sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Na entrega da candidatura no STJ



Jorge Malu promete mudar actual situaçãodo país

Bissau, 14 02 14 (ANG)-  O  candidato independente as eleições presidenciais de 16 de Março, Jorge Malú esclareceu que a sua  candidatura visa restabelecer a credibilidade e confiança do país diante dos parceiros do desenvolvimento e da própria comunidade internacional.

Malu que falava a imprensa momentos depois de ter entregue o processo da sua candidatura ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), gabou-se de ter acumulado experiência ao longo dos anos enquanto politico, com destaque por aquilo que elogiou ter sido a sua passagem enquanto presidente da ANP e que “ficou na memoria de todos os guineenses”.

“Por isso, entendo que o meu projecto vai ser mais um  contributo, a semelhança dos outros apresentados pelos meus compatriotas comvista a responder aos desafios do desenvolvimento do País”, sintetizou o candidato que prometeu trabalhar para promover a unidade e reconciliação nacionais e promover o desenvolvimento.

Jorge Malú disse ainda que para não ficar de braços cruzados diante da actual situação do país, por isso decidiu engrossar o grupo de cidadãos empenhados em alterar a o cenário caótico da Guiné-Bissau nos dias que correm.

Quanto a estrutura de apoio a sua candidatura a nivel nacional, Malu afiançou possuir já mais de 10 mil assinaturas, o que justifica que a candidatura tem tido aderencia em todo o territorio nacional. Manifestou-se convicto na vitoria nas presidenciais que se avizinham. 

ANG/AI

  

Política



Partidos políticos concordam com o adiamento das eleições para 13 de Abril

Bissau, 13 Fev 14 (ANG) – A maioria dos partidos políticos concordaram hoje com o adiamento para 13 de Abril das eleições gerais previstas para 16 de Março.

A saída da audiência com o Presidente da República de Transição, o presidente do partido Nova Democracia (PND) Iaia Djaló, Baptista Té, da Direcção superior do Partido Republicano para Independência e desenvolvimento (PRID), Serifo Balde, do Partido da Renovação Social (PRS) e o representante da Aliança Democrática (AD) António Adepdoc Có foram unânimes em aceitar a data acima indicada.

Serifo Djaló disse tratar-se de uma data consensual no seio dos partidos políticos, por isso o encontro com presidente serviu apenas para a sua confirmação.

Segundo o presidente do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, o presidente da Republica fundamentou o adiamento das eleições para de 13 de Abril próximo com questões administrativas.

Domingos Simões Pereira referiu no entanto que a nova data esta fora do quadro regulamentar da lei eleitoral e da Assembleia Nacional Popular, e receia que essa disposição venha a contrariar a lei e os prazos legalmente estabelecidos.

O presidente do PAIGC disse que se todas as datas e os prazos forem respeitados o 04 de Maio seria a data ideal para as eleições gerais. 

ANG/LPG/SG  

Economia




Avaliação do FMI  revela queda do crescimento da economia  em 2013

Bissau, 13 02 014 (ANG)- O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou fraco a evolução da situação macroeconómica do país em 2013, revelou hoje em conferência  Imprensa o chefe da delegação.

Maurício Villafuerte que falava nas instalações do Ministério das Finanças, no quadro do balanço de quatro dias de avaliação económica que efectuou ao país disse que a previsão de crescimento económico de 3,5 por cento para 2013 não foi concretizada, e que o Produto Interno Bruto (PIB) que devia crescer para 5,3 porcento também não foi atingido.

Villafuerte justificou estes factos com a má campanha de comercialização de castanha de caju registada no ano passado e a queda da ajuda externa associada  às fraquezas  institucionais principalmente no que se refere a  arrecadação das receitas.

O chefe da delegação do FMI referiu que as despesas do Governo caíram significativamente em 2013 e que houve acumulação dos atrasados salariais nos finais do ano findo e no princípio do ano 2014, tendo  assegurado que a situação só deverá melhorar-se  em Maio com o início da entrada das receitas provenientes da campanha de comercialização de caju.

Em relação as perspectivas para 2014 disse haver optimismo em relação a trajectória futura do preço da castanha de caju , uma vez que os preços se encontram neste momento nos patamares superiores em relação aos aplicados no ano passado. 

Apesar disso aalerta que  tudo dependerá dos movimentos comerciais nos mercados internacionais.

Dada a difícil situação com que se deparou o país no ano passado, na campanha de comercialização de castanha de caju, a missão convidou  as autoridades guineenses a pensarem  na possibilidade de suspensão da taxa cobrada as exportadores da castanha denominada “FUNPI” ou na sua redução à um valor mais baixo.

Aconselhou ao Governo guineense a promover uma campanha de competitividade junto dos mercados da sub-região e ao nível internacional para que o preço possa ser satisfatório ao produtor agrícola.

Segundo este responsável , o apoio do FMI tem incidido na assistência técnica e formulação de políticas. Disse que com a formação de um novo governo legítimo serão debatidas novas modalidades de apoio financeiro ao país. 
 ANG/AI/SG

   

Greve na TGB




Governo diz não ter condições para satisfazer as exigências dos grevistas

Bissau, 13 Fev 14 (ANG) – O Secretário de Estado da Comunicação Social, disse hoje que o Governo de Transição não dispõe de condições financeiras  para satisfazer as exigências do Comité Sindical de Base da Televisão da Guiné-Bissau que decretou  uma greve de 30 dias, em vigor a partir de hoje.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné(ANG), Armindo Handem disse que, no Pré-Aviso de greve que recebeu, consta o pagamento de quatro meses de salários devidos aos contratados e mais quatro meses de subsídios de incomodidade.

“Neste momento,  à todos os funcionários da função pública foram pagos os subsídios até ao mês de Outubro do ano findo. Portanto, estamos todos inclusive a TGB na mesma situação. o Governo através do Ministério das Finanças, ainda não tem  receitas suficientes para liquidar os atrasados salariais devidos aos servidores de Estado”, esclareceu.

O governante considerou  que não deve existir uma situação especial em relação a Televisão da Guiné-Bissau, salientando que, é preciso que haja um bom senso da parte do sindicato de Base e dos trabalhadores em geral deste órgão de comunicação social tendo em conta que é uma  situação conjuntural.

Relativamente à outros pontos constantes no Caderno Reivindicativo da TGB, que falam de reajuste de letras e subsídios dos funcionários efectivos, bem como a efectivação dos contratados e a retoma das negociação sobre a nova tabela salarial, Armindo Handen disse que são situações que não dependem da instituição que dirige.

“Essas questões estão a ser tratadas ao nível do Ministério da Função Pública, abrangendo todos os funcionários. Quer dizer, não se pode fazer o reajuste de letras somente para os funcionários da televisão deixando de lado toda a Função Pública”, explicou.

Handem adiantou que há uma Comissão criada recentemente pelo Governo e que está a trabalhar com vista a  efectivação dos funcionários contratados e dos estagiários, que estão em grande número na Televisão da Guiné-Bissau.

Afirmou que os seus nomes já foram enviados  para a Função Pública para efeitos de efectivação.

“De facto é uma situação que dura há muitos anos. Não há nenhum país do mundo com estagiários com mais de um ano. Mas na Guiné-Bissau, temos muitos com 7 anos, o que não é normal”, lamentou.

O SECS reconheceu que a TGB tem um número de funcionários que ultrapassa de longe as suas necessidades. 

Destacou  que não se deve  ter uma pequena estação televisiva com mais de 150 pessoas, e  exorta a Direcção da TGB a definir claramente o número exacto de trabalhadores de  que precisa, devendo os excedentários serem remetidos à  Função Pública.

Aquele governante sublinhou que aderir a greve é um direito que assiste aos trabalhadores, mas avisa contudo que, aos que vão para a greve ser-lhes-ão marcadas as respectivas faltas que serão descontadas nos seus vencimentos.

Armindo Handem reiterou que a Secretaria de Estado da Comunicação Social irá continuar a privilegiar o diálogo com o sindicato de base da TGB para encontrarem uma solução viável. 

ANG/ÂC/SG

Eleições gerais





Governo promete disponibilizar meios financeiros às médias para cobertura eleitoral 

Bissau, 13 Fev 14 (ANG) – O secretário de Estado da Comunicação Social, afirmou hoje que o Governo já solicitou uma verba de 130 milhões de francos CFA, junto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para apoiar os órgãos de informação públicos, na cobertura das eleições gerais.

Armindo Handen que falava em entrevista exclusiva à ANG, disse que, o referido montante solicitado há cerca de quatro meses e que ainda não forem disponibilizados, será repartido aos médias públicos de forma a disporem de mínimas condições durante o processo eleitoral.

“O PNUD ainda não disponibilizou o dinheiro, mas espero que, dentro pouco tempo, estará na posse do executivo para distribuí-los aos órgãos de comunicação social de forma fizeram os trabalhos de uma forma condigna”, prometeu o governante.

Armindo Handen, sublinhou que, como tinha prometido aquando da sua nomeação ao cargo do Secretário de Estado da Comunicação Social, de que, durante a campanha eleitoral, estará fora de questão, os jornalistas viajarem nas comitivas dos candidatos, com todos os custos assumidos por eles.

“Na campanha eleitoral que se avizinha, queremos que isso não aconteça e para tal é necessário que tenhamos  meios para assumimos todas as despesas das deslocações para efeitos de cobertura eleitoral, dos nossos jornalistas e técnicos para que não haja nenhuma manipulação de informações, sobretudo nos médias públicos que têm a obrigação de dar uma cobertura global à eleição”, disse.

O secretário de Estado da Comunicação Social disse que, durante a campanha eleitoral, os jornalistas devem dar o mesmo tratamento à todos os candidatos, acrescentando contudo que, alguém pode ter a sua preferência política, mas, quando está a desempenhar a profissão de jornalista deve ser isento.

Aquele governante sublinhou que o Estado está para dar à todos os partidos e candidatos tratamento igual  nos tempos de antenas que irão distribuir aos candidatos. 
ANG/ÂC/SG