quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Economia

                         Guiné-Bissau inicia exportação de batata-doce

Bissau, 16 Nov 17 (ANG) – A partida quarta-feira de um camião com 30 toneladas de batata-doce da localidade de Bantandjan, na região de Bafata, para o Senegal marcou o início oficial de exportação deste produto da Guiné-Bissau para o mundo fora.

O acto se realizou na sequência da intervenção do Presidente da República, nomeadamente através da concessão de crédito aos agricultores deste produto e prospecção do mercado sub-regional para a sua comercialização, e foi testemunhado pelo próprio.

O ministro da agricultura qualificou a ocasião de histórico para a revolução agrícola no pais, e disse esperar que a partir de agora os agricultores possam começar a beneficiar dos resultados dos seus trabalhos.

Recomendou-os para  se organizar, em associações ou cooperativas.

Nicolau dos Santos referiu que o governo prevê até o final da sua campanha da comercialização exportar 100 mil toneladas de batata-doce e admitiu ultrapassar este número com o uso de materiais modernos de produção, bem como sua transformação local através de criação de pequenas unidades industriais.

“O começo desta nova caminhada vai permitir atenuar ou reduzir a exploração de que eram alvos os agricultores por parte dos comerciantes”, deplorou Nicolau dos Santos que aconselhou aos agricultores a não aceitarem mais situações de géneros.

O governante disse que o executivo está a trabalhar para a  mecanização da agricultura, por forma a elevar o nível de produção e, assim, acabar com a forma empírica e tradicional como tem sido feito a agricultura até aqui.

O ministro incentivou aos 18 mil agricultores de batata-doce da região de Bafatá a redobrarem os esforços por forma a duplicar ou triplicar a colheita prevista para este ano e garantiu-lhes que tudo será aproveitado para a exportação, não só para Senegal como para os mercados doutros  países da sub-região.

O Presidente da Câmara do Comércio Indústria, Agricultura e Serviços, Braima Camará elogiou a aposta do  chefe de Estado  na agricultura, como forma de projectar o pais na senda do desenvolvimento, sobretudo pela  disponibilização , do seu bolso, dos recursos financeiros que permitiram a materialização da iniciativa de exportar a batata-doce.

“Esta política e uma inovação, uma revolução histórica na Guiné-Bissau, pois pela primeira vez vimos um chefe de Estado preocupado com os agricultores a ponto de intervir com  meios próprios para a resolução de um dos seus grandes problemas: promoção de mercado ao nível internacional, para escoamento dos seus produtos”, destacou Braima Camará.

Segundo o Presidente da CCIAS, José Mário Vaz não só trouxe solução a problema com que os agricultores se viam confrontados como contribuiu para a criação de mais emprego jovem e, desta forma, ajudou na redução da pobreza.

Braima Camará disse acreditar que, seguramente, no segundo mandato do Presidente Vaz, a Guiné-Bissau irá recuperar o seu estatuto de pais exportador de produtos como, arroz, mancara, banana e demais outros.

O Representante dos Produtores de batata-doce da região de Bafatá, Almamu Faty e dos Régulos, Djarga Sanhá agradeceram ao Presidente pela ajuda prestada aos agricultores em geral e aos produtores de Bafata em particular e prometera apoiar a sua reeleição para que este possa concluir todos os seus projectos relacionados com o sector agrícola. ANG/JAM/SG

Crise política


Organizações Internacionais reafirmam que Acordo de Conacri é principal quadro para resolução da situação no país

Bissau, 16 Nov 17 (ANG)As cinco organizações internacionais envolvidas no processo de consolidação da paz na Guiné-Bissau denominada (P5) reafirmaram que o Acordo de Conacri é principal quadro para resolução da crise política vigente no país.
 
A posição do P5 foi manifestada num comunicado à imprensa à que ANG teve acesso, após uma reunião que mantiverem quarta-feira em Bissau na qual se discutiu assuntos ligados a saída da crise e a promoção do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O P5 manifestou sérias preocupações sobre o aumento da tensão política e social no país e apela a todos os atores nacionais que concentrem os seus esforços no sentido de acabar com o atual impasse em conformidade com o Acordo de Conacri”,refere o documento.

Na nota de imprensa o P5 exortou todos os atores políticos guineenses a colocar os interesses da nação no centro das suas ações e apela igualmente aos atores políticos que demonstrem contenção e moderação e convida-os a expressar os seus pontos de vista e de discórdia de forma pacífica.

“As organizações que fazem parte do P5 reiteram a sua determinação em continuar a trabalhar lado a lado com o povo da Guiné-Bissau para contribuir na estabilidade política e social, um pré-requisito para uma paz duradoura, democracia e desenvolvimento socioeconómico”, segundo a nota.

 As organizações que fizeram parte do P5 são a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana (UA), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Europeia (UE) e as Organizações das Nações Unidas (ONU). ANG/AALS/ÂC/SG

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Política




 POP confirma  garantia de segurança às marchas do Colectivo de Partidos Políticos

Bissau, 15 Nov 17 (ANG) – O Comissário Nacional da Policia da Ordem Pública, confirmou hoje que o Ministério do Interior estará disponível para garantir segurança às marchas de “Quinta e Sexta-feira”, que serão promovidas pelo Colectivo de Partidos Políticos.

A saída do encontro com o Colectivos dos Partidos Políticos Democráticos (CPPD ), Celso de Carvalho disse à  imprensa que durante o encontro com o Colectivo, foi discutida a trajectória assim como o local onde o palco do mega comício será colocado.

Entretanto o Comissário da POP realçou que felizmente as partes conseguiram chegar a um consenso, e que tudo indica que a marcha terminará frente a sede da UDIB, local onde será montado o palco .

“Não queremos confusão no país. O nosso trabalho é garantir a segurança aos guineenses, por isso apelo ao Colectivo dos Partidos para marcharem na base de civismo respeitando a lei”, aconselhou.

Celso de Carvalho disse  que muitos se aproveitam da situação para criar desordem.
O PAIGC, APU-PDGB, PCD, PND, PUN, PST, PDSSG, Manifesto do Povo, MDG, RGB, União para a Mudança são  formações políticas que fazem parte do CPPD. 

ANG/LLA/ÂC/SG
  


Crise política



Colectivo dos partidos políticos reafirma que a marcha agendada para dias 16 e 17 é inadiável    

Bissau, 15 Nov 17 (ANG)- O colectivo dos partidos políticos reafirmou hoje que a marcha agendada para os dias 16 e 17 para exigir a solução para a saída da actual crise política que abala o país será inadiável.
 
Em declarações à imprensa, o porta-voz do referido colectivo, Nuno Gomes Nabiam  após um encontro com o ministro de Estado e do  Interior,  explicou que  contam com total disponibilidade do Ministério de Interior para garantir a segurança  na  marcha.

“Já que temos o apoio do Ministério de Interior para assegurar a marcha, contaremos também com a presença dos guineenses em massa no sentido de, juntos, reivindicaremos os benefícios comuns”, apelou o porta-voz.

Por sua vez, o membro do colectivo Ruth Monteiro disse que a marcha iniciará na Chapa de Bissau às 07 horas  e terminará  na praça do Império.

Questionada sobre o porquê de realizar a marcha numa altura em que o Presidente da República se encontrar no interior do país, Ruth Monteiro respondeu que com ou sem presença do chefe de Estado a marcha será feita e que ele mesmo estando longe terá a informação sobre o que aconteceu na sua ausência.  

ANG/AALS/ÂC/SG

Energia



Central elétrica de Bissau vai receber novos grupos de geradores 

Bissau, 15 Nov 17 (ANG) – A central electrica de Bissau vai receber novos grupos de geradores adquiridos com financiamento do Banco Árabe para Desenvolvimento de África(BADEA).

Foto Arquivo
A revelação foi feita hoje pelo ministro da Energia e Industria, Florentino Mendes Pereira, na cerimônia de lançamento da pedra para a construção de nova central elétrica em Bôr, sector de Prábis, da região de Biombo.

 Mendes Pereira adiantou que no próximo dia  17 de Dezembro, o governo vai proceder a abertura das propostas do concurso público internacional para o efeito e que os referidos grupos de geradores termoelétrico terão a capacidade de produção de  mais de 22 megawatts.

Referindo a  central elétrica de Bôr disse que terá a capacidade de produção de 15 megawatts, repartida por três grupos geradores de cinco megawatts cada, os quais serão alimentados à fuel pesado .

Florentino Mendes Pereira detalhou que os seus motores funcionam a uma velocidade de 500 rotações por minuto, cerca de metade de motores convencionais, o que permite obter maior rendimento de combustível.

O governante disse que isso permite ainda o menor desgaste de equipamento e consequentemente uma maior durabilidade de investimento realizado no valor de 22 mil milhões de francos CFA.

“Ao mesmo tempo vamos dar início a construção da rede de evacuação que permitirá fazer chegar a energia às redes de distribuição incluindo a construção de dois postos de transformação essenciais para melhorar a qualidade de eletricidade, estabilizando a corrente e erradicando os picos pontuais de tensão”, explicou.

O ministro de Estado da Energia informou que os trabalhos da execução das obras foram articulados entre as empresas vencedoras e que funcionarão como um consórcio de forma a garantir um resultado integrado e funcional.

“Ambos os contratos foram atribuídos através do concurso público internacional cujos termos de referência resultam das especificações técnicas formuladas por uma equipa da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau e do Ministério da Energia, especialmente criadas para definir as orientações estratégicas de  um plano de melhoria de abastecimento da capital em energia elétrica para um período de  17 meses”, explicou.

Florentino Mendes Pereira sublinhou que o Governo tem a consciência dos problemas que têm afetado o fornecimento da energia eléctrica, mas garante que não poupa esforços para minimizar a situação.

“Nesta base temos mobilizado várias iniciativas e já temos os meios, e os trabalhos já estão em curso para reforçar a produção, distribuição e comercialização da energia”, referiu. 

ANG/ÂC/SG



Central elétrica de Bôr



“É inaceitável continuarmos a viver sem luz elétrica nas nossas casas”, diz Presidente da República 

Bissau,15 Nov 17(ANG) – O Presidente da República considerou inaceitável que os guineenses continuassem a viver sem luz elétrica permanente nas suas casas.

José Mário Vaz que discursava na cerimónia do lançamento da primeira pedra para a construção da central elétrica  situada na localidade de Bôr, sector de Prabis, região de Biombo, disse que quer luz à preço acessível para todos os guineenses.

O chefe de Estado disse que a construção da referida central elétrica responde  as preocupações dos moradores da cidade de Bissau e arredores.

“Estamos nestas funções através dos votos do nosso povo e é para servir o bem comum que estamos aqui. É para o bem de todos que um governante é eleito. Caso contrário não vale a pena sermos governantes”, disse.

O Presidente da República sublinhou que quando existem problemas ligados ao povo a missão dos governantes é encontrar as soluções para os referidos problemas.
“Estamos orgulhosos deste investimento porque vai exatamente ao encontro das necessidades do nosso povo”, elogiou.

José Mário Vaz afirmou que na sua qualidade de chefe de Estado, faz votos para este esforço no fornecimento da energia seja extensiva ao nível nacional ou seja que a luz da rede pública chegue a toda a população, tanto na cidade como no interior e nas ilhas.

“Pois, só assim será possível proporcionar uma qualidade de vida compatível com as aspirações da vida moderna que todos os guineenses merecem. Todos nós devemos se associar  à  iniciativas que mudem a vida da nossa população”, vincou.

José Mário Vaz revelou que não cansará, enquanto tiver todas as condições garantidas, para que cada guineense viva condignamente na sua cidade, região ou tabanca.

“Quero manifestar em nome da população da Guiné-Bissau a nossa profunda gratidão pelo esforço e acompanhamento  que o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento(BOAD), a União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA) e outros parceiros   têm feito  nesta caminhada com vista a ajudar o nosso Estado nas políticas que visam a  redução da pobreza”, frisou.

ANG/AC/SG