quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Política

Presidente da República apela classe política para aplicar “Acordo de Bissau” para acabar com impasse político

Bissau,09 Nov 17(ANG) – O Presidente da República José Mário Vaz apelou quarta-feira aos guineenses para aplicarem o Acordo de Bissau para acabar com o impasse político que se vive no país.
 
Num comunicado à imprensa, o chefe de Estado guineense apela a todos os guineenses, particularmente aos políticos, a aproveitarem o ambiente de fraternidade e, sem violência, sem ameaças nem ultimatos, para aplicarem o Acordo de Bissau, um acordo entre guineenses, para a saída da crise que assola o país.

O Presidente guineense terminou segunda-feira uma visita que realizou a campos agrícolas em várias regiões do país, tendo sido recebido em Bissau por milhares de apoiantes.

No documento, José Mário Vaz lança também um  apelo ao Partido Africano da 
Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) e à Assembleia Nacional Popular(ANP).

“Ao PAIGC, para que abra os seus braços e as portas da sua sede para promover a reconciliação interna e oferecer uma oportunidade de paz social ao nosso povo. À ANP para que condiciona fortemente o funcionamento do Estado”, lê-se no comunicado.

O Acordo de Bissau  foi assinado em 2016 e é anterior ao Acordo de Conacri, e prevê a constituição de um governo de Unidade Nacional com todos os partidos com representação parlamentar para que haja estabilidade até ao fim da legislatura em 2018.

Desde 2014, a Guiné-Bissau já teve cinco primeiros-ministros e vive um momento de impasse político, com o parlamento encerrado há cerca de dois anos.

O actual governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou eleições o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem ao consenso e ao diálogo entre guineenses.

Sobre as visitas aos campos agrícolas, o Presidente disse esperar um aumento da produção de arroz para o ano em curso. ANG/Lusa

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Fundação Mon Na Lama

Agricultores da região de Cacheu elogiam iniciativa do Presidente da República

Bissau,08 Nov 17(ANG) – Os agricultores da região de Cacheu, norte do país, elogiaram a iniciativa do Presidente da República de apostar na produção do arroz através da Fundação “Mon Na Lama”.
 
Os elogios dos camponeses de Cacheu foram transmitidos ao José Mário Vaz durante a visita que efectuou nos dias 6 à 7 do corrente mês à algumas bolanhas daquela localidade.

O Presidente da República, na companhia do ministro da Agricultura, Floresta e Pecuária e do ministro de Estado e do Interior esteve na bolanha de Bucul, no sector de Canchungo onde se inteirou das dificuldades com que se deparam os camponeses daquela povoação.

O chefe de Estado foi recebido num ambiente de festa pelos populares de Bucul, penetrou a pé num terreno escorregadio até ao meio da bolanha para de seguida exibir uma amarradura de arroz colhida no seu campo de produção em Calequisse.

Na ocasião, o ministro de Agricultura, Florestas e Pecuária, afirmou que constatou com agrado a forma como  os agricultores locais estão a seguir o apelo do Presidente da República para  pôr as mãos na lama.

“A única maneira de salvar o país e tirar o povo da canseira é a produção agrícola”, destacou o governante.

Nicolau dos Santos disse que a maior aposta do governo é  transitar de agricultura manual para a mecanizada, salientando que se tudo continuar tal como está as dificuldades não serão ultrapassadas.

 “A partir da próxima campanha agrícola vamos dar um passo gigantesco no sentido da mecanização agrícola e atingir a auto-suficiência alimentar e combater a fome”, prometeu.

Os agricultores de Bucul pediram ao chefe de Estado apoios em sementes agrícolas, tratores, moto cultivadores e centros de formação agrária para os jovens.

O Governador da região de Cacheu, Justino Coroné Gomes disse que a Fundação Mon Na Lama atingiu actualmente todas as localidades do país, acrescentando que os camponeses devem esforçar para produzir o suficiente de forma a combater a fome.

Seguidamente, a comitiva presidêncial seguiu para a bolanha da povoação de Tchur Bachil com o mesmo objectivo.

O régulo de Tchur Bachil pediu igualmente ao José Mário Vaz apoios em máquinas agrícolas para que possam aumentar a produção de arroz.

Lúcio Rodrigues Balincante, disse que a população local acreditou na Fundação Mon Na Lama e  informou ao chefe de Estado que os agricultores locais fazem os seus cultivos nos terrenos não adequados o que torna mais custosos a produção.

“Queremos pedir apoio do Presidente da República para a recuperação de bolanhas para passarmos a praticar a lavoura ali”, disse o régulo de Tchur Bachil.

Lúcio Balincante entregou à José Mário Vaz um arado tradicional e disse-lhe que pretende em troca um tractor para que possam aumentar a produção de arroz.

O chefe de Estado esteve igualmente na bolanha da povoação de Carabane na secção de Ingoré, de Canton na secção de Suzana, sector de São Domingos e de Nhinté, no sector de Bula ,onde se inteirou das dificuldades com que se deparam os camponeses na produção e colheita de arroz.

Nas referidas localidades os camponeses pediram unanimemente ao Presidente da República apoios em tractores agrícolas, água potável e para a recuperação de bolanhas. ANG/ÂC/SG

Ensino público



Primeiro-ministro promete solucionar problema de sector educativo dentro de 48 horas

Bissau, 08 Nov 17 (ANG) - O Primeiro-ministro, Úmaro Sissoco Embalo prometeu esta terça-feira resolver o problema da greve que se verifica no sector do ensino guineense dentro de 48 horas, para que  os professores possam prosseguir com os seus trabalhos.

Segundo a Radio Sol Mansi, Umaro Sissoco Embaló falava após a reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, no qual sublinhou que um país só pode avançar com um ensino de  qualidade.

"Vamos resolver a referida situação de vez, para que fica registada de que o meu governo solucionou um aspecto bastante importante para promoção do desenvolvimento da Guiné-Bissau", disse o chefe do governo.

O Primeiro-ministro sublinhou que, na realidade, a sociedade guineense se encontra do jeito em que está devido a falta de escolas de qualidade e que a situação só irá mudar quando for solucionada. 

Os sindicatos do sector de ensino decretaram uma greve de 15 dias no passado 06 do mês corrente, e  estão a reivindicar o pagamento das dívidas em atraso, aplicação de Estatuto de Carreira Docente, entre outras.ANG/AALS/ÂC/SG

Pescas/Infraestrutura



“Construção da segunda fase do Porto de Pescas de Bandim arranca em Janeiro de 2018”, diz Director Administrativo

Bissau,08 Nov 17(ANG) – O Director Administrativo do Porto de Pesca de  Bandim, em Bissau, afirmou que as obras de construção da segunda fase do projecto pode arrancar em meados de Janeiro de 2018 se tudo correr como previsto.

Hugo Nosoline Vieira, em entrevista exclusiva à ANG, disse que o projecto custa 26 milhões de dólares e é um don do governo chinês, explicando que o acordo do financiamento já foi assinado há três meses e que se encontra na fase de prospecção.

“Desde a assinatura do acordo, três equipas técnicas chineses já estiveram no país. A primeira equipa veio apresentar o projecto de igual forma como foi solicitado pelo governo. 
A segunda fez o levantamento topográfico não só na terra como no mar, e nesta altura está uma equipa que está a fazer a prospecção geológica”, informou.

A referida prospecção geológica resultou em 24 furos em terra e mar e cujos solos serão analisados num laboratório como uma das condições premissas para ultimar o projecto.

“Se os resultados forem satisfatórios penso que daqui a meados de Janeiro de 2018 o projecto propriamente dito vai arrancar com construções. Antes disso,  será realizada uma visita  técnica de adopção do propjecto”, explicou.

Perguntado sobre o que se pode esperar do Porto de Pesca de Bissau em termos de contribuição para  a economia do país, Hugo Nosoline Vieira, respondeu que o objectivo do governo é de transformar aquela infraestrutura num polo de desenvolvimento de pesca e de um ponto de exportação do pescado, onde será feita a inspeção e observância higiênicas para o pescado ser consumido em qualquer parte do mundo.

“Foi por isso que o governo procurou parceiros de forma a lhe apoiar a atingir o referido performance aceitável nos países da União Europeia”, disse.

Aquele responsável salientou que se conseguirem certificar o Porto de Bissau, o país sairá a ganhar porque vai ter a capacidade de passar a transformar o seu pescado internamente em vez de continuar a vendê-los em bruto.

Hugo Nosoline Vieira sublinhou que durante as obras da primeira fase houve certas falhas no projecto e que serão objecto de correção na segunda etapa.

“Durante a segunda fase os técnicos chineses vão  construir um sistema ante erosão e que permitirá conservar todas as infraestruturas do Porto. Propomos ainda a colocação de escadas em todas as zonas do Porto para o desembarque de pescado para facilitar os pescadores”, disse.

Informou que o Porto vai ainda ser dotado de um quebra- mar( diques de proteção de navios), e um pontão flutuante de 50 metros de cumprimento, de forma a facilitar as pirogas que não têm espaço para encostar no Cais para descarregamento do pescado.

“ A referida Ponte Flutuante não servirá apenas aos pescadores, mas sim as embarcações de turistas que já não têm que esperar por maré alta para atracar”, frisou.

A primeira fase do Porto de Pesca de Alto Bandim foi financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento, no valor de quatro milhões de dólares e compreende a construção de um cais, talho de venda de peixe e edifício administrativo. ANG/ÂC/SG

Transportes Terrestre



Finanças Públicas registam um buraco de dois mil milhões de fcfa por falta de pagamento de despachos de viaturas

Bissau, 08 Nov 17 (ANG) – O estado regista um prejuízo avaliado em dois mil milhões de francos cfa, relacionado ao não pagamento das taxas de despacho  de  10 mil viaturas que circulam com matriculas provisórias.

A revelação foi feita pela rádio Jovem que cita o Director-geral da Viacão e Transportes Terrestre, Bamba Banjai.

O Director-geral da Viação e Transportes Terrestres afirmara que os proprietários das viaturas pedem matriculas provisórias para um período de 45 dias mas nunca  voltam para a aquisição de chapas de matriculas definitivas, por não terem feito o despacho obrigatório.

Segundo Bamba, o Estado beneficia de apenas  cinco por cento em cada contrato assinado para aquisição da carta de condução, de chapa de matrícula e inspeção , e as  empresas privadas fornecedoras desses serviços ficam com os restantes  95 por cento.

Anunciou que doravante, a aquisição das chapas passa a ser feita por via bancária , e promete “lutar” para que  a emissão de cartas de condução e a inspecção dos veículos voltassem aos serviços de Viação e Transportes Terrestres.

Banjai referiu que as empresas que emitem carta de condução lucram anualmente um valor superior a 200 milhões de f cfa  contra os 12 milhões que o estado ganha.

Banjai fazia numa conferência de imprensa o balanço da sua  participação recentemente na reunião do Comité de Pilotagem dos Conservadores das Práticas Anormais da UEMOA, em Burkina Faso. A proposito disse que a Guiné-Bissau está mais atrasada na implementação das Estratégias do Desenvolvimento de Transportes Terrestres ao nível da sub-região.
ANG/JD/ÂC/SG

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Política

Primeiro-ministro critica líderes que acusa de  dividirem guineenses

Bissau, 07 Nov 17 (ANG) – O Primeiro-ministro, Umaro Sissoco disse segunda-feira que os guineenses não merecem ter líderes antipatriotas com ideias maléficas que dividem a sociedade.

Umaro Sissoco Embalo que falava durante a visita efectuada aos moradores de bairro de Missira em Bissau, disse que o povo guineense nunca viveu dividido, e nunca apontou o problema racial como algo para a sua divisão.

 Acrescenta  que há políticos interessados para que este flagelo aconteça no país.
Para Sissoco, nunca na história, a sociedade guineense viveu tão dividida como actualmente.

Relativamente as questões ligadas a energia e água, construção das estradas rurais e de postos sanitários, levantadas pelos moradores do referido bairro, o chefe do executivo disse que as mesmas constituem a preocupação do governo.

Em relação a sua alegada ligação ao terrorismo, conforme a acusação do  Presidente do Partido Africano da Indenpendência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Sissoco Embaló nega qualquer ligação com terroristas.

“Alguém disse que vai apresentar uma queixa-crime contra o Presidente da República José Mário Vaz, por ter escolhido um Primeiro-ministro com membros de governo terroristas, mas pergunto, um Primeiro-ministro terrorista consegue discursar na Sede das Nações Unidas (NU), ou então seria recebido no palácio de diferentes países do mundo?”, questionou Sissoco Embalo.

O Primeiro Ministro realçou, por outro lado, que as pessoas podem chamar o seu governo de “grupos de terroristas, “porque, na verdade são mesmos terroristas do desenvolvimento da Guiné-Bissau” .

Este fim-de-semana, o Presidente do PAIGC, durante um comício popular aqui em Bissau,  prometeu intentar uma queixa-crime contra o Presidente da República, por este,  ter nomeado um Primeiro Ministro  com suposta ligação ao terrorismo. 

 ANG/LLA/QC/SG   

Crise política




CNI recomenda respeito mútuo e diálogo franco aos políticos para garantir a paz no país
 

Bissau, 07 ANG 17 (ANG) – O Presidente do Conselho Nacional Islamico da Guiné-Bissau (CNI-GB) disse hoje que o respeito mútuo e o diálogo franco, passando pelo “ dizer a verdade”, são elementos fundamentais para encontrar uma resolução para o impasse político que o país enfrenta há mais de dois anos.

Em declarações à ANG Mamadu Sissé afirmou que a actual crise política não ajuda em nada o país, sobretudo no funcionamento do sector de ensino e no consequente desenvolvimento do país.

 Por isso, Sisse exorta aos políticos a se sentarem à mesa para encontrar uma saída capaz de contribuir para a coesão da sociedade guineense e consequentemente alcançar o progresso que todos querem.

Sustenta ainda que a “Guiné-Bissau é dos guineenses”, razão pela qual, os mesmos devem ser capazes de dialogar e alcançar um entendimento para garantir uma paz duradoura.

Mamado Sissé apela aos políticos a serem tolerantes e a realizarem as suas acções em conformidade com a Constituição da República, com vista a atender os interesses do povo.

Este  chefe religioso sustentou que  o povo não votou para que haja  divergências entre os políticos, mas sim, para  assegurar  a tranquilidade no país.

Por outro lado, Mamado Sissé  pediu a população guineense para  não se deixar ser influenciada pelos políticos, para a prática de actos de violência capazes de pôr em causa a paz social.

Por fim, o Presidente do Conselho Nacional Islâmico exortou igualmente a comunidade internacional a continuar a apoiar o povo guineense, por ser a maior vítima da actual crise política. 

ANG/LPG/QC/SG