística na compra de vacinas, fortalecimento da logística dos países e a criação de centros de vacinação e formação de colaboradores.

Para além disso, a parceria vai fomentar também o envolvimento das comunidades e comunicação dos riscos, fármacovigilância, vigilância genómica das variantes da covid-19, implementação de sistemas e instrumentos digitais e assistência técnica à gestão dos programas nacionais de vacinação.
A Fundação Mastercard anunciou hoje que vai doar 1,3 mil milhões de dólares nos próximos três anos para ajudar a combater a pandemia de covid-19 e acelerar a recuperação económica no continente africano.

"Em parceria com a União Africana e o África CDC, a Fundação Mastercard orgulha-se de anunciar a entrega de 1,3 mil milhões de dólares [um pouco mais de mil milhões de euros] nos próximos três anos para salvar vidas e rendimentos de milhões de pessoas e acelerar a recuperação económica do continente", disse a presidente desta entidade, Reeta Roy.

Na apresentação da parceria, em formato digital, a responsável vincou que a parceria hoje anunciada tem quatro prioridades: "Adquirir vacinas para pelo menos 50 milhões de pessoas, apoiar a entrega e distribuição para muitos mais milhões de pessoas no continente, preparar a força de trabalho para a produção de vacinas em África e fortalecer o África CDC para implementar esta iniciativa histórica em conjunto com os países africanos", disse a responsável.

Na intervenção, Rita Roy disse que esta iniciativa deverá "desbloquear o potencial económico do setor da saúde e criar empregos e oportunidades para milhares de pessoas" e defendeu que são necessários "investimentos sistémicos para aumentar a segurança e a resiliência do sector".

África registou mais 361 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o total de óbitos desde o início da pandemia para 132.786, e 22.386 novos infectados, de acordo com os dados oficiais mais recentes.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de casos no continente é de 4.938.325 e o de recuperados é de 4.457.645, mais 11.773 nas últimas 24 horas.

A África Austral continua a ser a região mais afectada, com 2.130.412 casos e 65.585 óbitos associados à covid-19. Nesta região encontra-se o país mais atingido pela pandemia no continente, a África do Sul, que contabiliza 1.699.849 casos e 57.063 mortes.ANG/Angop

 

 

Cinema/Flora Gomes recompensado com Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema

Bissau, 09 Jun 21 (ANG) - O cineasta guineense, Flora
Gomes é o vencedor do Prémio McMillan-Stewart de Distinção  em Cinema-2021, atribuído pela Universidade de Harvard.

A citada recompensa premeia o cinema africano    independente e é um  estímulo aos criadores da sétima arte em África.   

Ao ser recompensado com o McMillan-Stewart Fellowship in Distinguished Filmmaking (Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema), o cineasta Flora Gomes entra na lista dos grandes cineastas africanos, como  Ousmane Sembeme, Souleymane Cissé, Alain Gomis e outros que já receberam no passado o prémio atribuído pela prestigiosa Universidade de Harvard.

O guineense, cuja cinematografia foi iniciada em 1988 com a longa metragem Mortu Nega, é premiado  pelo conjunto da sua obra, na qual se destacam também Udju azul di Yonta (Os Olhos Azuis de Yonta de 1992) ,  As duas faces da Guerra de 2007 e A República das Crianças em 2010.

Em  declarações  à RFI Flora Gomes sublinhou que a distinção que lhe foi atribuída recompensa sobretudo  o cinema africano e todos os que na Guiné-Bissau, nomeadamente Amílcar Cabral, figura histórica da luta pela independência do seu  país, contribuíram para incentivar a sua carreira e o cinema, numa sociedade onde as prioridades são outras e ser-se cineasta representa uma luta constante para a realização da sua arte.

O  Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema atribuído pelo Film Center da Universidade de Harvard, inclui uma soma de 10.000 doláres norte-americanos, sujeita a impostos e vai permitir que Flora Gomes seja convidado pela referida instituição, entre o início de Fevereiro e o final de Abril de 2022, para apresentar  uma   retrospectiva da sua cinematografia.

Durante a semana em que o cineasta guineense  será acolhido pelo departamento de estudos cinematográficos da Universidade de Harvard, Gomes realizará  igualmente masterclasses para estudantes de licenciatura e de doutoramento.

Flora  Gomes estará na edição de Artes da RFI, na quarta-feira dia 16 de Junho de 2021, durante a qual falará da sua obra,bem como do cinema africano e do guineense.  ANG/RFI  

 

 

 
Bruxelas
/Parlamento Europeu aprova certificado covid-19

Bissau,  09 Jun 21(Inforpress) – O Parlamento Europeu aprovou a adopção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infecção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 01 de Julho.

Numa votação realizada na terça-feira, em Estrasburgo, mas cujo resultado apenas foi divulgado hoje de manhã – devido à contagem dos votos à distância, dado a sessão plenária ser realizada em formato híbrido -, a assembleia deu a sua ‘luz verde’ ao certificado com 546 votos a favor, 93 contra e 51 abstenções.

Depois de, em meados de Maio, os negociadores da presidência portuguesa do Conselho da UE e do Parlamento Europeu terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em Março passado, a aprovação pela assembleia do texto do compromisso que enquadra juridicamente o documento abre caminho à sua entrada em vigor, tal como previsto, em 01 de Julho, por uma duração de 12 meses.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE e apoiar designadamente o sector do turismo, numa tentativa de ‘salvar’ o Verão de 2021, este ‘livre-trânsito’, que deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos electrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente, e na língua nacional do cidadão e em inglês.

No quadro da implementação deste certificado europeu, prevê-se que os Estados-membros não voltem a aplicar restrições, quando quase metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina contra a doença covid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Na terça-feira, a Comissão Europeia instou os Estados-membros da UE a começarem já a emitir certificados comprovativos da vacinação, recuperação ou testagem à covid-19, visando evitar “grandes bloqueios” no arranque oficial do documento digital ao nível comunitário.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Parlamento
/Deputado do PAIGC denuncia falta de materiais de trabalho nos serviços da FISCAP de Cacheu

Bissau, 08 Jun 21 (ANG) – O deputado da bancada do Partido da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Hélder Barros denunciou hoje que os Serviços de Fiscalização de Actividades de Pescas na Região de Cacheu (FISCAP) estão com falta de materiais de trabalho, situação que não tem estado a possibilitar o combate à pesca ilega naquela localidade.

Hélder Barros fez a denúncia esta terça-feira no período Antes de Ordem do Dia, no parlamento, e diz  que as equipas da FISCAP nessa zona são trocadas de 3 em 3 meses.

Aquele deputado pediu à Comissão Especializada da Assembleia Nacional Popular(ANP) para área das Pescas para diligenciar no sentido de inverter essa situação.

O deputado mostrou-se, por outro lado, preocupado com a  apreensão de vedetas doadas pela direção do seu partido às populações das Ilhas de Bijagós, com a finalidade de  reduzir as suas dificuldades de deslocação.

Barros pede as autoridades competentes para devolverem as referidas vedetas às populações beneficiárias.

 “Há bem pouco tempo aconteceu um acidente marítimo que ceifou  vidas nas Ilhas de Bijagós. Provavelmente, se estas vedetas estivessem lá podia não ocorrer esse acidente. Agora  quem vai ser responsabilizado?. Por isso, queremos pedir que as vedetas sejam devolvidas aos beneficiários”, disse Hélder Barros.

Este  dirigente do PAIGC criticou que o país está a viver um ambiente de “desmando total”, justificando que, há bem pouco tempo, foram apreendidos agentes do Ministério de Interior que estavam a reclamar um salário compatível com as suas graduações.

Para Hérder Barros não se deve promover e continuar a pagar o salário do nível inferior.

Barros ainda questionou se os nomes dos militares recém recrutados, mais de 200, estão incritos no Orçamento GeraL de Estado (OGE), tendo mostrado igualmente a sua inquietação sobre o que considera “silêncio do Chefe do Estado-maior Genenal das Forças Armadas (CEMGFA), Biaguê Nan Tan em relação ao assunto.

Barros pede as autoridades competentes esclarecimentos sobre a nova gama do passaporte especial, anunciada recentemente pelas autoridades guineenses.

Disse  que a guerra civil de 7 de junho de 1998 trouxe muitos prejuízos para o país, nomeadamente no âmbito económico, sustentando que os guineenses devem evitar qualquer tipo de situação que possa conduzir o país à esse tipo de situação.

Por sua vez, o Coordenador do Movimento para Alternância Democrática(MADEM G15), o deputado Braima Camará ao dar escalrecimentos sobre  a sua alegada “apropriação do Parque Lagoa de N`batonha”, afirmou que comprou aquele espaço num leilão, em 1999 com financiamento do ex-Banco Tota & Açores, numa  altura  em que Francisca Vaz era a Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

“Comprei este espaço com orgulho porque defendi a “guineendade”, porque foi um conjunto de terrenos postos no edital da CMB inclusive o espaço agora ocupado pelo atual Hotel Royal. Mas o maior terreno livre que existia era o espaço N`batonha, e se  não o comprava podia ser comprado por um estrangeiro”, disse Camará.

O líder do Madem G-15 garante que fez o registo do referido terreno no Ministério da Justiça mas que foi  “proibido” de o utilizar quando o lider do PAIGC, Domingos Simões Pereira era Ministro das Obras Pública por alegações  de que se tratava de um espaço de domínio público

ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

 


Dia Mundial de Oceanos
/Ministro das Pescas defende mudanças no sector para  impulsionar a economia nacional

Bissau,08 Jun 21(ANG) – O ministro das Pescas defendeu hoje a necesidade de haver mudanças no sector para impulsionar a economia nacional e provocar efeitos diretos na vida das populações.

Mário Siano Fambé, em mensagem alusiva ao Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala hoje, disse que a Guiné-Bissau enquanto Estado costeiro, com cerca de 78 por cento da sua população a viver na zona costeira, o sector das pescas é muito representativo e deve ser um dos motores do seu crescimento económico.

“Há uma clara percepção do Governo de que o sector das pescas precisa de mudança de paradigma para servir de impulsionador da economia nacional, das receitas públicas e com reflexo directo no acesso ao pescado”, explicou o governante.

Acrescentou que nesse sentido, o Governo precisa da colaboração de todos, sejam eles parceiros de cooperação multilaterais ou bilateriais, sejam marinheiros, associação de vendedeiras, de agenciadores, até e, especialmente, dos quadros qiue asseguram as actividades ao nível do Ministério das Pescas.

Fambe alertou que a Guiné-Bissau como país costeiro e parte integrante do conjunto das nações não é exepção às regras de constatação global sobre as  ameaças ao  seu ecossistema e à  grande variedade de espécies que nele habitam.

O governante frisou que há que se respeitar o plano anual de gestão das pescas, quer na vertente de quantidade, quer  na vertente da qualidade, bem como de cumprimento de medidas de investimento e abastecimento do mercado,  no âmbito das licenças emitidas no quadro da realização de investimentos em infraestruturas de pesca.

“Permitam-me aproveitar deste nobre ocasião para anunciar que o Governo estará implacável e doravante não será emitida à ninguém, a licença de pesca, com imcumprimento  no prazo de investimento de dois anos, apresentação da garantia bancária correspodente a 20 por cento do valor mínimo do investimento estipulado bem como do cumprimento da obrigação do abastecimento regular do mercado em pescado”, disse o ministro das Pescas.

O Dia Mundial dos Oceanos foi instituído em Janeiro de 1992 pela Organização das Nações Unidas(ONU), aquando da Cimeira de Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

O tema escolhido este ano para comemorar a data é ”Os oceanos vida e subsistència”.ANG/ÂC//SG

  

 

 

 

 

Covid-19/ Embaixador da China doa materiais de prervenção contra pandemia ao PAIGC

Bissau, 08 Jun 21 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau doou hoje um lote de materiais de prevenção contra coronavirus ao Partido Aficano da Indepência da Guuiné e Cabo-Verde (PAIGC).

O referido donativo é composto por 6.340 máscaras, sendo 6 mil máscaras faciais médicas cirúrgicas, 60 termometro infra-vermelhas para medir a temperatura e 10 ventiladores.

Falando no acto da entrega dos referidos materiais, o Secretário Nacional em Exercício dos libertadores, Adriano Ferreira salientou que o gesto se enquadra nas relações de amizade e cooperação com o povo chinês, e que  já vem de longos anos

“Esta oferta mostra a preocupação da China em relação a luta do povo guineese contra a Covid-19 e vamos fazer o uso razoavél desta oferta para que chega as mãos dos que mais precisam , não só militantes do PAIGC, mas à toda a população nacional”, disse.

Aquele responsável do PAIGC acrescentou que agradece ao povo chinês por ter partilhado com o povo guineense os avanços científicos conseguidos no domínio da luta contra a pandemia.

Por sua vez, o Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Guo Ce, disse que o PAIGC e o Partido Comunista Chinés(PCC) têm feitos muitos intercâmbios e que este ano o PCC completou  100 anos de existência e recebeu uma carta de felicitação do Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e um presente com caracteristicas guineenses, o que, segundo diplomata, demonstra um bom exemplo de relação de amizade entre os dois partidos.

Guo Ce frisou que há anos atrás, a China, em conjunto com os países africanos, adoptaram a iniciativa de parceria para o desenvolvimento da África, acrescentando que vai continuar a apoiar  o desenvolvimeto dos países africanos.

“Nas nossas relações com os países africanos, não vamos impor quaisquer condições políticas para isso, e como representante  da diplomacia chinesa na Guiné-Bissau pretendo continuar a manter a comunicação e intercâmbio com o partido de Cabral, e espero que este desempenha um grande papél no desenvolvimento do país”, disse.

O diplomata Chinês disse esperar que os materiais ajudem no combate à Covid-19  na Guiné-Bissau e informou que à pedido do Governo da Guiné-Bissau, o Governo Chinés vai doar  vacinas contra Covid-19 ao país dentro de dois ou três meses.

Na segunda-feira,o  Embaixador chinês em  Bissau doou igualmente um lote de materiais de prevenção contra a Covid-19 e ventiladores ao  Movimento para a Alternancia Democrática (Madem G-15)ANG/MSC/ÂC//SG

Covid-19/Pelo menos 1.115 jornalistas de 77 países morreram da pandemia

Bissau, 08 Jun 21 (ANG) - Pelo menos 1.500 jornalistas de 77 países morreram de covid-19 desde que começou a pandemia, disse hoje o grupo Press Emblem Campaign destacando que 200 profissionais foram vítimas da doença em Maio.

De acordo com a organização não-governamental com sede em Genebra, Suíça, quase metade das mortes de jornalistas por covid-19 no mês Maio ocorreram na Índia, onde se verifica um grave surto da doença, havendo ainda a registar 26 mortes no Brasil.  

O secretário-geral da Press Emblem Campaign, Blaise Lempen, lamentou que nos países em vias de desenvolvimento a vacinação não seja suficiente e lembrou que os jornalistas são profissionais particularmente expostos ao vírus, no exercício da profissão.

Por outro lado, a organização agradece que alguns países tenham incluído jornalistas entre os grupos prioritários para vacinação e que alguns governos tenham tomado medidas no sentido de apoiar as famílias dos profissionais que morreram da doença.  

Por regiões, a América Latina registou mais de metade das vítimas: 795 mortes, seguida da Ásia com 406, Europa com 192, África com 57 e América do Norte com 51 óbitos, desde que começou a crise sanitária.

Por países, os meios de comunicação social da Índia foram os mais afetados, registando-se pelo menos 246 mortes de covid-19 entre os jornalistas apesar de algumas fontes indicarem que o número real pode ultrapassar os 400 óbitos.

No Brasil morreram 239 jornalistas de SARS-CoV-2, no Peru 163 e no México 112.

Entre os dez países onde se registaram mais mortes de jornalistas vítimas do novo coronavírus estão também a Colômbia, Itália, Bangladesh, Equador, Estados Unidos e o Irão.ANG/Angop
 

 

 

 

Saúde/Governo doa 1.000 colchões para hospitais do país

Bissau, 08 Jun 21(ANG) - O Ministério das Finanças entregou segunda-feira ao Ministério da Saúde 1.000 colchões para serem distribuídos por várias unidades hospitalares do país.

Os colchões, orçados em 50.000 milhões de francos cfa, foram fabricados na Guiné-Bissau e comprados no âmbito da assistência aos hospitais e centros de saúde do país.

"Peço aos técnicos de saúde para nos acompanharem. Estamos a criar as condições para que a população tenha de facto saúde, mas só as condições não chegam, é preciso que os técnicos nos acompanhem", disse o ministro das Finanças, João Fadiá, na cerimónia de entrega dos colchões.

O ministro salientou também que dentro de pouco tempo a unidade de cuidados intensivos, que está desativada, vai ser objeto de intervenção.

"O hospital vai ter outro rosto. Agora depende do ministro da Saúde, já pedimos orçamento e basta que esse orçamento chegue ao Ministério das Finanças para que este hospital seja de facto de referência", disse.

Questionado pelos jornalistas sobre se o setor da Saúde é a prioridade do Governo, o ministro das Finanças afirmou que é o "principal", salientando que têm sido feitos vários investimentos, nomeadamente na cantina, limpeza, lavandaria e que as cirurgias passaram a ser gratuitas.

"O Governo está a dar grande prioridade ao setor da Saúde, que é fundamental para que o Estado exista", afirmou.

O ministro da Saúde, Dionísio Cumba, disse que é preciso o hospital ter condições para que os pacientes sejam atendidos de forma condigna.

"Este gesto do Governo é no sentido de reforçar o sistema de saúde e mostrar a sua disponibilidade para garantir uma assistência melhor e qualificada dos nossos cidadãos", afirmou.ANG/Lusa

 

Covid-19/”Desigualdade na vacinação ameaça todas as nações”, diz a  OMS

Bissau, 08 Jun 21 (ANG)  – O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou segunda-feira que a desigualdade na vacinação contra a covid-19 ameaça todas as nações, reiterando a necessidade da partilha de vacinas para travar a fase aguda da pandemia.

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava na habitual videoconferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19, transmitida da sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

O médico etíope enfatizou que “a vacinação desigual é uma ameaça a todas as nações e não apenas às que contam com menos vacinas”, ao permitir que o novo coronavírus SARS-CoV-2 “continue a propagar-se, aumentando as possibilidades de uma variante emergente fazer com que uma vacina seja menos eficaz”.

O dirigente da OMS alertou para o “aumento da transmissão” das variantes do SARS-CoV-2 consideradas como “de preocupação”, em particular a Delta (sublinhagem da variante identificada pela primeira vez na Índia), que deve manter os países vigilantes.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, “eliminar restrições” pode revelar-se “muito preocupante” para as pessoas ainda não vacinadas, pelo que mesmo nos países com elevadas taxas de vacinação a atenuação das medidas sanitárias deve ser feita de “forma prudente e alinhada com a taxa de circulação viral”.

Para o director-geral da OMS, a falta de partilha de doses de vacinas entre os países ricos e pobres, mas também de recursos e tecnologia, continua a ser uma barreira ao combate da covid-19, apesar dos “indícios encorajadores sobre a trajectória da pandemia” no mundo – menos infecções em seis semanas consecutivas e menos mortes em cinco semanas seguidas.

“Partilhar vacinas é fundamental para pôr fim à fase aguda da pandemia”, frisou, apelando aos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) para doarem em junho e julho vacinas ao mecanismo de distribuição universal e equitativa Covax, que permite fazer chegar doses às nações mais pobres.

Aos fabricantes de vacinas, Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu para que disponibilizem ao Covax, cogerido pela OMS, metade do seu volume de produção ainda este ano.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 3.731.297 mortos no mundo, resultantes de mais de 173,2 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (tipo de vírus), detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo. ANG/Inforpress/Lusa

 


Covid-19/
  País regista 21 novos casos de infecções, e 15 pessoas  se recuperaram da doença

Bissau, 08 Jun 21 (ANG) – As autoridades sanitárias guineenses registaram mais 21 novas infeções por Covid-19  entre 1.202 pessoas testadas, e15 individuos foram dados como recuperados da doença, segundo os dados do boletim informativo semanal(31 de Maio a 06 de Junho) do Alto Comissariado para a Covid-19 .

De acordo com os  dados do Alto Comissariado,à que a  Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje, o Sector Autônomo de Bissau testou 1.089 pessoas e três dos quais acusaram positvos, e 15 se recuperaram da doença.

Segundo o boletim semanal  do Alto Comissariado sobre evolução epidemiologica da Covid 19 no país,  13 dos 21 novos casos de infecção são do sexo masculino e oito do sexo feminino.

Os dados apontam que a  região de Biombo registou três novos casos de infecção associados a Covid-19; a região de Gabu analisou 11 amostras, mas nenhuma delas acusou positivo; a região de Oio registou seis novos casos de infecção, num total de 18 testes realizados; na região de Tombali 66 pessoas foram testadas e 8 das quais acusaram positivo”; a região de Quinará testou sete casos e um deles deu positivo e a de  Bijagós analisou  seis  pessoas mas nenhum deu positivo para a Covid-19.

Conforme o boletim informativo semanal, a região de Bafatá  não registou nenhum novo caso de infecção, apesar de ter testado duas pessoas .  

As restantes  regiões, nomeadamente a região de Bolama, Cacheu, Farim não registaram nenhum caso de infecção pelo novo coronavírus.

O Sector Autônomo de Bissau, segundo os dados do Alto Comissariado, continua a ser a zona mais atingida pela doença com  um total acumulado de 3.218 infectados, num universo de 63.535 testes realizados, 3.078 recuperados, 96 casos activos  e 40 vitimas mortais.

A Provincia norte, que abrange região de Cacheu, Oio, Farim e Biombo, testou 2.986 casos e 250   acusaram positivos, 330 individuos são dados como recuperados  da doença, regsitaram sete casos  activos e 13 óbitos.

A Provincia leste, composta pela região de Bafata e Gabu, analisou 1.454 pessoas e 188 positivos, 129 recuperados, 44 casos em avtivos e 13 mortos provocados pela covid-19.

O Sul da Guiné-Bissau é zona menos atingida pela pandemia, e realizou 1.025 testes e 93 deles deram positivos, 67 pessoas foram dadas como recuperadas, há 24 casos activos e dois óbito por Covid.

A pandemia de covid-19 já infetou no país, um total de 3.787 pessoas, num total 69.255  testes realizados,há o registo de  3.533 recuperadas,  180 casos activos, 68 óbitos e 239 internamentos.   ANG/LPG/ÂC//SG

 

Terrorismo/Moçambique e Tanzânia defendem necessidade de cooperação contra o fenómeno

Bissau, 08 Jun 21 (ANG) - Moçambique e Tanzânia reconhecem a necessidade de se reforçar a cooperação bilateral para combater o terrorismo.

Trata-se de um fenómeno que afecta desde 2017 a província de Cabo Delgado e o sul do país vizinho. 

A necessidade de cooperação com a Tanzânia na luta contra o terrorismo foi realçada pelo Ministro da Defesa de Moçambique, Jaime Neto, que participou na comissão conjunta de defesa e segurança entre os dois países. 

"A sofisticação e a gravidade dos ataques à segurança e os seus riscos são enormes. Não podemos permitir que a soberania dos nossos Estados seja posta em causa por forças estranhas aos interesses das nossas nações", disse Neto.

 Perante o facto de  terrorismo também afectar o sul da República Unida da Tanzânia, o ministro moçambicano da Defesa reconhece que os desafios são vários.  

"Somos desafiados por uma conjuntura internacional, regional cada vez mais complexa dominada pelo rápido expansionismo do terrorismo , imigração ilegal e crime organizado transnacional.", disse Jaime Neto.

A comissão conjunta de defesa e segurança esteve reunida ao longo do fim de semana em Dar es Salam, onde Moçambique esteve também representado pelo Ministro do Interior, Amade Miquidade. ANG/RFI

 

 

 


Greve na F Pública
/Sociedade Civil guineense confiante no entendimento entre Governo e  UNTG

Bissau, 07 Jun 21 (ANG) – A Porta-voz das organizaçoes não governamentais que atuam no dominio da paz na Guine-Bissau, disse estar confiante no engajamento do Governo e da Uniao Nacional dos Trabalhadores da Guine UNTG para que haja um entendimento capaz de levar a suspensão da greve em curso na Função Pública.

Denise Arcilia Cabral Indeque falava à imprensa em nome das ONG depois do encontro mantido com os dirigentes da UNTG, na manhã desta segunda-feira, na busca de
 soluções sobre a greve observada na função pública  há seis meses.

“O encontro serviu para auscultar e aproximar as partes. Ouvir, atenciosamente, para melhor servir de ponte com vista a encontrar soluções para pôr fim às ondas de greves na função pública”, disse Indeque.

Informou que, vão ainda hoje, manter um encontro com o Primeiro-ministro com a mesma preocupação.

De acordo com esta responsável, o Governo é o maior interessado ou seja maior beneficiário de um eventual entendimento com as centrais sindicais, por isso deve pautar pelo  cumprimento dos documentos assinados para que efetivamente seja levantada a  greve e fazer o país avançar.

O parta-voz da Comissão Negocial da Greve da UNTG, João Domingos da Silva, saudou a iniciativa da Sociedade Civil e disse que a sua organização sempre está aberta ao dialogo para encontrar soluções desde que estas se baseassem no cumprimento das leis e dos acordos assinados pelas partes.

João Domingos,  exorta os trabalhadores guineenses a se manterem firmes e determinados  nesta luta, e a não se intimidarem com os bloqueios de salários e outras formas da “intimidações”.

Segundo João Domingos, o Governo comprometeu-se a cumprir com  90 por cento  das suas reivindicações.ANG /CP/ÂC//SG

 

 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Pescas
/Governo vai disponibilizar  400 toneladas de pescados para  o mercado interno

Bissau,07 Jun 21(ANG) – O Governo através do Ministério das Pescas já dispõe de 400 toneladas de pescado de qualidade para o abastecimento do mercado interno à um preço acessível.

Em declarações à imprensa no acto da recepção dos referidos pescados, o Director- geral da Pesca Indústrial disse que o gesto se enquadra no programa do Governo para o sector das pescas.

Augusto Cabí afirmou que o Governo entende que o país não pode dispor de recursos haliêuticos em abundância e a sua população não estar a beneficiar dos pescados para o seu consumo.

“Foi nesta perspectiva que o Ministrério das Pescas solicitou à todos os agenciadores e empresas que pescam nas nossas águas territoriais para abastecerem o mercado interno”, disse.

O Director-geral da Pesca Industrial sublinhou que as mulheres vendedeiras, se deslocam até ao Senegal para comprar  peixes para depois revender aqui no país, facto que motiva o aumento do preço de peixe no mercado interno.

Aquele responsável disse que é inadmissível  que os armadores continuassem a pescar nas águas territoriais do país mas a  desembarcar  peixes  no Senegal em detrimento do mercado interno.

Disse que o Governo, para inverter a situação, ordenou à todos os armadores e as empresas que pescam no país para passarem a disponibilizar parte do seu pescado para abastecimento do  consumo interno, à um preço acessível.

Augusto Cabi frisou que os 400 toneladas hoje recebidos constituem a primeira tranche, acrescentando que outros carregamentos virão brevemente e serão distribuidos para todas as regiões do país, onde existem  infraestruturas de pesca.

Perguntado sobre o prazo de quinze dias dado em meados de Maio, às empresas que têm dívidas de abastecimento do mercado interno com o pescado para regularizarem a sua situação, Augusto Cabi  reafirmou que a referido prazo é para cumprir, caso contrário o navio do infractor será apreendido.

Afirmou contudo que as empresas para as quais se dirigiu  o referido ultimato já estão a cumprir paulatinamente, acrecentando que a título de exemplo, as 400 toneladas de peixeshoje entregues é o cumprimento desse ultimato.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

Sahel/Mais de 29 milhões de pessoas  precisam de ajuda – ONG

Bissau, 07 Jun 21 (ANG) – Mais de 29 milhões de pessoas precisam de ajuda no Sahel, uma parte de África onde o risco de fome triplicou em apenas dois anos, advertiu hoje a organização Acção Contra a Fome.

A organização não-governamental (ONG), com sede em Madrid, alertou, numa declaração, para o número alarmante de pessoas em risco de insegurança alimentar para a época de 2021 no Sahel, a parte do norte de África entre o deserto do Saara e a savana.

Desses 29 milhões, cerca de 13 milhões enfrentam “grave insegurança alimentar”, que “continuará a agravar-se” e “o número de pessoas famintas aumentará”, com mais de 1,6 milhões de crianças “gravemente subnutridas” que não receberão tratamento e muitas “poderão morrer ou sofrer danos mentais e físicos ao longo da vida”, disse a ONG.

Cerca de 811.000 pessoas requerem assistência imediata, um número que aumentou quase oito vezes desde 2019, de acordo com a organização.

A carência, conhecida como a “estação da fome”, é a temporada entre o esgotamento das reservas alimentares e o início da próxima colheita.

“Comparado com carências anteriores, este ano é diferente e muito mais grave”, advertiu Mamadu Diop, representante regional da Acção Contra a Fome na África Ocidental.

Além disso, a pandemia de covid-19 levou a um aumento significativo da insegurança alimentar, com o encerramento dos mercados, reduções na produção agrícola e o desaparecimento do emprego, de acordo com a ONG.

“A análise mostra que mais de metade das famílias sahelianas têm dificuldade de acesso ou são incapazes de aceder a alimentos nutritivos acessíveis”, disse Paloma Martin de Miguel, chefe do Sahel na Acção Contra a Fome.

A covid-19 também provoca uma diminuição da cobertura sanitária, com o resultado de que “as populações chegam a este período já muito debilitadas física e mentalmente, porque não tiveram as necessárias consultas médicas e acompanhamento”, disse Mamadu Diop, representante regional da Acção Contra a Fome na África Ocidental.

“O regresso à normalidade, a tão esperada saída do túnel, poderia ser comprometida pela época da fome que começa em Junho”, diz Martin de Miguel.

Os episódios de violência e insegurança tornam ainda mais difícil para os atores humanitários, que estão actualmente mais expostos, segundo esta ONG, que salienta que o número de deslocados internos e refugiados ultrapassa os cinco milhões de pessoas nesta área do planeta.

O Sahel cobre parte de países como a Mauritânia, Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Eritreia e Etiópia.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

      
     
Saúde Pública/
 Lançada rede de ambulâncias sanitárias na Guiné-Bissau

Bissau, 07 jun 21 (ANG) – O Governo, através do Alto Comissarido para covid-19 e os parceiros internacionais, nomeadamento OMS, União Europeia, Banco Mundial e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD  outros, procederam hoje ao lançamento da Rede de Ambulânciassanitárias para atender não só os doentes da Covid-19 mas também  mulheres grávidas, crianças com outros problemas de saúde e vitimas de acidente de viação.

Na ocasião, o ministro da Saúde Pública, Dionísio Cumba,  manifestou a sua satisfação pelo lançamento da Rede Integrada para dar resposta ao combate à covid-19 e o reforço do sistema de saúde.

“Graças aos parceiros conseguiu-se comprar estes 15 ambulâncias para responder as necessidades da pandemia e prestar apoio aos doentes no quadro da emergência no país, por forma a prestar serviço de qualidade as populações”, explicou.

O titular da pasta de Saúde disse que o governo  apesar de  confrontar-se com vários problemas no dominio social, económico e estrutural, compromete-se em tudo fazer para que a população tenha  acesso aos cuidados de saúde de qualidade, sustentando que o lançamento da rede é prova evidente desse compromisso.

Dionísio Cumba disse congratular-se com o trabalho feito pelo Alto Comissariado em estreita colaboração com os parceiros e o Ministerio de Saúde, e garante que  está e estará sempre ao lado do Alto Comissariado na luta contra a Covid-19, e para dar resposta à demais necessidade sanitárias do país.

A Alta Comissária para a Covid-19 Magda Robalo disse esperar que as ambulâncias não beneficiassem  apenas os doentes da Covid, mas também as mulheres grávidas, crianças e vitimas de acidentes da viação.

“O sonho é para que, cada guineense, esteja onde estiver, possa telefonar gratuitamente para o 112 e ser acolhido e transportado para a unidade sanitária mais próxima e que lhe sejam prestados o serviço que espera ser mais de qualidade”, disse Magda Robalo.

Por sua vez, o Representante da  Organização Mundial da Saude (OMS) garantiu que a continuará, como sempre, a apoiar técnicamente o Alto Comissariado para Covid-19 e o Ministério da Saúde Pública guineense de forma a estabelecer um Sistema de Saúde robusto e resiliente.

Jean Marie Kipela disse ser com muita  satisfação que assiste a inauguração da Rede Integrada de ambulâncias no  âmbito do reforço do Sistema Nacional de Emergência Médica.

“Tenho a certeza que a inauguração da Rede Integrada de Ambulâncias vai reforçar o Sistema Nacional de Saúde da Guiné-Bissau, permitindo assim dar uma resposta mais eficaz na luta contra a covuid-19, bem como na resposta a outros problemas de saúde”, referiu o representante da OMS no país.

As referidas ambulâncias estão equipadas com material de alta qualidade para salvar vidas, sobretudo com ventiladores, desfibriladores, monitores cardíacos, oxímetros de pulso, laringoscópios com luz LED, estetoscópios, termômetros, garrafas de oxigênio, cobertores isométricos entre outros.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

      Burkina Faso/Ataque mais mortífero desde 2015 faz mais de 138 mortos

Bissau, 07 Jun 21 (ANG) - Pelo menos 138 civis foram abatidos por homens armados no ataque nocturno à aldeia de Solhan, na comunidade de Sebba.

O país está em choque e três dias de luto nacional foram decretados.

O chefe de Estado do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, qualificou o ataque de bárbaro e admitiu ter sido uma tragédia.

O ataque ocorreu na noite de sexta-feira para sábado. Os atacantes chegaram em cerca de 20 motos à aldeia de Solhan pelas duas horas da manhã. Os terroristas mataram mais de 138 pessoas de forma aleatória e acabaram também por incendiar automóveis e lojas. As forças de segurança chegaram tarde demais.

Para Hamadi Boubakar, Presidente da Câmara de Sebba, a segurança neste tipo de aldeias é muito limitada, o que dá tempo aos atacantes de poderem fazer ‘o que querem’. Hamadi Boubakar está agora preocupado com a chegada de deslocados à cidade de Sebba para os quais terá de encontrar um alojamento, em pleno desespero.

Não há segurança, então é certo que os homens armados vão fazer tudo o que eles quiserem. Com a chegada massiva de deslocados, vamos tentar encontrar-lhes um alojamento. Eles estão desesperados”, frisou.

Issa Barry, um dos deputados da Província, diz ser um momento muito difícil, admitindo que agora a preocupação é enterrar os mortos e respeitar o luto nacional.

Neste momento temos as lágrimas nos olhos. É muito, mas muito difícil. O que me preocupa agora é poder enterrar os mortos e respeitar o luto nacional”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se indignado com este ataque que fez mais de 100 mortos, inclusive pelo menos 7 crianças. Quanto à embaixadora dos Estados Unidos no Burkina Faso, Sandra Clark, pediu que os terroristas sejam punidos pela justiça. ANG/RFI