segunda-feira, 20 de novembro de 2023


Economia
/Preços das moedas para segunda-feira, 20 de novembro de 2023

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 Fonte: BCEAO


Cabo Verde
/Jornalistas pedem afastamento do administrador da Rádio Televisão

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) - O administrador da Rádio Televisão Cabo-verdiana sugeriu que se metessem num saco todos os jornalistas que não prestam, desta que é a maior empresa pública de comunicação, e que fossem deitados fora. A classe repudia e pede afastamento do gestor. 

Durante uma audição parlamentar, a 15 de Novembro, o administrador Carlos Reis disse que a Rádio Televisão Cabo-Verdiana é uma empresa “gorda e preguiçosa” e apontou a bateria aos profissionais da maior empresa pública de comunicação social do país. Para o alegado problema de excedente de pessoal, Carlos Reis apresentou uma fórmula.

A RTC era para deitar no chão e colocar um saco com todos ali. Dizer 'você serve então fica' e quem não serve é o estado entrar para indemnizar e o pessoal ir para a casa. RTC é uma empresa gorda e preguiçosa, pelo número de profissionais que  não consegue dar resposta e isso é visível internamente como externamente.

Estas são as declarações do o administrador da Radiotelevisão Cabo-Verdiana, que ao fim de três anos de mandato à frente empresa procura a sua recondução como administrador.

Os trabalhadores da RTC  entregaram ao Parlamento um documento de repúdio às declarações do Administrador Carlos Reis, pedindo o seu afastamento da empresa.  

Na nota, os trabalhadores da Rádio Televisão Cabo-verdiana dizem estar “revoltados, indignados, chocados e tristes pelas declarações desrespeitosas do administrador da empresa” que “em quase duas horas de audição, falou praticamente mal de todos os colaboradores da empresa, abstraindo-se da sua responsabilidade de gestor”.

O mesmo documento coletivo da RTC indica:

Maldosamente e de forma pouco ética, [o administrador] acusa os trabalhadores da RTC de terem deitado abaixo o projeto de avaliação de desempenho, numa clara tentativa de passar a ideia de que a empresa não conseguiu implementar esse sistema de avaliação por culpa dos trabalhadores que o rejeitaram, porque não gostam e não querem ser avaliados. O que não disse foi que o documento estava ferido de ilegalidades, após consulta junto dos sindicatos que representam os trabalhadores da empresa. Os trabalhadores sugeriram a criação de um modelo mais adequado de avaliação de desempenho a uma empresa de comunicação social”.

A nota de repúdio dos trabalhadores da RTC foi enviada ao Conselho Independente da RTC; à Comissão Especializada de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado do Parlamento; ao Secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-Ministro, que tutela a comunicação social, ao Presidente da Assembleia Nacional, ao Presidente da República, à Autoridade Reguladora para Comunicação Social e aos sindicatos AJOC e SITTHUR.ANG/RFI

 

      Nigéria/ libertados 4.000 prisioneiros para ter espaço nas prisões

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) -  Cerca de 4 mil detidos acusados de não conseguirem pagar multas de até um milhão de nairas, moeda local, ou seja, cerca de 1000 euros, foram libertados na Nigéria, com o ministro da Administração Interna Olubunmi Tunji-Ojo a confirmar esta informação na rede social X.

O ministro disse que foram perdoadas milhares de dívidas e que os prisioneiros libertados tinham acesso a formação de forma a reintegrarem a sociedade da melhor forma e que “não ficariam abandonados e esquecidos pelo Estado”.

Esta libertação em massa acontece para tentar baixar a população de detidos que ultrapassa em muito a capacidade das prisões do país.

Baixar o número de detidos é uma das prioridades do Presidente Bola Ahmed Tinubu, recém-eleito. Uma das suas propostas é mesmo transformar algumas penas de prisão em medidas que não privem os condenados da sua liberdade, como trabalho comunitário.

A ONU estima que o número de detidos nas prisões nigerianas ultrapasse em mais 47% a capacidade dos estabelecimentos prisionais do país, com o sistema judicial na Nigéria a recorrer frequentemente à prisão preventiva.

 Esta prática leva a que muitos detidos aguardem vários anos na prisão até serem efetivamente julgados.ANG/RFI

 

OGE-2024/Técnicos consideram de “difícil”  financiamento do OGE com recursos internos

Bissau,20 Nov 23(ANG) - Cerca de meia centena de responsáveis pelos serviços de Administração e Finanças das instituições públicas consideram de “difícil” o financiamento do Orçamento Geral de Estado(OGE), com recursos internos, devido a  fraca capacidade de arrecadação da receitas fiscais, que nunca são suficientes para cobrir  as necessidades.


A preocupação foi manifestada as resoluções finais do ateliê de apreciação e discussão do Anteprojeto de Lei do Orçamento Geral de Estado para  2024, que decorreu no sábado,(18), em Bissau.

Os técnicos afirmam que essas dificuldades se associam  à mobilização dos recursos, não obstante às imposições dos parceiros, mas também, porque a conjuntura internacional impõe  condições que não permitem países como a Guiné-Bissau contrair empréstimos ou mobilizar recursos que correspondem às suas necessidades.

Recomendaram ao Governo no sentido de fazer com que as propostas do OGE, sobretudo na sua componente de investimento, se alinhasse  ao  Plano Estratégico Operacional Terra Ranka Nova Geração, nos setores prioritários e que concorrem para a elevação do capital humano, nomeadamente, agricultura, infraestruturas, energia e educação.

Os participantes recomendaram ainda ao Governo a elaboração do OGE com foco na obtenção de resultados, para se fazer face ao flagelo da pobreza que afeta cerca de 63 por cento da população guineense.

Recomendaram esforços para exploração, na íntegra, da castanha de caju, maior produto de exportação do país, melhoria do controlo da sua exportação por via terrestre, a dinamização do componente da operação do porto de Bissau entre outros.

Os participantes debateram,entre outros temas, a lei do Orçamento Geral de Estado, 2024, a Comercialização da Castanha de Caju, Medidas Tributárias, Projetos a Implementar em 2024.

Ao presidir a cerimónia do encerramento do evento, o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi salientou que a realização do ateliê sobre apreciação e discussão do Anteprojeto da Lei do Orçamento Geral do Estado, (OGE)/2024, vai permitir a elaboração de um orçamento mais "participado, inclusivo e interativo".

"A elaboração do Orçamento Geral do Estado é um ato extremamente importante para o país" frisou o titular da pasta da Economia e Finanças, que diz que o OGE/2024 apresenta muitas "inovações".

O Governo vai apresentar ainda, nesta sessão parlamentar, o Orçamento Geral do Estado/2024 à Assembleia Nacional Popular, que estará em consonância com os propósitos fixados no Programa "Terra Ranka".ANG/ÂC//SG

 

Qualificação Mundial 2026/Guiné-Bissau defronta hoje a congénere de Djibuti na segunda jornada da prova

 Bissau,20 Nov 23(ANG) - A Seleção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau  defronta, hoje, a sua congénere da Djibuti, no Egito, casa emprestada pelo seu adversário, no jogo referente a 2ª jornada da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo 2026, que será organizada pelos EUA, México e Canadá.


Em partida da primeira jornada do Grupo A da fase africana para maior competição de futebol mundial, a Guiné-Bissau defrontou na passada sexta-feira,
  o Burkina Faso no seu reduto e somou um ponto na tabela, graças a um empate à uma bola.

Na partida disputada em Marrocos, casa emprestada pela seleção de Burkina Faso, os “Djurtus” entraram melhor e abriram o marcador aos 20 minutos por intermédio de Mama Baldé, jogador do Lyon, da primeira liga francesa de futebol.

Embora fosse uma partida equilibrada entre as duas seleções africanas, foi a seleção nacional quem teve maior domínio de posse de bola na primeira parte, mas não conseguiu traduzir o seu domínio em golos.

Após a meia hora da partida, a seleção de Burkina Faso subiu de rendimento, criando diversas oportunidades para igualar a partida, mas sem sucesso.

Nos minutos finais da primeira parte, Mama Baldé teve oportunidade para ampliar o marcador, mas acabou por desperdiçá-la e o resultado terminou 1 a 0.

Na segunda metade do desafio, a seleção de Burkina Faso entrou melhor e mais determinado em mudar o rumo dos acontecimentos. Bertrand Traoré, capitão e estrela de Burkina Faso, foi um dos melhores jogadores na partida, criando enormes dificuldades a defensiva da seleção nacional.

Aos 61 minutos do jogo, Traoré, que joga na Aston Villa, da liga inglesa de futebol igualou a partida.

Depois do golo do adversário, os dois selecionadores fizeram várias alterações nas respetivas equipas, mas o resultado manteve-se e o jogo terminou com o empate nesta primeira jornada.

Em relação ao trabalho da equipa de arbitragem durante o jogo, não houve grandes problemas a registrar, embora houvesse algumas críticas dos jogadores de ambas as seleções.

A partida ficou marcada com a estreia de alguns jogadores com a camisola da Guiné-Bissau, nomeadamente o guarda-redes Ouparine Djoco e Marciano Tchami. Vale a pena destacar também  o regresso à equipa nacional do defesa central, Marcelo Djaló.

Com este resultado, a Guiné-Bissau está na segunda posição da tabela classificativa com 1 ponto, igual à seleção do Burkina Faso.

A seleção do Egito lidera a tabela com 3 pontos, após a vitória frente à sua congénere de Jibuti por 6 a 0, onde Salah, jogador do Liverpool marcou 4 golos.

Na outra partida do Grupo A, a seleção da Etiópia recebeu e empatou com a Serra Leoa 0 a 0. Ambas as seleções têm 1 ponto.

A Guiné-Bissau  joga esta segunda-feira no reduto de Djibuti, , a Etiópia  recebe a seleção de Burkina Faso e a Serra Leoa joga contra Egipto. ANG/ O Democrata 

 

              Portugal/Fortaleza recebe Assembleia Geral da UCCLA

Bissau, 20 Nov 23(ANG) – A cidade de Fortaleza (Brasil) acolhe hoje a 39.ª Assembleia Geral da UCCLA, constituída pelas delegações de cidades e empresas de países de língua oficial portuguesa associadas.

O evento  vai também contar com a presença da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).

As cidades de Praia e Sal representam  Cabo Verde, cidades de Benguela, Huambo, Icolo e Bengo, Luanda, Talatona (Angola) Belém, Fortaleza (Brasil), Macau (China), Bissau, Bolama/Bijagós (Guiné-Bissau), Chibuto, Ilha de Moçambique, Maputo, Nampula (Moçambique), Almada, Braga, Cascais, Coimbra, Covilhã, Lisboa, Porto (Portugal), Água Grande, Santo António do Príncipe (São Tomé e Príncipe) e Díli (Timor-Leste).

Em comunicado, a UCCLA registou que o facto do atual executivo brasileiro ter criado o Ministério das Cidades, que se fará representar na sessão inaugural da Assembleia Geral, bem como um vasto conjunto de representantes dos Estados Federados do Brasil, reflete a reaproximação que se pretende.

À margem do evento, prefeitura de Fortaleza vai realizar encontros bilaterais para aprofundamento das relações económicas e culturais entre os representantes das cidades presentes.

A ordem de trabalhos contempla a aprovação da ata da 39.ª  Assembleia Geral, a votação do relatório e contas e programa de atividades de 2023, a votação de moção, a aprovação de pedidos de adesão e de exoneração, alterações dos estatutos e deliberação sobre a data e local da próxima Assembleia Geral.

A 38.ª Assembleia Geral da UCCLA aconteceu em Outubro de 2022, em Lisboa, em que a Cidade da Praia foi uma das vice-presidentes da Mesa da Assembleia Geral da UCCLA para o biénio 2022-2024, presidida por Maputo (Moçambique). ANG/Inforpress

 

     Cultura/ Morreu a cantora portuguesa Sara Tavares aos 45 anos

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) - A cantora portuguesa Sara Tavares, diagnosticada com um tumor cerebral, morreu hoje ao final da tarde aos 45 anos, em Lisboa, afirmou à agência Lusa fonte da família.

A notícia da morte da artista, de ascendência cabo-verdiana, foi dada pela estação televisiva SIC, referindo que estava internada no Hospital da Luz, em Lisboa.

Ao longo do último ano, Sara Tavares tinha vindo a divulgar alguns temas novos, ao fim de cinco anos de silêncio. O mais recente tema, intitulado “Kurtidu”, saiu em Setembro passado pela Sony Music.

Sara Tavares, que nasceu em Lisboa em 1978, deu-se a conhecer ainda adolescente nos anos 1990 no concurso televisivo de talentos “Chuva de Estrelas”, da SIC, a interpretar um tema de Whitney Houston.

Pouco depois venceu o Festival RTP da Canção de 1994 com “Chamar as Música”, tema de Rosa Lobato de Faria e João Oliveira, e com o qual obteve o oitavo lugar no Festival Eurovisão da Canção por Portugal.

Dois anos depois, em 1996, Sara Tavares estreou-se com o álbum “Sara Tavares & Shout!”.

Nas duas décadas seguintes, Sara Tavares editou vários álbuns que a aproximaram das raízes cabo-verdianas, com destaque para “Balancê” (2005), que lhe valeu um disco de platina e uma nomeação como Artista Revelação as prémios BBC Radio 3 World Music.

Em 2011, recebeu Prémio de Melhor Voz Feminina nos Cabo Verde Music Awards e no ano seguinte deu continuidade à digressão internacional “Xinti”, título do álbum editado em 2009, que lhe valeu o Prémio Carreira do África Festival na Alemanha.

Em 2018 esteve nomeada para os Grammy Latino com o quinto álbum, "Fitxadu" (2017), no qual aprofundou a relação com a música cabo-verdiana, contando com Manecas Costa, Nancy Vieira, Toty Sa'Med e Kalaf Epalanga entre os convidados.

A par da carreira em nome próprio, Sara Tavares colaborou com vários nomes da música portuguesa e lusófona, nomeadamente Ala dos Namorados, Dany Silva, Paulo Flores, Buraka Som Sistema e Carlão.ANG/Angop

 

  Libéria/George Weah admite derrota nas eleições e felicita adversário

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) - O atual Presidente da Libéria, George Weah, admitiu a derrota e felicitou Joseph Boakai pela vitória nas eleições presidenciais de terça-feira à noite, enquanto o país aguarda a publicação dos resultados finais.

"Esta noite, o CDC [partido de Weah] perdeu as eleições, mas a Libéria ganhou. Este é um momento de elegância na derrota", afirmou Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.

"Os resultados anunciados esta noite, embora não sejam definitivos, indicam que Boakai tem uma vantagem que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória", disse Weah.

Os resultados publicados na sexta-feira pela comissão eleitoral, após contados os votos em mais de 99% das assembleias de voto, deram 50,89% a Boakai, de 78 anos, e 49,11% a Weah.

Depois de contados cerca de 1,6 milhões de boletins de voto, Boakai tinha uma vantagem de pouco mais de 28 mil votos. Esperava-se que cerca de 2,4 milhões de liberianos fossem às urnas na terça-feira, mas ainda não foi dada qualquer indicação sobre a taxa de participação.

Os observadores da UE e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar "largamente pacífico" da segunda volta das presidenciais.

No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado, que resultaram em "ferimentos e hospitalizações".

Este foi o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer a violência pós-eleitoral. ANG/Angop

 

  Argentina/Javier Milei promete “fim da decadência” e “reconstrução do país”

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) – O economista ultraliberal Javier Milei afirmou no domingo à noite, no seu discurso de vitória nas presidenciais, que “começa o fim da decadência” e a “reconstrução da Argentina”, mas alertou que “não haverá meias medidas”.

“É uma noite histórica para a Argentina”, disse Milei a vários milhares de apoiantes na sua sede de campanha em Buenos Aires, após ter garantido mais de 55% dos votos, vencendo o atual ministro peronista da Economia, Sergio Massa, que já reconheceu a derrota.

“O modelo empobrecedor de castas acabou. Hoje [domingo] estamos a adotar o modelo de liberdade, para nos tornarmos novamente uma potência mundial”, disse Milei. “Termina uma forma de fazer política e começa outra”, acrescentou.

“Enfrentamos problemas monumentais: inflação, estagnação, ausência de empregos reais, insegurança, pobreza e miséria”, enumerou o presidente eleito. “Problemas que só terão solução se abraçarmos mais uma vez as ideias de liberdade”, acrescentou

“Não há espaço para o gradualismo, não há espaço para a tibieza ou meias medidas”, alertou Milei.

Durante a campanha, o candidato prometeu introduzir o dólar dos Estados Unidos como moeda nacional, para combater a inflação, atualmente em 143%, entre outras ruturas nas políticas económicas e financeiras do país.

Outra proposta é uma redução drástica do número de ministérios, para apenas oito, o que levou o seu adversário a afirmar durante a campanha que estava em causa prestação de serviços essenciais à população, incluindo Saúde e Educação.

O economista estendeu no domingo à noite a mão a “todos os argentinos e líderes políticos, todos aqueles que querem aderir à nova Argentina”, mas também alertou sobre uma possível resistência social às suas reformas.

“Sabemos que há pessoas que vão resistir, que vão querer manter este sistema de privilégios para alguns, mas que empobrece a maioria. Digo-lhes isto: tudo o que está na lei é permitido, mas nada além da lei”, sublinhou.

Com 97,6% dos votos contados, Javier Milei segue com 55,8% e Sergio Massa com 44,2%, segundo resultados parciais oficiais da segunda volta das presidenciais.

Na primeira volta, em 22 de outubro, Massa obteve 36,78% dos votos, enquanto Milei, que é apoiado pelo ex-presidente Mauricio Macri e se define como um “anarco-capitalista” – uma forma extrema de liberalismo defensora de uma sociedade capitalista sem Estado – ficou com 29,99%.

Para a reta final da eleição, Milei obteve o apoio da terceira classificada na primeira volta, Patricia Bullrich.

O próximo presidente argentino, que sucederá ao peronista Alberto Fernández (2019-2023), governará a partir de 10 de dezembro para o período 2023-2027.

Milei pediu ao Governo de Fernández “que seja responsável” e “assuma as suas responsabilidades até ao final do mandato” ANG/Inforpress/Lusa

 

                      Angola/África celebra dia da Industrialização

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) – O continente africano celebra hoje, 20 de Novembro, o dia da Industrialização, um marco importante para reflexão sobre o aproveitamento dos recursos naturais do solo africano para obter um preço justo no mercado e consequentes avanços à nível internacional.

A comemoração tem como principal objetivo realçar a importância da industrialização e da transformação da economia continental, que caminha para um mercado único de 1,3 mil milhões de pessoas no âmbito da recém-criada Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
 
Esta zona espera atingir um total agregado de despesas de consumo e negócios de até quatro biliões de dólares americanos, que criam uma oportunidade para melhorar as suas ligações comerciais e de produção e finalmente aproveitar a competitividade industrial que resulta da integração regional, como acontece noutras regiões.
 
Instituída pelas Nações Unidas, em 1989, com a resolução 44/237, inicialmente com o objetivo de mobilizar a comunidade internacional para a industrialização do continente africano, a efeméride constitui hoje, mais do que nunca um meio, um fim rumo ao alcance do desenvolvimento do continente. 
 
África precisa de recorrer à sua industrialização para deixar de exportar recursos naturais brutos que acabam por retornar ao continente como produtos acabados a preços três a quatro vezes mais caros. 
 
O continente berço da humanidade necessita  de evitar a contínua exportação de mão-de-obra e consequentemente criar empregos e valorizar os milhares de africanos, facto que contribuíra para o crescimento das economias africanas. 
 
Os fins que a industrialização do continente persegue têm a ver com a necessidade de África sair da atual situação em que se encontra, traduzida no empobrecimento da população, sobretudo a rural. 
 
Nestes esforços de industrialização, espera-se que práticas condenáveis como o emprego de mão-de-obra infantil, a discriminação do género no emprego e no salário, a não observância das leis laborais, o abuso do poder disciplinar e outros procedimentos reprováveis façam parte do passado. 
 
Numa altura em que o continente enfrenta o desafio da diversificação da economia, o processo de industrialização, observando todas as regras e procedimentos para com o ambiente, é vital para o continente promover o chamado desenvolvimento sustentável. 
 
Dados apontam que no continente africano as indústrias mais comuns são as que transformam as matérias-primas em produtos para exportação, como por exemplo as fábricas de açúcar,  de óleos comestíveis, indústrias de beneficiamento de fibras de algodão, lã, sisal, entre outras. 
 
Apesar dos grandes recursos, os países africanos são pouco desenvolvidos industrialmente e isso não quer dizer que vários deles não tenham procurado saídas para o problema. Em alguns, tem-se tentado reduzir a importação, incentivando a industrialização de produtos básicos 
 
Distinguindo-se dos demais países do continente, África do Sul e o Egipto são as duas nações mais industrializadas da África. 
O Dia da Industrialização de África é comemorado pela União Africana, desde 2018. 
 Segundo estimativas disponíveis, 37 países africanos  industrializaram-se, na última década, dos quais os com melhor desempenho “não são necessariamente aqueles com as maiores economias, mas sim os que geram um elevado valor acrescentado de produção per capita”.
 
Em 2022, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a União Africana (UA) e o Programa das Nações Unidas para a Desenvolvimento Industrial (UNIDO) lançaram conjuntamente a edição inaugural do Índice de Industrialização de África (IIA), à margem da Cimeira da UA  sobre Industrialização e Diversificação Económica, em Niamey, no Níger
 
No seu relatório, o IIA indica que a África do Sul manteve uma classificação muito elevada ao longo do período 2010-2021, seguida de perto por Marrocos, que manteve o segundo lugar, em 2022.
 
Nos seis primeiros lugares estão o Egipto, a Tunísia, as Maurícias e o Eswatini, de acordo com o mesmo índice, que fornece uma avaliação a nível nacional dos progressos de 52 países africanos através de 19 indicadores-chave.
 
O objetivo do relatório apresentado é permitir aos governos africanos identificar países comparáveis para aferir do seu próprio desempenho industrial e identificar as melhores práticas de forma mais eficaz.
 
Na avaliação do BAD, apesar de África ter mostrado progressos encorajadores na industrialização durante o período 2010-2022, a pandemia da Covid-19 e a invasão russa da Ucrânia atrasaram os seus esforços e salientaram as lacunas nos sistemas de produção.
 
O continente tem uma oportunidade única de resolver esta dependência através de uma maior integração e conquista dos seus próprios mercados emergentes, afirma o diretor do BAD para o Desenvolvimento Industrial e Comercial, Abdu Mukhtar.
 
O BAD investiu até oito mil milhões de dólares americanos, ao longo dos últimos cinco anos, no âmbito da sua prioridade estratégica (High-5) Industrializar África, prevendo gastar, só no sector farmacêutico, pelo menos três mil milhões de dólares até 2030,
 
O Índice Industrial Africano reflete o compromisso do Banco em promover a industrialização como uma prioridade estratégica no âmbito da sua Estratégia decenal (2013-2022), e as suas cinco principais prioridades operacionais (High5).
 
Considera-se que a construção de uma indústria produtiva deverá ser parte integrante do desenvolvimento de África, oferecendo um caminho para uma transformação estrutural acelerada, a criação de empregos formais em escala e o crescimento inclusivo.
 

O relatório do IIA refere ainda que a quota de África na indústria transformadora mundial continuou a diminuir para o nível atual de menos de 2%, numa altura em que políticas industriais mais proativas são encaradas como cruciais para inverter a tendência.

O norte de África continua a ser a região africana mais avançada em termos de desenvolvimento industrial, seguida pela África Austral, África Central, África Ocidental e África Oriental. ANG/Angop

 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Comemorações 50 anos/Presidente Umaro Sissoco Embaló visita Moçambique no próximo ano

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República  vai realizar uma visita de Estado a Moçambique no próximo ano, à convite do seu homólogo moçambicano.

O anúnciou foi feito hoje pela Ministra dos Combatentes de Moçambique, Josefina Beato Mateus Mpelo à saida de um encontro com Umaro Siossoco Embaló.

“Primeiro agradecemos ao Presidente pelo  convite para participar nas celebrações dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau e transmitimo-lhe  as felicitações do Presidente de Moçambique”,informou.

Josefina Beato Mateus Mpelo revelou que entregou a carta-convite formulado ao Presidente guinnense para visitar Moçambique no próximo ano.

Disse que o Presidente guineense Umaro Sissoco Embalo recebeu com regozijo o convite do seu homólogo de Moçambique e prometeu fazer a visita.

Josefina Mateus Mpelo veio a Bissau no âmbito das celebrações oficiais dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau e dos 59 anos de criação das Forças Armadas, assinaladas quinta-feira, em Bissau. ANG/LPG//SG

 

Diplomacia/Representante do Secretário-geral da ONU para África Ocidental e Sahel pede  preservação da paz e estabilidade

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Representante do Secretário-geral da ONU para África Ocidental e Sahel, Leonardo Simão pediu aos atores  politicos guineenses para preservarem da paz e estabilidade, por ser as  pré-condições para atração de investimentos doméstico e externo.

Leonardo Simão  falava hoje à imprensa, a saída de um encontro com o Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Emabaló.

Disse que se tratou de um encontro de cortesia, para agradecer  ao Presidente guineense pelo convite  formulado ao Secretário -Geral da ONU e à ele para participar nas celebrações do 59 anos das forças armadas e 50 anos de independência da Guiné-Bissau.

Leonardo Simão reiterou a disponibilidade da ONU de apoair o processo politico de consolidação da paz em curso no país.

Destacou que o Presidente da República da Guiné-Bissau e  as forças politicas guineenses devem saber  ultrapassar as dificuldades naturais do percurso, porque a vida politica dos Estados é complexo e muitas vezes coloca o problema de saber  identificar os desafios e superá-los, preservando a paz e estabilidade.

“Este investimento  é o caminho para melhoria das condições de vida da população”,defendeu o Representante do Secretário Geral da ONU para Àfrica Ocidental e Sahel.

Leonardo Simão veio a Bissau participar nas comemorações oficiais  dos 50 anos de independência e dos 59 anos das Forças armadas. ANG/LPG//SG

Cooperação/ Angola manifesta disponibilidade de formar quadros das Forças Armadas da Guiné-Bissau

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Chefe da Casa Militar da Presidência de Angola revelou a disponibilidade do Presidente João Lourenço de colaborar com o Estado guineense para formação dos quadros das forças armadas.

Para o efeito,  promete dar instruções aos responsáveis dos órgãos da defesa  para trabalharem sobre esse processo.

Francisco Pereira Furtado fez estas declarações, esta sexta-feira, à saída do encontro com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

 Disse que o encontro teve dois propósitos: felicitar,  mais uma vez,  o Presidente da República e o povo guineense pelas comemorações do  quinquagéssimo aniversário da independência e o dia das forças armadas (FARP).

 O segundo é de transmitir a mensagem de João Lourenço ao seu homólogo guineense sobre a disponibilidade de Angola de reforçar, cada vez mais, os laços de cooperação e amizade com a Guiné-Bissau e colocar a disposição das Forças Armadas guineenses as  coondiçoes de formação nas diferentes academias e  institutos das Forças Armadas angolanas, para os três ramos das Forças Armadas.

Furtado disse ter informado ao Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que os Ministérios da Defesa dos dois países vão trabalhar para formalizar esta intenção de formação dos quadros da Guiné-Bissau, como já tinham feito no passado, sublinhando que já têm alguma experiência daquilo que é a reforma do sistema da defesa e das forças armadas de Guiné-Bissau.

Disse que, na qualidade de chefe de Estado-maior General das Forças Armadas de Angola no passado,  trabalhou durante quadro anos, entre 2006 à 2010 com antigos Chefes de Estado-maior General da forças armadas da Guiné-Bissau, e nesta base visitaram Angola a seu convite os antigos chefes da armada guineense, Tagme Na Waie, Zamora Induta e Antonio Njai.

Francisco Pereira Furtado referiu que no quadro da cooperação, não só ao nível de CPLP, mais ao também ao nível bilateral, entre a Angola e  Guiné-Bissau, Angola manifesta essa disponibilidade de continuar a prestar toda a atenção e dar o apoio necessário para formação dos quadros  das forças armadas  guineenses. ANG/MI//SG

 

Moçambique/ Polícia acusada de disparar contra manifestantes em Angoche

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – Agentes da polícia da república de Moçambique disparam balas verdadeiras numa manifestação pacífica e feriram gravemente sete membros da RENAMO, no distrito de Angoche, província de Nampula, norte de Moçambique. 

Segundo testemunhas, foram usadas balas verdadeiras. 

Imagens captadas por vídeo amadores mostram parte das sete pessoas, feridas alegadamente pela polícia, que com violência, reprimiu uma manifestação de milhares de membros da Renamo, que contestavam os resultados das recentes eleições autárquicas.

O delegado distrital da Renamo em Angoche, Domingos Ambasse, sem gravar entrevista, revelou que a polícia foi a primeira a atirar contra os manifestantes. Depois, seguiram-se momentos de confusão e pânico.

Este, que é o mais grave episódio de violência policial registado desde o início das marchas pacificas convocadas pela oposição, acontece numa altura em que a Comissão Nacional de Eleições deve entregar, até sábado, ao Conselho Constitucional, 39 editais de apuramento das mesas de voto, como confirma Paulo Cuinica - Porta voz da CNE. O prazo anteriormente estipulado era quinta-feira.

"Nós achamos que é um prazo razoável e vamos poder cumprir , por exemplo, tendo em conta que Niassa, que o próximo voo vai ser no sábado, significa que até vamos poder juntar esses editais e fazer a entrega ao Conselho Constitucional", salientou Paulo Cuinica.

A Renamo exige a reposição da verdade eleitoral. ANG/RFI 

 

Dia das Forças Armadas/Cidadãos dizem acreditar nas promessas dos militares de não se envolverem mais  em alteração da Ordem Constitucional

Bissau, 17 Nov 23(ANG) – Cidadãos guineenses presentes na cerimónia de comemoração do Dia da Independência e dos 59 anos das Forças Armadas Revolucionária do Povo(FARP) dizem ter confiança nas  promessas feitas  pelos militares de nunca mais se  envolverem  em alterações da Ordem Constitucional, por via das armas.

Em auscultações  feitas, quinta-feira, pela repórter da ANG, Abibatu Djassi vendedeira, disse que quando ouviu as mensagens dos militares ficou emocianada porque não esperava ouvir tal  promessa .

Satisfeita com a mensagem de que a arma “não cantará mais” na Guiné-Bissau, no âmbito de uma sublevação militar, pediu a todos para se empenhar para que a promessa pudesse ser uma relaidade.

Djassi pede aos políticos  para se unirem e deixarem de puxa-puxa pelo poder  e empenhar juntos na construção e desenvolvimento do país, principalmente o Presidente e o chefe de Governo.

 Aminata Fofana, vendedeira de água,  disse que está muito contente com o que viu durante a parada militar e diz que pelas  mensagens deixadas pelos militares, acredita que nunca mais haverá golpe de estado na Guiné-Bissau.

Fofana disse que está feliz pelas obras de reabilitação da Avenida Amilcar cabral, e pediu a sua conservação.

O estudante Fidélis Pascoal Caetano disse que as mensagens dos militares deixa entender que há entendimento entre as Foças Armadas e o poder político.

Enalteceu a presença dos convidados vindos doutros países, e diz que isso demonstra  que o país está estável e pode atrair  investidores.

Dauda Sanó, funcionário público, disse que  está bem claro  na Constituição da República que os militares são obrigados a se submeter ao  poder político, o que, segundo diz,  ao longo dos 59 anos da existência das Forças Armadas no país não aconteceu.

Sustenta que  as  sucessivas  subversões  da ordem constitucional se deve a culpa do poder político. “O problema está nas organizações políticas e não nas Forças Armadas”, disse.

Sanó elogiou a reabilitação  da Avenida Amílcar Carbral, frisando que é um orgulho para qualquer guineense, independentemente de quem patrocinou as obras ou quem está a frente do Estado.

A cerimónia comemorativa dos 50 anos da independência e dos 59 anos da criação das Forças Armadas foi marcada com a presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e o ato comemorativo ainda integrou desfiles de civis e militares. ANG/JD/ÂC//SG