segunda-feira, 12 de abril de 2021

  
STJ
/Eleições de novos presidente e vice-presidente marcadas para 20 de Maio

Bissau, 12 Abr 21 (ANG) - O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) marcou eleições do Presidente e Vice-Presidente do  Supremo Tribunal de Justiça (STJ)  para dia 20 de Maio do corrente ano.

A informação consta na deliberação Nº04/CSMJ/2021 da reunião ordinária do Conselho Superior de Magistratura Judicial, realizada no passado dia 7 do corrente mês, à que a  Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

Segundo essa deliberação, na referida reunião Domingos Quadé foi indigitado presidente da Comissão eleitoral que encarregar-se-á de organizar as eleições dessas duas figuras do STJ.

Ainda fazem parte dessa comissão a Juíza Desembargadora Kátia A. Lopes, o Presidente de Tribunal de Relação Amadú Tidjane Djaló, o primeiro e segundo escrutinadores, respetivamente Amadu Tidjane Djalo e Carlos Vamain.  

Por outro lado, o Conselho Superior da Magistratura Judicial concordou com  o pedido de jubilação do Juíz Conselheiro Fernando Jorge Ribeiro, nos termos da Lei e na base do Estatuto dos Magistrados Judiciais sem prejuízo de lhe atribuir a subvenção vitalícia pelo Ministro das Finanças enquanto Ex-Procurador Geral da República,  dado ao estado de saúde dificilmente reversível em que se encontra.

O Conselho Superior da Magistratura Judicial decidiu no entanto não atender o pedido de jubilação, por limite de idade, do Ex-Juíz Conselheiro do STJ João Soares da Gama.

A justificação para o não ao pedido de João Soares da Gama se deve ao facto de “o Estatuto dos Magistrados Judiciais em vigor não conta para efeitos de antiguidade do magistrado que se ausenta do local de serviço sem autorização do Conselho Superior da Magistratura Judicial”, .ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

  

 

Covid-19/Estudo israelita aponta resistência da variante sul-africana a vacina da pfizer

Bissau, 12 Abr 21 (ANG) – Um estudo israelita divulgado hoje pela imprensa local revelou que a variante sul-africana do coronavírus é mais resistente do que a britânica à vacina da Pfizer/BioNtech, embora sem especificar o grau de resistência.

A investigação, que ainda não foi revista pelos pares e se baseou numa amostra de cerca de 800 pessoas, permitiu identificar que a percentagem de casos da estirpe sul-africana em comparação com a britânica era significativamente mais alta entre pessoas que tinham recebido ambas as doses da vacina face às que só tinham sido inoculadas com uma dose.

O estudo, realizado por investigadores da principal organização de saúde israelita, Clalit, juntamente com a Universidade de Telavive, identificou que entre os pacientes infectados ao fim de 14 dias de terem recebido a primeira dose da vacina, menos de 0,5% tinham contraído a estirpe sul-africana do vírus.

Este número resultou quase idêntico ao ser analisado um grupo de controlo, composto pelo mesmo número de pacientes, de idades semelhantes e que não tinha recebido a vacina.

O que despertou a atenção foi que entre as pessoas que tinham sido contagiadas com o coronavírus passadas duas semanas da administração da vacina, a percentagem de pacientes portadores da estirpe sul-africana foi de 5,4%, enquanto no grupo de controlo de pessoas vacinadas o número foi de 0,7%.

"Isto significa que a variante sul-africana tem a capacidade, até certo ponto, de penetrar a protecção da vacina", sublinhou Adi Stern, professora da Escola de Biomedicina da Universidade de Telavive e uma das autoras do estudo.

Os investigadores apontaram, no entanto, que estes resultados não permitem precisar até que ponto a variante é resistente à vacina e enfatizaram que esta estirpe representa apenas 1% dos casos em Israel, onde foi realizado o estudo.

"É certo que as pessoas que estão vacinadas estão menos protegidas contra a variante sul-africana, mas a pequena quantidade de casos desta estirpe no país demonstra que a vacina os protege", explicou à agência Efe Nadav Davidovitch, director da Escola de Saúde Pública da Universidade Ben Gurion e assessor do Governo na gestão da pandemia.

Segundo o especialista, apesar destes resultados serem significativos e deverem ser base para mais estudos, este estudo não contradiz as provas da Pfizer sobre a eficácia da vacina contra esta estirpe. ANG/Angop

    
      Futebol
/Sporting goleou Portos de Bissau por 4-0 na ronda inaugural  

Bissau,12 Abr.21(ANG) - O Sporting Clube da Guiné-Bissau (SCGB) recebeu e goleou a equipa dos Portos de Bissau por 4 a 0, no jogo inaugural do Campeonato Nacional da Primeira Divisão da época desportiva 2020-2021, no Estádio sintético Lino Correia em Bissau.

Numa partida  sexta-feira e sem grandes exibições entre as duas equipas, a turma leonina esteve mais bem colocada e aproveitou das oportunidades que teve para marcar quatro golos.

Azevedo da Silva abriu o marcador logo aos 15  e ampliou o resultado aos 36 minutos, dando vantagem ao  Sporting no término da primeira parte do jogo.

Já na segunda parte, a equipa dos estivadores dos Portos de Bissau dominou os primeiros 15 minutos, mas não consiguiu criar perigos junta à baliza adversária, embora esteja em alguns momentos perto de marcar. Aos 78 minutos do desafio, o Sporting chegou ao terceiro golo por intermédio de Denis Djedju.

O jovem jogador leonino aproveitou o erro do capitão dos Portos de Bissau para fazer o golo, depois da assistência do médio defensivo e capitão da equipa, Quadé.

Quando tudo parecia que o encontro ia terminar em 3 a 0, Sporting marcou o quarto golo aos 94 minutos por intermédio de Sidney, depois de uma arrancada na esquerda.

No final da partida o treinador do Sporting, Pedro Dias, parabenizou os seus jogadores.

“Sporting está com muita força porque tem qualidade, se continuar a respeitar os adversários e a não cometer erros do passado acho que vamos continuar a ganhar os jogos” disse Dias.

Na sua curta declaração à imprensa, Dias afirmou que o Sporting vai ganhar o campeonato nacional.

Visivelmente desapontado com a derrota, o treinador dos Portos de Bissau, Califa Cassamá lamentou a exibição da sua equipa.

“Estamos na primeira fase do campeonato é normal esta derrota, porque os jogadores ainda não conseguiram assimilar as ideias do treinador. Prometo que vamos corrigir os erros  cometidos hoje”, declarou.

Embora reconheça a derrota, Cassamá criticou a atuação da equipa de arbitragem.

A partida ficou marcada pela a expulsão do jogador dos Portos de Bissau, Zidane, e do treinador adjunto do clube, Aguibo,quase no fim do jogo.

Zidane foi expulso por ter agredido o seu adversário, ao passo que o técnico foi expulso por ter, alegadamente, dirigido palavras insultuosas a  equipa de arbitragem.

Outros jogos referentes a primeira jornada do campeonato nacional de futebol, Série A, ditaram os seguintes resultados: FC Sonaco- 1/Clube Futebol Balantas- 1, SC Bafatá- 1/FC Cuntum-0.

 Série B: Flamengo de Pefine-0/FC Canchungo-0, UDIB-2/FC Pelundo-2.

Para hoje dia 12 de Abril, Sport Bissau e Benfica defronta o Atléctico de Bissorá.

O Campeonato Nacional está a ser disputado em duas séries: A e B.

A Federação decidiu adotar essa estratégia, na sequência do atraso no início da competição, motivado pela pandemia da Covid-19.

Sporting e Portos de Bissau estão integrados no Grupo A, juntamente com Sonaco, Bafatá, Balantas de Mansoa e Cuntum.

Na série B, estão as equipas de Flamengo de Pefine, UDIB, Benfica, Bissorã, Pelundo e Cantchungo.ANG/odemocrata

 

 

 

Covid-19/África com mais 301 mortos e 7.450 infectados nas últimas 24 horas

Bissau, 12 Abr 21 (ANG) – África registou mais 301 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 115.765 desde o início da pandemia, e 7.450 novos casos de infecção, segundo os dados oficiais mais recentes no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infectados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.350.512 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 5.347, para um total de 3.906.408 desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afectada, registando 1.928.101 infectados e 60.748 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.558.458 casos e 53.322 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.289.125 infectados e 37.095 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 545.114 infecções e 9.780 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infecções é de 444.307 e o de mortes ascende a 5.825. A África Central contabiliza 143.865 casos de infecção e 2.317 óbitos.

O Egipto, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 12.445 mortes e 210.489 infectados, seguindo-se a Tunísia, com 9.293 óbitos e 271.861 casos de infecção. Marrocos regista 502.102 casos de infecção e 8.900 mortes associadas à covid-19.

Entre os países mais afectados estão também a Argélia, com 3.130 mortos e 118.424 infetados, e a Etiópia, com 3.174 vítimas mortais e 228.996 infecções.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 791 mortes e 68.758 casos, seguindo-se Angola (553 óbitos e 23.487 casos de infeção), Cabo Verde (182 mortos e 19.005 casos), Guiné Equatorial (106 óbitos e 7.219 casos), Guiné-Bissau (66 mortos e 3.680 casos) e São Tomé e Príncipe (35 mortos e 2.255 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.929.563 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,3 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

 

Finanças/”Novos impostos  visam reforçar investimento”, diz  ministro Fadia

Bissau,12 Abr 21(ANG) - O ministro das Finanças  João Alaje Mamadú Fadiá disse que os novos impostos introduzidos no país, e que têm gerado alguma polémica, servem para garantir recursos para investimentos e suportar as despesas de funcionamento do Estado.

"O objetivo destes impostos tem a ver com factos concretos. O país tem ele mesmo que gerar recursos e com base nesses recursos fazer investimentos essenciais para o crescimento económico e suportar as suas despesas de funcionamento", afirmou João Fadiá, em entrevista à Lusa, quando questionado sobre as críticas à introdução de novos impostos.

O ministro afirmou que os novos impostos não têm um impacto muito significativo no bolso dos consumidores, referindo-se aos impostos sobre as telecomunicações, da democracia, saneamento básico e ordenamento do território.

João Fadiá explicou que o imposto sobre as telecomunicações vai servir para investimento público e para melhorar a comunicação social pública, enquanto o imposto da democracia visa pagar as eleições no país.

"Nós sabemos quanto tem sido o esforço da comunidade internacional para apoiar a realização das eleições aqui na Guiné-Bissau. Sem eleições, não há democracia, naturalmente. E um país soberano, que queira ter a sua soberania, tem de suportar as suas despesas ligadas com as eleições", afirmou, salientando que esse imposto está apenas a ser cobrado a quem tem rendimentos fixos.

"Não vejo nenhum país do mundo que se entregue completamente a apoios externos. São bem-vindos, mas também temos de fazer esforços. Se queremos boas escolas, bons hospitais, boas estradas, bom fornecimento de energia e de água potável, boas telecomunicações e uma boa comunicação social temos de contribuir, nós é que temos de contribuir", salientou.

Questionado sobre a oportunidade da introdução de novos impostos, tendo em conta a pandemia do novo coronavírus, o ministro disse que a cesta básica tem mantido os valores de referência.

"Também os salários continuam a ser pagos regularmente. É um sacrifício que se pede, mas não há alterações significativas das condições de vida para se dizer se o momento é oportuno ou não para a introdução de impostos", salientou.

Questionado sobre a possibilidade de aumentos salariais, principalmente do ordenado mínimo, que é de 50.000 francos cfa (cerca de 45 euros), o ministro disse que essa é a "questão fulcral".

"Para aumentar os salários precisamos de mais recursos. Este sacrifício que hoje estamos a pedir aos cidadãos guineenses é para que possam beneficiar dele", afirmou, salientando que se houver mais recursos as finanças poderão pensar num aumento salarial.ANG/Lusa

 

                          Chade/Idriss Déby a caminho do sexto mandato

Bissau, 12 Abr 21 (ANG) - Sete candidatos concorreram no domingo na primeira volta das Eleições Presidenciais no Chade, onde o actual Presidente, Idriss Déby é apontado como provável vencedor do escrutínio.

No poder há mais de 30 anos, Idriss Déby, 68 anos, quer vencer novamente a corrida ao cargo de Presidente, o que significa que seria o sexto mandato do chefe de Estado chadiano.

Apenas sete candidatos no total  participaram no escrutínio, após a desistência de vários opositores que preferiram apelar ao boicote da primeira volta e das eleições presidenciais em geral.

A RFI, presente em N'Djamena, a capital chadiana, admite que a principal preocupação desta eleição foi a populaçãoCidadãos que foram interrogados atiraram que não iam votar sabendo que o «resultado final era óbvio » e que «não existe uma verdadeira oposição» nos candidatos presentes no escrutínio. 

Três candidatos retiraram-se durante o mês de Março, inclusive Saleh Kebzabo, rival histórico de Idriss Déby, bem como Succès Masra, de 38 anos, cuja candidatura não foi validada pelo Supremo Tribunal por ser 'demasiado jovem'. Aliás, Succès Masra está na origem das várias manifestações que ocorriam nos sábados para contestar um sexto mandato do actual Presidente.

Os chadianos votaram no  domingo, sem que se saiba o número total de eleitores, visto que alguns não receberam o Cartão de Eleitor.

A Céni - Comissão Nacional de Eleições - decidiu permitir que os cidadãos apresentem o Cartão de Eleitor de 2015. Saleh Kebzabo, entre outros, declarou que essas falhas abrem a porta à fraude eleitoral. ANG/RFI

sexta-feira, 9 de abril de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

      
    Caju
/ONG SHELTER FOR LIFE melhora cadeia de valores da  castanha

Bissau, 09 Abr  21 ANG -  A Organização Não governamental Shelter For Life, através do  projecto sub regional LIFFT CASHEW está empenhada na assistência à rede integrada de comércio regional de caju, no sentido de melhorar suas cadeias de valores na Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal.

A revelação foi esta sexta-feira feita à ANG por Sikes Gomes, responsável de Seguimento e Avaliação da referida ONG que opera no país desde Maio de 2019.

ʺA ONG tem por missão criar infra-estruturas duráveis, aumentar acesso a serviços, organizar e formar pequenos produtores para aumentarem seu poder de produção e negociação e também desenvolver capacidade dos processadores locais para acrescentar valor à amêndoa de caju nas zonas de produção da África Ocidental”, explicou.

O projecto que conta com o financiamento de Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de América (USDA), intervém nas regiões de Cacheu, Oio e Biombo com objectivo de melhorar, desenvolver e reforçar as principais ligações de mercado, facilitar acesso a serviços financeiros agrícolas, melhorar a produtividade dos pequenos produtores de caju e aumentar o acesso à informação essencial do mercado.

Aquele responsável informou que, a nível das infra-estruturas, a ONG SHELTER FOR LIFE já construiu 47 quilómetros de pistas rurais dos 65 preconizadas na Guiné-Bissau.

Sikes Gomes afirmou que o principal parceiro de Shelter For Life é o governo da Guiné-Bissau, através dos seus responsáveis do poder local que estão nas regiões tendo como público-alvo, os pequenos produtores, processadores de caju reagrupados em cooperativas.

ʺEstamos a dar formação aos produtores a nível de cooperativos sobre como podem fazer uma produção mais rentável, uma produção biológica e não usar fertilizantes, como usar as técnicas e tecnologias que são usadas nos dias de hoje para poderem fazer uma produção que seja aceite quando chega ao mercado”, explicou.

Sedeado na Rua Vitorino Costa, em Bissau, o projecto LIFFT CASHEW apoia os agricultores desde a plantação   até a fase de exportação da castanha de caju. ANG/MI/ÂC//SG

Pescas/Ministério redefine  estratégias para melhor controlo das capturas do pescado

Bissau,09 Abr.21(ANG) – O Ministério das Pescas, através do Centro de Investigação e Pesquisa Agrária(CIPA), promoveu hoje um ateliê  visando a definição de estratégias com vista a implementação da Total Admissível Captura(TAC) do pescado.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o ministro das Pescas, disse que a implementação
do referido plano constituirá um dos indicadores de gestão durável dos recursos pesqueiros na Guiné-Bissau.

Malam Sambu afirmou que a criação do primeiro grupo de trabalho designado de Comité Científico Conjunto com a União Europeia, é um exemplo entre vários outros, que demonstra o empenho do Ministério das Pescas, junto a cada um dos seus parceiros de desenvolvimento, para responder às preocupações relativas a evolução do estado dos recursos pesqueiros.

“A pesca na Guiné-Bissau contribui para o equilíbrio da balança económica do país e para a melhoria das condições de vidas das populações. Os recursos pesqueiros são explorados, na sua maioria, por frotas estrangeiras e como consequência, toda a actividade da frota industrial e artesanal é offshore, com impactos pouco significativos ao nível interno”, explicou o governante.

Malam Sambu disse que, neste contexto, apresenta-se a necessidade de adequar a capacidade das frotas industriais às reais possiblidades de pesca reveladas pelas diversas acções de investigação ciêntítifica realizadas na Zona Económica Exclusiva do país.

disse que o indicador da Tonelagem de Arqueação Bruta(TAB) não circunscreve, claramente, as quantidades e as qualidades capturadas pelos navios industriais durante as operações de pesca.

Adiantou que, a capacidade volúmica dos navios pode situar-se para além da quantidade de recursos de que dispõe, na realidade, a Guiné-Bissau.

Por isso, o ministro das Pescas sublinhou que a implementação do Total Admissível das Capturas permitiria aliviar o impacto do esforço de pesca sobre os recursos haliêuticos, sobretudo os stocks comercialmente explorados.

Para o Director-geral do Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPA),  o plano denominado Total Admissível das Capturas(TAC), é um mecanismo de gestão, cuja implementação se prevê para breve, de forma a  que os navios que operam nas águas territoriais do país, passassem a pagar as licenças mediante as quantidades de pescados capturados.

Jeremias Francisco Enchama explicou que essa medida vai acabar com as práticas antigas, em que os agenciadores dos navios tomam licenças e pescam a quantidade que quiserem e  vão se  embora.

Segundo Enchama, o grupo de trabalho criado no âmbito do ateliê vai trabalhar na definição dos preços por cada captura de espécies de peixe.ANG/ÂC//SG


Novos impostos
/Presidente da associação de retalhistas ameaça paralisar actividades se a CMB insiste em cobrar as novas taxas camarárias

Bissau,09 Abr. 21(ANG) - O comércio à retalho na Guiné-Bissau poderá ficar paralisado se a Câmara Municipal de Bissau (CMB) persistir na cobrança de novas taxas, disse o presidente da associação de retalhistas dos mercados guineenses, Aliu Seidi.

Aliu Seidi

Segundo Seidi, a CMB aumentou "em certos casos até 200% as taxas" e, nos últimos dias, "está a ameaçar encerrar os estabelecimentos que se recusam a pagar" as novas cobranças que é feita aos donos das farmácias, proprietários de pequeno comércio no mercado do Bandim (maior centro do comércio do país) e às mercearias.

O líder dos comerciantes de venda à retalho acusou a Câmara Municipal, particularmente, de alegado desrespeito ao decreto do Governo que proíbe qualquer aumento de preço de venda ao consumidor  aos produtos, devido o estado de calamidade imposto  pela pandemia do novo coronavírus.

Aliu Seidi disse que "não haverá diálogo" no dia em que o Estado mandar encerrar algum estabelecimento comercial de um associado por falta de pagamento das taxas.

"Qualquer loja, taberna, farmácia ou outro estabelecimento de um pequeno comerciante que for fechado devido ao não pagamento destas taxas, vamos mandar encerrar todo o pequeno comércio a nível nacional", disse o dirigente comercial.

"Parece que as pessoas querem matar o setor privado na Guiné-Bissau", enfatizou Aliu Seidi.

As farmácias ainda não foram fechadas, mas Neusa Melo, a porta-voz da associação de proprietários de farmácias disse que se se continuar neste ritmo tarde ou cedo vão acabar por encerrar as portas, devido às taxas cobradas pelo Estado.

Neusa Melo explicou que nos últimos dias, as farmácias estão a ser pressionadas pela CMB para o pagamento de "uma taxa de ocupação do chão", isto é, terreno onde o imóvel está situado.

A porta-voz da associação das farmácias na Guiné-Bissau considerou que, por um lado, a classe não devia pagar aquela taxa, porque os donos dos imóveis já a pagam ao Estado e, diz que essa taxa  subiu de cinco mil francos CFA (7,62 euros) para cerca de 2,3 milhões de francos CFA (3.506 euros) em cada 90 dias.

"É um valor exorbitante para quem vende medicamentos. Essas taxas impedem o avanço das nossas atividades", afirmou Neusa Melo.

O Governo introduziu no Orçamento Geral do Estado/2021 e iniciou a cobrança dos impostos da democracia, do audiovisual, imposto à importação de materiais de construção civil, imposto sobre as telecomunicações e o imposto de saneamento público.

A população tem reclamado que os novos impostos implicam o aumento de custo de vida e a subida de preço de bens e serviços no país.ANG/Lusa

 

Covid-19/Polícia multa PM norueguesa por violar regras no seu aniversário

Bissau, 09 Abr 21(ANG) – A polícia norueguesa multou hoje a primeira-ministra, Erna Solberg, em 20.000 coroas (cerca de 2.000 euros) por violar as restrições impostas pelas autoridades em relação à covid-19 ao comemorar o seu aniversário.

A família de Solberg reuniu-se duas noites consecutivas no final de Fevereiro para comemorar o 60º. aniversário da primeira-ministra: uma num restaurante e a outra num apartamento no ‘resort’ de inverno de Geilo (sudeste do país).

Em ambos os casos, juntou mais de 10 pessoas, violando as regras actuais.

Solberg não pôde comparecer no restaurante porque teve de viajar para Oslo para ser tratada por um oftalmologista, embora estivesse presente no dia seguinte, mas a polícia considera que foi ela quem organizou os dois eventos e que, como chefe do Governo, merece uma multa. O seu marido receberá apenas uma advertência.

“Solberg é a pessoa eleita mais proeminente do país. A polícia considera correcto reagir com uma multa”, disse hoje o chefe da polícia regional, Ole B. Sæverud, em conferência de imprensa.

Sæverud sublinhou que, apesar de a lei ser a mesma para todos, “nem todos são iguais” e o facto de Solberg ser a cara das medidas do Governo contra a covid-19 justifica a punição.

A polícia abriu uma investigação em 19 de Março, depois de o caso ter sido revelado pela televisão pública norueguesa NRK.

“Eu, que todos os dias digo aos noruegueses quais são as regras, deveria conhecê-las melhor. Mas a verdade é que não as sabia suficientemente bem e não sabia que quando uma família sai junta e reúne mais de 10 pessoas, isso já pode ser considerado um evento”, admitiu, na altura, Solberg à estação pública.

Erna Solberg, que é primeira-ministra desde 2013, também pediu desculpas na sua página de Facebook. ANG/Inforpress/Lusa

Política/Presidente da República exorta governo a dialogar com sindicatos para pôr fim a greve  na administração pública

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, exortou o governo no sentido de, com a maior celeridade possível, instruir mecanismos para um “diálogo sério e franco” com a Central Sindical, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), para  pôr termo à greve em curso  na Administração Pública.

A exortação consta no comunicação do Conselho dos Ministros desta quinta-feira à que a ANG teve acesso hoje, que refere  que Sissoco Embaló instruiu ainda o Executivo para prestar uma atenção especial ao que considera “penosa situação prevalecente na Guiné-Telecom”.

De acordo com o comunicado, na parte deliberativa, o Conselho dos ministros, aprovou com alterações o projeto de Decreto que cria o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da Guiné-Bissau e  aprova os respetivos estatutos.

Acrescenta
que foi igualmente aprovado com alterações, o Decreto-Lei que aprova o Manual de Procedimentos de Gestão dos Recursos Humanos da Administração Pública.

Sobre  as informações gerais, segundo o documento, o ministro da Finanças, João Aladje Mamadu Fadia informou sobre a assinatura de um Protocolo entre o governo da Guiné-Bissau e o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), visando a assistência técnica para o financiamento da fileira do cajú, num montante de 620.000 USD (620.000 dólares americanos).

O ministro do Interior informou sobre a sua recente visita à República da Turquia e os bons resultados aí obtidos e em relação aos quais o Conselho de Ministros manifestou a sua satisfação.

A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social informou também sobre à necessidade do cumprimento das disposições da Circular 00209/GMATESS/2020, que impõem o controlo de assiduidade e das faltas dos funcionários afetos à Administração Pública, no quadro do reforço da qualidade de serviços e do aumento da produtividade.

No capítulo de nomeações, segundo o mesmo documento, o governo nomeou os diretores-gerais dos três órgãos públicos do país, nomeadamente da Rádio Difusão Nacional (RDN), Mama Saliu Sané, do Jornal Nô Pintcha, Abduramane Djaló, da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), Amadú Djamanca, e Imprensa Nacional (INACEP), Bamba Banjai. ANG/DMG/ÂC//SG

Costa do Marfim/Presidente Ouattara aceita regresso de Gbagbo e Blé Goudé

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) - O presidente marfinense Alassane Ouattara confirma qu
e o seu antecessor, Laurent Gbagbo, absolvido recentemente pelo Tribunal Penal internacional(TPI) por crimes contra a humanidade e o ex-ministro  da Juventude, Charles Blé Goudé, podem voltar ao país.

Gbagbo e a sua esposa

Ouattara,que  se expressou  pela  primeira vez, desde que Gbagbo  e Blé-Goudé  foram absolvidos pelo Tribunal Penal internacional de Haia, afirmou que ambos os dirigentes podem regressar livremente ao seu país, Costa do Marfim.

Tanto Gbagbo como Bé Coudé, foram também condenados pela justiça marfinense, um à revelia e o outro 20 anos de prisão.  

"Os custos da viagem do senhor Laurent Gbagbo, bem como os da sua família, são assumidos pelo Estado da Costa do Marfim. Serão também tomadas providências para que o senhor Laurent Gbagbo beneficie das regalias e indemnizações com que contam os antigos chefes de Estado da Costa do Marfim," afirmou Ouattara.

 Objecto de condenações também pela justiça do seu país, Laurent Gbagbo e Charles Blé-Goudé deveriam não obstante beneficiar de medidas de amnistia.

Segundo o porta-voz do governo da Costa do Marfim, Amadou Coulibaly, seria o cúmulo do cinismo pagar as despesas de viagem de alguém, para seguidamente colocá-lo atràs das grades.

"A menos que julguem que o chefe de Estado seja alguém de particularmente cínico parece-me altamente improvável oferecer os custos da viagem a alguém só por que o queremos ver atrás das grades." Disse Amadou Coulibaly, porta-voz da presidência marfinense.

O regresso dos dois políticos e protagonistas de crise pós-eleitoral de 2010/2011, poderia representar o início de um processo de reconciliação nacional  tendente a consolidar a frágil democracia da Costa do Marfim. ANG/RFI

Covid-19/  Dados do Alto Comissariado  indicam que nas últimas 48 horas país não se registou nenhum óbito causado pela pandemia

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – Os dados do Alto Comissariado para a Covid-19  indicam que nas últimas 48 horas a  Guiné-Bissau não registou nenhuma vitima mortal da pandemia, pelo que mantem-se os 66 mortes registados até então.

segundo esse Boletim, à  que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, o país registou mais 1 novo  caso de infecção causado pela cavid-19, elevando assim o total acumulado  para 3.664 casos.

De acordo com os  dados divulgados na quarta-feira, mais  dez pessoas  recuperaram da doença para um total acumulado de 3.042, contra os anteriores 3.032  recuperados.

O número de internados permanece em 9 pessoas , mantendo o total acumulado dos internados em 228 pessoas.

Os dados  apontam que foram testados 220 pessoas, subindo o número de  59.514 para 59.734.

O governo decretou o estado de calamidade no país para vigorar  até 24 Abril, mas autorizou a retoma do campeonato nacional de futebol  sem público, o exercício colectivo de liberdade religiosa nas igrejas, mesquitas, e outros locais de cultos com metade de lotação e a observância das medidas de prevenção anunciadas pelas autoridades sanitárias, ou seja uso correto de máscaras, distanciamento social obrigatório e lavagem ou desinfecção frequente das mãos.
ANG/LPG/ÂC//SG

Economia/Credores, países e contratos complexos dificultam dívida – Banco Mundial

Bissau, 09 Abr 21 (ANG)  – O Banco Mundial considera que a relutância dos credores em aliviar substancialmente a dívida, a incerteza sobre a capacidade financeira dos países devedores e a diversificação dos credores são as principais dificuldades para resolver o problema da dívida.

De acordo com o relatório ‘Africa Pulse’, divulgado nas vésperas dos Encontros Mundiais do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem esta semana em Washington, o Enquadramento Comum para lidar com a dívida para além da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), lançada pelo G20, é positiva, mas enfrenta vários desafios.

“Os desafios são a relutância dos credores oficiais e privados em garantir um substancial e rápido alívio da dívida, a incerteza sobre a vontade ou capacidade dos países devedores de se comprometerem com um plano multianual de ação, e a emergência de um complexo e diverso grupo de credores que pode impedir uma resposta coordenada”, lê-se neste relatório do Banco Mundial que analisa as economias africanas.

O documento dedica uma extensa parte à questão da dívida, que tem marcado os debates desta semana em Washington, já que é considerada fundamental para libertar espaço orçamental para os governos conseguirem combater a pandemia de covid-19 e financiar a recuperação das economias e o desenvolvimento.

“As iniciativas sobre a dívida por parte da comunidade internacional devem lidar com as questões da liquidez e da sustentabilidade”, dizem os peritos, salientando que a pandemia “exacerbou as vulnerabilidades da dívida em muitos países no mundo, e está a levar a um volume insustentável de dívida em vários países da África subsaariana.

“A dívida é um problema recorrente na região que dificulta o crescimento e o desenvolvimento, por isso trabalhar com a comunidade internacional para atacar o problema da insustentabilidade do peso da dívida, garantir um crescimento económico sustentável e erradicar a pobreza é uma prioridade para os governos da região”, acrescenta-se no texto.

A DSSI é uma iniciativa lançada pelo G20 em Abril do ano passado que garantia uma moratória sobre os pagamentos da dívida dos países mais endividados aos países mais desenvolvidos e às instituições financeiras multilaterais, com um prazo inicial até Dezembro de 2020, que foi depois prolongado até Junho deste ano, e novamente, e pela última vez, até ao final deste ano.

Esta iniciativa apenas sugeria aos países que procurassem um alívio da dívida junto do sector privado, ao passo que o Enquadramento Comum, aprovado pelo G20 em Novembro, defende que é forçoso que os credores privados sejam abordados, ainda que não diga explicitamente o que acontece caso não haja acordo entre o devedor e o credor.

A proposta apresentada pelo G20 e Clube de Paris em Novembro é a segunda fase da DSSI, lançada em Abril do ano passado, e que foi bastante criticada por não obrigar os privados a participarem do esforço, já que abriria caminho a que os países endividados não pagassem aos credores oficiais e bilaterais (países e instituições multilaterais financeiras) e continuassem a servir a dívida privada.

Este Enquadramento pretende trazer todos os agentes da dívida para o terreno, incluindo os bancos privados e públicos da China, que se tornaram os maiores credores dos governos dos países em desenvolvimento, nomeadamente os africanos.

A DSSI abrange 73 países de baixo e médio rendimento, 37 deles na África subsaariana, 30 dos quais participavam, em Fevereiro, nesta iniciativa que foi esta semana prolongada pela última vez até final do ano.

“A DSSI pretende salvaguardar a vida e os rendimentos de 709 milhões de pessoas que vivem nestes países africanos, representando 62,4% do total de pessoas na região”, lê-se no documento, que dá ainda conta de que no ano passado mais de metade dos países abrangidos pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (IDA) estavam em alto risco ou já tinham uma dívida ‘problemática’ (‘debt distress’ no original em inglês).

Com dados de 16 de Março deste ano, o Banco Mundial diz que 30 países na região tinham pedido para aderir à DSSI e que “quase metade da população destes países, cerca de 45% são pobres, o que compara com a taxa de pobreza de 41,6% da África subsaariana.

Entre Maio e Dezembro do ano passado, os países evitaram, ao abrigo desta iniciativa, pagamentos de dívida no valor de 5,1 mil milhões de dólares, cerca de 4,2 mil milhões de euros, e mais 4 mil milhões de dólares, o equivalente a 3,3 mil milhões de euros, serão evitados entre Janeiro e Junho, acrescenta-se no relatório, que apresenta o caso de Angola, que poupou 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) entre Maio e Dezembro de 2020, o equivalente a 1,9% do PIB de 2019, por ter aderido a esta iniciativa.ANG/Inforpress/Lusa

Futebol/Sporting Clube da Guiné-Bissau e Portos de Bissau reabrem hoje o Guinés-liga interrompido no ano passado

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – O Sporting Clube da Guiné-Bissau e Portos de Bissau, inauguram hoje a retoma do campeonato de futebol da primeira liga denominada Guinés-liga 2020/21 no estádio Lino Coreia, em Bissau, com o início previsto para as 16H45.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), a prova vai ser disputada, num formato alternativo e diferente em relação aos anos anteriores, devido a pandemia da Coronavirus, que esteve na origem da interrupção do campeonato em 2020.

A mesma nota descreve que a competição será realizada em duas séries, “A” e “B” e os líderes de cada uma destas sérias, disputarão a grande final da competição, onde será conhecido o vencedor da prova.

Segundo o calendário da prova, os restantes jogos serão realizados nos dias 10,11 e 12 do corrente mês.

No grupo A estão previstos para o dia 10, sábado as partidas: SC Bafatá/FC Cuntum, FC Sonaco/CF Balantas de Mansoa, CDR Gabu/ estará de folga.

No grupo B,  Flamendo de Pefine/Cachungo, medem forças no sábado, no estádio Lino Coerreia em Bissau.

Ainda do B estão agendados,  para domingo, o encontro  UDIB/FC Pelundo, e na segunda-feira,  o Sport Bissau e Benfica mede forças com o Atletico de Bissorã, devendo o  Nuno Tristão de Bula estar de folga. ANG/LLA/ÂC//SG      

Clima/África reclama cumprimento de promessas de financiamento das alterações climáticas

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – Vários líderes africanos reclamaram terça-feira o cumprimento da promessa dos países desenvolvidos de destinarem anualmente 100 mil milhões de dólares para financiar a adaptação e a mitigação dos efeitos das alterações climáticas no continente.

“Está na altura de os países desenvolvimento cumprirem as suas promessas de destinar, anualmente, 100 mil milhões de dólares [84,38 mil milhões de euros] ao financiamento climático”, defendeu o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina.

O responsável falava  durante uma iniciativa que reuniu responsáveis de instituições financeiras, como o BAD ou o FMI, chefes de Estado de vários países africanos e o secretário-geral das Nações Unidas, entre outras personalidades.

A iniciativa, organizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e pelo Centro Global de Adaptação (GCA), visou debater as experiências de luta contra a covid-19 e as alterações climáticas, bem como discutir a importância de aumentar e acelerar a adaptação às alterações climáticas em África.

Adesina lembrou os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos na cimeira de Paris sobre o clima, citando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima que os custos da adaptação climática em África atingirão os 50 mil milhões de dólares (42,19 mil milhões de euros) anuais em 2040.

“África não tem os recursos de que precisa para se adaptar às mudanças climáticas. Globalmente, apenas 10% do financiamento climático é destinado à adaptação e África recebeu apenas 3% desse financiamento”, disse.

Por isso, defendeu, “África precisa de solidariedade global” no combate às alterações climáticas.

No mesmo sentido, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu um “forte compromisso financeiro” para a adaptação dos países em desenvolvimento às alterações climáticas, considerando que só assim a cimeira climática de 2026 poderá dar os resultados pretendidos.

“Precisamos de um investimento massivo do mundo desenvolvido para apoiar os países em desenvolvimento na adaptação [às alterações climáticas] e precisamos que o financiamento revele uma verdadeira solidariedade no seio da nossa comunidade internacional”, defendeu Guterres.

“Sem esse forte compromisso financeiro para apoiar o mundo em desenvolvimento na adaptação e também nos seus esforços de mitigação, não teremos os resultados de que necessitamos na COP26 em Glasgow”, acrescentou.

O Presidente do Gabão, Ali Bongo, apontou como objectivo a mobilização anual de 25 mil milhões de dólares (21,09 mil milhões de euros) para a adaptação as alterações climáticas em África, sublinhando a importância de existir um equilíbrio entre o financiamento à mitigação dos efeitos das alterações climáticas e à adaptação.

“Insistimos que deve ser dada igual atenção à adaptação e à mitigação no financiamento climático”, disse.

“África apela aos países desenvolvidos para assumirem as suas responsabilidades históricas e juntarem-se ao programa para acelerar a adaptação de África às alterações climáticas”, reforçou.

No mesmo sentido, o chefe de Estado do Senegal, Macky Sall, assinalou que o continente africano é hoje assolado por secas, desertificação, desflorestação, inundações que estão a destruir a biodiversidade.

“África é muito mais afectada pelas mudanças climáticas do que contribui para elas, em matéria de emissões de gases, por exemplo”, disse, sublinhando a necessidade de acelerar o financiamento das alterações climáticas.

“Sem financiamento não conseguiremos grande coisa e não cumpriremos as nossas promessas”, acrescentou, sublinhando que África quer aumentar o seu contributo.

O BAD e GCA estão a coordenar as suas competências, recursos e redes para desenvolver e implementar um novo Programa de Aceleração da Adaptação em África, numa abordagem tripla à covid-19, as alterações climáticas e os desafios económicos emergentes do continente. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 8 de abril de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)