segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

                Cabo Verde/Detido activista e advogado crítico da justiça

Bissau, 22 Fev 21 (ANG) - O activista e advogado Amadeu Oliveira, que tem sido bastante crítico da justiça em Cabo Verde, foi detido sábado no fim da tarde  pela Polícia Nacional, na sequência de um mandado de captura, emitido pelo Tribunal da Comarca da Praia.  

A detenção do activista e advogado Amadeu Oliveira é justificada pela justiça para garantir que o mesmo compareça  no seu julgamento, depois de ter faltado às audiências anteriores. Mas, em declarações à rádio pública cabo-verdiana, a defesa do activista a advogada, Zuleica Cruz considerou ilegal a detenção.

“Trata-se de uma detenção claramente arbitrária e ilegal; aqui não está em causa a actuação dos polícias, mas sim no que diz respeito ao mandado de detenção” disse a defesa.

O presidente da UCID, António Monteiro, que disse ter testemunhado a detenção do activista e advogado Amadeu Oliveira e partilhou as imagens nas redes sociais, mostrou-se indignado pela forma como o advogado foi detido, porque “o cidadão iria comparecer no tribunal ”.

Também, a Ordem dos Advogados de Cabo Verde condenou a forma como o processo de detenção do advogado Amadeu Oliveira vem sendo conduzido e exorta as autoridades a cumprirem a lei

Antes da sua detenção  havia um mandado de captura contra o activista e advogado Amadeu Oliveira, por este se ter recusado comparecer ao  seu julgamento agendado para o início do mês de Janeiro.

O advogado é acusado da prática de 14 crimes de ofensa contra alguns juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

O activista e advogado, Amadeu Oliveira tem feito duras críticas contra juízes e o sistema de justiça cabo-verdiano. ANG/RFI

 

 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Cooperação/Guarda Civil espanhola pretende incrementar novos acordos com o Ministério do Interior da Guiné-Bissau

Bissau,19 Fev 21(ANG) – O Oficial de Ligação da Guarda Civil espanhola no país afirmou que pretendem  incrementar novos acordos com o Ministério do Interior guineense nos domínios de segurança.

Em declarações à imprensa, à saída de uma audiência com o ministro do Interior, Francisco Hermeles afirmou que não pretende ainda revelar os termos dos referidos acordos porque são das áreas sensíveis de segurança.

“Contudo, fiz uma visita de cortesia ao ministro do Interior , Botche Candé  e  passamos em revista  o que temos nos planos futuros de cooperação”, explicou.

Abordado sobre as avaliações que faz da cooperação entre a Guarda Civil espanhola e a sua congénere guineense, aquele responsável disse que está como sempre, no bom caminho, acrescentando que,
contudo, actualmente está a ser ensombrada pela pandemia de covid-19.

“Tenho a certeza de que, com o abrandar da pandemia, vamos atingir os objectivos preconizados no domínio de cooperação”, disse Francisco Hermeles.ANG/ÂC//SG

 

 
 Cooperação
/Portugal doa mais de três mil fardamentos ao Ministério do Interior

Bissau,19 Fev.21(ANG) – O embaixador de Portugal no país procedeu hoje a entrega de um donativo de mais de três mil fardamentos e calçados ao Ministério do Interior, destinados as forças da Guarda Nacional e da Polícia de Ordem Pública(POP).

Em declarações à imprensa no acto da entrega da referida ajuda, o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau José Velez Carroço disse que o gesto se enquadra nas acções de cooperação entre os dois países.

“O donativo foi possível graças as boas relações existentes entre os Ministérios da Administração Interna português, representado aqui pelo seu oficial de ligação junto da embaixada de Portugal, o coronel Samuel Branco e que em contacto com a Guarda Nacional Republicana e a Polícia da Segurança Pública de Portugal mantiveram, há muito tempo, uma cooperação e colaboração forte, quer com a POP assim como com a Guarda Nacional guineense”, explicou.

Disse que a ajuda não foi a primeira e nem será a última, frisando esperar a continuidade dessa cooperação que considera “muito útil”, tendo em conta que  as forças de segurança, em qualquer país, são fundamentais para o bem estar das populações e para a condução e desenvolvimento do Estado de direito democrático.

José Velez Carroço disse que abordaram com o ministro do Interior, Botche Candé aspectos ligados a cooperação no domínio de formação policial.

“É uma área a qual nós também damos muita importância porque obviamente, não só o material é importante mas sim tudo o que tem a ver com os recursos humanos e a formação é extraordinariamente fundamental, a qual temos acções e que vamos continuar a aprofundar”, disse o embaixador de Portugal.ANG/ÂC//SG


Diplomacia/FRANÇA EM "GUERRA" COM CHINA NA AJUDA A DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES POBRES

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Yves Le Drian, reconheceu hoje que, na ajuda ao desenvolvimento, há uma "guerra de modelos" com a China, na qual está em jogo a influência internacional.

Bandeira de França

"Na ajuda ao desenvolvimento há uma guerra de modelos", disse o ministro à imprensa francesa, detalhando a nova lei de França, que elevará de 10 mil milhões para 15 mil milhões de euros o orçamento anual para o apoio ao desenvolvimento dos países mais pobres.

Le Drian explicou que, enquanto Pequim concede empréstimos para a construção de infra-estruturas, a França vai apostar mais em acordos com autoridades locais e organizações que respeitam as identidades dos países beneficiários.

"Os países africanos começam a perceber que o endividamento excessivo que têm com a China causa problemas", argumentou o chefe da diplomacia francesa, considerando que há países que "fazem da ajuda ao desenvolvimento um instrumento de predação".

Bancos estatais e outras instituições da China estão a conceder enormes empréstimos para projectos lançados no âmbito do plano de infra-estruturas 'uma faixa, uma rota', que inclui a construção de portos, aeroportos, auto-estradas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste Asiático.

Críticos da iniciativa apontam para um aumento problemático do endividamento, que em alguns casos coloca os países numa situação financeira insustentável.

O ministro observou que a China também está a usar a diplomacia das vacinas para aumentar a sua influência em África, mas alertou que "tirar fotos de vacinas em aeroportos não significa ter uma política de vacinação".

"Faremos as contas no final", frisou Le Drian, que defendeu a política europeia de compra conjunta de vacinas e garantiu que, a partir do final deste mês, começarão a ser distribuídas aos países mais necessitados.

Le Drian disse que a "imunidade colectiva" contra a covid-19 é "essencial" e destacou que a Europa já comprou dois mil milhões de vacinas, mas que no planeta há 7,5 mil milhões de pessoas.

O ministro reconheceu que a França ficou para trás na ajuda ao desenvolvimento por falta de meios e de uma lei adequada para a sua distribuição, mas indicou que, a partir de agora, vai aumentar os recursos e, sobretudo, melhorar a eficiência no financiamento de projectos específicos.

Além de focar a ajuda nos 18 países mais pobres da África e no Haiti, França vai concentrar-se em projectos voltados para a educação, saúde, igualdade do género e combate ao aquecimento global.

Acrescentou que boa parte dessa ajuda será feita através de doações, porque esses países já atingiram um alto nível de endividamento.ANG/Angop


Política
/Sociedade Civil confirma  interesse do Presidente da República de entregar à organização a governação regional

Bissau, 19 fev 21 (ANG) – O Presidente da Sociedade Civil da Guiné-Bissau confirmou  hoje que o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, está interessado em que a organização assuma a governação das regiões do país.

Direcção da Sociedade Civil

Numa curta declaração, esta sexta-feira, à  Agência de Notícias da Guiné, Fodé Caramba Sanhá disse que o Presidente pediu para que a sua organização assumisse este cargo nas regiões para poder ajudar no desenvolvimento do país.

Sanhá informou que a organização não avançou com nenhuma resposta porque antes, pretende concertar para depois posicionar.

“A direção vai ter uma reunião na segunda-feira e na terça-feira vamos ter o nosso espaço de concertação para podermos decidir sobre a proposta do Presidente da República”, disse Fodé Caramba Sanhá.

Segundo a informação avançada pela Capital News, o Presidente da República pediu à Sociedade Civil para assumir a governação regional devido a falta de consenso entre os partidos que suportam o executivo de Nuno Gomes Nabian nesse sentido. ANG/DMG/ÂC//SG

 

  
Mobilidade
/CPLP define alguns títulos  sem taxas e outros com “tecto máximo”

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) – Alguns títulos de mobilidade no espaço lusófono ficarão isentos de taxas, enquanto outros terão custos a definir bilateralmente, mas sujeitos a um “teto máximo”, decidiram quinta-feira por consenso os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Em relação a certo tipo de taxas e emolumentos fizemos aqui uma regulação, num sentido, e em relação a outras taxas e emolumentos deixamos para os instrumentos de parceria, porque a convenção não é aplicável imediatamente para todos os tipos de mobilidade”, afirmou  à Lusa o embaixador de Cabo Verde em Lisboa, país que tem neste momento a presidência rotativa da CPLP.

Assim, para títulos que devam ser objecto de parcerias específicas, “nesses instrumentos adicionais de parceria, estas taxas serão reguladas”, adiantou Eurico Monteiro, que falou, na sede na CPLP, em Lisboa, no final da reunião da Comissão Técnica Conjunta para a Mobilidade, que decorreu por videoconferência e na qual os Estados-membros chegaram a consenso sobre o texto final da proposta para a livre circulação de pessoas no espaço da comunidade dos países de língua portuguesa.

Portanto “houve uma intervenção directa e uma remissão para os instrumentos adicionais em relação a outro tipo de taxas”, acrescentou o diplomata.

Assim, há “três níveis em matéria de taxas”.

“No primeiro nível fizemos uma regulação directa”, tendo os Estados-membros chegado a consenso sobre um “esquema de isenção” de taxas, disse, sem querer especificar qual o tipo de mobilidade em questão.

Porém, ficou estabelecido que “para todo o tipo de mobilidade” há um teto, ou seja, que os Estados-membros não poderão adoptar taxas e emolumentos que sejam superiores às celebradas com outros Estados-membros.

“Isto como medida cautelar, para se evitar que a fixação de taxas possa constituir obstáculo à mobilidade” na CPLP, sublinhou Eurico Monteiro.

“Portanto estabelecemos um teto geral para todos os tipos de taxas e para todos os tipos de mobilidade”, realçou.

Depois, há uma terceira regulação, que permite a fixação de taxas e emolumentos nos instrumentos adicionais das parcerias, mas sempre submetidos ao teto máximo, esclareceu.

Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) chegaram hoje a consenso sobre a proposta final sobre mobilidade dos cidadãos no espaço lusófono, anunciou o embaixador de Cabo Verde hoje e manhã.

“Nós tínhamos a previsão desta reunião técnica conjunta, convocada na sequência da reunião do Conselho extraordinário de Ministros [de Negócios Estrangeiros da CPLP], que teve lugar ainda em Dezembro passado, e que mandatou esta comissão (…) para finalizar o texto para a convenção da mobilidade na CPLP, (…) para três dias de trabalho. Felizmente, com um dia e meio de trabalho conseguimos finalizar o texto”, afirmou.

A mobilidade é uma das bandeiras da presidência cabo-verdiana da CPLP.

“Hoje estamos em condições de dizer que todos os Estados-membros participaram, a este nível técnico, representados pelos serviços de migração e fronteiras, do registo e notariado e da política externa. E chegámos a um consenso sobre todo o texto, desde o preâmbulo a todo o articulado do texto, (…) Nada ficou em suspenso”, garantiu.

Agora, cabe ao Conselho de Ministros “avaliar e fazer as considerações que entender por conveniente e, depois desta apreciação, tem a palavra final a conferência [cimeira] de chefes de Estado e de Governo, que deverá ter lugar em Julho em Luanda, como já está acordado”.

Em causa nesta reunião da Comissão Técnica Conjunta para a Mobilidade estavam três pontos de divergência entre os países lusófonos.

Dois dos assuntos – a certificação das ordens académicas e profissionais e as contribuições dos cidadãos para a Segurança Social – vão ser determinados pelos regulamentos internos dos Estados.

“Em relação a essas matérias a solução não poderia ser outra que não fosse deixar que cada Estado regulasse estas matérias ao nível do seu direito interno”, afirmou o representante da presidência cabo-verdiana da CPLP.

“A matéria das certificações académicas, que é complexa, em que vários estados não têm sequer poder de dispor sobre essas matérias, porque são as ordens profissionais [que as têm] ” foi uma delas.

“Portanto tivemos que remeter essas matérias para o regulamento interno dos Estados para que a questão fosse resolvida. E resolveu-se assim de forma pacífica”, acrescentou.

A terceira questão era a das taxas e emolumentos a cobrar pelos títulos de mobilidade.

A CPLP conta com nove Estados-membros, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. ANG/Inforpress/Lusa

     CPLP/Estados-membros  vão poder definir grupos alvo da mobilidade

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) – A proposta para a mobilidade na CPLP indica grupos de cidadãos alvo, mas também dá aos Estados-membros liberdade para criarem outros, disse o embaixador de Cabo Verde em Lisboa, país que tem a Presidência da organização.

Segundo o diplomata Eurico Monteiro, esta foi uma das decisões tomadas na VI Reunião Técnica Conjunta sobre Mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu entre quarta e quinta-feira por videoconferência.

A reunião tinha por objectivo conseguir consensos sobre matérias em relação às quais ainda havia divergências entre os nove países da comunidade no que respeitava a um projecto de livre circulação de pessoas no espaço da organização.

“Nós tínhamos ainda um problema relativo aos diversos grupos de cidadãos que serão os destinatários (…) dos títulos de mobilidade. Estávamos ainda a discutir os diversos agrupamentos possíveis e a tentar chegar à conclusão se deveríamos ter todos os agrupamentos fixos ou se podíamos dar a indicação dos agrupamentos possíveis e deixar liberdade aos Estados de também criarem outros agrupamentos”, afirmou o diplomata cabo-verdiano.

Tendo em conta que toda a proposta sobre mobilidade se baseia no princípio da flexibilidade, chegou-se “a um consenso [nesta matéria], que é criar esses agrupamentos, mas sem prejuízo de os Estados, nos instrumentos adicionais de parceria, poderem também fazer outros agrupamentos em conformidade com os seus interesses e com a realidade”, adiantou, em declarações à Lusa.

“Queremos que os cidadãos possam ter a mobilidade no quadro da CPLP e dar a possibilidade de se incluir todos os cidadãos, mas permitindo que os Estados-membros possam fazer isso de uma forma faseada, criando agrupamentos de cidadãos, sejam da cultura, empresários, académicos” ou outros, referiu.

Segundo Eurico Monteiro, “isto é bom porque os interesses dos estados são diferentes” e com este acordo os objectivos da Presidência cabo-verdiana da CPLP, que definiu a criação de um projecto de mobilidade como a sua primeira prioridade, “foram atingidos”.

Isto apesar de terem ficado de fora alguns dos assuntos que a presidência cabo-verdiana gostaria de ter definido de forma clara no texto final da proposta, como era o caso das certificações dos títulos académicos e profissionais ou o uso das contribuições para a Segurança Social dos cidadãos que entrem na mobilidade.

“O que não poderíamos querer era uma solução artificial, que depois não fosse fazível, por impossibilidade da sua concretização ao nível interno” dos Estados-membros, justificou.

Porém, continua a defender que a mobilidade deve “funcionar com certificações académicas e com a Segurança Social”. E para isto “as instituições da Segurança Social têm que entrar em acordo, como as ordens profissionais e as instituições académicas” também, no que respeita ao reconhecimento dos títulos académicos e profissionais. Porque nada se pode fazer à revelia delas”, salientou.

O texto final da proposta de mobilidade deverá ser apreciado e aprovado no próximo Conselho de Ministros extraordinário, a realizar no final de Março, mas ainda sem data definida, e depois irá à Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, prevista para Julho, em Luanda, capital de Angola, país que assumirá então a presidência rotativa da CPLP.

Em causa, nesta reunião da comissão técnica estavam três pontos de divergência entre os países lusófonos. Dois deles – a certificação das ordens académicas e profissionais e as contribuições dos cidadãos para a Segurança Social – vão ser determinados pelos regulamentos internos dos Estados.

Já em relação às taxas e emolumentos dos títulos de mobilidade, outro dos aspetos, os Estados-membros decidiram, por consenso, definir um “teto máximo”, e haverá determinados casos de isenção, adiantou o diplomata cabo-verdiano na quinta-feira, após o final do encontro.

A CPLP conta com nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

COVID-19/CHINA OCULTOU INFORMAÇÃO À OMS NA RECENTE MISSÃO A WUHAN

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) – A China ocultou informação sobre os primeiros casos de covid-19 há um ano, o que favoreceu os contágios, e fê-lo novamente na recente missão da Organização Mundial de Saúde (OMS) a Wuhan, denunciou hoje a Human Rights Watch (HRW).

“A China claramente quer evitar ser acusada de ser o lugar onde começou a pandemia”, disse o director executivo da organização de defesa dos direitos humanos, Kenneth Roth, numa conferência de imprensa organizada pela Associação de Correspondentes das Nações Unidas (ACANU).

Segundo Roth, durante a missão dos especialistas da OMS a Wuhan, que terminou na semana passada, Pequim “recusou partilhar informação anónima sobre os primeiros casos”, quando apenas metade dos 174 identificados inicialmente estavam relacionados com o famoso mercado Huanan, em Wuhan, o que indicia encobrimento.

Do mesmo modo, “houve em Wuhan 92 doentes hospitalizados com sintomas semelhantes aos da covid em Outubro e Novembro de 2019, mas a China só deu à OMS testes de anticorpos muito posteriores, sem radiografias ou análises de sangue, exames que teriam mostrado que o surto estava presente um ou dois meses antes do admitido”, disse, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Além disso, “Pequim continua a promover a teoria maluca de que a covid-19 pode ter sido causada pelo contacto com alimentos congelados, apesar de não haver provas de alguém em qualquer parte do mundo ter sido infectado desse modo”, sublinhou o responsável máximo da HRW.

Roth também criticou a missão de especialistas da OMS e outras organizações associadas por “darem crédito àquela teoria dizendo que a estão a investigar”, adiantando que significa “dar uma injecção de propaganda a Pequim”, numa altura em que o foco deveria ser “o que está a esconder”.

O activista disse ainda que a missão não integrava “elementos de destaque da OMS”, salientando que a “supressão de informação é má para a saúde pública” porque “saber o que aconteceu é fundamental para evitar uma próxima pandemia covid-22 ou covid-23”.

O responsável da HRW admitiu não haver provas de que o SARS-CoV-2 tenha sido criado em laboratório, mas sublinhou que a opacidade chinesa ajuda a alimentar este tipo de suspeitas.

“Quanto mais a China esconde, mais credibilidade dá a essas teorias, porque as pessoas questionam-se sobre o que esconde… embora possa significar apenas que quer evitar ser apontada como o lugar onde começou outra doença infecciona, como aconteceu há quase 20 anos com o SARS”, frisou Roth.

 A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.430.693 mortos no mundo, resultantes de mais de 109,8 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.649 pessoas dos 790.885 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Angop

 

 

Covid-19/ Governo levanta suspensão de funcionamento das aulas no Sector Autónomo de Bissau

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) – O Governo decidiu quinta-feira em Conselho de Ministros o levantamento da suspensão das aulas, a todos os níveis, em Bissau, após o término do prazo de vigência do estado de calamidade, ainda em vigor, de acordo com a avaliação a ser feita pelas autoridades da saúde, de educação e do Alto Comissariado para a Covid-19.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros enviado à redação da Agência de Notícias da Guiné (ANG), os membros do executivo  decidiram prorrogar o estado de calamidade, ainda em vigor, por mais trinta dias.

Relativamente ao surgimento da epidemia do Ébola na Guiné Conakry, o comunicado indica que  o elenco governamental decidiu reconstruir a equipa de rastreio do ébola que havia sido instituída  em 2014/2015 e manter abertas as fronteiras com a Republica da Guiné Conakry, nos três pontos de entrada, nomeadamente de Bruntuma, Pitche-Fulamore e Cuntabane.

Após debruçar sobre dossiés que servem para impulsionar a governação nos sectores de agricultura e dos transportes e comunicações, o Conselho de Ministros aprovou o programa para a campanha agrícola da época seca 20201/2022 e respectivo orçamento e instituiu, por despacho do Primeiro ministro, um task force que integra o vice-primeiro ministro, os ministros de Agricultura, da Economia, das Finanças e dos Negócios Estrangeiros para a mobilização de fundos necessários à plena execução desse programa.

O governo aprovou ainda o projecto de digitalização dos Correios da Guiné-Bissau e deu a sua anuência para, por despacho do primeiro-ministro, seja autorizado ao  ministro dos Transportes e Comunicações a acompanhar o processo negocial  com o Grupo NUNHERIT SA, para estabelecer uma parceria público-privada para a transformação digital dos Correios da Guiné-Bissau.

O comunicado referiu que o executivo integrou a Autoridade Reguladora Nacional(ARN) na equipa negocial para a realização dos propósitos definidos na alínea anterior e contribuir para o financiamento desse projecto.

Incumbiu ainda os ministros da Economia e das Finanças para acompanharem o processo negocial em referência, prestando toda a assistência Técnica requerida.

No capitulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu a sua anuência a que, por despacho do primeiro-ministro se efetue o movimento do pessoal dirigente da Administração pública.

Na Empresa Nacional dos Aeroportos da Guiné-Bissau (ENAGB), Marcelino Mendes Pereira nomeado para as funções do Presidente do Conselho de Administração, Firmino Pereira Monteiro indicado  para o primeiro vogal e Isabel Maria Davyes para segundo vogal.

E na Sociedade de Cabos da Guiné-Bissau, SA (SCGB) o Conselho de Ministros nomeou os senhores Eduardo Costa Sanhá, Iatanin José da Silva Davyes e Mussá Sambis como Administradores.ANG/LPG/ÂC//SG

Cabo Verde/Bruma seca resulta da localização do anticiclone sobre Norte de Argélia – directora METEO

Bissau, 19 Fev 21 (ANG) – A direcção de Meteorologia e Clima, no Sal, Cabo Verde, esclareceu quinta-feira, que a bruma seca com “períodos críticos” de visibilidade que se vem verificado em Cabo Verde, e em toda a África Ocidental, resulta da localização do anticiclone sobre o Norte da Argélia.

Segundo Suely Gonçalves, nas últimas 36 horas, o arquipélago esteve sob a influência de uma intensa entrada de bruma seca com períodos críticos de visibilidade, tendo atingido valores inferiores a mil metros.

Explicou que isso deve-se a uma “situação rara”, resultante da localização do anticiclone sobre o Norte de Argélia, gerando uma vasta área de intensificação de ventos sobre Sahara e África Ocidental, provocando tempestades de areia e poeira, posteriormente transportadas pelo fluxo zonal, em direção ao Oceano Atlântico, atingindo o arquipélago com diminuição gradual da visibilidade, afectando a saúde pública, as actividades sócio-económicas nomeadamente, as operações aéreas e marítimas.

Aponta que, de acordo com as previsões para as próximas 24 horas, a visibilidade será má (3000m) ou muito má (1000 m), evoluindo nas próximas 48 horas para moderada (inferior a 8 km), podendo apresentar-se por vezes má (4000 m), com uma melhoria nas próximas 72 horas, ou seja, de 20 a 21 de Fevereiro.

Tendo em conta a situação atmosférica, Suely Gonçalves assegurou que o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) fará o acompanhamento permanente do sistema, a sua vigilância e monitorização, actualizando as informações do estado do tempo, de “forma regular e contínua”.ANG/Inforpress

 

 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Política/"Não basta participar no processo da luta armada para se proclamar Combatente da Liberdade da Pátria"
, diz Manuel dos Santos

Bissau, 18 Fev 21 (ANG) – O veterano de luta de libertação nacional, Manuel dos Santos (Manecas) disse hoje que não basta um individuo ou seu progenitor ter participado na Luta armada para se proclamar Combatente da Liberdade de Pátria.

Dos Santos que falava em conferência de imprensa, afirmou que o verdadeiro Combatente é aquele que mantem-se fiel aos ideais da Luta pela Independência, dirigida pelo PAIGC, e que  glorifica os compromissos assumidos nas matas para a conquista da soberania e autodeterminação.

Este veterano da guerra salientou que, para um combatente ser digno deste nome, precisa comungar com os que labutam pós a independência para o cumprimento do programa maior, projetado por Amílcar Cabral, para obter o bem-estar do povo.

"Paradoxalmente, continuamos a ser fustigados por narrativas de actores políticos que, tendo violado e traído os princípios de Cabral, persistem em gabar-se de Combatente", disse Manecas dos Santos.

Na mesma ocasião, o veterano acusou os referidos atores políticos  que não identifica, de fugir do debate democrático, no seio do PAIGC, por maldade, ambição e egoísmo, para aderir à outro projeto politico que queira  chegar ao poder, a todo custo, ignorando o sonho de Amílcar Cabral.

Segundo Manecas dos Santos, estes políticos demonstraram total desrespeito aos ideais de Cabral, no que refere ao bem-estar dos combatentes, por isso, inviabilizaram a discussão do projeto Lei que irá dignificar as vidas das mulheres e homens que deram vidas para esta Nação.

Dos Santos aproveitou a ocasião para falar sobre a sede do Partido, e diz que  o edifício não foi doado ao PAIGC, mas sim, foi lhe entregue pelo Estado pelo grande serviço prestado à nação guineense.

Por último, este responsável avisa de que qualquer medida abusiva para se apropriar da sede do partido, não vai ser pacífica, e que os militantes vão reagir.ANG/CP/ÂC//SG

 
Covid-19
/OMS dá conta da diminuição do número de novos casos e de óbitos

Bissau, 18 Fev 21 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde deu conta quarta-feira à noite de uma queda de 16% do número de novas infecções com coronavírus que caíram para 2,7 milhões durante a semana passada, sendo que se registaram neste mesmo período 81 mil mortes, o que representa uma diminuição de 10% da taxa de mortalidade ligada à pandemia no espaço de uma semana.

Com base em dados contabilizados até Domingo, a OMS anunciou melhorias em praticamente o mundo inteiro, com excepção do Mediterrâneo oriental que apresentou um aumento de 7% dos novos casos. Já na África e no Pacífico Ocidental, a OMS refere que o número de novas infecções caiu 20% nos últimos dias, 18% na Europa, 16% no continente americano e 13% no Sudeste Asiático.

Ao constatar na segunda-feira que o número de novos casos tem estado a diminuir pela quinta semana consecutiva, caindo quase pela metade em relação aos mais de cinco milhões de casos registados na primeira semana do ano de 2021, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou que “isso mostra que medidas simples de saúde pública funcionam, mesmo na presença de variantes”.

Contudo, “o incêndio não se apagou, reduziu-se apenas o seu tamanho. Se pararmos de combatê-lo em qualquer frente, ele voltará com força total”, acrescentou ainda este responsável.

Neste sentido, o combate continua em duas frentes, a da vacinação e de um bloqueio máximo às novas estirpes.

Segundo os últimos dados da OMS, a variante britânica da covid-19 foi identificada em 94 países na semana passada, ou seja mais oito países do que no período anterior. A estirpe sul-africana tem circulado nestes últimos dias em 46 países e a variante brasileira foi detectada em 21 países, ou seja mais seis no espaço de uma semana.

Relativamente às restrições que têm sido aplicadas, em França onde segundo o governo um reconfinamento não está na ordem do dia, as infecções continuam “elevadas mas estáveis”. Já na vizinha Alemanha, a decisão de fechar as fronteiras com a República Checa e o Tirol austríaco tem suscitado a preocupação dos profissionais da hotelaria e do comércio.

Na Holanda onde as restrições de circulação geraram violentos protestos, uma primeira decisão judicial ordenou ontem o levantamento do recolher obrigatório, mas uma instância de recurso suspendeu esta decisão.

Fora da União Europeia, na Nova Zelândia, país até agora relativamente poupado à pandemia, levantou-se o confinamento na cidade de Auckland, depois das autoridades considerarem que um surto de covid-19 detectado naquela localidade estava sob controlo.

Na frente das vacinações, o Secretário-geral da ONU, António Guterres reclamou hoje um “plano mundial de vacinação” para ninguém ser esquecido na luta contra a pandemia. Todavia, nos factos, estamos ainda longe deste cenário.

Aqui na Europa, Bruxelas anunciou um plano de acção contra as novas variantes do coronavírus, a Presidente da Comissão da UE,Ursula von der Leyen devendo apresentar medidas aos líderes europeus na próxima semana. 

Entretanto e desde já, a Pfizer e a BioNTech anunciaram hoje ter chegado a um acordo para fornecer à União Europeia 200 milhões suplementares de doses de vacina. No total, até ao final do ano, estas empresas farmacêuticas deveriam entregar um total de 500 a 600 milhões de doses à União Europeia, das quais 75 milhões no segundo trimestre.

Foi igualmente estabelecido um acordo com a Moderna para o fornecimento de 300 milhões de doses suplementares de vacina, para além das 160 milhões já prometidas, uma quarta vacina, a da gigante americana Johnson & Johnson, estando a ser submetida à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos.

No Médio Oriente, uma primeira remessa de mil doses da vacina russa Sputnik V oferecida por Moscovo está prestes a chegar à Faixa de Gaza.

Entretanto, a nível de África, Pretoria marcou para hoje o arranque da sua campanha de vacinação junto do pessoal de saúde com a vacina da Johnson & Johnson.

A África do Sul, refira-se, anunciou ontem que vai oferecer as doses que comprou da vacina da AstraZeneca à União Africana, depois de decidir não usá-las na sequência de um estudo revelando a sua falta de eficácia contra a estirpe da covid-19 identificada no seu território. ANG/RFI

Segurança/Sociedade Civil da Guiné-Bissau pede "fim de rumores” sobre golpe de Estado

Bissau,18 Fev 21(ANG) - O presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil, Fodé Sanhá, pediu quarta-feira o “fim de rumores” sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado no país, após uma audiência com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

"Nós dissemos ao Presidente se de facto tem informações sobre uma tentativa de golpe de Estado e se isso é verdade. Para ele não houve, para ele deve ser um mero rumor, porque o país é fértil em rumores", afirmou Fodé Sanhá aos jornalistas, no final da audiência.

Segundo o responsável, o chefe de Estado guineense disse que esteve reunido com as forças de defesa e que não há "pretensões nesse sentido".

"O país não pode caminhar nessa senda, não há motivos, porque tudo o que está a ser feito é para o bem da Guiné-Bissau. Não faz sentido", disse Fodé Sanhá.

"O que nós temos a dizer à sociedade é para estar tranquila, que as pessoas ponderem sobre o que falam e que devem falar sobre o que sabem, não devemos deixar que o país seja apelidado de país de rumores", disse.

Na audiência com o Presidente guineense, o Movimento Nacional da Sociedade Civil disse também que abordou com Umaro Sissoco Embaló assuntos relacionados com o alegado "mal-estar entre o Presidente da República e o primeiro-ministro", a saída do antigo primeiro-ministro Aristides Gomes do país e o conflito na fronteira de Casamança, no sul do Senegal.

Sobre a relação com o primeiro-ministro, o líder do movimento diz ter recebido garantias do Presidente que decorre de “forma saudável”.

Na passada sexta-feira, o Presidente da Guiné-Bissau comentou, em declarações aos jornalistas, que existiam rumores que indicavam a possibilidade um golpe de Estado e desafiou quem o quiser atacar a fazê-lo porque anda "sozinho e com os vidros do carro em baixo".

"Não ouviram rumores sobre golpe de Estado. Não ouviram que me vão matar, vão matar o ministro do Interior, ministro da Defesa, chefe do Estado-Maior, todos, mas estou sempre no meu carro pessoal", afirmou Umaro Sissoco Embaló, em declarações no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, de regresso ao país depois de dois dias de visita ao Senegal.

Instado a fornecer mais informações sobre os rumores do golpe de Estado, o líder guineense afirmou que também os tem ouvido.


"Eu ando sozinho com os vidros [do carro] em baixo, quem quiser que me siga pelo caminho", desafiou Embaló.
ANG/LUSA

 

Nigéria/Presidente Buhari ORDENA RESGATE DE DEZENAS DE CRIANÇAS RAPTADAS

Bissau, 18 Fev 21 (ANG) - O Presidenteda Nigéria, Muhammadu Buhari, ordenou quarta-feira uma operação de resgate de dezenas de alunos e professores raptados na noite de terça-feira de uma escola, na zona centro-oeste do país, por um grupo armado, anunciou o porta-voz.

"O Presidente ordenou às forças armadas e à polícia que devolvam imediatamente todos os prisioneiros, ilesos", disse o seu porta-voz, Garba Shehu, num comunicado.

O governo da região, por seu lado, anunciou que foram raptadas 42 pessoas, incluindo 27 alunos, durante a noite de terça para quarta-feira naquela escola, e confirmou que uma das crianças foi morta durante o ataque.

"Os bandidos atacaram a escola por volta das 02h00 da manhã de quarta-feira. Ao todo, raptaram 42 pessoas", disse à agência de notícias francesa AFP Muhammad Sani Idris, comissário de informação do estado do Níger, onde fica o estabelecimento de ensino, em regime de internato.

"Na altura do ataque, havia 650 alunos na escola. Levaram 27 alunos e três professores. Um estudante foi morto. Eles também raptaram 12 membros das famílias dos professores", acrescentou.

Este rapto ocorre dois meses após um outro ataque de grupos criminosos a uma escola no estado vizinho de Katsina, durante o qual foram raptados 344 alunos. Os alunos foram libertados uma semana após o ataque, depois de negociações entre as autoridades e os rebeldes.

Muitos homens armados, vestidos com uniformes militares, levaram os alunos para a floresta, de acordo com um responsável local, que pediu o anonimato.

"Um dos funcionários e alguns dos estudantes conseguiram escapar. O pessoal confirmou que um estudante foi morto a tiro" durante o ataque, acrescentou.

O noroeste e centro da Nigéria é, há quase uma década, flagelado pela violência de grupos criminosos conhecidos localmente como "bandidos", que estão a intensificar os raptos, para resgate, e roubo de gado.

Estes bandos criminosos são motivados pela ganância, mas alguns deles desenvolveram fortes ligações com grupos terroristas no nordeste.

Estes grupos armados agiram em nome do grupo terrorista Boko Haram, que reivindicou a responsabilidade pelo rapto num vídeo, mas o seu baluarte encontra-se a centenas de quilómetros de distância, no nordeste da Nigéria.

O rapto causou uma agitação global e trouxe de volta memórias de outra ação semelhante do Boko Haram, que raptou mais de 200 raparigas em Chibok, no nordeste, em 2014.

Os alunos de Kankara foram libertados após uma semana de cativeiro, na sequência de negociações entre os gangs e os governos de Katsina e Zamfara. E a 09 de Fevereiro, o raptor, um líder de grupo armado, Awwalun Daudawa, rendeu-se às autoridades em troca de um acordo de amnistia.ANG/Angop

 

 

Crime transnacional/ONG Enda Santé capacita jornalistas em matéria de branqueamento de capitais

Bissau, 18 Fev 21 (ANG) – A ONG Enda Santé realiza entre os dias 17 e 18 do corrente mês, um atelié de capacitação dos jornalistas, líderes influentes e membros das Organizações da Sociedade Civil em matéria de prevenção, identificação e combate ao branqueamento de capitais.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o Presidente da Célula Nacional de Informações Financeiras (CENTIF), referiu que o branqueamento de capitais e o financiamento de terrorismo fazem parte da criminalidade transnacionais que estão no centro das atenções no mundo.

Justino Sá disse que a formação se enquadra  na resposta nacional de combate a esse tipo de crime.

Segundo Sá, a fragilidade institucional da Guiné-Bissau vem provar que o branqueamento de capitais e o seu combate requerem  a conjugação de esforços para o combate desse mal.

ʺUma estratégia bem sucedida de luta contra o branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo deve assentar-se, em primeiro lugar, num compromisso dos guineenses, ao nível nacional, para compreender, prevenir e reprimir esses fenómenos, adoptando um mecanismo que visa o fortalecimento das capacidades  do Estado para dar respostas necessárias”, realçou.

Justino Sá assegurou que a CENTIF está sempre disponível para apoiar  iniciativas do género, por possibilitarem a  sensibilização de diferentes entidades públicas e privadas no sentido de terem a noção do perigo que representa o fenómeno de branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo para o país, particularmente para o sistema financeiro.

Aquele responsável lançou um desafio aos jornalistas presentes no acto no sentido de começarem a investigar os crimes subjacentes ao branqueamento de capitais, nomeadamente o crime de fuga ao fisco e corrupção.

Para o  Diretor-geral da Enda Santé, Mamadu Aliu Djaló defendeu  é preciso uma mudança de consciência e o reforço da informação, de conhecimentos dos autores da sociedade civil e aplicação de todos para a melhor identificação de actos que constituem branqueamento de capitais.

“É preciso que as estruturas estatais funcionem e que o sistema de denúncia garanta confidencialidade de protecção das pessoas que querem fazer denuncias. É preciso que tenham confiança na justiça”, defendeu.ANG/MI/ÂC//SG

 

Covid-19/ Banco Mundial vai disponibilizar cinco milhões de dólares à Guiné-Bissau para aquisição de vacinas

Bissau 18 fev 21 (ANG) – O Banco Mundial vai disponibilizar cinco milhões de dólares  à Guiné-Bissau para aquisição de vacinas contra a covid-19.

O anuncio, segundo a Rádio Bombolom, foi feito esta quarta-feira pelo Director das Operações Monetários do organismo para Guiné-Bissau, Natham Belete, à saída do encontro com o chefe de Estado Guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Disse que o Banco Mundial está a preparar um novo  projecto urgente de resposta à covid-19.

“A nossa abordagem  com o governo guineense se enquadra num apoio constante na implementação dos projectos para poder alcançar  resultados concretos, em prol da população”, afirmou Natham Belete.

Neste quadro, Natham Belete disse estar confortado com o empenho do governo ao mais alto nível.ANG/LPG/ÂC//SG