sexta-feira, 26 de março de 2021

                  
Justiça
/Julgamento de Fernando Gomes adiado para Abril

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) -  O julgamento de um processo de alegados desvios de fundos que envolve o actual Procurador-geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, quando exerceu funções no Governo,foi adiado para 29 de Abril.

O presidente do colectivo de juízes, o juiz Abdurumane Fati, sublinhou que o julgamento foi adiado porque o Ministério Público "não apareceu".

Fernando Gomes entrou, entretanto, com um "incidente de incompetência" junto daquele órgão judicial.

Para esta quinta-feira estava previsto o início do julgamento que envolve o Procurador-Geral da República pelo Tribunal Regional de Bissau, mas Fernando Gomes não  se fez presente no local.

O PGR evocou incompetência do tribunal para o julgar por crimes de que é acusado: corrupção. Um crime que teria ocorrido quando Gomes exerceu o cargo de ministro no Governo. 

José Paulo Semedo, um dos advogados de defesa do procurador, que esteve esta quinta-feira no Tribunal Regional de Bissau, disse que esta instância “é incompetente" para julgar Fernando Gomes.

O processo relaciona-se com um alegado desvio de cerca de 700 milhões de francos CFA em 2011, a altura em que Fernando Gomes, era ministro da Função Pública.

O tribunal intimou também mais três pessoas, quadros seniores do Ministério da Função Pública, à altura dos acontecimentos.ANG/RFI

 

    ONU/Covid-19 pode levar a uma década perdida para o desenvolvimento 

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - O Relatório de Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável de 2021 afirma que a economia global teve a pior recessão em 90 anos, com os segmentos mais vulneráveis ​​da sociedade afetados de forma desproporcional.  

Segundo a pesquisa da ONU, cerca de 114 milhões de empregos foram perdidos e 120 milhões de pessoas voltaram a uma situação de pobreza extrema. 

Em comunicado, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que a pandemia provou que “os desastres não respeitam as fronteiras nacionais.” 

Segundo ela, “um mundo divergente é uma catástrofe para todos” e “é moralmente correto e do interesse econômico de todos ajudar os países em desenvolvimento a superar esta crise.” 

A pesquisa detalha como a resposta desigual à pandemia ampliou enormes disparidades e injustiças dentro e entre países. 

No total, cerca de US$ 16 trilhões foram investidos para combater os piores efeitos da crise, mas menos de 20% desse valor foi gasto em países em desenvolvimento. Em janeiro deste ano, apenas nove dos 38 países com campanhas de vacinação contra a Covid-19 eram países desenvolvidos. 

Cerca de metade dos países menos desenvolvidos e de outros de baixa renda corriam alto risco de sobre-endividamento antes da crise. Agora, a queda das receitas fiscais fez os níveis da dívida dispararem. 

Segundo a pesquisa, a situação nos países mais pobres do mundo é profundamente preocupante. Nesses Estados-membros, a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pode demorar mais 10 anos do que o previsto. 

O relatório inclui recomendações concretas, pedindo a ação imediata dos governos.  

Uma das propostas é financiar totalmente o Acelerador de Ferramentas de Acesso à Covid-19, que ainda precisa de mais US$ 20 bilhões para 2021. Além disso, os países devem cumprir o compromisso de 0,7% de Assistência Oficial ao Desenvolvimento e criar novos financiamentos para os países em desenvolvimento.  Os Estados também podem apoiar alívio da dívida para esses mesmos países. 

O subsecretário-geral do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Desa, Liu Zhenmin, afirmou que “o fosso crescente entre os países ricos e pobres é preocupantemente retrógrado e requer uma correção de curso imediata.” 

Zhenmin disse ainda que “para reconstruir melhor, os setores público e privado devem investir em capital humano, proteção social e infraestrutura e tecnologia sustentáveis.” 

Segundo a pesquisa, o investimento sustentável e inteligente, por exemplo em infraestrutura, pode reduzir os riscos e tornaria o mundo mais resistente a choques futuros. Além disso, criaria crescimento, uma vida melhor para milhões de pessoas e ajudaria a combater a mudança climática. 

Investir entre US$ 70 bilhões e 120 bilhões nos próximos dois anos, e entre US$ 20 bilhões e 40 bilhões anualmente depois, reduziria significativamente a probabilidade de outra pandemia, em contraste com trilhões de dólares em danos econômicos já causados pela Covid-19. 

A pesquisa afirma que a resposta a esta crise é uma oportunidade para redefinir os sistemas globais e prepará-los para o futuro.  

O relatório recomenda uma solução global para a tributação da economia digital como forma de combater a fuga fiscal, reduzir a concorrência prejudicial e combater os fluxos financeiros ilícitos. 

Também propõe uma estrutura global para responsabilizar as empresas por seu impacto social e ambiental e incorporar os riscos climáticos à regulamentação financeira. 

Além disso, as estruturas regulatórias devem ser revistas, para reduzir o poder de mercado das grandes plataformas digitais, e o mercado de trabalho e as políticas fiscais devem refletir a realidade de uma economia global em mudança.  

Terminando, Liu Zhenmin afirma que “para mudar a trajetória, é preciso mudar as regras do jogo.” Ele avisa que “depender das regras de antes da crise levará às mesmas armadilhas do passado.” ANG/ONU NEWS

 

Covid-19/Direção  do PAIGC oferece 20 mil máscaras ao Alto Comissariado para Covid-19

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) – A Direção Superior do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) ofereceu hoje vinte mil máscaras ao Alto Comissariado para Covid-19.

No acto da entrega do referido donativo, o presidente do PAIGC disse que é um gesto de cidadania, compromisso e responsabilidade, acrescentando  que a pandemia causada pelo vírus de coronavirus atingiu todas as populações do mundo e que todos devem sentir-se comprometidos com a tarefa de encontrar soluções para a doença.

Domingos Simões Pereira afirmou que tem a consciência do desafio do combate a Covid-19,  de trabalhar em colaboração e de fazer tudo aquilo que representa as orientações das autoridades sanitárias, para que  a população compreenda a importância de cumprir  as recomendações sanitárias, e tratar a pandemia como algo sério, para  salvar mais vidas.

Por sua vez, a Alta Comissária para Covid-19 agradeceu o gesto e a Direção do PAIGC, lembrando que faz um ano que a Guiné-Bissau se debate com da  pandemia do coronavirus.

Magda Robalo Silva disse que a participação e o empenho de cada  um dos dois milhões de habitantes que o país possui e que todos pensavam que o combate a pandemia iria durar pouco tempo, mas que infelizmente se assiste que alguns países  já estão na terceira vaga e a Guiné-Bissau   na segunda.

Revelou que estão a ser confrontados com  dificuldades relativas ao facto de ser uma doença que ainda não tem tratamento, nem uma vacina preventiva,  informando que, o que existe é para evitar que haja casos graves e mortalidades.

Magda Robalo recordou que o Alto Comissariado tinha enviado uma correspondência à todos os partidos políticos com assento parlamentar a pedir a colaboração dos mesmos, no combate a pandemia da covid-19 , e disse esperar que as outras formações políticas sigam  o exemplo do  PAIGC, oferecendo máscaras ou qualquer outro donativo.

Admitiu que a maior  dificuldade com que o Alto Comissariado se debate é  fazer a população acatar as orientações sanitárias, nomeadamente o uso obrigatório e correcto de máscaras, lavagens das mãos e de distanciamento social.

Magda Robalo assegurou que o referido donativo será destinado aos  técnicos da saúde e que vão directamente para os armazéns do Programa Alimentar Mundial(PAM) que é parceiro da Alto Comissariado, a fim de ser distribuído conforme os pedidos que chegam das regiões e dos hospitais.

 Garantiu que a gestão dos donativos será feita de forma rigorosa e que não há preferências. ANG/JD/ÂC//SG

África do Sul/Cyril Ramaphosa vai depor em tribunal sobre esquema de subornos

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - A comissão anti-corrupção  sul-africana, nomeada pelo governo para investigar suspeitas de um esquema de subornos,


ocorrido entre 2014 e 2018, durante o mandato de Jacob Zuma, enviou ao Supremo Tribunal da África do Sul, um requerimento no qual reclama uma pena de prisão de dois anos,  para o ex-presidente por este ter recusado testemunhar diante do painel de investigadores.

 Zuma que foi demitido em 2018, devido ao citado escândalo, depôs uma única vez em 2019, e em seguida decidiu não comparecer diante da comissão anti-corrupção, alegando uma perseguição política.  Convocado no dia 28 de Janeiro de 2021, Jacob Zuma, ignorou a ordem de comparência.

 O jurista da comissão anti-corrupção, Tembeka Ngcukaitobi  afirmou no  dia 25 de Março, que a decisão tomada por Zuma de não respeitar a ordem do tribunal, é deliberada e cínica,assim como constitui um atentado ao Estado de Direito.

 No início de 2021, Jacob Zuma comparou o tribunal à uma instituição judicial do antigoregime de apartheid .

Na sua qualidade de vice-presidente de Zuma durante o período em que ocorreu o escândalo, o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, deverá depor diante da comissão de investigação de 22 a 29 de Abril.

 Acusado de permitir o esquema de subornos,no qual estariam envolvidos os imãos Gupta, dois empresários indianos, Jacob Zuma foi obrigado a apresentar a sua demissão em 2018.

Segundo a  comissão anti-corrupção, o  escândalo favoreceu  os irmãos Gupta ,que  beneficiaram de lucrativos contratos públicos e, alegadamente, tiveram a  possibilidade de escolher ministros,com o objectivo de proteger os seus interesses empresariais.

Quando Jacob Zuma foi obrigado a  demitir-se em 2018, o  Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder,  registava, no seu seio, fortes fissuras e estava dividido entre os lealistas fiéis à Zuma e os partidários de Cyril Ramaphosa, que viria a sucedê-lo na presidência.

Apoiantes do ex-presidente Zuma, manifestaram a seu favor, no dia 25  de Março, diante do tribunal. ANG/RFI

 

 

         
         Covid-19
/África precisa "urgentemente" de mais vacinas

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) -O continente africano precisa "urgentemente" de mais vacinas contra a covid-19, numa altura em que os fornecimentos estão a diminuir e os lotes iniciais quase esgotados em alguns países, alertou quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até agora, segundo a OMS, o continente administrou 7,7 milhões de doses, principalmente a populações de alto risco, um número muito baixo considerando que África tem cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.

Quarenta e quatro países africanos receberam vacinas através da plataforma Covax ou através de doações e acordos bilaterais, e 32 deles iniciaram programas de vacinação.

A Covax - uma iniciativa criada pela OMS e pela Aliança para as Vacinas (Gavi), para assegurar o acesso equitativo às vacinas - entregou quase 16 milhões de doses a 28 países africanos desde que iniciou as entregas no continente a 24 de fevereiro, no Gana.

Os países fizeram "progressos significativos" para abranger as populações de alto risco visadas na fase inicial de vacinação, incluindo os trabalhadores da saúde, os idosos e os doentes com comorbilidades, disse a OMS numa declaração.

Embora a Covax tenha permitido a muitos países africanos receberem vacinas, uma parte significativa destas populações de alto risco pode permanecer por vacinar durante os próximos meses devido a restrições da cadeia de abastecimento global.

De acordo com a OMS, as vacinas ainda não chegaram a uma dúzia de países em África, que tem 54 Estados soberanos.

"Um abrandamento no fornecimento de vacinas poderia prolongar a dolorosa viagem para acabar com esta pandemia para milhões de pessoas em África", disse hoje a diretora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, numa conferência de imprensa virtual.

"Enquanto alguns países de alto rendimento tentam vacinar toda a sua população, muitos em África estão a lutar para cobrir suficientemente até os seus grupos de alto risco. A aquisição de vacinas covid-19 não deve ser uma competição. O acesso justo irá beneficiar todos", disse Moeti.

A maioria dos países africanos participa ativamente na Covax que visa fornecer doses de vacinas suficientes para imunizar pelo menos 20 por cento da população africana em 2021.

No entanto, a procura da vacina está a exercer uma enorme pressão sobre o sistema de fabrico global, que tem uma capacidade anual para produzir entre três e cinco mil milhões de doses.

Segundo a OMS, "podem ser necessárias até 14 mil milhões de vacinas" em todo o mundo, pelo que "é necessária uma maior colaboração global em questões de cadeia de abastecimento".

A tendência descendente da pandemia em África verificada desde o início de janeiro estagnou nas últimas cinco semanas.

Embora a maioria dos países do continente tenha visto a sua curva epidemiológica aplanar, 11 nações, incluindo Benim, Botsuana, Camarões, Djibuti, Etiópia e Quénia, registaram uma tendência crescente de infecções nas últimas semanas.

"É provável que o aumento dos casos esteja relacionado com eventos generalizados, tais como reuniões de massas, bem como um relaxamento das medidas de saúde pública por parte da população", disse a OMS.

Nas últimas quatro semanas, as mortes em África diminuíram 45 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado, mas a taxa de mortalidade acumulada é de 2,7 por cento, que ainda é mais elevada do que a taxa global de 2,2 por cento.

O continente africano soma mais de 4,1 milhões de casos de covid-19 e mais de 110.000 mortes, de acordo com os últimos dados divulgados pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças em África (CDC África).ANG/Angop

 

 

Aniversário do Jornal Nô Pintcha/ Governo promete apoios em equipamento para o semanário estatal

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - O Secretário de  Estado da Comunicação Social,  Conco Turé prometeu, em nome do governo, dar mais apoio para equipar o Jornal Nô Pintcha, de modo a garantir melhores condições de trabalho naquele órgão público de informação.

Conco Turé que presidia a cerimónia comemorativa dos 46 anos do jornal Nô Pintcha, hoje assinalados, disse  que o governo elege a Comunicação Social como uma das  prioridades da sua governação e como parceira de primeira linha sobretudo na divulgação das actividades da governação, mas também reportar as actividades sociais e das instituições.

Sublinhou que, o Jornal Nô Pintcha além de ser segundo maior arquivo do país, também é o portador de mensagens do Estado,  assumindo como ponte entre o povo e órgãos de soberania.

“É esta missão constitucional de que o Jornal Nô Pintcha foi incumbida, de ser fiel e porta-voz das inquietações do povo, mas também relatar sem ambiguidade a situação do país contribuindo desta forma na reconstrução e na elevação do nível da formação dos cidadãos”, considerou aquele governante.

Conco Turé acrescentou que, a moralização da sociedade no combate, sem tréguas, dos males que afectam a nação, a dissimilação útil de informações para combater a pandemia da Covid-19, a educação e sensibilização são funções reservados aos órgãos de comunicação social sobretudo estatal.

Intervindo no acto, o presidente do Sindicato de Base do Jornal Nô Pintcha considerou de “triste” a situação com que os funcionários deste órgão público de comunicação social estão a deparar , com falta de quase tudo.

Alfredo Saminanco  sustentou que esse período de existência do jornal devia ser encarrado como um desafio para a mudança, no sentido positivo.

“Estamos há mais de um ano sem a rede de internet, computadores estão em risco de danificar por falta de manutenção , sem contar com a falta de gravadopres, câmaras e outros materiais de trabalho para reportagem”, mencionou o sindicalista.

Saminanco aproveitou a ocasião para exigir o pagamento dos 13 meses de salário em atraso aos jornalistas e técnicos dos quatro órgãos públicos de comunicação social que laboram em regime contratual e de estágio, a celeridade do processo de efectivação de 100 jornalistas e técnicos na base do termo de referência e um esclarecimento sobre a implementação da taxa audiovisual em vigor.

O Drector-geral do Jornal nó Pintcha, Abduramane Djaló disse que no período do regime monopartidário, a censura era a palavra que estava na moda, disse que tudo era passado na base das orientações políticas mas que  hoje  as coisas mudaram na base das liberdades influenciadas pelo regime democrático.

“Em  46 anos, o Jornal Nô Pintcha contou com três gerações de jornalistas nomeadamente: os jornalistas do regime monopartidário no qual vigorava a censura, jornalistas da queda do regime do partido único no qual saíram da  “gaiola” e os do período
a partir da guerra de 07 de Junho que até a data presente  combatem o sensacionalismo.

Sustentou que a queda da censura deu origem a um conjunto de liberdades, nomeadamente a de imprensa, de expressão, de criação de Partidos Políticos, de associativismo e de liberdade sindical, acontecimentos esses que derrotou a prática da censura, mas que a “autocensura tomou conta da esmagadora maioria para agradar um individuo ou um certo grupo”. ANG/AALS/ÂC//SG

  

 

 

 

 

Eleições/Operações de atualização da cartografia eleitoral iniciam no próximo domingo

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) – As operações de actualização da cartografia eleitoral inicia no próximo dia 28 de Março, anunciou hoje o Secretário-geral do Ministério da Administração Territorial e Poder Local.

Cristiano Nabitam fez questão de referir que não se trata de uma operação visando eleições autárquicas mas sim as próximas legislativas.

ʺEstamos em caminhada para as eleições municipais ou autárquicas, situação que vai nos convidar para em conjunto e  ao governo  em particular fazer um trabalho profundo sobre a cartografia para que possamos de facto fazer as eleições autárquicas”, disse.

Aquele responsável afirmou que, apesar de dificuldades conseguiu-se desbloquear uma parte de verba, num montante não revelado, que permitiu dar arranque à referida operação .

ʺA cartografia eleitoral é o primeiro passo para a clarificação do processo eleitoral Como sempre digo, o mau cartografia eleitoral traduz para um mau recenseamento e consequentemente ao mau resultado eleitoral”, referiu.

Disse  que, várias vezes, fizeram trabalhos acima de  joelhos, frisando que,  desta vez anteciparam para clarificar todo o processo que inicia a partir da cartografia eleitoral.

“Aos partidos políticos legalmente constituídos convidamos para que acompanhem os trabalhos nas regiões e círculos eleitorais, em colaboração com os cartógrafos, autoridades administrativas e Comissões Regionais de Eleições”, disse.

Para  o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambu, as operações de actualização de cartografia eleitoral que terá inicio no próximo domingo, dia 28 , constituem  um marco indelével nos registos desta nobre e delicada tarefa.

Segundo Sambu,  prevê-se como resultados, a produção de mapas em observância escrupulosa das delimitações geográficas, que vão contribuir para adequação e definição clara da magnitude dos círculos e a situação  geográfica do país.

Pedro Sambu pediu aos  chefes de equipas que considerou de “pedras angulares” no processo de recolha de dados no terreno, para  exercerem com “muita serenidade e profissionalismo” as suas missões.

Apelou aos partidos políticos como partes interessados, para não se abdicarem do exercício pleno dos seus direitos e deveres, em nome da transparência e credibilidade, que diz serem  desígnios do processo de actualização cartográfica e essência dos actos eleitorais, neste particular as eleições autárquicas que se prevê ainda para este ano.

Por sua vez, o Diretor-geral do Gabinete  Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, Buam Nambana disse que só com a cartografia eleitoral que se pode definir o onde se situa as  mesas de recenseamento e de assembleias de voto.

A operação que se inicia no domingo é gerida por uma comissão composta por técnicos do Ministério de Administração Territorial, GTAPE, da Geografia e Cadastro do Ministério das Obras Públicas, e do Instituto Nacional de Estatística do Ministério da Economia do Plano e Integração Regional.  

A actualização da  cartografia eleitoral vai iniciar nas regiões com duração de 20 dias e 10 dias no Sector Autónomo de Bissau. ANG/MI/ÂC//SG              

 

 

Economia/Guiné-Bissau vai ocupar vice-presidência do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento    

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - A Guiné-Bissau vai ocupar o posto de segundo vice-presidente do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento(BOAD), anunciou quinta-feira o ministro das Finanças, João Fadiá.

"O BOAD, até aqui, tinha um presidente e um vice-presidente e a decisão dos chefes de Estado é que a estrutura governativa seja assegurada pelo Benim, na presidência, pelo Mali no posto de primeiro vice-presidente, e criou-se o posto de segundo vice-presidente que foi atribuído à Guiné-Bissau", afirmou João Fadiá.

O ministro das Finanças falava aos jornalistas no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), que decorreu quinta-feira por videoconferência.

"Luís Braima Soares Cassamá, quadro superior do BCEAO (Banco Central dos Estados da África Ocidental), onde estava a exercer as funções de adjunto do diretor da sede em Dacar, foi designado para ocupar o posto de segundo vice-presidente do BOAD", disse o ministro.

"A partir de agora todas as instituições especializadas da UEMOA têm representante de todos os países-membros, o que não acontecia", afirmou João Fadiá.

Na conferência, os chefes de Estado e de Governo analisaram questões relacionadas com a segurança, energia, segurança alimentar e financiamento das economias.

A UEMOA é constituída pelo Benim, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.ANG/Lusa

 

 

Covid-19/ “Segunda vaga  é mais virulenta, mais grave e difícil de combater”, diz  Margda Robalo

Bissau,26 Mar 21(ANG) - A segunda vaga da pandemia provocada pelo novo coronavírus na Guiné-Bissau é mais virulenta, mais grave e está difícil de combater devido à greve no setor da saúde, disse quinta-feira a Alta comissária para a covid-19, Magda Robalo.

"Estamos neste momento a viver a nossa segunda vaga que está a ser difícil de combater porque esta segunda vaga decorre numa greve no setor de saúde, que tem implicações no número de amostras que são colhidas e testadas, mas o pouco que vamos tendo indica que a segunda vaga continua muito forte", afirmou Magda Robalo.

A alta comissária falava no final de um encontro com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que quinta-feira promulgou o decreto do Governo, que prolonga por mais 30 dias o estado de calamidade no país.

"Temos um aumento importante de casos internados, nós nunca tivemos, mesmo no auge da primeira vaga, tantas pessoas internadas com enfermarias cheias de casos de covid-19. Está acelerada", salientou a médica guineense.

Magda Robalo referiu também o número de mortes que tem estado a aumentar, e confirma que na quarta-feira morreram cinco pessoas no país devido à doença.

"Isto é um sinal de que a pandemia está mais virulenta, está mais grave e nós precisamos de ter uma maior atenção às medidas de prevenção", disse.

Os dados divulgados quinta-feira pelo Alto Comissariado para a Covid-19 indicam que há um total acumulado de 3.607 casos e 61 vítimas mortais.

O Governo da Guiné-Bissau decidiu prolongar o estado de calamidade no país, que hoje terminava, por mais 30 dias, até 24 de abril, mas decidiu permitir a retoma do campeonato nacional de futebol, sem público no estádios, e o exercício coletivo de liberdade religiosa nas igrejas, mesquitas e outros locais de culto com metade da lotação prevista.

Sobre aquela decisão, Magda Robalo admitiu que há um "certo cansaço" das pessoas, mas explicou que trabalhou com as confissões religiosas um plano de contingência, que vai permitir, por exemplo, no caso da igreja católica reduzir o número de pessoas presentes nas missas e aumentar o número de missas realizadas por dia.

"Estamos a trabalhar com outras confissões religiosas a mesma prática", sublinhou.

A alta comissária disse também que em 02 de abril vai começar a vacinar o grupo alvo prioritário, dos técnicos de saúde, e que no dia seguinte fará o lançamento oficial da campanha de vacinação.

A Guiné-Bissau confirmou oficialmente em 25 de março de 2020 os primeiros dois casos de covid-19 no país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.745.337 mortos no mundo, resultantes de mais de 124,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/LUSA

 

 

CAN 2022/Baciro Cande revela que a sua equipa vai dar tudo para trazer alegria ao povo guineense

Bissau, 26 Mar 21 (ANG) - O seleccionador nacional de futebol, revelou que os seus pupilos vão dar tudo para trazer alegria ao povo guineense através de vitória hoje dos "Djurtus" frente a Essuantini.

"Apesar de respeitarmos o nosso adversário, porque joga em sua casa, estou muito confiante que vamos vencer este jogo, para começarmos a pensar no próximo jogo em casa com o Congo Brazzavile", prometeu o técnico Baciro Candé em declarações à imprensa em antevisão do jogo a disputar hoje contra a Essuantini.

De acordo com Baciro Cande, para que isso aconteça e para a Guiné-Bissau coloque os pés de novo no CAN-2022, exige muito trabalho e o desempenho de toda a equipa.

Questionado sobre se a longa viagem feita pela comitiva da selecção nacional desde o Senegal até a Essuantini,  não vai reflectir no desempenho dos atletas durante o jogo, Baciro Candé respondeu que, como os jornalistas podem constactar no último treino de adaptação, todos os  jogadores estão motivados e animados para o jogo de hoje frente a Essuatini.

Por sua vez, o médico da Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, anunciou que todos os atletas se apresentam em boas condições físicas para enfrentar a Essuatini.

Agostinho Semedo acrescentou por outro lado que, em relação a longa viagem efectuada pela comitiva ser bastante cansativo, acrescentou que os jogadores conseguiram supera-las, e continuam motivados para o encontro.

"Viajar para África de Sul não é nada fácil, portanto os nossos atletas têm isso na mente é por isso que mentalmente mantiveram fortes para não deixarem ser abatidos pelo cansaço verificado durante viagem até Essuantiní", disse Agostinho Semedo.

De Léonides Lopes Albino, enviado especial de Agência de Notícias da Guiné à Essuatiní.

 

quinta-feira, 25 de março de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

      
   
CAN 2022
/Selecção Nacional de Futebol já se encontra em  Essuantini

Bissau, 25 Mar 21 (ANG) - A Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, chegou na madrugada de hoje à Essuantiní, onde defronta amanhã, dia 26, a sua congénere local, referente a partida da penúltima jornada da fase de grupos de apuramento para o CAN 2022, a disputar nos Camarões.

 Segundo, o  enviado especial da ANG, a comitiva da Seleção Nacional, partiu do Senegal onde se encontrava em estágio, por volta das 15,30 de quarta-feira, tendo efectuado um percurso de nove horas com breve escala na República de Gabão, antes de chegar a Mbabane, capital de Essuatini.

Os respectivos atletas se encontram hospedados num dos hoteis de quatro estrelas, em Mbabane, onde se encontram no momento a reposar  ao mesmo tempo aguardando o treino de adaptação de relvado  marcado para as  17H00.

Em declarações à imprensa, o Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Alberto Mendes Teixeira, mostrou-se  confiante na vitória da turma nacional  frente a sua congênere de Essuatiní.

 Para o responsável da FFGB,    a Guiné-Bissau de hoje é diferente da dos  anos anteriores, em termos de nível futebolístico, porque actualmente “tem jogadores com capacidade, talento e experiência, capazes de enfrentar qualquer adversário”.

O Presidente da FFGB aproveitou o momento para encorajar os rapazes do Mister Candé para darem os seus máximos para tirar três pontos ao Essuatini.

Apelou aos adeptos a se manterem confiantes na Selecção Nacional, realçando que a lógica de futebol é vencer, empatar ou perder, mas que quer que os adeptos apostem na vitória dos Djurtus.

A partida entre a Guiné-Bissau e Essuatiní inicia as 15H00 da tarde de Essuatiní, 13H00 de Bissau.

De Léonides Lopes Albino, enviado especial de Agência de Notícias da Guiné à Essuatiní.

 

 

Politica/Líder de PUN diz que o país vive disputa judicial que não orgulha nenhum guineense

Bissau, 25 Março 21 (ANG) – O Presidente do Partido da Unidade Nacional (PUN), afirmou que o país está a viver, hoje em dia, uma disputa judicial que não orgulha nenhum guineense.

Idriça Djaló falava hoje numa conferência de imprensa, em jeito de reação aos últimos acontecimentos registados no país, nomeadamente o rapto e espancamento dos jornalistas  Aly Silva e  Adão Ramalho e a disputa entre os dirigentes máximos do poder judicial nomeadamente o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador Geral da República.

 “Não há nada que acontece sem um sinal, ou seja, este descomando total do nosso sistema judicial é uma marca de extrema vulnerabilidade do país e se não unirmos para ultrapassá-la, com diálogo e vozes de chamada de atenção e aconselhamento dos lideres de opiniões nomeadamente, os líderes religiosos de todas as religiões e anciões, vamos ver esta Nação a descarrilar”, disse.

Para Djaló, se o povo deixar que o medo toma conta dele será o  fim de tudo. O líder do PUN sustenta, a título de exemplo, que a campanha de comercialização da castanha de cajú  já está à porta e critica que o governo além de não apoiar os agricultores, deixou-os  a sua sorte.

O líder do PUN disse  que o  guineense é o principal causador do mal aos seus conterrâneos, e indica que  tudo o que aconteceu de mal desde a independência foi causado pelos próprios irmãos ,que deviam viver em paz no seu país lutando, em comum, para o seu desenvolvimento, o que não se verifica.

Declarou que na Guiné-Bissau ainda reina a cultura de  o mais forte para governar, sublinhando que isso não resolve nada e que só trás mais problemas.

Falando da liberdade de expressão e de manifestação, Djaló disse que os direitos que assiste às pessoas têm que vincar um dia na Guiné-Bissau, e que as autoridades têm a obrigação de acompanhar esta evolução.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Covid-19/ Governo autoriza retoma das actividades religiosas nas igrejas e mesquitas  

Bissau, 25 Mar 21 (ANG) – O Governo, liderado por Nuno Gomes Nabiam, prorroga, por mais 30 dias, o estado de calamidade no país, cuja vigência termina hoje às 23h59 minutos mas  autorizou a retoma das actividades religiosas com as devidas restrições, e medidas higiénicas sanitárias estabelecidas pelo Alto Comissário de luta contra Covid-19.

A informação consta no comunicado do Conselho de Ministros, à que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, no qual o executivo ainda autoriza  o arranque do campeonato nacional de futebol na Guiné-Bissau.

No capitulo de informações, o ministro da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria informou ao plenária governamental da recente manifestação dos combatentes por terem sido aplicados descontos no salário do mês em curso, relativos aos impostos de democracia, de audiovisual e de telecomunicações recentemente aprovados  pela Assembleia Nacional Popular.

Em  reacção, o Primeiro-Ministro Nuno Gomes Nabiam exortou as estruturas competentes a realização de campanhas de  divulgação e sensibilização nacional, em torno dos novos impostos, sobretudo para os antigos combatentes.

Nesse quadro, o primeiro-ministro recomendou a promoção de um clima de diálogo e de concertação para obter consenso que viabilize a aplicação da lei orçamental.

A ministra dos  Negócios Estrangeiros da Cooperação Internacional e das Comunidades informou ao elenco governamental dos resultados da recente visita do Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, que permitiu a retoma das relações de amizade e de cooperação entre Bissau e Moscovo, com destaque para o reiterar da vontade daquele país em continuar a apoiar a Guiné-Bissau na formação de quadros.ANG/LPG/ÂC//SG

São Tomé e Príncipe/Quatro candidatos presidenciais independentes desafiam MLSTP-PSD

Bissau, 25 Mar 21 (ANG) - Algumas figuras de proa do MLSTP-PSD, o partido do primeiro-ministro Jorge Bem Jesus, decidiram avançar para as eleições presidenciais de julho 2021, apesar da decisão do Conselho Nacional do partido que elegeu a 20 de março Guilherme Posser da Costa como candidato oficial.

Posser é  jurista, antigo presidente do MLSTP, que em 2005 sucedeu a Manuel Pinto da Costa, primeiro-ministro entre 1999 e 2001, nomeado três vezes chefe da diplomacia santomense.

Ainda antes da votação, o MLSTP-PSD advertiu sancionar com despedimentos dos respectivos cargos na administração públicos militantes que violarem a decisão da comissão política e do Conselho Nacional do partido.

Elsa Pinto (ex-chefe da diplomacia santomense e vice-presidente do MLSTP) e Jorge Amado (ex-presidente do MLSTP vão concorrer à presidência como candidatos independentes, apesar da escolha de Guilherme Posser da Costa pelo MLSTP-PSD e a mesma posição terão Maria das Neves (ex primeira-ministra, que em 2016 concorreu às presidencais pelo MLSTP) e Victor Monteiro (coronel do exército na reserva, anunciou em novembro de 2020 que seria candidato independente) ambos militantes do referido partido.

A direcção do MLSTP-PSD já avisou que os militantes que concorrerem como independentes assumirão as suas responsabilidades, apesar da eleição ser unipessoal e serão objecto de sanções disciplinares de acordo com os estatutos do partido.

Pretende-se, segundo uma fonte do MLSTP-PSD, evitar que haja dispersão e desperdício de votos, que possam prejudicar o MLSTP-PSD.

Aguardam-se os pronunciamentos de candidatos dos outros partidos e da sociedade civil, para as eleições presidenciais agendadas para julho próximo, mas ainda sem data marcada. ANG/RFI

 

Saúde/”Programa da UE  reduziu em metade mortalidade das mães”, diz embaixadora Sónia Neto

Bissau,25 Mar 21(ANG) - A embaixadora da União Europeia(UE) na Guiné-Bissau, Sónia Neto, disse quarta-feira que o Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil reduziu em metade a morte de mães no país.

"A taxa de mortalidade materna estimada foi reduzida para metade em relação à linha de base de 2014", ou seja, passou de 900 por 100.000 para 436 por 100.000, disse a embaixadora.

Segundo Sónia Neto, o programa aumentou também em quase 50% o número de atos médicos gratuitos e conseguiu identificar e classificar 99% das grávidas com alto risco obstétrico.

O programa, disse, conseguiu também tratar 100% das crianças com paludismo e pneumonia.

"Melhorar o bem-estar das mães e das suas crianças é um dos principais objetivos para a União Europeia e o que determina a saúde da próxima geração. Este tem sido o objetivo do programa desde 2013 e estamos muito orgulhosos dos resultados significativos alcançados até agora", afirmou Sónia Neto.

A embaixadora falava na sessão de abertura de um fórum nacional para debater e analisar a situação da Saúde Materna e Infantil na Guiné-Bissau, que decorre entre quarta e quinta-feira.

O programa, financiado pela União Europeia e pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e executado pelo Instituto Marquês de Vale Flore em parceria com a Unicef e a Entraide Médicale Internationale, teve início em 2013 e foi prolongado em 2017 até maio deste ano.

Na quarta-feira, a embaixadora da União Europeia anunciou que o programa vai manter-se até ao final do ano com o apoio do Banco Mundial.

O Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil beneficia diretamente 320 mil crianças até aos cinco anos de idade e mais de 400 mil mulheres em idade fértil em todas as regiões sanitárias da Guiné-Bissau.ANG/Lusa