segunda-feira, 15 de setembro de 2025

ONU/Geografia da África Ocidental "representa desafio no controlo do tráfico de droga"

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - A Iniciativa Global contra o Crime Transnacional indicou, no seu mais recente relatório, que cerca de um terço da cocaína consumida na Europa transita pela África Ocidental, com destaque para a instalação de redes criminosas em países como Cabo Verde.


Estas conclusões vêm ao encontro do alerta lançado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Droga e Crime, que identifica a Guiné-Bissau como uma zona de crescente interesse para o crime organizado e integrada na rota transatlântica do tráfico de droga.

A responsável pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime na Guiné-Bissau e Cabo Verde, Ana Cristina Andrade, considera a situação preocupante para toda a região e aponta para o aumento do consumo de drogas sintéticas nos dois países. 

Como se explica que Cabo Verde e a Guiné-Bissau tenham integrado a rota transatlântica do tráfico de droga e que estejam a servir de base para a instalação de redes criminosas?

A África Ocidental encontra-se numa posição geográfica particularmente sensível, situada entre a América Latina - onde se encontra a produção de cocaína - e a Europa, que representa - as evidências são claras - o principal mercado de consumo. Esta localização estratégica, aliada à vastidão das rotas marítimas e terrestres, cria condições propícias para que as redes criminosas transnacionais explorem a região como ponto de trânsito.

A Guiné-Bissau tem 82 ilhas na sua composição. Esta situação representa um desafio enorme para o Estado, no que toca ao controlo dos tráficos que podem ocorrer a nível dessas ilhas. Cabo Verde tem mais águas territoriais do que terra propriamente dita, o que constitui um desafio em termos de condições para o controlo da extensa área marítima. Para além do factor geográfico, existem também outras vulnerabilidades adicionais, nomeadamente os recursos limitados para a vigilância fronteiriça e marítima.

Como é que estes grupos mafiosos operam na África Ocidental?

Aquilo que percebemos é que a operação na África Ocidental não se restringe à própria África Ocidental. Há toda uma rede que a ultrapassa. É evidente que existem criminosos na região que facilitam as redes internacionais, mas há conexões transfronteiriças e inter-regionais.

Por isso é que nós, ao nível das intervenções, temos apostado em programas de resposta com forte envolvimento das autoridades judiciais e policiais da América Latina, da América do Norte, da Europa e de África. É fundamental que os países da África Ocidental continuem a aprimorar o seu quadro legislativo, harmonizando-o com as convenções internacionais nesta matéria.

Ao mesmo tempo, é essencial que tenham condições técnicas e humanas adequadas. Temos insistido muito na questão do reforço das capacidades técnicas dos operadores judiciais e policiais, para que possam reforçar a cooperação com os seus congéneres na Europa, América Latina e América do Norte.

Sabe-se que os intermediários são, por vezes, pagos em cocaína. Existe o receio de que este sistema provoque um aumento do consumo na sub-região - se é que ele já não existe?

Absolutamente. Isto acontece já há muitos anos. Os fornecedores de cocaína pagam os traficantes locais com cocaína - e temos referido essa realidade em diversos relatórios. Obviamente, isto tem um impacto directo nas comunidades, sobretudo entre as crianças e os jovens.

E não se trata apenas do comércio da cocaína ou de outras drogas ilícitas, ou mesmo de outros tráficos ilegais. Estamos a falar, sobretudo, do impacto que isto tem tido ao nível da África Ocidental - nomeadamente em Cabo Verde, na Guiné-Bissau e noutros países -, traduzido numa tendência crescente da oferta de cocaína e, consequentemente, também do consumo.

Para além da cocaína, há um aumento de outras substâncias?

Sim. Temos recebido relatórios de instituições nacionais, sobretudo da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, que apontam para o aumento do consumo de drogas sintéticas. Os criminosos têm aproveitado cada vez mais as novas tecnologias para impulsionar o comércio destas substâncias.

Por isso, nós, enquanto UNODC, temos vindo a alertar a comunidade internacional e os Estados-Membros para a importância de se realizarem investimentos financeiros nesta área. Mas, mais do que isso, que esses investimentos tenham por base a ciência, a coordenação, priorizando  as pessoas e as comunidades mais vulneráveis, tanto social como economicamente.

Quais são os impactos do tráfico de droga e da circulação de dinheiro ilícito nas instituições e na sociedade?

Em primeiro lugar, está comprovado que o tráfico de droga gera uma espiral de violência e de corrupção. A evidência mostra que nenhum país, nenhuma família, consegue prosperar num ambiente contaminado por este tipo de criminalidade.

Por isso, temos insistido junto das autoridades nacionais e internacionais sobre a importância da investigação financeira, que é uma ferramenta determinante no combate ao crime organizado e ao tráfico ilícito. A investigação financeira permite ir além da identificação dos autores materiais, alcançando os beneficiários económicos dessas actividades ilícitas.

É fundamental seguir a pista do dinheiro - porque isso possibilita, de facto, a apreensão de activos. Temos tido experiências muito positivas, por exemplo em Cabo Verde, onde foram recuperados activos ligados ao crime, que foram reinvestidos no combate ao próprio crime. A Guiné-Bissau está, neste momento, também a aprimorar o seu dispositivo legal nesse sentido.

A investigação financeira pode contribuir para desmantelar estas redes criminosas?

Absolutamente. Para nós, esse é um dos aspectos fundamentais. Temos procurado avançar por essa via porque acreditamos que, para desmantelar o comércio de droga, é preciso enfraquecer estas redes a partir da sua base económica. E é isso que a investigação financeira permite fazer.

Quais são as principais fragilidades institucionais e legais que facilitam a actuação destas redes criminosas?

Uma das fragilidades principais é a inexistência de leis alinhadas com os tratados regionais e internacionais. Quando não há cooperação judiciária internacional eficaz, isso representa um desafio enorme.

No comércio da droga, os traficantes estão altamente organizados. Por isso, temos trabalhado cada vez mais com as instituições dos Estados-Membros a nível regional. É fundamental construir confiança inte-rinstitucional entre os operadores judiciais. É preciso diálogo, uma investigação proactiva do tráfico e do comércio de droga.

A ausência desses elementos representa um factor de desestabilização e compromete os esforços de combate. Temos mantido um diálogo permanente com as autoridades judiciais e policiais, no sentido de reforçar tudo o que já é positivo - e também com os governos, para que reforcem os dispositivos legais, ratifiquem as convenções internacionais e as adaptem à cultura organizacional dos respectivos países.

É essencial reforçar a ética, a deontologia e prevenir a corrupção.

É este o apoio que as instituições internacionais podem dar aos países afectados pelo flagelo da droga?

Sim, absolutamente. Nós acreditamos que é possível mudar. E já existem provas de que, com um trabalho bem feito, com qualidade e com verdadeiro compromisso político, é possível transformar a realidade.

Temos de continuar a reforçar as comunidades, a empoderar os jovens, a fortalecer as capacidades das famílias no sentido da protecção das suas crianças - para que possam, de facto, dizer "não" a tudo aquilo que destrói, e contribuir para uma cultura de cidadania e para a consolidação do Estado de Direito.

Há uma questão muito importante: este combate tem de estar inserido num programa de desenvolvimento sustentável. Temos procurado, junto de todas as agências das Nações Unidas, fazer entender que o combate ao tráfico ilícito é uma questão de desenvolvimento dos países. Não se pode combater o tráfico de drogas isoladamente, sem considerar toda a dinâmica global. Por exemplo, a instabilidade política a nível mundial acaba por facilitar o tráfico de droga e outros tráficos ilícitos.ANG/RFI

França/Arranca julgamento de francesas ligadas ao autoproclamado Estado Islâmico

Bissau, 15 Set 25 (ANG) - Três mulheres suspeitas de pertencerem ao grupo Estado Islâmico na Síria, incluindo a sobrinha dos irmãos Clain que assumiram a responsabilidade pelos ataques de 13 de Novembro de 2015 em França, são julgadas em Paris, a partir desta segunda-feira.

Elas são acusadas de associação criminosa terrorista e arriscam uma pena de até 30 anos de prisão. O julgamento decorre até 26 de Setembro.

Jennyfer Clain, 34 anos, tinha casado com um alegado elemento do Estado Islâmico, Kevin Gonot, e é sobrinha de Jean-Michel e Fabien Clain, dois responsáveis de propaganda do Estado Islâmico, presumivelmente mortos na Síria e que reivindicaram os atentados de 13 de Novembro de 2015, em França, que fizeram 130 mortos e mais de 350 feridos. As outras duas arguidas são Mayalen Duhart, casada com outro alegado membro do Estado Islâmico, Thomas Collange, e Christine Allain, sogra das duas outras arguidas.

Jennyfer Clain casou aos 16 anos com Kevin Gonot, o pretendente escolhido pelo tio Jean-Michel Clain, e foi para Raqqa, na Síria, em 2014, onde o marido  também se tornou membro do Estado Islâmico. A mãe de Kevin Gonot, Christine Allain,67 anos, também se tinha mudado para lá. Mayalen Duhart, 42 anos, esposa do seu outro filho, Thomas Collange, viajou várias vezes com ele, desde 2004, para a Síria, onde se instalou definitivamente em 2014, três anos após o início da guerra.

As três arguidas foram expulsas da Turquia e formalmente acusadas quando chegaram a França, em Setembro de 2019, acompanhadas por nove crianças, com idades entre três e 13 anos. Tinham sido detidas dois meses antes na província turca de Kilis, que faz fronteira com a Síria, dois anos depois da queda de Raqqa, quando seguiram o grupo Estado Islâmico que ia perdendo território face às ofensivas curdas. Kevin Gonot e Thomas Collange foram detidos durante esta retirada, tendo o primeiro sido condenado à morte no Iraque em 2019.

Os juizes de instrução consideraram que as três arguidas “mantiveram-se ao longo do tempo” nos grupos jihadistas e que escolheram juntar-se ao Estado Islâmico na Síria, tendo beneficiado, com o resto da família, de salários e alojamentos fornecidos pelo grupo terrorista.

Jennyfer Clain e Mayalen Duhart também são acusadas de negligência parental por terem levado voluntariamente os seus filhos, quatro cada, "para uma zona de guerra para se juntarem a um grupo terrorista, expondo-os a um risco significativo de danos físicos e psicológicos" e "traumas graves".

Em 2022, no julgamento do 13 de Novembro, os irmãos Clain foram condenados à revelia a prisão perpétua. Fabien Clain tinha lido o comunicado a reivindicar os atentados, enquanto o irmão o acompanhava com cânticos religiosos. ANG/RFI

Vaticano/Papa Leão XIV critica perda de multilateralismo da ONU e ganância dos mais ricos

Bissau, 15 Set 25 (ANG) – O Papa Leão XIV deixou críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) e às crescentes diferenças entre ricos e pobres, promovidas pelas grandes empresas, na primeira entrevista concedida desde que foi nomeado

No dia em que o Papa Leão XIV celebra 70 anos, o jornal norte-americano ‘Crux’ e o jornal peruano ‘El Comercio’ divulgaram excertos da primeira entrevista ao pontífice.

“Infelizmente, parece reconhecer-se que as Nações Unidas, pelo menos neste momento, perderam a sua capacidade para o multilateralismo” em situações de crise que obrigam ao diálogo, considerou Leão XIV, acrescentando que estes são “tempos em que a polarização parece ser uma das palavras do dia, mas isso não está a ajudar ninguém”.

Em relação à guerra que se vive na Ucrânia, e qual a possibilidade de ser o Vaticano a mediar as conversas entre Kiev e Moscovo, o Papa Leão XIV adiantou que “não é muito realista” olhar para a Santa Sé como uma figura de mediação, mas antes como defensor da paz.

O Papa Leão XIV disse estar “muito consciente das implicações de considerar o Vaticano como um mediador” e recordou as vezes em que o Vaticano se ofereceu para sediar reuniões de negociações entre a Rússia e a Ucrânia - quer no Vaticano, quer noutra propriedade da Igreja.

“A Santa Sé, desde que começou a guerra, tem-se esforçado muito para manter uma posição verdadeiramente neutra”, admitiu, sublinhando que “diferentes actores têm de pressionar o suficiente para que as partes em guerra digam: ‘já chega, vamos encontrar outra forma de resolver as nossas diferenças’”.

Fazendo referência às “mortes inúteis de ambos os lados” - quer no conflito na Ucrânia, quer noutros -, o Papa Leão XIV disse acreditar “que as pessoas devem de alguma forma ser despertadas para dizer que existe outra via para resolver a questão”.

Além dos conflitos que o mundo atravessa, a entrevista tocou também noutros assuntos, como a distribuição de riqueza a nível mundial, com Leão XIV a sublinhar “o crescente abismo entre a renda da classe trabalhadora e a dos ricos”.

“CEOs que há 60 anos talvez ganhassem mais quatro a seis vezes do que os trabalhadores, segundo os últimos dados que vi, ganham agora 6.600 vezes mais do que um trabalhador médio”, afirmou.

Para exemplificar estas diferenças, o Papa utilizou o caso de Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, que “será o primeiro tricliniário do mundo”.

“Se esta é a única coisa que tem valor, então temos um grande problema”, acrescentou na entrevista, citada pelo 'site' oficial de notícias do Vaticano, Vatican News.

O Papa Leão XIV celebra hoje 70 anos, e agradeceu, na oração dominical do Angelus, no Vaticano, as felicitações e as orações dos fiéis.

“Meus queridos, parece que sabem que hoje completo 70 anos”, disse Leão XIV, a partir da janela do Palácio Apostólico, vendo várias faixas dos fiéis que estavam na praça de São Pedro com mensagens de feliz aniversário. ANG/Inforpress/Lusa

 

     Política/Simões Pereira regressa ao país como candidato à presidência

Bissau, 15 set 25(ANG) - O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, anunciou no domingo que vai regressar ao país e que é candidato  a Presidente da República.

Simões Pereira fez o anúncio, em Lisboa, em Portugal, num encontro com a diáspora guineense, e explicou depois, em declarações à Lusa, que regressará a Bissau "esta semana", referindo-se à semana que se inicia hoje segunda-feira, sem avançar ainda uma data concreta.

A decisão do regresso surge a pouco mais de dois meses das eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 23 de novembro, e depois de nove meses consecutivos de ausência Do país.

Domingos Simões Pereira tem passado a maior parte dos últimos dois anos fora do país, depois de ter sido deposto do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, imediatamente a seguir à dissolução do parlamento pelo presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, em dezembro de 2023.

O líder do PAIGC e da coligação PAI-Terra Ranka afastada do poder com a dissolução do parlamento, disse que fez, neste período de ausência, um périplo por vários países africanos e europeus, que incluiu encontros com entidades como a ONU e a UE, para informar a comunidade parceira da Guiné-Bissau sobre o regime em vigor no país.

Simões Pereira disse à Lusa que "não estaria a ser sincero" se dissesse não temer pela própria segurança no regresso a Bissau, mas considerou ter um compromisso político com o povo guineense de se colocar ao serviço da nação.

O presidente do PAIGC adiantou que vai apresentar-se no sábado, 20 de setembro, ao comité central do partido como candidato a presidente da República.

Se esta disponibilidade for aceite, será também apresentada a proposta de candidatura à coligação PAI-Terra Ranka, com a qual venceu com maioria absoluta as legislativas de junho de 2023 e se tornou presidente da Assembleia Nacional Popular, entregando o cargo de primeiro-ministro a Geraldo Martins.

Sobre as legislativas de 23 de novembro, em simultâneo com as presidenciais, Simões Pereira disse à Lusa que vai apresentar aos órgãos do partido um nome, que se escusou a divulgar, para primeiro-ministro, no caso de vitória eleitoral.

Garantiu ainda que os partidos da coligação PAI-Terra Ranka continuam unidos, mantendo-se em aberto a possibilidade de concertação para as eleições com a coligação API Cabas Garandi, opositora do Presidente Umaro Sissoco Embaló, para quem Simões Pereira perdeu as presidenciais de 2019, depois de uma disputa judicial.

O líder do PAIGC considerou que será "falta de coragem" do atual chefe de Estado, que já anunciou a recandidatura, "se continuar a utilizar subterfúgios para que não haja" este confronto eleitoral.

"A nossa candidatura é no sentido de devolver a paz e tranquilidade", afirmou, considerando que os últimos cinco anos "têm sido catastróficos", com "repressões, agressões e ultimamente assassinatos".

A expulsão recente da comunicação social portuguesa é para Simões Pereira mais uma mostra do que considera "défice democrático" e que "se alinha com tudo que tem vindo a ser construído na Guiné-Bissau".

"Como esses órgãos têm alguma liberdade, não podem lá estar nas eleições", apontou.

Simões Pereira afirmou prometer aos guineenses uma postura que "contrasta com os últimos cinco anos de agressão ao povo e exploração dos recursos naturais".

O presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, disse no Domingo que Domingos Simões Pereira pode regressar à Guiné-Bissau "sem nenhum problema", em declarações à comunicação social guineense, no regresso de uma viagem a Paris, em que foi condecorado pela Interpol, a organização internacional da polícia criminal, pela cooperação no combate à criminalidade.

Embaló disse que quer Simões Pereira nas eleições presidenciais para o derrotar novamente e acrescentou que quem perder deverá aceitar os resultados das urnas sem contestação.

No quadro das eleições agendadas para 23 de novembro, a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) já aprovou, também, a candidatura do líder Nuno Gomes Nabiam a presidente da República.

Se Nuno Nabiam avançar será a terceira vez que se candidata à presidência da República da Guiné-Bissau, com a indicação do partido de poder negociar acordos de coligação eleitoral com outras forças partidárias.ANG/Lusa

   Regiões/Movimento “Cidadania Ativa” promove ação de limpeza em Mansabá

Mansabá, 15 Set 25(ANG) – O Movimento “Cidadania Activa”, da Província Norte, promoveu, no  fim de semema, uma ação de limpeza do centro da cidade de Mansabá, região de Oio.

 “As pessoas não podem ficar sentadas a ver a cidade suja, principalmente depois da Feira Popular(Lumo) daquela localidade, que se realiza em todas as sextas-feiras”, disse o coordenador do Movimento, Queba Seide, em declarações ao Correspondente regional da ANG de Oio.

Aquele responsável pediu a colaboração da camada juvenil do sector de Mansabá no sentido de participar massivamente  nas  próximas campanhas de limpeza para tormar Mansaba mais limpa.

Seide garantiu que a iniciativa passa a ser realizada semanalmente  para transformar Mansabá numa  cidade livre de  lixeiras, tendo feito  um  apelo ao governo local no sentido de apoiar a iniciativa.ANG/AD/ÂC//SG

Cooperação/Presidente do Burundi chega hoje a Bissau para uma visita de três dias

Bissau, 15 Set 25 (ANG) -  O Presidente de Burundi Évariste Ndayishimiye chega hoje ao país para uma visita de Estado de três dias, de 15 à 17 do mês corrente.

Segundo o programa de visita enviado à ANG pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, o Presidente de Burundi vai chegar ao aeroporto Osvaldo Vieira às 13h00 num voo especial.

No dia 16 de Setembro, terça-feira, Évariste e sua delegação vão ser recebidos no Palácio da República pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, com cerimónias de boas vindas e honras militares.

Ás 11h35 será condecorado pelo presidente da República Umaro Sissoco Embalo, seguida de uma Declaração Conjunta à imprensa às 11h40.

Ás 12h00 chegada a Fortaleza de Amura, em Bissau, onde serão recebidos pelo ministro da Defesa Nacional, Dionísio Kabi e o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Biaguê Na N'tan, e às 12h10 os dois estadistas farão a deposição de coroas de flores no jazigo de Amílcar Cabral e de João Bernardo Vieira.

De acordo com o programa, às 12h25 o Presidente do Burundi e sua comitiva vão visitar  a fábrica de farinha de trigo e serão recebidos pelo ministro da Indústria, Promoção e Transformação de Produtos Locais,  Florentino Fernando Dias, na companhia do administrador da fábrica.

Às 13H10 a delegação burundesa se desloca à Universidade Amílcar Cabral(UAC) estando prevista que seja recebida pelo   ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica
,  Queba  Jaité e o Reitor da UAC.

Seguidamente, realizar-se-á às 13h20 uma palestra subordinada ao tema "Juventude, Paz e Segurança" que será ministrada pelo Évariste Ndayishimiye.

Dia 17 de Setembro, quarta-feira, último dia de visita, o Presidente do Burundi deixa a Guiné as 08 da manhã de regresso ao seu país.ANG/MI/ÂC//SG

 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Reconhecimento/Interpol condecora Presidente da República pela sua determinação no combate ao narcotráfico

Bissau, 12 Set 25 ANG – A Organização Internacional de Polícia Criminal INTERPOL distinguiu o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló pela sua firme determinação no combate ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro.

A Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal, é mundialmente reconhecida como a maior rede de cooperação policial do mundo, integrando 196 países membros, que partilham informações e coordenam esforços contra crimes transnacionais, como o terrorismo, o cibercrime, o tráfico de seres humanos e o tráfico de drogas.

Segundo a  página da Presidência da República no Facebook, Umaro Sissoco Embalo foi condecorado pela Interpol durante a visita que efetuou quinta-feira  a  sede desta organização em Lyon França.

A Nota da Presidência informa que, no âmbito desta deslocação, teve lugar uma reunião bilateral entre a delegação da Guiné-Bissau e da Interpol onde foram revistas as relações de cooperação existentes e definidos novos compromissos centrados no reforço de mecanismos d combate ao crime.

O referido encontro culminou com a assinatura de uma declaração de intenção e no final a Interpol distinguiu o Chefe de Estado guineense com uma condecoração em reconhecimento das excelentes relações de cooperação com a Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC

 

Segurança marítima/Missão Militar guineense e portuguesa visita  Ilhéu de Pontão para se inteirar dos trabalhos da instalação da estação de vigilância costeira

Bissau, 12 set 25 (ANG) – A Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau informou que uma Equipa Técnica de Capacitação (ETC) constituída por militares portugueses e os seus contrapartes guineenses, visitaram esta quinta-feira o Ilhéu de Pontão, no Arquipélago de Bijagós para se inteirar dos trabalhos da instalação da segunda estação de vigilância marítima no âmbito do projecto Costa Segura.

De acordo com a informação publicada na pagina da Embaixada de Portugal na rede social Facebook,  a Equipa Técnica de Capacitação (ETC) das Forças Armadas Portuguesas estão no país, no âmbito do projeto Costa Segura, para a instalação do sistema de monitorização e vigilância do espaço marítimo guineense cuja primeira estação se encontra operacional em Bissau desde julho de 2024.

A mesma publicação informou que o projeto Costa Segura é desenvolvido entre Portugal-PT e a Guiné-Bissau-GW, com apoio também da União Europeia, e visa reforçar as capacidades da Guiné-Bissau nos domínios da segurança marítima, nomeadamente para combater atividades ilícitas que ameaçam os recursos marinhos e a segurança das populações costeiras.

O projecto Costa Segura, segundo a publicação da Embaixada de Portugal, está alinhado com o mais amplo enquadramento da cooperação no domínio da defesa entre Portugal e a Guiné-Bissau, um dos principais eixos do relacionamento bilateral entre os dois países. ANG/LPG/ÂC

Emigração/Governo promete submeter Embaixada de Mauritânia no país proposta para resolver problema dos guineenses naquele  país

Bissau, 12 set 25 (ANG) – O Governo, através do Secretário de Estado das Comunidades e a Direção-Geral de Migração e Fronteiras prometem submeter ao Embaixador da República Islâmica de Mauritânia acreditado na Guiné-Bissau uma proposta para resolver o problema de emigrantes guineenses naquele país.

Para o efeito, segundo a Rádio Capital FM, os governantes, nomeadamente  Cipriano Mendes Pereira e Lino Leal da Silva  reuniram esta quinta-feira para analisar em conjunto uma proposta elaborada pela Secretaria de Estado das Comunidades, que será submetida à Embaixada da Mauritânia em Bissau.

Por sua vez, a Embaixada da Mauritânia tratará do resto dos procedimentos até à assinatura de um eventual acordo entre as duas partes para solucionar a situação dos guineenses naquele país..

A proposta, de acordo com  a Rádio Capital FM, prevê por assinatura de um acordo entre as autoridades dos dois países para garantir o tratamento decente e recíproco dos cidadãos da Guiné-Bissau e da Mauritânia e a uniformização dos procedimentos para a legalização dos mesmos em ambos os Estados.

Em entrevista esta quarta-feira à CFM, a emigrante guineense na Mauritânia Julieta Sanhá denunciou que continuam a ser vitimas de detenção e deportações pelas autoridades mauritanianas, alegadamente por falta de documentos.

Por isso, Julieta Sanhá renovou o seu apelo das autoridades guineenses para o regresso dos compatriotas à Guiné-Bissau.

ANG/CFM

 

Regiões/Coletivo dos Técnicos de Saúde realiza consultas médicas gratuitas no Setor de Calequisse 

Canchungo, 12 Set 25 (ANG) - O Coletivo dos Técnicos de Saúde composto pelos filhos do setor de Calequisse,  região de Cacheu, norte do país, realiza entre os dias 11 à 14 de Setembro corrente uma campanha de consultas médicas gratuitas e oferta dos medicamentos aos doentes carenciados daquela localidade.

A informação foi revelada pelo responsável da Área Sanitária de Calequisse João Cláudio Nduté em entrevista exclusiva que teve esta sexta-feira com o correspondente de  ANG para região de Cacheu.

De acordo com Cláudio Nduté o objetivo da referida iniciativa é para ajudar as populações locais no que tange a melhoria das condições de saúde e de motiva-las a priorizar o Centro de Saúde local para o tratamento médico e medicamentosa, em detrimento da cura tradicional.

Por sua vez, o Presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Calequisse, Sérgio da Silva disse estar satisfeito com a iniciativa que reabriu o Centro de Saúde local para o tratamento dos doentes.

Um dos pacientes beneficiário da consulta gratuita, Cintia Mendes manifestou a sua satisfação com o atendimento médico e os medicamentos que recebeu.

Tendo desejado a continuidade dos trabalhos médicos no Centro de Saúde de Calequisse de modo à evitar constantes situações de deslocamento dos pacientes para Hospital Regional de Cacheu que situa em Canchungo.

“Não é fácil deslocar com os doentes uma vez que as estradas estão em péssimas condições e que existe dificuldades dos meios de transporte público sobretudo nesta época da chuva”, frisou aquela paciente.

O Psicólogo
Dacutinho Gomes lançou um apelo ao Presidente da Guiné-Bissau no sentido de usar a sua influência junto do Governo para colocar os técnicos de saúde naquele centro, com vista à minimizar as dificuldades das populações em termos de saúde.

Esta campanha decorre em Calequisse de 11 à 14 de Setembro em curso, com a participação de 40 técnicos de saúde que são igualmente filhos e amigos do Setor de Calequisse.ANG/AG/AALS/ÂC

 

China/Governo  recebe restos mortais de trinta soldados mortos na Guerra da Coreia

Bissau, 12 set 25(ANG) - Um avião militar chinês aterrou hoje em Shenyang com os restos mortais de 30 soldados chineses que combateram na Guerra da Coreia (1950-1953), repatriados da Coreia do Sul ao abrigo de um acordo bilateral.

Trata-se da 12ª repatriação conjunta desde 2014, elevando para 1.011 o número total de soldados chineses cujos restos mortais foram devolvidos pela Coreia do Sul.

A cerimónia de entrega decorreu no aeroporto internacional de Incheon, onde os caixões, cobertos com a bandeira chinesa, receberam honras militares. Os restos mortais dos soldados foram depois transportados num avião Y-20 da Força Aérea chinesa, escoltado por quatro caças J-20 ao entrar no espaço aéreo da China.

O avião aterrou às 10:58 locais (03:58, em Lisboa) no aeroporto de Taoxian, em Shenyang, nordeste do país, onde foi recebido com um arco de água tradicional feito por camiões de bombeiros, em sinal de respeito máximo.

A maioria dos soldados chineses mortos na guerra -- na qual Pequim enviou mais de dois milhões de combatentes em apoio à Coreia do Norte -- permanece sepultada em território norte-coreano. Dados oficiais chineses indicam cerca de 197.600 mortos, embora estimativas ocidentais apontem para números mais elevados.

Os 30 soldados agora repatriados serão sepultados no cemitério de mártires de Shenyang, construído em 1952 para acolher combatentes chineses mortos no conflito. A cidade situa-se a cerca de 350 quilómetros da fronteira com a Coreia do Norte.

Em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, existe um monumento em homenagem aos soldados chineses mortos na guerra, visitado por vários líderes chineses em deslocações oficiais ao país vizinho.

Conhecida na China como a "Guerra para Resistir à Agressão dos Estados Unidos e Ajudar a Coreia", a Guerra da Coreia tem recebido crescente atenção no país nos últimos anos, impulsionada por superproduções patrióticas como A Batalha do Lago Changjin (2021), o segundo filme mais visto da história do cinema chinês.ANG/Lusa

Brasil/ Jair Bolsonaro condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado

Bissau, 12 set 25(ANG) - O antigo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, foi condenado nesta quinta-feira a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal. Foram também condenados outras sete individualidades. A defesa já anunciou a sua intenção em recorrer da sentença. Um dos cinco juízes votou pela absolvição, alegando falta de provas.


Além do antigo presidente Jair Bolsonaro foram também condenados pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro nesta quinta-feira, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o general Augusto Heleno, o almirante Almir Garnier, ex comandante da Marinha, o deputado federal Alexandre Ramagem, o tenente coronel e ex assessor Mauro Cid, o general e ex ministro da defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro da justiça Anderson Torres.

Todos eles foram acusados pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra património público e deterioração de património.

A defesa, num comunicado assinado pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno, anunciou a sua intenção em recorrer da sentença, inclusive no âmbito internacinal.

Para os seus defensores "o ex presidente não atentou contra o Estado democrático, jamais participou de qualquer plano e muitos menos dos actos ocorridos a 8 de Janeiro" de 2023.

Em causa estavam os ataques contra os chamados três poderes, em Brasília, a capital federal brasileira, quando o Congresso [parlamento], a Presidência, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por apoiantes de Jair Bolsonaro, determinados em fazer cair as novas autoridades brasileiras, 

Lula da Silva, da esquerda, tinha vencido a 30 de Outubro de 2022 as eleições presidenciais, facto contestado pelo seu rival de direita, Jair Bolsonaro, com protestos a começarem desde então.

Jair Bolsonaro encontra-se já em regime de prisão domiciliária em Brasília por não ter cumprido medidas cautelares prévias, nomeadamente, quanto a intervenções nas redes sociais.

O seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, em declarações citadas pela agência Lusa, alegou que o seu país "está indignado", por se assumir como "um inocente injustamente condenado". Este familiar falou do julgamento como uma "farsa" e prometeu que a família lutará "até ao fim".

O relator juiz Alexandre de Moraes anunciou uma pena de 27 anos e três meses de cadeia em regime fechado para Jair Bolsonaro, depois de o tribunal ter declarado o ex-presidente brasileiro culpado por tentativa de golpe de Estado.ANG/RFI

 

Conflito Médio Oriente/Benjamin Netanyahu reitera que "não haverá Estado palestiniano"

Bissau, 12 set 25(ANG) - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou que "não haverá Estado palestiniano", numa declaração que antecede a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para esta sexta-feira, 12 de Setembro.

Em debate estará a chamada "Declaração de Nova Iorque", um documento que defende a solução de dois Estados -Israel e Palestina -, excluindo o Hamas de qualquer futuro político.

Apesar de Israel denunciar, há quase dois anos, a incapacidade da Assembleia - e do Conselho de Segurança da ONU - condenar os ataques do Hamas a 7 de Outubro de 2023, o texto preparado pela França e pela Arábia Saudita é claro na condenação e afirma que o grupo palestiniano deve libertar todos os reféns em Gaza.

"Condenamos os ataques perpetrados a 7 de Outubro pelo Hamas contra civis" e "o Hamas deve libertar todos os reféns mantidos em Gaza", afirma.

A declaração, assinada em Julho por 17 Estados, incluindo vários países árabes, durante a primeira parte de uma conferência da ONU sobre a solução de dois Estados, vai mais longe e exige que o Hamas deixe o poder em Gaza e entregue as armas à Autoridade Palestiniana, com o objectivo último de criar um Estado Palestiniano soberano e independente.

De acordo com uma fonte da presidência francesa, esta declaração deve ser vista como a base para a cimeira que Paris e Riade vão co-presidir a 22 de Setembro, na ONU, em Nova Iorque, onde o Presidente Emmanuel Macron prometeu reconhecer o Estado Palestiniano.

Depois do Presidente Macron, vários países anunciaram a intenção de o fazer durante a semana da Assembleia Geral da ONU, que começa a 22 de Setembro. Este processo é visto como um meio adicional de pressionar Israel a terminar a guerra em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas a 7 de Outubro de 2023.

Cerca de três quartos dos 193 Estados-membros da ONU reconhecem o Estado Palestiniano, proclamado pela liderança palestiniana no exílio, em 1988.

Todavia, o primeiro-ministro israelita afirmou, esta quinta-feira, que "não haverá Estado palestiniano", numa cerimónia de assinatura de um projecto de um grande colonato na Cisjordânia ocupada.

"Cumpriremos a nossa promessa: não haverá Estado palestiniano, este lugar pertence-nos", declarou.

Benjamin Netanyahu deixou um aviso: "Preservaremos a nossa herança, a nossa terra e a nossa segurança."

No passado mês de Agosto, Israel aprovou um projecto de construção de 3.400 habitações na Cisjordânia, decisão criticada pela ONU e por vários líderes estrangeiros, por dividir o território palestiniano em dois e ameaçar um eventual Estado Palestiniano.ANG/RFI

EUA/Assassínio de Charlie Kirk levanta receios de escalada da violência política nos EUA

Bissau, 12 set 25(ANG) - O activista conservador, Charlie Kirk, aliado próximo do presidente Donald Trump, morreu, na quarta-feira, após ser baleado num evento na Universidade de Utah Valley. O homicídio levanta receios de uma escalada da violência política no país.

Charlie Kirk participava num evento no campus da Utah Valley University, no oeste do país, quando foi alvejado. O autor do disparo ainda não foi encontrado e o governador de Utah, Spencer Cox, falou em “assassínio político”, prometeu que o responsável será julgado e lembrou que “no Utah ainda existe a pena de morte".

Charlie Kirk era um influenciador político reconhecido e ajudou Donald Trump a aumentar a sua adesão entre os eleitores mais jovens, tanto nas presidenciais de 2016, como no ano passado quando ajudou a promover a sua reeleição.

Depois de ter fundado, aos 18 anos, o movimento político juvenil 'Turning Point USA', em 2012, Charlie Kirk passou a ser uma figura mediática, influente tanto nos campus universitários conservadores, quanto nas televisões e, sobretudo, nas redes sociais, Tik Tok, Instagram, YouTube, X, onde defendia, por exemplo, uma “América cristã”, políticas anti-imigração e o direito do porte de armas. Tinha também um podcast chamado “The Charlie Kirk Show” com mais de 500 mil ouvintes mensais.

Foi o próprio Presidente dos Estados Unidos a anunciar, na sua rede social, a morte de Charlie Kirk. Donald Trump acusou a "esquerda radical" de ter contribuído, através da sua retórica, para o assassínio do jovem de 31 anos. As principais figuras democratas ja condenaram o ataque, como o ex-presidente Joe Biden e a ex-vice-presidente Kamala Harris que lamentaram a “violência política”. Há três meses, também foi assassinada, em sua casa, uma parlamentar democrata da Câmara Estadual e seu marido.ANG/RFI