quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Política

       Grupo de jovens toma de assalto, por algum tempo, sede do PAIGC

Bissau, 18 Out 17 (ANG) – Um grupo de cerca de 100 jovens provenientes de diferentes zonas do país, apoiantes dos 15 deputados expulsos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde PAIGC, tomou hoje de assalto, por algum tempo, a sede nacional desta formação política. 

Em reacção à essa invasão, o Porta-voz do partido, João Bernardo Vieira responsabiliza o Presidente da República pelo acto, alegando que não é possível que os elementos dos 15 continuassem a fazer actos fora de normas sem protecção de José Mário Vaz.

Afirmou que o partido não vai permitir que essa situação continuasse, reiterando o seu empenho para a defesa da disciplina no seio do PAIGC, “custe o que custar”.

 Contudo, Bernardo Vieira lamentou o sucedido, justificando que quando uma situação deste acontece ao lado da Presidência da República, onde existe um sistema de segurança muito forte e não houve nenhuma intervenção, é “muito estranho”.

 O militante do PAIGC que assistiu o assalto, Silvestre Adão Fernandes disse que um dos elementos dos 15 informou-lhe da intenção na terça-feira através de uma mensagem, mas como tem sido hábito, ninguém levou em consideração.

Mochila contendo faca deixada pelos invasores
“Por volta das seis horas de hoje um grupo de jovens tomaram de assalto a sede, porque nesta altura o número de militantes que se encontrava na sede era pouco. Comunicamos uns aos outros pedindo reforço dos colegas. 

Quando apareceu um numero suficiente entramos em confronto com os assaltantes, expulsamos-lhes da sede e muitos ficaram feridos”, contou Silvestre.

Silvestre Adão Fernandes apresentou uma mochila com uma arma branca que disse pertencer a um dos assaltantes. Disse ainda que os mesmos receberam dinheiro mas disse de quem nem o montante. 

Na manhã de hoje, o ambiente estava tenso na sede do PAIGC sita na praça dos heróis nacionais, em Bissau, com a presença massiva de dirigentes, militantes e simpatizantes do partido.

Alguns militantes que assistiram ao assalto, dizem que os assaltantes chegaram a sede acompanhados de alguns agentes da Polícia de Ordem Pública, razão pela qual os elementos da intervenção rápida destacados para segurar a sede do PAIGC foram impedidos de trabalhar pelos militantes do partido. ANG/LPG/ÂC/SG

Cooperação



                                    Primeiro-Ministro visita Cabo Verde

Bissau,18 Out 17(ANG) - O primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, manifestou terça-feira, na cidade da Praia o interesse de a Guiné-Bissau reforçar as suas relações de amizade e cooperação com Cabo Verde.

Segundo a agência Lusa, Umaro Sissoco Embaló manifestou esse interesse num encontro com o presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, no âmbito de uma visita àquele arquipélago.

Para isso, Umaro Sissoco Embaló anunciou que o novo embaixador do país vai ser nomeado ainda esta semana e "apresentará brevemente" as cartas credenciais ao Presidente cabo-verdiano.

Referindo-se a crise política na Guiné-Bissau, Sissoco Emabalo reiterou que a solução deve ser encontrado pelos próprios guineense.

" A Guiné-Bissau já não tem problemas políticos. A crise da Guiné tem de ser ultrapassada pelos próprios filhos da Guiné", afirmou o chefe de Governo guineense à agência cabo-verdiana de informação- Inforpress, no final do encontro com o Jorge Carlos Fonseca.

Durante a visita relâmpago a Cabo Verde, Umaro Sissoco Embaló terá sido ainda recebido pelo homólogo cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, segundo a Inforpress.

"Cabo Verde é a última etapa da minha visita à sub-região (africana). Já estive em todos os países da Comunidade Económica para o Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO), Nações Unidas, União Europeia e deixei Cabo Verde para o último, a fim de testemunhar também a solidariedade do povo cabo-verdiano", indicou.

O chefe do governo guineense fez-se acompanhar de uma delegação integrada pelos ministros do Turismo e Artesanato, do Comércio e Promoção Empresarial e do Diretor-geral do Protocolo do Estado. ANG/Lusa

Conferência



  Organizações não-governamentais definem novas estratégias de actuação

Vista da Casa dos Direitos
Bissau,18 Out 17(ANG) - Mais de 70 organizações não-governamentais participam entre hoje e sexta-feira em Bissau na terceira Conferência das Organizações Não-Governamentais para definir novas estratégias de actuação.

«A realização desta conferência inscreve-se numa preocupação de procura de melhores condições de concertação e valorização do trabalho das organizações não-governamentais, permitindo um diálogo sobre políticas e uma intervenção no desenvolvimento e na promoção dos direitos humanos mais profícuos e eficazes», refere, em nota à imprensa, a organização do encontro.

A conferência é organizada pela Casa dos Direitos no quadro do projeto `Articulações e concertações não-governamentais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau´, com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, do Programa da ONU para o Desenvolvimento e da Swissaid, e ocorre 23 anos depois do último encontro.

Vão participar na conferência 76 organizações não-governamentais guineenses e internacionais ativas no país.

Durante os dois dias do encontro, dedicado ao tema «Renovar o Compromisso com a Guiné-Bissau», vai ser debatido e analisado o trabalho das organizações não-governamentais durante os últimos 20 anos e definido metas de trabalho para o futuro.

A primeira conferência de organizações não-governamentais foi realizada pelo Ministério do Plano e Cooperação Internacional, em 1985 , na qual se planificou a coordenação da ajuda internacional não-governamental que era atribuída à Guiné-Bissau, e a segunda ocorreu em 1994.  ANG/Lusa

Futebol



                        Diretor-geral do Benfica (Serifo Sow) demitiu-se

Sede do Sport Bissau e Benfica
Bissau,18 Out 17(ANG) - O diretor-geral do Sport Bissau e Benfica  Serifo Sow, disse terça-feira que se demitiu de funções «com efeito imediato», por discordar do apoio que o clube tem dado à atuação da Federação de futebol guineense.

Segundo a agência Lusa, Serifo Sow não concordou com o facto de as águias se terem posicionado ao lado da Federação no congresso da instituição realizado durante o fim de semana e boicotado por mais de 20 clubes guineenses, por não concordarem com as contas apresentadas.

O dirigente demissionário considera «inaceitável» que o Benfica tenha apoiado e votado favoravelmente as contas da Federação, quando se sabe que o clube foi eleito recentemente para a vice-presidência da Liga Guineense de Clubes, que aconselhava o chumbo do documento.

Na sequência do congresso da Federação, com o qual 21 dos 38 clubes inscritos, não concordaram, estes anunciaram que ponderam não participar no próximo campeonato de futebol guineense da 1.ª Divisão, que deverá ter início ainda este mês.

Serifo Sow disse que «já vinham de trás algumas incongruências do Benfica» em relação ao comportamento da Federação que, afirmou, ser «de total desrespeito pelos estatutos e pelos seus associados».

«Já no campeonato passado, o Benfica furou uma greve dos clubes, que queriam boicotar o campeonato nacional para pressionar a Federação a corrigir as irregularidades e agora volta a estar no Congresso quando a maioria de clubes disse para o boicotar», defendeu Serifo Sow.

O Benfica de Bissau é liderado pelo empresário português Sérgio Marques, que atualmente se encontra em Portugal.

De acordo com a Lusa, uma fonte do clube encarnado, bicampeão nacional na Guiné-Bissau, confirmou o pedido de demissão de Serifo Sow e adiantou ainda que Sérgio Marques deve regressar à Bissau brevemente. ANG/Lusa

Forças Armadas



               EMG nega que Biague Na Ntan tenha pedido demissão

Bissau,18 Out 17(ANG) - O Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (EMGFA) negou terça-feira, em comunicado, que o chefe das Forças Armadas, general Biagué Na Tan, tenha pedido  demissão.

«O Chefe de Estado-Maior General nunca formulou qualquer pedido de demissão ao presidente José Mário Vaz», refere, em comunicado divulgado na sua página oficial, o EMGFA.

Alguma imprensa guineense noticiou, recentemente, que o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas teria pedido a demissão.
No comunicado, o EMGFA salienta que «não é proibido que um ou outro órgão de comunicação social trate informações militares nos seus espaços».

Mas, salienta, «o que se quer veicular é informações seguras e credíveis e que contribuam para a paz, estabilidade, segurança e bem-estar da humanidade».

«Aliás, o desejo do chefe de Estado-Maior General foi sempre apostar na imprensa na luta pelo desenvolvimento, facto que prova que as Forças Armadas guineenses não são inimigas da comunicação social», pode ainda ler-se no comunicado.

O EMGFA salienta também que as «falsas informações não ajudam» a sociedade e pede aos órgãos de comunicação social para não divulgarem informações «contraproducentes» e contribuírem «positivamente para o bem de todos os cidadãos». ANG/Lusa

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Despejo no Mercado de Bandim



Deputado  Lassana Fati promete encontrar uma solução  

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – O deputado da Nação e igualmente Presidente da Comissão Especializada da Assembleia Nacional Popular para Assuntos da Administração Interna e Poder Local  apelou a calma e prometeu hoje encontrar uma solução para o problema que opõe os comerciantes à Câmara Municipal de Bissau.

Em declarações à ANG, Lassana Fati revelou que está a diligenciar junto das autoridades competentes para encontrar uma saída viável para os comerciantes.

Admitiu a possibilidade da indicação de um novo espaço para que os comerciantes continuassem a exercer as suas actividades ou permancerem  no Mercado de Bandim.
Enquanto isso, um dos comerciantes Serifo Baldé que foi vítima de agressão policial disse que não receberam aviso da Câmara para retirarem as suas mercadorias nas mediações do portão principal do mercado de Bandim.

Disse que desconhece os motivos da retirada das mesas e remoção de alguns cacifos no interior do mercado, uma vez que estão a cumprir com a medida da Câmara de não vender no passeio. 

Por isso, apela o retorno dos bens materiais subtraídos e indicação de novos  lugares para continuarem as suas actividades com tranquilidade.

Contudo, disse que a  medida da Câmara Municipal de Bissau originou protestos da parte de alguns comerciantes tendo sido registado  três feridos  ligeiros.

Na manhã de hoje a situação no mercado de Bandim estava agitada devido a aglomeração dos comerciantes que reclamavam a reabertura do portão principal do Mercado de Bandim cercado pelos agentes da Polícia Municipal.

Perante este facto, os agentes da Força de Ordem intervieram em  em reforço da segurança para evitar eventuais roubos das mercadorias. 

Na sequência dos protestos a maioria dos estabelecimentos comerciais no Mercado de Bandim fechou as portas.  

ANG/LPG/ÂC/SG

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Mercado de Bandim


Polícia Municipal despeja comerciantes ocupantes da entrada principal do Mercado

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – A Polícia Municipal despejou na noite de segunda-feira os comerciantes que exercem actividades nas mediações do portão principal do Mercado de Bandim em Bissau tendo resultado em confrontos entre os vendedores as forças da ordem.

Aliu Seidi Presidente dos Retalhistas
Em reacção ao acto da Polícia camarária, o Presidente da Associação de Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau (ARMGB), acusou o corpo policial da Câmara Municipal de Bissau de roubo de mercadorias durante a operação de despejo. 

Aliu Seidi, em declarações aos jornalistas, qualifica a operação de assalto  àquele estabelecimento comercial uma vez que os agentes da Câmara arrombaram o portão principal tendo os mesmos levados algumas mercadorias.

“Os agentes com fardas azuis chegaram ao Mercado de Bandim por volta das 20 horas da noite e iniciaram a operação de despejo. Por isso agradeço a intervenção das forças da ordem porque se não fosse elas a situação podia descambar-se”, disse.

Questionado se a edilidade camarária não os tinha avisado com antecedência sobre a operação , Aliu Seidi afrmou que não, acrescentando que num encontro com o Presidente da CMB,  avisou a este de que a Polícia Municipal recém- criada é uma ameaça aos comerciantes daquele mercado.

Em relação aos cacifos e armazéns encerrados hoje pelos comerciantes  em gesto de solidariedade para com aos colegas visados, Aliu Seide disse que é o início de uma reivindicação, advertindo que se o Governo não resolver o problema vão reunir-se e a revolta pode vir a atingir  outras regiões.

“Como podem ver, temos associados que foram feridos e a operação decorreu a noite e sem aviso prévio, tendo  a Polícia Municipal violado o portão do Mercado. Por isso digo que, o que aconteceu foi um roubo. Não podemos fazer greve, mas temos direitos de protestar de acordo com o nosso estatuto “,disse.

Forças de Polícia Municipal em acção
Entretanto um dos responsáveis dos Servicos de Inspecção da CMB, que solicitou para não ser identificado discordou com as declarações de Aliu Seidi.

Disse que  a Câmara avisou com antecedência inclusive deu um prazo de 10 dias para os comerciantes abandonassem o portão principal do Mercado mas não acataram a ordem de retirada.

“Como podem ver, a entrada do Mercado de Bandim está bloqueada com pequenas mesas que perturbam o acesso aos clientes e as mulheres vendedeiras que vão passar para exercerem ali como faziam antigamente e a operação foi feita a noite porque à luz do dia seria muito complicado”, disse.

O responsável negou igualmente que tenha havido roubo de mercadorias durante a operação.

A Policia Municipal é um grupo constituído de 50 pessoas recrutados pela CMB para por ordem na cidade e nos mercados principalmente nos passeios e nos arredores, que eram ocupados por vendedores que não conseguiram lugares  no interior do mercado.

Reafirmou contudo que a operação  vai continuar para disciplinar o Mercado de Bandim.

O novo presidente da CMB decidiu pôr fim a venda de mercadorias nos passeios do mercado, e  nas bermas da Avenida Combatente da Liberdade da Pátria.ANG/MSC/ÂC/SG

Ensino público



     Professores “Novos Ingressos” cancelam vigília no Ministério da Educação

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – O Colectivo dos Professores Públicos “Novos Ingressos” cancelou a vigília prevista para hoje em frente do Ministério da Educação, a pedido do Ministro do Interior, Botche Candé.
 
Em declarações à imprensa, depois do encontro com o representante do Ministro do Interior, o Coordenador do Colectivo destes docentes, Hélder Ié, afirmou que receberam a promessa, de que Botche Candé irá “usar a sua influência”, junto das entidades competentes, com vista ao pagamento dos seus salários em atraso.

“Mas, vamos continuar a nossa luta até que o governo nos pague o dinheiro, porque estamos a reivindicar uma causa justa”, advertiu para criticar a alegada discriminação de que foram alvo: “de outras categorias dos professores receberem e nós não”.

Por isso, o docente apela a “união e determinação” da classe até a resolução dos seus problemas, ou seja, o “pagamento de quatro meses de salário em atraso relativos aos anos lectivos 2011/2012 (três) e 2012/2013 (um) ”.

Para além de criticar as supostas faltas de zelo do Ministério da Educação e dos sindicatos SINAPROF e SINDEPROF, em prol do pagamento da “dívida” em causa, Hélder Ié admite a possibilidade de o Colectivo vir a transformar-se num sindicato.

De acordo com o representante do Colectivo dos Professores “Novos Ingressos” estão nesta situação de “atraso salarial” 675 docentes.

Apesar da não realizaram da referida vigília, hoje,  em frente ao Ministério da Educação, estiveram presentes, não só os “Novos Ingressos”, mas também, os que viram seus salários bloqueados,  que o Governo justifica com a “reforma em curso na Função Pública”.

A reportagem da ANG tentou falar com os responsáveis do Ministério da Educação, mas um membro do Gabinete do Ministro Sandji Fati informou que este viajou e até aquela altura, a tutela não tinha recebido nenhuma carta destes professores em reivindicação.
ANG/QC/SG

Pobreza extrema



    PNUD apela parceria público/privado para apoiar pessoas mais vulneráveis

Bissau, 17 Out 17 (ANG) - O Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apelou uma parceria pública/privada para apoiar as pessoas que estão em situação de extrema pobreza na Guiné-Bissau.
 
O apelo consta numa nota de imprensa do PNUD à que a ANG teve acesso hoje e que foi produzida no quadro do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza que se assinala hoje (17 de Outubro) ,em que a organização presta homenagem às vitimas da miséria e felicita o engajamento de todos que têm trabalhado na luta contra  a pobreza.

«A erradicação da pobreza é o primeiro dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) que entraram em vigor em Janeiro de 2016 e que foram definidos por 193 países membros das Nações Unidas», refere a nota de imprensa.

O PNUD, segundo a nota, tem por missão ajudar os países a erradicar a pobreza sob todas as formas. E na Guiné-Bissau esta missão é materializada nas acções desenvolvidas em dois domínios principais que são: promoção do desenvolvimento sustentável e reforço da capacidade das comunidades e governos locais para a planificação.

Acrescenta a nota de imprensa  que a promoção do desenvolvimento sustentável será feita através dos projectos de conservação da biodiversidade e de reforço de resiliência das comunidades sob as alterações climáticas com vista a preservar as suas fontes de rendimento e permitir que vivam em harmonia com o ambiente em que estão.

«O reforço das capacidades do governo em elaborar e implementar políticas de crescimento económico inclusivo e sustentável que sejam alinhados com os ODS e que contribuam para a redução da pobreza constitui outra área de intervenção do PNUD neste domínio»,lê-se na nota.

O PNUD pretende reforçar a capacidade das instituições de supervisão e controle, nomeadamente a Assembleia Nacional Popular e as organizações da Sociedade Civil para a monitoria das políticas públicas para que sejam direccionadas ao combate à pobreza e exclusão social, refere a nota.
ANG/AALS/ÂC/SG

Luta contra sida



       Secretariado Nacional distribui preservativos nas Discotecas de Bissau

Bissau,17 Out 17(ANG) -O Secretariado Nacional de Luta Contra Sida procedeu na noite do dia 13 do corrente, a distribuição de preservativos e sensibilizações cívicas nas principais Discotecas da cidade de Bissau, sob patrocínio do Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

Califa Soares Cassama
Em declarações à imprensa, o Secretário Executivo do Secretariado Nacional de Luta contra a Sida, Califa Soares Cassamá disse que a iniciativa visa promover a consciencialização social sobre os riscos das práticas sexuais inseguras.

“Bissau figura entre as cidades do país onde se verifica mais taxa de prevalência de VIH/Sida, a par de região de Bafatá e Oio, e  a Guiné-Bissau é o país da Sub-região onde se observa a mais alta taxa de prevalência deste flagelo”, disse Califa  Cassamá.

Aquele responsável sublinhou que é óbvio que as discotecas são locais privilegiadas para encontros sexuais ocasionais, sendo assim a iniciativa de género trará benefício de prevenção de VIH/Sida no país.

Soares Cassamá garante que até o final do ano em curso, há stock suficiente de medicamentos antirretrovirais para suprir as necessidades medicamentosas dos viventes de VIH.

O Secretário Executivo do SNLS insta  a sociedade guineense em geral sobretudo os mais jovens, a realizarem teste gratuito de despistagem disponível em todos centros de saúde da Guiné-Bissau, para conhecerem os  seus estados serológico.

Prometeu concentrar a sua atuação em campanhas junto dos jovens para promover “uma verdadeira mudança de comportamento” em relação ao VIH/SIDA na Guiné-Bissau.

“Queremos fazer da Guiné-Bissau um país com menos número de pessoas infetadas”, indicou Cassamá, prometendo fazer uma “aposta forte” no trabalho de sensibilização aos jovens e também na distribuição gratuita de anti-retrovirais juntos dos doentes.

Apesar dos esforços Cassamá afirma que os fatores culturais estão a influenciar negativamente o processo de combate à doença no país, acrescentando que o vírus sida hoje em dia confunde-se com certas doenças tradicionais, uma situação que considera de preocupante e lamentável, dado que põe em causa vida de muitas pessoas e mina os esforços nacionais de combate ao fenómeno.

“É um paradigma que deve ser invertido, através de informação, educação, cívica e sensibilização da sociedade sobre indicadores de HIV/Sida que é uma realidade na Guiné-Bissau”, aconselhou.

Dados mais recentes indicam que a taxa de prevalência do vírus da SIDA na Guiné-Bissau atinge 5,3por cento na população entre 15 aos 49 anos.

O  Secretário Executivo de Luta Contra Sida  promete dar “mais visibilidade” aos trabalhos da instituição para que a população “possa encarar  a doença como uma realidade”. Nesta perspetiva já foi realizado alguns projetos de campanha de sensibilização no setor desportivo envolvendo a Federação Nacional de Futebol, Associação dos Treinadores, associadas a iniciativa. A   campanha chegou agora às discotecas.

O evento enquadra-se no projeto de desenvolvimento turístico na Guiné-Bissau, levado acabo pelo Ministério de Turismo uma vez aberta a época turística nacional, designado por “Bissau By Nigth”. ANG/Site Rádio Nossa

Energia elétrica



                      Grande parte dos bairros de Bissau está sem luz

Bissau,17 Out 17(ANG) - A Empresa de Eletricidade de Águas da Guiné-Bissau (EAGB) está a enfrentar problemas e desde a passada sexta-feira que grande parte dos bairros de Bissau estão sem energia elétrica, confirmou segunda-feira o diretor técnico da empresa, Alberto da Silva.

Segundo aquele responsável, neste momento a EAGB está confrontada com "três grandes problemas", nomeadamente a baixa na produção de energia, avaria no sistema de venda de créditos de eletricidade e ainda uma outra avaria na linha de transporte de energia para vários bairros de Bissau.

Desde sexta-feira que os bairros de Pilum, Amedalai, Pefine, Santa Luzia, Rossio, Calequir, Antula e parte de Plubá se encontram às escuras devido a uma avaria na linha de transporte subterrânea da energia. Alberto da Silva pede desculpa aos consumidores daqueles bairros, mas prometera que a situação seria resolvida ainda na segunda-feira, o que não aconteceu.
Quanto à avaria no sistema de venda de crédito de eletricidade, a empresa mandou vir da África do Sul uma equipa técnica que está em Bissau desde domingo, podendo resolver o problema o mais depressa possível, disse.

O diretor técnico da EAGB reconheceu uma baixa na produção de eletricidade em Bissau, nos últimos meses, mas adiantou que a situação se deve "a uma série de avarias" nos geradores da empresa contratada pelo Governo guineense.

Dos 16 megawatts de energia de que precisa a cidade de Bissau, a empresa fornecedora apenas tem capacidade, atualmente, para disponibilizar cerca de 13 megawatts, indicou Alberto da Silva.

Alguns grupos geradores da empresa que produz eletricidade para a EAGB estão parados para manutenção, devendo voltar a funcionar "brevemente", sublinhou Alberto da Silva. ANG/LUSA

Crise política



Um grupo de partidos políticos pede intervenção da ONU na aplicação de Acordo de Conacri

Bissau,17 Out 17(ANG) - Um grupo de partidos da Guiné-Bissau pediu, através de uma carta endereçada à ONU, a intervenção da comunidade internacional para a aplicação dos acordos de Bissau e Conacri, considerando-os como a única saída pacífica para a crise vigente no país.

"Porque foi decidido pelo Conselho de Segurança da ONU a aplicação de sanções aos atores políticos guineenses que obstaculizem a implementação do acordo de Conacri, que o Presidente (guineense), José Mário Vaz, depois de todos os prazos, prorrogações e apelos ao seu cumprimento, já declarou publicamente que não pretende cumprir, solicitamos respeitosamente a adoção de medidas conducentes à concretização efetiva das últimas deliberações do Conselho de Segurança da ONU”, refere a Lusa citando a carta enviada a António Guterres.

Na carta, os partidos salientam estar convencidos de que só a “determinação e a firmeza da comunidade internacional em exigir a pronta implementação dos Acordos de Bissau e de Conacri constituem a única solução pacífica para a crise vigente na Guiné-Bissau”.

A carta foi enviada pelo denominado Espaço de Concertação Política dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau, que inclui o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para a Mudança, o Partido da Unidade Nacional, o Movimento Patriótico e o Partido de Solidariedade e Trabalho.

O atual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições legislativas de 2014, o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. ANG/LUSA

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Alimentação



   “Mais de oitocentos milhões de pessoas sofrem fome no mundo”, diz a FAO

Bissau 16 Out. 17 (ANG) – O relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela que 815 milhões de pessoas sofreram fome em 2016 em todo o mundo.
Yannick Rosoarimanana

Segundo a mensagem do Director Geral da FAO, José Graziano da Silva,divulgada por ocasião da celebração, hoje, 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, sob o tema- “Mudar o Futuro da Migração, Investir na Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural”, o referido número sofreu um aumento de 38 milhões de pessoas em relação ao 2015.

Segundo a mensagem lida à imprensa pela representante da FAO no país, Yannick Rosoarimanana, tal aumento se deve em grande parte ao ressurgimento de conflitos, secas e inundações em todo o mundo.

“Estes conflitos levaram os países como a Nigéria, Somália, o Sudão do Sul e o Iémen a beira da fome e provocaram a insegurança alimentar aguda no Burundi, no Iraque e em outros lugares”, diza FAO na nota.
 
O Director-geral da FAO frisa que cerca de 64 milhões de pessoas estão actualmente deslocadas devido aos conflitos e perseguições, sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial e a seca provocada pelo fenómeno natural como” El Ninho” reduziu consideravelmente o acesso aos alimentos em grande parte da África.

Na mensagem  explica que, ao logo dos anos, uma das estratégias mais eficazes utilizadas pelas pessoas na busca de um futuro melhor tem sido deslocar-se em busca de melhores condições de vida.

“Na verdade a migração tem sido, desde o início dos tempos, essencial para a história humana e é a fonte de muitas vantagens económicas e culturais, mas quando as pessoas migram por necessidade, angustia e desespero, a migração converte-se num outro assunto “,disse.

Na mensagem a FAO frisa que o tema deste ano tem mais relevância hoje, já que o número de vítimas da desnutrição no mundo está aumentando novamente depois de ter diminuído vários anos.

A nota do Director-Geral d FAO recorda que o mundo tem cerca de 736 milhões de migrantes interno, ou seja um em cada oito pessoas, e a maioria se desloca de campo para a cidade e dos 244 milhões dos migrantes internacionais registados em 2015, um terço veio de países do G20.

“A FAO trabalha sob as causas estruturais da imigração. Ela apoia a promoção de políticas, estratégias em favor de pessoas vulneráveis, através da formação dos jovens, de acesso inclusivo ao crédito, do desenvolvimento de programas de protecção social que oferecem transferências em dinheiro ou em espécie, medidas especificas para apoiar migrantes que retornam as suas áreas rurais de origem, alertas precoce para os riscos de meteorológicos entre outros”, lê-se na mensagem.

Na qualidade de  co-presidente de 2018 do Grupo Global sobre Migração, constituído por 22 Agências das Nações Unidas e o Banco Mundial, a FAO defende soluções que façam com que a migração seja o fruto de uma escolha e não um último recurso de desespero, salientando que neste processo a agricultura e o desenvolvimento rural têm um papel chave a desempenhar.
ANG/MSC/ÂC/SG

Telecomunicações



“Guiné-Bissau vai estar ligada ao cabo submarino o mais tardar até julho de 2018”, diz ministro dos Transportes e Comunicações

Bissau,16 Out 17(ANG) – O ministro dos Transportes e Comunicações, afirmou que a instalação de cabo submarino de telecomunicacões no país está programada para até meados de julho de 2018.
 
Fidélis Forbs, em declarações à imprensa após a visita que efectuou hoje ao navio de avaliação do solo marítimo guineense por onde vai passar o cabo submarino, disse que já ultrapassaram a fase mais importante da instalação do cabo submarino.

“A próxima fase será a vinda ao país do navio que irá começar a rolar o cabo submarino do Senegal até a Guiné-Bissau bem como construção de centrais de interconexão de dados no âmbito do Projecto da Organização para Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG”, explicou.

O governante disse que anteriormente as comunicações intercontinentais se faziam via satélite, informando que actualmente quase todos os países já comunicam através de cabo submarino.

“Isso faz parte de concerto das nações e como a Guiné-Bissau faz parte não pode fugir à regra. Foi nesse quadro que vamos conectar com outros continentes como por exemplo a Europa”, sublinhou.

Fidélis Forbs salientou que foi uma fibra óptica que tem o “Segmento 1” que saiu desde a França até Dakar e o “Segmento 2” partiu da capital senegalesa até a Costa de Marfim, o “Segmento 3”, saiu de Abidjan até São Tomé e Principe e o quarto até África de Sul.

“Portanto a Guiné-Bissau faz parte do “Segmento 2”. É um projecto extremamente importante para o país porque vai permitir uma redução significativa dos custos de telecomunicações”, informou.

O ministro dos Transportes e Comunicações disse que a ligação do país ao cabo submarino realiza-se no âmbito do projecto sub regional denominado Warchip financiado pelo Banco Mundial, no valor de 35 milhões de dólares e visa a criação de infraestruturas de base de telecomunicações.

Explicou que foi nesta perspectiva que o referido navio está no país para fazer uma radiografia do  solo marítimo para constatar onde irá passar o cabo submarino desde Senegal até a localidade de Suru, no sector de Prábis, região de Biombo, Norte da Guiné-Bissau.

“Isso é o processo mais importante na instalação do cabo submarino no país. O barco iniciou o mesmo trabalho desde o passado dia 21 de Setembro do ano em curso”, disse, acrescentando que isso significa que os trabalhos do reconhecimento do solo marítimo nacional já estão no fim.

O ministro dos Transportes e Comunicações foi acompanhado nesta visita ao navio de avaliação do solo marítimo guineense pelos Diretores-gerais da Orange Bissau e da MTN. ANG/ÂC/SG