terça-feira, 27 de agosto de 2024

Política/Novo ministro dos Combatentes da Liberdade da Pátria pede a colaboração de todos para impulsionar o setor

Bissau, 27 Ago 24 (ANG) – O recém nomeado para o cargo do ministro dos Combatentes da Liberdade da Pátria, pediu segunda-feira, a colaboração de todos os funcionários e técnicos do ministério que tutela, durante o acto de transferência de poderes e dossiês da parte do seu antecessor Augusto Nhaga.

Em declarações à imprensa, Aly Hijazy descreveu que ninguém pode andar à margem da natureza, acrescentando por outro lado que, razão pela qual foi instituída a democracia, onde as regras permitem mudanças permanentes que dinamiza as prestações dos desafios que a pessoa é confiado.

“A permanência de um homem num determinado lugar por muito tempo, por vezes, faz a pessoa tornar, ou se quer agir, como um ditador, porque acaba por começar a ditar regras que entende que é normal, e as vezes é visto por outros como anormal”, aconselhou o governante.

Segundo Aly Hijazy, a alternância do poder é um sistema que dá oportunidade para todos mostrarem, como podem ajudar no desenvolvimento do seu país. 

“O importante, é saber aproveitar as oportunidades que porque as vezes somos atribuídos os poderes dando resposta, para não decepcionar a confiança que as pessoas depositaram em nós”, sublinhou Hijazy.

O titular da pasta do Ministério dos Combatentes da Liberdade da Pátria, assegurou que não fará nenhuma mexida no ministério, e vai contar com ajuda de todos, para desenvolver aquela instituição.

Exortou por outro lado aos funcionários da casa, a não entrarem nas atitudes maléficas para prejudicar um bom funcionamento do ministério, e que futuramente, pode por em causa os seus trabalhos.

“Fui confiado a dirigir um ministério que cuida das pessoas com responsabilidade e que ontem deram as suas juventudes, suas vidas para libertar a pátria de Amilcar Cabral, portanto, juntos, unidos, daremos resposta a essa luta”, afirmou Aly Hijazy.ANG/LLA/ÂC

Comunicação Social/AMPROCS pede autoridades à tomarem medidas contra impedimento de acesso à informação

Bissau, 27 Ago 24 (ANG) – A Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social da Guiné-Bissau(Amprocs-GB), pediu as autoridades competentes à tomarem as devidas medidas contra o impedimento dos jornalistas à acesso à informação, como o que aconteceu na semana passada com a Indira Correia Baldé.

A informação vem expressa numa nota de repúdio e de solidariedade da organização defensora das mulheres jornalistas e assinada pela sua Presidente Paula Melo e que a ANG teve acesso hoje.

Na nota, a Amprocs pede para que tais ações não se repitam, uma vez que a liberdade de expressão e a proteção dos jornalistas são vitais para o fortalecimento da democracia e para o progresso da sociedade guineense.

A referida nota indica que, a liberdade de imprensa é um pilar essencial de qualquer sociedade democrática, e a tentativa de silenciar uma jornalista, especialmente em um evento de relevância pública.

Adianta que, isso representa uma grave ameaça ao direito da população de ser informada e de participar plenamente nos debates sobre as questões que afetam suas vidas.

"A Associação de Mulheres Jornalistas da Guiné-Bissau (AMPROCS) tomou conhecimento com profunda preocupação da denúncia feita pela jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, sobre a sua expulsão e impedimento de cobrir um ato do governo no Hotel Royal no dia 22 de julho do corrente ano. Conforme o relato, o assessor da ministra alegou que a ação foi tomada em cumprimento de "ordens superiores", lê-se na nota.

Segundo o documento, a organização considera este ato como uma flagrante e inaceitável violação da liberdade de expressão e dos direitos humanos, princípios fundamentais consagrados tanto pela Constituição da República da Guiné-Bissau como por tratados internacionais dos quais o país é signatário.

Disse a nota que, a Indira Correia Baldé, além de ser uma profissional exemplar, é também membro dirigente da AMPROCS, e qualquer ataque a sua pessoa e ao exercício do seu trabalho é um ataque a todas nós, frisando que, não aceitarão que as suas vozes sejam silenciadas ou que os direitos sejam violados.

A AMPROCS, enquanto organização que luta pela defesa dos direitos das mulheres jornalistas e pela promoção da liberdade de imprensa, manifesta sua total solidariedade à colega Indira Correia Baldé. “Reafirmamos nosso compromisso de continuar a defender o direito de todas as jornalistas de exercerem sua profissão sem intimidações, censuras ou represálias”, disse. ANG/MI/ÂC

Sociedade/ONG “Ianda Guiné” anuncia inauguração de centros de processamento e comercialização de produtos hortícolas em Cacheu e Bissorã

Bissau, 27 Ago 24(ANG) –A Organização Não Governamental (ONG)  “Ianda Guiné”, anunciou em nota à imprensa, a inauguração de dois centros de processamento e comercialização de produtos hortícolas, nos próximos dias 28 e 29 de Agosto de 2024, em  Cacheu e no sector de Bissorã, região de Oio.

Por via dessa nota enviada a redação da Agência de Notícias da Guiné (ANG), informou que a abertura dos referidos centros enquadram-se no âmbito da implementação das actividades da Ação landa Guiné.

A nota assinada pelo Oficial de Comunicação e Visibilidade, Djibril lero Mandjam acrescentou que, nas comunidades rurais da região de Oio e Cacheu, foram construídos dois Centros regionais de processamento, conservação e comercialização de produtos hortícolas em Cacheu e Bissorã.

Disse que, esta iniciativa, similarmente culminou com a criação de uma Cooperativa dos Horticultores das duas regiões de intervenção do projecto neste caso.

Trata-se, segundo a nota, da Coopera-horta-Cacheu e Coopera-horta-Oio,  com o objectivo de não só  garantir a sustentabilidade das actividades que vinham a ser desenvolvidas pelo projecto em 40 comunidades beneficiárias, mas também de potencializar a fileira hortícola.

Além disso, de acordo com a nota à imprensa, da ONG “Ianda Guiné” serve para aumentar  a capacidade produtiva e promover a segurança alimentar e nutrição nas comunidades.

Não obstante, estando já criadas todas as condições técnicas necessárias para o funcionamento pleno dos Centros de produção hortícola, conforme a nota a coordenação da Ação landa Guinè Horta, irá proceder à inauguração dos referidos centros nos próximos dias 28 e 29 de Agosto de 2024 em Cacheu e Bissorã.

landa Guiné, é um programa da União Europeia, implementado pela ADPP Guiné-Bissau em Cacheu e Oio, tem apoiado desde de 2020, mais de 2000 produtoras de 40 comunidades pertencentes as duas regiões, dinamizando a fileira hortícola com vista a promoção da segurança alimentar e nutricional.ANG/LPG/ÂC

Comunicação Social /FOCSP-GB insta as autoridades nacionais para garantir segurança aos jornalistas no exercício das suas atividades profissionais

Bissau, 27 Ago 24(ANG) - O Fórum de Órgãos de Comunicação Social Privados da Guiné-Bissau (FOCSP-GB) instou hoje as autoridades nacionais para garantir a segurança aos jornalistas no exercício das suas atividades profissionais.

A solicitação do FOCSP-GB, vem expressa num comunicado de imprensa enviado à ANG, onde  tomou o conhecimento sobre a triste cena da expulsão de jornalista da RTP-África, Indira Correia Baldé, numa cerimónia pública no dia 22 de agosto, a pedido da ministra interina da Saúde Pública, Maria Inácia Có Sanhá, que diz receber a orientação da "Ordem Superior", de que a jornalista não pode cobrir os atos do governo. 

Na nota, a FOCSP-GB salienta que, a expulsão da presidente do Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, bem como o empedimento de jornalistas que estavam no aeroporto internacional Osvaldo Vieira no dia 13 deste mês para cobrir a recepção do Coordenador Nacional do MADEM, Braima Camará, representam uma grave ameaça ao exercício da profissão de jornalista e ao direito dos cidadãos à informação livre e diversificada.

A FOCSP-GB lamenta ainda à agressão ocorrida no dia 31 de julho por parte das Forças da Ordem contra uma jornalista da Rádio Capital e outra repórter da Rádio Popular, também vítima de atropelamento pela polícia em frente ao Ministério da Educação Nacional durante a cobertura de uma vigília de professores contratados.

“Estes atos de agressões verbais com palavrões aos profissionais de comunicação social para além de humilhar os jornalistas, são também ofensas à honra destes profissionais íntegros, pais e responsáveis de famílias, que o único pecado que cometerem é de querer informar e formar a opinião pública, de forma livre e independente, as atividades políticas, sociais, econômicas, culturais no país”, frisou a nota. 

O Forúm pede  respeito ao Estado de Direito, a Liberdade de Imprensa e a proteção dos direitos humanos, conforme está salvaguardado na Constituição da República e de mais leis.

Apelou à comunidade internacional a seguir de perto com os "olhos de ver" a campanha de perseguição e intimidação dos jornalistas indefesos, que, apesar dos desafios das condições precárias de trabalho que enfrentam, lutam incessantemente para informar com imparcialidade e rigor os cidadãos.

O FOCSP-GB, comprometido com a defesa da liberdade de imprensa e do exercício do jornalismo livre e independente, vem ao público manifestar a sua profunda preocupação em relação à crescente repressão e perseguição de jornalistas pelas autoridades, que deveriam zelar de "pedra e cal" em defesa e proteção dos profissionais de comunicação social, e consequentemente da liberdade de imprensa, que é um pilar fundamental de qualquer democracia saudável, e seu cerceamento não apenas afeta os órgãos e os profissionais da área, mas também toda a sociedade se sente ferida.   

O Fórum reforça o seu compromisso de continuar vigilante e solidário com os jornalistas, oferecendo o seu apoio na luta por um ambiente de trabalho seguro e livre. ANG/JD/ÂC

Política/José Carlos Macedo Monteiro diz que o pais não está na pré-campanha e declina autorização para receção de Nuno Gomes Nabiam

Bissau,27 Ago 24(ANG) - O Ministério do Interior e da Ordem Pública responde à correspondência da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau que pretende organizar a receção do seu líder, Nuno Gomes Nabiam, que deverá regressar ao país na sexta-feira, 30 de agosto de ano em curso.

No documento na posse da CFM, enviado segunda-feira, à Direção Superior de APU-PDGB, assinado pelo Secretário de Estado de Ordem Pública, José Carlos Macedo Monteiro, aquela instituição lembra que “havia ordenado à proibição de aglomeração de pessoas nos lugares públicos em todo o território nacional”, pelo que decidiu “declinar” da pretensão do partido liderado por Nuno Gomes Nabiam.

“Estando ainda em vigor a referida decisão e o país não se encontra em situação de pré-campanha eleitoral e muito menos em campanha eleitoral”, informa o Ministério do Interior e da Ordem Pública.ANG/CFM

Guerra Médio Oriente/Familiares de reféns bloqueiam autoestrada em Telavive

Bissau, 27 ago 24 (ANG) - Cerca de 20 familiares dos 105 reféns do grupo islamita Hamas bloquearam hoje a autoestrada Ayalon, em Telavive, com cartazes para exigir do Governo israelita um acordo para a libertação dos sequestrados.

No cartaz principal estava escrito "Não há acordo abandonado. Há abandono", expressando aquilo que muitos israelitas pensam sobre as negociações para a libertação dos reféns e um cessar-fogo na Faixa de Gaza conduzido pelo Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Os manifestantes também seguravam imagens de alguns dos seis reféns cujos corpos sem vida foram recuperados em 20 de agosto de um túnel em Khan Yunis, no sul de Gaza, todos com ferimentos de bala.

Em 25 de agosto, sem qualquer progresso, foi concluída no Cairo uma nova ronda de negociações para o cessar-fogo na Faixa de Gaza, com representantes dos países mediadores - Qatar, Estados Unidos e Egito - e delegações de Israel e do Hamas.

Entretanto, o porta-voz da Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, garantiu na segunda-feira que há grupos de trabalho no Cairo que continuam as negociações e os mediadores estão agora mais focados nos detalhes do plano de cessar-fogo das hostilidades.

Netanyahu insiste em manter permanentemente tropas estacionadas no corredor Filadélfia, na fronteira sul de Gaza com o Egito, e no corredor Netzarim, que atravessa o enclave. O Hamas opõe-se a essas novas exigências e quer a retirada total das tropas e o fim definitivo da guerra.

Numa Gaza irreconhecível, mais de 40.400 palestinianos morreram e cerca de 93.500 ficaram feridos, segundo os dados das autoridades palestinianas, enquanto as doenças se propagam devido à sobrelotação, à falta de água potável e à falta de higiene nos campos para as pessoas deslocadas.ANG/Lusa


Guerra na Ucránia/Ataques massivos da Rússia contra as infra-estruturas energéticas ucranianas

Bissau,27 Ago 24(ANG) - Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 20 foram feridas nesta segunda-feira em ataques russos no oeste e no sul da Ucrânia, de acordo com as autoridades ucranianas. Dois mortos foram registados nas regiões de Jytomyr e Volhyniye, no oeste, outro na região de Dnipropetrovsk, no sudeste, e uma quarta na região de Zaporijia, no sul.

Uma quinta pessoa foi mortalmente atingida esta manhã por um tiro russo na zona de Kharkiv no leste, segundo autoridades locais que, no entanto, não confirmaram se esta morte está ligada aos bombardeamentos dirigidos contra as infra-estruturas energéticas ucranianas.

Segundo Kiev, um total de 15 regiões da Ucrânia foram alvo desta ofensiva russa, a mais importante destas últimas semanas de acordo com Volodymyr Zelensky que deu conta do disparo pela Rússia de "mais de 100 mísseis de vários tipos e de uma centena de drones-suicidas".

"Poderíamos fazer muito mais para proteger vidas se a aviação dos nossos vizinhos europeus trabalhasse em conjunto com os nossos caças F-16 e com as nossas defesas antiaéreas", considerou o chefe de Estado ucraniano. Enquanto isso, o seu primeiro-ministro, assim como o seu chefe de gabinete reiteraram hoje a importância de usar armas ocidentais de longo alcance contra a Rússia, o que os aliados de Kiev recusam até ao momento.

Enquanto Moscovo anunciou "ter atingido todos os alvos" energéticos, o governo ucraniano confirmou que "há danos em várias regiões". A empresa nacional de distribuição de energia Ukrenergo procedeu a cortes de emergência para estabilizar a rede, enquanto as ligações ferroviárias foram interrompidas em alguns pontos do país.

Em Kiev, a capital, onde não ocorriam bombardeamentos desde o início de Julho, novos ataques forçaram moradores a refugiar-se no metro.

Um ataque imputado ao exército russo também atingiu ontem uma equipa da Reuters no seu hotel em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocando a morte de um perito em segurança e ferindo dois jornalistas, segundo a agência de notícias. Uma ocorrência sobre a qual o Kremlin disse hoje "não ter informações claras".

Refira-se que estes ataques massivos conduzidos pela Rússia acontecem numa altura em que Kiev tem efectuado desde 6 de Agosto uma série de ofensivas contra Kursk, zona da Rússia que faz fronteira com a Ucrânia.ANG/RFI

Migração/Lampedusa regista pico de chegadas de migrantes, mas longe do fluxo de 2023

Bissau, 27 ago 24 (ANG) – O centro de acolhimento de migrantes na ilha italiana de Lampedusa registou nos últimos dias o maior pico de chegadas deste ano e encontra-se sobrelotado, com perto de 900 pessoas, mas o fluxo é significativamente menor do que em 2023.


Durante o último fim de semana, e aproveitando as boas condições no Mar Mediterrâneo, desembarcaram centenas de migrantes irregulares na ilha – o território italiano mais meridional ao largo da costa africana -, levando a que o centro de acolhimento (‘hotspot’) de Lampedusa registasse na segunda-feira à noite mais do dobro da sua capacidade (cerca de 400 pessoas).

No entanto, as autoridades contam transferir ao longo do dia de hoje cerca de 250 migrantes para Porto Empedocle, na ilha da Sicília, enquanto outros 150 deverão deixar Lampedusa à tarde com destino a outros centros de acolhimento, incluindo na península.

Apesar deste pico de chegadas de migrantes irregulares à ilha de Lampedusa – onde desembarcam depois de resgatados no mar pela guarda-costeira ou por navios de organizações não-governamentais (ONG), e em alguns casos após lograrem mesmo alcançar as costas -, o fluxo migratório através do Mediterrâneo Central está muito aquém daquele registado noutros anos, designadamente no ano passado.

De acordo com dados atualizados do Ministério do Interior italiano, desembarcaram este ano nas costas italianas até à data de 26 de agosto (segunda-feira) um total de 39.566 pessoas, contra 112.494 no mesmo período do ano passado. A título comparativo, enquanto entre sábado e segunda-feira chegaram às costas de Itália um total de 1.306 migrantes, o valor mais alto de 2024, no mesmo período (24 a 26 de agosto) do ano passado haviam desembarcado 6.471 pessoas.

Lampedusa, uma pequena ilha de 20 quilómetros quadrados com cerca de seis mil habitantes, é o ponto mais a sul de Itália, tendo-se tornado um dos principais pontos de entrada na Europa de migrantes irregulares, na maioria subsaarianos, que atravessam o Mediterrâneo em embarcações precárias operadas por redes de traficantes desde a Líbia e, sobretudo, Tunísia, país com o qual a UE adotou um polémico acordo de cooperação no ano passado com o objetivo de reduzir substancialmente as saídas ilegais desde este país magrebino rumo a Itália.ANG/Lusa

Guerra Médio Oriente/Hamas apela à resistência após ataque israelita que matou cinco pessoas

Bissau, 27 ago 24 (ANG) – O grupo islâmico Hamas apelou hoje à “intensificação da resistência” contra a ocupação israelita na Cisjordânia e em Gaza, depois de cinco palestinianos terem morrido na segunda-feira à noite num ataque israelita.

O exército israelita anunciou na segunda-feira ter realizado um ataque aéreo contra o campo de refugiados palestinianos de Nour Chams, no norte da Cisjordânia ocupada, onde a Autoridade Palestiniana referiu cinco mortos na sequência do ataque.

“O sangue derramado não será em vão. Será um incentivo para a escalada da resistência e a continuação das nossas operações heroicas”, disse o Hamas em comunicado.

O Hamas reiterou que este tipo de incursões militares israelitas, mais frequentes e mais letais na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, em outubro passado, "não irão conter a onda de resistência".

“Queimará a terra sob os pés dos seus soldados e colonos”, acrescentou.

Segundo o correspondente militar do Times of Israel e a agência palestiniana Wafa, o ataque foi efetuado com um 'drone', aeronave não tripulada.

Desde o início do ano, o campo de Nour Chams tem sido palco de combates mortais entre o exército israelita e membros de vários grupos armados palestinianos.

Em abril, 14 palestinianos foram mortos em 48 horas durante uma ofensiva militar terrestre israelita.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas em solo israelita, a 07 de outubro, a violência aumentou na Cisjordânia, nomeadamente no norte deste território ocupado por Israel desde 1967, onde os grupos armados que lutam contra Israel são particularmente ativos.

Pelo menos 646 palestinianos foram mortos pelo exército israelita ou por colonos, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais palestinianos, e pelo menos 18 israelitas, incluindo soldados, em ataques palestinianos ou durante operações do exército na zona autónoma palestiniana, segundo dados oficiais israelitas.ANG/Lusa


Ambiente/ONU lança "SOS global" sobre a subida do nível do mar no Pacífico

Bissau, 27 Ago 24(ANG) - O secretário-geral da ONU António Guterres lançou um "SOS global" sobre a subida do nível do mar no Pacífico. Alerta feito no Fórum das Ilhas do Pacífico, que decorre até quinta-feira, numa altura em que novo relatório dá conta que o nível do mar aumentou em média 9,4 cm nos últimos trinta anos.

Segundo o novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apresentado no Fórum das Ilhas do Pacífico, o nível do mar aumentou em média 9,4 cm a nível global nas últimas três décadas. Este aumento atinge os 15 cm em algumas áreas do Pacífico.

No encontro, o secretário-geral das Nações Unidas aproveitou para lançar um "SOS global" sobre a subida do nível do mar no Pacífico. “Salvem os nossos mares da subida do nível do mar. Uma catástrofe global está a pôr em perigo este paraíso do Pacífico", disse António Guterres.

As ilhas do Pacífico, pouco povoadas e com pouca indústria pesada, emitem colectivamente menos de 0,02% das emissões anuais globais de gases com efeito de estufa. No entanto, este enorme conjunto de ilhas vulcânicas e corais de baixa altitude são fortemente afectados pelos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente pela subida do nível do mar.

"As populações, as economias e os ecossistemas de toda a região do Pacífico sudoeste são fortemente impactados pelos efeitos em dominó" das alterações climáticas, sublinha o prefácio do relatório da Organização Meteorológica Mundial.

Em alguns locais, como Kiribati e as Ilhas Cook, a subida do nível do mar está de acordo ou inferior com a média global. Mas noutros lugares, como Samoa e Fiji, o aumento registado é três vezes superior.

Em Tuvalu, as terras não afectadas pela subida da água do mar são já tão reduzidas que as crianças usam a pista do aeroporto internacional como campo de jogos.

Segundo os especialistas, mesmo com um aumento “controlado” do nível do mar no futuro, Tuvalu poderá estar totalmente submersa dentro de 30 anos.

A angústia dos países do Pacífico tem vindo a ser ignorada ao longo dos anos, devido ao isolamento e à pouca relevância económica. Todavia, para os investigadores, a região é vista como um prenúncio do que poderá acontecer noutras partes do mundo.

Segundo as Nações Unidas, a grande maioria dos habitantes dos países do Pacífico Sul vive a menos de cinco quilómetros da costa. A subida do nível do mar, que causa a submersão de terras, não só reduz o espaço habitável, como também as fontes de água e de alimentos para as populações. Além da temperatura mais elevada da água provocar catástrofes naturais mais intensas, enquanto a acidificação dos oceanos afecta a cadeia alimentar marinha.

O Fórum das Ilhas do Pacífico, que reúne 18 Estados e territórios associados, decorre em Nuku'alofa, Tonga, até quinta-feira.ANG/RFI

 

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Diplomacia/”Não Vamos tolerar lição de moral de Xanana Gusmão”, diz o Conselheiro Político e Diplomático do PR da Guiné-Bissau

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) – O Conselheiro Político e Diplomático do Presidente da República da Guiné-Bissau, disse hoje que a lição de moral do Primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, não será respeitada pelo Estado da Guiné-Bissau.

Fernando Delfim da Silva qualificou as declarações de Gusmão de “atrevimento e um imiscuir” nos assuntos dos outros.

O Chefe do Governo timorense Xanana Gusmão, disse, domingo, em entrevista à Agência Lusa, em Díli, alusiva aos 25 anos do referendo que levou a independência de Timor-Leste,   que a Guiné-Bissau passou de golpes de Estado para golpes presidenciais, desde 2014.

No seu entender, a demasiada passividade demonstrada ao longo dos anos pela Comunidade dos Países Oficial da Lingua Portiguêsa (CPLP), de não exigir uma mudanças radical na Guiné-Bissau, não está a ajudar na busca de solução para a pátria de Amilcar Cabral.  

Em reação as declarações de Xanana Gusmão, Fernando Delfim da Silva, em conferência de imprensa promovida hoje na Presidência da República, disse que a relação de longos os anos existente entre os dois povos, a Guiné-Bissau não podia esperar que o Timor-Leste fizesse  o que fez, através de Xanana Gusmão e Mari Alcatiri.

“Xanana Gusmão apontou o ano de 2020 como o início de golpes presidenciais vivido na Guiné-Bissau, mas pretendemos alertá-lo de que, desde o referido ano, não se concretizou nenhum golpe de Estado na Guiné-Bissau, ainda bem que o país tem sido poupado de ocorrências de golpe de Estado  ou de consequente alteração da Ordem Constitucional, mas isso não quer dizer que não houve tentativas de golpes a partir do  2020”, referiu Delfim da Silva.

Segundo o Conselheiro Político e Diplomático do PR, pela primeira vez na Guiné-Bissau, hergueu-se nos últimos 30 anos, uma forte  barreira institucional de prevenção contra golpes de Estado, que corresponde a uma rotura institucional com um passado tão marcado, negativamente, por recorrentes mudanças institucionais.

“Pode ser que o senhor Xanana Gusmão não conhece uma outra novidade da história política da Guiné-Bissau, mas quero que saiba que, nos primeiros 30 anos da democracia guineense, todos os processos golpistas reiteraram o mesmo paradigma golpista parlamentar, porque em vez de servir de barreira intransponível contra golpes militares, é várias vezes no parlamento que os golpistas guineenses são incentivados e apoiados”, disse Delfim da Silva.

Para o Diplomata e Conselheiro do PR, a única diferença nessa matéria que distingue o atual Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló de anteriores chefes de Estados  tem a ver com a proteção da integridade política do Estado, que passa pelo imperativo dele mesmo como Chefe de Estado, e garante da Ordem Constitucional, não permitir que em nenhum momento, o Estado de Direito Democrático seja posto em causa.

Numa outra entrevista concedida na semana passada à Agência Lusa, o secretário -geral da FRETILIN, Mari Alcatiri  disse que  a Guiné-Bissau não tem condições para presidir e nem para acolher uma Cimeira da CPLP, devido as instabilidades política.

Em resposta, Fernando Delfim da Silva, Delfim da Silva qualificou as declarações de Alkatiri de uma “grande asneira e  uma falta de bom senso”.ANG/LLA/ÂC//SG

 

Comunicação Social/ Florentino Fernando Dias recebe pasta ministerial com  principais  atividades e estado de funcionamento do sector

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) -  O novo ministro da Comunicação Social, Florentino Fernando Dias recebeu hoje das mãos da ex-ministra Maria da Conceição Évora as pastas com  principais actividades e estado de funcionamento do sector que passa a tutelar.

.O acto de transferência de poderes e dossiês sobre a comunicação social estatal foi testemunhado pelo staff do Gabinete da ministra cessante e dos Diretores-gerais  da ANG, do Jornal Nô Pintcha e da INACEP.

Durante alguns minutos e à porta fechada, Florentino e Maria de Conceição Évora abordaram questões relacionadas com as actividades feitas e as que devem ser feitas .

Conceição Évora disse que muito foi feito, mas que ainda há muito por fazer , para que o sector seja de facto o “Quarto Poder”.

 “Os órgãos públicos têm as suas dificuldades, a título de exemplo, a Televisão só agora retomou as suas emissões, a Rádiodifusão Nacional vai retomar brevemente, pois os equipamentoe estão por chegar e ao nível da Agência de Noticias da Guiné (ANG), jornal Nô Pintcha e INACEP, visitamos estas instituições com o Presidente da República e deu orientações precisas para que estas instituições  possam reviver, principalmente a ANG e Inacep”, destacou.

Acrescentou que é possível mudar o estado das coisas nos orgãos de comunicação, mas que é precisso um certo investimento da parte do Governo, sobretudo ao nivel da INACEP e  ANG, para que se possa ter uma Agência de Notícias que chegue ao mundo com as notícias da Guiné-Bissau.

O problema da INACEP, segunda a minstra cessante, tem a ver com a falta de encomenda de trabalhos, mas, diz a ministra que agora assume as pastas da Juventude, Cultura e Desportos, que o PR deu orientações  para que  todos os documentos de utilização pública sejam confecionados na Inacep.

Instado a falar sobre a sua passagem a frente do Ministério da Comunicação Social, Maria da Conceição Évora qualificou de positivo o seu desempenho, apesar de enfrentar uma conjuntura difícil.

Destacou a regularização da situação de alguns funcionários ao nivel da Administração Pública , após a visita que efetuou juntamente com o Chefe de Estado aos órgãos, o que segundo diz, demonstra o interesse que o chefe de Estado  tem no sector visando a sua melhoria.

Por sua vez, o novo ministro da Comunicação Social Florentino Fernando Dias agradeceu a ministra pela transferência de poderes que diz  terem sido “bastante esclarecedora”.

“Nós tiivemos um período bastante longo no gabinete, em que pude ter  informações  sobre a casa, ou seja, aquilo que é precisso saber e que permitiu ter o essencial sobre a casa, relativamente ao que foi feito e o que resta  fazer”, afirmou o novo ministro da Comunicação Social.

Dias sublinhou está a tratar  de  informações do Estado e dos profissionais  que precisam  ter condições para  poderem fazer o seu trabalho.

Para o efeito, disse que todos  podem contar com a sua colaboração para juntos se continuar a fazer da instituição o “Quarto Poder” da democracia.

 “A Comunicação Social é  um sector que se pode considerar nevrálgico , por ser aquele que mexe com todo o resto, dai que ser bem acompanhada é importante, porque vai permitir que toda agente saiba  o que acontece no país”, afirmou Florentino Dias.

Reiterou que o  Presiente da Republica deu orientações daquilo que será a sua intervenção ao longo dos próximos tempos a frente do ministério, e que passam por trabalhos de  estruturação do sector para permitir que seja mais regulamentado.

Em relação ao estatuto remuneratório dos profissionais do sector, o novo titular do Ministério prometeu continuar com os trabalhos iniciados pela antiga ministra para que o Estado possa servir melhor os profissionais no que é preciso .

Florentino Fernando Dias foi nomeado novo ministro da Comunicação Social, no âmbito da remodelação governamental ocorrida na semana passada. ANG/LPG/ÂC//SG

Palestina/Operações humanitárias da ONU em Gaza paralisadas após nova ordem de evacuação

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) - As operações humanitárias da ONU na Faixa de Gaza estão paralisadas após Israel ter emitido novas ordens de evacuação para Deir Al-Balah, na zona centro do enclave palestiniano, indicou hoje um alto funcionário das Nações Unidas.

"O que aconteceu no fim de semana leva-nos a um ponto em que simplesmente não podemos continuar a operar", afirmou o alto funcionário em declarações aos jornalistas, na sede da ONU em Nova Iorque.

"Estamos a tentar equilibrar a necessidade da população com a necessidade de proteção e segurança do pessoal da ONU", acrescentou, frisando que a paralisação “não significa uma suspensão” das atividades da organização internacional, uma vez que espera que possam ser retomadas o mais rapidamente possível.

Israel ordenou no domingo a evacuação de parte do norte da “zona humanitária” de Gaza, perto da cidade de Deir Al-Balah, pelo que a área reservada para quase dois milhões de deslocados é agora inferior a 9,5% de todo o território do enclave palestiniano. ANG/Lusa

 

  Nigéria/Pelo menos 100 mortos incluindo civis num ataque terrorista

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) - Pelo menos 100 pessoas, incluindo civis e militares, foram mortos num ataque de terroristas ligados à Al-Qaeda a uma aldeia no centro do Burkina Faso, no sábado, de acordo com vídeos analisados por um especialista regional.

Segundo este especialista o ataque foi um dos mais mortíferos deste ano naquela nação da África Ocidental, devastada por conflitos entre grupos terroristas.

Civis na localidade de Barsalogho, a 80 quilómetros da capital, estavam a ajudar as forças de segurança a escavar trincheiras para proteger os postos de segurança e as aldeias, no sábado, quando os combatentes de um grupo ligado à Al-Qaida invadiram a área e abriram fogo, descreveu Wassim Nasr, um especialista do Sahel e investigador sénior do Centro Soufan de reflexão sobre segurança.

A Al-Qaida reivindicou a responsabilidade pelo ataque no domingo, afirmando num comunicado que obteve o “controlo total sobre uma posição da milícia” em Barsalogho, região de Kaya, uma cidade estratégica que as forças de segurança têm usado para combater os terroristas que, ao longo dos anos, têm tentado aproximar-se da capital do país, Ouagadougou.

Pelo menos 100 corpos foram contados nos vídeos analisados do ataque, adiantou Nasr.

A agência de notícias Associated Press, que divulga esta informação, disse que não conseguiu confirmar os dados de forma independente, mas analisou vídeos que pareciam ser do local do ataque, mostrando corpos empilhados ao lado das trincheiras.

O ministro da segurança do Burkina Faso, Mahamadou Sana, disse numa emissão da televisão estatal, no domingo, que o governo respondeu ao ataque, confirmando que entre os mortos encontram-se militares e civis, sem indicar o número exato de vítimas.

Cerca de metade do território do Burkina Faso está fora do controlo do governo, uma vez que o país tem sido devastado por crescentes ataques terroristas, de grupos ligados à Al-Qaeda e ao grupo extremista Estado Islâmico, que já mataram milhares de pessoas e fizera deslocar mais de dois milhões, numa das crises mais negligenciadas do mundo.

A violência contribuiu para dois golpes de Estado em 2022. A junta militar no poder no país, que prometeu pôr fim aos ataques, tem tido dificuldade em fazê-lo, mesmo depois de procurar novas parcerias de segurança com a Rússia e outros países da região do Sahel em África, também liderados por juntas militares e atingidos por conflitos. ANG/Lusa

 

 Palestina/Hamas responde a ministro israelita e pede escalada de violência

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) – O Hamas pediu hoje aos palestinianos da Cisjordânia ocupada para aumentarem a violência contra os israelitas em resposta às declarações do ministro da Segurança Nacional de Israel, Ben Gvir, que sugeriu construir uma sinagoga na Esplanada das Mesquitas.

“O que o ministro terrorista Ben Gvir revelou esta manhã sobre a sua intenção de construir uma sinagoga judaica na mesquita sagrada de Al Aqsa representa um anúncio perigoso”, disse o movimento islamita Hamas, num comunicado.

Questionado durante uma entrevista à rádio do Exército, Ben Gvir respondeu afirmativamente sobre se permitiria a existência de uma sinagoga na Esplanada – local conhecido como Monte do Templo entre os judeus, que alberga a mesquita de Al Aqsa e é o terceiro sítio mais sagrado do Islão, depois de Meca e Medina.

“Apelamos ao nosso povo na Cisjordânia e no interior ocupado [território israelita] para que se mobilize e marche pelos pátios de Al Aqsa e confronte os planos da ocupação”, ripostou hoje o Hamas.

O movimento islamita ainda encorajou a “corajosa resistência e a juventude revolucionária” a escalar a violência contra “o inimigo criminoso e os bandos de colonos”.

O Hamas acrescentou que as políticas israelitas - a que atribuem a culpa pela ocupação da Cisjordânia, que é ilegal segundo o Tribunal Internacional de Justiça, ou pelas visitas regulares de judeus e colonos à Esplanada das Mesquitas - apenas "adicionam mais combustível ao fogo".

Hoje, o ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, voltou a defender o direito dos judeus de rezarem no Monte do Templo, em Jerusalém.

“As políticas no Monte do Templo permitem orações, ponto final”, disse Ben Gvir durante uma entrevista à rádio do Exército.

Esta foi pelo menos a quarta vez que o polémico ministro, um radical anti-árabe, insiste que os fiéis judeus podem ir ao Monte do Templo, também conhecido como Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão, apesar de a tradição que vigora desde 1967 (quando Israel ocupou Jerusalém Oriental) estabelecer que o local é reservado ao culto dos muçulmanos.

Em resposta, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, acusou Gvir de estar a colocar em risco a segurança nacional e o ministro do Interior, Moshe Arbel, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que o demitisse.

A Autoridade Nacional Palestiniana - que governa pequenas partes da Cisjordânia ocupada - condenou também as declarações do ministro da Segurança Nacional, garantindo que o apelo de Ben Gvir para danificar a mesquita de Al Aqsa (pela sua sugestão de construir ali uma sinagoga) foi é uma tentativa de “arrastar a região para uma guerra religiosa que queimará toda a gente”, de acordo com uma declaração do porta-voz presidencial Nabil Abu Rudeineh, referida pela agência de notícias oficial palestiniana, Wafa.

O gabinete de Netanyahu esclareceu, embora não tenha mencionado Ben Gvir, que “não há alterações no que diz respeito à posição do Governo sobre a Esplanada das Mesquitas. ANG/Lusa

 

RDC/Combates retomam no leste  apesar de trégua assinada sob impulso de Luanda

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) - Após três semanas de relativa acalmia, recomeçaram no domingo os combates entre o exército congolês e os rebeldes do M23 na zona densamente povoada de Lubero, no norte Kivu, no leste da República Democrática do Congo, de acordo com informações confirmadas tanto pelas forças congolesas como pelos rebeldes.


O exército da RDC informou que combates com armas pesadas e tiros de armas ligeiras foram registados neste domingo em Kikuvo, no eixo Matembe - Kirumba, a uma centena de quilómetros de Goma, capital do Norte Kivu, entre as suas forças e os rebeldes do M23 que Kinshasa acusa de ser apoiados pelo Ruanda. Um porta-voz dos M23 confirmou a ocorrência desses combates, referindo que as forças governamentais atacaram várias posições rebeldes nessa zona no início da manhã de domingo.

Segundo relatos de moradores, os confrontos no território de Lubero provocaram uma forte tensão na cidade de Kirumba, pulmão económico da zona, que juntamente com a localidade vizinha de Kanyabayonga tem estado sob controlo dos rebeldes M23 desde Junho.

É desconhecido para já o desfecho destes combates que acontecem depois de três semanas de acalmia subsequente à entrada em vigor no passado dia 4 de Agosto de um acordo de cessar-fogo entre a RDC e o Ruanda acusado de participar na desestabilização do seu vizinho. Fontes próximas dos M23 referem que o movimento rebelde não se considera vinculado pela trégua, dado que não esteve envolvido nas negociações mediadas nestes últimos meses por Angola.

Na semana passada, representantes do Ruanda e da RDC participaram numa reunião em Luanda para consolidar o processo de paz, tendo sido marcado um encontro de peritos esta semana antes de uma nova cimeira ministerial sob a égide do Presidente João Lourenço a 9 e 10 de Setembro.

Recorde-se que segundo estimativas das Nações Unidas, para além das suas inúmeras vítimas mortais, os combates vigentes no leste do território congolês já provocaram mais de 1,7 milhões de deslocados, elevando para mais de 7 milhões o número total de deslocados devido aos múltiplos focos de instabilidade que têm abalado esse território nestes últimos anos. ANG/RFI

Moçambique/Segurança, saúde e educação em destaque na campanha eleitoral

Bissau, 26 Ago 24 (ANG) – Criar condições para a melhorar a segurança, o atendimento hospitalar ou ainda rentabilizar os fundos dos recursos naturais para desenvolver áreas chave como a educação são algumas das promessas feitas no arranque da campanha para as eleições gerais de 9 de Outubro.


Concorrem à sucessão de Filipe Nyusi na presidência de Moçambique, Daniel Chapo pela Frelimo, Lutero Simango pelo MDM, Venâncio Mondlane suportado pela Podemos e ainda Ossufo Momade, da Renamo.

Foram promessas e mais promessas ouvidas no arranque da campanha eleitoral deste sábado, 24 de Agosto, rumo às eleições gerais de 7 de Outubro.

Daniel Chapo da Frelimo deu o pontapé de saída na cidade da Beira e deixou claro que a paz é a sua prioridade.

“Sem paz e sem segurança não há desenvolvimento. Como eu disse, aqui, temos os nossos irmãos que estão a sofrer de ataques terroristas em Cabo Delgado”, disse.

Foi também na cidade da Beira, onde o candidato presidencial do MDM, Lutero Simango, fez um discurso virado para a saúde e melhoria do atendimento nos hospitais públicos.

Simango criticou que  ogoverno só contrata 25 médicos por ano, e diz que vão  contratar 100 médicos por ano. “Vamos criar condições que tenhamos uma indústria de produção do soro fisiológico”, prometeu.

Venâncio Mondlane, candidato presidencial suportado pelo Podemos, abriu a sua campanha na Matola, com a promessa de resgatar a moçambicanidade do povo.

“É bom aqueles que durante 50 anos olharam para o país como se fosse a loja da sua família, saber que este ano 2024 acabou”, disse.

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, esteve ausente, mas foi representado na abertura da campanha na Zambézia pela secretaria-geral, Clementina Bomba, fez promessas caso vençam as eleições.

“Rentabilizar os recursos para que possamos suportar as áreas chave. Estou a falar da educação, estou a falar da saúde e estou a falar da defesa e segurança”, disse .

A campanha eleitoral iniciada no Sábado vai durar 45 dias. As eleições gerais estão marcadas para  9 de Outubro. ANG/RFI

Política/PAIGC considera Acordo de Árgel de maior vitória diplomática após assassinio de  Amílcar Cabral

Bissau 26 Ago (ANG) – O membro do Bureu Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), considerou domingo que o Acordo de Árgel foi a maior vitória diplomática do seu partido depois do assassínio de Amílcar Cabral, ocorrido a 20 de Janeiro de 1973, na Guiné-Conacri.

Iancuba Djola Indjai falava à margem da palestra alusiva as comemorações dos 50 anos do Acordo de Árgel, tendo recordado que no dia 26 de Agosto de 1974, o PAIGC, através de uma delegação, assinou com o governo português um documento denominado de “Acordo de Árgel”, em que o governo de Portugal reconhece não só  a independência da Guiné-Bissau, mas também o direito de outros países africanos de língua oficial portuguesa se tornarem livres.

“Estamos a recordar esse dia devido a sua grande importância, não só para o PAIGC mas também para todos os guineenses. E um dos assinantes daquele acordo ainda está entre nós, na pessoa do Comandante Lúcio Soares,  na altura  Membro do Comité Executivo da Luta, e do comandante Pedro Pires, ex-Presidente de Cabo-Verde, que chefiou a delegação do partido a Argélia”,explicou.

Injai salientou que eventos como esse, são para fazer com que os mais novos possam conhecer a história do país e seus atores, frisando que os combatentes guineenses fizeram uma das mais brilhantes lutas da libertação nacional, em África .

Para o político, o evento ganha maior relevância por coincidir com o momento  em que a Guiné-Bissau,  Cabo-Verde, África e o mundo  preparam para celebrar os 100 anos de Amilcar Cabral, em Setembro.

Iancuba Indjai garante que apesar de limitações, o centenário de Amilcar Cabral vai ser ecelebrado no dia 12 de Setembro, em Bafatá terá natal de Cabral, tendo lamentado que apesar da independência ainda há muito que fazer em termos da concretização dos ideais de Cabral , que é desenvolver a Guiné-Bissau.

A pelestra foi organizada pela Escola de Formação Política e ideológica Amilcar Lopes Cabral e a Comissão Executiva da Comemoração do Centenário de Amilcar Cabral, do PAIGC.ANG/MSC/ÂC//SG