terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Afeganistão/Mulheres  manifestam-se pelos seus direitos e contra execução de membros do antigo governo

Bissau, 28 Dez 21(ANG) – Algumas dezenas de mulheres afegãs manifestaram-se hoje em Cabul para exigirem respeito pelos seus direitos e o fim das execuções de membros do antigo governo pelos talibãs, num protesto rápida e violentamente interrompido por combatentes fundamentalistas.

As mulheres, entre 30 e 50 segundo diferentes fontes, juntaram-se perto de uma grande mesquita no centro da capital do Afeganistão e conseguiram marchar ao longo de algumas centenas de metros gritando “justiça”.

As forças talibãs agrediram e dispersaram as mulheres e detiveram por algum tempo vários jornalistas que cobriam o protesto, tendo confiscado telemóveis e câmaras, devolvendo-os apenas depois de apagarem as imagens captadas.

“Peço ao mundo: digam aos talibãs para pararem com as mortes”, disse à agência France-Presse uma das manifestantes, Nayera Koahistani.

“Queremos liberdade, queremos justiça” foi o slogan divulgado através das redes sociais, para apelar ao protesto contra os “misteriosos assassinatos de jovens, especialmente os antigos militares do país”.

“Os talibãs anunciaram uma amnistia geral, mas só enganaram os afegãos enquanto continuam a assassinar e a torturar os membros das forças de segurança do governo anterior”, disse à agência espanhola EFE Marjan Amire, um dos organizadores do protesto.

Embora os talibãs se tenham comprometido, depois de tomarem o poder no Afeganistão em Agosto passado, a não perseguir pessoas ligadas ao anterior Governo, as Nações Unidas e as organizações Amnistia Internacional e Human Rights Watch têm denunciado dezenas de casos de execuções sumárias e o desaparecimento de mais de 100 ex-agentes das forças de segurança.

A ONU condenou os métodos brutais de tortura e execução e os abusos contra civis, e o retrocesso nos direitos das mulheres e das raparigas no Afeganistão, impedidas de estudar ou de ter cargos públicos desde a chegada dos talibãs ao poder, também suscitou a condenação internacional.ANG/Inforpress/Lusa

 

Obituário/Umaro Sissoco Embaló considera Desmond Tutu um “herói de África”

Bissau,28 Dez 21(ANG) - O Presidente da República  Umaro Sissoco Embaló enviou, segunda-feira, ao seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, uma nota de pesar pelo falecimento do arcebispo emérito Desmond Tutu, que considera “um herói de África”.

Segundo a  Lusa, Umaro Sissoco Embaló escreveu que “foi com grande tristeza que soube da morte do arcebispo Desmond Tutu, um herói de África e arquiteto incansável da paz e da fraternidade na África do Sul”.

Para o Presidente guineense, o legado de Tutu “resistirá ao teste do tempo e continuará a inspirar muitas gerações vindouras”.

Vários líderes mundiais lamentaram a morte do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, lembrando o seu papel como “bússola moral” e a sua jornada de luta em defesa da liberdade dos povos e dos direitos humanos.

Desmond Tutu morreu, no domingo, com 90 anos de idade.ANG/Lusa

 

Venezuela/Parlamento opositor  mantém-se em funções e ratifica Juan Guaidó como presidente

Bissau, 28 Dez 21(ANG) – O parlamento opositor da Venezuela aprovou segunda-feira preliminarmente uma reforma do Estatuto para a Transição Política no país, o que permite manter-se em funções por mais um ano, e ratificou Juan Guaidó como presidente interino.

A sessão do parlamento opositor, eleito em 2015, teve lugar de maneira virtual e durante o debate alguns parlamentares manifestaram apoiar a iniciativa, enquanto outros levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade de prolongar, por um segundo ano consecutivo, o seu funcionamento, que inicialmente seria de quatro anos.

“Nem em 2018 houve uma eleição presidencial, nem em 2020 houve uma eleição parlamentar. A Venezuela não pode estar sem poderes legítimos, e por isso, apoiamos a continuidade constitucional do poder legislativo e da presidência interina”, disse o deputado Freddy Guevara.

O opositor sublinhou ainda que aprovar o Estatuto para a Transição Política “é a única decisão coerente e constitucional para sair da ditadura” e que “seria um suicídio” para o parlamento opositor retirar o apoio a Juan Guaidó e “reconhecer Nicolás Maduro” como Presidente.

Desde janeiro de 2020, a Venezuela tem dois parlamentos parcialmente reconhecidos – um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, cujos deputados foram eleitos em 2015, e um pró-regime de Nicolás Maduro, presidido por Jorge Rodríguez.

Os deputados do parlamento pró-regime foram empossados a 05 de janeiro de 2021, depois de eleitos em 6 de dezembro de 2020 num escrutínio não reconhecido pela oposição.

Vinte dos 265 integrantes do parlamento pró-Maduro são opositores que se desvincularam de Guaidó e um do Partido Comunista.

Hoje, o também opositor Edwin Lozardo condenou a reforma por “violar a Constituição” ao “pretender estabelecer um governo legislativo que não está contemplado no texto constitucional, tirando todas as competências ao Executivo”.

A reforma do Estatuto para a Transição Política na Venezuela, que deverá ser ainda submetida a dois debates antes da sua aprovação definitiva, segundo a imprensa local, limita as funções de Guaidó, prevendo que sejam nomeadas “juntas diretivas ad-hoc” para institutos públicos, autónomos, fundações estatais, associações, sociedades civis e empresas do Estado, incluindo as constituídas no estrangeiro.

Por outro lado, o governo interino fica impedido de usar instrumentos contratuais e financeiros relacionados com os ativos do Estado venezuelano no estrangeiro, atribuição que passa a ser um exclusivo do parlamento opositor, que deverá ainda nomear juntas de administração para a empresa estatal Petróleos de Venezuela SA e empresas filiais.

O adido comercial da representação dos Estados Unidos para a Venezuela, James Story, reagiu à decisão do parlamento e felicitou, através do Twitter, a ratificação de Guaidó como chefe do organismo e presidente interino do país.

“Felicitamos a Assembleia Nacional pelos seus esforços na procura de uma solução democrática em torno da continuidade. Continuamos a reconhecer a validade da Assembleia Nacional de 2015, e do presidente interino Juan Guaidó. O regresso às negociações no México é o melhor caminho a seguir”, escreveu James Story na sua conta do Twitter.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas. ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 
Óbito Desmond Tutu/ Funeral marcado para o próximo sábado na Cidade do Cabo

Bissau, 27 Dez (ANG) – O funeral do arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu, ícone da luta contra o regime do apartheid, vai realizar-se no próximo sábado na Catedral de São Jorge, a sua antiga paróquia na Cidade do Cabo, anunciou hoje a sua fundação.

“Os preparativos para uma semana de luto estão na sua fase inicial”, disse a fundação através de uma declaração, acrescentando que “vários eventos foram confirmados para a próxima semana, que antecede o funeral do arcebispo, no sábado, 01 de Janeiro de 2022”.

Desmond Tutu, arcebispo emérito sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1984 pelo seu activismo contra o regime de segregação racista do Apartheid, morreu hoje aos 90 anos, anunciou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

O arcebispo anglicano estava debilitado há vários meses, durante os quais não falou em público, mas ainda cumprimentava os jornalistas que acompanhavam cada uma das suas saídas recentes, como quando foi tomar a sua vacina contra a covid-19 num hospital ou quando celebrou os seus 90 anos em Outubro.ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/”Lions Clube de Guimarães” doa dois milhões de máscaras à Guiné-Bissau

Bissau,27 dez 21(ANG) – A organização “Lions Clube de Guimarães‘, vai oferecer a Guiné-Bissau dois milhões de máscaras sanitárias descartáveis como forma de ajudar o país a combater a propagação da pandemia do novo coronavirus.

Na nota enviada hoje à ANG, o Presidente dos Lions Clube de Guimarâes(LCG), Francisco Dias Pereira, sublinhou que «na actual situação da pandemia de Covid-19 e da propagação rápida dos vírus, o uso de máscaras é essencial na prevenção e combate à doença.

Salientou no entanto que, atendendo às conhecidas dificuldades por que passam os países africanos e ao número de máscaras doadas ao Lions Clube de Guimarães, pela empresa têxtil Vipetrade-Comércio Internacional, Lda.

“Consideramos que a oferta das mesmas ao povo guineense se traduz num contributo importante para assegurar a proteção individual”, disse o ministro da Saúde Dionísio Cumbà, quem em nome do seu Ministério vai receber na Guiné o contentor de 40 pés, que que no passado dia 23 de dezembro já foi expedido do porto marítimo de Leixões.

O documento informa que, estima-se a chegada do referido donativo à Bissau no dia 9 de Janeiro de 2022.

A nota salienta que, esta complexa operação organizada pelo LCG só foi possível por ter obtido a colaboração de outras empresas, designadamente da Pinto Brasil, SGPS, SA, da NCL Transitários, SA e da Seguematéria, SA.

Informa que, o valor comercial desta doação é de cerca de 100 mil euros.ANG/ÂC

 

 

Petróleo/Novo acordo de partilha entre Guiné-Bissau-Senegal sem consenso político nem suporte técnico-jurídico

 Bissau,27 dez 21(ANG) - O jurista guineense Adilson Dywyná Djabulá disse à Lusa que o recente acordo assinado entre os presidentes da Guiné-Bissau e do Senegal sobre exploração dos recursos petrolíferos e pesqueiros não tem nem consenso político e nem suporte técnico-jurídico.

Docente da Faculdade de Direito de Bissau, Djabulá, então assessor jurídico do secretário de Estado das Pescas, foi quem, em 2014, alertou as autoridades guineenses sobre a necessidade de a Guiné-Bissau denunciar os acordos da Zona de Exploração Conjunta (ZEC) com o Senegal, que estavam prestes a renovar-se por mais um período de 20 anos.

Agora a preparar-se, em Lisboa, para um doutoramento em Direito do Mar sobre os conflitos associados à exploração `offshore` do petróleo, Dywyná Djabulá contou à Lusa toda a estratégia que a Guiné-Bissau estava a engendrar, no âmbito das negociações abertas com o Senegal, para conseguir um novo acordo.

A meta era conseguir que o novo texto "refletisse o equilíbrio de interesses entre os dois Estados". A Guiné-Bissau considerava que o acordo em vigor desde 1995 "era-lhe manifestamente desfavorável", sublinhou Djabulá, em entrevista à Lusa.

Alertadas pelo jurista, as então autoridades guineenses, nomeadamente o Presidente José Mário Vaz, sob proposta do então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, comunicaram ao Senegal a denúncia do acordo.

"Nessa altura havia unanimidade sobre a denúncia, todos os órgãos de soberania estavam do mesmo lado", precisou Dywyná Djabulá, entretanto nomeado relator da comissão interministerial do Governo.

O acordo em questão previa a chave de partilha de 85% para o Senegal e 15% para Guiné-Bissau dos benefícios resultantes da exploração de petróleo na ZEC.

O pressuposto era de que à data da conclusão do acordo apenas se projetava uma descoberta na plataforma continental do Senegal (áreas entre azimutes 268º e 240º), neste caso, o depósito de Dôme Flore, explicou o docente universitário guineense.

No mesmo entendimento ficou assente que em caso de "novas descobertas" a chave de partilha seria "revista em função dos recursos descobertos", uma formulação que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

O especialista guineense considera que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A surpresa de Dywyná Djabulá prende-se também com o facto de a Guiné-Bissau ter assinado um novo acordo com o Senegal que "não tem consenso político" interno e "nem suporte técnico-jurídico".

"O que se fez foi um acordo político", observou Djabulá.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.

O Acordo de Gestão e Cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal foi assinado em outubro de 1993 e incluiu a criação de uma zona de exploração conjunta, que comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

A zona é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50 por cento para cada um dos Estados, e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), ficando os senegaleses com 85% de hidrocarbonetos e os guineenses com 15%.

A chamada "chave da partilha dos recursos da plataforma continental" ficou acordada na sequência de litígios judiciais em tribunais internacionais para os quais os dois países recorreram em decorrência de disputas fronteiriças herdadas do colonialismo.

O ex-Presidente guineense José Mário Vaz, por não concordar com aquele acordo de partilha, sobretudo de hidrocarbonetos, denunciou formalmente, o entendimento, em 29 de dezembro de 2014, propondo ao Senegal a reabertura de negociações para fixação de novas bases de partilha.

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

"O Senegal recusou esta proposta, como também negou a proposta da Guiné-Bissau de retirar a partilha da pesca artesanal da ZEC", salientou Dywyná Djabulá.

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.ANG/Lusa

 

Desastre natural/“Pelo menos 388 mortos e 60 desaparecidos na passagem do tufão Rai”, disse o novo balanço

Bissau, 27 Dez (ANG) – Pelo menos 388 pessoas morreram e 60 continuam desaparecidas nas Filipinas, na sequência da passagem do tufão Rai pelo arquipélago há 15 dias, de acordo com dados oficiais hoje actualizados.

O conselho de gestão e redução de risco de desastres filipino, que verifica e confirma dados de diferentes agências no terreno, indicou que 1.146 pessoas ficaram feridas e cerca de 542 mil deslocadas.

O Rai, que tocou terra no dia 16 com rajadas de vento até 240 quilómetros por hora, atravessou de leste a oeste cerca de nove ilhas no país e afectou mais de quatro de pessoas, de acordo com números oficiais.

O tufão deixou um rasto de destruição na passagem pelas Filipinas e causou danos em habitações, infra-estruturas e culturas agrícolas avaliados em 20,54 mil milhões de pesos filipinos (mais de 362 milhões de euros).

O Governo filipino declarou o estado de calamidade em seis regiões afectadas pelo tufão.

O impacto do tufão, identificado como Odette no país e o 15.º a atingir as Filipinas este ano, chegou num momento delicado devido a receios sobre a nova variante ómicron do novo coronavírus.

Uma média de 20 tufões atinge as Filipinas todos os anos e o mais destrutivo foi o supertufão Haiyan, que em Novembro de 2013 atingiu as ilhas Samar e Leyte, deixando sete mil mortos 200 mil famílias desalojadas.ANG/Inforpress/Lusa

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

   Coreia do Sul/Ex-presidente  Park Geun-hye receberá indulto no Ano Novo

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) – O Governo sul-coreano confirmou hoje que a ex-presidente Park Geun-hye, actualmente na prisão por corrupção, está numa lista de pessoas a serem indultadas para o Ano Novo.


A decisão, de acordo com o Governo, é uma resposta à deterioração da saúde da mulher de 69 anos.

Horas antes da decisão ser anunciada, um funcionário do gabinete presidencial que solicitou o anonimato tinha dito à agência noticiosa Yonhap que Park está “incluída numa lista de pessoas a serem perdoadas”.

Park, 69 anos, foi hospitalizada três vezes este ano devido a dores crónicas na parte inferior das costas e ao ombro em que foi operada em 2019.

Condenada a 22 anos de prisão por estar no centro da chamada trama sul-coreana “Rasputina”, a antiga chefe de Estado conservadora tem estado presa desde 2017 depois de ter sido destituída do cargo.

Muitos consideraram provável que a sua sucessora na presidência, a liberal Lua Jae-in, lhe concedesse um perdão, como aconteceu com outros ex-presidentes sul-coreanos presos por corrupção, tais como o conservador Roh Tae-woo ou Chun Doo-hwan.

A decisão surge pouco mais de três meses antes das próximas eleições presidenciais na Coreia do Sul.

ANG/Inforpress/Lusa

MSN de Natal/ Presidente da República deseja  melhorias à todos os doentes internados

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló desejou hoje recuperação  e melhorias à todos os doentes internados nos diferentes hospitais do país.

O desejo do chefe de estado foi expresso em mensagem à Nação por ocasião das festas de Natal, que culmina com o nascimento de menino Jesus, em 25 de Dezembro.

“Guineenses e estrangeiros que escolheram a Guiné-Bissau para viver, é mais uma festa de Natal desejo a todos inclusive aos guineenses na diáspora que tenham um feliz Natal”, disse Sissoco Embaló.

O Chefe de Estado disse tratar-se de uma festa de família, que une  todos sem distinção de crença religiosa. “Devemos se unir para celebrar-mos essa festa”, disse.

O Natal junta cristôes e muçulmanos da Guiné-Bissau em noites de ceia tal como o Ramadão tem estado a juntar praticantes das  duas crenças religiosas, em festas de harmonia familiar. ANG//SG

  Angola/Governo reduz força de trabalho nos serviços públicos e privados

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) – O Governo angolano anunciou quinta-feira, a redução da força de trabalho nos serviços públicos e privados de 75 por cento para 30 por cento a partir desta sexta-feira.

A medida anunciada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, faz parte do novo pacote destinado a conter a rápida propagação do vírus nas comunidades.

Conforme o ministro, estão dispensados, a partir desta sexta-feira, 24, do serviço presencial, pessoas com comorbilidades, gestantes e mães com filhos menores de 12 anos.

Entre as medidas, adiantou, consta ainda a implementação do tele-trabalho para mães com filhos menores de 12 anos, gestantes e pessoas com comorbilidade, a limitação do funcionamento das 8 às 15 horas.

Em relação aos estabelecimentos comerciais, de acordo com o responsável, é reduzida a força de trabalho até 50 por cento e o período de funcionamento das  7 às 22 horas, enquanto os serviços de restauração passam a atender, de forma presencial, das 6 às 16 e das 16 às 22 para o serviço de takaway.

É ainda obrigatório a apresentação do certificado de vacinação ou teste negativo realizado 48 horas antes para o acesso aos serviços públicos e privados, estabelecimentos turísticos, salões de casamentos, pedidos, eventos corporativos, recintos desportivos, restaurantes, casinos e espaços públicos ou privados.

O pacote incluiu ainda o pagamento obrigatório dos testes pós-desembarque no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, quarentena domiciliar obrigatória de 14 dias para os provenientes do estrangeiro e quarentena institucional para quem testar positivo no desembarque. 

A partir desta sexta-feira estão suspensas as competições federadas e limitado o desporto individual nos períodos  das 5 às 7 e das 17 às 19 horas.

Entre as medidas consta, igualmente, a limitação da presença em reuniões, actividades culturais, recreativas e políticas partidárias  até 50 por cento da capacidade dos espaços e um máximo até 50 pessoas em espaços fechados, certificado ou teste negativo, proibição actividades recreativas  fora do domicílio, encerramento de teatros, cinemas, casinos e salas de jogos.

Francisco Pereira Furtado adiantou que, em relação aos ajuntamentos domiciliares, deve ser até 15 pessoas com a obrigatoriedade de certificado ou teste negativo, a proibição de ajuntamentos nas vias públicas com mais de 10 pessoas, enquanto nas cerimónias fúnebres é apenas autorizada a presença de 15 pessoas.

De acordo com as novas medidas, os transportes públicos ficam limitados a 50 por cento da sua capacidade, bem como a apresentação do certificado ou testes negativos nos inter-provinciais.  

Para os transgressores, segundo as novas medidas, no caso dos responsáveis de espaços recreativos permitirem a presença de utentes sem o teste negativo ou certificado de vacinação, a multa vai de 300 mil a 600 mil, e de 500 mil  a um milhão de Kwanzas no caso da ultrapassagem da capacidade  e horário de funcionamento.

O novo pacote de medidas excepcionais e temporárias vão vigorar até 15 de janeiro de 2022.

Francisco Pereira Furtado reforçou que a intenção do Executivo é reduzir ao máximo os focos de contágio, tendo em conta a circulação comunitária da nova variante Ómicron. ANG/Angop

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

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                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

       Covid-19/Pfizer aprova primeiro comprimido contra doença

Bissau,23 Dez 21 (ANG) - A autoridade norte-americana da saúde, a Food and Drug Administration, aprovou, quarta-feira, o uso do comprimido da Pfizer contra covid-19, o primeiro tratamento oral nos EUA para combate à doença.

A FDA (na sigla em inglês) anunciou a decisão em comunicado no qual especifica que o medicamento pode ser usado para casos moderados da covid-19 em adultos e crianças menores de 12 anos e pelo menos com 40 quilos de peso e cuja saúde os coloquem em perigo de ser hospitalizados.

O comprimido do laboratório Pfizer é o primeiro tratamento oral contra a covid-19 que os norte-americanos poderão tomar em casa e pode vir a tornar-se "uma ferramenta crucial contra a pandemia numa altura em que os casos aumentaram vertiginosamente com a variante Ómicron", refere.

Até agora, todos os tratamentos nos EUA contra a covid-19 eram administrados por injecção ou por via intravenosa.

O medicamento, que será vendido com o nome de Paxlovid, só pode ser comprado com receita médica e os pacientes devem tomá-la assim que souberem que foram infectados com a doença no máximo nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Além disso, deve ser tomado duas vezes ao dia durante cerca de cinco dias, detalha o FDA no comunicado.

O comprimido funciona ao bloquear a actividade de um enzima específico que o coronavírus precisa para se replicar no organismo infectado, mecanismo semelhante ao do comprimido desenvolvido por outra farmacêutica, a MSD (Merck nos EUA e no Canadá).

O FDA deve aprovar esse outro medicamento em breve, embora os dados mostrem que o da Pfizer é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais.

A Pfizer afirma que está pronta para começar imediatamente a distribuir os seus comprimidos e aumentou a sua produção de 80 para 120 milhões no próximo ano.

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.823 pessoas e foram contabilizados 1.242.545 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.ANG/Angop

 

Desporto/ ʺNão se pode desenvolver futebol sem infraestrututras desportivas”, afirma Presidente da Liga dse Clubes

Bissau,23 Dez 21(ANG) - O presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), Dembo Sissé admitiu que não se pode mudar​ oʺparadigmaʺ​ do futebol da Guiné-Bissau se os clubes continuarem a praticar a modalidade em recintos pelados sem infraestruturas adequadas.

ʺÉ impensável em pleno século XXI, para um país que se apurou três vezes consecutivas para o Campeonato Africano das Nações (CAN), que o seu campeonato nacional de futebol da primeira divisão continue a ser disputado em estádios pelados. Se pretendermos mudar o futebol nacional devemos começar a priorizar as infraestruturasʺ, disse.

Dembo Sissé acrescentou que a construção das infraestruturas desportivas é responsabilidade do executivo, da Federação de Futebol do país (FFGB) e dos parceiros que queiram ajudar a desenvolver o futebol nacional.

Sissé falava, terça-feira, em entrevista ao Jornal O Democrata sobre  o recém-acordo que a LGCF rubricou com a FFGB, por um período de três (3) anos, para a realização do campeonato da primeira e segunda divisões.

Segundo Sissé, o acordo-programa vai permitir a LGCF afirmar-se como uma instituição​ ʺforte, credível e coesaʺ, permitindo a instituição desportiva encontrar parceiros para a realização das atividades.

ʺAcreditamos que este programa de trabalho vai permitir-nos pensar melhor e realizar muitas coisas, não só na organização das provas, formação para dirigentes desportivos, bem como ajudar a reorganizar os clubes de futebol. Além da realização de provas, a FFGB prometeu dar apoio institucional e pagar salários ao pessoal da LGCF, que suporta o funcionamento administrativo da instituiçãoʺ, explicou Sissé.

Eleito em agosto passado para um mandato de 4 anos, o presidente da LGCF prometeu criar um gabinete de imagem para projetar o futebol da Guiné-Bissau, em parceria com a imprensa desportiva nacional.

Prometeu igualmente que durante o seu mandato, vai elevar o Campeonato Nacional​ do​ semi-profissional para profissional, atraves de parcerias com patrocinadores, criando​ sustentabilidade financeira​ aos​ clubes.

Questionado se a LGCF tem meios financeiros para organizar o campeonato nacional, tanto da primeira quanto da segunda divisão  da época desportiva 2021/2022, Sissé revelou que a FFGB vai apoiar na íntegra neste primeiro ano do acordo a realização das provas nacionais.

O presidente da instituição prometeu buscar fundos nos próximos tempos junto das empresas sediadas no país.

Em relação à data para o início do campeonato nacional, Sissé assegurou que já foram criadas as condições técnicas para o início das provas. Segundo a explicação do responsável da liga, o campeonato poderá arrancar no final do mês de Dezembro ou .no início de Janeiro de 2022.

A época desportiva já iniciou com o jogo da supertaça no último sábado. O Sporting Clube da Guiné-Bissau conquistou​ a​ Supertaça da Guiné, em futebol, ao vencer o Sport Bissau e Benfica por (2-1), no jogo realizado no estádio Lino Correia, em Bissau.ANG/O Democrata

Covid-19/Astrazeneca diz que terceira dose da sua vacina aumenta anticorpos contra a Ómicron

Bissau, 23 Dez 21(ANG) – O laboratório farmacêutico anglo-sueco Astrazeneca anunciou hoje que uma terceira dose da sua vacina contra a covid-19 aumenta “significativamente” o nível de anticorpos contra a variante Ómicron, citando um estudo clínico.

“Os níveis de anticorpos que neutralizam a Ómicron após uma terceira dose da Vaxzevria [vacina contra a covid-19] foram globalmente similares aos níveis alcançados após as duas doses contra a variante Delta”, detalhou a farmacêutica em comunicado.

“Os níveis observados após uma terceira dose foram maiores do que os anticorpos encontrados em indivíduos que haviam sido previamente infectados e recuperaram-se naturalmente” das variantes Alfa, Beta, Delta e cepas originais do SARS-CoV-2, referiu o laboratório.

O estudo da terceira dose foi conduzido “independentemente” por investigadores da Universidade de Oxford com quem a farmacêutica desenvolveu a sua vacina.

“É muito encorajador ver que as vacinas actuais têm o potencial de proteger contra a Ómicron após uma terceira dose de reforço”, declarou John Bell, um dos investigadores que conduziram o estudo.

O laboratório anglo-sueco anunciou paralelamente, noutro comunicado à imprensa, que o seu ‘cocktail’ de anticorpos de longa acção para a prevenção da covid-19 Evusheld “mantém a sua actividade neutralizadora contra a variante Ómicron”, segundo um estudo da Universidade de Oxford e da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos.

Vários estudos recentes, realizados em laboratório, mostram que a taxa de anticorpos diminui contra a variante Ómicron em pessoas vacinadas com Pfizer/BioNTech, Moderna e ainda mais com a vacina da AstraZeneca ou a chinesa Sinovac.

A Pfizer/BioNTech e a Moderna também anunciaram recentemente que uma dose de reforço parece aumentar significativamente a imunidade por anticorpos, mas faltam dados sobre quanto tempo essa protecção dura.

O responsável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na quarta-feira contra a ilusão de que bastaria administrar doses de reforço para sair da pandemia da covid-19.

“Nenhum país será capaz de sair da pandemia com doses de reforço e este reforço [da vacina] não é um sinal verde para comemorar, como já avisamos anteriormente”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Covid-19/Rápida propagação do Ómicron obriga a novas medidas restritivas pelo mundo

Bissau, 23 Dez 21 (ANG) - A variante Ómicron de Covid-19 continua a espalhar-se pelo mundo, com o número de casos a duplicarem em vários países, o que está a obrigar os governos a adoptarem novas medidas restritivas.

Em Portugal, a partir de sábado, as discotecas e bares vão fechar, o teletrabalho passa a ser obrigatório, são proibidos ajuntamentos de mais de dez pessoas na passagem de ano e passa a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a eventos culturais e desportivos.

É a corrida contra o tempo, nas vésperas do Natal e do Ano Novo, para conter a rapidez de transmissão da Covid-19 que passou a uma velocidade superior um pouco por todo o mundo devido à variante Ómicron.

Em Portugal, Creches e ateliers de tempos livres também encerram temporariamente a partir de 25 de Dezembro, os espaços comerciais passam a ter lotação limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados e os saldos ficam proibidos entre 25 de Dezembro e 9 de Janeiro. O número de testes gratuitos para despiste da covid-19 em farmácias e em laboratórios passa de quatro para seis por pessoa em cada mês.

Em França, começa hoje a vacinação generalizada, mas não obrigatória, das crianças dos 5 aos 11 anos e o governo considera autorizar a terceira dose da vacina contra a covid-19 para os adolescentes, estando ainda em cima da mesa a possibilidade de novas restrições sanitárias em breve. A obrigatoriedade de apresentar o certificado de vacinação nos espaços culturais, desportivos e de restauração entra em vigor a 15 de Janeiro.

Na Alemanha, as reuniões familiares não poderão ter mais de dez pessoas – ou duas se não se estiver vacinado - as discotecas também vão fechar e os jogos de futebol, concertos e outros eventos culturais passam a estar vedados ao público. É aconselhado limitar os contactos, mesmo entre pessoas vacinadas, a partir de 28 de Dezembro.

A Suécia também volta a instaurar, como obrigatório, o teletrabalho e na Espanha hoje há conselho de ministros extraordinário para decidir novas medidas.

O Reino Unido regista mais de 90 mil casos por dia, as restrições estão a sufocar a economia e o governo anunciou, na terça-feira, que vai desbloquear uma ajuda de mil milhões de libras.

Nos Estados Unidos, onde a nova variante representa 73% dos novos contágios, o Presidente Joe Biden disse que “o momento é crítico” mas que não se deve entrar em pânico, anunciou 500 milhões de testes rápidos gratuitos para todos os norte-americanos e pediu-lhes para se vacinarem e testarem em massa. Além disso, foram suspensas as restrições de viagens para oito países africanos, incluindo África do Sul e Moçambique, já que a variante se encontra disseminada por todo o mundo.

Israel anunciou a quarta dose da vacina para os mais de 60 anos e para os profissionais de saúde, quatro meses após a terceira inoculação, e já são cerca de 50 os países para os quais é proibido viajar, nomeadamente Estados Unidos, França e Portugal.

Na Tailândia, o governo anunciou, hoje, um isolamento de sete dias para os turistas que cheguem ao país, mesmo os vacinados. A Nova Zelândia adiou a reabertura das fronteiras para final de Fevereiro. ANG/Angop

 

       Finanças/FMI alivia dívida até abril de 2022 e inclui  Guiné-Bissau

Bissau,23 Dez 21(ANG) - O FMI estendeu o alívio do serviço da dívida ao abrigo do Fundo de Alívio e Contenção de Catástrofes (CCRT) para 25 países até Abril de 2022, incluindo a Guiné-Bissau.

"O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional aprovou a quinta e última tranche do alívio do serviço de dívida ao abrigo do CCRT para 25 países cuja dívida era devida ao FMI entre 11 de Janeiro e 13 de Abril de 2022", lê-se num comunicado emitido pelo Fundo.

Entre os 25 países de baixo rendimento que vão beneficiar de um alívio nos pagamentos de 115 milhões de dólares (101,5 milhões de euros) que eram devidos entre janeiro e abril de 2022, estão a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique.

No total dos dois anos em que os pagamentos ao FMI estiveram suspensos, ou seja, até abril de 2022, a Guiné-Bissau terá adiado pagamentos no valor de 4,44 milhões de dólares (3,91 milhões de euros), ao passo que Moçambique terá suspendido pagamentos na ordem dos 39,2 milhões de dólares (34,6 milhões de euros) e São Tomé e Príncipe terá diferido pagamentos no valor de 697,7 mil dólares, cerca de 615,3 mil euros).

A iniciativa, lançada logo no início da pandemia, em abril de 2020, "ajuda a libertar recursos financeiros vitais para a saúde, economia e setor social e mitigar o impacto da pandemia de covid-19", lê-se ainda no comunicado, que aponta que, no total, o FMI adiou a receção de pagamentos no valor de 964 milhões de dólares, mais de 851 milhões de euros.

A direção do FMI "notou que o alívio nas obrigações da dívida ajudou os países mais pobres e vulneráveis a libertarem recursos para combater a pandemia e as suas repercussões".

Além disso, conclui-se no comunicado, a direção "encoraja os países elegíveis a continuarem a fazer progressos na implementação de salvaguardas de governação relativas às despesas com a covid-19, e reiteraram a importância da transparência e da responsabilização".

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.ANG/Lusa