segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

          Senegal/Pelo menos 19 mortos em colisão entre autocarro e camião

Bissau, 16 Jan 23 (ANG) - Pelo menos 19 pessoas morreram hoje numa colisão entre um autocarro e um camião, no norte do Senegal, oito dias após um acidente rodoviário que matou mais de 40 pessoas, segundo os bombeiros.


A colisão perto da cidade de Sakal, na região de Louga, deixou ainda 24 pessoas feridas, disse à AFP o coronel Papa Ange Michel Diatta, um funcionário dos bombeiros nacionais.

A colisão entre dois autocarros causou a morte de mais de 40 pessoas no dia 08 de Janeiro no centro do país, pondo em evidência os problemas nas estradas no Senegal.

Essas estradas como em muitos países africanos estão em veículos em mau estado e inseguros, condução imprudente, ou corrupção generalizada de funcionários responsáveis pela aplicação das leis ou pela emissão de cartas de condução.

O acidente de 08 de Janeiro, atribuído a um pneu rebentado, levou a uma onda de críticas às autoridades pela sua incapacidade de fazer cumprir as regras e regulamentos de condução sobre o estado dos veículos, apesar do aumento do número de acidentes.

O Governo senegalês anunciou cerca de 20 medidas na sequência do incidente, mas muitas delas foram consideradas inexequíveis pelos profissionais dos transportes. ANG/Angop

 

    Cabral 50 anos/Atual sociedade guineense não foi a projetada por Amílcar Cabral

Bissau,16 Jan 23(ANG) - O investigador João José "Huco" Monteiro considera, em declarações à Lusa, que a atual sociedade guineense não é a que foi projetada por Amílcar Cabral, "pai" da independência do país, assassinado há 50 anos na República da Guiné.


“Não. Digo perentoriamente que não. Em todos os aspectos”, declarou “Huco” Monteiro, sociologo e investigador no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas(INEP), e antigo chefe da diplomacia guineense, para quem “o único projecto verdadeiramente nacional”, foi o que foi idealizado por Cabral.

O ex-governante agora dono da Universidade Colinas do Boé, em Bissau, justifica sua opinião argumentando que Amílcar Cabral “sempre disse aos seus camaradas” da luta armada pela independência da Guiné e Cabo Verde que não podiam “aniquilar o colonialismo” nos dois territórios para praticarem os mesmos males às populações.

Para “Huco” Monteiro, Amílcar Cabral era um revolucionário que defendia uma rutura nas práticas de relacionamento entre os detentores do poder e a população.

“A sociedade que ele queria não era esta. Ele preconizava uma sociedade com um Estado. Já não falo de liberdades fundamentais porque na altura não estava na agenda. Nós éramos mais ou menos de orientação comunista, a liberdade individual submetia-se aos interesses coletivos (…) mas, há liberdade em si do nosso povo, o direito à palavra das pessoas, à crítica das pessoas, a preocupação com a unidade”, afirmou Monteiro.

Um assumido “Cabralista”, designação não oficial que é dado a alguém que estuda ou pratica os ideais de Amílcar Cabral, “Huco” Monteiro considerou que o “pai” das independências da Guiné e Cabo Verde “estava muito avançado no tempo”.

Monteiro exemplificou que Cabral, assassinado a 20 de janeiro de 1973, na Guiné-Conacri, era contra a divisão dos guineenses com base na pertença étnica.

O antigo ministro considera que, “dificilmente, haverá um outro Amílcar Cabral”, até pela sua singularidade de entre os da sua geração.

“Ninguém tinha” o gabarito de Amílcar Cabral e em Cabo Verde os intelectuais nunca se assumiram disponíveis em romper com a ordem colonial.

“Em Cabo Verde havia muitos intelectuais, mas mais conformistas do ponto de vista da política. Aceitaram a dominação colonial, Amílcar não, colocou-se num outro patamar da rotura nacionalista”, observou Monteiro.

“Era um homem doutrinado nos ideais mais avançados e mais humanistas da atualidade internacional. Era um homem especial, muito especial”, referiu Monteiro.

Mesmo estando a viver num Portugal ditatorial, Amílcar Cabral foi um privilegiado, por ter tido acesso ao mundo a partir da sua permanência e estudos no solo luso, defendeu o sociólogo guineense.

“Huco” Monteiro lembrou o facto de Cabral e outros jovens nacionalistas africanos terem recebido em Portugal o “pai” do pan-africanismo, o sociólogo norte-americano William du Bois e de outros companheiros ainda terem tido contactos com movimentos em França.

 “Huco” Monteiro destacou ainda a facilidade com que Amílcar Cabral lidava com os nativos do território que o viu nascer a 12 de setembro de 1924 em Bafatá, leste da Guiné.

“Vivia com os guineenses numa sociedade complicada, sociedade colonial onde havia quase a estratificação racial. A classe social era quase secundada pelo aspeto racial ou cultural. Estava lá esse homem metido no desporto, na organização de bailes de confraternização com guineenses”, frisou Monteiro.

O sociólogo também enfatizou o “carinho” que Cabral dispensava às crianças, que considerava as flores da luta e a razão do combate pela independência, e ainda a “atenção especial” que dedicava às mulheres.

“Hoje fala-se da quota das mulheres em diferentes serviços,  em muitos países está em voga este aspeto do género que Amílcar já praticava na Luta de Libertação Nacional”, observou “Huco” Monteiro dando exemplos com a presença de mulheres nos órgãos de decisão na luta armada e também, disse, fazia as mesmas exigências mesmo na formação de comités de ‘tabancas’ (aldeias).ANG/Lusa

     Brasil/Supremo Tribunal Federal inclui Bolsonaro na investigação aos ataques

 Bissau, 16 Jan 23(ANG) – O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro autorizou  sexta-feira a inclusão do ex-Presidente Jair Bolsonaro na sua investigação sobre os ataques de radicais ao três poderes, depois do pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).


De acordo com o documento judicial, o juiz Alexandre de Morais aceitou o pedido do Ministério Público, que citou um vídeo divulgado por Bolsonaro na rede social Facebook dois dias após o motim, noticiou a agência Associated Press (AP).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha pedido esta sexta-feira ao STF brasileiro para investigar o ex-Presidente Jair Bolsonaro como autor intelectual e instigador dos ataques feito por extremistas aos três poderes, em Brasília, no domingo.

“A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão de representação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Inquérito 4.921, que apura a instigação e autoria intelectual dos actos antidemocráticos que resultaram em episódios de vandalismo e violência em Brasília no último domingo”, lê-se num comunicado divulgado na página do Ministério Público Federal.

Os membros do Ministério Público Federal indicam que ao partilhar o vídeo nas suas redes sociais “no dia 10 de Janeiro questionando a regularidade das eleições presidenciais de 2022″, Bolsonaro teria feito incitação pública à prática de crime.

Bolsonaro apagou o vídeo no dia seguinte, na quarta-feira.

Já depois do pedido de abertura de uma investigação, o advogado de Jair Bolsonaro negou qualquer envolvimento do ex-presidente brasileiro nos ataques de radicais ao três poderes.

“O presidente Jair Bolsonaro repudia veementemente os atos de vandalismo e depredação do património público cometido pelos infiltrados na manifestação. Ele jamais teve qualquer relação ou participação nestes movimentos sociais espontâneos realizados pela população”, disse Frederick Wassef, numa nota enviada à comunicação social.

“O presidente Jair Bolsonaro sempre repudiou todos os atos ilegais e criminosos, e sempre falou publicamente ser contra tais condutas ilícitas, assim como sempre foi um defensor da Constituição e da democracia. Em todo o seu governo, sempre atuou dentro das quatro linhas da Constituição”, acrescentou o advogado de Jair Bolsonaro.

Os ataques culminaram uma escalada de ataques dos ‘bolsonaristas’ radicais contra a democracia, que desde o dia seguinte às eleições iniciaram mobilizações para incentivar um golpe contra Lula da Silva.

Antes dos ataques às sedes dos três poderes, os radicais de extrema-direita bloquearam estradas, invadiram uma delegacia de Brasília em meados de dezembro e, dias depois, terão deixado um artefacto explosivo próximo ao aeroporto da capital, que foi desativado pela polícia.

No domingo, apoiantes do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem e suscitando a condenação da comunidade internacional.

A invasão começou depois de militantes da extrema-direita brasileira que apoiam o anterior presidente, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios, na capital brasileira. ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

       China/Pico da pandemia vai prolongar-se "até Fevereiro e Março"

Bissau,13 Jan 23(ANG) - O pico da incidência de casos de covid-19 na China deverá continuar "até Fevereiro ou Março", previu o ex-chefe de epidemiologistas do Centro de Controlo de Doenças do país asiático, Zeng Guang, citado hoje pela imprensa local.

Zeng referiu-se às diferentes fases da pandemia do novo coronavírus que cada cidade e província enfrentam. "O pico da epidemia já passou em lugares como Beijing, mas ainda está para começar em algumas regiões, como as áreas rurais", observou.

O pico da onda de covid-19 a "nível nacional" deve assim durar "até Fevereiro e Março", citando o exemplo de Pequim, onde o "pico de casos já terminou, mas a vaga de casos graves ainda está activa".

O ex-funcionário manifestou-se preocupado com "a situação nas zonas rurais da China" e apelou à aplicação de uma "estratégia de prevenção", conforme as autoridades têm indicado nas últimas semanas, devido à proximidade do Ano Novo Lunar.

Centenas de milhões de chineses regressam às respectivas terras natais durante aquele feriado, a principal festa das famílias do país, semelhante ao natal nos países ocidentais. Este ano, o período festivo ocorre entre os dias 21 e 27 de Janeiro.

O Conselho de Estado (Executivo) pediu, em meados do mês passado, aos governos locais que dêem prioridade aos serviços de saúde nas zonas rurais "para proteger a população", apontando "a sua relativa escassez de recursos de saúde".

Apesar de especialistas locais terem declarado que o pico de infecções já passou em grandes cidades como Beijing, Chengdu (centro) ou Cantão (sul), outros locais pediram cautela, devido aos milhões de deslocamentos que vão ocorrer durante o feriado.

A rápida disseminação do vírus lançou dúvidas sobre a confiabilidade dos números oficiais, que relataram apenas algumas mortes recentes pela doença, apesar de a realidade no terreno sugerir que o país enfrenta uma grave crise de saúde pública.

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou esta semana que a China não está a dar números completos de mortes pela covid-19 no actual surto, o que impede de saber a verdadeira gravidade da pandemia a nível global. ANG/Angop

 

Greve no Jornal Nô Pintcha /Funcionários põem termo à greve de três dias sem acordo com a direcção

Bissau, 13 jan 23 (ANG) – Os Funcionários do Jornal Nô Pintcha põem termo à greve de três dias, que decorreu de 10 à 12  do mês em curso,  sem acordo com a direcção do  mesmo jornal que satisfaça as reivindicações.

Mesmo assim, em declarações hoje à ANG, o Presidente do Sindicato de Base do Jornal Nô Pintcha, Seco Baldé Vieira  diz que o balanço das reivindicações é positivo.

A greve não impossibilitou  que a direção do órgão colocasse nas bancas mais uma edição do jornal, o nº 2776, mas Baldé Vieira diz que aconteceu num formato não habital, e que  os leitores mais atentos vão perceber que houve mistura entre os anúncios e noticias,  algo que  diz, “não acontece  antes da greve”.

Baldé Vieira ainda sustenta que os efeitos da greve foi sentida e que levantou preocupações ao nível da direção do órgão,  e que ,para além disso, registou o que ele  considera de “fuga” do Director-geral para Portugal.

Contactado pela ANG, Abduramane Djaló confirmou que viaja hoje para Lisboa com devidas autorizações superiores, para tratamento médico.

Seco Baldé Vieira críticou que o diretor deveria dar mais atenção as questões levantadas pelo sindicato de base do jornal suspendendo a viagem,mas que optou por fazer ao contrário.

Instado a falar sobre as condições mínimas para pôr fim as reivindicações, Baldé Vieira disse que  propõe a direcção, entre outros,  apresentação das Contas do Exercício que começa de Maio de 2020 à Dezembro de 2022.

Perguntado se durante a greve houve uma negociação com a direção do jornal, o presidente do sindicato disse que sim, mas sem nenhum resultado, porque   entendeu-se que os pontos que constam no caderno reivindicativo não são da competência do sindicato.

“Mas, isso não é verdade, porque tenho uma experiência muito alagarda no sindicalismo e fiz uma carreira no jornal, além dos cargos que desempenhei, portanto sei quais são as competências do sindicato e dos pontos a abordar”, disse.

Baldé Vieira diz que a direção do jornal estatal tem até ao próximo dia 16 de Janeiro para voltar a sentar-se a mesa com o sindicato, para que  “soluções amigáveis”para as reivindicações sejam encontradas.

 “Caso contrário vou  denunciar a má gestão dos fundos do jornal, através de uma conferência de impresna, seguida de trasmissão de informações e provas ao Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, ao Vice primeiro-ministro  Soares Sambu, ao Presidente da República e ao ministro da Comunicação Social, Fernando Mendonça, sobre o “nivel de Corrupção” que existe no jornal”, diz Baldé.

Para além disso, de acordo com Seco Baldé Vieira, na qualidade de presidente do sindicato de base vai  pedir  ainda abertura de um processo judicial contra a atual gestão do jornal Nô Pintcha.

“Nós não vamos permitir que jornal vá a falência, porque somos trabalhadores, caso o jornal declarar falência, nós os funcionários é que seremos os prejudicados não o director, pelo que não vamos aceitar que nos tire o emprego”, concluiu Seco Balde Vieira, ex-redactor-chefe do Nô Pintcha.

O comité sindical de base dos trabalhadores do jornal Nô Pintcha reivindica entre outrosa a exigência a direcção que diligencie no sentido de adquirir máquina de impressão e de corte de papel, disponibilizar o valor de um milhão de francos CFA (1.000.000 XOF), conforme foi acordado em assembleia-geral dos trabalhadores para a criação do Fundo Social do  Jornal. 


A
uniformização de  “Cabaz de Festa” e  a fixação de um  valor à atribuir aos funcionários para a quadra festiva do Natal, do Ano Novo, Páscoa, Ramadão e Tabaski, foram outros pontos constantes no caderno reivindcativo.

 ANG/LPG/ÂC//SG

        Benin/Coligação de poder  reeleita após divulgação de resultados

Bissau, 13 Jan 23 (ANG) - A coligação de poder no Benim foi reeleita alcançando 81 lugares no Parlamento anunciou hoje o Tribunal Constitucional, acrescentado que a oposição conseguiu 28 lugares, após a divulgação dos resultados das eleições de domingo.

Bandeira de Benin

A coligação formada pelos partidos União Progressista pela Renovação (UPR) e Bloco Republicano (BR) conseguiram 37,56% (53 deputados) e 29,23% (28 deputados) dos votos, respectivamente, de acordo com os números divulgados hoje pelo Tribunal Constitucional do Benim. 

O Partido Democrata (LD), principal formação política da oposição conseguiu 24,16% dos votos, elegendo 28 deputados. 
Outros partidos da oposição minoritários que participaram nas legislativas de domingo passado não conseguiram os votos suficientes para se fazerem representar no Parlamento constituído por 109 deputados. 

Os resultados provisórios já tinham sido antecipados na quarta-feira tendo o líder da oposição (LD), Eric Houndété, demonstrado "surpresa".

"O LD recusa a contagem que não reflecte a vontade do povo para fazer do nosso partido a primeira força política do Benim", disse Houndété num comunicado difundido na quinta-feira. ANG/Angop

 

                         
                     Ensino
/Nova presidente da Conaiguib toma posse

Bissau, 13 Jan 23(ANG) – A nova Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis  da Guiné-Bissau(CONAEGUIB) na pessoa de, Rosália Djedju tomou hoje posse nas funções para um mandato de três anos.

Rosália Djedju que substitui Bacar Darame foi eleita com 37 votos num universo de 39 delegados, no decurso da VII Assembleia-geral da organização.

Desde a fundação da CONAEGUIB, em 2002, esta é a primeira vez que será dirigida por uma jovem  mulher de 24 anos de idade.

A nova direção é composta por 07 elementos: Presidente, Vice-Presidente , Secretário Executivo, Secretário-Executivo Adjunto, Coordenador-Geral dos Conselhos de Coordenação do Ensino Superior e Médio, responsável de Relações Públicas, e da Administração e Finanças.ANG/JD/AC//SG

 

Cabo Verde/Presidente José Maria Neves pede à comunidade internacional decisão sobre transformação da dívida externa

Bissau, 13 Jan 23 (ANG) - O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à urgência de uma decisão internacional sobre o financiamento e transformação da dívida externa dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento em investimentos climáticos face à crise económica e financeira.

"A pandemia da covid-19 e a crise energética, associadas às alterações climáticas, agravaram sobremaneira os constrangimentos e as vulnerabilidades estruturais de Cabo Verde, tendo em conta a sua condição de Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês)", afirmou o chefe de Estado, após receber no Palácio Presidencial, na Praia, os cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático acreditado no país.

"O agravamento da dívida pública e a degradação dos indicadores sociais constituem enormes desafios para o alcance das metas preconizadas nos planos nacionais e fixadas pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável na Agenda 2030 das Nações Unidas e pela Agenda 2063 da União Africana", observou José Maria Neves, na mesma mensagem aos diplomatas dos vários países acreditados.

"É nesse âmbito que Cabo Verde vem advogando pela legitimação internacional e urgência de um tratamento diferenciado em matéria de acesso ao financiamento em condições concessionais, de facilitação do comércio e de alívio da dívida externa, bem como a adopção de um Índice de Vulnerabilidade Multidimensional, como critério de acesso ao financiamento para o desenvolvimento sustentável e que atenda às especificidades das pequenas economias insulares, mais vulneráveis às mudanças climáticas e catástrofes naturais", acrescentou.

A dívida pública de Cabo Verde cifrava-se em Novembro, segundo dados do Ministério das Finanças, em 293.133 milhões de escudos (2.645 milhões de euros), equivalente a 129,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2022.

"Cabo Verde tem apelado à comunidade internacional, no sentido de considerar a possibilidade de transformar a dívida dos SIDS em investimentos climáticos e na educação, na saúde e no combate à pobreza e às desigualdades. Nesses desideratos, esperamos poder contar com o apoio dos nossos parceiros de desenvolvimento, designadamente dos países e organizações internacionais que vossas excelências aqui representam", apelou o Presidente da República.

Os SIDS são um grupo distinto de 38 Estados-membros da ONU -- no Caribe, Pacífico e Atlântico, Oceano Índico e Mar da China Meridional -, totalizando cerca de 65 milhões de habitantes e reconhecido desde 1992 por aquela organização por enfrentarem vulnerabilidades sociais, económicas e ambientais únicas.

Na mesma cerimónia, o decano do corpo diplomático acreditado na Praia, o embaixador de São Tomé e Príncipe, Carlos Gomes, saudou "a coragem, a resiliência e a determinação e o exemplo de Cabo Verde face às crises pandémica, económica e financeira internacional", bem como "as estratégias e as medidas de política criadas pelo Governo para a retoma da economia e o bem-estar social".

"Cabo Verde tem um papel importante a desempenhar, tanto no plano multilateral como no plano regional, quer na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), quer na CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e não só. É preciso saber aproveitar este privilégio e oportunidade que Cabo Verde tem", apontou o diplomata.

Acrescentou que Cabo Verde "pode continuar a contar com os apoios e a colaboração dos seus parceiros bilaterais e multilaterais nas diferentes vertentes de desenvolvimento".

"Estamos a acompanhar os investimentos que as autoridades cabo-verdianas vêm implementando nas diferentes áreas de desenvolvimento para a construção de um país mais sustentável e seguro", apontou na sua intervenção, em representação de cerca de 20 diplomatas presentes na cerimónia.

"Queríamos assegurar que todos os países, as organizações internacionais presentes em Cabo Verde estão e estarão engajados em apoiar e ajudar Cabo Verde no caminho da renovação, da construção e da retoma. Gostaríamos particularmente de sublinhar aqui a força da parceria especial entre a União Europeia e Cabo Verde e o envolvimento redobrado das equipas das Nações Unidas e do Banco Mundial, ao lado de Cabo Verde e do seu povo", acrescentou o embaixador são-tomense. ANG/Angop

 


Cooperação
/Ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha reafirma compromisso do seu país com o continente africano

Bissau,13 Jan 23(ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha  reafirma  compromisso do seu país com o continente africano que enfrenta multiplos desafios como o terrorismo, a pobreza, as alterações climáticas, a insegurança alimentar,  luta contra o tráfico de seres humanos,  crise energética e o crime organizado.

De acordo com a página oficial da Presidência da República  no facebook, José Manuel Albares falava à imprensa à saída de uma audiência, quinta-feira, com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

O chefe da diplomacia espanhola esteve no país em visita de algumas horas, depois de ter estado no Níger e na  Nigéria, naquele que foi a última etapa do périplo do José Manuel Albares ao continente africano.

 O governante espanhol reiterou ao Chefe de Estado guineense e actual Presidente em Exercício da CEDEAO que o Reino de Espanha dará total prioridade  aos assuntos relacinados à África na Presidência da União Europeia que Madrid assumirá em julho

A página da Presidência guineense refere que José Manuel Albares "concluiu um 'tour' africano para o reforço dos  laços com África face à Presidência da União Europeia (UE), no segundo semestre de 2023, razão pela qual abordou na audiência com o presidente Sissocó "assuntos de ordem política e económica e projetos de cooperação".

O Chefe da diplomacia espanhola informou ao Chefe de Estado guineense  que "através dos três países visitados, a Espanha ", quer reafirmar o seu compromisso com o continente", que "enfrenta múltiplos desafios, como o terrorismo, a pobreza, as alterações climáticas, a insegurança alimentar,  luta contra o tráfico de seres humanos,  crise energética e o crime organizado".

 José Manuel Albares terá declarado que  o Reino Espanhol quer avançar que África estará entre as prioridades dessa presidência com iniciativas concretas que abarcam desde questões políticas a económicas e humanitárias".

De acordo com a página da presidência da República no facebook, Umaro Sissoco Embaó que  discutira com o Rei de Espanha, Filipe VI, em Brasília aquando da posse do Presidente Lula da Silva, ao princípio deste mês, manifestou ao ministro espanhol as suas expetativas em relação a presidência espanhola da União Europeia reafirmando que  o continente africano e muito em especial os países da CEDEAO aguardam uma maior contribuição Europeia e da Espanha para uma maior consolidação da democracia e boa governação, e também  em projectos agro-industriais, na saúde, educação, pescas e minas.

O Presidente Sissoco Embaló terá manifestado ainda ao chefe da diplomacia espanhola  que os países da CEDEAO contam  com  “apoio forte” da União Europeia para a operacionalização de uma força militar destinada a combater a  propagação do jihadismo na África Ocidental.ANG/ÂC//SG

  Rússia/Parlamento  ameaça confiscar bens de cidadãos que saíram do país

Bissau, 13 Jan 23 (ANG) – O presidente do Parlamento russo, Viacheslav Volodin, ameaçou esta sexta-feira confiscar os bens dos russos que abandonaram o país e que "se permitem denegrir publicamente a Rússia".

Segundo escreveu Viacheslav Volodin na plataforma Telegram, o objectivo dessas pessoas é (...) tentar preservar o seu bem-estar no estrangeiro", onde "vivem confortavelmente" graças à Rússia e aos rendimentos que recebem do país.

Acusou ainda "os canalhas que partiram" de "denegrirem a Rússia, os seus habitantes e os seus soldados, e apoiarem abertamente bandidos, nazis e assassinos".

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia foi justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

Volodin defendeu que as declarações contra o país e os seus militares podem ser consideradas como "apelo ao extremismo, reabilitação do nazismo ou desacreditação das Forças Armadas", crimes contemplados no Código Penal russo.

Segundo estimativas, centenas de milhares de russos terão abandonado o país, sobretudo no Outono, depois de o Kremlin ter anunciado a mobilização de centenas de milhares de homens em idade de combate.

Em Dezembro, o ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadayev, admitiu que cerca de 100 mil profissionais de tecnologias de informação da Rússia, ou 10% do total, deixaram o país em 2022.

Estas partidas suscitaram preocupações sobre uma fuga de cérebros que poderia criar escassez de trabalhadores no sector de alta tecnologia, que requer pessoal altamente qualificado.

A invasão russa causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.919 civis mortos e 11.075 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.ANG/Angop

 

Cooperação/Guiné-Bissau e Espanha assinam memorando de entendimento para  sectores de ensino e do desporto

Bissau, 13 jan23 (ANG) - A República da Guiné- Bissau e o Reino de Espanha assinaram um memorando de entendimento para incremento da cooperação nos setores de ensino e do desporto.

Segundo a RDP África, o documento foi assinado na quinta-feira, pela ministra guineense dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades,  Suzi Carla Barbosa e o seu homólogo de Espanha José Manuel  Albares, no âmbito da  visita de algumas horas que o governante espanhol efectuou ao país, que serviu para assinalar o inicio da retoma da Cooperação entre os dois países.

 Os dois governantes analisaram ainda a questão da insegurança alimentar e a imigração clandestina.

Na ocasião, Suzi Barbosa afirmou que o memorando de entendimento  assinado será   uma porta de entrada para a intensificação das relações entre os dois países.

O chefe da diplomacia espanhol José Manuel Albares falou da necessidade de combate a imigração ilegal e diz  que a Espanha está disposta a colaborar com a Guiné-Bissau, não só no combate a insegurança e da imigração clandestina, mas também na luta contra  todos os tipos de tráficos.ANG/LPG/ÂC/SG

 


   África
/Combate ao terrorismo resulta em "violações" dos direitos humanos

Bissau, 13 Jan 23 (ANG) - O combate ao crescente terrorismo que afecta países em África está a resultar em violações de direitos humanos, nomeadamente pelo grupo paramilitar russo Wagner, denunciou a directora-geral interina da organização Human Rights Watch, Tirana Hassan.

Embora reconheça o terrorismo que "tem atormentado certos países em África", como Moçambique e a região do Sahel, a responsável vincou que a violência não se limita aos grupos insurgentes, e que a organização tem registado violações dos direitos humanos nas operações de luta contra o terrorismo.

Hassan alertou para a "violações flagrantes dos direitos humanos, incluindo assassínios de insurgentes e mortes de civis, detenções em massa e arbitrárias, tudo sob o pretexto do contra-terrorismo".

"Temo-lo visto no Mali, por exemplo, onde o Grupo Wagner entrou como milícia privada para desempenhar um papel nas operações de contra-terrorismo", afirmou, em entrevista à agência Lusa, defendendo que os abusos "precisam de ser refreados imediatamente em todo o continente".

Segundo o relatório anual da Human Rights Watch, publicado hoje, soldados malianos e forças de segurança estrangeiras aliadas serão responsáveis por centenas de homicídios ilegais de suspeitos e civis, sobretudo durante operações de contra-terrorismo nas regiões de Mopti e Ségou.

"Em Março, forças de segurança malianas e aliadas alegadamente executaram sumariamente mais de 300 homens sob custódia, incluindo supostos combatentes islamistas, em Moura, no centro do Mali", descreveu, referindo outros incidentes envolvendo a morte de mais de uma centena de homens e a violação de mulheres.

A empresa militar privada russa Wagner, propriedade de um oligarca próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, está presente em vários países africanos, incluindo a República Centro-Africana, Sudão, Mali e Burkina Faso.

O grupo foi alvo de sanções em 2021 pela União Europeia e Reino Unido por fomentar a violência, pilhar recursos naturais e intimidar os civis, recorrendo a "tortura e execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias", em países onde está presente, como a Líbia, a Síria, a Ucrânia e a República Centro-Africana.

Os mercenários russos foram recrutados por líderes africanos para render a operação francesa Barkhane, que saiu de África em Novembro após nove anos de luta contra grupos fundamentalistas islâmicos ligados à Al-Qaida ou ao grupo Estado Islâmico.

Estes grupos são responsáveis por ataques em vários países da região do Sahel, norte de África, e estão gradualmente a alargar as actividades ao Golfo da Guiné.

Desde há cinco anos que insurgentes armados também estão activos no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, onde alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência já fez pelo menos um milhão de deslocados e cerca de quatro mil mortos, o que levou a uma resposta militar desde Julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Na terça-feira, as Forças Armadas da África do Sul anunciaram a abertura de um inquérito sobre o alegado envolvimento de soldados da força militar regional da SADC em Moçambique (SAMIM) num vídeo que mostra tropas a queimarem corpos naquele território.

O vídeo, divulgado nas redes sociais, mostra militares alegadamente do exército sul-africano e outros elementos desconhecidos a atirarem cadáveres para uma pilha de escombros a arder, segundo as autoridades militares de Pretória.ANG/Angop

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Caso parque urbano de Bissau/Organização Otepi reivindica manutenção do nome Nbatonha

Bissau,12 Jan 23(ANG) – O coordenador da Organização para a Promoção e Valorização da Cultura Papel(Otepi), reivindicou esta quinta-feira a manutenção do nome Nbatonha,  no Parque Europa, na lagoa Nbatonha,em Bissau que está a ser destruído para construção de mesquita e outras  infraestruturas sociais.

 “O Parque Urbano de Nbatonha já atingiu a dimensão internacional e ultrapassa a etnia Papel”, disse hoje Batista Té, em conferência de imprensa sobre a posição da organização face a situação do Parque Europa Lagoa de Nbatonha.

Aquele responsável sublinhou que se o referido espaço está a ser posta em causa por interesses alheios, todos os guineenses devem levantar a voz em defesa, e não apenas a etnia Papel.

“Nós não estamos contra o projeto que o governo pretende construir no espaço, ou seja mesquita, centro de Saúde, parque de diversão para crianças, centro comercial, centro educacional,  entre outros. O que estão a reivindicar é a manutenção do nome Nbatonha em todas as infraestruturas a serem construídas no local”, disse Batista.

 Té manifesta  dúvidas se as referidas infraestruturas irão caber no espaço em causa.

“Queremos sentar-se a mesma mesa com os arquitetos do projeto para nos explicar melhor sobre a construção das referidas infraestruturas, ou se pensam construir edifícios com 12 pisos no local”, disse.

Batista Té frisou “Lanço um apelo à todos os Papeis para continuarem a chamar o local de Nbatonha, mesmo se fosse o hospital ou universidade, passarão a denominar-se de Nbatonha”, salientou.

O coordenador da Otepi afirma que futuramente quando Deus vier a pedir a sua terra a responsabilidade será dos autores da sua destruição.

“Devemos antes de mais, recorrer aos estudos de geólogos para saber porquê que toda a água da parte baixa de Bissau concentra naquela localidade e  nunca  seca”, disse.

Aquele responsável sublinhou que está a pedir o respeito e dignidade à etnia Papel, acrescentando que, no mínimo, as pessoas deviam os chamar para o diálogo , enquanto  proprietários tradicionais de Bissau.

Disse recordar que aquando da construção do Estádio Nacional 24 de Setembro, o governo reuniu com todos os régulos de Bissau para lhes informar sobre a construção da referida infraestrutura desportiva.

“Estão a provocar para depois dizer que um grupo étnico está a reivindicar. Se alguém for atingido na sua dignidade tem por direito reivindicar”, disse.

Por sua vez, Orlando Gomes Nanque, um dos filhos do falecido Nbatonha, dono do espaço, recontou o historial do referido terreno que disse pertencer ao seu pai.

Nbatonha significa no dialeto Papel ”não sou alguém”.

Segundo  Orlando Nanque, a ex-Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Francisca Vaz Turpin foi quem colocou  a venda o espaço, logo após o conflito político militar de 7 de Junho de 1998.

Informou que o espaço na altura foi posta à venda em leilão, sem consultar os seus proprietários e nem a comunicação passou nos órgãos de comunicação social.

“Desde àquela altura, sempre estou a reivindicar o terreno na qualidade de filho herdeiro, através de muitas cartas que enviei à sucessivos presidentes da Câmara Municipal de Bissau. Até agora nada surtiu efeito”, frisou Orlando Gomes Nanque.

A conferência de imprensa da organização Otepi foi presenciada pelos representantes de nove regulado dos Papeis, desde Biombo, Reino de Tôr, Bijimita, Safim, Antula, Reino de Ntim(Ndjacá), Cumura e Prábis.

O governo através da Câmara Municipal de Bissau, anunciou a construção no Parque Urbano de Nbantonha de um Centro Comercial, Hospital, Parque de Diversão e uma Mesquita, com financiamento da  Turquia.

A decisão foi contestada pelas organizações da defesa e preservação do ambiente alegando que Nbatonha é a única reserva de água no centro de Bissau.

O ministro do Ambiente e Biodiversidade afirmou em conferência de imprensa na semana passada que o local não tem nenhum estatuto do ponto de vista ambiental.  ANG/ÂC//SG


Transportes terrestres
/Alguns passageiros de  Toca-Toca pedem   regresso   dos 100 francos CFA 

Bissau, 12 Jan 23 (ANG) – Alguns passageiros que, diariamente, usam  o transporte público “Toca-Toca”, pediram hoje a intervenção do Estado, para que o custo de utilização desses meios de transporte voltasse aos 100 francos cfa.

Numa auscultação feita hoje pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), a cidadã Cláudia Mendes disse que a partir do momento em que o preço de Toca-Toca deixou de ser 100 francos e subiu para 150, por motivo da inflação registado no período da pandemia de Covid-19, a desordem total de preços se instalou nesses transportes.

“Digo isso porque o meu dia-a-dia é andar de Toca-Toca, devido os meus afazeres. Posso confirmar que em diferentes Toca-Tocas em que já andei, uns cobram  150 francos e outros 200 fcfa”, disse.

Disse que há momentos em que o passageiro encontra um ajudante compreensivo que permite o pagamento de  até 100 francos.

Para Issuf Camará, os motoristas ultrapassaram o limite com prática de preços superiores aos 100 fcfa, apesar dos protestos dos  passageiros.

 Ana Janice Gomes pede a mão do Estado no processo para fazer com que o preço de transporte público Toca-Toca, possa ser praticado de novo no valor de 100 francos.

Na opinião de Estudante da Universidade Lusófona da Guiné (ULG) Ricarda Costa, o Estado deve lembrar que os funcionários guineenses ganham mal,  sobretudo a classe menor.

Em reação, o motorista de transporte público Toca-Toca que falou em nome de alguns colegas presentes, Malam Cassamá disse que várias vezes se envolveram em discussão com os passageiros por causa do preço.

Cassamá alega que o Estado cobra tudo e se não pagarem pagam multas ou são lhes retirado a  carta de condução e proibidos de trabalhar.

 “O Estado só se precupa com a contrução de  avenidas principais da cidade de Bissau. As estradas que ligam bairros periféricos ficam totalmente no isolamento, pagamos mecânicos todos os dias para a manutenção dos nossos carros, devido as más condições das  estradas , e para compensar isso optamos por subir os preços”, disse  Malam Cassamá. ANG/LLA/ÂC//SG

 

Transportes terrestres/Direção Geral de Viação anuncia  novas tarifas para transportes públicos e interurbanos

Bissau, 12 Jan 23 (ANG) – A Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres anunciou uma nova  tarifa para transportes públicos e interurbanos, segundo a qual o preço de toca-toca para diferentes zonas da capital Bissau voltou a ser no valor de 150 francos CFA tal como  anteriormente, contra os atuais 200 fcfa.

DG de Viação
Os novos preços começam a vigorar esta quinta-feira em todo  território nacional.

Os preços de táxi com itinerário de Praça para diferentes localidades de Bissau variam conforme destino.

Praça /mercado de Bandim baixou de 300fcfa para 250fcfa, e para passageiros  que vão até a Chapa terão que pagar 275 fcfa, para Cristo Redentor 300fcfa, bairro de Ajuda, 1ª e 2ª fase custa agora 380fcfa, e até ao Hospital 03 de Agosto passa a custar 400fcfa. Praça/Belém e Missirá custam agora 325 fcfa.

No mesmo documento, a Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres informa que, de Táxi de Praça para a Retunda de Aeroporto o passageiro deve pagar  725 francos, não os 1000 fcfa anteriormente praticado.

Para o bairro de   Enterramento viajar de táxi custa  agora  627fcfa, para  São Paulo 700 francos, para Quelelé 475 francos, Igreja Católica de Antula 400fcfa,  Prédios dos Antigos Combatentes  475 francos,  Sintra Reno e Gã Beafada são 300 francos, para o Estádio 24 de Setembro  350 francos, para Luanda 375cfa, para São Vicente de São Paulo são  300fcfa.

Na tabela, consta que, de mercado de Bandim para as seguintes localidades os preços variam igualmente:  para Cuntum Madina é de 400 francos, Quelelé 375, Ponta Neto 400 francos, para Cupelum de Cima 225 francos, Cupilum de Baixo 250, para Bairro Npantcha 400 francos, Pessak e Ponta de Cibe 225 francos, Bairro de Luanda 350, para Antula e Ndame é 575 francos.

“Já para os transportes públicos interurbanos(Candongas), Bissau-Nhacra (30 km) o custo de transporte é agora de 600 francos CFA, Bissau-Prabis,uma distância de 20 km, custa 400 francos, Bissau-Mansoa (57 km), o preço é 1150 francos CFA, Bissau-Farim 119 km, 2.375 francos, Bissau-Bissorã(83 km) é 1.650, Bissau-Canchungo (75 km) 1.500 francos, Bissau-Ziguinchor(142km) passa a custar 2.850 francos, Bissau-Quinhamel (42 km) se deve pagar 850 francos”, refere a nova tarifa.

Bissau-Bula (38 km), o preço é 750 francos, Bissau-São Vicente (54 km)  1.075 francos CFA, Bissau-São Domingos (117 km) o preço é 2350 francos, para Bissau-Varela (167 km) paga-se 3.350 francos, Bissau-Bambadinca (117 km) custa 2.350 francos, Bissau-Bafatá (154 km)  é 3075 francos, Bissau-Gabu (204 km)  custa 4.075 francos, Bissau-Quebo (204 km) é também 4.075 francos, Bissau-Buba (240 km) custa 4.800 francos CFA, Bissau-Catió (289 km) é 5.750 francos, Bissau-Có (44 km)  custa 875 francos.

 Bissau-Biombo(60 Km) o preço é de 1200 francos, Bissau-Cacheu (111 km) são 2.220 francos, Bissau-Ingoré (77 km)custa 1.550 francos, Bissau-Cacine (260km) custa 4.150 francos, Bissau-Bedanda (251km) custa 4.025 francos, Bissau-Empada (268km)  4.275 francos, Bissau-Farim (119 km) passa a custar 2000 francos, Bissau-Canchungo (75km) desceu para 1200 francos.

Segundo a  Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres, cada passageiro tem o direito à 20 kg  gratuito de carga, e   as cargas em excesso vão passar a custar 15 francos por cada quilo. ANG/AALS/ÂC//SG