segunda-feira, 29 de agosto de 2022

 Seul/China e Coreia do Sul querem apoiar exploração de gás em Moçambique

Bissau, 29 Ago 22 (ANG) - Os governos chinês e sul-coreano assinaram um acordo pa
ra apoiar a exploração conjunta de gás natural na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Segundo o Ministério da Economia e Finanças da Coreia do Sul, os dois países assinaram acordos para "relançar e reforçar" cinco projectos de cooperação entre empresas chinesas e sul-coreanas em países terceiros.

Num comunicado, o ministério sublinhou o projecto de exploração de gás natural no campo de Coral da bacia do Rovuma, zona onde se estima existir uma reserva de 190 biliões de pés cúbicos de gás natural.

O campo de Coral, que conta com o investimento da empresa estatal sul-coreana Korea Gas Corporation e da petrolífera estatal chinesa China National Petroleum Corp, deverá começar a produzir gás natural em 2024, sublinhou-se no comunicado.

O consórcio responsável pelo projecto inclui ainda a empresa portuguesa Galp Energia S.A. e a petrolífera estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, entre outros parceiros.

Uma plataforma flutuante de exploração de gás natural liquefeito, fabricada na Coreia do Sul, chegou à costa do norte de Moçambique, anunciou em Janeiro o Instituto Nacional de Petróleos (INP) de Moçambique.

A chegada da plataforma está "em conformidade com o cronograma aprovado pelo Governo de Moçambique (...), prevendo-se que o início da produção ocorra até meados de 2022", acrescentou o INP, num comunicado.

O acordo foi assinado no sábado durante uma cimeira, realizada através de videoconferência, que reuniu o ministro da Economia e Finanças sul-coreano, Choo Kyung-ho, e o director da Comissão de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico chinês, He Lifeng.

Foi a primeira reunião do género desde Outubro de 2020, com a próxima cimeira prevista para a Coreia do Sul, em 2023, em formato presencial, avançou no domingo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. ANG/Angop

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2022


CEDEAO
/Vice-Presidente do Parlamento defende maior aproximação entre estados membros da organização

Bissau, 26 Ago 22 (ANG) – O Segundo vice-Presidente do parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), defendeu hoje, em Bissau, a necessidade de haver maior aproximação entre os estados membros da organização  , “para juntos enfrenarem os desafios que se lhes apresentam”

Malam Sani Chaibou Boucary discursava  no encerramento da Runião Deslocada da Comissão Mista de Agricultura, Ambiente e Recursos Naturais, Infraestruturas, Energia e Minas, Indústria e Sector Privado, que decorria em Bissau sob o lema, “Um olhar crítico sobre a política ambiental e estratégia climática da CEDEAO, juntamente com a revisão Bienal da Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional pelos Estados Membros.

Segundo Chaibou Boucary , os quatro dias de reuniões foram bastante positivos, por permetir aos   participantes trocar experiências, que futuramente serão aplicadas para resolver as dificuldades  com que os países membros se deparam.

Malam Boucary proveitou o momento para agradecer ao Chefe de Estado Guineense Umaro Sissoco Embaló, pelo acolhimento e por permitir que a referida Reunião  seja realizada na pátria de Amílcar Cabral.

“Queremos também agradecer ao Governo da Guiné-Bissau e de igual modo a Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP), pela forma como organizaram muito bem esta reunião, que nos permitiu pensar como lutar com os problemas que nos últimos tempos tem afectado, no campo agricola e nos outros sectores, a nossa comunidade”, disse Malam Sani.

Os resultados dos quatro dias de trabalhos, segundo Boucary,ultrapassaram as espectativas previstas, “porque houve a participação de todos, e  “brilhantes ideias foram apresentadas que, futuramente, ajudarão a comunidade na resolução de problemas relacionadas às  alterações climáticas e no campo agrícola”.  

Durante os quatro dias da Reunião, os parlamentares da cedeao, debateram entre outros, temas sobre “Política Ambiental e Estratégia Climática da CEDEAO”, A Revisão Bienal da Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional pelos Estados Membros.ANG/LLA/ÂC//SG 

Ucrânia/”Inverno poderá ser “questão de vida ou morte” para população”, – ONU

Bissau, 26 Ago 22(ANG) – O próximo inverno pode ser uma “questão de vida ou morte” para muitos ucranianos atingidos pela guerra, e é visto pelas organizações humanitárias no país ​​​​​​​como “prioridade máxima”, disse à Lusa fonte da ONU.

“O inverno pode significar uma questão – temos que ser muito realistas – de vida ou morte para muitas pessoas aqui na Ucrânia. O inverno aqui é duro, podendo chegar a temperaturas de 20 graus negativos. Podemos imaginar o que é viver numa casa que está danificada, sem portas ou sem janelas, ou numa área onde as pessoas perderam acesso a gás para poder aquecer as casas”, afirmou Saviano Abreu, porta-voz do gabinete humanitário das Nações Unidas (ONU) na Ucrânia.

Em entrevista à Lusa, Abreu explicou que as organizações humanitárias no terreno estão já a trabalhar para conseguir chegar às pessoas que poderão ser mais afetadas pelas baixas temperaturas, entregando consumíveis, realizando eventuais reparações nas casas ou melhorando os acessos aos centros urbanos e a gás.

“Temos que temer pela vida dessas pessoas. É uma das prioridades máximas que temos agora. Estamos a trabalhar para que as pessoas possam estar de uma maneira digna e aquecida durante este inverno, que pode ser mortal se não conseguirmos oferecer essa ajuda necessária”, reforçou o porta-voz.

A acompanhar de perto a situação dos ucranianos desde o início da guerra, há seis meses, Saviano Abreu admite que já presenciou “níveis de sofrimento humano entristecedores e inimagináveis” para muita gente. Contudo, não vê melhorias no horizonte, frisando que o direito internacional humanitário continua a não ser respeitado.

Saviano deu o exemplo de Zaporijia, cidade ucraniana onde está localizada a maior central nuclear da Europa e cujo bombardeamento constante está a levar milhares de pessoas a tentar fugir da região, mas sem sucesso.

“Há muita gente agora mesmo, neste momento, que está em filas enormes, tentando fugir de determinadas áreas, por exemplo, na região de Zaporijia. Sabemos que mais de 4.000 pessoas estão lá, a tentar cruzar para o lado controlado pelo Governo ucraniano e não estão a conseguir”, denunciou.

“É um direito de cada pessoa, até pela sua segurança, querer sair das áreas que estão a sofrer bombardeamentos diários. (…) É urgente que a comunidade internacional coloque ainda mais pressão nos dois Governos, mas principalmente no Governo da Federação Russa, para respeitar os direitos da população civil que já sofreu de formas inimagináveis o suficiente”, apelou.

Frisando que é uma obrigação de ambas as partes respeitar os direitos da população civil, o funcionário da ONU lamentou que esses princípios não venham sendo respeitados desde o início da invasão, sublinhando que, de forma “inaceitável”, escolas e hospitais continuam a ser bombardeados.

Seis meses após o início da guerra, o balanço é de destruição massiva de infraestruturas civis, de mortes, de pessoas a fugir de casa e cerca de 18 milhões de pessoas a precisar de ajuda humanitária, incluindo água e comida, abrigos e proteção e serviços médicos, segundo Saviano Abreu.

Questionado acerca das principais dificuldades que as organizações humanitárias têm neste momento, o porta-voz da ONU não teve dúvidas em apontar o facto de não conseguir chegar a todas as partes do país onde as pessoas necessitam de ajuda, como Mariupol, Donetsk e outras áreas hoje controladas pela Rússia ou por forças aliadas.

“Nós não estamos a ter possibilidade de chegar às pessoas, nem sequer para fazer avaliações das necessidades humanitárias. Então, é um apelo que estamos a fazer, de podermos cruzar essas frentes de batalha e chegar às áreas que ainda não pudemos [aceder] nesses últimos seis meses”, afirmou.

Apesar de destacar a generosidade que a comunidade internacional tem demonstrado desde o início da invasão russa, Abreu recordou que a guerra continua e, consequentemente, as necessidades não param, apelando à continuação das contribuições financeiras.

“Hoje, o apelo que fazemos é por 4,3 mil milhões de dólares (aproximadamente o mesmo valor em euros) para conseguirmos atender as necessidades humanitárias desses 18 milhões de pessoas (…) mas é maravilhoso ver que pelo menos 60% desse valor já está coberto”, disse o funcionário da ONU.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

ANG/Inforpress/Lusa


União Europeia/Número de novos pedidos de asilo  sobe 89% em maio em comparação a 2021

Bissau, 26 Ago 22(ANG) – O número de novos pedidos de asilo na União Europeia (UE) subiu, em Maio deste ano, 89% face ao mesmo mês de 2021, num total de 63.105 cidadãos não comunitários que solicitaram protecção internacional aos 27 Estados-membros.

Os dados foram  divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e revelam que, em Maio deste ano, foram feitos 63.105 novos pedidos de asilo junto dos 27 Estados-membros do bloco comunitário, um aumento de 89% em comparação com Maio de 2021 (quando se registou 33.385) e de 17% em comparação com Abril deste ano (54.145).

O Eurostat explica que, na variação em cadeia, o aumento observado entre Abril e Maio deste ano pode ser atribuído, em parte, aos aumentos nos pedidos feitos por venezuelanos (de 3.655 em Abril para 4.820 em Maio) e por sírios (de 6.485 para 8.025).

Ainda assim, por nacionalidade, os sírios foram a principal nacionalidade a pedir protecção internacional à UE em maio (8.025 requerentes de asilo pela primeira vez), seguidos pelos afegãos (7.695), venezuelanos (4.820), colombianos (3.535) e paquistaneses (2.890).

O gabinete estatístico comunitário realça que, após ter sido registado um “grande aumento” de requerentes de asilo ucranianos em Março (de 2.370 em Fevereiro para 12.885 em Março), devido à invasão militar russa da Ucrânia, em Abril e Maio estes números já baixaram, para 1.510 e 1.295, respectivamente.

Muitos dos ucranianos beneficiaram, inclusive, do regime de protecção temporária, não necessitando de pedir asilo à UE.

Em Maio de 2022, verificaram-se também 6.280 requerentes sucessivos aos Estados-membros, isto é, de pessoas que voltaram a requerer asilo depois de ter sido tomada uma decisão sobre um pedido anterior, num aumento de 20% em relação a Maio de 2021 e de 13% em relação a Abril de 2022, indica o Eurostat.

Quanto aos Estados-membros mais escolhidos pelos requerentes de asilo, a Alemanha representou 22% das escolhas dos candidatos pela primeira vez à protecção internacional na UE (13.855), seguida por Espanha (10.200), França (9.800), Itália (6.450) e Áustria (5.645).

Estes cinco Estados-membros representavam, em conjunto, quase três quartos (73%) de todos os candidatos ao asilo na UE.

Em Maio, um total de 2.635 menores não acompanhados solicitaram asilo pela primeira vez aos Estados-membros da UE, um aumento de 97% em relação a Maio de 2021 (1.335) e de 17% em relação a Abril de 2022 (2.260).

A maioria dos menores não acompanhados é procedente do Afeganistão (1.215), Síria (460) e Somália (165), sendo que os Estados-membros da UE com mais pedidos nesta categoria foram a Áustria (770), Alemanha (435) e Bulgária (320).

ANG/Inforpress/Lusa

         Moscovo/Rússia diz que efeito das sanções afecta o ocidente

Bissau, 26 Ago 22 (ANG) - A Rússia considerou hoje que o aumento da pressão provocada pelas sanções internacionais têm um efeito negativo na economia dos próprios países que promovem as restrições contra Moscovo.

"A situação muda rapidamente, o 'Ocidente em conjunto' aumenta a pressão com sanções contra a Rússia e a Bielorrússia, apesar das consequências negativas dessas políticas afectarem os próprios promotores", disse o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin citado pela agência oficial da Rússia RIA Novosti. 

Num discurso perante o Conselho Intergovernamental da União Económica Euro-Asiática, Mishustin destacou o papel do organismo no momento em que são afectadas as bases do sistema económico e comercial a nível mundial.

"Os Estados ocidentais tentam acusar o nosso país de ter provocado a crise alimentar global, estando conscientes de que a actual situação é consequência directa das acções que tomaram", afirmou na reunião que decorre no Quirguistão. 

A União Económica Euro-Asiática é constituída pela Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

O primeiro-ministro russo disse ainda que as sanções contra a Rússia agravaram as tendências negativas globais e que os bancos e as instituições financeiras deixaram de conceder créditos assim como não asseguram contratos de venda de alimentos e fertilizantes russos.  

Por outro lado, declarou que os países da União Económica Euro-Asiática, em matéria de alimentos está em situação vantajosa.  

"Alcançamos um elevado nível de auto-abastecimento em relação aos produtos agrícolas", disse o chefe do governo da Rússia.

 Declarando que o organismo económico liderado pela Rússia é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.   

As sanções internacionais contra a Rússia foram desencadeadas após a nova invasão russa da Ucrânia, no passado mês de Fevereiro. ANG/Angop

 

Angola/MPLA vence eleições gerais com 51,07% dos votos e UNITA conquista 44,05%

Bissau,  26 Ago 22(ANG) – O MPLA venceu as eleições gerais de Angola com 51,07%, seguido da UNITA com 44,05% dos votos, divulgou a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola.


Os resultados provisórios foram divulgados hoje pelo porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Lucas Quilundo, numa altura em estavam escrutinadas 97,3% das mesas de voto, pelo que não deverá haver alterações substanciais, adiantou.

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) elege 124 deputados e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) fica com 90 assentos parlamentares.

A histórica Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), o Partido de Renovação Social e o estreante Partido Humanista de Angola, único liderado por uma mulher (Bela Malaquias) elegem dois deputados cada um e a coligação CASA-CE deixa de ter representação parlamentar.

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola (CNE) confirmou assim  a vitória do MPLA nas eleições gerais pela quinta vez consecutiva, mas desta feita com a margem mais reduzida de sempre e num contexto de ampla contestação.

Com 51,07% dos votos e 124 assentos parlamentares conquistados, seguido da UNITA com 44,05% dos votos contabilizados e 90 deputados, o MPLA perde assim a maioria qualificada pela primeira vez desde que são realizadas eleições no país, traduzindo-se num resultado inédito.

Desta maneira, o tabuleiro político complica-se para o partido governante, que não contará com uma habitual maioria qualificada de dois terços dos deputados no parlamento para aprovar projectos de lei e reformas, obrigando a recorrer a alianças extrapartidárias.

Outros partidos contestam os resultados, que é o caso da CASA-CE, que é um dos grandes derrotados destas eleições, perdendo a totalidade dos seus deputados na Assembleia Nacional.

Por outro lado, a UNITA tenta acalmar os apoiantes que contestam os resultados e diz ter provas – por intermédio de uma contagem paralela – que garantiriam a sua vitória.

O MPLA, que contrariamente às últimas eleições, reduziu o número de intervenções públicas, minimiza as queixas dos partidos opositores e promete melhorar a governação do país.

Rui Falcão, porta-voz do partido no poder desde a independência em 1975, relativizou a perda da maioria qualificada na Assembleia Nacional.

Rúben Sicato, um dos dirigentes do partido do Galo Negro, afirmou numa conferência de imprensa realizada na sede do partido que a contagem das actas está a ser efectuada de maneira paralela de forma a garantir a transparência.

Com um cenário de ampla contestação da oposição, os próximos dias serão cruciais para os destinos dos angolanos, que anseiam por uma melhora das condições de vida no país.  ANG/Inforpress/Lusa

CEDEAO/Deputados do parlamento da organização recomendam aos Governos a declaração da segurança alimentar como “emergência nacional”

Bissau,26 Ago 22(ANG) – Os deputados do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), recomendam aos Governos dos Estados membros para declararem a segurança alimentar como “emergência nacional”.

A recomendação consta nas resoluções finais da Reunião Deslocada da Comissão Mista para Agricultura, Ambiente, Recursos Naturais, Infraestruturas, Energia, Minas, Industria e Sector Privado do Parlamento da CEDEAO, que decorreu, em Bissau, entre os dias 23 e 26 do corrente mês, sob o lema”Um olhar crítico sobre a Política Ambiental e Estratégia Climática da CEDEAO: juntamente com a Revisão Bienal da Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional nos Estados Membros”.

Estes parlamentares da sub-região recomendaram ainda à Comissão da CEDEAO para trabalhar com os Governos nacionais para a mobilização de fundos, visando a criação de Banco de Desenvolvimento Agrícola para a concepção de  créditos aos agricultores.

Pediram a elaboração de uma estratégia inovadora de mobilização de fundos para a implementação de  iniciativas que garantem  uma produção agrícola sustentável.

Solicitaram pesquisas e investimentos para o desenvolvimento de  fontes alternativas de energia, como gás, a energia solar e outros materiais biodegradáveis para o uso na cozinha, tendo em conta que o abate de árvores para o uso como lenha e carvão vegetal está a esgotar os recursos florestais na sub-região.

Os deputados recomendam a mobilização do sector privado dos respectivos países e investidores externos para investirem nos programas e projetos sobre mudanças climáticas.

O encontro de Bissau recomendou ainda que os deputados defendessem e monitorizassem a implementação integral   do protocolo sobre a livre circulação de pessoas, bens e serviços nas fronteiras de todos os países membros.

À Comissão Mista cujos trabalhos se encerraram esta sexta-feira foi recomendada a adopção como lema da próxima reunião: “Livre circulação e comércio de produtos agrícolas e alimentares através das fronteiras dos Estados membros”.

Refere-se que o comércio de produtos agrícolas e alimentares nas fronteiras dos estados membros constitui 45 por cento da insegurança alimentar na sub-região. ANG/ÂC//SG



Função Pública/Governo suspende admissão de novos professores e profissionais de saúde

Bissau,26 Ago 22(ANG) - O governo suspendeu a admissão de novos ingressos nos sectores da educação e  saúde, bem como as promoções, reclassificações e equiparação na administração pública em geral no país.

A decisão consta do comunicado do Conselho de Ministros de quinta-feira, à que a ANG teve acesso.

No comunicado, o executivo argumenta a decisão com base nos dados apresentados pelo ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, segundo aos quais, houve um aumento de número do pessoal nos setores da educação e da saúde e, consequentemente subida da massa salarial.

Lê-se no documento que a decisão de suspender a admissão de novos ingressos nos dois sectores, bem como as promoções, reclassificações e equiparação na administração pública em geral inscreve-se nos esforços do governo para a contenção do aumento da massa salarial, assim como visa a concretização dos engajamentos assumidos pelo executivo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na parte deliberativa, o coletivo governamental aprovou com alterações o valor global do orçamento das eleições legislativas de 18 de dezembro de 2022, mas o comunicado não se refere ao montante global deste orçamento.


No capítulo de nomeações o Conselho de Ministros deu a sua anuência a que, por Despacho do primeiro-ministro, sejam feitas nomeações nos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades e no Ministério dos Transportes e Comunicações.

Com efeito,  Pedro Maria Mendes Costa foinomeado  Secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades(MNECIC).

Para as funções de Inspector Geral Diplomático e Consular deste mesmo ministério, foi nomeado João Soares da Gama,  Abubacar Dabó é novo  Director-geral de Política Externa do ministério e Braima Mané, Director Geral das Comunidades.

Ainda  no MNECIC,  Moisés Lopes dos Santos foi nomeado Director-geral do Instituto Diplomático, Maria Domingas Pinto Cardoso, Directora-geral do Instituto da Francofonia e Djibril Djaló, Director-geral de Coordenação de Ajuda Não Governamental.

No Ministério dos Transportes e Comunicações, Garcia Bifa Bedeta, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário.ANG/ÂC//SG

Diplomacia / Chefe de Estado Sissoco Embaló viaja hoje para Tunísia

Bissau, 26  Ago 22 (ANG) -  O Presiente da República, Umaro Sissoco Embaló  viaja hoje para a Tunísia onde tomará parte na 8ª conferência  Internacional de Tóquio sobre o Desenvovimento de África(TICAD).

A viagem foi tornada pública por uma  Nota informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República que não fornece mais pormenores.

Segundo  uma Comunicação da Presidência da República do Senegal, cujo chefe de Estado Macky Sall participa igualmente nessa conferência, o encontro de dois dias(27 e 28)  vai abordar, entre outros assuntos, as possibilidades de se transformar a África numa  região de crescimento vigoroso, e o alcance da paz e estabilidade sustentáveis para o continente. ANG/SG

 

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

China/Pequim e  países africanos prometem reforçar a cooperação no domínio da mídia

Bissau, 25 Ago 22(ANG) – O 5º Fórum de Cooperação entre as Mídia da China e da África foi realizado hoje em Beijing, capital chinesa, com delegados de ambos os lados a concordar em fortalecer ainda mais a cooperação.

Saudando os resultados frutíferos e a experiência valiosa que o fórum obteve desde a sua criação, Huang Kunming, chefe do Departamento de Publicidade do Comitê Central do PCC, pediu à mídia chinesa e africana que desempenhe um “papel importante” no aprofundamento da amizade China-África e fortaleça os laços entre os povos.

Segundo a Xinhua, ele também expressou a esperança de que a mídia desses países acelere a cooperação pragmática e crie activamente na opinião pública internacional um clima de desenvolvimento e colaboração coerentes.

Huang Kunming leu igualmente uma carta que o Presidente Xi Jinping endereçou ao fórum, onde Xi considerou que os meios de comunicação social da China e africanos têm “grandes responsabilidades” em aumentar a confiança e a cooperação mútuas, manter a paz mundial e promover o desenvolvimento mundial.

O Presidente chinês referiu ainda que o fórum desde a sua criação forneceu uma “plataforma importante” para a mídia chinesa e africana para facilitar o diálogo e a cooperação, e desempenhou um “papel activo” na promoção de intercâmbios entre civilizações e no aprofundamento da parceria estratégica abrangente entre a China e a África.

Xi instou a mídia de ambos os lados a continuar a defender o espírito de cooperação amistosa entre a China e a África, trabalhar para promover intercâmbios interpessoais, salvaguardar a equidade e a justiça e promover o desenvolvimento da nova era, promulgar os valores comuns de toda a humanidade e contribuir para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

O fórum foi organizado em conjunto pela Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, o Governo Popular do Município de Pequim e a União Africana de Radiodifusão. Mais de 240 delegados chineses e africanos de mais de 40 países e regiões participaram do fórum.

ANG/Inforpress/Xinhua

 

                Ucrânia/Desmantela rede de agentes pró-russos em Kiev

Bissau, 25 Ago 22 (ANG) - Os Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), anunciaram, esta quinta-feira, o desmantelamento de um grupo de agentes especiais russos na Ucrânia, que contribuiu para a invasão da Rússia.

De acordo com um comunicado emitido por este serviço, estes agentes terão fornecido informações sobre as forças armadas ucranianas, nomeadamente, no que diz respeito ao número e localização na véspera da invasão das tropas russas  Ucrânia.

"Meses antes da invasão, os agentes começaram a focar-se mais na parte da informação. Começaram a espalhar vídeos pró-russos e publicações nas redes sociais", lê-se na nota, que dá conta de que a cabecilha do grupo é uma mulher que vivia em Kiev e que foi contratada durante as viagens que fez à Rússia. 

A mesma fonte explica que eram criados perfis, contas, canais e comunidades onde circulavam informações falsas com uma narrativa anti-ucraniana, mensagens que glorificavam "mundo russo" e comunicações que pediam o fim do poder estatal na Ucrânia.

Todos os restantes elementos do grupo também serão da capital ucraniana  têm idades entre os 35 e os 45 anos. A rede, da qual se desconhece o número de membros, começou a ser investigada em Março, quando as autoridades detiveram um destes agentes.

Os serviços secretos tiveram ainda acesso a conversas que decorrem na rede social WhatsApp, nas quais entre áudios e mensagens, conseguiram perceber que a mulher ficou responsável por descobrir qual a localização e o equipamento das Forças Armadas Ucranianas a 24 de Fevereiro, dia da invasão das tropas russas no país. Informações como o estado das infra-estruturas - em termos de transporte, electricidade, comunicações, cuidados de saúde - também foram solicitadas. ANG/Angop

 

        Macron na Argélia/ "A memória é o maior irritante entre os dois países"

Bissau, 25 Ago 22 (ANG) - O Presidente francês, Emmanuel Macron, inicia esta quinta-feira uma visita de três dias à Argélia, o maior país africano, a convite do homólogo Abdelmadjid Tebboune.

Esta deslocação acontece num momento de extremar de tensões entre os dois países, naquela que é uma relação muito passional entre a antiga metrópole europeia e a sua ex-colónia do Norte de África. 

A Argélia, recorde-se, tornou-se independente há 60 anos, no entanto, apesar da passagem do tempo, existiram muitas feridas que ficaram por curar entre Paris e Argel.

Emmanuel Macron vai estar na capital, Argel, e em Oran, juntamente com uma delegação de cerca de 90 pessoas. O chefe de Estado francês pretende virar a página de um relacionamento com muitos altos e baixos e projectar o futuro.

restrição de vistos franceses para cidadãos argelinos e a questão da reconciliação entre os dois países deverão ser dois dos temas abordados no encontro. Esta é a opinião de Raul Braga Pires, politólogo e arabista, entrevistado pela RFI.

"Emmanuel Macron cometeu várias gafes durante a campanha eleitoral e precisa de esclarecer-se em privado perante Tebboune. Este é, aliás, o maior irritante, o maior problema entre França e a Argélia, a questão da memória, da história comum, da historiografia e das percepções que cada um tem desta fase de vida comum entre os dois países", salientou.

Raul Braga Pires deu ainda a sua opinião sobre a importância desta visita e reforçou que a mesma acontece num momento particularmente delicado para a Europa devido à guerra na Ucrânia. A questão da substituição do gás russo por gás argelino poderá ser outro dos temas a discutir durante esta deslocação.

Esta visita "insere-se num momento muito interessante porque, uma vez mais, é um momento em plena guerra na Europa" e isso "recentrou de novo a importância estratégica da Argélia e do gás argelino para a Europa". 

De acordo com informações veículadas pelo Palácio do Eliseu, o chefe de Estado francês pretende, com esta visita, "trabalhar com a Argélia em todos os aspectos da relação bilateral".ANG/RFI

 

    Angola/ MPLA segue na frente com 52% enquanto UNITA venceu em Luanda

Bissau, 25 Ago 22 (ANG) -  Os primeiros resultados provisórios das eleições gerais em Angola desta quarta-feira apontam para a vitória do MPLA, que governa o país desde a independência em 1975.

Os primeiros dados foram revelados durante a noite passada por Lucas Quilundo, porta-voz da Comissão nacional eleitoral.

Na altura dos primeiros resultados das eleições gerais de Angola, o MPLA tinha 60,65%, seguindo-se a UNITA com 33,85%.

Entretanto os resultados foram actualizados as 15H57 e o  MPLA mantém vantagem com 52,08% das votações, seguido da UNITA com 42,98%, quando foram escrutinados 86,41% dos votos das eleições gerais.

O MPLA, por intermédio do seu vice-presidente do grupo parlamentar, João Pinto, em declarações à agência Lusa, remete qualquer diferendo eleitoral para os tribunais e, num recado à oposição angolana, refere que "não basta querer alternância, é preciso transmitir confiança":

Devemos todos esperar os resultados definitivos da CNE e a litigância ou o litígio faz-se nos tribunais. Vamos aguardar serenamente os resultados, como já tem sido tradição em Angola. Num Estado de Direito democrático, as instituições que divulgam os resultados eleitorais são as instituições constitucionalmente competentes. Não basta querer que haja alternância. É preciso transmitir confiança. Esse é o grande problema da nossa oposição, sobretudo da UNITA. Não tem a cultura de aceitar em primeira mão os resultados, ainda que provisórios, e felicitar quem venceu. Usa sempre uma narrativa de vitimização, com excesso de entusiasmo, sem ter em conta que os resultados eleitorais não dependem apenas da vontade de quem concorre, frisou João Pinto.

A UNITA, por intermédio de Abel Chivukuvuku, número dois da lista do partido do galo negro, primeiro movimento da oposição, alega estar na dianteira quanto ao apuramento dos dados das eleições realçando a sua suposta vitória em Luanda e na esmagadora maioria dos círculos eleitorais na diáspora.

Os nossos centros de escrutínio dão claros indicadores provisórios de uma tendência de vitória da UNITA em todo o país, todas as províncias do nosso país. Um dos factos mais preponderantes é que na cidade de Luanda e na Província de Luanda, só no município de Quiçama é que o partido no poder tem vantagem, enquanto em todos os outros municípios a UNITA tem claramente vantagem eleitoral. Também outro indicador é de que na diáspora, em todos os países onde foi executado o voto dos angolanos residentes no estrangeiro, só em Berlim na Alemanha e Joanesburgo na África do Sul é onde o partido no poder teve vantagem. Mas em todos os outros círculos eleitorais dos vários países a UNITA teve claramente vantagem. Somos todos angolanos, somos todos atores da história de Angola, temos todos interesse que tudo corra bem, realçou Abel Chivukuvuku.

De notar que, com 77,12% dos votos apurados na Província de Luanda, a UNITA lidera com 62,93% dos votos e o MPLA segue em segunda posição com 33,06%, anunciou a CNE.

Na Huíla, segunda província mais populosa, é o MPLA que domina com 67,51% dos votos, enquanto a UNITA não ultrapassa 30%, com mais de 88% dos resultados apurados.ANG/RFI

 


Ambiente
/Secretário-geral do Ministério do Ambiente e Biodiversidade defende  uso de Energias Renováveis no país

Bissau, 25 Ago 22 (ANG) – O Secretário-geral do Ministério do Ambiente e Biodiversidade defendeu hoje o uso da Energia Renovável no país, ao discursar no  terceiro dia da Reunião Deslocada da Comissão Mista para a  Agricultura, Ambiente e Recursos Naturais, Infraestruturas,Energia e Minas, Industria e Sector Privado, do parlamento da CEDEAO.

Lorenço António Vaz sustentou que as Energias Renováveis são alternativas as fontes que emitem  gazes com efeitos estufas, nomeadamente os combustiveis usados nos geradores e centrais electricas.

Segundo Vaz, é importante que o país aproveite as Energias Renováveis, como forma de contribuir para a redução do aquecimento global.

De acordo com as suas explicações, a CEDEAO tem trabalhado nos últimos tempos para a implementação de Energias Renováveis nos países da  comunidade, e Vaz diz que a Guiné-Bissau segue a política da organização, através do Projecto da energia da Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia ( OMVG) cujos os trabalhos estão em curso no país.

“Em Bambadinca já foi feita uma experiêcia de plantação dos postes de painéis solares nos parques. Nas cidades do interior do país há uma proliferação de painéis solares, como forma de evitar gazes com efeitos de estufas”, referiu Laurenço Vaz.

No que diz respeito a elaboração de uma política por parte do Governo, para fazer face as alterações climáticas tendo em conta a vulnerabilidade do país neste aspecto, o Secretário-geral do Ministério do Ambiente e Biodiversidade, destacou a criação do  projecto de Gestão das Zonas Costeiras com sigla Inglês (WACA), que tem trabalhado para estancar a destruição do ecosistema nas zonas de Varela, Norte do país.

“Quem conhece Varela nos anos 90, nota que nos últimos anos, o recuo costeiro é evidente. Sobe cerca de três à cinco metros por ano, portanto está, de forma evidente, a destruição dos ecosistemas costeiros e todo o sistema agricola familíar e pesqueira que se fazem nesta zona”, disse.

A Comissão Mista para Agricultura, Ambiente, Recursos Naturais, Infraestruturas, Energia, Minas, Industria e Sector Privado do Parlamento da CEDEAO está reunida em Bissau desde o dia  23 do corrente mês sob o lema”Um olhar crítico sobre a Política Ambiental e Estratégia Climática da CEDEAO: juntamente com a Revisão Bienal da Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional nos Estados Membros”.ANG/LLA/ÂC//SG            

Ambiente/”Estados membros da CEDEAO fizeram esforços significativos  na gestão dos recursos naturais”, diz João Lona Tchedna

Bissau,25 ago 22(ANG) – O coordenador nacional do Projeto de Reforço de Capacidades de Adaptação e de Resiliência da Comunidade das Zonas Costeiras da Guiné-Bissau(Coastal), disse hoje que os Estados membros da CEDEAO fizeram esforços significativos na  gestão e proteção de recursos naturais e ambiente.

João Lona Tchedna falava  na apresentação do tema “Experiência da Guiné-Bissau na Implementação de Políticas e Programas que Abordam os Desafios e o Impacto das Mudanças Climáticas”, aos deputados presentes na Reunião Deslocada da Comissão Mista da CEDEAO, que decorre em Bissau.

 “Os órgãos de cooperação sub-regionais,  fortaleceram as suas estratégias, o planeamento e projetos de desenvolvimento correspondentes”, acrescentou.

Segundo Lona Tchedna  a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento(CNUED), aumentou ainda mais a consciencialização, em todo o mundo, sobre a natureza finita dos recursos naturais na terra e a necessidade urgente de gerencia-los melhor.

 Tchedna disse que a poluição e os incómodos que surgiram com a rápida urbanização e industrialização nascente começaram a representar sérios problemas nas cidades mas também no campo, zonas costeiras e ao longo de todos os rios e lagos.

Em 2020, prosseguiu Lona Tchedna, a Guiné-Bissau foi afetada por choques múltiplos e persistentes, e a disseminação da doença de  coronavírus, crises socioeconómicas e riscos climáticos perturbaram os meios de subsistência e exacerbaram a vulnerabilidade das famílias e a insegurança alimentar.

A Comissão Mista para Agricultura, Ambiente, Recursos Naturais, Infraestruturas, Energia, Minas, Industria e Sector Privado do Parlamento da CEDEAO está reunida em Bissau desde o dia  23 do corrente mês sob o lema”Um olhar crítico sobre a Política Ambiental e Estratégia Climática da CEDEAO: juntamente com a Revisão Bienal da Agricultura, Segurança Alimentar e Nutricional nos Estados Membros”.

O principal objetivo da reunião é ter um profundo conhecimento e compreensão da Estratégia Climática Regional da CEDEAO e do Projeto de Revisão Bienal da Produção Agrícola, Segurança Alimentar e Nutricional na sub-região. ANG/ÂC//SG

 

 

Angola-Eleições/UNITA diz que vai à frente na contagem e contraria dados da CNE 

Bissau, 25 Ago 22(ANG) – O número dois das listas da União Nacional para a Independência Total de Angola, Abel Chivukuvuku, afirmou hoje que os dados provisórios recolhidos das eleições de quarta-feira apontam para uma vitória do partido.

“Os nossos centros de escrutínio [dão] claros indicadores provisórios de tendência de vitória da UNITA em todas as províncias do no nosso país”, afirmou Chivukuvuku, em conferência de imprensa.

Como exemplo, Chivukuvuku indicou que, nos municípios da província de Luanda, o partido no poder (Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA) ganhou apenas em um município.

Segundo Filomeno Vieira Lopes, dirigente do Bloco Democrático, partido que se associou às listas da UNITA, os dados atuais, só na província de Luanda, indicam que em 60% dos números contabilizados pelo partido, 66% dos votos são na maior formação da oposição.

Instantes antes, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) anunciou dados diferentes, com um terço dos votos contabilizados que, segundo as autoridades, indiciam uma vitória do MPLA com 60% dos votos.

Perante o confronto de números tão diferentes, Abel Chivukuvuku sustentou que o processo “tem de ser pacífico”: “somos todos angolanos, somos todos atores da história de Angola, temos todos interesse que tudo corra bem”.

Segundo Filomeno Vieira Lopes, o “sistema está montado para ser verificado” e, em “caso de divergência há contestações e confrontação” nos órgãos respetivos.

Nelito Ekuikui, secretário provincial da UNITA para Luanda, disse que há vários casos de assembleias de voto que não publicaram ainda as atas síntese que resultam da contagem dos membros da mesa, fiscalizadas pelos delegados dos partidos.

“Há situações em que os delegados dos partidos recusam assinar as atas porque não correspondem ao que se passou”, afirmou Neito Ekuikui.

Chivukuvuku acrescentou, na mesma conferência de imprensa, que permanecem detidos cinco delegados e contestou a divulgação de uma sondagem na noite de quarta-feira pela Televisão Pública de Angola (TPA), violando a própria lei eleitoral.

“A Assembleia Nacional da República de Angola aprovou uma lei que determina que em período eleitoral não podem ser publicadas sondagens” e a TPA apresentou “supostas sondagens que dariam uma vantagem ao partido no poder”.

“O Estado legisla (a lei eleitoral) e viola”, criticou Chivukuvuku.

ANG/Inforpress/Lusa