terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Água e saneamento em África




Exposição internacional complementa certame

Abidjam, 18 Fev 14 (ANG)- Mas de 100 expositores disputam os interesses dos delegados ao 17º congresso da Associação Africana de Água e Saneamento, que decorre sob o lema” Mobilização dos recursos e gestão de água e saneamento em África”.

São ao todo 120  e ocuparam uma área de 1.500 metros quadrados com os mais variados produtos utilizados pelo sector de água e saneamento.

Para alem de fabricantes de equipamentos, algumas instituições financiadoras também participam na exposição.

É o caso por exemplo da agência americana de desenvolvimento internacional, USAlD que já apoia financeiramente a viabilização do sector de água na Etiópia. Quénia e Zâmbia, ente outros países.

Há seis anos que a USAlD lançou o chamado Programa sobre água e saneamento durável em África.

A organização americana participa na exposição com o lema,”promover reformas inovadoras e um sistema de financiamento viável para o sector de água e saneamento em África”.

Empresas de renome internacional tal como a German Water Partnership(GWP), uma rede de 350 membros, entre as quais, instituições científicas de tratamento de água, expõe os seus produtos e disponibilizaram os seus peritos para contribuir na elaboração de soluções de problemas de água e saneamento em África.

Várias empresas africanas do sector exibem igualmente os seus produtos e serviços no certame.

Dua Elisée, encarregada de comunicação no serviço nacional de água potável, uma empresa pública da Costa do Marfim disse que as pessoas lhes perguntam o que fazem, isto porque são confundidos com a empresa SODECl, a Sociedade Distribuidora de Água na Costa do Marfim.

“A nossa missão é ajudar o estado a dar água à toda a população”, disse Dua
A encarregada de comunicação da “Office National de L`eau Potable” da Costa de Marfim acredita que as autoridades de Abidjam serão capazes de até ao fim deste ano reduzir ao mínimo as carências em água potável.

(Salvador Gomes, enviado especial da ANG)

Água e saneamento em África




Dirigentes das associações partilharam experiências

Abidjam, 18 Fev 14 (ANG)- Os líderes das sociedades de água e saneamento em África partilharam hoje experiências sobre a importância de uma liderança forte associada à utilização de técnicas de manejamento de mudanças que visam o melhoramento das performances das sociedades de àgua e serviços aos clientes.

O exercício realizou-se no âmbito do congresso da Associação Africana de Água e Saneamento que decorre em Abidjam, na Costa do Marfim.

Os organizadores do congresso declararam em documento distribuído à imprensa ter havido pouco progresso durante os últimos 15 anos no que se refere as melhoras das prestações das sociedades de água em África.

“Os modelos teóricos sobre a gestão foram insuficientes para provocar mudanças reais no terreno”, lê-se no documento.,

Os novos modelos financeiros, segundo o documento, não foram suficientemente explorados devido a penúria de projectos financiados pelos bancos. E, consequentemente, a insatisfação dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento para o sector reduziu o interesse internacional para o melhoramento dos serviços das sociedades de água.

Em declarações ao enviado da ANG, o Director-geral da empresa Senegalesa de Água, Mamadu Dja reitera  que o  continente apresenta situações deferentes no que se refere a distribuição de água, alguns por falta de meios financeiros, outros devido a má governação e outros por incapacidade dos seus dirigentes.

“Tentamos mobilizar as empresas à volta das performances, porque o  cliente espera receber água de qualidade numa tarifa acessível. É sobre isso que as lideranças devem ser exercidas”, explicou Dja.

Djá acrescentou que os dirigentes das associações de água devem lutar  para a boa governação  a volta de valores de comportamentos e atitudes com vista ao melhoramento das performances das empresas.

Alguns intervenientes apresentaram preocupações relacionadas as ingerências políticas nas sociedades de água que por força disso acabam por não funcionar devidamente.
A propósito, Mamadu Dja responde que um os dirigentes do sector devem saber tirar proveito das ingerências políticas.

 “As lideranças devem ser capazes de travar a ingerência negativa dos decisores políticos”, disse. 

O factor chave das reformas e condutas das empresas, segundo Dja, é a capacidade dos seus dirigentes de promover o diálogo com os decisores institucionais para se encontrar boas soluções. 

(Salvador Gomes, enviado da ANG).


Agua e Saneamento em África


87 % da população rural da África Subsahariana pratica defecção ao ar livre – Ministra de Saúde de Benin

Cotonou, 18 Fev. 14 (ANG) – Pelo menos 87 por cento da população rural da África subsahariana pratica ainda a defecação ao ar livre e, apenas, 3 dentre 10 pessoas é que lavam as mãos com agua e sabão, sobretudo em momentos críticos.

Ministra da Saúde do Benin
A constatação foi anunciada hoje em Cotounou, pela Ministra da Saúde Pública do Benin, na abertura do Atelier de advocacia, comunicacao e seguimento dos engajamentos adoptados pelos governos africanos no dominio da agua, higiene e saneamento.

“isso é triste”, lamentou Dorothée Kinde Gazard que exortou sobre a necessidade de se concentrar acções conducentes a mudanças de comportamento junto a população.

A Ministra disse, citando o ex director da Organização Mundial de Saúde, Lee-wook,  que a agua e saneamento são indispensaveis para a saúde publica e todos devem ter acesso a um liquido salubre e um sanemanto correcto.

A governante beninense referiu que no contexto da Africa Ocidental muitas doenças advem de factores como falta de higiene, dificiente saneamento e uso de agua impropria para o consumo humano

Mesa que presidiu a abertura do Atelier
« Esta preocupação é actual e este atelier é a prova disso », precisou referindo-se a este evento organizado pelo Conselho de Concertação para o Aprovisionamento de Agua e Saneamento e que congrega cerca de 3 dezenas de jornalistas provenientes dos países da Africa Ocidental.

A ministra reconhece que a questão de higiene e saneamento constitem problematica muito tempo atrás, mas que foi relagado ao segundo plano no ranking das preocupações dos Estados africanos.

Referindo-se ao seu país, Dorothée Kinde Gazard dissee que o assunto tem beneficiado de um especial atenção nos ultimos anos, através de renovação do quadro legal, institucional e organizacional e ainda sua adaptação para acelerar o acesso dos mesmos as populações locais.
Os participantes vindos de diferentes países

A concluir exortou os médias a aumentarem suas coberturas em questões ligadas a agua e saneamento, desenvolver parceria ao nível nacional com as outras organizações que gtrabalham nos sectores de saúde, ambiente, educação e turismo

"Comunicação de aproximaação com vista a mudança de comportamento", "Experiencia de cobertura da materia pelos jornalistas do Benin", "Equidade e Inclusão" e "sessões de trabalhos praticos", são temas que absorverão os participantes neste seminário que termina na quinta-feira proxima.



(José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014


Navegação

Capitania dos Portos da Guiné-Bissau proíbe navegação de pirogas sem coletes “salva-vidas” 

Bissau, 17 Fev.14 (ANG) - O Capitão dos Portos da Guiné-Bissau, anunciou hoje a proibição de navegação  às  pirogas que não estejam equipadas com coletes  “salva-vidas” completos para os passageiros.

Em declarações exclusivas  à ANG, Mário Domingos Gomes alega que a decisão tem como finalidade  prevenir-se de acidentes que levam a perdas de vidas humanas.

Gomes acrescenta que  a direcção que dirige está atenta as alterações climaticas que abalam o país nos últimos dias, por isso avisou a todos os proprietários das pirogas para estarem munidos de coletes “salva-vidas” ,tendo afirmado que  a Lei será severa para os infractores. 

 Aquele responsável marítimo informou que, ainda no decurso dessa semana não permitiram  uma piroga  deslocar-se ao ilhéu do Rei,  porque este não tinha salva-vidas para os seus passageiros.

 Disse que grande parte dos acidentes marítimos que aconteceram no país, foram entre os meados de Janeiro à  Março, por causa de ventos fortes.

 Mário Gomes aconselha aos passageiros a seguirem as previsões meteorológicas nas rádios a fim de estarem iinformados sobre eventuais mudanças climatéricas. 

ANG/JD/SG

Meteorologia



Faltam meios  para produção de Boletins sobre  previsão do tempo

Bissau, 17 Fev. 14 (ANG) - O Presidente de Instituto Nacional de Meteorologia, João Lona Tchedna disse hoje que aquela instituição está sem meios materiais para desempenhar no mínimo as suas funções, dentre os quais a produção de Boletins sobre a previsão do tempo.

 Em entrevista à ANG, João Lona Tchedna disse que, mesmo sabendo da situação do vento forte que se verifica nos últimos dias no país, os serviços meteorológicos não podem adiantar nenhuma informação devido a falta de meios.

 “Ventos fortes têm as suas consequências negativas, principalmente para a navegação marítima bem como para a saúde das populações em geral”, explicou Lona Tchedna.

Tchedna disse ainda que o Boletim da previsão de tempo era sustentado com apoio financeiro de Agência para a Segurança Aérea em África e Madagáscar (ASECNA), mas com a mudança recentemente do Presidente do mesmo, ignorou-se simplesmente o compromisso.

“Estamos a estudar formas de fazer com que os Serviço meteorológico retome o seu trabalho de produção de boletins de previsão de tempo com o objectivo de evitar e prevenir muitas situações de risco que acontecem no país”, prometeu lona Tchedna. 

Disse também que, os serviços mínimos de produção de  boletins feitos pela Meteorologia é divulgada nos órgãos de comunicação social e ajudam as populações a tomarem precauções sobre os maus tempos. 

ANG/AALS/SG