quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Energia



Empresa multinacional “Mojimoto  Holding Lda” vai  investir na produção da energia solar e eléctrica no país

Bissau, 01 Nov 17 (ANG) - Uma missão da empresa multinacional “Mojimoto Holding Lda” encontra-se no país com o objectivo de estudar a possibilidade de investir na produção de energia solar e eléctrica.

De acordo com a Rádio Sol Mansi, o director regional para a zona de África Ocidental da empresa Mojimoto Holding Lda, Iehudi Levi disse que estão na Guiné-Bissau para identificar a zona em que  possa ser montado um parque de energia solar com capacidade de produção de 10 megas diária e o local para montar  uma Central Eléctrica para a produção de 40 megawots de electricidade.

Iehudi Levi  disse que estão no país no quadro do projecto energia renovável e que vão fazer de tudo para identificar as zonas onde deverão  fazer os seus trabalhos.

A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau não tem podido satisfazer a cidade de Bissau em termos de energia electrica, alegando aumento de consumo e incapacidade de produção dos seus grupos de geradores. 

ANG/AALS/ÂC/SG

Alterações Climáticas

Assessor Nacional das Nações Unidas para habiat diz que o país é vulnerável à subida de água do mar 

Bissau, 02 Nov 17 (ANG) - O Assessor Nacional das Nações Unidas para Habitat afirmou que a Guiné-Bissau é altamente vulnerável à subida da água do mar e que esta situação é reconhecida pelas autoridades ambientais do país.

Citado pela Rádio “Jovem”, Edmilson Augusto da Silva falava hoje na abertura de um seminário sobre os Riscos de Alteração Climática, cuja cerimónia foi presidida pelo Secretário de Estado da Economia, Plano e Integração Regional José Biai. 

Disse que as alterações climáticas é um fenômeno que não pode ser travada e muito menos recusar a sua existência. 

Por isso, apela uma reação proactiva,que passa pela integração das questões de alterações climáticas nas estratégias do desenvolvimento local, porque em caso de uma ameaça, os custos são elevados e um país como a Guiné-Bissau em condições de pobreza em que está será difícil  suportá-los. 

 Edmilson da Silva recomenda que a política nacional de resiliência a ser adoptada pelo governo seja liderada pelos populares e as autoridades locais, por serem  “conhecedores da realidade”.

“A resiliência é a capacidade de recuperação de uma cidade depois de ser atingida por uma calamidade” explicou  o Assessor das Nações Unidas para Habitat, exemplificando com as inundações que aconteceram este ano em algumas balanhas do país.

Para além de partilha de experiência, os participantes do seminário vão debater questões relacionadas com as alterações climáticas e o incentivo ao governo para adoptar uma política nacional de resiliência. 

ANG/LPG/ÂC/SG




quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Campanha de cajú

“Sessenta por cento dos intermediários sofreram prejuízos devido aumento brusco do preço”, diz Quecuto Baió

Bissau, 01 Nov 17 (ANG) – O Presidente Interino da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANIN-GB) afirmou hoje que a alteração brusca de preço de cajú prejudicou cerca de 60 por cento dos seus associados.

Em entrevista exclusiva à ANG, Quecuta Baió  disse que o preço de mil francos por quilograma de cajú solicitado pelo Chefe de Estado afectou gravemente os contratos firmados entre   intermediários e exportadores. 

Acrescentou que muitos intermediários resolveram devolver o dinheiro ao patrão e alguns ratificaram o contrato graças a intervenção do Presidente cessante da ANIN-GB.

Quecuta Baió disse que três dos seus associados lhe informou que até ao momento existem cerca de 300 toneladas de castanha de cajú nos armazéns a espera de comprador.

Lembrou que no mesmo período do ano transacto toda a castanha já tinha sido exportada.
Aquele intermediário disse que o preço de mil francos por quilograma ajudou bastante os produtores mas prejudicou os intermediários. 

Sugere  ao governo para não alterar as regras no meio da campanha no próximo ano  e pede que, antes do inicio da campanha, sejam convocados  todos os atores da fileira de cajú, nomeadamente Associação das Mulheres de Actividade Económica (AMAE), dos Intermediários de Negócios(ANIN-GB), dos Agricultores(ANAG), para juntos fixarem o preço da castanha e evitar as alterações repentinas. ANG/JD/ÂC/SG

Política

“Carlos Gomes Júnior e Iancuba Injai regressam brevemente ao país”, garante Coordenador do Movimento Nacional Cívico

Bissau, 31 Out 17 (ANG) – O Coordenador do Movimento Nacional Cívico “ Nô Djunta Mon pa Fidjus di Tchon riba Cassa” garantiu terça-feira que o ex. Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e Iancuba Jola Injai, presidente do Partido de Solidariedade e Trabalho, vão regressar brevemente ao país depois de cinco anos no exílio em Portugal.

Carlos Gomes Júnior(Arquivo)
Fenando Gomes que falava em conferência de imprensa afirmou que Carlos Gomes Júnior e Iancuba Djola Ndjai terão todas as garantias de segurança, para reintegrarem na sociedade, acrescentando que o chefe do executivo  Umaro Sissoco Embaló já lhes deu “luz verde” neste sentido.

 Disse que o referido projecto de regresso dos exilados ao país durou cerca de  um ano com a criação do Movimento Cívico, tendo agradecido o apoio da comunicação social, dado através da sensibilização dos cidadãos, líderes religiosos, entidades políticas e pessoas particulares, e  que obteve o resultado almejado por todos.

O Coordenador do Movimento explicou que não foi fácil realizar esta tarefa, por que havia muita desconfiança, medo, desafios, riscos e dificuldades por parte dos familiares e amigos dos exilados e dos membros do movimento.

Fernando Gomes disse que recebeu uma carta na qual  Iancuba Injai declarou  total perdão à todos que tomaram parte no seu espancamento e na tentativa do seu assassinato e pediu desculpas aos que foram lesados durante a sua actividade cívica e política, “porque a sua intensão era de defesa do interesse geral e não de causar males a ninguém”.

“Ser exilado é um sofrimento frustrante, onde você tem desejo de querer voltar para seu país e não pode. Eu mesmo vivi e senti isso na pele”, disse o Coordenador.

Fernando Gomes lamentou o facto de o Movimento não ter sido recebido por algumas identidades política e religiosa durante os contactos mantidos, acrescentando que ninguém manifestou contra o regresso dos dois exilados.
ANG/JD/ÂC/SG

Identificação Civil

                                  Novo sistema de Registo Civil na forja

Bissau, 01 Nov 17 (ANG) – O Director Geral da Identificação Civil, Registos e do Notariado, destacou terca-feira o empenho do executivo para que o pais disponha de um sistema de registo civil próprio e padronizado.
 
Joãozinho Mendes falava terça-feira na cerimónia da abertura de uma  formação destinada aos  deputados sobre a importância do registo civil no país.

 “Temos um anteprojecto de código de registo civil, que se encontra ainda ao nível do Ministério da Justiça. Mereceu uma apreciação específica dos conservadores e futuramente será estendido para a própria sociedade civil e também à comunidade jurídica para se pronunciar sobre este instrumento”, disse Joãozinho Mendes. 

 Mendes salientou que o registo Civil é um documento de todos os factos importantes na vida de um cidadão, nomeadamente o nascimento, casamento, óbito assim como a alterações que surgem na vida de alguém, e que carece de obrigatório registo.  

Realçou por outro lado que o padrão que a Guiné-Bissau tem de registo civil neste momento é da época  colonial.

O seminário destinado aos deputados é organizado pela Comissão Especializada Permanente da Mulher e Criança da Assembleia Nacional Popular (ANP), e conta com financiamento do Fundo da ONU para a Infância (Unicef). ANG/LLA/ÂC/SG    

Registo Civil

“Certos factores culturais constituem barreiras no acesso ao registo civil por alguns cidadãos”, diz Dan Yalá

Bissau, 01 Nov 17 (ANG) – A 2ª Secretária da Mesa da Assembleia Nacional Popular sustentou terça-feira que  alguns  factores culturais  constituem barreiras ao acesso ao registo civil por parte de alguns cidadãos guineenses.
 
Dam Yalá que falava  na abertura do seminário de capacitação dos deputados sobre a importância do Registo Civil e de Nascimento, disse que a referida “situação constrangedora e indigna” para um cidadão foi espelho da sociedade guineense durante largos tempos e  fez com que  muitas pessoas adultas ficassem sem registos de Nascimento até a data presente.

 “Com a independência, foi introduzida a política de acção e controlo de acção de indocumentados e criação de condições para que todos tenham o acesso ao registo”, disse a deputada. 

Dam Yalá destacou   que na Guiné-Bissau, impera o principio livre dos cidadãos  fazerem  o Registo Civil da sua pessoa ou  dos seus filhos, tendo realçado  que a fraca sensibilização da população, sobretudo os que vivem no interior do país, e a inexistência de serviços de registo em algumas zonas do território nacional, são  factores que concorrem para o registo de números insignificantes de crianças.

“Aqui se realça-se o papel do parlamento na adopção de medidas normativas ao registo das crianças logo à nascença nos hospitais e fora dos hospitais”, sustentou Dam Yalá. 

O seminário destinado aos deputados sobre a importância do Registo Civil na Guiné-Bissau é organizado pela Comissão Especializada Permanente da Mulher e Criança da Assembleia Nacional Popular (ANP), e conta com financiamento do Fundo da ONU para a Infância (Unicef). ANG/LLA/AC/SG

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Comunicação Social



   Emissões da RDP e RTP na Guiné-Bissau vão retomar-se à 8 de novembro

Bissau,31 Out 17(ANG) – As emissões da RDP e da RTP-África na Guiné-Bissau vão ser retomadas a 8 de Novembro do ano em curso, anunciaram hoje os ministros da tutela guineense e português, após terem assinado um acordo político nesse sentido.
A decisão foi anunciada pelo ministro da Cultura português, António Castro Mendes e pelo ministro da Comunicação Social guineense Victor Pereira apos uma reunião realizada hoje em Lisboa.
Em declarações à imprensa no final, os dois ministros indicaram que foi criada uma comissão luso guineense que vai definir agora os passos a dar para todos os aspectos ligados a renovação do acordo nessa área entre os dois países .
As autoridades guineenses anunciaram a 30 de junho último a suspensão das emissões da rádio e televisão públicas portuguesas exigindo uma renegociação com o governo português do acordo na área da comunicação social entre os dois países. ANG/Lusa

Ensino público



           Sindicatos do sector ameaçam com paralisação de quinze dias

Bissau,31 Out 17 (ANG) - Os dois sindicatos do sector do ensino ameaçam avançar com uma greve de quinze dias úteis, com inicio no dia  6  de Novembro, para exigir do governo o cumprimento do Memorando de Entendimento assinado há quatro meses. 
 
Segundo o Pré-Aviso de greve do SINDEPRORF e SINAPROF, à que a ANG teve acesso, os sindicatos exigem ao governo a resolução de vários problemas, dentre os quais, a conclusão do processo de validação e aplicação efectiva do Estatuto de Carreira do Docente e a conclusão do processo de efectivação e reclassificação doa professores em curso.

Os sindicatos exigem ainda a conclusão do pagamento dos salários aos professores contratados referentes ao ano lectivo 2016/17, nas regiões de Oio, Quinara e no sector Autónomo de Bissau, e dos retroactivos aos docentes que saíram nos diferentes centros de formação.

No mesmo documento, os dois sindicatos acusam o executivo de falta de vontade no cumprimento de 17 pontos do memorando rubricado em Junho que na altura permitiu o levantamento da greve.

Apesar de o governo ter feito a  abertura do novo ano lectivo há duas semanas, as portas das escolas públicas continuam fechados sem presença de alunos e muito menos dos professores.

Instada a pronunciar sobre a situação, a Secretária de Estado do Ensino Básico e Profissional, Iracema de Rosário disse que a instituição que dirige desconhece os motivos de não início das aulas até ao momento.

Iracema de Rosário afirmou que existem condições para o funcionamento das aulas, porque não receberam nenhum Pré-Aviso de greve, por isso disse que não sabe o motivo de não arranque das aulas.

Segundo a Rádio Jovem, a Secretária de Estado do Ensino Básico e Profissional falava esta segunda-feira durante o acto de recepção de viaturas, motorizadas e equipamentos informáticos oferecidos ao Ministério da Educação pelo Programa Alimentar Mundial PAM. ANG/LPG/ÂC/SG

Cultura



          O projecto “Cultura i no balur “é lançado quarta-feira em Bissau

Bissau, 31 Out 17 (ANG) -  O projecto “Cultura i no balur”(cultura é o nosso valor) , uma estratégia de Educação para a Cultura da Guiné-Bissau vai ser lançado amanhã, quarta-feira, no Centro Cultural Português, em Bissau.

Segundo um comunicado da União Europeia, entidade financiadora do projecto com duração de quatro anos, a iniciativa visa contribuir para a promoção inclusiva  e sustentável do património cultural guineense , para facilitar o acesso da população guineense à bens e serviços culturais.

Na cerimónia de abertura, a professora Guilhermina Miranda, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa falará sobre “O Valor de Educar”, e apresentará o curso de pós-graduação de especialização em Educação Intercultural . ANG/SG

Consumo



         Acobes denuncia venda de produtos fora do prazo de validade

Bissau,31 Out 17(ANG) - A Associação de Defesa do Consumidor (Acobes) garante que existem produtos fora do prazo (ou sem indicações de prazo de validade) a serem comercializados no mercado guineense, sobretudo na capital Bissau.

Bambo Sanhá, secretário-geral da Acobes, pediu, por isso, a intervenção urgente do governo sob pena de a situação «ganhar graves contornos ao nível dos prejuízos da saúde pública».

Em declarações ao site RFI, o responsável deu como exemplos a venda de farinha de trigo e manteiga, produtos que assegurou estarem a ser vendidos «fora do prazo para consumo humano».

Segundo Bambo Sanhá, vários estabelecimentos comerciais em Bissau estão a receber de volta alguns dos produtos que venderam.

Fonte do ministério da Saúde Pública, assegurou à RFI a existência de relatos de produtos fora do prazo «que estão à venda».

Segundo a mesma fonte, em caso de apreensão desses produtos, «o Ministério da Saúde Pública aconselhará imediatamente a sua incineração para evitar que sejam novamente apropriados pela população, caso fossem deitados ao lixo».
ANG/Lusa

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Política



Líder da UPG diz que o Acordo de Conacri não aponta soluções claras para a saída da crise

Bissau,30 Out 17(ANG) – O líder do partido União Patriótica Guineense(UPG), afirmou que o Acordo de Conacri não aponta soluções muito claras para a saída da actual crise política que assola o país.
 
Fernando Vaz em declarações exclusivas à ANG, disse contudo que a primeira solução que devia contar, bastante clara e inequívoca, era a nomeação de um primeiro-ministro de consenso.

“Falou-se em três nomes e o próprio Acordo não traz qual dos três foi escolhido pelos signatários. Daí ter gerado logo a chegada à Bissau várias interpretações dos subscritores. O que não abonou em nada que o Acordo de Conacri fosse um instrumento credível e que pudesse possibilitar a solução da crise”, explicou.

Fernando Vaz disse que o Acordo de Conacri falhou ao não indicar de forma clara um nome entre os três escolhidos para as funções de primeiro-ministro.

“Se não o faz, deixa em aberto aquilo que era essencial da crise ou seja escolha de um primeiro-ministro aceite pelas partes. Pelo menos isso não está plasmado no referido Acordo”, sublinhou.

Segundo o líder da UPG, o que ouviram dos subscritores do Acordo de Conacri são as trocas de mimos de quem de facto foi escolhido para ser o chefe do executivo, situação que até hoje não ficou esclarecida.

“Por isso, a nossa posição é que o Acordo de Conacri não constitui um instrumento capaz de resolver a crise”, salientou.

O Presidente da UPG frisou que é do conhecimento de todos que o Acordo de Conacri tem dez pontos e um dos quais fala do regresso incondicional dos 15 deputados expulsos do PAIGC.

“O próprio Acordo foi contraditório neste capítulo porque diz regresso incondicional dos 15 deputados expulsos do PAIGC observando os estatutos do partido. Se o regresso é incondicional e logo a seguir diz respeitando os estatutos. Como é incondicional. Assim é complicado”, considerou.

Fernando Vaz sublinhou que a saída da actual crise deverá ser encontrada pelos representantes do povo na Assembleia Nacional Popular.

“Portanto que se abra a Assembleia Nacional Popular para que a maioria dos deputados que representam o povo guineense  pronuncie qual é o caminho que quer para o país”, disse, referindo-se que é assim que se funciona nos países democráticos.

Vaz afirmou que um órgão da soberania como ANP não pode fazer greve, salientando que aquilo que estamos a assistir é uma greve de zelo de um órgão da soberania.

“Se existir interpretações dúbias e que não são coincidentes sobre  determinada matéria, a plenária da ANP é quem deve decidir sobre a matéria não são as partes. Portanto que se convoca a ANP para que se pronuncie maioritariamente”, revelou.

O político sublinhou que não é uma Comissão Permanente que vai decidir pela plenária da ANP ou seja um universo de 102 deputados que representa todo o povo. ANG/ÂC/SG

Religião


“Os vícios passaram a ocupar lugar de valores morais na sociedade guineense”, diz Vice-Pároco da Igreja de Santa Luzia

Bissau, 30 Out 17 (ANG) - O Vice-Paroco da igreja de Santa Luzia afirmou esta segunda-feira  que os vícios dos homens passaram a ocupar o lugar dos valores morais na sociedade guineense e que estes estão a desaparecer cada vez mais. 
Vista da Sê Catedral de Bissau

Citado pela  Rádio Sol Mansi , o Padre Francisco Fernandes falava num encontro com os jovens e adolescentes académicos da referida paróquia destinado a reflexão sobre a situação dos valores morais no país.

“O objectivo deste encontro consiste igualmente em propostar as soluções para recuperar valores morais e social que estão a desaparecer no país”, informou.

Para o padre Francelino Nhaga, o valor significa honestidade, amor e respeito pela vida.
Nhaga sublinhou que o mesmo significa fazer bem e ter a consciência de aconselhar os outros a seguirem um bom caminho.

Por sua vez, o coordenador da Universidade Aberta, Inácio Badinca disse que criaram a referida instituição do ensino aberta na perspectiva de promover um espaço de reflexão e de debates entres os jovens académicos religiosos de forma a encontrarem solução para melhorar a situação do país no que toca com a situação dos valores morais.

“Iniciamos essa sessão com a igreja católica e o próximo será com os muçulmanos e vamos fechar o ciclo com a comunidade evangélica”, disse aquele responsável. ANG/AALS/ÂC/SG

Caso RDP/RTP África


   Ministro da Comunicação Social guineense em Lisboa para ultrapassar situação

Bissau,30 Out 17(ANG) - O ministro da Comunicação Social , Vítor Pereira, reúne-se esta segunda-feira em Lisboa com o homólogo português para ultrapassar a situação que levou ao corte das emissões da RTP em território guineense.

«Recebi um convite com muito agrado. Desta feita creio que estão já reunidas as condições para conversamos de forma franca, aberta, fraternal, que é o que preside as boas relações existentes entre Portugal e a Guiné-Bissau», afirmou à Lusa o ministro guineense.

Segundo Vítor Pereira, o encontro vai realizar-se no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, com o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, e a reunião servirá para «passar em revista toda a situação».

«Da nossa parte gostaríamos de ver fechado este dossiê com a assinatura de um acordo de princípio», salientou o ministro.

Questionado se a assinatura do acordo de princípio significa o fim da suspensão das atividades da RTP na Guiné-Bissau, o ministro disse acreditar que «depois da assinatura do acordo de princípio estarão reunidas as condições para reabertura do sinal no território nacional».

O governo guineense desligou os emissores da RTP África e RDP África no país e proibiu os jornalistas de enviarem peças desde 1 de julho, alegando caducidade do acordo com a parte portuguesa, questões técnicas, de cooperação e por discordar de conteúdos transmitidos. ANG/Lusa