quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Educação/Presidente da República promete construção de mais infraestruturas escolares no país

Bissau, 19 Jan 23 (ANG) – O Presidente da República prometeu, esta quarta-feira,  a construção de mais  infraestruturas escolares no país, sobretudo na secção de Kanquelifá, região de Gabu e em Biombo, apesar de reconhecer as dificuldades com que o setor se depara.

Imagem Ilustrativo

Umaro Sissoco Embaló fez essa promessa num encontro de cumprimentos de Ano Novo que recebeu  da Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), em resposta às preocupações levantadas pelos dirigentes da organização.

Umaro Sissoco Embaló disse estar satisfeito com a iniciativa da  organização juvenil que congrega 81 associações  jovenis.

 O Chefe de Estado reiterou  o seu empenho para a melhoria de qualidade de ensino no país.

Acrescentou que nos locais onde não é possível construir novos estabelecimentos escolares vão ser  requalificados  os antigos estabelecimentos, á semelhança do que se fez no edifício do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, em Bissau.

 Umaro Sissoco Embaló diz ser a melhoria da qualidade do ensino uma forma de moralizar a sociedade, mas defende que para  tal  “é necessário ter, estabelecimentos do ensino, bons professores e  bons quadros.

Referiu-se à  construção de um liceu de referência na região de Bafatá e novo hospital em Gabu com apoio da Argélia, como resultados do seu empenho à favor dos dois setores na Guiné-Bissau.

O chefe de Estado criticou  que o país vai celebrar 50 anos de independência em 2023, mas que se se olhar para o passado vê-se que   quase nada foi feito. “Por isso, tenho que deixar um legado como Presidente da República”, prometeu.

O Presidente da RENAJ, Abdulai Djaura  saudou o desempenho do Presidente da República pelas conquistas e realizações alcançadas ao longo de 2022, com destaque para a estabilidade política e governativa, feitos que  contrariam as instabilidades politicas vividas há anos e que puseram  em causa o processo de desenvolvimento.

 Abdulai Djaura   sugere a atribuição de bolsas de estudos internas, não só para aumentar o número de beneficiários mas também para contribuir na contenção das despesas do Estado, feitas  pelo Ministério da Educação com o envio de estudantes  ao estrangeiro.

Pediu ao Umaro Sissoco Embaló para usar a sua magistratura de influência junto do governo para a criação de mais Centros de Formação Técnico Profissionais no país, para a redução do nível desemprego que existe no seio da juventude.

Falando do desemprego juvenil, o presidente da RENAJ pediu a disponibilização de fundos, através do Orçamento Geral de Estado, para apoiar o empreendedorismo juvenil e diferentes actividades das organizações de jovens.

Abdulai Djaura pediu ao chefe de Estado para trabalhar cada vez mais na promoção da unidade nacional, “porque a Guiné-Bissau é um país multi étnico e  laico”. ASNG/LPG/ÂC//SG

 

Cabo Verde/Colóquio Internacional em Dacar marca 50 anos do desaparecimento de Amílcar Cabral

Bissau, 19 Jan 23 (ANG) – Um colóquio internacional a acontecer em Dacar, de 19 a 21 deste mês, com participação de universitários, pesquisadores e demais intelectuais de dez países, inclusive Cabo Verde, vai marcar os 50 do desaparecimento físico de Amílcar Cabral. 

Sob o tema “Amílcar Cabral 50 anos depois”, de acordo com uma nota da Fundação Amílcar Cabral, o evento vai acontecer na Universidade Assane Seck de Ziguinchor nos dias 19, 20 e 21 deste mês. 

“Os 50 anos do desaparecimento de Amílcar Cabral não podem ficar no esquecimento. Com efeito, um colóquio internacional comemora este evento”, refere a organização que acrescenta que a chamada de comunicações, lançada desde o mês de Junho de 2022, suscitou um grande interesse por parte dos universitários, pesquisadores e outros intelectuais. 

O encontro é organizado conjuntamente pelos laboratórios de pesquisa da Universidade Cheikh Anta Diop de Dacar, da Universidade Assane Seck de Zinguinchor da Universidade Amadou Matar Mbow (UAM) e da Associação senegalesa de Filosofia. 

Estão previstas 46 comunicações para fazer “renascer  as diversas facetas desta figura histórica”, acrescenta a mesma fonte, sublinhando que isso não é uma surpresa, uma vez que “se sabe que Amílcar Cabral continua inspirando vários africanos e que o percebem como um político exemplar que conseguiu aliar a teoria e a prática”. 

Para a organização, esta herança tem que ver com sua visão de uma África libertada que se baseava em alguns postulados essenciais como o respeito pela dignidade do homem negro, o papel importante da juventude no desenvolvimento do continente, o lugar decisivo das mulheres na estratégia de desenvolvimento dos países libertados do jugo colonial e a cultura como pilar da obra de reconstrução nacional.    

Espera-se que, com a participação de dez países, de entre os quais os Estados Unidos, Canadá, França, Nigéria, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal, os universitários, pesquisadores e outros intelectuais terão como meta conseguir realizar um bom evento. 

Cabo Verde será representado presencialmente pelos oradores Fabio Gomes, Investigador, Ana Mafalda Moreira, do Arquivo Nacional (IANCV) e Graciano Nascimento da Universidade do Mindelo. 

No arquipélago várias actividades culturais e recreativas estão programadas para assinalar a efeméride promovida por diferentes instituições, sendo que a cerimónia central comemorativa do cinquentenário da morte de Cabral será presidida pelo Presidente da República, na praça central de Assomada, a convite da Fundação Amílcar Cabral, no dia 20 de Janeiro. 

Amílcar Cabral nasceu em 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné-Bissau, filho dos cabo-verdianos Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora. Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde a 5 Julho de 1975 e Guiné-Bissau oficialmente a 10 Setembro de 1974. 

Em 20 de Janeiro de 1973, o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi assassinado na Guiné-Conacri, a oito meses da declaração de forma unilateral, da independência da Guiné-Bissau. 

ANG/Inforpress  

 

República da Guiné/Encarregado de Negócios da Guiné-Bissau pede museu Amílcar Cabral para Embaixada em Conacri

Bissau, 19 Jan 23 (ANG) - O encarregado de negócios da embaixada da Guiné-Bissau na Guiné-Conacri, Rosi Cancola, defende que se deve transformar o espaço num museu.

A actual embaixada foi residência de Amílcar Cabral e secretariado-geral do PAIGC nos anos da luta pela independência.

Esta sexta-feira, são os 50 anos do assassínio de  Amílcar Cabral.

 Aqui é a nossa casa da independência e vamos tentar ver se o Governo pode arranjar meios financeiros para tornar isto um museu nacional da Guiné-Bissau para que toda a gente venha conhecer a história de Amílcar Cabral, a história da luta armada de libertação e os seus combatentes. Creio que o Governo terá de fazer um esforço para isso”, afirmou, à agência LusaRosi Cancolaencarregado de Negócios da embaixada da Guiné-Bissau em Conacri.

Amílcar Cabral foi morto a 20 de Janeiro de 1973 junto à sua residência, onde funcionava o secretariado-geral do PAIGC, que é hoje a embaixada da Guiné-Bissau em Conacri. As antigas residências de Amílcar Cabral e Aristides Pereira (antigo Presidente de Cabo Verde), em Minière, na comuna de Dixinn, integram a representação diplomática da Guiné-Bissau.

Foi ali que Amílcar Cabral conduziu a luta contra a ocupação portuguesa da Guiné-Bissau e Cabo Verde e foi ali que morreu, assassinado, há 50 anos, em circunstâncias ainda por esclarecer. Sabe-se, apenas, que o primeiro tiro foi disparado por Inocêncio Cani, chefe da marinha do PAIGC. Há teorias que atribuem, embora sem provas formais, a autoria do assassínio à DGS, Direcção Geral de Segurança de Portugal (que sucedeu à PIDE, a polícia política do regime autoritário do Estado Novo).

“Isto aqui é o nosso património, a nossa ideia e o nosso pilar da independência”, declara Rosi Cancola.

No local, é também possível visitar a casa onde Amílcar Cabral vivia, juntamente com a mulher e a filha, e ver o Volkswagen “Carocha” que conduzia. Na casa, ainda estão antigos aparelhos de telecomunicações e, no jardim, está a alegada primeira arma que o PAIGC terá utilizado para disparar contra os portugueses.

Uma estrela no chão com uma estátua de Amílcar Cabral ao centro marca o local onde o líder independentista morreu baleado.

Filho do cabo-verdiano Juvenal Cabral e da guineense Iva Pinhel Évora, Amílcar Cabral nasceu na Guiné-Bissau em 12 de Setembro de 1924, partiu com a família para Cabo Verde com oito anos. Foi fundador do PAIGC, líder dos movimentos independentistas na Guiné-Bissau e Cabo Verde, e foi assassinado em 20 de Janeiro de 1973, em Conacri, aos 49 anos.

Amílcar Cabral é um dos ícones da luta anticolonial em África e considerado o pai das nações guineense e cabo-verdiana. ANG/RFI

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

       Ucrânia/Queda de helicóptero mata 18 pessoas, incluindo ministro

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) - Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo três crianças, na sequência da queda de um helicóptero, perto de um jardim-de-infância e de um edifício residencial, na periferia de Kiev, na Ucrânia, esta quarta-feira.

Entre as vítimas mortais está o ministro do Interior que se dirigia para a linha da frente, de acordo com comunicado da presidência ucraniana.

O helicóptero despenhou-se junto de um jardim-de-infância e de um edifício residencial, numa altura em que havia crianças e funcionários no jardim de infância. Três crianças morreram e 29 pessoas estão feridas, incluindo 15 crianças.

Ainda não se conhecem as causas da queda do helicóptero, mas a Presidência fez saber que o ministro do Interior se deslocava para a linha da frente da guerra. O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky falou em "terrível tragédia". O primeiro-ministro, Denys Chmygal, falou em "grande perda para o governo e para todo o Estado" e pediu a "criação imediata de um grupo especial para realizar um inquérito detalhado sobre as circunstâncias do drama".

A Rússia não fez, para já, qualquer comentário. A queda do aparelho ocorre praticamente um ano desde o início da invasão russa à Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022.ANG/Angop

 


Transportes terrestres
/Vice Presidente da Comissão Técnica de Automobilismo pede   população para denunciar  infração  à lei na via pública

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) – O Vice Presidente da Comissão Técnica de Automobilismo da Direção Geral da Viação e Transportes Terrestres exortou as populações a denuncia de todos os actos de violação das leis nas vias públicas inclusivé eventuais  especulações  relacionadas aos novos preços de transportes públicos.

Maninho Fernandes, em declarações exclusivas hoje à ANG, defendeu que os primeiros fiscais são as populações e o segundo  as policias de trânsito que estão permanentemente nas ruas.

 “A Direção Geral da Viação e Transportes Terrestres chamou à todas as autoridades fiscalizadoras das vias públicas, nomeadamente, Polícia de Trânsito e Guarda Nacional para  prestarem atenção às queixas da população sobre violação da  tabela de preços dos transportes terrestres, recentemente anunciada”, disse.

Aquele responsável disse que a Viação criou  dispositivos para se combater a violação da tabela de preços dos transportes públicos.

 “Por isso e que estamos a pedir a colaboração da nossa população. Porque este é um caso muito delicado e se as pessoas não denunciarem é defícil saber. A população tem que denunciar e tirar matrículas e enviar para a Viação com alguma questão de referência, assim vamos procurar essas   pessoas e aplicar-lhes sansões”, disse.

Fernandes sublinhou que, em relação aos condutores dos transportes públicos que ligam Bissau à Bula, sobre os quais pesam as acusações de que não  respeitam a tabela de preço em vigor, Maninho Fernandes disse que as autoridades vão assumir as suas responsabilidades face à este problema, e que ninguém pode parar o transporte sem motivos para o fazer.

“Se alguém decidir parar o transporte sem motivo,  a Viação pode lhe retirar a licença e não vai poder trabalhar nunca mais com aquele carro, no serviço de transporte”, avisou.

Em relação ao violação de semáforos, disse que as coimas nesse sentido constam no Código de Estrada e que caso alguém violar o sinal, a multa depende da gravidade da violação.

Os semáforos instalados, diz Maninho, ainda estão em fase de experiência mas mesmo assim devem ser respeitadas as regras.

Maninho Fernandes reiterou  que a responsabilidade da Viação é colocar semáforos e fazer a supervisão, e que a responsabilidade de fiscalizar é da Policia de Trânsito, pelo que devem estar, permanentemente, nas ruas para fazer com que os condutores cumpram as regras de semáforos.ANG/MI/ÂC//SG

 

  Nigéria/Unicef pede medidas urgentes para evitar que milhões passem fome

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) - A Unicef pediu na terça-feira medidas urgentes para evitar que em Junho próximo cerca de 25 milhões de pessoas passem fome na Nigéria, devido à violência armada aliada aos impactos da crise climática e aumento do preço dos alimentos.

As previsões daquela agência das Nações Unidas baseiam-se em dados recolhidos para elaborar um quadro analítico sobre segurança alimentar, em Outubro passado.

Assim, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou em comunicado que a insegurança alimentar na Nigéria, que afecta actualmente cerca de 17 milhões de pessoas, continuará a aumentar de forma "alarmante".

"A situação de segurança alimentar e nutricional na Nigéria é profundamente preocupante. Há centros de saúde cheios de crianças que lutam para manter a vida. Devemos agir agora", afirmou o representante da ONU naquele país africano, Matthias Schmale.

O aumento de preço dos alimentos somou-se "à violência persistente nos estados nordestinos de Borno, Adamawa e Yobe", onde os ataques de grupos terroristas são habituais, e ao "banditismo armado e sequestros em estados como Katsina, Sokoto, Kaduna", Benue e Níger, realçou a Unicef.

Esta circunstância obrigou muitas famílias a abandonarem as suas casas, deixando cerca de 8,3 milhões de pessoas dependentes de ajuda humanitária só nos três primeiros estados.

Por outro lado, a Nigéria registou, em 2022, fortes inundações que danificaram mais de 676 mil hectares de cultivo, o que evitou que muitos camponeses pudessem fazer as suas colheitas.

Segundo a Unicef, "as inundações são um dos efeitos da crise climática na Nigéria e prevêem-se padrões climáticos mais extremos, que afectarão a segurança alimentar no futuro".

De facto, cerca de seis milhões dos 17 milhões de pessoas que passam fome na Nigéria são crianças menores de cinco anos que vivem nos estados de Borno, Adamawa, Yobe, Sokoto, Katsina e Zamfara, segundo dados recolhidos pela Unicef.

Nos três primeiros estados, o número de crianças com desnutrição aguda pode aumentar este ano de 1,74 milhões para dois milhões.

A desnutrição aguda debilita o sistema imunitário, colocando assim estas em risco de contraírem outras doenças ou mesmo de morrerem.

Da mesma forma, se não for tratada a tempo, pode alterar gravemente o desenvolvimento físico e cerebral das crianças.

A insegurança é causada, desde 2009, pela actividade do Boko Haram no nordeste e, desde 2016, por cisão deste, pelo Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).ANG/Angop

 

Incêndio em Canhabaque/Governo garante para breve envio de apoios às vítimas  da tabanca de “Manegue”  

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) – O Governo através do Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social (MMFSS), garantiu hoje que , brevemente, as vítimas do incêndio na tabanca de “Manegue”, na ilha de Canhabaque, no Sul, vão beneficiar de apoios logísticos para reconstruir as suas casas.

Um incêndio devastou mais de 40 casas na povoação de Manegue, em Canhabaque, Arquipélago de Bijagós, no passado dia 13 do corrente mês e  deixou 100 pessoas sem abrigo.

Em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné (ANG), o Secretário-geral do Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social (SGMMFSS), Carlos Tipote disse que, quando tiveram conhecimento desse incêndio acionaram, de imediato, os mecanismos para apoiar as populações vítimas.

“Foi criada uma Comissão Interministerial composta por Ministério da Mulher Família e Solidariedade Social (MMFSS), Ministério de Administração Territorial e Poder Local (MATPL) e o Ministério do Ambiente, para juntos trabalharem no sentido de, pelo menos até sexta-feira, enviar apoios às vítimas do incêndio que destruiu  43 casas”, disse Tipote.

Segundo o Secretário-geral do Ministério da Mulher Família e Solidariedade Social (MMFSS), o ministro de Administração Territorial e Poder Local teve na terça-feira um encontro com o ministro das Finanças sobre o  assunto, e tudo indica que até quinta-feira, será desbloqueado uma verba para aquisiao de materiais nomeadamente zingos, pregos, produtos alimentícios e entre outros, para as populações afetadas.

“Aproveito o momento para apelar as vitimas a se manterem calmas, porque os seus gritos de socorro mereceu a precupação e atenção do Governo. Em breve serão atendidas para poderem regressar as suas actividades e recuperar as suas casas”, disse Carlos Tipote.

Aquele responsável apelou também à outras pessoas com possibilidades para ajudarem as vítimas desse incêndio ocorrida na ilha de Canhabaque.

ANG/LLA/ÂC//SG     

   

    Vietname/Presidente se demite  por alegado envolvimento em subornos

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) - O Comité Central do Partido Comunista do Vietname aceitou terça-feira a renúncia de Nguyen Xuan Phuc do cargo de Presidente do país por suposta implicação num caso de subornos que também envolvem elementos do gabinete presidencial, anuncia a agência Reuters.

De acordo com o jornal vietnamita Tuoi Tre, o Presidente apresentou a demissão depois de assumir responsabilidade de elementos do gabinete num escândalo de subornos relacionados com ligações aéreas de repatriação durante o pico da pandemia de covid-19.  

Nguyen Xuan Phuc foi durante cinco anos chefe do Executivo e conseguiu grande popularidade no país, sobretudo pela gestão das políticas de saúde durante o primeiro ano da crise sanitária. 

Phuc, 69 anos, é o primeiro presidente do Vietname a abandonar o cargo antes do fim do mandato que começou há dois anos.

Os afastamentos súbitos de altos são pouco habituais no Vietname, onde as mudanças políticas são geralmente orquestradas pelo regime comunista empenhado em mostrar uma aparência de estabilidade.  

A demissão de Phuc, ocorre depois das demissões este mês de dois vice-primeiro-ministros, no quadro de uma campanha anti-corrupção que já levou à prisão várias dezenas de altos dirigentes do Vietname. 

"Nguyen Xuan Phuc assumiu a responsabilidade política (dos actos cometidos pelo gabinete presidencial) depois de vários altos funcionários, incluindo dois vice-primeiro-ministros e três ministros, terem cometido ilegalidades muito graves", refere uma notícia divulgada hoje pela agência de notícias oficial VNA.

Desde que o Vietname encerrou as fronteiras por causa da pandemia em Março de 2020 até as reabrir dois anos depois, só puderam entrar no país trabalhadores vietnamitas ou estrangeiros reconhecidos como essenciais ou os cidadãos que recorreram aos mais de 800 voos de repatriamento.

A dificuldade para obter lugares nesses voos impediu milhares de vietnamitas de regressarem ao país durante meses e gerou esquemas de corrupção como o que levou à saída do presidente. ANG/Angop

 


Bairro de ministros
/ Governo dá 90 dias aos inquilinos para devolução voluntária dos imóveis  

Bissau,18 Jan 23 (ANG) - O Governo, através do Ministério das Finanças, deu 90 dias aos inquilinos para desocupação  das casas no Bairro de ministros sito no (Alto Bandim), em Bissau.

O Ministério das Finanças alegou na notificação, dirigida à 11 famílias, à que a ANG teve acesso hoje, a necessidade de  reabilitação e recuperação desses imóveis, e que se encontram em avançado estado de degradação.

“São 11 ocupantes entre  militares e polícias, com destaque para antigos governantes, Jorge Malu, ex-presidente da ANP, Tibna Sambé Nauana, Ibraima Sow, Martinho N’Dafa Cabi,ex-primeiro-ministro, João Cardoso, Alamara Nhassé, ex primeiro-ministro,José Zamora Induta, ex-chefe de Estado- maior General das Forças Armadas,   José Américo Bubo Na Tchuto, ex-chefe do Estado-maior da Armada,  e Nhassé Nan Bera”, refere a nota.

O Ministério das Finanças sustenta   que os referidos imóveis foram construídos para alojar membros do governo em exercício de  funções, conferindo lhes uma certa dignidade .

 “Constatamos que o património assim construído, pertença do Estado, não tem sido dado a utilização para os fins a que se perspetivou e tem vindo a degradar-se”, lê-se na carta.

Em conferência de imprensa realizada terça-feira, o assessor de imprensa do Ministério das Finanças,Bacar Camará afirmou que os imóveis foram construídos para alojar membros de governo e pessoas em exercício de funções no Estado, para fazer contenção às despesas em termos de arrendamento de casas.

Camará adiantou que, terminadas as  funções no Estado, os moradores devem abandonar, de forma voluntária, as casas para os seus sucessores, o que não tem sido verificado.

Confirmou  que  os 11 ocupantes de casas no Bairro de ministros  foram notificados   desde o dia 6 de Janeiro pelo  governo.”A medida  não visa atingir ninguém, em particular, apenas a reabilitação e afetação à quem de direito”, disse.

Segundo Braima Camará ,  o executivo já dispõe de meios financeiros para avançar com as obras de reabilitação dessas casas.ANG/LPG/ÂC//SG

EUA/Secretária das Finanças  em África para fortalecimento das posições norte-americanas no continente

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) - A secretária norte-americana das Finanças, Janet Yellen, iniciou terça-feira uma visita de onze dias a vários países africanos, para estreitar os laços dos Estados Unidos, num continente onde a China se tornou um actor importante, informou hoje a agência Reuters

A viagem tem antes um primeiro desvio à Suíça, onde a governante vai reunir-se com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, em Zurique e depois, seguirá para o Senegal, Zâmbia e África do Sul.

A visita acontece poucas semanas depois da realização, em Dezembro, da cimeira África-Estados Unidos em Washington, durante a qual, a Casa Branca anunciou investimentos de vários milhões de dólares para os próximos anos, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Enquanto a China popular e a Rússia procuram aumentar a sua influência em África, os Estados Unidos encontram-se numa posição defensiva, tentando defender a sua posição no continente.

Apesar dos anúncios na cimeira, "devemos continuar com o que falamos" sobre o apoio aos países africanos, referiu Susan Page, ex-embaixadora dos EUA no Sudão do Sul e professora da Universidade de Michigan.

"Acho que o principal objectivo da viagem será um posicionamento em relação à China, o que é uma pena porque os países africanos querem ser considerados pelo que são, não como um campo de batalha entre grandes potências", referiu Page, em declarações à AFP.

Na primeira etapa da sua viagem, Yellen vai manter um encontro com o Presidente senegalês, Macky Sall, também actual presidente da União Africana, em Dakar na sexta-feira, de acordo com informação revelada pelo Departamento do Tesouro.

A ministra norte-americana deve aproveitar para destacar os esforços norte-americanos para fortalecer as parcerias com os países africanos, bem como os laços económicos "aumentando os níveis tanto em termos de fluxos de investimento como de comércio", segundo o Tesouro.

Janet Yellen terá depois reuniões com o Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, bem como vários altos funcionários.

Chegando ao poder após as eleições de 2021, com uma vitória sobre o Presidente cessante Edgar Lungu, Hichilema prometeu fortalecer a credibilidade financeira da Zâmbia depois de herdar uma economia abalada.

A ministra norte-americana deverá ainda anunciar esforços conjuntos em matéria de saúde e de preparação para futuras pandemias, mas também de segurança alimentar.

Na última etapa da viagem, Yellen manterá encontro com o seu homólogo sul-africano, Enoch Godongwana, bem como com o governador do banco central Lesetja Kganyago.

Durante a sua passagem por África, Janet Yellen deverá ainda sublinhar a importância de um melhor acesso às energias renováveis e "destacar as consequências" da guerra na Ucrânia.ANG/Angop

 

Brasil/Tribunal suspende indulto de Bolsonaro aos autores de massacre em prisão

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) – A presidente do Tribunal Supremo Federal do Brasil, Rosa Weber, suspendeu  terça-feira de forma cautelar o indulto concedido em Dezembro pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a polícias condenados pelo massacre na prisão do Carandiru.

A decisão responde a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou que o indulto concedido por Bolsonaro em 23 de Dezembro, pouco antes de deixar o poder, constitui um "atentado contra a dignidade humana e os princípios de direito internacional público”.

Weber estimou que tal medida "pode co​nfigurar uma violação das recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA)" de "investigar, processar e punir" de forma séria e efectiva os responsáveis ​​pelo massacre.

O indulto de Bolsonaro, líder da extrema-direita brasileira, beneficiou os 69 agentes da polícia dos 74 condenados pelos 111 homicídios de presos cometidos no presídio do Carandiru, em São Paulo, em 2 de Outubro de 1992.

Os agentes foram condenados em 2013 e 2014, mas nunca foram presos devido a manobras dilatórias para atrasar o julgamento de recursos em instâncias superiores num caso que se tornou símbolo da impunidade no Brasil.

O massacre do Carandiru começou com uma rebelião num pavilhão da cadeia, a maior do Brasil à época, que abrigava cerca de 8 mil presos em celas superlotadas e em condições insalubres.

A polícia militar reprimiu o motim com extrema violência disparando contra os presos quando muitos deles estavam trancados nas respectivas celas, sem possibilidade de defesa ou fuga.

De acordo com as análises forenses apresentadas durante o julgamento, os 111 mortos receberam um total de 515 balas, incluindo 126 na cabeça, o que, para grupos de direitos humanos, constitui prova de que foram sumariamente executados.

A cadeia do Carandiru foi fechada posteriormente e a demolição começou em 2002 para dar lugar a um parque na zona norte da cidade de São Paulo.ANG/Angop

 

Obituário/Restos mortais de Domingos Sanca serão sepultados quinta-feira em Bula 

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) – Os restos mortais do Operador de Câmara da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) Domingos Sanca vão ser sepultados, quinta-feira(19), pelas 10 horas, em Bula, Norte do país.

Informação foi avançada esta quarta-feira à Agência de Notícias da Guiné(ANG), por uma fonte da TGB.

Domingos Sanca, faleceu no passado dia 17 do corrente mês, vítima de doença súbita, e em nota de condolência Indira Correia Baldé, presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social(Sinjotec) manifestou  o seu pesar à familia.

“Domingos Sanca exerceu com dignidade a sua profissão e era dos melhores no seu setor. O seu percurso profissional regista entre outros feitos, a conquista da  primeira e  segunda edição do Concurso DOCTTV, do Programa da CPLP Audiovisual, com os documentários Rio da Verdade(2010) e Paraíso Ameaçado(2015).

O Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos da Comunicação Social(SINPOPUCS) manifestou igualmente  o seu pesar à direção da TGB e à familiares de Sanca.

“Neste momento de dor e de grande tristeza que abalou o setor da Comunicação Social, o SINPOPUCS considera de perda irreparável de um profissional de  reconhecida  competência laboral, a morte de Domingos Sanca” lê-se na nota.

Domingos Sanca vai ser enterrado na sua terra Natal, Bula, à 38 quilômetros de Bissau.  ANG/AALS/ÂC//SG

Líbia/Governo de Unidade envia ajuda para Tunísia a braços com escassez de alimentos

Bissau, 18 Jan 23 (ANG) - A Líbia enviou na terça-feira cerca de uma centena de camiões carregados com açúcar, óleo, farinha e arroz para a vizinha Tunísia, confrontada com mais uma escassez desses produtos alimentares, indicou a embaixada líbia em Tunes.

"Esta é uma doação do Governo de Unidade Nacional (com sede em Tripoli) à Tunísia para ajudar a superar a grave escassez de produtos básicos que o povo tunisino está a enfrentar", afirmou à agência noticiosa France-Presse (AFP) o assessor de imprensa da embaixada líbia em Tunes, Naim Acibi.

Acibi sublinhou que a ajuda alimentar foi enviada a bordo de 96 camiões que chegaram hoje de manhã a território tunisino, através do posto fronteiriço de Ras Jedir, parte dos 170 previstos.

A Tunísia enfrenta uma grave crise económica e financeira, que resulta sobretudo da escassez crónica de produtos alimentares básicos, num cenário de fortes tensões políticas desde que o presidente Kais Saied assumiu o poder em Julho de 2021.

O posto fronteiriço de Ras Jedir é o principal ponto de passagem entre o oeste da Líbia e o sudeste da Tunísia, um território que vive em grande parte do comércio transfronteiriço, incluindo o contrabando.

Além do comércio, a Tunísia é o primeiro destino da população do oeste da Líbia para atendimento médico.

O envio dessa ajuda ocorre menos de dois meses depois de uma visita à Tunísia, no final de Novembro, do chefe do Governo de Tripoli, Abdelhamid Dbeibah, que marcou uma melhoria nas relações entre os dois países vizinhos.

A Líbia, por seu lado, mergulhou no caos após a revolta que derrubou o regime de Muammar Kadhafi, em 2011, e vive actualmente um impasse político desde que o GUN suspendeu as eleições, a 24 de Dezembro de 2021 e, posteriormente, o Parlamento líbio nomeou um Executivo paralelo ao de Tripoli, considerando que o governo de transição de Dbeibah expirou.

Desde então, o Parlamento, controlado pelo marechal Khalifa Haftar, "homem forte" do leste, e o Conselho Superior de Estado, com sede na capital, não conseguiram chegar a um acordo constitucional para definir um processo eleitoral.

O Conselho Presidencial da Líbia - órgão de transição com funções de chefe de Estado - espera que nos próximos dias seja convocada uma reunião entre os dois poderes para completar os princípios constitucionais que permitirão a realização de eleições.ANG/Angop

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Justiça/Presidente da República promete diligenciar junto do  Governo formas de  melhorar as condições de funcionamento dos  tribunais

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) – O Presidente da República (PR), prometeu hoje, numa visita à algumas instituições de justiça do país, usar a sua magistratura de influência junto ao Governo , a fim de melhorar as condições de trabalho no sector da justiça.

Em declarações à imprensa no final da visita, Umaro Sissoco Embaló disse que o sector da justiça  regula qualquer sociedade do mundo,pelo que merece especial atenção para exercer, com eficácia, a sua missão.

“Pelo que constactei nesta visita, alguns tribunais de justiça do país carrecem de computadores, impresoras e assim como instalações com condições para funcionarem. Prometo ao Presidente do Supremo Tribunal e assim como a ministra da Justiça, analisar de imediato o assunto com o Governo, a fim de sanearem essa situação”, disse o PR.

Umaro Sissoco Embaló disse que ainda hoje ai dar instruções ao ministro do Interior para afetar polícias aos tribunais , a fim de garantir segurança aos técnicos da justiça.

“De acordo com os meios que temos vamos minimizando, aos poucos, as dificuldades do setor da justiça, tanto ao nível de Bissau  assim como em todas as regiões em que operam serviços judiciais”, disse Embaló.

A ministra da Justiça, Maria Alexandrina da Silva disse esperar que a visita efectuada pelo Chefe de Estado ao sector da Justiça, mude a situação de difculdades que o setor enfrenta há muito tempo.

“Muitas vezes demoramos com casos, mas não é da nossa vontade. Tudo tem a ver com a falta de meios com que deparamos, tal como o Chefe de Estado constactou durante a visita ao Tribunal Regional, Tribunal de Comércio e antiga instalação do Supremo Tribunal de Justiça. Estamos com falta de pessoal, computadores, impressoras e a propria instalações não apresenta boas condições”, revelou a ministra. ANG/LLA/ÂC//SG   

  


Sociedade
/"Os desafios sociais atuais exigem que tenhamos mão de obra qualificada", diz Jorge Sanca

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) - O Diretor-geral do Instituto Nacional do Desenvolvimento para Educação  (INDE) defendeu que os desafios sociais atuais exigem que se tenha mão de obra qualificada, capaz de contribuir para o desenvolvimento do país.

Jorge Sanca falava, esta terça-feira, no ato de abertura de uma ação de capacitação das mulheres e jovens sobre  a dinâmica produtiva , promovida pelo Instituto Nacional de Formação Técnico e Profissional (INAFOR) no âmbito do Projeto de Atomização de Inclusão Financeira dos Jovens (PAIFJ).

Sanca disse que a iniciativa  se  destina ao público alvo que enfrenta  dificuldades e carências devido a falta de emprego e outras insuficências, pelo que é preciso formar jovens e mulheres e apoiá-los com meios financeiros e matériais.

"Espero que estes cursos irão desenvolver nos formandos um perfil desejado que permitirão colmatar as insuficiências que ainda existem no mercado de trabalho e oferecendo serviços de qualidade”, realçou.

Para aquele responsável, as referênciais de formação que correspondem com a necessidade do mercado é  meio caminho andado em direção a meta visada.

O Coordenador do Projeto de Automização de Inclusão Financeira dos Jovens (PAIFJ), Braima Mané destacou na cerimónia que uma das missões do projeto tem a ver a capacitação e dinâmicas produtivas para a qualificação dos jovens perante o mercado de trabalho.

Segundo Mané  o INAFOR terá uma missão de formar 75 jovens essencialmente meninas que mais tarde poderão beneficiar de financiamentos se apresentarem planos de negócios.

Para o Coordenador do PAIFJ, hoje não é só formar para formar, é formar para dar os formandos formação de qualidade uma vez que atualmente existe um mercado muito exigente que precisa de pessoas  qualificadas.

Braima Mné pediu aos formandos para  debaterem “seriamente” os temas ministrados, para que possam sair com um documento de qualidade que vai permitir criar um capital humano competitivo para poder participar no desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau.

Durante todo o dia, os participantes vão debater sobre as referências do curso intensivo , do Empreendedorismo (GERME),  Frio, Canalização, Panificação e Corte e Costura.

A formação realiza-se no âmbito de um  projeto do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, financiado pelo  governo e o Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) para o setor industrial. ANG/MI/ÂC//SG           

 

Cumprimentos Ano Novo/“Um grupinho de pessoas pretende estragar o bom nome da etnia Balanta”,  diz Presidente da República

Bissau, 17 Jan 23(ANG) - O Presidente da República disse  que um grupinho de pessoas  pretende estragar o “bom nome” da etnia Balanta , mas que quem conviveu com esse grupo étnico sabe que são indivíduos simples e amáveis.

O chefe de Estado fez esta acusação numa reunião com um grupo de pessoas que se apresentou, segunda-feira, no palácio da República como grupo de anciões Balantas, o segundo maior grupo étnico do país, com a finalidade de apresentar ao Presidente Sissoco Embaló cumprimentos de Ano Novo.

 “Quem conhece  a etnia Balanta jamais terá ódio da mesma, porque são boas pessoas. Só que, infelizmente, alguns grupinhos  usam o capote de Balanta para fazer maldade e isso acaba por criar dúvidas na sociedade para quem não convive com o grupo étnico Balanta”, disse o Presidente da República.

Umaro Sissoco Embaló aconselhou aos anciões a se posicionarem face a essa situação que afeta ao  “bom nome” da etnia Balanta, sublinhando que não é normal que um grupo de 05 ou 10 pessoas estrague o nome de muita gente.

“Quando forem as tabancas sensibilizar as pessoas sobre a questão de divisão étnica, será melhorar que vocês recusem essa situação,  porque vocês serão os prejudicados com a questão de maldade e de violência que fazem usando o vosso nome”, disse.

O Presidente da República disse que a questão da divisão étnica é prejudicial para o desenvolvimento de um país e que por isso, é fundamental evitá-la.

Manifestou o desejo de a  Guiné-Bissau voltar a ser a pátria de todos, sem distinção e que a “guinendade” volte a reinar no seio dos guineenses.

Umaro Sissoco Embaló indicou como exemplo de  ações maldosas feitas em nome de Balantas, a alegada tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro de 2022, que provocara a morte de muitas pessoas entre militares, polícias e civis.

Entre os detidos por alegado envolvimento nesse caso figuram oficiais superiores militares de etnia Balanta, com destaque para o Contra-Almirante, José Américo Bubo na Tchuto.ANG/AALS/ÂC//SG

Bruxelas/UE dá primeira parcela de três mil milhões de ajuda macrofinanceira à Ucrânia

Bissau, 17 Jan 23 (ANG) - A União Europeia (UE) desembolsou hoje a primeira parcela de três mil milhões de euros no âmbito do novo programa de assistência macrofinanceira (AMF+) à Ucrânia, num total de 18 mil milhões de euros para este ano.

O AMF+ entrou em vigor em meados de Dezembro último, na sequência de uma decisão do Conselho Europeu de 20 e 21 de Outubro de 2020, tendo recebido luz verde do Parlamento Europeu.

O montante de 18 mil milhões a emprestar à Ucrânia - verba que será entregue a Kiev em prestações mensais de 1,5 mil milhões - terá um período de carência de dez anos.

Num discurso em Davos, onde se reúne o Fórum Económico Mundial, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou que a UE continuará a apoiar a Ucrânia "durante o tempo que for preciso".

"O nosso apoio inabalável à Ucrânia não irá abrandar. Quer esteja a ajudar a restaurar o fornecimento de electricidade, calor e água, ou a preparar-se para os esforços de reconstrução a longo prazo", referiu.

O objectivo é prestar ajuda financeira a curto prazo, financiar as necessidades imediatas da Ucrânia, reabilitar as infra-estruturas críticas e prestar apoio inicial à reconstrução sustentável do pós-guerra, com vista a apoiar a Ucrânia na via da integração europeia.

A guerra lançada contra a Ucrânia pela Rússia provocou uma perda de acesso ao mercado e uma queda drástica das receitas públicas daquele país, enquanto a despesa pública para fazer face à situação humanitária e manter a continuidade dos serviços estatais aumentou acentuadamente.

Entre 2014 e 2022, a UE emprestou 7,2 mil ME a Kiev, sob a forma de ajuda macrofinanceira.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.ANG/Angop