quarta-feira, 22 de junho de 2016

Governação Integrada



                 Sociedade Civil apresenta  projecto a organizações parceiras

Bissau,22 Jun 16 (ANG) – O Movimento Nacional da Sociedade Civil  apresenta quinta-feira  no Centro Cultural Português,em Bissau, um projecto de Governação Integrada da Guiné-Bissau.
Presidente da Sociedade Civil

A cerimonia deve culminar com a assinatura de um  protocolo de acordo com   organizações parceiras dentre elas a União Europeia.

Segundo um comunicado à imprensa enviado à Agência de Notícias da Guiné(ANG), o evento  a ser organizado pelo Instituto Português António Vieira(IPAV), em parceria com a Universidade Jean Peaget Guiné-Bissau visa adoptar a  governação integrada como estratégia para  respostas aos problemas complexos do país, tais como o desemprego jovem, a reconciliação nacional, as desigualdades de género e a  segurança nacional.

O projecto  é orçado em cerca de 400 mil euros, financiado pela União Europeia e implementado pelo IPAV.

No acto serão assinados ainda Procolos de acordos com as organizações seleccionadas para participar nos cursos de formação promovidos no âmbito  do projecto.

O evento contará com a participação do Instituto Camões, delegação da União Europeia e outras organizações que actuam no país, no domínio de promoção do trabalho colaborativo, concertado e em redes. ANG/JD/SG

terça-feira, 21 de junho de 2016

Justiça




Procurador-geral da República pede colaboração institucional "saudável" com Ministério do Interior

Bissau,21 Jun 16(ANG) - O Procurador Geral da República disse  hoje que quer uma colaboração mais efectiva e dinâmica com o  Ministério do Interior para que possam levar a cabo todas as suas tarefas no sentido de estabilizar o país e garantir segurança aos cidadãos.

António Sedja Man, em declarações à imprensa, à saída de um encontro com o recém empossado ministro do Interior, Botche Candé, disse que o Ministério Público funciona utilizando subsidiariamente as forças de defesa e segurança.

"Há aspectos do nosso trabalho que devem ser cumpridos pelos órgãos da segurança e da defesa. Portanto, foi nesse âmbito que vim conversar com o meu amigo, o ministro do Interior para lhe pedir uma colaboração para que nenhum cidadão nacional sinta intimidado  e que possa usar e gozar dos seus direitos estabelecidos pela Lei", informou.

Perguntado sobre a resposta que recebeu do ministro do Interior, o Procurador Geral da República disse que “foi uma abertura total”, acrescentando que o ministro do Interior manifestou a sua vontade de colaborar com o Ministério Público em tudo quanto diz respeito as actividades da investigação,  audição , entre outras.

Em  relação ao governo demitido, Sedja Man disse que “realmente não havia uma colaboração efectiva em determinados aspectos”.

"Aliás, não é com todas as instituições do antigo governo mas sim em relação ao Ministério do Interior porque não existia aquela colaboração que devia existir naturalmente", explicou.

Instado a reagir sobre a alegada perseguição aos membros do anterior executivo de é acusado pelo PAIGC, António Sedja Man negou ter existido a perseguição, acrescentando que o Ministério Público é um órgão judicial e não pode ir à imprensa todos os dias para estar a informar sobre o andamento e os indícios que existem nos processos porque estes correm sob o segredo de justiça, para preservar a imagem dos suspeitos.

"A fase de inquérito não é porque a pessoa é culpada. A pessoa está a ser inquirida e é inocente até prova em contraria", esclareceu o Procurador-geral da República. ANG/ÂC/SG

Agricultura


Guiné-Bissau vai exportar mangas para os países da sub-região  

Bissau, 21 Jun 16 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), afirmou hoje que, futuramente, o país vai passar a exportar mangas para os países da Africa Ocidental.

Jaime Boles Gomes falava em entrevista exclusiva à ANG, sobre a sua recente participação na “Semana de Mangas “ realizada em Dacar, de 31 de Maio a 03 de Junho, onde o país foi representado pelo governo e os seus parceiros incluindo a ANAG.

De acordo com Boles, o encontro de Dakar foi mais uma oportunidade para o pais, “porque  a criação da Fileira de Mangas para exportação, é uma janela que abriu para reforçar e encontrar outra alternativa ao caju , que tem sido até aqui o  único produto de exportação”.

“É triste e lamentável quando um país como o nosso que podia tirar muitos proveitos na área de produção agrícola, ficasse agarrado ao único produto que é o caju, quando acabar a campanha acaba-se automaticamente a exportação” disse.  

Segundo Jaime Boles, se o país conseguir lançar a exportação de mangas,  os camponeses vão ganhar  mais dinheiro que servirá para financiar a diversificação da produção.

O Presidente da ANAG informou ainda que durante o encontro foi criada a Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação, que congrega sete países da sub-região entre os quais a Guiné-Bissau, Gâmbia, Senegal e Guiné-Conacri, financiada pela Agência Americana de Cooperação e Desenvolvimento(USAID), e sob tutela dos Ministérios de Agricultura dos respectivos países.

“As mangas que temos no país são oriundas  de uma produção amadora e essa prática deve ser ultrapassada para ingressamos no sistema mais profissional que visa seguir as exigência tecnológicas e científicas que permita aos nossos camponeses fazerem uma colheita de produtos de qualidade mediante as normas exigidas no mercado internacional “ frisou.

Para Jaime Bolis tudo isso passa pela colheita e boa conservação do produto para poder vir a ser comprado num preço bom no mercado internacional , e dar oportunidade a passagem à  etapa de transformação de produtos agrícolas locais criando empregos e outros benefícios ao país.

Aquele responsável lamentou que os sumos que o pais importa podiam ser fabricado no país uma vez que existem localmente variedades de frutas  desde laranjas, limão, maracujá,  e muitos outros, que infelizmente são utilizados para  enriquecer outros países.

Falando da comercialização da castanha de caju deste ano, o Presidente da ANAG disse que está a decorrer bem, uma vez que o preço de referência está a ser cumprido.

Boles frisou que, actualmente, a castanha de caju está a ser comprado num valor que varia entre os 600 e 650 FCA por quilo, salientando que o mais importante neste processo é a organização dos produtores em cooperativas e na venda colectiva que pode  dar mais benefícios aos camponeses.

Jaime Boles relacionou  o sucesso da campanha do ano em curso a procura de amêndoa de caju no mercado internacional, tendo apelado a prevalência da paz na Guiné-Bissau, “porque sem a ela não se pode fazer nada muito menos a criação de novos projectos de investimentos”.

A recém-criada Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação vai ser presidida pelo Senegal e a Guiné-Bissau ocupa o lugar de Segundo Vice-Presidente até a próxima Assembleia-Geral, que será realizada a 17 de Outubro de 2017.

ANG/MSC/ÂC/JAM/SG












Internacional


Polícia acusa britânico de querer matar Donald Trump num comício

Bissau, 21 Jun 16 (ANG) - Um cidadão britânico de 20 anos foi acusado pela polícia norte-americana de ter tentado tirar a pistola a um agente com o objectivo de assassinar Donald Trump, o provável candidato do Partido Republicano à Casa Branca.

O caso aconteceu num comício na noite de sábado, em Las Vegas, mas foi tratado com alguma discrição no momento (a ideia era de que se tratava de um manifestante) e as acusações só foram conhecidas nas últimas horas.

Durante o comício, Michael Steven Sandford, de 20 anos, aproximou-se de um agente e tentou tirar-lhe a arma do coldre, mas foi imediatamente detido.

Interrogado pela polícia do estado do Nevada, Sandford terá dito que planeava assassinar Donald Trump há quase um ano, e que tinha reservado a sua presença num outro comício, também no sábado, se não conseguisse executar o seu plano em Las Vegas.

De acordo com a acusação, o jovem “tentou de forma consciente cometer um acto de violência física contra Donald J. Trump depois de tentar retirar uma arma a um agente do Departamento de Polícia de Las Vegas”.

O tribunal decidiu manter Michael Steven Sandford detido, considerando que representa um perigo público, e marcou uma audiência preliminar do julgamento para o dia 5 de Julho.

A tentativa de retirar a arma ao agente da polícia foi testemunhada por várias pessoas, mas a suspeita de que o britânico tinha a intenção de assassinar Donald Trump baseia-se apenas na versão que o próprio contou à polícia.

A sua advogada, nomeada pelo tribunal, disse que Sandford é autista e que já tentou cometer suicídio; a sua mãe disse que ele foi tratado por perturbação obsessivo-compulsiva e anorexia, e que fugiu de um hospital quando era mais jovem, em Inglaterra.

O britânico estava nos Estados Unidos há cerca de um ano e meio, vivia num carro e já estava em situação ilegal no país, depois de o seu visto ter expirado.

O jovem disse ainda à polícia que tinha treinado tiro com uma pistola Glock de 9mm numa academia chamada Battlefield Vegas, em Las Vegas, na sexta-feira da semana passada. Na acusação enviada ao tribunal, as autoridades dizem que um dos funcionários da academia confirmou que deu lições de tiro a Michael Steven Sandford.

ANG/Publico

Justiça


Novo ministro defende uma Polícia Judiciária mais científica 

Bissau, 21 jun 16 (ANG) – O Ministro da Justiça, Luís Ulundo Mendes, defendeu  segunda-feira  a transformação da Policia Judiciaria (PJ)  numa instituição mais cientifica, com maiores capacidades de investigação .

O desejo de  Ulundo Mendes consta de uma nota à imprensa relativa as visitas efectuadas às diferentes instituições tuteladas pelo ministério da Justiça, à qual a  Agência de Notícias da Guiné teve hoje acesso.

Luís Ulundo Mendes sustentou  que as investigações criminais que a Polícia Judiciária faz devem permitir a descoberta da verdade para evitar que as acusações proferidas  viessem a ser arquivadas por falta de provas.

No decurso da visita, a Polícia Judiciária e  Interpol apresentaram as dificuldades com que se deparam nos seus funcionamentos.

“A PJ falou da necessidade de ter uma sede própria em Bissau e o alargamento da sua antena para zonas mais críticas em termos de combate ao tráfico de drogas e do crime organizado”, refere a nota.
A  Polícia Judiciária, que conta actualmente com mais de 170 elementos entre agentes, sub-inspectores e inspectores, petende reforçar os seus serviços com recrutamento de  novos agentes.

Por outro lado, o comunicado refere ainda que o ministro da Justiça recebeu segunda-feira ,no seu gabinete de trabalho, o representante do Escritório das Nações Unidas de Combate à Drogas e Crime Organizado (UNODC).

“Os dois interlocutores falaram sobre o andamento da cooperação e de apoio que a UNODC presta ao Ministério da Justiça ”, refere a nota.

A nota se refere igualmente que Luís Olundo Mendes reuniu com o representante residente do PNUD, a quem informou que dentro em breve, o tribunal sectorial de Canchungo, construído com apoio do PNUD será entregue ao Ministério da Justiça.

A responsável do PNUD no país assegurou ainda que dentro em breve será lançado um concurso público para a construção do Tribunal Sectorial de Bubaque. 

ANG/FGS/SG

Política


PAIGC acusa Ministério Público de perseguição aos antigos membros do seu governo

Bissau, 21 Jun. 16 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusou a Procuradoria-Geral de República de estar a levar a cabo, actos de perseguição e de violação dos direitos fundamentais dos ex-membros do governo liderado por Carlos Correia.

De acordo com uma nota de imprensa desta formação política, o antigo Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral foi “coagido e fortemente ameaçado e, só a intervenção conjunta das autoridades religiosas e da comunidade internacional evitou a sua detenção na passada sexta-feira, com o fito de humilhação e desrespeito”.

A mesma nota acrescenta  que o Secretário de Estado das Pescas do governo demitido de Carlos Correia teria sido “convocado e ouvido durante mais de cinco horas  no Ministério Público, acto apos o qual, Iildofonso Barros fora aplicado medidas de  coacção restritiva”.

“ A Ministra da Saúde foi perseguida e ameaçada, nem a presença de autoridades religiosas que a  acompanharam dissuadiu os perseguidores que seguiam em duas viaturas”, lê-se no documento do PAIGC, que acrescenta que a viatura de Cadi Seidi foi alegadamente vandalizada na garagem da sua casa.

O PAIGC, para além de falar em “ restrições” de circulação  de oito antigos membros do governo, incluindo o ex-chefe do executivo, Carlos Correia, acusa, igualmente o Procurador-Geral de República de “tentativas persistentes para o levantamento da imunidade parlamentar ao Presidente do Partido”, visando supostamente submeter Domingos Pereira a “coacções e atrocidades”.
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Finalmente, o PAIGC exorta às organizações da sociedade civil e a comunidade internacional para que assumam as suas responsabilidades neste processo, “tendo em conta os riscos de derrapagens, se medidas urgentes não forem tomadas para travar a deriva política, social e securitária” na Guiné-Bissau.

ANG/QC/SG

Feira Agrícola de Bamaco


Mulheres Empresarias guineenses pedem apoio do governo 

Bissau, 21 Jun 16 (ANG) - As mulheres Empresárias da Guiné-Bissau pediram ao governo que disponibilize os fundos necessários para se deslocarem ao Mali para representar o país na Feira de Bamaco que decorre de 22 à 30 de Julho próximo.

A informação consta numa nota à imprensa à que ANG teve acesso hoje e que foi feita após um encontro que as Mulheres Empresárias mantiveram segunda-feira com a ministra da Mulher Família e Coesão Social, Evarista de Sousa.

Na nota, as Mulheres Empresarias explicam que a participação da Guiné-Bissau na Feira de Bamaco vai permitir que sejam divulgadas os produtos agrícolas e artesanais do país e permitir igualmente a criação de novas oportunidades de negócios.

No documento, as Mulheres Empresarias disseram que a ministra da Mulher, Família e Coesão Social lhes anunciaram que uma empresa francesa está interessada em investir na criação de um fundo de esperança que visa garantir o bem-estar das mulheres e crianças guineenses mais necessitadas.

A referida empresa pretende também investir na criação de postos de emprego para centenas de pessoas, começando pela abertura dos Quiosques em Bissau na primeira fase e posteriormente nas regiões de Bafatá e Gabu. 

ANG/AALS/JAM/SG




Segurança/MASA


Sindicato de base da empresa acusa direção de violar normas laborais

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) – O Sindicato de Base da empresa de segurança, MASA acusa a Direção da empresa de incumprimento das normas laborais em vigor no país.

Em declarações feitas hoje à ANG, o porta -voz do sindicato da referida empresa, Domingos Tamba justificou a sua acusação dando exemplo de casos de muitos funcionários que la trabalham, sem que, no entanto, tenham celebrado contrato.

Disse que a empresa MASA Segurança celebra os contratos sem que o interessado tenha acesso prévio ao manual, bem como das informações sobre os deveres e direitos.

O porta-voz do sindicato pediu o cumprimento da lei geral do trabalho, transparência no acto de assinatura de contrato laboral e a inscrição de todos os trabalhadores no Instituto Nacional de Segurança Social.

Afirmou ainda que as informações sobre os seus direitos e deveres só são transmitidas aos interessados durante o período de instrução de forma verbal, o que considera de anormal, porque é através desta forma que a direcção da empresa aplica as suas sanções disciplinares de forma “abusiva”, sem direito a defesa.

“Em 2010 a direção da empresa MASA Segurança deu-os um documento que mostra que alguns funcionários são inscritos no Instituto Nacional de Segurança Social, mas após a criação do sindicato de base, fomos aquela instituição para confirmar a inscrição e sabemos que nenhum funcionário foi inscrito nesta instituição por parte da empresa”, lamentou Domingos Tamba.

Disse que depois da criação e legalização do sindicato de base da MASA Seguranaça, enviamos a direcção uma carta informativa da existência da organização, que a partida defende os direitos dos funcionários, a direcção começou logo com retaliação sobretudo dos membros do sindicato. 

Contudo, Domingos Tamba garante que a luta vai continuar até que a direcção da empresa começa a respeitar as regras laborais, sobretudo em termos de prestação de serviço que ultrapassa oito horas diárias.

 “Os descontos das faltas a que somos sujeitos não correspondem com a nossa massa salarial, porque uma falta contraída por um trabalhador é descontada entre três mil há quatro mil francos CFA, isso é injusto, pois o salário mensal é de 50 mil”, criticou.

Domingos Tamba apelou aos funcionários desta empresa a inscreverem-se no sindicato e aos seus associados a manterem-se firme e confiantes de que vão trabalhar em defesa dos seus direitos.

Entretanto, ANG contactou a direção da empresa MaSa segurança mas este remeteu para mais tarde prestar declarações.

ANG/LPG/AC/JAM
 



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cultura


Nigga Nbay pede homenagem ao rapper Izy-Boy

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) – O rapper guineense do agrupamento “Baloberos” Adulai Djau vulgo Nigga Nbay, apelou hoje aos colegas músicos da nova geração sobretudo do estilo rapp, para promoverem um concerto musical, em  homenagem ao colega ,Izy Boy,  falecido recentemente.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Nigga Nbay pediu a classe que organizasse um concerto para homenagear o colega, angariando fundo para apoiar a família enlutada. 
De acordo com Nigga Nbay, o seu primeiro contacto com o malogrado, foi em 2001 em Bissau, e nessa altura Izy Boy era mais experiente em termos de fazer a música, porque já vinha de um agrupamento mais maduro. 

“Aprendi bastante com ele, foi o primeiro rapper que me encorajou a escrever minhas primeiras rimas. Participava sempre nos ensaios que eu fazia com os colegas e na altura comecei dando ajuda nas falhas que tínhamos em termos de enquadrar o instrumental”, disse Nigga Nbay.

Por outro lado, o Rapper acrescentou que mais tarde com a ida dos dois colegas para o estrangeiro no mesmo ano 2001, decidiu se juntar ao falecido rapper e formaram RMB Daw Tchau, agrupamento que juntos trabalharam até a ida de Nigga Nbay para Baloberos, em 2008.

“Mas a minha saída para Baloberos nunca afetou a nossa relação, porque Izy para mim é como um irmão. Nós conhecemo-nos bem e conheço quase toda a sua família, assim como ele conhece a minha”, explicou.

Nigga Nbay informou que na altura em que decidiu ir para o agrupamento Baloberos, o falecido Izy Boy percebeu-lhe na sua decisão e continuaram as suas relações porque considerou a decisão um destino da vida”, revelou o rapper.

Para Nbay, o desaparecimento físico de Izy Boy deixou muita falta no seio dos rappers guineense, “porque é um grande combatente deste estilo e muito cedo dedicou a sua vida à esse caminho tendo enfrentado vários obstáculos e, mesmo assim, seguiu a frente até nos últimos dias da sua vida.

Izy Boy nasceu no dia 05 de Abril de 1988, foi um dos fundadores de Agrupamento RMB Daw Tcau em 2001, gravou vários maquetes em CD no agrupamento assim como ao solo, tendo falecido no passado dia 15 do corrente mês.  

ANG/LLA/AC/SG
Ban Ki-moon foi a Lesbos criticar a estratégia europeia para os refugiados: “A detenção não é a resposta”

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) -Secretário-geral da ONU alinhou com as organizações humanitárias que condenam o acordo com a Turquia. "O mundo tem a riqueza, a capacidade e o dever de estar à altura do desafio”, disse.

O secretário-geral das Nações Unidas criticou o pac
to europeu para a contenção do fluxo de refugiados durante uma visita este sábado à ilha de Lesbos, na Grécia, onde centenas de milhares de pessoas desembarcaram nos últimos dois anos para procurar asilo nos países do Norte da Europa, mas onde hoje, graças ao acordo com a Turquia, os recém-chegados são automaticamente enviados para centros de detenção sobrelotados.

“A detenção não é a resposta: deve acabar imediatamente”, disse Ban Ki-moon, recordando que, em média, todos os meses morrem 450 pessoas no Mediterrâneo — “o equivalente a dois aviões intercontinentais cheios”, sublinhou. “Vamos trabalhar em conjunto para acolhermos mais pessoas, atribuir vias legais e integrar melhor os refugiados. Reconheço as dificuldades. Mas o mundo tem a riqueza, a capacidade e o dever de estar à altura do desafio”, disse.

Durante a manhã, em Atenas, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro grego, o secretário-geral deixou um alerta à comunidade internacional, dizendo que é preciso fazer mais para ajudar a Grécia a lidar com o fluxo de pessoas e cuidar dos quase 50 mil requerentes de asilo no país, muitos deles retidos pelo fecho da fronteira com a Macedónia e em graves condições humanitárias. Quase 8500 estão em limbo legal, combatendo uma possível deportação para a Turquia.

“A Grécia não deve ser deixada para enfrentar a sós este desafio”, afirmou, ao lado de Alexis Tsipras, que lhe ofereceu um colete salva-vidas. “Devemos trabalhar em conjunto de maneira a proteger as pessoas e lidar com as causas da sua deslocação. Insisto em pedir uma melhor repartição das responsabilidades na Europa e até no mundo."

A visita do secretário-geral das Nações Unidas a Lesbos dá-se apenas um dia depois de a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras ter anunciado que vai recusar dezenas de milhões de euros em fundos europeus como protesto contra o acordo de devolução de refugiados à Turquia. “Mais uma vez, o principal objectivo da Europa não é o de dar a melhor protecção possível às pessoas, mas sim o método mais eficiente de as manter longe”, argumentou o secretário-geral dos Médicos Sem Fronteiras, Jerome Oberreit.

O acordo entre a União Europeia e a Turquia pretende devolver praticamente todos os imigrantes ilegais, requerentes de asilo e refugiados sírios chegados à Grécia depois do dia 20 de Março, sinalizando o fecho da rota pelo Egeu e desencorajando novas viagens para a Europa. A estratégia implica que todas as pessoas que desembarquem nas ilhas gregas sejam enviadas para centros de detenção, hoje sobrelotados, sem condições humanitárias e onde já vários requerentes de asilo se tentaram suicidar.

Todos têm o direito de pedir asilo na Grécia, mas a esperança de Bruxelas é que os tribunais recusem protecção pelo menos a cidadãos sírios, a única nacionalidade não europeia a quem a Turquia se dispõe a dar um estatuto equivalente ao de um refugiado. Isto apesar de todos os relatos de decisões de asilo ilegais, maus-tratos, tortura e expulsões da Turquia, e até de homicídios de soldados turcos na fronteira com a Síria.

“Os líderes europeus deviam olhar para o chão em vergonha só pelo facto de ser precisa uma visita de Ban [Ki-moon à Grécia]”, escrevia a Amnistia Internacional na quinta-feira, antecipando a viagem do secretário-geral da ONU: “Isto diz muito dos defeitos trágicos do acordo de migração da UE e Turquia, assinado com grande pompa há três meses.”

Os líderes europeus regozijam-se com a queda abrupta no número de novas chegadas à Grécia — antes do fecho da rota do Egeu, desembarcavam quase 1500 pessoas por dia em ilhas gregas como Lesbos; hoje, o número não ultrapassa os 50. Mas a redução de travessias deve-se também ao encerramento da fronteira com a Macedónia e a uma grande operação de combate ao tráfico humano do lado turco.

De resto, o próprio acordo enfrenta obstáculos que lhe podem ser fatais, como, por exemplo, o recente impasse diplomático entre Bruxelas e Ancara sobre a lei antiterrorismo da Turquia, que o Presidente Recep Tayyip Erdogan parece pouco disposto a alterar, e que está a impedir que a UE possa liberalizar as viagens para cidadãos turcos no espaço europeu.

Enquanto não avançam as contrapartidas — ou até parte dos 6000 milhões de euros que Bruxelas prometeu em assistência humanitária —, os ferries devem continuar parados. Só 562 pessoas foram até agora transferidas da Grécia para a Turquia depois de 20 de Março, na sua maioria imigrantes paquistaneses. No que diz respeito aos refugiados sírios — a Europa deve receber uma pessoa por cada que reenvie — só 31 fizeram a viagem de regresso à Turquia. 

ANG/Publico

Comercialização de Caju


Ministro do Comércio promete viaturas para  reforço da fiscalização na zona norte

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) - O ministro do Comércio e Artesanato promete por a disposição dos agentes de fiscalizaçãoda comercialização da castanha de caju da zona norte do país  duas viaturas para melhor controlo da fuga da castanha” nas linhas fronteiriças.

Em declarações á imprensa, no último fim de semana durante a visita que efectuou as localidade de Farim, Ingoré, São Domingos e Varela, António Serifo Embalo disse que a sua deslocação visa  acompanhar de perto as dificuldades com que os agentes do Ministério do Comércio se depararam nos seus postos  de controlo nas  zonas fronteiriças do país.

O governante acrescentou que durante a visita constatou enormes dificuldades principalmente no que se relaciona a disparidade na distribuição de subsídios e produtos alimentares aos agentes fiscalizadores, tendo prometido resolver a situação o mais rapidamente possível.

O ministro do Comércio e Artesanato assegurou que serão criadas as condições mínimas para travar o contrabando da castanha de caju nas zonas fronteiriças. 

ANG/PFC/AC/JAM/SG

“Crédito mal parado”


Conselho de ministros rescinde contrato com bancos comerciais

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) - O Conselho de ministros rescinde contrato celebrado entre o demitido governo de Carlos Correia e bancos comerciais e que visam a  compra de créditos mal parados contraidos  pelo sector privado.

A decisao foi tomada na ùltima reuniäo do Conselho de Ministros realizada em Bissau.

Segundo o Porta-voz do governo, Aristides Ocante da Silva, ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, a decisao visa salvaguardar as relaçöes economicas estabelecidas com os parceiros economicos internacionais.

Fontes citadas pelo jornal estatal Nô Pintcha, ediçäo de quinta-feira referem que o FMI havia desaconselhado ao governo a compra desses créditos mal parados de entidades privadas no valor de 34 mil milhões de francos cfa.

Como consequência da medida governamental, segundo o jornal, o FMI decide não desbloquear o apoio financeiro no valor de 24 milhöes de dolares que tinha decidido conder à Guiné-Bissau. 

ANG/RTP/Africa

Futebol/Eleições na Federação


Candidato derrotado Bubacar Conté não reconhece derrota

Bissau,20 Jun 16 (ANG) - O candidato derrotado nas eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau realizada Sábado, afirma não reconhecer o resultado do escrutínio, ganho pelo presidente cessante, Manuel Nascimento Lopes (Manelinho).

Bubacar Condé disse, em declarações a imprensa, que “a suposta vitória do presidente cessante Manuel Nascimento Lopes significa o adiamento para os próximos quatro anos, do futuro do futebol guineense”, 

Bubacar Conté considerou que o grande derrotado é o futebol guineense.

"Entendemos que o futebol guineense precisava de uma grande revolução. Foi por causa disso que engajamos para vermos, se de facto, conseguiriamos mudar o rumo das coisas e anomalias que se verificam no seio do nosso futebol", disse.

Bubacar Conté afirmou que não reconhece o resultado devido as irregularidades verificadas na sede da Federação de Futebol durante o acto da votação.

Para o candidato reeleito para um mandato de quatro anos, Manuel Irénio Nascimento Lopes, não houve vencido  nem vencedor . Disse que  foi a Guiné-Bissau que ganhou.

"Quero felicitar o meu país porque sem ele nem eu na minha pessoa e ninguém conseguiria trabalhar para a concretização do evento que culminou na minha vitória", elogiou.

O reeleito Presidente da Federação da Futebol da Guiné-Bissau felicitou igualmente ao Presidente da República, Governo e todas as pessoas, em particular o povo da Guiné-Bissau bem como todos os presidentes dos clubes que o apoiaram e estiveram ao seu lado nos momentos muito difíceis.

Manuel Irénio Nascimento Lopes obteve 32 votos contra 15 do seu rival Bubacar Conté, actual Presidente da Liga de Clubes, na segunda volta das eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau. 

ANG/ÂC/SG

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Futebol/Eleições na Federação



Presidente do Sport Bissau e Benfica espera do vencedor a dignificação do futebol guineense

Bissau,17 Jun 16 (ANG) - O Presidente do Sport Bissau e Benfica disse esperar que qualquer candidato que ganhe eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau traga mudanças para melhor em tudo quanto  diz respeito a organização do futebol nacional.

Sérgio Marques, em entrevista exclusiva à ANG em jeito de antevisão do escrutínio na Federação de Futebol, prevista para este sábado, afirmou que o futuro Presidente da Federação deve zelar para que não haja jamais a paragem do campeonato nacional, que aposte nas infraestruturas desportivas com realce para construção de novos campos de futebol, melhorias de condições de clubes do interior, entre outros.

"Tem que haver uma aposta na formação da camada juvenil através da realização de campeonatos de escalões infantis, juvenis e juniores, de uma forma mais organizada e mais profissional, e fundamentalmente que a Federação apoie os clubes", desejou.

Sérgio Marques ainda disse esperar que o futuro Presidente da Federação seja capaz de organizar o futebol de uma vez por todas para que se possa ter atletas com capacidades de jogarem futebol e dignificar o país.

O Presidente do Sport Bissau e Benfica sublinhou que chegou a hora de se fazer essa mudança atendendo que se está no momento de eleições e de escolha.  

ANG/ÂC/SG