quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Indústria/ ”Não há uma economia dinâmica em qualquer país sem a industrialização”, diz Florentino Fernando Dias

Bissau, 10 Set 25 (ANG) - O ministro da Indústria, Transformação e Promoção dos Produtos Locais, disse que não existe a economia dinâmica em qualquer país do mundo sem a industrialização.

Florentino Fernando Dias falava à imprensa na terça-feira, 09 do corrente mês, após ter visitado as fábricas de blocos, de farinha de Trigo, da unidade de produção de sabão, de detergentes em pó e da lixívia, situadas na zona industrial de Blola em Bissau.

"Nenhum país no mundo pode desenvolver sem apostar na industrialização, a Guiné-Bissau deve acrescentar o valor à matéria-prima, para dar a possibilidade para que a população seja empregada e assegurar que os produtos consumidos sejam de qualidades”, salientou o governante.

Afirmou na ocasião, que as portas do Ministério estão e continuarão abertas para todos, no sentido de trabalhar com as empresas industriais, para conceber políticas que vão ao encontro das necessidades industriais que possam contribuir para a economia da Guiné-Bissau.

‎Questionado sobre  a possibilidade de subvenção da energia elétrica às fábricas como forma de minimizar os custos em termos de compra de gasóleo para grupos de geradores, Florentino Fernando Dias  assegurou que a instituição que dirige vai continuar a trabalhar, porque o país, beneficia da corrente elétrica no âmbito da Organização para a Valorização do Rio Gambia (OMVG)”, tendo prometido fazer de  todo para que a energia chega à todos, em especial, às empresas que trabalham na indústria.

‎Por seu turno, o Responsável do Conselho de Administração da Unidade de Produção de Sabão, Mamadu Iero Djamanca, disse que a sua fábrica foi criada com objetivo de responder às necessidades da população guineense.ANG/MI/ÂC


Sociedade/Padre Augusto Mutna Tambá defende a “construção coletiva” na luta contra radicalismo e  extremismo violento no país

Bissau, 10 set 25 (ANG) - O Padre Augusto Mutna Tambá afirmou que a luta contra o radicalismo e o extremismo violento não é só uma tarefa exclusiva do Governo, mas sim, é uma “construção coletiva” no qual cada elemento da sociedade deve dar a sua contribuição para promoção do bem comum no país.

De acordo com a Radio Sol Mansi, a referida  consideração  do Tambá consta no seu artigo de opinião, publicado recentemente, no qual destacou que os jovens, líderes religiosos, sociedade civil e a imprensa estão na linha de frente contra uma ameaça silenciosa.

"A paz não é um estado. Mas, é uma construção diária. E todos temos tijolos a carregar nessa obra coletiva. Onde existe a necessidade de ter uma juventude consciente, líderes religiosos engajados, sociedade civil mobilizada e imprensa vigilante com o objetivo de obter uma Guiné-Bissau que resiste a radicalização”, concluiu  o sacerdote.

Sustentou que, o radicalismo e extremismo violento podem transformar numa bomba-relógio social caso os especialistas e observadores  ignoram as ameaças e que podem ainda corroer lentamente os alicerces de uma sociedade que valoriza a diversidade e a paz.

“Em meio às complexidades socioculturais da Guiné-Bissau, cresce uma preocupação que já assombra outras regiões do mundo: o avanço silencioso do radicalismo e do extremismo violento, com mais de 60% da população formada por jovens que vivem uma encruzilhada e correm o risco de serem capturados por discursos radicais", referiu aquele religioso.

Mutna Tambá sublinhou que, o desemprego, exclusão e falta de perspectivas tornam a juventude vulnerável. Mas, com apoio e formação, esses mesmos jovens podem se tornar construtores da paz.

“Quando promovem o respeito e a convivência pacífica entre as diferentes crenças, ajudam a proteger o tecido social do país”, afirmou o estudioso.

No referido artigo, Augusto Mutna Tambá, lembra aos líderes religiosos que a neutralidade política e firmeza contra qualquer discurso de ódio são cruciais para impedir a contaminação de comunidades por ideias radicais.

O também coordenador do Clero Diocesano da Guiné-Bissau reconhece que as campanhas de sensibilização, debates públicos e vigilância cidadã são ferramentas indispensáveis para resistir à essas ameaças emergentes.

A mesma publicação salienta que a mídia guineense enfrenta um duplo desafio: ser responsável e resistir à tentação da desinformação, salientando que, em tempos de f"ake news", a imprensa precisa redobrar seu compromisso com a verdade.

“A imprensa pode educar ou incendiar. Cabe aos jornalistas escolherem seu lado”, disse o padre frisando que a valorização da formação ética e técnica dos profissionais da informação deve ser prioridade nacional.ANG/AALS/ÂC

   França/Macron nomeia Sébastien Lecornu como novo primeiro-ministro

Bissau, 10 set 25(ANG) - O Presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou esta terça-feira, 9 de Setembro, Sébastien Lecornu, ministro da Defesa cessante, como novo primeiro-ministro de França.

Segundo o comunicado do Palácio do Eliseu, Sébastien Lecornu terá como primeira missão consultar os partidos políticos representados no Parlamento, com o objectivo de "construir os acordos indispensáveis às decisões dos próximos meses".

A presidência francesa sublinhou que o novo chefe do governo foi encarregado de negociar com as forças políticas tendo em vista a aprovação do orçamento do Estado, uma das prioridades imediatas do Executivo.

«Na sequência dessas discussões, caberá ao novo Primeiro-Ministro propor ao Presidente da República a composição do novo Governo», acrescenta o Eliseu.

A nomeação de Sébastien Lecornu surge num contexto político marcado por divisões e pela necessidade urgente de criar consensos na Assembleia Nacional, onde o partido de Emmanuel Macron não detém maioria absoluta.

A reacção da oposição não se fez esperar. Numa nota divulgada à imprensa, o Partido Socialista (PS) afirmou que Emmanuel Macron "assume o risco de uma legítima agitação social e do bloqueio institucional do país", marcado para amanhã, 10 de Setembro.

O PS declarou que, "sem justiça social, fiscal e ecológica, sem medidas para o poder de compra, as mesmas causas produzirão os mesmos efeitos", sublinhando o risco de repetição dos erros políticos do passado recente.

Do lado da França Insubmissa (LFI), a crítica foi ainda mais dura. A líder parlamentar do partido, Mathilde Panot, considerou a nomeação "uma provocação", sobretudo por ter ocorrido na véspera das mobilizações sociais agendadas para 10 de Setembro.

A líder histórica do partido, Marine Le Pen, também criticou a nomeação, antecipando um impasse político:

"Este é um erro que levará inevitavelmente a futuras eleições legislativas", afirmou, prevendo uma dissolução como única saída para o bloqueio institucional.

Por seu lado, a direita tradicional manifestou uma posição mais conciliatória. O presidente dos Republicanos (LR) e ministro do Interior cessante, Bruno Retailleau, declarou-se disponível para "encontrar acordos" com o novo primeiro-ministro, com vista à construção de uma "maioria nacional".

Gabriel Attal, secretário-geral do partido presidencial Renaissance e antigo primeiro-ministro, expressou publicamente o seu apoio a Sébastien Lecornu e formulou votos de sucesso na nova missão.ANG/RFI

Suécia/Ministra da Saúde desmaia numa conferência no primeiro dia no cargo

Bissau, 10 set 25(ANG) - recém-nomeada ministra da Saúde da Suécia desmaiou e caiu ao chão, na terça-feira, dia 9 de setembro, a meio de uma conferência de imprensa - precisamente na sua apresentação ao país.

Elisabet Lann juntou-se ao executivo de Ulf Kristersson nesse mesmo dia, após ser nomeada para o cargo. O seu antecessor Acko Ankarberg Johansson tinha-se demitido na segunda-feira.

O desmaio da ministra rapidamente ficou viral nas redes sociais, com as imagens a ilustrar o momento.

O vídeo mostra Lann a deixar cair, devagar a princípio a cabeça, e a curvar-se. Depois debruça-se para a frente, apoiando-se no púlpito, que não aguenta com a ministra e tomba para a frente.

Lann cai no chão, batendo com a cabeça no púlpito, e é rapidamente assistida pela vice-primeira-ministra da Suécia, que estava ao seu lado, e a vira de costas.

Logo a seguir, a sala, cheia de jornalistas, acorre para auxiliar Lann, que aparenta estar inconsciente.

A ministra terá então sido acompanhada para fora da sala, com a ajuda da segurança no local, mas voltou pouco depois, e explicando que teve uma hipoglicemia, ou seja, uma quebra de açúcar no sangue.

“Isto não foi exatamente uma terça-feira normal, mas é o que pode acontecer quando se tem uma hipoglicemia”, alertou a ministra da Saúde sueca.

Um jornalista no local, citado pelo News.com.au, contou que o incidente “pareceu grave”. “Ela caiu mesmo à minha frente”, disse.

No seguimento do desmaio, a conferência de imprensa acabou por ser cancelada.

Elisabet Lann desmaiou após fazer um discurso de apresentação na tarde de terça-feira, e de ter passado a palavra ao ministro dos Assuntos Sociais suecos, Jakob Forssmed.ANG/Lusa

Guerra da Ucrânia/Suécia, Noruega e Letónia condenam violação do espaço aéreo polaco

Bissau, 10 set 25(ANG) - Os Governos da Suécia, Noruega e Letónia consideraram hoje inaceitável a violação do espaço aéreo polaco pela Rússia e manifestaram o seu apoio à Polónia, sublinhando que os aliados "devem trabalhar em conjunto".

"A violação russa do espaço aéreo polaco esta noite é inaceitável. A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia representa uma ameaça à segurança de toda a Europa", disse o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, na rede social X.

 A Polónia, segundo Kristersson, "tem todo o direito de defender o seu espaço aéreo".

As Forças Armadas polacas declaram que durante um ataque russo à Ucrânia, na madrugada de hoje, dezenas de drones russos entraram no espaço aéreo polaco, obrigando as suas defesas a neutralizar alguns destes.

"Oferecemos o nosso total apoio, enquanto aliados da NATO e membros da União Europeia (UE). A Suécia e a Polónia mantêm-se unidas no seu apoio à Ucrânia", acrescentou Kristersson.

O Presidente da Letónia, Edgars Rinkevics, fez uma declaração semelhante, expressando o "total apoio e solidariedade" do seu país à Polónia.

De acordo com Rinkevics, o que aconteceu durante a madrugada é um "claro testemunho" de que a agressão russa na Ucrânia os afeta diretamente e que devem ser tomadas as medidas adequadas.

"Os aliados estão e devem continuar a trabalhar em conjunto", afirmou também no X.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Espen Barth Eide, acrescentou na mesma plataforma que a violação do espaço aéreo polaco por parte da Rússia é "profundamente preocupante".

"Saúdo a estreita coordenação entre as autoridades polacas e a NATO. A Noruega reafirma o seu forte apoio à nossa aliada Polónia e o nosso compromisso mútuo com a segurança europeia", concluiu o líder norueguês.

As Forças Armadas polacas afirmaram que abateram alguns dos drones que invadiram o seu espaço aéreo e que iniciou "imediatamente os procedimentos defensivos".

"As forças polacas e aliadas monitorizaram dezenas de objetos por radar e, considerando aqueles que poderiam representar uma ameaça, o Comandante Operacional das Forças Armadas polacas decidiu neutralizá-los", indicou o comando.

O dispositivo da Força Aérea polaca e da NATO foi colocado em alerta esta madrugada para garantir a segurança do espaço aéreo da Polónia, depois da Força Aérea da Ucrânia ter alertado que drones russos entraram no espaço aéreo da Polónia, membro da Aliança Atlântica.ANG/Lusa

   Moçambique/Governo lamenta homicídio de polícias e demarca-se do crime

Bissau, 10 set 25(ANG) - O ministro da Justiça moçambicano lamentou hoje as mortes de agentes da polícia a tiro que ocorrem desde junho na Matola, arredores de Maputo, e afastou qualquer comando do Governo, referindo que decorrem trabalhos para esclarecer os casos.

"Tem havido assassinato de polícias e de cidadãos no seu geral, então não é porque isso seja algum comando do Governo ou de alguma entidade, mas temos lamentado profundamente o sucedido e está sendo feito um trabalho no sentido de esclarecer os casos", disse Mateus Saize, ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, questionado por jornalistas à margem de um evento em Maputo.

O governante afastou qualquer hipótese de o Governo estar envolvido no homicídio dos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), referindo que o executivo não permitiria o crime até porque "todo o cidadão tem direito à vida".

"Não sei se o que levou ao assassinato [foi] um motivo profissional, não tenho informações. Estamos a aguardar as investigações que estão a ser feitas pelo setor devido (...) para podermos apurar as reais causas do sucedido", referiu ainda Mateus Saize.

Em causa está o homicídio a tiros de agentes da PRM ocorridos desde junho na Matola, num crime maioritariamente denunciado nas redes sociais, através de vídeos filmados por populares.

O último caso ocorreu às 08:00 (07:00 em Lisboa) de terça-feira, no qual um membro da corporação moçambicana, com categoria de sargento principal, foi alvejado mortalmente quando se encontrava no interior da sua viatura, numa zona denominada Mangueiras, área de jurisdição da sétima esquadra da polícia, no bairro T3, na província de Maputo.

"Indivíduos ainda não identificados, em número não especificado, fazendo-se transportar em viaturas ainda por apurar e munidos de armas de fogo do tipo AKM, efetuaram disparos contra uma viatura de marca Toyota, modelo Mark X, cor preta (...), que saía de uma residência", referiu o Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Maputo, em comunicado.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o homem sem vida no banco do motorista, com o painel do carro ligado e o vidro traseiro perfurado por diversas balas.

O comando da polícia na província de Maputo reiterou o compromisso de "tudo fazer" para identificar e neutralizar os envolvidos no crime, endereçando condolências à família do agente morto e apelando para "calma e tranquilidade" da população.

Este é o quarto evento violento de género que ocorre na Matola, desde junho, tendo sido agentes da polícia moçambicana as vítimas em dois casos.

Em 04 de julho, pelo menos quatro pessoas foram mortas numa troca de tiros com agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), durante uma operação para impedir um assalto de uma empresa de construção civil na Matola.

A polícia moçambicana avançou, na altura, que pelo menos três dos mortos pertenciam ao grupo de mais de 1.500 reclusos evadidos da cadeia em dezembro.

Em 02 de julho, a PRM confirmou o homicídio de dois agentes da corporação, com 54 tiros, na manhã desse dia, e ferimentos por bala de uma mulher de 78 anos, também na Matola, arredores da capital moçambicana.

O primeiro caso aconteceu também na Matola, na noite de 11 de junho, quando um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da PRM foi morto com cerca de 50 tiros, no bairro Nkobe, por três homens até ao momento não identificados.ANG/Lusa

 

      Conflito Médio Oriente/Rússia acusa Israel de violar soberania do Qatar

Bissau, 10 set 25(ANG) - O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou, através de um comunicado publicado na rede social Telegram, que o ataque foi "uma ação que visou minar os esforços internacionais" por uma solução pacífica da guerra que acontece na Faixa de Gaza.

O comunicado referiu ainda que o ataque foi "uma grave violação do direito internacional e da Carta da ONU", "uma violação da soberania e da integridade territorial de um Estado independente" e "um passo em direção a uma nova escalada e desestabilização da situação no Médio Oriente".

"Estes métodos de combate contra aqueles que Israel considera seus inimigos e opositores merecem a mais veemente condenação", segundo o Ministério russo, apelando a "todas as partes envolvidas" para que "adotem uma postura responsável e evitem ações que possam levar à deterioração da situação na zona de conflito israelo-palestiniana e à procura de uma solução política".

"A Rússia reafirma a sua posição consistente e baseada em princípios sobre a necessidade de alcançar um cessar-fogo rápido na Faixa de Gaza, na ausência de alternativas para uma solução abrangente para o problema palestiniano com base numa base jurídica internacional bem conhecida", concluiu Moscovo.

Um ataque aéreo israelita visando o chefe da delegação de negociadores do Hamas, Khalil al-Hayya, em Doha, fez na terça-feira pelo menos seis mortos, segundo o movimento islamita palestiniano e as autoridades qataris.

A Presidência norte-americana afirmou na terça-feira que os Estados Unidos alertaram o Qatar sobre o ataque iminente de Israel contra responsáveis do Hamas em Doha, mas as autoridades qataris reclamam que só foram avisadas depois. Após os ataques de Israel a Doha, o Presidente norte-americano, Donald Trump, conversou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com o emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, revelou a porta-voz do Executivo dos EUA, Karoline Leavitt.

O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Bin Abdulrahman al-Thani, sublinhou na terça-feira à noite que o ataque israelita aos representantes do Hamas em Doha "viola toda a moralidade", alertando que o seu país reserva o direito de responder firmemente à "agressão flagrante".

O Governo do Qatar confirmou que Israel tinha atacado uma reunião de "vários membros do gabinete político do Hamas", num edifício residencial. O Hamas sublinhou, em comunicado, que cinco dos seus membros foram mortos no ataque israelita em Doha, embora nenhum deles fizesse parte da sua delegação para as negociações.

Um membro das forças de segurança do Qatar, Bader Saad Mohamed al-Humaidi al-Dosari, também morreu, segundo o Ministério do Interior do Qatar, enquanto vários agentes de segurança do Qatar ficaram feridos.

A operação israelita em Doha foi condenada pela unanimidade dos países da região e pode ameaçar os esforços de paz promovidos por Estados Unidos, Egito e Qatar.

Hoje, o embaixador israelita na ONU, Danny Danon, declarou que o seu país nem sempre age segundo os interesses do seu maior aliado, os Estados Unidos, ao justificar o ataque israelita contra dirigentes do Hamas no Qatar.

O ataque israelita a Doha "não foi um ataque ao Qatar, foi um ataque ao Hamas", e "essa decisão foi a correta", acrescentou Danon, apesar do descontentamento expressado por Washington.ANG/Lusa

Côte d`Ivoire/  “OOAS  espera que a conferência sobre   Lassa produza recomendações que possam ser transformadas em estratégias regionais de luta contra a doença”, diz Tomé Cá

Côte d`Ivoire, 10 Set 25 (ANG) -  A Febre Lassa está a provocar mortes no Gana, na vizinha República da Guiné, na Serra Leoa, Libéria e na Nigéria.

Segundo o Epidemiologista da OOAS, Tomé Cá, ainda não foi detetado nenhum caso da doença na Guiné-Bissau.

Dados anunciados no primeiro dia da conferência indicam que a doença é responsável por 300 mil infeções anuais na Africa Ocidental, das quais 100 mil morrem.

Antes da abertura da conferência internacional sobre a febre Lassa que decorre em Abidjan sob auspícios da Organização Oeste Africana da Saúde(OOAS) foi realizada uma reunião de peritos, investigadores, decisores políticos e autoridades sanitárias internacionais sobre as vacinas. Perguntamos ao  Tomé Cá, Epidemiologista responsável pela informações sanitárias na OOAS qual é a preocupação que a vacina levanta perante cenários de crises de epidemia que fustigam a costa ocidental africana.

Tomé Cá – O problema não é só a vacina. A Conferencia é sobre Lassa e é uma doença que pode também ser prevenida através da vacina. Neste momento está em processo de estudo, de pesquisa para se encontrar uma vacina adequada a doença. Sua prevenção e tratamento é complicado com os meios em que vivemos, em ambientes o com animais(ratos), que são os transmissores diretos da doença. A OOAS quando fala de vacina 'e para todas as doenças, Se formos capazes de produzir vacinas para febre Lassa então devemos ser capazes de produzir vacinas para outras doenças. Por isso é que quando se fala de vacinas, tem que ser no sentido global. Vacina para Lassa mas também vacina para todas as doenças que podem ser protegidas ou prevenidas através de vacinação.. Por isso é que a sessão de manhã foi dedicada a vacina mas houve outras sessões  sobre tratamento clínico, aspectos laboratoriais, como fazer os diagnósticos,  e ainda sessão sobre capacidade de laboratórios para quando recolher amostras  fazer a transmissão. Quando se faz amostras, não se faz amostras únicas, inclui-se também outras doenças, por exemplo a Dengue que emerge na região. Então, a preocupação da OOAS é de  controlar a doença em si. Para controlar a doença é preciso saber quais são as medidas a tomar, e entre essas medidas, independentemente das condições de vida, higiene da casa, entra também a vacinação. Por isso está-se a desenvolver cooperações com muitos países que têm a capacidade de produção de vacinas e que querem reforçar as capacidades da nossa região para fazer face a doença. Foi uma sessão dedicada também a vacinas mas vai se continuar a discussão sobre outros aspectos ligados ao sistema de saúde de uma forma geral.

SG – Efeitos de Lassa, em termos sanitários, é superior aos de Paludismo ?

TC – Não. Paludismos neste momento é a maior doença na nossa região. Mata muito mais, tem mais casos. Temos países em que  a febre Lassa está mais presentes.

SG -  Quais são esses países?

TC – Os mais afetados neste momento são a Nigéria, Gana, Serra Leoa, Libéria, países do golfo da Guiné, até Guiné-Conacry. Até agora não temos casos de Lassa na Guiné-Bissau.

SG- Como se pode ser contaminado por Lassa?

TC – Como já disse, há contacto diretor com animal que transmite a doença, essencialmente o rato. Podemos deixar a comida e se o rato fazer xixi na comida, deixa vírus e se entrar em contacto com uma pessoa apanha a doença. Uma vez infectado podes contaminar outra pessoa. Por isso é que há a questão de se prevenir para que a fonte primária não transmitisse a doença. Lassa é uma doença de febre hemorrágica, quer dizer,  pode provocar a hemorragia e  a morte. Não se compara com o Paludismo porque o agente de transmissão é diferente. Lassa pode contaminar alimentos se levar-mos esse alimento para outras partes do mundo pode-se contaminar outras pessoas, que nem tiveram contacto com ratos. Por isso é que quando chega um barco as pessoas vão ao Porto fazer investigação. Pode-se fazer o carregamento de produtos se forem contaminados por ratos esse alimento pode contaminar as pessoas.

SG- O Diretor-geral da OOAS fez um apelo à Ação…quer dizer que há um certo descuido em relação a agressão da Lassa ?

TC – Para ser honesto, de ponto de vista epidemiológico não é que Lassa é mais importante que o Paludismo mas também é uma doença que pode ser controlada, se calhar mais fácil que o Paludismo. As nossas convivências com mosquitos devido a situação em que encontramos, é difícil esse controlo. Contudo, também está-se a fazer investigações para se encontrar vacina contra Paludismo, é da mesma forma que se pretende que haja a mesma dinâmica em relação a Lassa. O apelo do DG surge  porque a conferência é sobre a febre de Lassa., por isso essa doença está a pesar mais. A OOAS vê a saúde na sua globalidade.

SG- Foi também feito um apelo à colaboração de  parceiros financiadores, farmacêuticos, estados-membros e sobretudo à investigadores. Quer dizer  dizer que ainda há muita coisa por fazer?

TC- È tudo um conjunta de pessoas ou instituições que devem se implicar. Problema de saúde não diz respeito apenas uma pessoa ou um país. Tal como diz o tal provérbio:  se a casa do vizinho está a arder não diga que o problema é dele, o fogo pode mais tarde chegar a sua casa. Os mecanismos de transmissão da doença não tem fronteiras. Uma doença no país vizinho pode entrar no seu . Por isso é que existe toda essa onda para os países com fronteiras sobretudo se unissem na luta contra as epidemias emergentes.

SG – O que é que espera desta conferência ?

TC- Espero que depois destes dias de conferência vamos sair com recomendações, e OOAS, enquanto organizações de saúde da comunidade, vai conseguir transformar essas recomendações em algumas estratégias regionais, com algumas orientações regionais, que todos os países da comunidade devem seguir Orientações comuns mas também algumas ações  que serão as linhas mestras que cada país deve tomar em consideração para o futuro.ANG

(Despacho do jornalista Salvador Gomes, convidado pela CEDEAO para cobertura desta conferência)

Côte d´Ivoire/ Ministros da Saúde da CEDEAO assumem compromisso conjunto de avançar para a produção de vacina contra Lassa

Côte d´Ivoire, 10 Set 25 (ANG) -  Os ministros da Saúde de países membros da CEDEAO anunciaram, segunda-feira, em Abidjan, o compromisso assumido de avançar para a produção de vacina contra a febre de Lassa que ameaça a segurança sanitária na  região.


O compromisso foi assumido no âmbito da Conferência Internacional sobre a doença de Lassa, que decorre de 8 a 11 de Setembro, em Abidjan, na Côte d´Ivoire, sob o lema, "Para além das fronteiras”, e promovida pela Organização Oeste Africana de Saúde(OOAS).

Segundo um comunicado distribuído terça-feira à imprensa, em Abidjan, apesar de seu impacto devastador, não existem atualmente vacinas licenciadas para se proteger contra o vírus causador da doença de Lassa.

“O candidato vacinal mais avançado foi desenvolvido pela IAVI, com financiamento da CEPI e da European $ Dveloping Countries Clinical Trials Partnership. Este promissor candidato vacinal encontra-se atualmente a ser avaliado num  ensaio clínico, destinado  a testar a segurança e a imunogenicidade da vacina, no Gana, Libéria e Nigéria”, lê-se no comunicado.

O documento refere tratar-se do estudo mais avançado de uma vacina contra Lassa realizado no mundo inteiro.

Os ministros da saúde do espaço  CEDEAO reafirmaram o apoio político à aceleração da preparação da vacina contra a febre Lassa, enquanto propriedade estratégica regional em matéria de saúde e pilar fundamental da resposta às  pandemias que fustigam a região.

Ainda sublinharam o seu duplo papel no reforço dos sistemas nacionais de saúde e da resiliência colectiva.

A febre de Lassa, refere o comunicado, pode servir de modelo para uma integração e coordenação mais ampla dos esforços de  financiamento da saúde pública na sub-região. 

Os ministros da saúde da zona CEDEAO ainda assumiram o compromisso de reforçar as plataformas nacionais e regionais, de modo  a assegurar que os centros de ensaios clínicos, os laboratórios, as  autoridades reguladoras e os esforços de  envolvimento comunitário em toda a África  Ocidental estejam preparados para viabilizar a investigação clínica em fases avançadas, necessária para levar uma vacina contra a febre Lassa até a sua aprovação, e para ainda reforçar a capacidade de resposta da região à outras ameaças epidémicas e pandémicas.

Reagindo ao compromisso assumido pelos ministros da Saúde, o Diretor-geral da OOAS, Melchior Athanase J.C. Aissi afirmou que a organização que dirige se orgulha de convocar e coordenar esse compromisso histórico.

Para a sua produção , os ministros da saúde, reunidos a porta fechada em Abidjan, concordaram em co-financiar  a vacina, e Aissi diz que  a decisão demonstra que a África Ocidental está pronta para  liderar soluções contra a febre de Lassa e outras ameaças pandémicas.

“A solidariedade regional é o nosso maior triunfo, a OOAS continuará a impulsionar esta abordagem unida”, disse Melchior.

Para Mark Fainberg, presidente e Diretor  Executivo da IAVI, ao assumir esse compromisso, os ministros da Saúde da CEDEAO não só estão ao passo mais perto de uma vacina contra a febre Lassa,  a um preço que seja acessível, mas também, a contruir uma parceria global de saúde que pode servir  de novo modelo para  promover  o desenvolvimento e garantir um fornecimento sustentável e acessível de vacinas contra  doenças para as quais  não existe incentivo  comercial para o investimento por parte de empresas privadas com fins  lucrativos.

Como próximos passos , os ministros concordaram  em coordenar com os respectivos países, a fim de  garantir que as capacidades necessárias estejam em vigor para apoiar o desenvolvimento da vacina em fases avançadas e aperfeiçoar a abordagem regional de financiamento.

Está previsto que a OOAS e seus parceiros convocassem  um grupo de trabalho composto por países para alinhar esforços de mobilização de recursos.

Segundo o comunicado , estima-se que centenas  de milhares  de pessoas na África  Ocidental sejam afectadas pela Lassa todos os anos, sendo que  a doença provoca  quase 4.000 mortes, e perdas de produtividade no valor de 110 milhões  de dólares anuais na região.

Os sintomas  da doença variam entre dores de cabeça ligeiras, vômitos, inchaços e hemorragias generalizadas que podem ser fatais.

Entre as vitimas da doença que recuperam podem ficar com problemas de perda  de audição.

A segunda conferência internacional sobre a febre de Lassa reúne  cientistas, especialistas em saúde pública,  desenvolvedores  de vacinas ,decisores políticos, sociedade civil e parceiros regionais, que partilham conhecimentos, analisam progressos e forjam novas parcerias. 

A Guiné-Bissau foi representada nesta reunião pelo ministro da Saúde Pública, Augusto Gomes.ANG

(Despacho do jornalista Salvador Gomes, convidado pela CEDEAO para cobertura da conferência)

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Eliminatória Mundial 2026/Selecionador Nacional de Futebol dedica a vitória dos “Djurtus” a todos os guineenses em especial ao mister Baciro Candé

Bissau, 09 Set 25 (ANG) – O Selecionador Nacional de Futebol Emiliano Té, dedicou segunda-feira, a sua primeira vitória alcançada como técnico principal dos “Djurtus”, a todos os guineenses, e em especial, ao ex-técnico nacional Baciro Candé, quem admite,  ter aprendido muito, enquanto seu adjunto na Seleção.

Emiliano Té falava à imprensa no final do encontro da 8ª jornada da eliminatória para o próximo Mundial-2026 onde a Guiné-Bissau derrotou a sua congénere de “Djibuti” por 2-0.

O Selecionador Nacional revelou que a vitória alcançada frente ao “Djibuti”, foi motivada pelo bom desempenho dos atletas, e também no cumprimento das orientações deixadas à toda a equipa.

Emiliano Té, considera a sua liderança. a frente da Seleção, como uma nova era para os “Djurtus” e promete trabalhar com a equipa, para voltar a dar alegrias a todos os amantes da Seleção.

“O meu objetivo enquanto técnico principal da Seleção da Guiné-Bissau, é um dia poder voltar a chegar ao CAN e o Campeonato do Mundo”, disse mister Té.

Em relação a opinião de muitos de que a Seleção de “Djibuti” era um adversário à altura dos “Djurtus”, Emiliano Té disse que, não é assim tão fácil como muitos pensam, porque, o Djibuti  é uma equipa jovem, que defende bem, e sabe contra-atacar.

Afirmou contudo que gostou da exibição da equipa, e prometeu continuar com a mesma dinâmica, para que a turma nacional possa trazer, sempre alegria, para o país.

Para o Selecionador do “Djibuti”, Stephane Nado, a vitória da Guiné-Bissau frente a sua equipa, é justa, realçando por outro lado que, em termos de qualidades dos jogadores, os Djurtus estão em cima, e não tem como reclamar a derrota.

“Sou o novo técnico da Seleção de Djibuti, e o meu objetivo é trabalhar essa Seleção, para que consiga afirmar, e competir ao mais alto nível”, descreveu Stephane Nado.

De acordo com o mesmo, a Seleção que dirige, tem um único jogador que atua na segunda liga Holandesa, e do resto, atuam no campeonato Djibutense, para tal, não têm o mesmo ritmo competitivo internacional, com os jogadores de Guiné-Bissau, que actuam em diferentes clubes europeias.ANG/LLA/ÂC

Regiões/Projecto AIFO realiza formação baseada no género com diferentes instituições em Bissorã

Oio, 09 Set 25 (ANG) – A Associação Italiana Amigos de Raoul Follereou(AIFO), realizou este fim de semana uma formação baseada no género com diferentes instituições no sector de Bissorã, região de Oio, norte do país, nomeadamente diretores das escolas públicas e privadas e técnicos de saúde.

Durante o encontro, segundo o repórter da ANG na região de Oio, foram abordados temas como, saúde materna infantil, saúde sexual reprodutiva, violência baseada no género, registo de nascimento e nutrição.

Em nome do projecto AIFO,  Amadu Embalo frisou que a formação decorreu muito bem e os temas além de serem atuais, vão ajudar os jovens a cuidarem melhor sobretudo com a saúde sexual reprodutiva.

Realçou que, a sua organização está a trabalhar em diferentes regiões, dentre as quais Bafatá e Oio e a sua importância é de sensibilizar os populares em como tratar com questões como nutrição alimentar, saúde sexual reprodutiva, dieta alimentar entre outros.

O Director do Liceu Regional de Bissorã, Sanusi Camara não escondeu a sua satisfação, salientando que o encontro foi muito produtivo e os temas são muito interessantes, realçando que vai fazer chegar a informação recebida aos alunos.

Em nome dos formadores, Berta Correia que orou o tema sobre a Nutrição, Alimentação e Aleitamento, aconselhou a mães e mulheres grávidas no sentido de reforçarem os seus conhecimentos sobre práticas alimentares saudáveis, sinais de alerta de desnutrição e estratégias de prevenção .ANG/AD/MSC/ÂC

Cooperação/ Guiné-Bissau e Gâmbia assinam acordo no domínio do comércio

Bissau, 09 set 25 (ANG) – A República da Guiné-Bissau e da Gâmbia assinaram hoje, em Bissau,  acordo de cooperação no domínio do comércio.

O acordo foi assinado, no âmbito de visita de Estado de dois dias que o chefe de Estado gambiano Adama Barrou efetuou à Guiné Bissau entre os dias 08 e 09 do corrente mês.

Da parte guineense, o acordo foi assinado pelo ministro da Economia, Plano e Integração Regional Soares Sambu, em representação do ministro do Comércio Orlando Mendes Viegas, e da Gâmbia pelo ministro do Comércio, Indústria e Integração Regional Baboucar Joof.

“O Presidente da República da Gâmbia Adama Barow a convite do seu homólogo guineense está efetuar uma visita de Estado ao país e para além do encontro entre as duas delegações, assistiram assinatura de um acordo entre o nosso ministro do Interior e o da Gâmbia”, lembrou Soares Sambú.

Acrescentou que, hoje é vez de assinar um outro acordo no domínio do comércio, que não é nada mais de que a consagração dos princípios básicos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), relativamente a livre circulação de pessoas e bens no espaço comunitário.

Por isso, Soares Sambu afirmou que a materialização deste pressuposto é muito importante, devido as dificuldades que os comerciantes e empresários enfrentam nos postos fronteiriços de ambos os países, de um lodo para outro.

“Este acordo permitirá suprir essas dificuldades e garantir maior fluxo em termos de trocas comerciais, entre Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal ou seja estamos a trabalhar numa perspetiva triangular, para facilitar a circulação de pessoas e bens”, informou o ministro da Economia, Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau Soares Sambu.ANG/LPG/ÂC

Economia/Bissau acolhe Workshop de Gestão Financeira para novos empreendedores

Bissau, 09 Set 25 (ANG) – A capital Bissau acolhe entre os dias 08 e 11 do corrente mês, o Workshop “ABC Financeira” que visa capacitar novos empreendedores e transformar a forma como a juventude encara os negócios e a economia nacional.

De acordo com a plataforma Média Digital, o evento aposta na educação financeira como base para fortalecer o setor privado e impulsionar o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau, e a iniciativa  é organizada pela Plataforma "RAGASA MANGA" em parceria com "Consult Services Trading, Sarl", sob o lema “Controle o seu recurso financeiro para o crescimento sustentável”,

O referido workshop é conduzido pelo economista e operador económico José Nico Djú e inclui módulos sobre educação financeira, atividade económica sustentável, comércio internacional e gestão financeira prática para resultados, “É hora de agir, não de lamentar”

Nico Djú destacou que é importante criar condições que favoreçam o surgimento de novos empresários, sublinhando que o caminho para reduzir a pobreza começa dentro das famílias, com maior consciência financeira.

“É fundamental que haja educação financeira desde os lares. Isso ajuda a distribuir responsabilidades e a minimizar o peso das despesas, muitas vezes suportadas por uma única pessoa, o que gera pobreza e dificuldades”, afirmou.

O especialista apelou a juventude no sentido de serem mais empreendedoras e menos dependentes e que deixem de lamentar e que sejam proativos na criação de pequenos negócios rentáveis, uma vez que a atitude não só beneficia o empreendedor, como também fortalece toda a estrutura familiar.

Aquele responsável, disse que a economia guineense precisa mais de operadores privados capazes de gerar riqueza, emprego e inovação, explicando que o mercado se divide entre bens e serviços, ambos dependentes de empreendedores visionários, e que o Estado deve garantir equilíbrio através de políticas macroeconómicas.

“Onde existe uma boa ideia de negócio, existe mercado e, consequentemente, capital, a equação é simples necessidades geram mercado, o mercado gera capital, e o capital dá origem a empresas,” concluiu.


O Workshop ABC Financeira surge como uma oportunidade estratégica para jovens e futuros empresários guineenses adquirirem competências sólidas, para transformarem ideias em ações que vai contribuir para a construção de uma economia mais resiliente e autossustentável.
AMG/Digital Média

 

França/Macron nomeará novo primeiro-ministro francês “nos próximos dias”

Bissau 09 Set 25(ANG) - O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje que nomeará um sucessor para François Bayrou "nos próximos dias", após o primeiro-ministro ter perdido por ampla margem a moção de confiança que havia convocado na Assembleia Nacional.

"O Presidente da República nomeará um novo primeiro-ministro nos próximos dias", segundo o comunicado de imprensa do Palácio do Eliseu, em que Macron afirma ter "tomado nota do resultado da votação dos deputados" e que receberá na terça-feira o ainda primeiro-ministro Bayrou. 

Um total de 364 deputados votou contra a moção de confiança, enquanto 194 apoiaram-na, forçando a queda do Governo liderado por Bayrou, que estava no cargo há apenas nove meses.

A primeira queda de um Governo da Quinta República durante uma moção de confiança, neste caso convocada pelo centrista Bayrou, surgiu devido à falta de apoio à sua proposta de orçamento do Estado para 2026, muito contestada, em que previa 44 mil milhões de euros de poupanças para reduzir a dívida do país.

É esperado que o chefe de Estado francês escolha um novo primeiro-ministro de direita ou do centro que seja aceite pelo Partido Socialista, que se declara pronto para governar, tentando assim evitar mergulhar a França numa crise política mais grave.

Macron, cada vez menos popular e prestes a enfrentar algumas manifestações que prometem parar o país, poderia ter optado por convocar eleições antecipadas, tal como fez em junho de 2024, sem garantias de ficar com uma Assembleia Nacional menos fragmentada ou com uma maioria mais clara, queimando uma cartada que pode usar mais tarde para um novo Governo.

A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) deverá apresentar uma moção de destituição contra Macron na próxima semana, anunciou a presidente dos deputados, Mathilde Panot.

Desde o início do segundo mandato de Emmanuel Macron, em maio de 2022, sucederam-se na liderança do executivo francês Elisabeth Borne (até janeiro de 2024), Gabriel Attal (até setembro de 2024), Michel Barnier (até dezembro de 2024) e François Bayrou, que esteve nove meses no cargo.ANG/Inforpress/Lusa

França/Deputados votam contra programa do Governo e Bayrou vai apresentar demissão

Bissau, 09 set 245(ANG) - O Governo do primeiro-ministro François Bayrou obteve apenas um terço dos votos de aprovação ao seu programa de Governo levando assim à queda do executivo em França. Bayrou apresenta hoje a demissão ao Presidente da República enquanto o Eliseu já procura um ou uma substituta.


Sem grande surpresa, o Governo de François Bayrou caiu após o voto de confiança não ter conseguido passar na Assembleia Nacional. Dos 558 que votaram (entre os 589 eleitos), 194 votaram a favor do programa do Governo e 364 votaram contra, levando à queda deste executivo.

Num último discurso perante o parlamento, François Bayrou lembrou que os deputados iriam derrubar o Governo, mas não "podiam apagar a realidade", ou seja, a dívida da França que está actualmente a 113.9% do PIB e que o chefe de Governo queria tentar resolver através de um Orçamento de contenção. O primeiro-ministro abandonou a Assembleia cerca de cinco minutos após a votação e terá reunido depois todos os ministros para uma palavra de adeus na sua residência oficial, o Palácio de Matignon.

Na terça-feira de manhã, segundo os meios de comunicação franceses, François Bayrou vai apresentar formalmente a sua demissão a Emmanuel Macron. O Palácio do Eliseu disse que escolherá um primeiro-ministro "nos próximo dias".

Face a uma queda iminente, o Presidente já estaria nos últimos dias à procura de um novo primeiro-ministro, colocando-se o facto de não haver qualquer maioria possível apenas com uma força política já que ninguém detém o número necessário de deputados no parlamento.

A extrema-direita de Marine Le Pen pede a dissolução da Assembleia e uma nova eleição legislativa, já os socialistas pedem a nomeação de uma figura de esquerda. A extrema-esquerda pede a demissão de Emmanuel Macron, anunciando apresentar nos próximos dias uma proposta de destituição do chefe de Estado. Na quarta-feira prevê-se uma paralisação geral do país de forma a protestar contra as possíveis medidas de austeridade.ANG/RFI