quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Política


                    JAAC realiza II Congresso Ordinário em Novembro

Bissau,12 Out 17 (ANG) – O Presidente da Comissão Organizadora do II Congresso ordinário da Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), informou hoje que a reunião magna desta organização juvenil do PAIGC será realizada na terceira semana do mês de Novembro de 2017, em Bissau.
Imani Na Umoja

Em declarações à ANG, Imani Na Umoja disse que o Congresso irá decorrer sob o lema: “Congresso para Reestruturação e Dinamização da JAAC para Defender e Preservar a Ideia de Amílcar Cabral”.

Informou ainda que as Assembleias de Bases para escolha dos representantes para as secções já foram realizadas, e que neste momento está a decorrer as conferências de secções e assim sucessivamente até a realização das conferências regionais no final do mês em curso para escolher dos delegados para o congresso.

Imani Na Umoja declarou que as regiões de Bafatá, Gabu, Oio e Cacheu vão eleger 15 delegados cada  ao passo que  Bolama Bijagós, Biombo, Quinará e Tombali 10 delegados cada, e o Sector Autónomo de Bissau, 25 delegados.

Para além destes delegados, conforme o Presidente da Comissão, os membros do Conselho Central da JAAC eleitos no primeiro congresso da organização, em 1983 também vão participar na reunião de Novembro.

Disse que antes do Congresso, será realizada uma Conferência Ideológica Internacional, em que participam os delegados e os convidados, nomeadamente, a Juventude de Cuba, Movimento Para Libertação de Angola entre outros.

Nesta conferência os presentes vão debater vários temas, com destaque para “o papel da JAAC no resgate do valor ideológico do PAIGC e de Amílcar Cabral com os seus companheiros, que será orado pelo Presidente desta formação política, Domingos Simões Pereira, e os objectivos principais da luta.

Imani Na Umoja apela aos jovens guineense de 15 a 35 anos que querem contribuir para o desenvolvimento da Guiné-Bissau a se juntar ao partido, inscrevendo  na Juventude Africana Amílcar Cabral. ANG/LPG/ÂC/SG

Bafatá



               Novos talentos artísticos procurados na população prisional

Bissau, 12 Out 17 (ANG) - O estabelecimento prisional de Bafatá, no Leste acolhe sexta-feira um evento cultural e artístico organizado no quadro do projecto de reinserção social e promoção dos direitos dos prisioneiros na Guiné-Bissau, revela um comunicado da Delegação da União Europeia em Bissau.
Vista da cidade de Bafatá

Sob o lema “Prisioneiro tem balur” – fase II, a iniciativa visa descobrir novos talentos artísticos entre a população prisional, através de uma oficina de desenho, e conta com a participação do artista plástico Hipólito Djata.

“O evento será também um momento de intercâmbio entre guardas e prisioneiros sobre a justiça restaurativa”, lê-se no comunicado.

O projecto é financiado pela UE e executado pela Mini Tese, juntamente com a  Direcção Geral dos Serviços Prisionais. ANG/SG

Moçambique


         Aldeia de Montepuez receia radicalismo islâmico oculto nas matas

Bissau,  12 Out 17 (ANG) - Cesário da Silva, chefe de uma aldeia nos arredores de Montepuez, norte de Moçambique, perdeu de vista 30 pessoas da comunidade, incluindo casais com filhos, que no último ano trocaram a povoação por parte incerta, no mato.

Vista da capital moçambicana
Eram famílias muçulmanas, mas com hábitos diferentes da maioria, descreve. "Eles vestiam calções curtos, elas andavam sempre cobertas" e quando falavam com os vizinhos, consideravam ser os guardiões da forma correta de rezar e praticar o Corão.

Ninguém deu explicações na hora de sair da aldeia, chamada Unidade B, e "só depois de alguns meses" chegou o relato de que estavam a dezenas de quilómetro para leste, perto de Nanhupo, no mato, num suposto "treino".

"A fazer treino para quê? Até hoje não sabemos o que estiveram a fazer por lá", refere Cesário da Silva, líder de uma comunidade com 3.700 pessoas que vive no meio do planalto, em casas de adobe, longe do asfalto e do betão.

A situação motivou, na altura, encontros entre diferentes líderes religiosos.

Saide Bacar, líder muçulmano regional, aponta este e outros testemunhos como indício de atividades de radicalização, vindas do exterior e a decorrer longe do olhar alheio.

"Há pessoas que fugiram de lá [do treino] e que nos forneceram dados sobre o que se passa: iam para integrar [o grupo], mas quando lá chegaram não encontravam a religião, mas tráficos e matanças", refere.

O dinheiro serve para arregimentar moçambicanos "que não estudaram", que vivem "pobres e esfomeados" - um movimento que Bacar responsabiliza pelo ataque armado da última semana a postos de polícia de Mocímboa da Praia.

De acordo com os relatos dos residentes, os atacantes exibiram sinais de afiliação muçulmana (palavras de ordem e vestes) durante os confrontos que paralisaram a vila costeira da província de Cabo Delgado durante dois dias e que provocaram 17 mortos - dois polícias, um civil e 14 atacantes, segundo dados da polícia.

No dia em que os tiroteios irromperam em Mocímboa, um dos casais que tinha deixado Unidade B voltou à aldeia, refere Cesário da Silva - mas ao tomar conhecimento do que se passava na ponta norte da região, voltou a desaparecer.

Saide Bacar é representante na província do Conselho Islâmico Moçambicano, umas das congregações muçulmanas do país, e relata um outro episódio ocorrido em 2016, quando expulsou da sua mesquita, em Montepuez, um grupo de jovens que o acusou de não ser um bom praticante.

Apresentaram-se como seguidores do Islão, mas o encontro correu mal. "Começaram a atacar-nos porque nos reunimos com o governo, por termos filhos no ensino oficial" e respeito pelas instituições do Estado.

"Tive que os expulsar", destaca, na sequência da abordagem que se repetiu noutras mesquitas, levando-o a tomar uma posição.

A 15 de junho do último ano, Saide Bacar emitiu uma circular para cinco distritos do sul de Cabo Delgado (Montepuez, Balama, Namuno, Chiure e Ancuabe), alertando para a presença de um grupo de supostos islamitas na região, que diziam pregar a moral, mas que pedia às comunidades que observassem princípios que aquele dirigente considera ofensivos.

"Amputai o ladrão e apedrejai o adúltero e adultera até à morte e que o medo ao governo não vos impeça de cumprir a pena", foi um dos princípios divulgado, citado na circular como parte da mensagem que tem várias referências à insurgência contra o Estado.

"Não içai a bandeira e nem participai nos eventos nacionais", foi outra das orientações ouvida por quem se cruzou com o grupo em locais de culto, refere-se no documento.
Saide Bacar queixa-se das autoridades moçambicanas: gostava que fossem mais atuantes face aos sinais de presença de radicalismo.

No último ano, o líder muçulmano confrontou em Montepuez um dos estrangeiros que associa às investidas de pregação, um cidadão da Gâmbia que se limitou a dizer que estava "a cumprir o seu serviço", relata.

"Acho que ainda anda por aí", a pregar pela região.

"Eles não têm mesquitas, introduzem-se nas que já existem, mas quando são identificados como grupo radical, desaparecem", acrescenta.

Uma semana depois dos confrontos em Mocímboa da Praia, Saide Bacar teme que este foco de tensão no norte de Moçambique ainda não tenha acabado e reafirma a frase com que terminou a circular que distribuiu em julho de 2016: "cabe às autoridades tomar medidas".  ANG/Lusa

Cairo



                          Grupos rivais palestinianos alcançam acordo 

Bissau, 12 Out 17 (ANG) – O Hamas e o rival Fatah alcançaram um acordo ao fim de dois dias de conversações à porta fechada, que decorreram no Cairo, com vista à reconciliação palestiniana, anunciou hoje o movimento radical islâmico em comunicado.
 
O gabinete do líder do Hamas, Ismaïl Haniyeh, anunciou que foi alcançado um acordo, sem facultar, porém, detalhes.

Os contornos do acordo devem ser conhecidos numa conferência de imprensa prevista para hoje na capital do Egipto, país que mediu os esforços de reconciliação.

Durante a ronda de diálogo foram abordados detalhes concretos da aproximação entre os dois grupos rivais, ao fim de uma década de divergências e de tentativas fracassas de reconciliação entre as partes.

O controlo da segurança na Faixa de Gaza ou o futuro dos 25.000 homens do braço armado do Hamas figuravam entre os dossiês mais difíceis das negociações pelo que muito provavelmente terão sido questões adiadas.

O Hamas assumiu o controlo de Gaza em 2007, após vencer as forças lideradas pelo partido Fatah do Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas. Desde então, a ANP tem governado apenas os enclaves autónomos da Cisjordânia ocupada por Israel.

A Autoridade Palestiniana, entidade reconhecida internacionalmente e era suposto prefigurar um Estado palestiniano independente, é dominada pela Fatah, exercendo o seu poder limitado na Cisjordânia, por sua vez ocupada por Israel e que dista algumas dezenas de quilómetros da Faixa de Gaza.

Em Setembro, o Hamas, sob pressão, aceitou o regresso da Autoridade Palestiniana e do governo a Gaza, tendo o regresso sido materializado com grande pompa há cerca de uma semana, quando se realizou o primeiro Conselho de Ministros naquela cidade desde 2014.

As divisões palestinianas são consideradas como um dos principais obstáculos à resolução do conflito israelo-palestiniano.
Lusa/Fim

Política


    Deputados expulsos do PAIGC apelam ao diálogo com a direção do partido

Bissau,12 Out 17(ANG) - O grupo de deputados expulsos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) , denominado grupo dos 15, apelou quarta-feira ao partido para o diálogo e para cumprir com o Acordo de Conacri.

Em conferência de imprensa, realizada em Bissau, e em comunicado distribuído aos jornalistas, os deputados pediram à direção do partido para "acionar mecanismos e medidas concretas e imediatas conducentes à reconciliação no seio da família do PAICG (vencedor das legislativas de 2014 na Guiné-Bissau), privilegiando o diálogo franco e sincero como única via para a saída da presente crise".

No comunicado, os deputados, que foram expulsos  do PAIGC, depois de terem chumbado no parlamento o programa de Governo de Carlos Correia, insistem que a direção do partido deve cumprir os acordos de Bissau e Conacri em ´relação à reintegração incondicional dos dirigentes ilegalmente expulsos ou sancionados, bem como cessar imediatamente´ o que consideram ser ´afastamentos sumários e exclusões ilegais´ no partido.

Os deputados dissidentes propõem também a criação de uma comissão paritária entre a direção do PAIGC e do grupo dos 15 para iniciarem um diálogo para a ´reintegração daqueles deputados e de todos os dirigentes, responsáveis e militantes do partido, penalizados por se terem associado ou simpatizado com a causa dos 15 deputados expulsos do partido´.

No comunicado, os deputados dissidentes informam também a ´opinião nacional e internacional´ que o grupo dos 15 ´nunca reconheceu as sanções instrumentalizadas e ilegais impostas pelo Conselho Nacional de Jurisdição do PAIGC´.

O grupo salienta também que as sanções visaram correr com os ´adversários internos´ e ´implantar uma autocracia no seio do partido´ com vista ao reforço dos poderes do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

No documento, os deputados dissidentes denunciam que Domingos Simões Pereira tem ´inviabilizado inúmeras tentativas de mediação, de facilitação, tanto no país, como no exterior, ou de diálogo aberto e franco entre as partes desavindas do partido, radicalizando-se profundamente em posições assumidas como categoricamente irreversíveis´.

O grupo voltou a sublinhar que continua aberto ao diálogo para uma ´verdadeira reconciliação´.

O grupo dos 15, coordenado por Braima Camará, que ficou em segundo lugar na corrida à liderança do partido, que foi ganha por Domingos Simões Pereira, entrou em rutura com a direção do PAIGC, tendo-se juntado ao PRS no parlamento para chumbar o programa de Governo do então primeiro-ministro, Carlos Correia.

O grupo dos 15 é um dos signatários do Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e que prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, bem como a reintegração daqueles elementos no PAIGC, de acordo com os estatutos do partido, entre outros pontos. ANG/Lusa



Angola



     Bispos pedem compromisso com a redução das assimetrias ao novo PR

Bissau, 12 Out 17 (ANG) - Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) exortaram quarta-feira o novo Presidente angolano, João Lourenço, a adotar neste mandato "um compromisso concreto com os desafios económicos do país" e com a "redução das assimetrias". 
 
O posicionamento da igreja católica angolana foi manifestado  em Luanda, pelo presidente da CEAST, Filomeno Vieira Dias, na abertura da segunda assembleia ordinária, que decorre até ao dia 23, encontro que servirá para uma análise interna à vida da Igreja e ao contexto sociopolítico do país.

"Gostaríamos, neste momento, de felicitar o Presidente eleito, saudamos o seu propósito em ser o Presidente de todos os angolanos e trabalhar para o bem de todos os angolanos, em especial pelas populações mais vulneráveis", disse Filomeno Vieira Dias, que é também arcebispo de Luanda.

Acrescentando que a Igreja Católica angolana faz votos que "seja de facto um mandato que procure diminuir as assimetrias de diferente natureza", Filomeno Vieira Dias assumiu o compromisso de uma "leal colaboração na promoção do bem comum".

João Lourenço foi investido como novo chefe de Estado angolano a 26 de setembro e na sua primeira intervenção traçou o objetivo de combater as desigualdades sociais ou a mortalidade infantil, prometendo que os "anseios e expetativas dos cidadãos" vão constar permanentemente da agenda do executivo e que vai regularmente auscultar a população.

O arcebispo de Luanda referiu que os bispos católicos desejam um compromisso concreto com os desafios, sobretudo económicos, que Angola enfrenta.

"Na verdade, esses desafios exigem uma mobilização de energias que redescobrem razões de pertença e responsabilidade comuns e para a qual os crentes são convocados para um testemunho consistente", observou. ANG/Lusa

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia internacional de meninas



               Governo reitera apoio à meninas e mulheres da Guiné-Bissau

Bissau, 11 Out 17 (ANG) – O ministro da Mulher, Família e Solidariedade Social, afirmou  hoje que o governo  e os parceiros estão determinados a  continuar a prestar apoios necessários às meninas e mulheres guineenses.
 
Carlos Kenedy de Barros que discursava durante a celebração do Dia Internacional das Meninas, sob o lema “desbloquear o poder das meninas agora”, disse que a descriminação baseada no género, é uma concepção discriminatória definida pelos homens que pode ser superada através de esforços conjuntos.

Acrescentou  que investir nas meninas e mulheres proporciona grandes benefícios para o futuro e uma boa convivência social.

“Elogiamos a iniciativa da “PLAN INTERNACIONAL” Guiné-Bissau, pela organização todos os anos do Dia 11 de Outubro, porque permite chamar a atenção aos autores nacionais, as famílias e comunidades sobre  a importância da promoção de direitos das meninas e suas valiosas contribuições no processo do desenvolvimento”, justificou o ministro.

Para Kenedy de Barros, o Dia Internacional das Meninas (IDG), é agora uma base da advogacia e activismos para as Redes e Organizações.

Por seu turno, e em representação da “PLAN INTERNACIONAL Guiné-Bissau”, Felícia Fernandes destacou que a sua organização tem prestado apoio as meninas para assumirem posições do poder para destacar as desigualdades que restringem a sua educação, as barreiras que limitam a sua liberdade de expressão assim como as violências que muitas das vezes sofrem.

De acordo com aquela responsável, o relatório dos trabalhos desenvolvido pela PLAN INTERNACIONAL apresenta  testemunhos vivos dos jovens de Colômbia, Uganda e Espanha sobre como a descriminação, o preconceito e a violência  afectam, em pleno, as meninas e jovens mulheres.

“As práticas tradicionais nefastas, casamento infantil e a excisão  feminina, continuam a construir murros de desigualdades e atraso no processo de desenvolvimento da nossa sociedade”, disse a representante da “PLAN INTERNACIONAL” Guiné-Bissau.

Entretanto, a Presidenta do Parlamento Infantil (PI), Nela Mantija destacou  que a data que se celebra hoje é importante para a vida de todas as meninas e mulheres guineenses.

“E não só, porque também significa uma reflexão, para todos nós meninas e mulheres saberem que temos um grande desafio no sentido de lutarmos pela igualdade do género. Não devemos pensar que somos fracos perante os homens, uma vez que podemos esforçar para atingir a meta que qualquer homem pode atingir”, referiu a líder do Parlamento Infantil.

Mantija considerou positivo os trabalhos levados a cabo pelo Parlamento Infantil durante os últimos  anos, acrescentando que conseguiram fazer com que muitos encarregados de educação tenham a consciência de que  as meninas não devem  ficar em casa para fazerem os trabalhos domésticos têm também o direito de irem a escola como os rapazes. ANG/LLA/ÂC/SG

  

Forças armadas


                     Novos mancebos iniciam preparação em Cumeré

Bissau,11 Out 17(ANG) - As Forças Armadas  iniciaram hoje os trabalhos de preparação de 820 recrutas, no Centro de Instrução Militar de Cumeré, no quadro das reformas em curso na estrutura militar.
 
O anúncio foi feito pelo chefe da divisão dos Recursos Humanos do Estado Maior-Maior General das Forças Armadas, Júlio Nhaté, em conferência de imprensa.

Segundo Nhaté são precisos  dois mil e duzentos novos soldados para fechar a ‘plantilha’ da atual estrutura militar.

Júlio Nhaté falava num encontro com a imprensa  promovido pelo Estado-Maior.

Além dos 820 recrutas já instalados em Cumeré, o Estado Maior General das Forças Armadas contará com mais 100 elementos que já trabalhavam nas estruturas das Forças Armadas, caso de pessoal que trabalha na área da mecânica que, segundo Júlio Nhaté, já se familiarizou com os costumes militares.

Sobre a intenção do Estado-Maior General das Forças Armadas em enviar mais jovens para as instruções militares, Júlio Nhaté respondeu que há um segundo grupo que vai a Cumeré em Janeiro de 2018, mas sem avançar o número previsto.

 Acrescentou que se dependesse apenas do Estado-Maior haverá até um terceiro grupo de recrutas, justificando que o país precisa de 2.200 novos soldados para fechar sua plantilha, “mas tudo dependerá da luz-verde do governo”, acrescenta.

A partir de hoje, 11 de Outubro, em Cumeré, 642  rapazes e 178 meninas iniciarão os trabalhos para ingressar as Forças Armadas guineenses durante dois meses.

Nhaté refutou as informações que apontam a fuga de alguns jovens do centro de instrução militar de Cumeré, informando que se estava apenas a atribuir os números mecanográficos a novos recrutas. ANG/O Democrata

Sociedade



Ministro de Estado do Interior promete combater actos de roubos no bairro de Cuntum

Bissau,11 Out 17 (ANG) – O ministro de Estado e do Interior exortou aos responsáveis do seu pelouro no sentido de accionarem todos os mecanismos para o combate as frequentes actos de roubos e saques de objectos dos citadinos no bairro de Cuntum.

Botche Candé que falava terça-feira num encontro mantido com os moradores do bairro, que convidaram ao governante a assistir à final de uma partida de futebol de duas equipas locais, disse que aceitou assumir as funções do ministro do Interior para garantir a segurança ao povo guineense.

“Vou de imediato reunir com todas as forças operativas do Ministério do Interior para definirmos estratégias para acabar com os actos de agressões e assaltos às pessoas que frequentemente acontecem nas localidades de Entrada de Cajú e Sobrade, no Bairro de Cuntum”, prometeu.

Em relação ao pedido dos populares locais para a remoção de um monte de lixo arrumado naquele bairro, Botche Candé prometeu deligenciar junto do Presidente da Câmara Municipal de Bissau a retirada da referida lixeira.

“Camaradas, na próxima quinta-feira o Ministério do Interior vai convocar todos os efectivos e colaboradores para removeram o lixo que está a afrontar os moradores do bairro de Cuntum”, asseverou Botche Candé, mediante aplausos de centenas de populares locais.

O governante frisou que vai ainda solicitar apoios de pessoas de livre vontade de outros bairros de Bissau, no sentido de irem socorrer os moradores de Cuntum na remoção do lixo de forma a evitarem contaminações.

O ministro de Estado e do Interior prometeu ainda accionar mecanismos junto dos seus homólogos da Saúde e Energia para colocação de mais camas no centro sanitário, e postes de iluminação solar em Cuntum, a pedido da juventude local.  
ANG/ÂC/SG

Saúde pública



       Empresa Brasileira pretende construir hospital de referência em Bissau

Bissau, 11 Out 17 (ANG) – Uma delegação da empresa brasileira denominada “Brasil Company”, encontra-se em Bissau a discutir com as autoridades guineenses a construção e administração, em Bissau, de um hospital de referência para a sub-região.

Celso Araújo
Segundo uma nota à imprensa do Gabinete de Comunicação do Primeiro-ministro à que a ANG teve acesso, a delegaçao brasileira é chefiada pelo  presidente de Conselho de Administração da Brasil Company, Celso Araújo.

De acordo com a nota, o referido hospital deverá, em principio, ser construído no local onde fica o antigo hospital 03 de Agosto, em ruínas.

 “ Além deste projecto temos vários outros que vão ser feitos através da parceria público-privada (PPP) ”, disse Araújo sem os identificar. 

A Brasil Company constrói em Bissorá, no Norte da Guiné-Bissau uma fábrica de processamento da castanha de caju, que deverá gerar  500 empregos, e  está a instalar geradores para o fornecimento de energia elétrica naquela cidade nortenha do país. 

Referindo-se a audiência com o Primeiro-ministro a nota avança que  Umaro Sissoco deu o seu aval para a construção do referido hospital.  

“Conforme o presidente do Conselho de Administração da Brasil Company, o hospital fará cobertura não só da Guiné-Bissau, como também dos pacientes que virão dos países vizinhos e se tudo correr como o previsto, as obras desse estabelecimento hospitar terão início em 2018”, lê-se na missiva.
ANG/MSC/ÂC/SG

Urbanização



Presidente da Câmara Municipal de Bissau pede mudança da fisionomia da capital

Bissau,11 Out 17(ANG) – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau disse hoje que os arquitectos nacionais têm um papel preponderante na mudança da fiisionomia da capital Bissau.

Baltasar Alves Cardoso que falava no acto da assinatura de Convênio de cooperação com a Ordem de Arquitectos da Guiné-Bissau, disse que doravante esta organização deve assumir as suas responsabilidades no que tange a concepção de projectos no país. 

“A Ordem de Arquitectos da Guiné-Bissau deve assumir o seu papel de planificar todos os projectos que serão executados no país. Mesmos os projectos doados pelos nossos parceiros devem ser implementados mediante um parecer técnico desta organização”, considerou.

A título de exemplo da desorganização de políticas de construção no país, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau referiu ao Prédio de Taywan em Bissau que foi mal planeado e construído, e que actualmente está em avançado estado de degradação.

Disse que a situação é notória ao longo da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria onde perfilam muitos edifícios inacabados e construídos sem respeito à normas arquitectónicas.

“Sou apenas o Presidente da Câmara Municipal de Bissau e não me cabe fazer o desenho arquitectónico da cidade para que os nossos hospedes fiquem encantados quando visitam Bissau. Essa missão pertence-vos enquanto  arquitectos”, vincou.

Baltasar Alves Cardoso promete combater os “arquitectos aventureiros” que estão a proliferar as construções inadequadas em Bissau, acrescentando que dispõe de informações de que muitos estão dentro da Câmara Municipal de Bissau.

“Vocês na Ordem de Arquitectos têm de identificar todos os associados como condição fundamental para o fortalecimento da parceria com a CMB”. referiu.

Por sua vez, o Presidente da Ordem de Arquitectos da Guiné-Bissau, Fernando Jorge Pereira Teixeira disse que, há muito, que a produção dos habitats e edifícios, praças e ruas da capital Bissau estão nas mãos de pessoas não qualificadas e de certos técnicos sem capacidades para o efeito.

Disse que as obras são entregues à pessoas que não valorizam a beleza e a estética e muito menos a arquitectura urbanismo e que as vezes têm poder económico e político de impor as suas decisões e regras acima das normas aprovadas mundialmente.
 
Afirmou que o acto de assinatura do referido Convênio  entrará nos anais da história de que um dia outros pensaram esta cidade com amor e sabedoria e tentaram dar o seu melhor para a sua reabilitação.

“As nossas assinaturas são testemunhas mudas de que outros tiveram uma vontade comum de olhar a cidade como cidadãos preocupados e perceberam que este presente inglório não pode continuar. Quiseram preparar o futuro como  deve ser, criando instrumentos e melhorias de certos actos procedimentais de forma a retirar Bissau de desorganização urbanística em que se encontra há mais de 40 anos”, frisou Fernando Jorge Pereira Teixeira.

O Convênio de cooperação entre a Câmara Municipal de Bissau e a Ordem de Arquitectos da Guiné-Bissau visa, entre outros, a criação de esforços comuns para tratar de questões de interesse comum relacionados com a arquitectura, ordenamento do território, edificação requalificação urbana e questões ambientais da capital Bissau. ANG/ÂC/SG

Emigração


  Governo está a trabalhar para o regresso ao país de guineenses retidos na Líbia

Bissau,11 Out 17(ANG) - O secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Dino Seidi, disse terça-feira que o Governo guineense está a trabalhar para fazer regressar ao país centenas de cidadãos que se encontram na Líbia em «situação preocupante».

«São centenas (que estão na Líbia), mas o controlo do fluxo é difícil. Todos os que forem identificados e localizados vamos fazer questão de os trazer de volta», afirmou o secretário de Estado.

Segundo o governante, há relatos que chegam que «são preocupantes» e o Governo deu poderes ao embaixador guineense na Argélia para ser «interlocutor junto das autoridades líbias para ver se consegue resolver o assunto com a maior brevidade possível».

«A Organização Internacional das Migrações pediu segurança para se deslocar à Líbia para ajudar os cidadãos guineenses, mas não temos condições para dar essa garantia. Assim, pedimos ao nosso embaixador na Argélia que está a fazer diligências junto das autoridades líbias no sentido de minimizar o sofrimento dos nossos conterrâneos», disse.

Dino Seidi falava à Lusa à margem de um encontro para debater o Pacto Global para a Migração.

O evento, financiado pela União Europeia, pretende recolher as perspetivas e recomendações de diversos atores para definir um quadro global de governação das migrações.

«Nós, sendo um país de imigração e emigração temos, enquanto Governo, de criar políticas para que se faça uma emigração ordenada e segura. Ao longo dos anos, nunca se definiu uma estratégia clara sobre o que queremos, não só em relação à diáspora, como em relação aos que nos procuram», explicou o secretário de Estado.

Para Dino Seidi, as consultas hoje realizadas vão dar pistas e elementos para «fazermos recomendações sobre o que necessário fazer» para melhorar a situação dos migrantes.

«Nós (Guiné-Bissau), não somos elegíveis em termos de rota de emigração clássica, mas como temos uma zona insular, que não está controlada há fenómenos que nos alertam para termos políticas consistentes e por isso realizamos esta consulta», disse. ANG/Lusa

Portugal/Operação Marquês



          Sócrates acusado de corrupção, branqueamento e fraude fiscal

Bissau, 11 Out 17 (ANG) – O Ministério Público acusou hoje José Sócrates pela prática de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada, na ‘Operação Marquês’. 

Segundo a Lusa, uma nota da Procuradoria-Geral da República portuguesa, hoje divulgada e que dá conta da acusação dos 28 arguidos da ‘Operação Marquês’, indica que o ex-primeiro ministro está acusado de 31 crimes económicos.

O empresário e seu amigo Carlos Santos Silva foi acusado de 33 crimes, entre os quais corrupção passiva de titular de cargo político, corrupção ativa de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documento, fraude fiscal e fraude fiscal qualificada.

O Departamento Central de Investigação e Ação penal acusou também o banqueiro Ricardo Salgado por 21 crimes económicos e financeiros: corrupção ativa de titular de cargo político, corrupção ativa, branqueamento de capitais, abuso de confiança, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.

O antigo presidente da PT Zeinal Bava está acusado de cinco crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada. 

Henrique Granadeiro, ex-administrador da PT está acusado de corrupção passiva (1 crime), branqueamento de capitais (2), peculato (1), abuso de confiança (1) e fraude fiscal qualificada (3).

O ex-ministro e antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos Armando Vara foi acusado pelo MP de cinco crimes: corrupção passiva de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (2) e fraude fiscal qualificada (2).  ANG/Lusa

ONU



Senegal pede apoio da Guiné-Bissau para presidir o Conselho dos Direitos Humanos

Bissau, 11 Out 17 (ANG) – A República do Senegal quer o apoio da Guiné-Bissau para assumir a presidência do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, cuja eleição terá lugar na próxima segunda-feira, dia 16 do corrente mês, em Nova Yorque.

A propósito, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal Sidicke Caba esteve terça-feira no país , tendo solicitado o apoio as autoridades nacionais para que o seu país possa assumir a presidência do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

A saída do encontro com chefe do executivo guineense Umaro Sissoco,  Sidicke Caba disse que o Senegal conta com o voto da República da Guiné-Bissau para o efeito.

O ministro de Negócios Estrangeiros revelou que diplomacia senegalesa baseia-se na boa vizinhança, no bom desenvolvimento económico e da paz e segurança.

 Sidicke Caba destacou que a diplomacia da boa vizinhança é fundamental, porque qualquer projectos que se quer desenvolver no país passa pelo entendimento e paz com o vizinho.

Caba acredita  que os países da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana (UA) vão apoiar a candidatura do Senegal ao cargo do Presidente do Conselho dos Direitos Humanos.

O governante senegalês foi ainda recebido em audiência pelo Presidente da República da Guiné-Bissau à quem entregou uma carta do seu homólogo Macky Sal. ANG/LPG/ÂC/SG