terça-feira, 10 de outubro de 2017

Diplomacia



“Guineenses têm de contribuir para que haja paz no país”, diz novo embaixador da Nigéria

Nova embaixada da Nigéria em Bissau
Bissau,10 Out 17(ANG) - O novo embaixador da Nigéria na Guiné-Bissau, Adeyemi Afo Laham Ambrosi, defendeu,  segunda-feira, que os guineenses têm de contribuir para que haja paz no país.

«Os próprios guineenses têm de contribuir para que haja paz na Guiné-Bissau», disse o diplomata, quando questionado sobre a continuação do apoio da Nigéria à Ecomib, força militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), estacionada no país desde 2012.

O novo embaixador, que falava depois de um encontro com o presidente José Mário Vaz, sublinhou, contudo, que «precisa de tempo para analisar a situação» no país, mas referiu que a Nigéria «só quer paz» em África e em outros locais do mundo.

Sobre a sua missão, disse que vem com instruções para «cimentar e aumentar» a cooperação entre os dois países e ainda para «trabalhar em conjunto para o desenvolvimento».

O antigo presidente da Nigéria, Olesegun Obasanjo, foi um dos primeiros mediadores mandatados para a CEDEAO para ajudar os guineenses a ultrapassar a crise política que o país vive há cerca de dois anos.

O atual governo não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri , patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e que prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. 
ANG/Lusa

Moçambique



Assassinato de figuras públicas sem punição mostra que crime capturou liberdades em Moçambique

Bissau, 10 Out 17 (ANG) - Os sucessivos assassinatos de figuras públicas em Moçambique, sem resolução, traduzem a ideia de que o crime capturou os direitos e liberdades fundamentais, disseram hoje à Lusa dois analistas.

"Académicos, magistrados, políticos e jornalistas têm estado a pagar com a sua própria vida por expressarem livremente o seu pensamento", afirmou Borges Nhamire, ativista do Comité para a Proteção da Liberdade de Expressão e de Imprensa, em entrevista à Lusa, em Maputo.

Reagindo ao homicídio, no dia 04, de Mahamudo Amurante, presidente do município de Nampula, norte de Moçambique, Nhamire afirmou que o assassinato obedece a um padrão que tem sido imposto para silenciar o exercício de direitos e liberdades fundamentais no país.

O falhanço do Estado em levar os autores destes crimes à justiça fomenta o sentimento de impunidade e insegurança na sociedade, continuou.

"O Estado está a falhar" em "funções essenciais": "prover segurança aos cidadãos" e assegurar "responsabilização penal dos autores de crimes", afirmou Borges Nhamire.

Para que "a voz do bem não se torne cúmplice dos criminosos", considerou ser necessário que a sociedade se una na denúncia e na pressão junto das autoridades, visando estancar a criminalidade.

Por seu turno, Baltazar Faela, jurista e investigador do Centro de Integridade Pública (CIP), disse à Lusa que o ataque às liberdades fundamentais no país é incentivado pela falta de responsabilização penal.

"Os autores destes crimes sentem-se encorajados a continuar a sua saga, porque não lhes acontece nada", declarou Baltazar Faela.

A impunidade está a disseminar um clima de terror entre os cidadãos moçambicanos, porque sabem que exercer a liberdade de expressão coloca-os numa situação de vulnerabilidade.

A morte de Mahamudo Amurane junta-se a uma lista de figuras públicas assassinadas nos últimos anos no país, em crimes que se suspeitam ter a ver com a sua função.

Em março de 2015, o advogado constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac foi morto a tiro junto a um café no centro de Maputo, depois de se notabilizar por defender teses embaraçosas para a Frelimo, partido no poder, a última das quais dando argumentos jurídicos à Renamo, principal força de oposição, para a criação de províncias autónomas.

Em outubro de 2016, o conselheiro do Estado Jeremias Pondeca foi mortalmente baleado quando fazia ginástica matinal na Avenida Marginal de Maputo.

Em janeiro de 2016, o secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Manuel Bissopo, foi baleado e gravemente ferido quando viajava no seu carro no centro da cidade da Beira, província de Sofala, tendo o seu guarda-costas morrido no ataque.

Em abril desse ano, José Manuel, membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança em representação da Renamo e membro da ala militar do principal partido da oposição, é morto a tiro por desconhecidos à saída do aeroporto internacional da Beira.

A morte daqueles políticos aconteceu numa altura em que as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas o braço armado da Renamo se confrontavam na sequência da recusa do principal partido da oposição de reconhecer a derrota nas eleições gerais de 2014.

Também em abril, o procurador da Cidade de Maputo Marcelino Vilankulos foi assassinado a tiro quando se dirigia de carro para a sua casa, nos arredores da capital.

Marcelino Vilankulos tinha em mãos processos-crime associados à onda de raptos que na altura assolava as principais cidades moçambicana.

Em maio de 2016, o comentador político e docente universitário Jaime Macuane é raptado no centro de Maputo e levado para os arredores da cidade, onde os agressores o deixam ao abandono com tiros nos membros inferiores.

Na altura, Macuane era um dos comentadores do "Pontos de Vista", um programa de comentário essencialmente político do canal privado STV muito seguido no país.

Os referidos casos somam-se a outros assassínios mediáticos e que levaram no passado as vidas do jornalista Carlos Cardoso, em 2000, do economista Siba Siba Macuacua, em 2001, e do juiz Dinis Silica, em 2014.

Carlos Cardoso foi assassinado quando investigava uma mega fraude no ex-Banco Austral, enquanto Siba Siba Macuácuá foi morto quando tentava sanear as contas do referido banco.

Por seu turno, Dinis Silica tinha sob sua direção processos relacionados com raptos.  
ANG/ Inforpress/Lusa

Emprego



                      Jovens recém-formados apresentados à empresas

Foto arquivo
Bissau,10 Out 17(ANG) - O Centro de Instrução e Formação Profissional da Congregação dos Josefinos Murialdo promoveu segunda-feira, a quinta edição da Feira do Emprego para apresentar os jovens recém-formados às empresas que operam em Bissau, capital da Guiné.

«O objetivo deste evento é abrir a nossa escola a parcerias, instituições nacionais e empresas para saberem o que está a acontecer e qual a formação que damos aos nossos alunos, mas também para os jovens terem a possibilidade de entrar no mundo do trabalho», disse o padre John Odurukwe.

A Feira do Emprego é organizada pelo Centro de Instrução e Formação Profissional da Congregação dos Josefinos Murialdo, em conjunto com a organização não-governamental Engim e financiada pela União Europeia, no âmbito do projeto para a promoção do emprego entre os jovens guineenses.

«É uma grande oportunidade para os jovens terem contacto com empresas e as empresas com jovens. É uma possibilidade para ajudar os nossos jovens», explicou o padre nigeriano.

O centro  forma jovens em construção civil, mecânica, eletricidade, contabilidade, canalização, serralharia e informática.

Segundo o padre John Odurukwe, os resultados das feiras de emprego têm sido positivos, não só pela presença de empresas, mas porque, depois, pedem alunos ao centro para fazer estágios, acabando por contratá-los.

O projeto da União Europeia «visa promover o emprego de jovens» no país e «contribuir para a criação de trabalho e de oportunidades que gerem rendimentos».
ANG/Lusa

Bubaque



                   Centro de Produção de Documentos sem edifício próprio

Bissau,10 Out 17 (ANG) – O Centro de Produção de Documentos Biométricos (CPDB) do sector de Bubaque funciona actualmente na residência do Secretário da Administração local, porque o edifício onde operava está num estado avançado de degradação.

Aspecto da cidade de Bubaque
Em declarações à imprensa o administrador do referido Centro, Toni Tavares pede ao governo para que, através do Ministério da Justiça, providencie uma instalação própria para que o serviço possa funcionar em melhores condições.

Tavares disse que dispõe de todos os meios materiais necessários para a produção de documentos, mas lamenta a fraca afluência dos cidadãos para a aquisição de Bilhete de Identidade (BI).

“A nossa produção diária varia de 7 a 10 bilhetes de identidade. Isso não é possível dada a dimensão do sector de Bubaque, com a excepção do período das matrículas nas escolas públicas, única altura em que produzimos mais”, informou.

Segundo o administrador, essa fraca procura do BI tem a ver com a pouca importância que a população local dá ao documento, e também com o desconhecimento da existência do centro.

Disse que essa situação já originou a criação de brigadas móveis que percorreram várias zonas longínquas emitindo Certidão de Nascimento e BI aos cidadãos.

Para além disso, conforme Toni Tavares, campanhas de sensibilização com apoio de uma das Rádios Comunitários sobre a importância do  Bilhete identidade são frequentemente levadas a cabo para possibilitar que mais cidadãos tenham o seu BI.

O Centro de Produção de Documentos Biométricos do Sector de Bubaque funciona há anos e já produziu mais de mil Bilhetes de Identidade.
ANG/LPG/ÂC/SG   



Caritas lusófonas



                                Cabo Verde acolhe quarta-feira o IX Fórum 

Bissau, 10 Out 17 (ANG) – Cabo Verde, mais concretamente a Cidade dos Picos, no Município de São Salvador do Mundo, acolhe de 11 a 17 do corrente, o IX Fórum das Cáritas Lusófonas, para debater a fome e as desigualdades nos países lusófonos.

Vista da cidade de Praia
Segundo a Inforpress que cita a Secretária-Geral da Cáritas Cabo-verdiana, Marina Almeida, trata-se de um espaço de debate e reflexão sobre “temas pertinentes”, no âmbito das actividades das Igrejas e Cáritas lusófonas.

O encontro, em que os representantes das Cáritas de Cabo Verde, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e de Timor irão debater o tema “Fome e Desigualdades nos Países Lusófonos: O engajamento da Caritas nos processos de Transformação Social e Económica”, servirá também para intercâmbio de ideias e experiências entre os participantes.

“Com a nona reunião das Caritas Lusófonas, pretende-se unir esforços no sentido de contribuirmos para o desenvolvimento humano, pastoral e cultural dos países membros, potenciando os recursos com vista à valorização da pessoa e das suas condições de vida, denunciando as injustiças e apontando caminhos”, disse.

O encontro, a decorrer na Cidade dos Picos (interior da ilha de Santiago), durante 10 dias, é também ocasião para os participantes visitarem projectos e participarem em acções no terreno, visando interagir com as comunidades locais.

Na nona reunião das Caritas Lusófonas, cuja abertura oficial será presidida pelo Presidente da República, serão analisadas a realidade da fome e desigualdades nos países lusófonos, para depois se debater os desafios do enfrentamento da fome e das desigualdades e a economia social e solidária como resposta.

Estarão em debate temas como “A agro-ecologia: Resiliência às mudanças climáticas e um jeito diferente de fazer agricultura”; “O Cuidado da Casa Comum na perspectiva do Papa: Que Desafios para as Igrejas dos Países Lusófonos” e “Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: Que desafios e que posicionamento para os Países Lusófonos”.

O Fórum da Cáritas Lusófonas reúne-se geralmente de dois em dois anos para os membros reforçarem as relações entre eles e terem uma presença mais activa e efectiva nas instâncias como a Cáritas-Africa e a Cáritas Internacional. A mais recente reunião do Fórum foi no Brasil, em 2015. ANG/Inforpress

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Roménia



         “NATO não quer nova Guerra Fria com a Rússia”, diz Secretário-geral

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O secretário-geral da NATO disse hoje que a Aliança Atlântica não quer uma “nova Guerra Fria” com a Rússia, apesar da preocupação dos Estados-membros com o fortalecimento militar russo junto às suas fronteiras.
Símbolo da Nato

Jens Stoltenberg falava no final de quatro dias de uma assembleia parlamentar da NATO na capital da Roménia.

“Estamos preocupados com a falta de transparência [da Rússia] quando se trata de exercícios militares”, disse.

Stoltenberg referia-se aos exercícios militares realizados em Setembro envolvendo milhares de militares russos e bielorrussos na Bielorrússia.

Os exercícios envolveram manobras desenhadas para apanhar e destruir espiões armados.
No entanto, Stoltenberg disse: “A Rússia é nossa vizinha (…) não queremos isolar a Rússia; não queremos uma nova Guerra Fria”.

O responsável acrescentou que a aliança, que reúne 29 Estados-membros, incluindo Portugal, aumentou as patrulhas aéreas no Mar Negro em “resposta às acções agressivas da Rússia na Ucrânia”.

Sobre a missão da NATO no Afeganistão, onde se mantêm mais de 13.000 militares, Stoltenberg disse que “o custo de sair seria muito mais elevado” do que o custo humano e financeiro da missão.

O Afeganistão iria cair num caos e tornar-se um santuário para terroristas internacionais se a NATO saísse do país, acrescentou. ANG/Inforpress/Lusa

Administração pública


Secretário-geral da UNTG responsabiliza políticos pela disparidade dos números de funcionários nos bancos de dados

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) responsabilizou os políticos pela disparidade que existe nos bancos de dados, nos Ministérios das Finanças e da Função Pública.

Estevão Gomes Có
Estevão Gomes Có que falava hoje aos jornalistas disse que os mesmos politizaram a administração pública, acrescentando que cada responsável político nomeado leva certo número de pessoas para o Ministério  que dirige. 

Disse contudo que a UNTG não foi informado sobre o bloqueio de salários de alguns funcionários públicos por parte governo. 

Informou que após tomarem o conhecimento de que o Ministério da Função Pública está a fazer controlo sobre a disparidade dos números do pessoal da administração pública existentes nos bancos de dados entre os Ministérios da Função Pública e das Finanças, enviou uma carta ao governo pedindo uma reunião de emergência do Conselho 

Permanente de Concertação Social para obter mais informação sobre o assunto por parte do executivo, e que não obteve resposta. 

Estevão Gomes Có lamentou que, apesar do empenho e esforço daquela organização, o executivo não honrou o seu compromisso dentro do prazo de seis meses, para proceder ao rejuste salarial, cuja reivindicação  culminou com uma greve de três dias na Função Pública. 

Questionado sobre o novo recenseamento dos funcionários públicos cujos salários foram cancelados  em Setembro, Estevão Gomes Có respondeu que o Ministério da Função Pública descobriu um grosso número de funcionários no banco de dados das Finanças que não existe naquela instituição.ANG/JD/ÂC/SG

Bubaque



               Paludismo continua principal causa de doença no sector  

Bissau,09 Out 17 (ANG) – O administrador do hospital, “Marcelino Banca”, do sector de Bubaque, Ricardo João Có disse que apesar da realização da campanha de distribuição de mosquiteiros impregnados, o paludismo continua a ser maior causa da doença naquela zona insular.
Vista do Hospital de Bubaque

Em declarações à imprensa, Ricardo Có relaciona a situação com a aglomeração de  grande quantidade de  mosquitos causadores de paludismo e que  picam não só à noite, mas também à luz do dia.

Por este motivo, apela aos populares do referido sector para usarem camisas de mangas cumpridas ao anoitecer, continuarem a dormir debaixo de mosquiteiros para evitar a picada dos mosquitos, bem como a procura do hospital em caso de qualquer sintoma.

Ricardo Có disse contudo que o acesso aos cuidados sanitários melhorou bastante graças aos Agentes da Saúde Comunitária.

E quanto ao funcionamento do hospital do sector e Bubaque, o seu administrador informou que o estabelecimento sanitário , de  momento está sem médico, porque o único que dispunha  se encontrava em Bissau  numa acção de formação na área de cirurgião. 

Iadiantou que  está para breve a abertura de um dos blocos operatório do hospital de Bubaque, construído com apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para População (FUNUAP) e que devia estar a funcionar em Setembro. 

Ricardo Có declarou ainda que o hospital não recebe subvenção da parte do governo e funciona com recursos internos.

“É com recursos internos é que pagamos  as despesas, desde os  salários do pessoal contratado, subsídios, compra de medicamentos bem como de outras actividades inerentes ao trabalho de um hospital”, disse.

Em relação a evacuação de doentes, aquele responsável disse que em caso da necessidade contactam serviços da Capitania ou os agentes turísticos, uma vez que o hospital não despõe de uma vedeta para o efeito.

O hospital do sector de Bubaque tem a capacidade para o internamento de 50 pacientes , para uma população de 7.261 habitantes. ANG/LPG/ÂC/SG
    

Fundação Mon na Lama



Presidente da República recomenda aos produtores de batata-doce para não vender os seus produtos a baixo preço

Bissau,09 Out 17 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz apelou aos produtores a suspenção da comercialização dos seus produtos ao  preço que considera de “exploração”, alegando que a presidência e  o governo estão a trabalhar para encontrar mercados onde vão vender as mercadorias a bom preço.

O Chefe de Estado fez este apelo na visita que efectuou nos dias 5 e 6 do corrente mês aos agricultores da secção Bruce, sector de Bubaque, região de Bolama Bijagós no quadro do seu projecto “Mon na Lama”.

O Presidente da República disse ainda que não é possível que as pessoas continuassem a comprar nas mãos dos camponeses um saco de batata de 100 quilos por seis mil francos CFA.

Após a  sua visita aos dois campos agrícolas dos populares da secção de Bruce, José Mário Vaz reafirmou que o futuro do país depende da agricultura.

O chefe de Estado disse que ficou impressionado pela quantidade da área cultivada pela referida comunidade, tendo afirmado que, no presente ano, o sector de Bubaque não terá problemas de fome, devido a quantidade de arroz que será produzido.

José Mário Vaz voltou a firmar que só com o trabalho é que o país pode sair da situação em que se encontra.

Perante esta situação, o ministro da Agricultura, Florestas e Pecuária, Nicolau dos Santos prometeu apoios materiais aos populares da secção de Bruce como forma de aumentarem a produção de arroz.

“Com a mecanização, num futuro próximo da nossa agricultura, o país vai estar em condições de exportar o arroz à semelhança da castanha de caju”, disse o governante.

Instado a falar sobre o aparecimento das pragas em algumas bolanhas da zona leste, Nicolau dos Santos, disse que as delegacias regionais de Agricultura estão equipados para fazer face a ataque de pragas.

O representante dos anciões de secção de Bruce, Arsénio Barbosa manifestou-se satisfeito  com presença do Chefe de Estado naquela localidade.

Contudo, lamentou o êxodo rural dos jovens para as cidades à procura de melhores condições de vida e dos centros de formação, bem como a má condição da estrada que liga a secção de Bruce ao centro de Bubaque.

Por este motivo, apelou ao Chefe de Estado e o governo no sentido de melhorarem as condições da referida via rodoviária e diligenciarem para a  construção de um centro de formação profissional em Bubaque para reduzir a fuga dos jovens para Bissau e consequentemente reforçar a mão-de-obra no campo.

Arsénio Barbosa apelou igualmente a conclusão das obras do bloco operatório do hospital sectorial de Bubaque.

 Domingas António Cumprido, que falou em nome das mulheres disse que os dois campos agrícolas são resultados da mensagem do Presidente que solicita a população guineense para pôr a  mão na lama.

Domingas Cumprido considerou  “elevado”o  custo de transporte praticado pelo navio  “Bijagós” que faz  a ligação entre as ilhas e a capital Bissau.

Neste contexto, exortou o executivo para reabilitar o navio “Bária” que pratica precos mais baixos. ANG/LPG/ÂC/SG



Política



PAIGC acusa Presidente da República de transformar Guiné-Bissau numa “República Sem Leis”

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC),responsabilizou o chefe de Estado pela transformação da da Guiné-Bissau numa   

 " Nação Sem Leis" , onde tudo pode acontecer numa total impunidade  e descaramento.
Em comunicado de imprensa divulgado no passado dia 6 do corrente mês, os libertadores refere que Domingos Simões Pereira é o líder do PAIGC , porque preside nessa qualidade todos os órgãos estatutários do partido incluindo o Bureau Político e o Secretariado Nacional.

“Por isso, qualquer actividade que leva o selo do PAIGC tem que ser de conhecimento da Direcção Superior do Partido , razão pelo qual o PAIGC e a sua direcção não reconhecem as razões que levaram um grupo de cidadãos , que não são militantes  nem dirigentes do partido a organizar uma dita Conferencia Nacional em nome do partido “, indicou a nota.

O comunicado refere ainda que o auto-intitulado “Grupo dos 15” não tem hoje nenhuma ligação ao PAIGC e os seus membros são livres de fazer o que bem entender, mas sem nunca invocar o nome do partido para cobertura dos seus actos, salientando de que quem fala em nome do PAIGC são os dirigentes e militantes devidamente escolhidos.

Na nota o PAIGC fala das contínuas acções de total indisciplina e violação das regras legais e democráticas que o” Grupo dos 15”,tem vindo a levar a cabo  com total impunidade e até em certa medida contando com a cobertura legal de algumas instituições .

“Exemplo desses actos são, entre outros, a afirmação pública desse grupo de que pretendem assumir a liderança do PAIGC, a revelia das normas democráticas de funcionamento de qualquer organização política, as ameaças de assaltos a órgãos de soberania, na presença dos seus titulares e a realização, em nome do partido, de uma dita Conferência Nacional “, lê-se na nota.

O documento acrescenta que igualmente o Grupo dos 15 divulgou uma chamada Declaração de Bissau para ser distribuída em nome do partido em todo território nacional sem lembrar que nada tem a ver com o partido.

Informaram que no passado tiveram ligações estatutárias e deixaram de o ter porque foram expulsos e suspensos por terem desrespeitado a disciplina partidária, causando profundos danos ao PAIGC, preferindo aliar-se com adversários e retirar o poder que o partido conquistou nas urnas.

Segundo o documento, o PAIGC considera que as ameaças ou acções praticadas pelo “Grupo dos 15”, constituem motivos, mais do que suficientes, para que as instituições competentes da República forjada e que se pretende transformar numa “República Sem Leis “, tomarem uma decisão firme.
 
“E se isso não acontecer pode fazer entender a terceiros a existência de um conluo perigoso com a ditadura actualmente imposta sob a batuta de José Mário Vaz, exemplos disso são, a proibição de manifestações públicas, a censura severa nos órgãos de informações estatais e a desejada limitação das acções políticas dos partidos políticos “,explica a missiva.

No documento, os libertadores recordam ainda a imposição de um Governo presidencialista, ilegal e inconstitucional que já ultrapassou todos os limites legais permitidos pelo ordenamento jurídico guineense , bem como a existência de uma sobreposição do poder executivo sobre o judiciário com ordens de prisão ilegal e arbitrária de quem insultar figuras institucionais.

“O PAIGC diz  BASTA e reclama a imediata intervenção das instituições competentes por uma questão de respeito pela legalidade e por algumas Instituições da República, e se necessário, o partido e os seus dirigentes, militantes e simpatizantes têm capacidade para repelir pela força, em legítima defesa, quaisquer tentativas de assalto a liderança do partido ou de ofensas corporais aos seus dirigentes ou danos no seu património “, refere o comunicado.

Na missiva o  PAIGC exorta a todos quantos queiram desafiar ou provocar que a tolerância tem limites e que a partir de agora todos os actos ou acções provocatórias serão respondidas de forma enérgica para se pôr cobro a esta situação que se arrasta há mais de dois anos..

“Perante a manifesta incapacidade do Presidente da República em encontrar uma saída para pôr cobro a esta situação de crise profunda que assola o país há mais de dois anos, é convidado a implementar imediatamente o Acordo de Conakry, considerado como o único instrumento capaz de retirar a Guiné-Bissau da situação catastrófica em que se encontra”, lè-se no comunicado.
ANG/MSC/ÂC/SG

Canchungo



Ministro Sola na Bitchita defende “organização do território” para desenvolver o país

Bissau,  09 Out 17 (ANG) – “ A Guiné-Bissau não tem nenhuma via para seu desenvolvimento que não seja a organização do território”.

Vista da cidade de Canchungo
A afirmação é do Ministro da Administração do Território e Poder Local  e foi feita quando presidia a cerimónia de criação do Conselho Consultivo do Sector de Canchungo (CCSC), com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Sola Nquilim na Bitchita afirmou que para isso, é necessário implicar as populações no processo de desenvolvimento das suas localidades.

“Este projecto para a governação e desenvolvimento local, servirá de base de apoio as futuras autarquias no país”, assegurou o governante.

Para o representante Adjunto do PNUD, Gabriel Dava, a criação do CCSC é um “trabalho de grande valor, porque é um compromisso com o desenvolvimento”.

Intervindo  no acto  o Administrador do Sector, Pedro Mendes Pereira e o Régulo Central, Fernando Batiçã Ferreira,   realçaram a importância da criação do referido Conselho para o desenvolvimento sustentável de Canchungo e apelaram aos seus  membros para não o politizarem  mas sim, trabalhar em união pelo bem comum.

  De acordo com um documento do PNUD  à que a ANG teve acesso, “em primeiro lugar, foram criadas as instâncias, nas quais, a população pode opinar sobre os desafios que enfrenta em diversas áreas e a melhor forma de enfrentá-los”.

Estas instâncias, conforme o PNUD, constituem as chamadas “ Instituições de Participação e Consulta Comunitária (IPCC) ”, nas quais se discutem temas como a saúde, edução, sustentabilidade das actividades económicas e outros.

De acordo com a nota,  no âmbito destas instituições, a população realiza diagnóstico de sua localidade e propõe intervenções, nos domínios de desenvolvimento que considerar prioritárias.

No referido evento, estiveram presentes cerca cinquenta representantes de diferentes entidades públicas e privadas sedeadas nesta localidade norte da Guiné-Bissau. ANG/QC/SG

Cacheu



     Novo governador regional prioriza Plano do Desenvolvimento Regional

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O novo Governador da Região de Cacheu afirmou que a sua “grande” prioridade é  promover encontros com as “forças vivas”, com vista a elaboração do Documento Estratégico do Desenvolvimento Regional.
 
Justino Caroné Gomes fez estas declarações na   cerimónia de criação do Conselho Consultivo do Sector de Canchungo (Norte), com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

“ Vamos ao encontro das pessoas, ouvir as suas ideias e, depois, elaborar um documento orientador para a região de Cacheu”, explicou para dizer que não encontrou instrumento de género na sede do governo regional.

Abordado sobre este Projecto de Apoio a Governação e Desenvolvimento Local, Caroné Gomes reconhece  a sua importância, entretanto pede a população da zona para cumprir com as suas obrigações, através duma participação activa.

Justino Caroné Gomes, Agrónomo de profissão, assumiu as funções do novo Governador da Região de Cacheu a 31 de Agosto último, substituindo no cargo Rui Cardoso.

No referido evento, estiveram presentes cerca cinquenta representantes de diferentes entidades públicas e privadas sedeadas nesta localidade norte da Guiné-Bissau.

O acto foi presidido pelo Ministro de Administração do Território e Poder Local , Sola Nquilim na Bitchita, na presença do Representante Adjunto do PNUD, Gabriel Dava. ANG/QC/SG