terça-feira, 25 de junho de 2024

Cooperação/Ministro dos Negócios Estrangeiros considera de “muito positiva” a visita do Chefe de Estado a Moçambique

Bissau 25 Jun 24 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades afirmou hoje que a visita oficial do chefe de Estado à Moçambique, na semana passada foi “muito útil”, por possibilitar a assinatura de acordos nos domínios da formação da Polícia da Ordem Pública, Enfermagem e Administração Pública.

Carlos Pinto Pereira deu estas informações na conferência de imprensa de balanço  da visita do Chefe de Estado Úmaro Sissoco Embaló  à Moçambique, Tanzânia e Malawi, recentemente realizadas.

O chefe da diplomacia guineense disse que dentro de pouco tempo será enviado um grupo de cinco pessoas para receber  formação em cada uma dessas áreas, em Moçambique.

Disse haver uma  promessa daquele país lusófono de  enviar  dentro de dois ou três meses um navio de dragagem para fazer limpeza no porto de Bissau , de forma a melhorar a sua capacidade de operação.

Dentro de pouco tempo, prosseguiu, serão selecionados alguns trabalhadores dos Portos de Bissau ou pessoas que estão interessadas em trabalhar nesta área para irem a Moçambique para formação no dominio da operação portuária.

“Igualmente se falou em aproveitar as experiências mútuas dos dois países no domínio de caju, e   Moçambique tem certa experiência na transformação deste produto, no sentido de uma parceria que irá proporcionar a transformação local na Guiné-Bissau “,explicou.

Em Malawi, Carlos Pinto Pereira,  disse que, apesar de a visita do Presidente da República fôr  particular, foi de “grande importância”, uma vez que sendo um país sem acesso ao mar, mas que exporta peixes através da peixecultura, ou seja, os malawianos,  criam peixes através das mais variadas técnicas.

Disse que  este país está disposto a colaborar com a Guiné-Bissau neste sentido, frisando que pretende que os jovens que irão a Malawi para formação  tenham dois objectivos, sendo o primeiro para formar e criar seus próprios empregos e o segundo, aproveitar as condições favoráveis que a Guiné-Bissau dispôe neste donimio.

“Queremos que estes jovens sejam igualmente formadores nas tabancas ajudando as pessoas nas comunidades a fazerem criação de peixes. Esta é uma forma muito concreta de combater a pobreza, fome, bem como melhorar a nossa dieta alimentar”,disse.

Na Tanzânia, segundo Pinto Pereira, os resultados da visita foram “altamente encorajadores”.

O chefe da diplomacia guineense anunciou  que no quadro das relações bilaterais com vários países africanos sobretudo da sub-região, vai-se iniciar um conjunto de reuniões de  Comissões  Mistas, salientando que já na quarta-feira arranca com a República da Gâmbia, com o objectivo de, entre outros, reforçar a cooperação.

Afirmou que essas ações visam a criação das  condições para que essencialmente a Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal começem a trabalhar, em conjunto, nomeadamente na importação de arroz, farinha e açucar, para facilitar as populações desses países, e viabilizar  uma intervenção no mercado capaz de provocar a redução  dos preços  dos produtos de primeira necessidade.

“Nesse encontro que começa amanhã com a Gâmbia vai ser passada em revista o princípio de livre circulação de pessoas a bens que não tem tido uma implementação prática, nem na Guiné-Bissau, nem no Senegal e nem na  Gâmbia, o que complica a vida das populações que fazem negócios pagando taxas que não deviam pagar. As burocracias nas fronteiras não estão a favorer o desenvolvimento”, disse.

No quadro ainda da formação, Carlos Pinto Pereira disse que a República da Coreia do Sul prometeu formar cerca de 1000 jovens nas áreas técnicas ligadas as pescas, e salientou que o Marrocos está igualmente  disposto a formar técnicos nas áreas de agricultura, agroindústria, pescas e turismo. ANG/MSC/ÂC//SG

Política/ Presidente da Juventude de Renovação Social(JRS) convida jovens para refletirem sobre momento politico do país

Bissau, 25 Jun 24 (ANG) – O  Presidente da Juventude do Partido da Renovação Social(JRS) advertiu, segunda-feira, que  Estado guineense reconhece os direitos fundamentais que asseguram tanto a participação do povo na escolha dos seu representantes, como também o direito de protestar contra  alguém que esteja  a pôr em causa esses direitos.

Franco Ialá falava na cerimónia comemorativa do Dia da Juventude do PRS, que decorreu sob o lema: “Resistência da JRS para afirmação da Democracia na Guiné-Bissau”, marcada com  empossamento dos Presidentes Regionais de Juventude.

Acrescentou que é nesse contexto que os jovens do PRS  participaram numa marcha pacifica no dia 24 de junho 2005, ao lado dos dirigentes,  contra presumíveis  eleições fraudulentas, e que culminou na morte de alguns jovens.

Ialá disse que essa data   não pode ser esquecida, por representar um marco memorável no país, que nesse dia  absorveu o sangue daqueles que decidiram  exigir a justiça e democracia.

Franco Ialá  afirmou ainda que a juventude do PRS não pode esquecer que “os atos bárbaros nunca estiveram tão distantes, porque   ceifaram  a vida de  colegas, numa conjuntura diferente, mas num episódio idêntico”.

Perante esse cenário, o Presidente da Juventude da Renovação Social lembrou ao Presidente interino do partido, Fernando Dias que a luta para contornar a democracia e a insistência para impor a ditadura persistem e  com figuras diferentes.

“Houve sempre no partido jovens que além de dizer não,   nunca desviaram dos desígnios do PRS, apesar de  aliciamento, corte dos salários e perda do emprego”, frisou.

Franco Iala  criticou o surgimento do grupo dos inconformados no seio do partido, e diz que o que fazem não é por vontade própria mas sim de “um derrotado mandante que perturbou o normal funcionamento do PRS”.

Para a  vice-presidente do Partido da Renovação Social, Fatumata Rachide Nhaga  24 de Junho é uma data  triste  para todos, porque é o dia em que a juventude do partido se levantou em defesa da democracia ou seja contra os resultados divulgados, na altura, pela Comissão Nacional de Eleições, através de uma marcha pacífica, na qual alguns manifestantes perderam a vida, devido ao excesso da carga policial.

Fatumata Nhaga instou a juventude a continuação do desempenho do seu papel, para  a restauração de uma paz política interna no partido.


Convidou aos militantes do PRS denominados de Inconformados a apresentarem as suas candidaturas para o cargo do Presidente do partido, no congresso extraordinário agendado para sexta-feira(28).

O dia da Juventude do PRS, 24 de Junho foi instituído em memória de elementos desta organização juvenil do partido mortos no âmbito de uma manifestação, em Bissau, em 2005. ANG/LPG/ÂC//SG

França/Incêndios florestais extremos duplicaram nos últimos 20 anos em todo o mundo

Bissau, 25 Jun 24 (ANG) – O número e a intensidade dos incêndios florestais extremos, os mais destrutivos e poluentes, mais do que duplicaram em todo o mundo nos últimos 20 anos, devido ao aquecimento global causado pela atividade humana, aponta um novo estudo.


Com recurso a dados de satélite, os investigadores estudaram cerca de 3.000 incêndios florestais com enorme “poder radiativo” – a quantidade de energia emitida pela radiação – entre 2003 e 2023 e descobriram que a sua frequência aumentou por um fator de 2,2 durante este período.

São as florestas temperadas de coníferas, especialmente no oeste dos Estados Unidos, e as florestas boreais, que cobrem o Alasca, o norte do Canadá e a Rússia, as mais afetadas, com uma frequência desses incêndios multiplicada por 11 e 7, respetivamente.

Considerando apenas os 20 incêndios mais violentos de cada ano, o seu poder radiativo cumulativo também mais do que duplicou, a um ritmo que “parece estar a acelerar”, segundo o estudo publicado na segunda-feira na revista Nature Ecology & Evolution, noticiou a agência France-Presse (AFP).

“Eu esperava um aumento, mas esta taxa alarmou-me”, sublinhou o principal autor do estudo, Calum Cunningham, da Universidade da Tasmânia, na Austrália.

“Os efeitos das alterações climáticas já não pertencem ao futuro e atualmente vemos os sinais de uma atmosfera que está a secar e a aquecer”, realçou à AFP, apelando a uma melhor gestão preventiva das florestas.

Os seis anos mais extremos em intensidade e frequência de incêndios florestais ocorreram desde 2017, concluíram os autores do estudo.

Confirmando a tendência, é o ano de 2023, o mais recente, que registou “as intensidades mais extremas de incêndios florestais” ao longo do período analisado.

Estes incêndios extremos são alimentados por secas cada vez mais severas, uma consequência do aquecimento global.

Durante o seu crescimento, a cobertura florestal absorve CO2, mas este retorna em massa à atmosfera quando a vegetação queima, agravando o aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa.

Isto cria um “efeito de feedback”, frisou Cunningham.

Além disso, com estes incêndios, “vastas regiões são atravessadas pela nuvem de fumo, que tem efeitos significativos na saúde e provoca muito mais mortes prematuras do que as próprias chamas”, sublinhou a investigadora.

O seu estudo cita, em particular, um trabalho segundo o qual a poluição do ar devido aos ‘megaincêndios’ em 2015 na Indonésia levou a uma mortalidade excessiva de 100.000 pessoas. ANG/Lusa

  Seul/Coreia do Norte lança mais 350 balões com lixo sobre Coreia do Sul

Bissau,  25 Jun 24 (ANG) - A Coreia do Norte enviou hoje cerca de 350 balões com lixo para a Coreia do Sul, disseram as Forças Armadas sul-coreanas.

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas sul-coreanas detetou o quinto lançamento de balões no espaço de um mês nos céus da província de Gyeonggi, que circunda Seul e faz fronteira com o Norte.

As Forças Armadas sul-coreanas disseram que cerca de 100 balões, transportando principalmente papel e outros tipos de resíduos, pousaram na região da capital, indicou em comunicado. Nenhum dos balões analisados até agora continha substâncias tóxicas.

O exército pediu aos cidadãos sul-coreanos que não toquem nos balões norte-coreanos e denunciem a localização às autoridades militares e policiais.

Os lançamentos foram efetuados alguns dias depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente russo, Vladimir Putin, terem assinado um importante acordo de defesa que, segundo os observadores, poderá encorajar Kim a dirigir mais provocações à Coreia do Sul.

O Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, considerou o envio de balões por parte da Coreia do Norte e o acordo entre Moscovo e Pyongyang, que inclui um pacto de cooperação ao nível da tecnologia militar, são “atos anacrónicos” que vão contra o progresso da história.

"Recentemente, a Coreia do Norte não hesitou em empreender provocações tão desprezíveis e irracionais, distribuindo balões de lixo”, lamentou o Chefe de Estado, em declarações citadas pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Yoon garantiu que o exército “vai manter uma disposição firme para garantir que a Coreia do Norte não se atreva a desafiar a Coreia do Sul em nenhuma circunstância e responderá de forma esmagadora e decisiva a qualquer provocação do Norte”.

A partir do final de maio, Pyongyang lançou uma série de balões com estrume, pontas de cigarro, trapos, pilhas gastas e vinil sobre várias zonas da Coreia do Sul. Não foram encontrados materiais altamente perigosos.

A Coreia do Norte afirmou que a campanha de balões é uma ação de retaliação contra ativistas sul-coreanos que lançaram panfletos políticos críticos da liderança norte-coreana. ANG/Lusa


WikiLeaks/ Julian Assange sai da prisão depois de acordo com Estados Unidos

Bissau, 25 Jun 24 (ANG) - O fundador do Wikileaks saiu da prisão, num acordo com a justiça dos Estados Unidos, depois de ter aceitado declarar-se culpado por ter divulgado ilegalmente milhares de documentos confidenciais.


Esta quarta-feira, Julian Assange comparece perante um tribunal federal das Ilhas Marianas, um território norte-americano no Oceano Pacífico, para validar o acordo.

"Julian Assange está livre" e deixou a prisão de alta segurança próxima de Londres, onde estava detido desde 2019, anunciou a WikiLeaks. O fundador da organização já partiu do Reino Unido, devendo comparecer na quarta-feira perante um tribunal federal das Ilhas Marianas, um território norte-americano no Oceano Pacífico.

Na rede social X, o WikiLeaks anunciou que a libertação resulta de “uma campanha global” que “criou espaço para um longo período de negociações com o Departamento de Justiça dos EUA, conduzindo a um acordo que ainda não foi formalmente finalizado”.

A sua esposa, Stella Assange, declarou à BBC que ele será “um homem livre” assim que o acordo for validado pela justiça americana, precisando que “há um acordo de princípio entre Julian e o departamento de Justiça” americana que “deve ser validado por um juiz das ilhas Marianas”.

O fundador do Wikileaks deverá, então, declarar-se culpado de crime de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais da Defesa nacional dos Estados Unidos, confissão que terá de ser aprovada por um juiz. Ainda que deva ser condenado a 62 meses de prisão, visto que ele esteve anos em detenção provisória em Londres, poderá então regressar à Austrália, o seu país natal.

Assange estava detido em Belmarsh, no leste da capital britânica desde 2019. Nessa altura, foi detido após sete anos de reclusão na Embaixada do Equador em Londres, onde estava refugiado para evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado de violação, uma acusação que acabou por ser arquivada no mesmo ano.

Desde então, os Estados Unidos tentavam a sua extradição para o julgarem pela divulgação de mais de 700 mil documentos secretos, o que comportava uma possível pena de até 175 anos de prisão. Ele estava acusado de 18 crimes de espionagem e de intrusão informática pela divulgação no portal WikiLeaks de documentos confidenciais, que em 2010 e 2011 expuseram violações de direitos humanos cometidas pelo exército norte-americano no Iraque e no Afeganistão.

O acordo coloca um ponto final numa saga de quase 14 anos e acontece duas semanas antes de a justiça britânica ter agendado, para 9 e 10 de Julho, a análise do recurso de Assange da ordem de extradição do Reino Unido para os Estados Unidos, aprovada em Junho de 2022. O recurso deveria avaliar se, enquanto cidadão estrangeiro, ele poderia beneficiar da protecção da liberdade de expressão no sistema jurídico americano.ANG/RFI

               Arábia Saudita/ Anunciada a morte de 1.301 peregrinos 

Bissau, 25Jun 24 (ANG) – A Arábia Saudita anunciou a morte de 1.301 peregrinos durante a grande peregrinação muçulmana realizada a Meca sob um calor escaldante. O calor bateu recordes com temperaturas registadas a mais de 50°C nalgumas regiões. As autoridades especificaram que a maioria não tinha autorização para esta reunião anual. 

Infelizmente, o número de mortos chegou a 1.301, dos quais 83% não foram autorizados a realizar a peregrinação anual. Viajaram longas distâncias ao sol, sem abrigo ou sem material adequado”, informou a agência de imprensa saudita.

Segundo as autoridades sauditas, este ano participaram 1,8 milhões de peregrinos, a maioria estrangeiros, entre os dias 14 e 19 de Junho. Até este domingo, Riad não tinha comentado publicamente as mortes de peregrino, nem fornecido o número de vítimas.

O ministro da Saúde saudita, Fahd Al-Jalajel, descreveu a gestão da grande peregrinação muçulmana como um "sucesso". Em declarações à agência francesa de notícias, um alto funcionário saudita defendeu a reacção das autoridades: “o Estado não falhou, mas houve um erro de avaliação por parte de quem não mediu os riscos”.

O sistema de saúde de Riad entregou “mais de 465 mil kits de prevenção, incluindo 141 mil para quem não teve autorização oficial para realizar a peregrinação a Meca", acrescentou o mesmo responsável.

Este ano, a peregrinação aconteceu sob temperaturas muito altas, que atingiram 51,8 graus Celsius na Grande Mesquita de Meca, a cidade mais sagrada do Islão.ANG/RFI

        Quénia/Polícia  dispara balas de borracha contra manifestantes

Bissau,  25 Jun 24 (ANG) - A polícia queniana disparou, hoje, no terceiro dia de protestos liderados por jovens contra os planos fiscais do Governo, balas de borracha para dispersar os manifestantes reunidos no centro da capital, Nairobi.

“Tirem as balas de borracha da caixa”, gritou um agente da polícia aos colegas diante dos jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP), que viram depois a polícia disparar essas balas tanto para o ar como na direção dos manifestantes.

De acordo com os meios de comunicação social locais, realizaram-se igualmente manifestações, sem qualquer oposição policial, em várias outras cidades do país, nomeadamente nos bastiões da oposição de Mombaça (leste) e Kisumu (oeste), em Eldoret (oeste), uma grande cidade do Vale do Rift, a região natal do Presidente, William Ruto, Nyeri (sudoeste) e Nakuru (centro).

Na zona comercial central de Nairobi, os primeiros grupos de manifestantes, na maioria jovens com bandeiras quenianas, apitos e vuvuzelas e gritando “Somos pacíficos”, foram inicialmente mantidos à distância por gás lacrimogéneo.

A polícia utilizou então balas de borracha.

Uma grande força de segurança, incluindo canhões de água e polícia montada, foi destacada para este distrito, epicentro de anteriores manifestações, bloqueando o acesso ao parlamento, onde está atualmente a ser debatido o controverso projeto de orçamento que desencadeou os protestos.

Para este terceiro dia de ação, os organizadores apelaram a manifestações em todo o país e a uma greve geral.

O movimento, apelidado de “Ocupar o Parlamento”, foi lançado nas redes sociais pouco depois de o orçamento para 2024-2025 ter sido apresentado ao parlamento, a 13 de junho, que incluía a introdução de novos impostos - incluindo um IVA de 16% sobre o pão e um imposto anual de 2,5% sobre os veículos privados.

Após uma primeira manifestação, em 18 de junho, em Nairobi, com algumas centenas de pessoas, na maioria jovens da “Geração Z” (nascidos depois de 1997), o Governo anunciou que abandonava a maior parte dos impostos previstos.

Mas a hashtag #RejectFinanceBill2024 (“Rejeitar o projeto de orçamento para 2024”) cristalizou um descontentamento mais amplo entre a população, atingida por dificuldades económicas desde há vários anos, e no dia 20 de junho, desfilaram procissões em muitas cidades.

As reivindicações anti-impostos transformaram-se num desafio às políticas do Presidente, que disse no domingo estar pronto para falar com os jovens.

Embora largamente pacíficos, os dois primeiros dias de manifestações foram marcados pela morte de duas pessoas em Nairobi. Várias dezenas de pessoas foram feridas pela polícia, que também efetuou centenas de detenções.

A Amnistia Internacional do Quénia, num comunicado divulgado na segunda-feira, alertou para o risco de escalada que "poderia levar a mais mortes”.

A Comissão Queniana dos Direitos Humanos, uma ONG, acusou as autoridades de raptarem ativistas “principalmente à noite (...) por polícias à paisana em carros sem identificação”.

A porta-voz da polícia queniana, Resila Onyango, não respondeu às perguntas da AFP sobre estas acusações.

O projeto de orçamento deve ser votado no parlamento antes do final do ano financeiro, a 30 de junho. Os manifestantes pedem que o texto seja retirado na íntegra, denunciando a manobra do Governo que anuncia a retirada de certas medidas fiscais, mas prevê compensá-las com outras, nomeadamente um aumento de 50% dos impostos sobre os combustíveis.

Segundo o Governo, estes impostos são necessários para devolver ao país, altamente endividado, uma certa margem de manobra.

O Quénia, um país da África Oriental com uma população de cerca de 52 milhões de habitantes, é uma potência económica na região mas vive o drama da inflação.

ANG/Lusa

 

Política/Noventa e quatro por cento de Deputados querem reabertura do Parlamento

Bissau, 25 Jun 24(ANG) - Os partidos políticos reunidos na Coligação PAI/Terra Ranka e o Fórum de Salvação da Democracia ( MADEM-G15, PRS e APU-PDGB), através do Presidente do parlamento guineense, entregou um documento à sede da União Interparlamentar em Genebra, que também foi dirigida ao Presidente da Comissão da CEDEAO, e  a todos os Chefes de Estado e de Governo dessa organização.

Na nota à imprensa do Gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular, tornada pública , segunda-feira(24), lê-se que “a carta em referência, foi assinada pelos dirigentes máximos da Plataforma de Aliança Inclusiva Terra Ranka (PAI-TR) e pelo Fórum de Salvação da Democracia (FSD) que agrupa os partidos MADEM-G15, PRS e APU, correspondendo assim a mais de 94% do hemiciclo nacional, casa da democracia guineense”.

De acordo com a nota assinada pelo Domingos Simões Pereira, a missiva entregue à União Interparlamentar expressa “o consenso dos partidos políticos guineenses quanto à interpretação das modalidades para o retorno à normalidade democrática na Guiné-Bissau e respeito pela ordem constitucional, nomeadamente, através da reabertura e funcionamento da ANP, a marcação imediata das eleições presidenciais para o corrente ano, a reposição do Supremo Tribunal de Justiça e a legalização da constituição e funcionamento da Comissão Nacional de Eleições”.

“Manifestam ainda os subscritores da carta, o interesse de que a força militar da CEDEAO estacionada no país retome o seu mandato original de apoio à estabilização do país e reforço da segurança geral da população e das instituições da República e não a missão a que se tem remetido, de acompanhamento das ações repressivas do Presidente da República”, lê-se.

Na nota, o Parlamento guineense sublinha que “com esta diligência, os partidos políticos da Guiné-Bissau, devidamente representados pelo Presidente da ANP, solicitam da UIP a assistência junto dos Estados membros da CEDEAO por forma a deliberarem na Cimeira de Julho, evitando-se assim uma maior escalada da tensão política e o imediato retorno à normalidade”.ANG/E-Global

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Ensino/Ministério da Educação capacita seus recursos humanos em matéria de Manual de Procedimento Administrativo

Bissau, 24 Jun 24 (ANG) – O Departamento dos Recursos Humanos do Ministério da Educação Ensino Superior e Investigação Cientifica organiza de 24 à 28 de Junho de 2024  um seminário  sobre Manual de Procedimento Administrativo.

O encontro de cinco dias tem entre outros objetivos dar ferramentas aos técnicos em matéria de gestão de recursos humanos através de novas tecnologias de informação e  comunicação para melhor servirem o país.

Falando no acto da abertura do encontro, o Secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Cientifica ,Djibrilo Djaló disse que o Manual de Procedimento Administrativo não é nada mais do que um conjunto de regras administrativos que devem ser obedecidos nos locais de serviço.

“Os recursos humanos enquanto gestor do pessoal, devem ter conhecimento de tudo o que passa em todo o sistema educativo dando respostas à todas as necessidades dos funcionários do Ministério da Educação”, salientou.

Djibrilo Djaló disse que o seminário se enquadra nas preocupações  do Governo de capacitar o pessoal servidor, frisando que o abandono dos professores para o exterior é uma preocupação constante, e que só este ano  lectivo foram contratados mais de dois mil docentes, para colmatar as vagas existentes.

Em nome do Diretor dos Recursos Humanos, do Ministério da Educação,  Donaldo Gomes salientou que tendo em conta a descentralização dos seus serviços a sua direcção colocou um responsável em cada região, setor e nas escolas de formação com o objectivo de imprimir maior dinâmica  na gestão dos recursos humanos .

“Esta ação de formação e capacitação ,visa capacitar os formandos de conhecimentos e de ferramentas que  vão, diariamente, implementar no exercício das suas funções tornando assim os gestores dos recursos humanos regionais e sectoriais, mais fortes e capazes de atender, com zelo, os problemas com suporte jurídico que as vezes são tratados  localmente .

ANG/MSC/ÂC//
SG

Economia/Preços das moedas para segunda-feira, 24 de junho de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

608.750

615.750

Yen japonês

3.805

3.865

Libra esterlina

771.250

778.250

Franco suíço

682.250

688.250

Dólar canadense

444.000

451.000

Yuan chinês

83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.250

168.250

Fonte/BCEA
O

Seul/Coreia do Sul, Japão e EUA condenam pacto entre Pyongyang e Moscovo

Bissau, 24 Jun 24 (ANG) – A Coreia do Sul, o Japão e os EUA condenaram hoje, “nos termos mais fortes possíveis”, o acordo entre a Coreia do Norte e a Rússia, que prevê a assistência mútua em caso de agressão.

Os três países lamentaram as “contínuas transferências de armas” de Pyongyang para as forças russas, num comunicado conjunto publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

Estas armas “prolongam o sofrimento do povo ucraniano, violam múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ameaçam a estabilidade tanto no nordeste da Ásia como na Europa”, de acordo com o documento.

A parceria entre a Coreia do Norte e a Rússia “deve ser motivo de grave preocupação para todos os interessados em manter a paz e a estabilidade na península coreana, em defender o regime global de não proliferação e em apoiar o povo da Ucrânia na defesa da liberdade e independência contra a brutal agressão da Rússia”, acrescentou.

Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão prometeram “reforçar ainda mais a cooperação diplomática e de segurança para combater as ameaças representadas pela RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] à segurança regional e global e evitar uma escalada da situação”.

O compromisso dos EUA com a defesa dos dois aliados “permanece firme” e Seul, Washington e Tóquio “reafirmam que o caminho para o diálogo permanece aberto e instam a RPDC a cessar novas provocações e a regressar às negociações”, acrescentou o comunicado.

Na quarta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse em Pyongyang que “o acordo de parceria global (…) prevê igualmente a prestação de assistência mútua em caso de agressão contra uma das partes do acordo”.

De acordo com a agência de notícias russa TASS, Putin referiu declarações dos Estados Unidos e de outros países da NATO sobre o fornecimento à Ucrânia de armas de longo alcance, aviões F-16 e outro armamento para, segundo disse, atacar o território russo.

“Não se trata apenas de uma declaração, isto já está a acontecer e tudo isto é uma violação grosseira das restrições assumidas pelos países ocidentais no âmbito de vários tipos de obrigações internacionais”, afirmou.

Depois das conversações com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, Putin descreveu o acordo como um “documento verdadeiramente revolucionário” e disse que Moscovo “não exclui a possibilidade de cooperação técnico-militar” com Pyongyang.

Por seu lado, o líder norte-coreano afirmou que o acordo com a Rússia era puramente defensivo, de acordo com as agências de notícias russas.

Kim descreveu Putin como “o melhor amigo” da Coreia do Norte e saudou o início de uma “nova era” nas relações com a Rússia.

Também expressou “total apoio e solidariedade para com o Governo, o exército e o povo russo na condução da operação militar especial na Ucrânia para proteger a soberania, os interesses de segurança e a integridade territorial” da Rússia. ANG/Inforpress/Lusa

 

Costa do Marfim/Pelo menos 24 mortes em dez dias devido a chuvas fortes na Costa do Marfim

Bissau, 24 Jun 24 (ANG) - Pelo menos 24 pessoas morreram em dez dias na cidade de Abidjan após o início da intensa estação das chuvas na Costa do Marfim, anunciou o Gabinete Nacional de Proteção Civil (ONPC) num comunicado consultado hoje pela AFP.

Depois das “chuvas torrenciais (que ocorreram) de quinta-feira, 13 de junho, a sábado, 22 de junho, no Distrito Autónomo de Abidjan”, o ONPC referiu “24 mortos”, inundações de estradas e casas e o risco de desmoronamento de edifícios, avançou a agência de notícias France-Presse (AFP).

Os bombeiros já tinham anunciado que oito pessoas tinham morrido entre quinta-feira, 13 de junho, e sábado, 15 de junho, na sequência de chuvas muito fortes.

Durante vários dias dessa semana, a capital económica da Costa do Marfim foi atingida por uma pluviosidade quatro vezes superior à normal, o que provocou subidas espetaculares do nível das águas, deslizamentos de terras e desmoronamentos de casas.

Em 24 horas, caíram 214 milímetros (mm) de chuva na comuna de Yopougon e 205 mm em Cocody, segundo a agência meteorológica marfinense Sodexam, o que representa um quarto da precipitação prevista para o conjunto dos três meses da estação das chuvas (maio-junho-julho). Um milímetro equivale ao volume de um litro de água de chuva.

A Sodexam acrescentou que o limiar “normal” era de 50 mm em 24 horas.

As chuvas torrenciais seguidas de inundações devastadoras são uma ocorrência regular na maior cidade da Costa do Marfim, onde vivem cerca de seis dos quase trinta milhões de habitantes do país.

As construções precárias em zonas pobres e propensas a inundações são em número significativo nesta metrópole em constante crescimento, apesar de o Governo ter lançado este ano uma vasta política de saneamento, destruindo muitos aglomerados informais.

No ano passado, pelo menos 30 pessoas morreram em incidentes relacionados com as fortes chuvas. ANG/Lusa

Israel/Netanyahu diz que fase "intensa" da guerra está a chegar ao fim, mas que não terminou

Bissau,24 Jun 24 (ANG) - Bombardeamentos visaram a Faixa de Gaza nesta segunda-feira, nomeadamente a cidade de Gaza, depois de o chefe do governo israelita anunciar domingo que a fase "intensa" dos combates "está prestes a terminar", nomeadamente em Rafah, no sul do enclave, muito embora refira que a guerra contra o Hamas continua.

"A fase intensa dos combates contra o Hamas está prestes a terminar. Isso não significa que a guerra tenha chegado ao fim, mas a guerra, na sua fase intensa, está prestes a terminar em Rafah", disse Benjamin Netanyahu em entrevista ontem na televisão israelita, ao reiterar que "o objectivo" é "recuperar os reféns" detidos em Gaza e "desalojar o regime do Hamas".

O movimento radical que controla a Faixa de Gaza reagiu hoje vincando que qualquer acordo deve "incluir um cessar-fogo permanente e uma retirada completaisraelita de Gaza, condições que o governo de Netanyahu sempre rejeitou.

Nas suas declarações ontem, o chefe do governo israelita também aludiu à escalada da violência no norte do país, na fronteira com o Líbano, com o Hezbollah apoiado pelo Irão. Neste sentido, Netanyahu anunciou que "depois do fim da fase intensa, o país poderia transferir algumas forças para o norte", e que "iria fazer isso, principalmente para fins defensivos, mas também para trazer de volta os habitantes para casa", referindo-se aos milhares de deslocados provocados por esta outra frente do conflito na região.

Na sequência destas declarações, nesta segunda-feira, testemunhas indicam que tiros de artilharia atingiram Rafah, no sul, bem como o campo palestiniano de Nousseirat, no centro do enclave, e o bairro de Zeitoun da cidade de Gaza, no norte.

O governo do Hamas refere, por outro lado, que dois profissionais de saúde foram mortos por um ataque aéreo contra o hospital Al-Daraj, na cidade de Gaza, o movimento armada recordando que pelo menos "500 profissionais de saúde foram mortos directamente" desde o início da "agressão israelita" no território.

Por sua vez, o exército israelita anunciou a continuação das suas "ofensivas cirúrgicas" no sector de Rafah, a "eliminação de terroristas armados" e o "desmantelamento de entradas de túneis".

Noutro aspecto, o Ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, chegou a Washington onde deve efectuar contactos que qualificou de "cruciais" para o desfecho da guerra, numa altura em que o Estado Hebreu conhece algumas crispações com o seu tradicional aliado. O executivo israelita tem criticado nomeadamente atrasos de entregas de armas americanas. Uma "disputa" que deveria ser "resolvida num futuro próximo", garantiu ontem Netanyahu.ANG/RFI

        Palestina/Número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 37.598

Bissau,24 Jun 24 (ANG) – O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo movimento radical Hamas, adiantou hoje que já morreram 37.598 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano, a 07 de Outubro de 2023.

Nas últimas 24 horas foram registados pelo menos mais 47 mortes, adiantou este ministério, em comunicado.

Além disso, o organismo adiantou que, nos nove meses que já dura a guerra, registam-se 86.032 feridos no território palestiniano.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita de 07 de Outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Telavive lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que até ao momento provocou mais de 37 mil mortos e mais de 85 mil feridos, de acordo com as autoridades do enclave palestiniano, controladas pelo Hamas desde 2007.

Calcula-se ainda que 10 mil palestinianos permanecem soterrados nos escombros após cerca de nove meses de guerra.

O conflito causou também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária com mais de 1,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” que está a fazer vítimas - “o número mais elevado alguma vez registado” pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Também na Cisjordânia e em Jerusalém Leste, ocupados por Israel, pelo menos 520 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas ou por ataques de colonos desde 07 de Outubro. ANG/Inforpress/Lusa

 

Luxemburgo/UE adopta 14.º pacote de sanções contra Rússia que inclui gás natural liquefeito

Bissau, 24 Jun 24(ANG) - O Conselho da União Europeia (UE) adoptou hoje o 14.º pacote de sanções contra a Rússia por causa da invasão ao território ucraniano, que inclui restrições à importação de gás natural liquefeito russo.

Em comunicado, o Conselho da UE anunciou a adopção deste pacote de sanções, que pela primeira vez vai incluir restrições à importação de gás natural liquefeito russo para os países da UE e também a sua passagem para países terceiros, prejudicando uma “fonte de receita significativa” que o Kremlin utiliza para fomentar o conflito.

Com a adopção destas restrições, mais 116 pessoas e organizações passam a estar sancionadas, o que significa que ficam impedidas de aceder a bens que tenham em países europeus e proibidas de viajar para qualquer Estado-membro.

A UE também colocou em prática medidas para impedir o contorno das sanções por parte de Moscovo, requerendo que empresas sediadas num dos 27 assegurem que as suas subsidiárias e empresas com as quais trabalham em regime de outsourcing não participem em actividades comerciais ou outras que acabem por facilitar o contorno das sanções.

A UE tem vindo a reduzir as importações de gás russo (que chega por gasoduto), passando de uma dependência de 40% em 2021 para 8% em 2023, mas as importações de gás natural liquefeito da Rússia têm vindo a aumentar, num importante sector para a economia do país que gera quase oito mil milhões de euros anuais.

O Conselho da UE também proibiu empresas europeias de transacionarem com instituições financeiras e de criptomoedas que continuem a trabalhar com a Rússia e a fomentar a indústria da defesa do país que invadiu a Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada em 24 de Fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Inforpress/Lusa